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Governo moçambicano busca repatriar 14 cidadãos retidos na RCA por falsas promessas de emprego


O Governo de Moçambique está empenhado em esforços diplomáticos e institucionais para garantir o repatriamento de 14 cidadãos nacionais que se encontram retidos na República Centro-Africana (RCA), vítimas de alegadas falsas promessas de emprego.

A informação foi divulgada pelo porta-voz da 17.ª Sessão do Conselho de Ministros, Salim Valá, que confirmou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros e Cooperação (MINEC) está a monitorizar a situação de perto, mantendo contactos contínuos com as autoridades centro-africanas e com a Organização Internacional para as Migrações (OIM).

De acordo com dados fornecidos pelo Governo, os 14 moçambicanos estão localizados em Mbressé, na RCA, onde 11 deles tiveram os seus passaportes confiscados, uma circunstância que agrava a sua vulnerabilidade e torna a sua mobilidade ainda mais complicada.

Salim Valá alertou que o problema já foi identificado e aproveitou a ocasião para aconselhar os cidadãos a serem cautelosos em relação a ofertas de empregos no exterior que são apresentadas como estáveis e bem remuneradas, mas que muitas vezes resultam em situações adversas.

Os moçambicanos em questão foram recrutados no passado mês de Maio para trabalhar numa mina na RCA, mas depararam-se com uma realidade muito diferente da prometida. Actualmente, encontram-se sem condições laborais e apelam ao auxílio das autoridades de Moçambique para o seu regresso.

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Este episódio levanta preocupações sobre as redes de recrutamento irregular e o tráfico de mão-de-obra, num contexto onde o número de cidadãos africanos atraídos por falsas oportunidades de emprego no estrangeiro continua a aumentar.

Na mesma sessão, o Conselho de Ministros também discutiu o relatório sobre a participação do Presidente da República, Daniel Chapo, no Fórum sobre Fragilidade, Conflitos e Violência 2026, que teve lugar entre 6 e 9 de Junho, em Washington, Estados Unidos da América, a convite do Banco Mundial.

O encontro bienal reúne líderes mundiais, representantes governamentais, especialistas, do sector privado e organizações da sociedade civil para debater desafios e soluções de desenvolvimento em regiões afectadas por conflitos e violência.

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