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Sábado, Agosto 8, 2026
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Furacão Otis deixa 27 mortos e quatro desaparecidos no México

A passagem do furacão Otis pela costa oeste do México deixou 27 mortos e 4 desaparecidos, informou Rosa Icela Rodriguez, secretária de Segurança do México, na quinta-feira (26).

Os ventos atingiram velocidade de 270 km/h na terça-feira (24) e deixou a cidade de Acapulco sem comunicação. O furacão provocou inundações e deslizamentos. A cidade turística de quase 1 milhão de habitantes ainda sofreu com saques e residentes sem eletricidade e serviços de comunicação.

Na quarta-feira, cerca de 10 mil militares foram destacados para ajudar na limpeza da área. As aulas nas escolas continuam suspensas.

No entanto, a governadora do estado, Evelyn Salgado, informou via rede social que as autoridades estão trabalhando para reestabelecer a energia e reativar as bombas de área potável na cidade. Cerca de 300 mil pessoas continuam sem eletricidade.

De acordo com o governo do estado de Guerrero, 80% dos hotéis de Acapulco foram afetados pelo furacão e foram colocados veículos para ajudar retirar os turistas da cidade.

Maputo restringe circulação de aves visando conter a gripe aviária

As autoridades do ramo da avicultura na província de Maputo estão a restringir a circulação das aves, visando evitar a contaminação pela gripe aviária notificada na província de Inhambane, escreve a Rádio Moçambique.

Entretanto, neste momento a movimentação desta espécie é feita mediante a apresentação de uma licença às autoridades do sector, onde se avalia o estado de saúde destes animais.

Ao nível das associações, os avicultores estão a intensificar as medidas de prevenção nos aviários, como é o caso de desinfecção e a redução do contacto com as aves.

A presidente da Associação dos Avicultores na província de Maputo, Henriqueta Damas, citada pela RM, explicou que a restrição já está a afectar o negócio e a renda, visto que por conta da situação, houve aumento do preço do pinto no mercado.

Israel insiste na demissão de António Guterres

A intervenção de António Guterres no Conselho de segurança das Nações Unidas condenava os “ataques terroristas horríveis e sem precedentes” do Hamas em relação a Israel, mas denunciando também supostas “violações claras” do direito humanitário em Gaza, e apelando a um cessar fogo imediato.

Contudo, o líder da ONU afirmava, porém, que os ataques de 7 de Outubro do Hamas contra Israel não surgiram do nada.

“É também importante reconhecer que os ataques do Hamas não aconteceram do nada. O povo palestiniano tem estado a sofrer 56 anos de uma ocupação asfixiante.”

O ministro israelita dos negócios estrangeiros, Eli Cohen, cancelou, de imediato, o encontro previsto com Guterres perguntando em que mundo ele estaria ele a viver.

Israel passa a recusar vistos a representantes da ONU

No mesmo dia, Israel decidiu passar a negar vistos aos representantes da ONU para entrada no país. A decisão foi anunciada pelo embaixador do Estado hebreu junto da ONU, Gilad Erdan, afirmando que “chegou altura de lhes dar uma lição”. Foi já recusado um visto ao subsecretário-geral para os assuntos humanitários, Martin Griffiths.

E isto enquanto o diplomata israelita Gilad Erdan apelava à demissão imediata de Guterres por este, supostamente, se demonstrar compreensivo para com o terrorismo e os homicídios do Hamas.

“Acho que o secretário-geral tem que se demitir. Como é que o secretؘário-geral pode justificar de alguma forma as atrocidades terríveis que aconteceram aos nossos civis inocentes ?”

Enquanto isso os palestinianos continuavam a deplorar a inércia do Conselho de segurança que continua dividido sobre o conflito israelo-palestiniano.

Encontrados explosivos durante descarregamento de areia para construção na Beira

Uma mina anti-grupo e um morteiro de 60 milímetros foram encontrados durante o descarregamento de areia para construção no bairro de Esturro, na cidade da Beira, numa machamba, na zona de Mafarinha.

António Amaral, 43 anos de idade, descobriu o engenho explosivo na areia que comprou para construir a sua casa; enquanto Albertina Simão, de 38 anos, descobriu o morteiro durante a lavoura na machamba. Ambos comunicaram imediatamente às autoridades sobre a presença dos objectos.

Contudo, a Polícia da República de Moçambique (PRM) estabeleceu uma zona de segurança, afastando os curiosos, e removeu os explosivos.

O porta-voz da PRM em Sofala, Dércio Chacate, confirmou que são engenhos explosivos, acrescentando que foram removidos e desmantelados por agentes especializados para o efeito.

Centenas de policiais fazem caçada a atirador que matou 22 pessoas nos EUA

Desde que Robert Card, de 40 anos, foi identificado como “pessoa de interesse” (termo em inglês para quem é investigado, mas ainda não apontado oficialmente como suspeito) no tiroteio que matou 22 pessoas e feriu outras dezenas na cidade de Lewiston (Maine, EUA), uma verdadeira “caçada” começou.

Autoridades do Maine afirmaram que centenas de policiais trabalham em todo o estado para localizar Robert Card.

O suspeito é instrutor de armas de fogo treinado na reserva do Exército. O caso aconteceu na noite de quarta-feira (25).

No entanto, as autoridades distribuíram, por diversos meios, a mensagem de que Card é perigoso e pediram para que quem tiver notícia do paradeiro dele deve comunicar imediatamente à polícia. Também orientam moradores da área a ficarem em casa, com as portas trancadas.

O FBI (polícia federal norte-americana) enviou unidades de busca aérea a fim de encontrar o atirador. A polícia de New Hampshire também colocou bloqueios nas estradas com o objetivo de confinar o criminoso para que ele não escape para outros estados.

“Estou ciente e fui informada sobre a situação dos atiradores ativos em Lewiston. Peço a todas as pessoas na área que sigam as orientações das autoridades estaduais e locais”, anunciou a governadora do Maine, Janet Mills, disse em um comunicado.

Ajuda de Biden e policiais de outros estados

Já o governador de New Hampshire, Chris Sununu, afirmou que “as autoridades de New Hampshire entraram em contato com nossos colegas no Maine para oferecer e fornecer quaisquer recursos médicos e de segurança necessários enquanto administram esta situação horrível. Nossos corações e orações estão com o povo do Maine”.

O presidente Joe Biden falou ao telefone com o governador Mills, os senadores do Maine Angus King e Susan Collins, e o deputado Jared Golden. Ele ofereceu “total apoio federal após este ataque horrível”.

Vagas de emprego do dia 26 de Outubro de 2023

Foram publicadas hoje, dia 26 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Consultor Formador em Photovoice

O Projeto Pro-PAZ – Cultura para promoção da Paz, Reconciliação e Coesão Social pretende recrutar um (1) Consultor Formador em Photovoice. Saiba mais.

2. Vaga para DMEAL Especialist

A ForAfrika Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) DMEAL Especialist. Saiba mais.

3. Vaga para Técnico de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho

A SETH – Sociedade de Empreitadas e Trabalhos Hidráulicos, S.A. – Sucursal de Moçambique está a recrutar um (1) Técnico de Higiene, Ambiente e Segurança no Trabalho – (HAST). Saiba mais.

4. Vaga para Mecânico

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Mecânico. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vagas para Agentes de Crédito

A DSD Capital, Lda. pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Agentes de Crédito. Saiba mais.

2. Vaga para Oficial Logístico

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial Logístico. Saiba mais.

3. Vaga para Oficial de Finanças

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Finanças. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Monitoria e Avaliação (M&A)

A Fundação Wiwanana, uma organização nacional que trabalha no âmbito da promoção de saúde comunitária, pretende contratar um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação (M&A). Saiba mais.

5. Vaga para Gestor de Projeto CBA Scale: Southern Africa

A CARE Internacional procura contratar um (1) Gestor de Projeto CBA Scale: Southern Africa. Saiba mais.

6. Vaga para Gestor de Programa para o Projecto HER Resilience

A CARE Internacional procura contratar um (1) Gestor de Programa para o Projecto HER Resilience: Helping Empower Rural Livelihoods & Resilience. Saiba mais.

7. Vaga para Assistente de Administração e Logística

A Mentor Initiative pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Administração e Logística. Saiba mais.

8. Vaga para Mecânico Auto

Transportes Ideal, Lda, empresa moçambicana que actua no ramo de transportes está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Mecânico Auto. Saiba mais.

9. Vaga para Assistente de Bordo

Transportes Ideal, Lda, empresa moçambicana que actua no ramo de transportes está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Bordo. Saiba mais.

10. Vaga para Oficial Sénior de Administração, Finanças e Recursos Humanos

A Comunidade Moçambicana de Ajuda (CMA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Administração, Finanças e Recursos Humanos. Saiba mais.

11. Vaga para Assessor de Finanças

O Ipas Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Finanças. Saiba mais.

12. Vaga para Auxiliar de Limpeza

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Auxiliar de Limpeza. Saiba mais.

13. Vaga para Assistente de Finanças

A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Finanças. Saiba mais.

14. Vaga para HP/ Sanitation Activity Manager

A Solidarités International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) HP/ Sanitation Activity Manager. Saiba mais.

15. Vagas para Assistentes de Sistema de Informação em Saúde

A Elizabeth Glaser Pediatric Aids Foundation (EGPAF) pretende recrutar dois (2) Assistentes de Sistema de Informação em Saúde. Saiba mais.

16. Vaga para Assistente de Sistema de Informação em Saúde

A Elizabeth Glaser Pediatric Aids Foundation (EGPAF) pretende recrutar um (1) Assistente de Sistema de Informação em Saúde. Saiba mais.

17. Vagas para Técnicos de Linha

A ENGIE Energy Access pretende recrutar para o seu quadro de pessoal Técnicos de Linha. Saiba mais.

18. Vaga para Specialist, Health and Nutrition

A Childfund International pretende recrutar um (1) Specialist, Health and Nutrition. Saiba mais.

19. Vaga para Secretária

O Centro Infantil e Externato Junica pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

20. Vaga para Assistente – MEAL

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente – MEAL. Saiba mais.

21. Vaga para Estagiário de Recursos Humanos

A Afridev Mati Mozambique, Lda está a recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário de Recursos Humanos. Saiba mais.

22. Vagas para Oficiais de Entrada de Dados CLHIV & PPA

A Associação para o Fortalecimento Comunitário (Ovarelelana-AFOC) pretende recrutar dois (2) Oficiais de Entrada de Dados CLHIV & PPA. Saiba mais.

23. Vagas para Arquitectos

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente três (3) Arquitectos. Saiba mais.

24. Vaga para Fiel de Armazém

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente um (1) Fiel de Armazém. Saiba mais.

25. Vagas para Colectadores de Dados

A RoyalRH pretende recrutar para o seu cliente três (3) Colectadores de Dados. Saiba mais.

26. Vaga para Gestor de Treinamentos

A Agência Para o Desenvolvimento Inclusivo (IDA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Treinamentos. Saiba mais.

Central de Temane prestes a receber gás

Um dos mega projectos mais relevantes para Moçambique nos últimos anos, com uma significativa contribuição para o compromisso de monetização do gás no país, segue nos próximos meses para a sua fase de pico nos trabalhos de construção, depois da conclusão da Infra-estrutura de Gás Inicial – IGF (Initial Gas Facility).

Trata-se do Acordo de Partilha de Produção (PSA) que inclui a construção de infra-estruturas que irão garantir a produção de 23 milhões de gigajoules de gás por ano, que deverão alimentar a Central Térmica de Temane (CTT) para a produção de 450MW de electricidade, assim como a Fábrica de GPL (Gás de Cozinha), que produzirá 30.000 toneladas por ano, ou seja 75% da demanda de gás de cozinha em Moçambique, e, também, petróleo leve e gás excedente para exportação.

De acordo com o director do projecto PSA, Avin Maharaj, a implementação do projecto contempla trabalhos civis, estruturais, mecânicos, eléctricos, de instrumentação e tubagem, sendo que estão todos a seguir segundo o cronograma e a parte civil está na fase conclusiva.

“Com a conclusão das obras civis, já demos início aos trabalhos mais especializados de instalação de estruturas metálicas como a tubagem e tanques de processamento de gás proveniente dos vários furos da licença PSA,” disse Maharaj, citado em comunicado enviado à AIM.

Polícia israelita deteve 110 pessoas por alegado incitamento ao Hamas

A polícia de Israel deteve 110 pessoas por alegadamente incitarem a violência ou elogiarem o grupo islamita Hamas após os ataques de 07 de outubro, que provocaram cerca de 1.400 mortos em território israelita.

Desde o início das hostilidades, a polícia israelita já deteve 110 suspeitos e acusou formalmente 17 pessoas, referem as autoridades numa mensagem divulgada na rede social X (antigo Twitter), acrescentando que foram abordadas mais de 270 publicações por “incitamento à violência, apoio ou elogio a organizações terroristas”, o que resultou na abertura de 126 processos.

“A equipa da Divisão de Investigação e Inteligência [da polícia de Israel] tem operado num formato reforçado desde o início da guerra para tratar de todos os assuntos relacionados com suspeitos que incentivam a violência e se identificam ou apoiam a organização terrorista Hamas”, refere a mesma mensagem.

Por isso, sublinha a instituição, “a polícia de Israel continuará o seu trabalho para localizar e confrontar os instigadores da violência e dos atos de terrorismo, bem como qualquer pessoa que aplaude estes atos nas redes sociais, onde quer que estejam”.

No entanto, a declaração foi publicada um dia depois da detenção da conhecida atriz árabe-israelita Maisa Abd Elhadi, na sequência de mensagens publicadas nas redes sociais sobre os ataques do Hamas.

A polícia indicou ainda que a mulher, natural de Nazareth, publicou uma fotografia de uma escavadora depois de romper a cerca de separação de Gaza, acompanhada da “Vamos ao estilo Berlim”.

Abd Elhadi atuou em 38 filmes e séries de televisão, incluindo “3000 Noites”, “Gaza Mon Amour” e ‘a Traição de Huda” – todos dirigidos por diretores palestinianos — assim como na série britânica “Bagdad Central”.

O Hamas atacou Israel de surpresa em 07 de outubro, provocando, segundo fontes israelitas, mais de 1.400 mortos, na sua maioria civis, e raptou cerca de 220 pessoas que levou como reféns para a Faixa de Gaza.

Desde então, Israel tem bombardeado Gaza sem interrupção e impôs um bloqueio de água, medicamentos e combustível no território.

Contudo, o Ministério da Saúde do Hamas anunciou na terça-feira que cerca de 5.800 pessoas foram mortas por ataques israelitas na Faixa de Gaza, a maioria delas civis, incluindo quase 2.400 crianças.

Piloto de folga tenta derrubar avião com 83 pessoas a bordo nos EUA

Um piloto de folga que viajava no cockpit de um avião da Alaska Airlines com 83 pessoas a bordo tentou desligar os motores durante um voo entre Washington e São Francisco.

Joseph Emerson, de 44 anos, foi dominado pelos outros tripulantes e detido após o avião fazer uma aterragem de emergência em Portland, tendo sido acusado de 83 tentativas de homicídio. Desconhecem-se os motivos por detrás do ato.

Três mortos e quatro feridos após acidente na cidade de Maxixe

Três pessoas morreram e outras quatro contraíram ferimentos na segunda-feira em consequência de um acidente de viação, ocorrido na Estrada Nacional Número 1 (EN1), na cidade da Maxixe, província de Inhambane.

Aponta-se o excesso de velocidade e deficiências mecânicas como causas do sinistro.

Vedada pesca do camarão de superfície a partir de 1 de Novembro

A captura do caranguejo do mangal estará interdita de 1 de Novembro a 31 de Dezembro. Já a proibição de pesca do camarão de superfície deverá durar cerca de cinco meses, isto é, de 1 de Novembro até meados de Março.

A interdição abrange a Baía de Maputo, que está entre a Cidade e província de Maputo, a Foz do Rio Limpopo, na província de Gaza e as províncias Inhambane e Sofala.

O Instituto Nacional do Mar que avançou a informação, em conferência de imprensa, diz que há actividades em curso, para garantir que ninguém pesque camarão e caranguejo durante o período de veda. E há sanções que poderão ser aplicadas aos infractores.

O INAMAR alerta ainda que todos os estabelecimentos de venda destes mariscos devem ter uma declaração sobre a proveniência, durante o período de veda, para evitarem apreensões.

Tete em alerta devido à cólera no Malawi

A província de Tete está em alerta máximo face à detecção de casos de cólera nos países vizinhos, com destaque para o Malawi.

Trata-se dos distritos de Angónia, Doa, Mutarara, Tsangano e Macanga, este último com casos diagnosticados da doença e dois óbitos.

Entrentanto, as autoridades de saúde em Tete manifestam-se igualmente preocupadas com o surto de diarreias e vómitos que se registam nos distritos, sobretudo em Moatize, onde há pelo menos 35 casos, dos quais 16 tiveram que ser internados e um óbito.

O médico-chefe provincial em Tete, Charifo Gentivo, esclareceu que neste momento, enquanto se aguarda pelos resultados laboratoriais, decorre um trabalho de purificação de fontes de água em comunidades dos distritos mapeados.

Jenna Ellis declara-se culpada por tentar anular derrota de Trump

A advogada Jenna Ellis declarou-se terça-feira culpada de uma acusação de crime por esforços para anular a derrota eleitoral de Donald Trump em 2020 na Geórgia, admitindo em lágrimas perante o juiz olhar para trás com “profundo remorso”.

Jenna Ellis, o quarto réu no caso a entrar em acordo com os procuradores, voz proeminente na campanha para a reeleição do ex-Presidente norte-americano, Donald Trump, nas últimas presidenciais dos Estados Unidos, foi acusada, a par do ex-chefe de Estado republicano e de 17 outras pessoas, de violar a lei anti-extorsão do estado da Geórgia.

Ellis declarou-se culpada de um crime de cumplicidade em declarações e escritos falsos. Tinha sido acusada de violar a lei da Geórgia relativa às organizações corruptas e influentes, conhecida como RICO, e de tentar a violação do juramento de um funcionário público, ambos crimes.

Ao usar da palavra depois de se declarar culpada, afirmou em lágrimas que não teria representado Trump após a eleição de 2020 se soubesse o que sabe agora, alegando que tinha confiado em advogados com muito mais experiência do que ela e não tinha conseguido verificar coisas que lhe disseram.

“O que eu não fiz, mas deveria ter feito, meritíssimo, foi certificar-me de que os factos que os outros advogados alegavam ser verdadeiros eram de facto verdadeiros”, afirmou a advogada de 38 anos.

A confissão de culpa de Ellis surge poucos dias depois de dois outros arguidos, os advogados Sidney Powell e Kenneth Chesebro, se terem declarado culpados.

A admissão de culpa de Ellis eleva para três as pessoas de renome, responsáveis por promover ações judiciais infundadas contra a vitória eleitoral do democrata Joe Biden em 2020.

Todas concordaram em aceitar a responsabilidade pelos seus papéis, em vez de arriscarem prosseguir o julgamento e enfrentarem um júri. Um quarto arguido menos conhecido declarou-se culpado no mês passado.

Em resposta à pergunta de um jornalista no corredor de um tribunal em Nova York, onde enfrenta um processo relacionado com a suposta inflação do valor dos seus ativos, Trump disse que não sabia nada sobre o acordo de confissão de Ellis, considerando-o, ainda assim, “muito ruim”, mas disse não estar preocupado.

“Não sei de nada, estamos totalmente inocentes de tudo, isso é perseguição política, é tudo o que é”, afirmou.

Steve Sadow, o principal advogado de Trump no caso da Geórgia, usou a alegação de Ellis para lançar dúvidas sobre a legitimidade das acusações de extorsão que a procuradora distrital do condado de Fulton, Fani Willis, apresentou contra todos os 19 réus.

“Pela quarta vez, Fani Willis e a sua equipa de acusação rejeitaram a acusação de RICO em troca de um acordo de liberdade condicional”, afirmou.

“O que isso mostra é que o chamado caso RICO não passa de uma moeda de troca para a procuradora Willis”, acrescentou, observando que Ellis se declarou culpada de uma acusação que não estava na acusação original e não envolve Donald Trump.

Jenna Ellis foi condenada a cinco anos de liberdade condicional, bem como a 5.000 dólares de indemnização, 100 horas de serviço comunitário, a escrever uma carta de desculpas ao povo da Geórgia e a testemunhar sinceramente em julgamentos relacionados com este caso.

Contudo, as confissões antecipadas e consequentes punições favoráveis — desde, logo a liberdade condicional, em vez de prisão – podem prenunciar resultados semelhantes para outros arguidos que venham a optar pela admissão de culpa e a cooperação.

Não obstante, o valor de cada uma destas pessoas como testemunhas contra Trump não é claro, uma vez que a sua participação direta, e admitida, em esquemas ilegais irá expô-las a ataques à sua credibilidade e a interrogatórios contundentes, caso venham a testemunhar.

A acusação no caso detalhou uma série de acusações contra Ellis, incluindo a de que ajudou a criar planos sobre como interromper e atrasar a certificação dos resultados das eleições de 2020 pelo Congresso em 6 de janeiro de 2021, dia em que uma multidão de apoiantes de Trump acabou por invadir o Capitólio dos Estados Unidos.

Chanceler de Israel nega que país ataque alvos civis em Gaza

Israel está agindo de acordo com o direito internacional e não ataca civis na Faixa de Gaza, afirmou o ministro das Relações Exteriores do país, Eli Cohen, na terça-feira (24).

“Israel está trabalhando de acordo com o direito internacional. Damos ajuda humanitária, água, alimentos e medicamentos. Nunca visamos pessoas”, disse o chanceler israelense à agência de notícias estatal Anadolu, da Turquia. “Nossos alvos são apenas os terroristas do Hamas”, frisou.

A declaração do ministro de Israel acontece no mesmo dia em que o Conselho de Segurança da ONU se reúne em mais uma tentativa de encontrar uma solução para o conflito que já dura 18 dias.

Na reunião, o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmou que pausas humanitárias devem ser levadas em consideração, com o objetivo de retirar civis da Faixa de Gaza, alvo de bombardeios constantes de Israel desde o início do conflito.

De acordo com números atualizados, mais de 6 mil pessoas – entre israelenses e palestinos – morreram na guerra entre Israel e Hamas, a maioria deles palestinos. Segundo o Ministério da Saúde da Faixa de Gaza, mais de 5 mil cidadãos da Palestina foram vítimas fatais dos bombardeios na região, dos quais 62% são crianças e mulheres. Já as baixas israelenses giram em torno de 1,4 mil.

Hamas afirma que bombardeamentos já mataram mais de 6.500 em Gaza

O ministério da Saúde do Hamas afirmou que pelo menos 6.546 palestinianos morreram e outros 17.439 ficaram feridos devido aos bombardeamentos israelitas na Faixa de Gaza, realizados em retaliação pelo ataque do movimento islamita Hamas contra Israel.

Segundo a fonte, entre os mortos há 2.704 crianças, 1.584 mulheres e 364 idosos.

Somente nas últimas horas, pelo menos 756 palestinianos perderam a vida em Gaza, incluindo 344 crianças e adolescentes, enquanto outros 1.142 sofreram ferimentos.

O gabinete de informação do Governo da Faixa Gaza – controlado pelo grupo islamita Hamas – afirmou que hoje pelo menos dez padarias no enclave palestiniano foram alvo de ataques aéreos israelitas, mas não especificaram o número de vítimas.

Ezat al-Sharq, membro do escritório político do Hamas, explicou num comunicado que Israel está “a destruir as infraestruturas, a bombardear hospitais, escolas, mesquitas, igrejas e instituições governamentais civis, a cortar a água, a eletricidade e a internet (…)”.

Nas últimas horas, Israel declarou que atacou infraestruturas militares do Hamas em Gaza em “grande escala”, incluindo túneis, quartéis e armazéns de armas, e matou um comandante do batalhão norte de Khan Younis, Taysir Mubasher.

Contudo, a guerra entre Israel e o Hamas começou em 07 de outubro com o ataque do grupo islamita em território israelita que provocou mais de 1.400 mortos e mais de 200 reféns que foram levados para Gaza.

Paralelamente, a violência aumentou na Cisjordânia desde o início do conflito. Seis palestinianos morreram em diferentes partes da Cisjordânia ocupada em confrontos com tropas israelitas, incluindo três mortos num ataque aéreo com ‘drone’ em Jenin.

Até ao momento, mais de 100 palestinianos morreram na Cisjordânia desde o início da guerra entre Israel e o Hamas, de acordo com a Autoridade Palestiniana.

Conselho Constitucional chumba despacho que anulava resultados eleitorais em Chókwè

O Conselho Constitucional (CC) chumbou o despacho do Tribunal Distrital de Chókwè, província de Gaza, que anulava os resultados do processo eleitoral naquele ponto do país.

Assim, fica sem efeito a decisão de repetição de eleições naquele município.

É uma decisão que consta de um acórdão do Conselho Constitucional, enviado à nossa redacção.

No entanto, os juízes do Conselho Constitucional mantêm a decisão do Tribunal Distrital de Chókwè, de remeter ao Ministério Público a investigação sobre indícios de prática de ilícitos eleitorais.

Em relação à suposta ilegalidade da não credenciação de delegados da sua candidatura, invocada pelo partido Nova Democracia, o Conselho Constitucional prometeu pronunciar-se durante a validação e proclamação de resultados.

Reabertos sete postos de fronteira com a Tanzânia

Sete postos de travessia dos nove existentes na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, foram reabertos, depois de dois anos encerrados devido aos ataques terroristas, segundo avançou o Serviço Nacional de Migração (SENAMI).

Os postos fronteiriços estão localizados nos distritos de Mueda, Nangade, Palma e Mocímboa da Praia, nas fronteiras terrestre e marítima com a República da Tanzania.

Ivo Sampanha, porta-voz do SENAMI em Cabo Delgado, disse tratar-se das fronteiras de Namatil, Negomano, Ngapa, Namoto, Nangade-Sede, Palma e vila de Mocímboa da Praia, obrigadas a interromper as actividades na sequência da intensificação dos ataques terroristas na região.

A reabertura ao movimento migratório, segundo a fonte, citada pelo “Notícias”, resulta da perseguição de terroristas levada a cabo pelas Forças de Defesa de Segurança (FDS) e congéneres do Ruanda e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), que tem criado condições para o regresso das populações.

Sampanha anotou que a medida está a impulsionar a travessia entre os dois países, com uma média de quatro mil pessoas a cruzarem a fronteira por mês, contra cerca de três mil anteriores.

De acordo com a fonte, antes da melhoria da situação de segurança o movimento nestes postos era quase inexistente.

Informou que, nas suas incursões, os terroristas vandalizaram as infra-estruturas onde funcionavam os postos de travessia e “neste momento ainda não foram reabilitadas, mas fomos obrigados a retomar os trabalhos, porque o SENAMI estava a ser pressionado pela população de dois países”.

Contudo, o porta-voz do SENAMI indicou que em Namoto, onde se regista o maior fluxo, atravessam mais de 1500 pessoas.

“Este posto foi o último a ser reaberto e acreditamos que nos próximos meses o número poderá aumentar”, acrescentou.

Sampanha garantiu existirem fortes medidas de segurança nas fronteiras dos dois países e as Forças de Defesa e Segurança de Moçambique e Tanzania adoptaram um modelo único de controlo para evitar circulação de viajantes ligados aos terroristas, que actuam em alguns distritos de Cabo Delgado desde finais de 2017.

No que tange à entrada de imigrantes ilegais, anotou que nos últimos três anos o fluxo reduziu significativamente em Cabo Delgado, por um lado devido à deterioração da segurança e, por outro, à movimentação nesta parcela do país de grupos terroristas e o controlo cerrado das autoridades.

“Contudo, temos repatriado à procedência um número significativo de ilegais. Trata-se de cidadãos estrangeiros que entraram e/ou permaneceram no território nacional ilegalmente, para além dos que ultrapassam o período de estada autorizado”, explicou.

Furacão Otis atinge a costa oeste do México

O furacão Otis chegou à costa oeste do México no Pacífico durante a noite, com ventos e chuvas fortes, informou o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC), que elevou a sua categoria para 5.

“As imagens de satélite indicam que o Otis atingiu a costa perto de Acapulco por volta das 06h25 GMT”, referiu o NHC, sublinhando que poderão ser registados ventos de até 270 quilómetros por hora.

No entanto, o furacão Otis passou de tempestade tropical a furacão de categoria máxima (5) em 12 horas, ao aproximar-se da costa sul do Pacífico do México.

Moçambique adquire frangos do Brasil e Turquia

Moçambique acaba de autorizar uma quota extraordinária para a importação de frangos do Brasil e da Turquia para minimizar o impacto da interdição da entrada de produtos avícolas da África do Sul, que enfrenta o surto de influenza.

Deste modo, os importadores poderão adquirir cerca de quatro mil toneladas de frangos nestes dois países da América Latina e Ásia.

Em contacto com o “Notícias”, Américo Conceição, director nacional do Desenvolvimento Pecuário no Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural (MADER), referiu que o produto poderá chegar ao país em cerca de um mês.

Avançou, igualmente, que os produtores locais foram autorizados a importar ovos de incubação do Brasil e Turquia, com vista a garantir o processo de produção.

De referir que o país já regista uma escassez de frangos e ovos, por causa da interdição da importação destes produtos da África do Sul.

Exército acusa Irão ajudar Hamas no ataque de 7 de Outubro

O exército israelita acusou o Irão de ter ajudado o grupo islamita palestiniano Hamas no ataque de 07 de outubro contra Israel, em que foram mortas 1.400 pessoas e mais de 200 feitas reféns.

“O Irão ajudou diretamente o Hamas antes do ataque com treino militar, fornecimento de equipamento e armas, informação de inteligência e fundos”, disse o porta-voz do exército israelita, Daniel Hagari, citado pela agência espanhola EFE.

Hagari afirmou durante uma conferência de imprensa em Jerusalém que o Irão continua a ajudar o grupo palestiniano que controla a Faixa de Gaza, fornecendo informações e realizando ciberataques em diferentes partes do mundo contra Israel.

Trata-se da acusação mais concreta até agora feita por Israel contra o Irão em relação ao ataque do Hamas de 07 de outubro, segundo a EFE.

No entanto, as autoridades israelitas tinham afirmado anteriormente que Teerão estava por detrás do ataque, mas sem especificar de que forma.

Hagari disse ainda que os aliados do Irão no Iraque, Iémen e Líbano agem sob as ordens de Teerão.

Acrescentou que as tropas israelitas atingiram cinco “células terroristas” libanesas nas últimas 24 horas, referindo-se à milícia xiita libanesa Hezbollah.

As declarações foram feitas no dia em que dirigentes do Hamas e da Jihad Islâmica se reuniram em Beirute com o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, cujo grupo é apoiado pelo Irão.

O Hezbollah afirmou em comunicado que os dirigentes decidiram “continuar a coordenação e a monitorização dos desenvolvimentos numa base diária e permanente”.

Também discutiram o que “as partes do Eixo da Resistência devem fazer nesta fase delicada para alcançar uma verdadeira vitória da Resistência em Gaza e na Palestina”.

Contudo, o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, garantiu na terça-feira ao líder do braço político do Hamas, Ismail Haniye, e ao secretário-geral da Jihad Islâmica, Ziad al Najala, apoio às milícias palestinianas no conflito com Israel.

“A resistência é forte do lado da Palestina. A estrutura política e de segurança do regime israelita ruiu e só a sua máquina de guerra funciona contra os civis”, afirmou o chefe da diplomacia iraniana.

Israel declarou guerra ao Hamas na sequência do ataque que sofreu em 07 de outubro, que as autoridades israelitas disseram ter causado 1.400 mortos.

O grupo palestiniano também raptou duas centenas de israelitas e estrangeiros que mantém como reféns em Gaza.

O exército israelita tem bombardeado Gaza desde então, com um balanço de mais de 5.800 mortos, segundo o Hamas.

Um dia depois do ataque do Hamas, começaram trocas de tiros entre o exército israelita e o Hezbollah na fronteira do Líbano, que regista o nível de tensão mais elevado desde 2006, com um saldo de 55 mortos.

A comunidade internacional tem manifestado o receio de uma escalada na região, com países como os Estados Unidos, aliados de Israel, a advertirem Teerão de que não deve envolver-se no conflito.

Os Estados Unidos reforçaram a presença militar na região no que foi entendido como uma medida de dissuasão.

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