O Sistema de Administração Financeira do Estado (e-SISTAFE), utilizado para o pagamento de salários e outras despesas públicas, está a ser alvo de abusos na província de Inhambane.
Segundo uma nota divulgada pelo Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, estas práticas ilegais estão a colocar em risco a integridade dos fundos públicos e os mecanismos de controlo financeiro.
O documento refere que, no primeiro trimestre do ano corrente, foram identificadas diversas irregularidades relacionadas com a utilização do e-SISTAFE. As anomalias incluem o processamento indevido de salários, subsídios e outras remunerações em várias Unidades Gestoras Beneficiárias.
A entidade anti-corrupção esclareceu que tais práticas derivam da utilização indevida de perfis que têm acesso a funcionalidades sensíveis da plataforma. Esta situação tem permitido a realização de pagamentos superiores aos valores estabelecidos por lei, bem como a atribuição de benefícios sem qualquer suporte legal.
A circulação rodoviária foi restabelecida através de um desvio na ponte sobre o rio Ampoece, localizada na Estrada Regional 683, entre Monapo e Quixaxe.
A infraestrutura tinha sofrido danos significativos durante a época chuvosa, dificultando a mobilidade na região.
A reabilitação da ponte e o consequente desvio visam melhorar as condições de tráfego e garantir a segurança dos utentes. As autoridades locais trabalham para assegurar que a circulação ocorra de forma segura e eficiente, minimizando os transtornos causados pelos danos anteriormente verificados.
Quinze cidadãos de nacionalidade etíope encontram-se sob custódia das autoridades moçambicanas em Quelimane, após terem sido detidos por imigração ilegal.
A informação foi confirmada por Belarmina Henriques, porta-voz da Polícia da República de Moçambique na Zambézia, em declarações ao “Notícias Online”.
Os indivíduos em questão teriam atravessado a fronteira de Melosa, na região de Milange, com a intenção de seguir até à vizinha província de Nampula. A viatura que os transportava foi interceptada pelas forças policiais no distrito de Mocuba, onde o condutor desobedeceu à sinalização para parar, dando origem a uma perseguição.
A detenção ocorreu no distrito de Ile, situado a 53 quilómetros da cidade de Mocuba. As autoridades estão a proceder com a averiguação dos factos.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, realizou uma série de encontros com dirigentes de organizações internacionais e empresários de Angola e dos Emirados Árabes Unidos (EAU).
As reuniões visaram evidenciar o crescente interesse em apoiar os planos de desenvolvimento do país, com especial atenção para os sectores do turismo, infraestruturas, indústria e formação de recursos humanos.
Durante o encontro com a secretária-geral da Organização Mundial do Turismo (ONU Turismo), Shaikha Al Nuwais, a dirigente expressou a sua satisfação pela oportunidade de dialogar com o Chefe do Estado moçambicano. Al Nuwais revelou a intenção de visitar Moçambique com o propósito de aprofundar a cooperação no sector turístico. Na ocasião, foram discutidas as prioridades do Governo para este sector, destacando a valorização do vasto potencial costeiro do país e a necessidade de formação de profissionais qualificados para acompanhar o crescimento da actividade turística. O desenvolvimento de capacidades foi apontado como uma área prioritária de colaboração.
Na mesma linha, Christos Grigorakis, director executivo do Grupo Mangrove Investment, destacou o compromisso dos EAU em apoiar a modernização das infraestruturas moçambicanas. Este apoio está em consonância com os entendimentos alcançados entre os líderes dos dois países. Grigorakis enfatizou a intenção do grupo de mobilizar recursos imediatamente para ajudar na execução das prioridades definidas por Daniel Chapo, considerando o plano de governação apresentado pelo Presidente moçambicano como “muito impressionante” e promissor.
Agostinho Kapaia, CEO do Grupo OPAIA, elogiou o ambiente de negócios existente em Moçambique e manifestou interesse em expandir os investimentos do seu grupo, que já opera em vários países africanos. Kapaia anunciou planos para estabelecer uma presença permanente em Moçambique, por meio da abertura de um escritório e da criação de uma empresa local, favorecendo parcerias com empresários moçambicanos.
Daniel Chapo encontra-se em Angola para participar na Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026.
Mais de 20 jornalistas de diversos órgãos de comunicação social estão a participar, desde ontem, numa ação de formação em Quelimane, província da Zambézia, promovida pelo Banco de Moçambique, no âmbito do programa “Economia para Todos”.
Durante a cerimónia de abertura, José Muiane, representante do director da Filial de Quelimane, sublinhou que esta iniciativa tem como objectivo reforçar os conhecimentos dos profissionais da comunicação social em matérias económicas e financeiras. O intuito é que estes possam divulgar de forma mais eficaz os assuntos pertinentes junto da população.
Muiane destacou a importância do papel dos jornalistas na interpretação e transmissão de conteúdos relacionados com as políticas monetária e cambial, especialmente num contexto em que os fenómenos económicos se tornam cada vez mais complexos e a informação circula com rapidez. A capacidade de informar correctamente contribui para que os cidadãos compreendam melhor os impactos dessas políticas na sua vida quotidiana.
Nos dois dias de formação, os participantes irão explorar temas como a taxa de câmbio, o funcionamento do mercado cambial e o Fundo Soberano de Moçambique. Estes tópicos são considerados essenciais para a compreensão da dinâmica económica e da gestão sustentável dos recursos do país.
A capacitação dos jornalistas é vista como um factor importante para a melhoria do debate público, a promoção da literacia financeira e o fortalecimento da confiança dos cidadãos nas instituições.
A filial moçambicana do United Bank for Africa (UBA), originário da Nigéria, anunciou um aumento de 1,5 por cento nos seus lucros ao longo do último ano, totalizando 983,3 milhões de meticais, o que equivale a aproximadamente 15,3 milhões de dólares norte-americanos à taxa de câmbio actual.
Segundo o relatório financeiro do banco, este valor representa um crescimento de 37,9 por cento em comparação com 2024, ano em que os lucros foram avaliados em 969,2 milhões de meticais. O desempenho positivo é atribuído à ampliação da receita bancária, impulsionada pelo aumento do portefólio de títulos, que reflete um incremento nos depósitos dos clientes e uma estratégia eficiente de alocação de recursos. Contudo, a diminuição da receita líquida proveniente de taxas e comissões moderou este crescimento.
Além disso, o UBA registou activos totais no valor de 17.369 milhões de meticais em 2025, registando um aumento de 15,3 por cento face ao ano anterior. Em contraposição, os empréstimos a clientes apresentaram uma queda de 16,6 por cento, fixando-se em 1.634 milhões de meticais, enquanto os depósitos dos clientes subiram 9,3 por cento, alcançando 11.426 milhões de meticais. A proporção de empréstimos sobre depósitos decresceu de 19 por cento para 14 por cento.
O relatório destaca que os resultados e os rácios financeiros alcançados demonstram a abordagem prudente do banco na gestão da liquidez, na concessão de créditos aos clientes, bem como na diversificação do seu portefólio de depósitos e no investimento em infraestruturas de apoio ao negócio, incluindo a segurança informática.
Em 31 de Dezembro, o banco fechou o ano com 1,52 por cento do seu portefólio total de empréstimos em incumprimento, aumentando a sua taxa de cobertura em 20,8 pontos percentuais, fixando-se em 89,43 por cento.
Segundo o documento, o UBA Moçambique contava, no final de 2025, com 139 colaboradores e 25.944 clientes, operando através de sete agências localizadas em Maputo (sul), Beira (centro) e Nampula (norte).
O UBA Moçambique é detido em 96,94 por cento pelo UBA – United Bank for Africa PLC, com participações minoritárias detidas pela African Prudential PLC (0,9 por cento) e pela Afriland Properties PLC (2,16 por cento).
O país obteve uma arrecadação de 114 milhões de dólares devido às exportações de bens e serviços entre Janeiro e Março de 2023. A informação foi divulgada pelo Ministro da Economia, Basílio Muhate, durante o “Economic Briefing”, um evento promovido pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).
Segundo Muhate, Moçambique apresentou um saldo positivo na balança comercial no primeiro trimestre, resultado do aumento das exportações e da redução das importações. Este desempenho, conforme destacado pelo ministro, demonstra um fortalecimento da capacidade produtiva da nação, bem como uma geração crescente de divisas. A consolidação da presença de Moçambique nos mercados regionais e internacionais também foi sublinhada durante a apresentação.
Este resultado reflete um empenho significativo do governo e do sector privado em promover o crescimento económico e a competitividade do país no cenário global.
O Governo de Moçambique, através do Ministério da Juventude e Desportos, deu a conhecer os progressos na elaboração da nova política de emprego durante o VIII Conselho Consultivo do Instituto Nacional de Emprego (INEP).
O documento em fase de preparação visa ser uma ferramenta estratégica para fomentar a criação de oportunidades laborais, fortalecer a empregabilidade e assegurar a sustentabilidade do trabalho, contribuindo assim para o desenvolvimento económico e social do país. Na sua intervenção de abertura do evento, o ministro da Juventude e Desportos, Caifadine Manasse, salientou o êxito do programa e fez um apelo às empresas e parceiros para continuarem a apoiar a promoção da empregabilidade entre os jovens.
Durante o encontro, foram entregues 10 certificados a jovens que completaram com êxito um estágio pré-profissional. Esta medida activa de emprego tem como objectivo complementar competências práticas e comportamentais, preparando os jovens para o mercado de trabalho. Os estágios decorrem nas áreas de restauração, tecnologias de informação e comunicação e administração logística, integrados no Projecto Mais Emprego 2, que conta com o financiamento da União Europeia.
Destaque para o facto de que quatro dos jovens estagiários já conseguiram ser contratados, evidenciando o impacto positivo desta iniciativa nos esforços para a promoção da empregabilidade juvenil em Moçambique.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Coordenadores Técnicos Provinciais. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Oficiais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal oito (8) Técnicos Distritais de Nutrição. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal setenta e três (73) Supervisores de Campo. Saiba mais.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Elaboração de Projecto Executivo e Construção de Muro de Vedação. Saiba mais.
A Eazi Access pretende recrutar trinta (30) Operadores de Máquinas (Telehandler e MEWP-Mobile Elevating Work Platform/Charry Picker e Scissor Lift). Saiba mais.
O Governo de Moçambique está empenhado em esforços diplomáticos e institucionais para garantir o repatriamento de 14 cidadãos nacionais que se encontram retidos na República Centro-Africana (RCA), vítimas de alegadas falsas promessas de emprego.
A informação foi divulgada pelo porta-voz da 17.ª Sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, que confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) está a monitorizar a situação de perto, mantendo contactos contínuos com as autoridades centro-africanas e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).
De acordo com dados fornecidos pelo Governo, os 14 moçambicanos estão localizados em Mbressé, na RCA, onde 11 deles tiveram os seus passaportes confiscados, uma circunstância que agrava a sua vulnerabilidade e torna a sua mobilidade ainda mais complicada.
Salim Valá alertou que o problema já foi identificado e aproveitou a ocasião para aconselhar os cidadãos a serem cautelosos em relação a ofertas de empregos no exterior que são apresentadas como estáveis e bem remuneradas, mas que muitas vezes resultam em situações adversas.
Os moçambicanos em questão foram recrutados no passado mês de Maio para trabalhar numa mina na RCA, mas depararam-se com uma realidade muito diferente da prometida. Actualmente, encontram-se sem condições laborais e apelam ao auxílio das autoridades de Moçambique para o seu regresso.
Este episódio levanta preocupações sobre as redes de recrutamento irregular e o tráfico de mão-de-obra, num contexto onde o número de cidadãos africanos atraídos por falsas oportunidades de emprego no estrangeiro continua a aumentar.
Na mesma sessão, o Conselho de Ministros também discutiu o relatório sobre a participação do Presidente da República, Daniel Chapo, no Fórum sobre Fragilidade, Conflitos e Violência 2026, que teve lugar entre 6 e 9 de Junho, em Washington, Estados Unidos da América, a convite do Banco Mundial.
O encontro bienal reúne líderes mundiais, representantes governamentais, especialistas, do sector privado e organizações da sociedade civil para debater desafios e soluções de desenvolvimento em regiões afectadas por conflitos e violência.
O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) está a realizar exames laboratoriais com o intuito de determinar a relação de parentesco entre uma mãe e o seu recém-nascido, cuja identidade foi contestada pela família após a declaração de óbito do bebé no Hospital Geral José Macamo.
A investigação foi desencadeada a partir de uma denúncia da família da parturiente, que levantou suspeitas de uma possível troca de bebés, após a mãe e o recém-nascido terem sido transferidos do Centro de Saúde de Muahalaze, situado no município da Matola, para a unidade hospitalar.
João Adriano, porta-voz do SERNIC em Maputo, confirmou que foram recolhidas amostras para a realização de testes de DNA, prevendo-se que os resultados sejam disponibilizados num prazo de 30 dias.
Por outro lado, o Hospital José Macamo emitiu um comunicado na tentativa de esclarecer os pormenores da situação, afirmando que o bebé falecido é, na verdade, da família que reclama a sua identidade.
Segundo a instituição, o recém-nascido, identificado como sendo de Rabaca Nhambe, foi admitido no hospital no dia 11 de Junho com um diagnóstico de asfixia grave. Durante a admissão, o bebé apresentava ainda queimaduras nos membros superiores e na coxa direita, encontrando-se em estado crítico.
A mãe foi internada na maternidade, enquanto o recém-nascido recebeu cuidados na Unidade de Neonatologia. Apesar dos esforços despendidos pela equipe médica, a criança acabou por falecer no dia seguinte, às 5h15.
A transitabilidade rodoviária no distrito de Chibuto, na província de Gaza, enfrenta sérios constrangimentos, afectando mais de duzentos e setenta quilómetros de estradas. As infraestruturas rodoviárias foram severamente danificadas durante a recente época chuvosa.
As autoridades locais estão mobilizadas e em processo de reabilitação das estradas, com o objectivo de restaurar as condições de trânsito e minimizar o impacto sobre a população.
O trabalho realizado visa restabelecer a circulação normal, considerando a importância das vias para a ligação e desenvolvimento das comunidades locais.
A situação actual destaca a necessidade de um plano de manutenção contínua das infraestruturas, a fim de evitar danos recorrentes em épocas de chuvas intensas.
Os Estados Unidos anunciaram o início de um programa para treinar e equipar a Bolívia na luta contra o tráfico de droga, através da assinatura do primeiro acordo bilateral deste tipo em quase duas décadas.
A embaixada americana em La Paz confirmou esta informação, destacando o compromisso dos EUA em colaborar com o país sul-americano neste esforço.
A mudança de postura da Bolívia surge após um período marcado por tensões diplomáticas, que teve o seu auge em 2008, quando o então Presidente Evo Morales decidiu cortar relações com os EUA e expulsar a Agência Antidrogas (DEA) do território boliviano. Actualmente, sob a liderança do Presidente Rodrigo Paz, a Bolívia traçou um novo rumo na sua política externa, aproximando-se não só de Washington, mas também de instituições financeiras multilaterais.
Como parte deste novo pacto, os Estados Unidos comprometem-se a disponibilizar 20 milhões de dólares a serem utilizados na estratégia de combate ao tráfico de drogas, que será coordenada pelo Gabinete Internacional de Combate às Drogas e Aplicação da Lei (INL) do Departamento de Estado norte-americano.
Este desenvolvimento marca um momento significativo nas relações bilaterais, que se apresentavam tensas nos últimos anos, e reflete uma nova era de cooperação na luta contra o narcotráfico na região.
Um confronto entre agentes da polícia e um grupo de moto-taxi drivers culminou na morte de pelo menos duas pessoas e deixou uma outra ferida na cidade de Tete, no centro de Moçambique.
O protesto ocorreu em resposta à forma como a polícia tem conduzido as suas atividades de inspecção em relação aos operadores de moto-táxi.
Testemunhas afirmam que a polícia recorreu à força, abrindo fogo contra os manifestantes, que bloquearam ruas com barricadas e queimaram pneus nas áreas de Canongola e Matundo. Há também relatos de vários outros feridos em consequência dos disparos feitos pelas forças policiais durante os distúrbios.
Neide Duarte, directora do Hospital Provincial de Tete, informou à imprensa, na passada terça-feira, que três vítimas de tiro foram admitidas na unidade de saúde. “Duas delas chegaram já sem vida, enquanto a terceira foi levada à sala de operações devido a um ferimento na perna, embora a sua vida não esteja em perigo”, esclareceu.
Imagens que circulam nas redes sociais capturaram momentos de elevada tensão, com pessoas a fugir, barricadas e incêndios ao longo das ruas, além de densas colunas de fumo. As imagens também retractam a mobilização de agentes da polícia, polícia municipal e bombeiros em diversos pontos da cidade.
Os distúrbios provocaram uma interrupção temporária no trânsito da Estrada Nacional Número 7 (EN7), considerada o principal epicentro dos protestos.
A produção de ouro em Moçambique cresceu 4% no primeiro trimestre de 2026, alcançando um total de 283 quilogramas. Esta recuperação surge após um decréscimo de 17% em 2025, atribuído à paralisação das actividades de extracção na província de Manica, motivada por preocupações ambientais.
Segundo informações divulgadas pelo Ministério dos Recursos Minerais e Energia, este aumento corresponde a aproximadamente 16% da meta anual estabelecida de 1,723 toneladas para 2026. Comparativamente, nos primeiros três meses de 2025, foram registados 273,15 quilogramas de ouro.
As autoridades continuam a monitorizar o sector, tendo em vista garantir a sustentabilidade das operações de extracção e minimizar os impactos ambientais associados.
O ex-deputado federal brasileiro Eduardo Bolsonaro foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil.
A condenação foi decidida por unanimidade, na sequência da sua actuação nos Estados Unidos, que visou interferir no julgamento do seu pai, o ex-Presidente Jair Bolsonaro, por tentativa de golpe de Estado.
A decisão do STF destacou a gravidade das acções de Eduardo Bolsonaro, classificadas como coação aos juízes da Corte. Além da pena de prisão, a Primeira Turma do STF determinou que Eduardo deverá perder o cargo de escrivão da Polícia Federal, ficando inelegível para concorrer às eleições durante o prazo de oito anos.
O ex-deputado também foi condenado a pagar uma multa equivalente a 50 dias, totalizando 162,1 mil reais. Apesar da condenação, Eduardo Bolsonaro ainda poderá recorrer da decisão e apresentar embargos de declaração.
O posto fronteiriço de Mandimba, situado na província do Niassa, enfrenta sérias dificuldades devido à recente crise de combustíveis que tem impactado a movimentação de viaturas de carga.
Este cenário resultou numa acentuada diminuição do fluxo de transporte de mercadorias, reflectindo-se nas receitas fiscais da unidade.
Os responsáveis pelo posto informaram que, para o mês corrente, foram projecções de arrecadação na ordem de 3,5 milhões de meticais. No entanto, até a semana passada, apenas pouco mais de 800 mil meticais foram colectados, o que equivale a 23% da meta inicialmente estipulada.
Apesar das dificuldades enfrentadas, os responsáveis afirmam estar a envidar esforços para inverter a situação, com a expectativa de que o movimento de viaturas comece a normalizar-se nos próximos dias.
O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, marca presença na sessão de abertura da Cimeira de Investimento do Fórum Global do Turismo 2026, que decorre desde hoje até sexta-feira na cidade de Luanda, República de Angola.
Este evento destaca-se como uma das mais relevantes plataformas internacionais voltadas para a mobilização de investimentos no sector do turismo.
A cimeira congrega investidores, governos, instituições financeiras, líderes empresariais e especialistas do turismo, com o objectivo de angariar capital internacional para projectos turísticos e de infra-estruturas tanto em Angola como em toda a África. Além da captação de investimentos, a cimeira visa fortalecer parcerias público-privadas e promover um desenvolvimento sustentável no turismo e sectores correlacionados.
Sob o lema “Moldando o Futuro do Turismo em Destinos Emergentes”, a cimeira oferece uma plataforma estratégica para discussão sobre oportunidades de investimento e inovação, almejando propiciar um crescimento económico substancial através do turismo.
Segundo um comunicado enviado ao “Notícias Online”, a participação do Presidente Chapo neste encontro tem como finalidade promover o potencial económico e turístico de Moçambique a investidores globais, facilitando a captação de investimentos estratégicos e solidificando os laços históricos de amizade e cooperação entre Moçambique e Angola.
O Governo de Moçambique anunciou um investimento de 177 milhões de meticais na província de Tete, tendo como objectivo o fortalecimento das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPMEs), com particular ênfase no agronegócio.
Esta iniciativa visa transformar pequenos produtores em fornecedores competitivos, fomentar a criação de empregos e estabelecer ligações económicas robustas com os grandes investimentos existentes na região.
O financiamento, proveniente do Projecto Conecta Negócios, é gerido pelo Ministério das Finanças, com apoio do Banco Mundial e a operacionalização a cargo da Agência de Desenvolvimento do Vale do Zambeze. Este projecto insere-se num conjunto mais amplo de 562 milhões de meticais alocados a 26 empresas nas províncias de Tete, Cabo Delgado e Nampula.
Dentre as empresas seleccionadas, oito são da província de Tete, que absorveu cerca de um terço do total do investimento. Segundo Joel Sauane, especialista em desenvolvimento do sector privado, o principal objectivo é reforçar o desempenho das MPMEs através de laços económicos sustentáveis. “A primeira componente é o desenvolvimento de ligações económicas através de formações, melhoria da qualidade e financiamento”, elucidou.
Os dados apresentados revelam a amplitude da iniciativa. Para além das 26 empresas já financiadas, aproximadamente 7.000 empresas foram capacitadas nas três províncias alvo, com 200 microempresas seleccionadas para receber subvenções competitivas. Em termos de emprego, os resultados preliminares indicam a geração de 962 novos postos de trabalho, além da manutenção de mais de cinco mil empregos.
Foi também anunciada a abertura de duas novas janelas de financiamento, que totalizam cerca de 10 milhões de dólares, destinadas a apoiar aproximadamente 230 empresas. Uma das linhas irá apoiar 74 PMEs capacitadas a fornecer bens e serviços para os megaprojectos, enquanto a outra destina-se a financiar 100 microempresas com subvenções de 15 mil dólares cada.
Nos distritos de Tsangano e Angónia, os efeitos positivos do financiamento já podem ser observados. O produtor Inácio Carneiro, em colaboração com a Mitete Comecial apoiada pelo Conecta Negócios, trabalha com 12 pequenos agricultores na cadeia produtiva de batatas e hortícolas, dirigidas principalmente ao mercado da cidade de Tete. Com o apoio recebido, o grupo adquiriu um camião frigorífico e outro de carga, além de sementes certificadas e armazéns.
A produtividade da batata aumentou de 20 para 35 toneladas por hectare, enquanto a área cultivada se expandiu de 10 para 50 hectares. O projecto também aposta na capacitação em agroprocessamento, uma área considerada crucial para reduzir as perdas pós-colheita que afetam a província.
Segundo o formador Daryoxon Varenção, a formação mostra aos pequenos empresários a viabilidade de transformar produtos e agregar valor. Por exemplo, o tomate pode ser convertido em massa de tomate, e a mandioca em farinha ou chips, criando novas oportunidades de negócio e melhorando a disponibilidade alimentar ao longo do ano.
Contudo, persistem desafios estruturais que podem obstar os progressos efectuados. Uma parte significativa da produção agrícola dos planaltos de Tsangano e Angónia é escoada para o Malawi e Zâmbia, sendo reexportada sob a etiqueta “Made in Malawi”, o que resulta na perda de receitas para Moçambique.
O Secretário de Estado do Comércio, António Grispos, advertiu para as perdas significativas causadas pela saída ilegal de produtos e pela evasão fiscal, que anualmente podem ultrapassar os 10 a 15 mil milhões de dólares, montante que representa mais de metade do Produto Interno Bruto nacional. Produtos como milho, soja, gergelim e feijão bóer estão entre os mais afectados por esta realidade.
O orçamento médio disponível por estudante na Universidade Eduardo Mondlane (UEM) sofreu uma drástica redução de 67% na última década, passando de cerca de três mil dólares norte-americanos em 2014 para aproximadamente mil dólares em 2024.
Este fenómeno é resultado da diminuição progressiva do financiamento público e da deterioração da capacidade financeira da instituição ao longo destes anos.
A informação foi divulgada hoje por Ângelo Macuacua, académico da UEM, durante uma palestra, que teve lugar na Faculdade de Economia, abordando o tema “Financiamento das Instituições Públicas de Ensino Superior em Tempos de Crise”. Segundo Macuacua, a análise do financiamento revela uma queda de cerca de dois mil dólares para aproximadamente 800 dólares no financiamento estatal por estudante.
O académico enfatizou que, apesar dos progressos em áreas como a qualificação do corpo docente e o aumento da procura pelo ensino superior, a UEM enfrenta uma escassez de recursos que compromete a qualidade do ensino, a manutenção das infraestruturas e os investimentos em investigação científica.
Em termos globais, o orçamento da instituição registou uma queda significativa, passando de cerca de 110 milhões de dólares em 2014 para aproximadamente 47 milhões em 2024. As despesas financiadas pelo Orçamento do Estado tiveram alterações profundas, com a maioria dos recursos a ser consumida por salários e despesas correntes, limitando assim a possibilidade de novos investimentos.
Macuacua alertou que esta situação restringe a capacidade da universidade em expandir a oferta académica e modernizar laboratórios e bibliotecas, em resposta ao crescimento da procura por formação superior. Para contornar as dificuldades, a UEM tem procurado alternativas de financiamento através de cursos de pós-graduação e programas de ensino à distância, tendo em vista a diversificação das fontes de receita.
Luciano Cordeiro, gestor de projectos e especialista em infraestruturas tecnológicas, defendeu que a modernização das infraestruturas físicas e digitais é fundamental para enfrentar os constrangimentos financeiros. Ele destacou que a UEM lida com o envelhecimento das infraestruturas e elevados custos de manutenção, o que não está a acompanhar a crescente procura por educação superior.
Cordeiro propôs a digitalização dos processos académicos e administrativos, o fortalecimento das bibliotecas virtuais e a modernização dos laboratórios como formas de melhorar a eficiência e otimizar os recursos disponíveis. Advogou também por sistemas inteligentes de gestão energética e parcerias público-privadas para financiar projectos de energias renováveis.
Ambos os intervenientes concordaram sobre a importância de adoptar soluções inovadoras que garantam a sustentabilidade das instituições públicas de ensino superior, especialmente num contexto marcado pela redução do financiamento estatal e pelo aumento das exigências de qualidade e acesso ao ensino superior.
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