O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres activou, o plano de acções antecipadas, em resposta à previsão do fenómeno climático El Niño em várias regiões de Moçambique.
A informação foi divulgada pela Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, após uma reunião que analisou os dados do Instituto Nacional de Meteorologia.
O El Niño poderá manifestar-se na próxima época chuvosa, entre Outubro deste ano e Março de 2027, prevendo-se a ocorrência de seca severa nas regiões Sul e Centro do país, simultaneamente com chuvas intensas no Norte.
Luísa Meque sublinhou a necessidade de implementar acções coordenadas para mitigar as potenciais perdas associadas a este fenómeno climático. O assunto foi discutido durante a segunda sessão ordinária do Conselho Técnico, realizada em Maputo, onde foram delineadas estratégias para fazer frente aos desafios que se avizinham.
O aviso antecipado e as medidas de contingência assumem vital importância para a segurança das populações e a preservação dos recursos naturais.
Uma nova estrada conecta zonas mineiras a aldeias, funcionando como um catalisador para o desenvolvimento e a melhoria das condições de vida das populações locais.
As práticas de construção rodoviária do Grupo Jinan Yuxiao exemplificam como a responsabilidade empresarial pode se integrar no quotidiano das comunidades em Moçambique.
Esse tipo de infraestrutura é fundamental não apenas para a mobilidade das pessoas, mas também para o funcionamento dos projectos mineiros, garantindo o acesso a escolas, centros de saúde e mercados. Para as empresas que se estabelecem no país, cada estrada construída é um passo em direcção a uma maior responsabilidade social.
As entidades ligadas ao Grupo Jinan Yuxiao estão envolvidas em vários projectos em áreas como areias pesadas e grafite, com destaque para a Africa Yuxiao Mining Development, Lda. e a Mozambique Heavy Sands, Lda., entre outras. O projecto de grafite de Nipepe, por exemplo, mobiliza um investimento total de cerca de 150 milhões de dólares, com um previsto de 200 mil toneladas anuais.
As obras rodoviárias, que variam desde pequenas estradas vicinais até extensos troços de 50 quilómetros, estão a transformar a dinâmica das comunidades adjacentes. Em 2021, a Africa Great Wall Mining Development, Lda. realizou a construção de uma via de terra batida de 500 metros na aldeia de Marrubune, no distrito de Quelimane, a qual facilitou significativamente o transporte durante as épocas chuvosas.
Além disso, a reabilitação do troço Boane-Chirimane, que inclui a construção de pequenas pontes, demonstrou a eficácia das parcerias entre o governo local e as empresas. Com um investimento de 3,168 milhões de meticais, esta obra foi concluída dentro do prazo estipulado e tem garantido uma mobilidade mais segura entre as comunidades.
Outra intervenção relevante foi solicitada em Julho de 2024, com o objectivo de reabilitar 12 quilómetros de via que ligam o cais de Recamba à zona de reassentamento de Mussama, melhorando assim a logística de transporte de materiais de construção e a comodidade para os residentes.
Na província do Niassa, a DH Mining Development, Lda. também contribuiu para a melhoria da rede rodoviária local, reabilitando a estrada R1205 e apoiando o governo na abertura de novas vias. Essa colaboração tem impulsionado a conectividade e facilitado o transporte nas áreas montanhosas.
Na Zambézia, o projeto de areias pesadas da TZM Resources, S.A. revelou-se sinérgico com melhorias na iluminação pública em Pebane, onde foram instalados 60 candeeiros de rua, garantindo maior segurança e vitalidade às vias.
A responsabilidade social das empresas é ainda mais acentuada com a construção de infraestruturas que respondem às necessidades de mobilidade das comunidades. O investimento na construção de uma estrada de betão pela Africa Great Wall Concrete Manufacturing, Lda. é um exemplo disso, promovendo não apenas a circulação, mas também a segurança na época chuvosa.
Essas iniciativas mostram que o desenvolvimento só é efetivo quando é realizado em colaboração com as comunidades, não apenas visando os interesses comerciais, mas também contribuindo para o bem-estar e a qualidade de vida dos cidadãos moçambicanos.
As estradas, enquanto elo de ligação entre diferentes regiões, são fundamentais para a construção de um Moçambique mais integrado e desenvolvido.
O Banco Mundial considera a abundância de recursos naturais em Moçambique como uma oportunidade significativa, mas sublinha que esta por si só não assegura o desenvolvimento do país.
A afirmação foi feita pelo Director da Divisão do Banco Mundial para Moçambique, Filipe Sissoko, durante a Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável, realizada na capital moçambicana.
Sissoko destacou a importância de canalizar as receitas provenientes dos recursos minerais e do gás natural para áreas vitais, como investimentos produtivos, infra-estruturas, educação e saúde. O responsável enfatizou que a riqueza gerada deve ser transformada em activos que impulsionem o crescimento económico e melhorem as condições de vida das populações.
Na sua intervenção, Sissoko recordou os desafios enfrentados por Moçambique nos últimos 25 anos e alertou para a necessidade de decisões estratégicas que promovam um desenvolvimento mais equilibrado. Reforçou que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve resultar em benefícios tangíveis, criando oportunidades para agricultores, trabalhadores, mulheres e jovens.
Para o futuro, o Banco Mundial traçou cinco prioridades para o desenvolvimento do país: transformação agro-industrial, desenvolvimento do capital humano, expansão das infra-estruturas, diversificação da economia e fortalecimento das instituições. Na agricultura, Sissoko defendeu a modernização do sector, expandindo os sistemas de irrigação e aumentando a produtividade, para assim garantir segurança alimentar e criação de empregos.
O Director destacou que o verdadeiro activo de Moçambique reside na sua população e enfatizou a importância de investimentos na educação, saúde e formação profissional, preparando os jovens para as exigências da agricultura moderna, indústria, turismo e economia digital.
O embaixador da União Europeia em Moçambique, Antonino Maggiore, também participou do evento, afirmando que o futuro do país depende das decisões a serem tomadas actualmente, da força das instituições e da continuidade das políticas públicas. Maggiore considerou a conferência como uma oportunidade para reavaliar o percurso do país e definir prioridades para as próximas décadas, reforçando o compromisso da União Europeia em apoiar Moçambique de forma inclusiva e sustentável.
A Conferência Internacional sobre Desenvolvimento Inclusivo e Sustentável reúne, em Maputo, representantes do Governo, parceiros de cooperação, sector privado, sociedade civil e academia, com o intuito de debater a visão estratégica do país para os próximos 25 anos.
O Conselho Técnico de Gestão e Redução do Risco de Desastres (CTGRD) activou um plano de acções de antecipação em resposta ao risco de seca severa ou moderada em 10 distritos das províncias de Gaza e Inhambane.
A medida destina-se a mitigar os impactos desta situação climática, com especial atenção às comunidades mais vulneráveis.
Durante a II Sessão Ordinária do CTGRD, realizada sob a orientação da presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), Luísa Meque, foram analisadas as previsões do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM).
Segundo os dados apresentados, os distritos que apresentam maior risco de atingir níveis de alerta incluem Mapai, Massangena, Chigubo, Mabote, Chicualacuala e Massingir, em Gaza, e Funhalouro, Massinga, Jangamo e Homoíne, em Inhambane.
Esta activação do plano reflete a preocupação das autoridades em proteger as populações afectadas e garantir que medidas preventivas sejam implementadas eficazmente na mitigação dos efeitos da seca.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um/a (1) Coordenador(a) de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente de Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor de Procurement (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar quatro (4) Motoristas – Gaza. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director do Projecto GCF/LINK (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor(a) de Cadeia de Abastecimento/Supply Chain – (Gaza). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), Uma Organização Humanitária sem fins lucrativos com Seu enfoque virado ao Bem-Estar da Criança, pretende recrutar vinte (20) Inquiridores – NP-VG02/2026 (Meconta/ Liupo /Angoche). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Assistente – MEAL em Emergências – RadioAid (Cabo Delgado – Chiúre). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Oficial – Educação em Emergências – RadioAid (Cabo Delgado – Chiúre). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor – Projeto (Formador Nacional e Supervisor) – Cabo Delgado – Pemba (com viagens regulares para as Províncias de Nampula e Zambézia). Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental Moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitória e Avaliação. Saiba mais.
O corpo do pescador desaparecido na sequência do naufrágio da sua embarcação, ocorrido no passado sábado, foi encontrado na tarde de ontem, nas águas do lago Mpandlene, no Posto Administrativo de Catuane, na província de Maputo.
O incidente que provocou a tragédia envolve um ataque de um hipopótamo à pequena embarcação onde se encontravam os pescadores. Segundo informações da Chefe do Posto Administrativo de Catuane, Helena Chivite, o corpo da vítima será transladado para a vizinha província de Gaza.
No momento do naufrágio, a embarcação transportava dois pescadores, um dos quais conseguiu escapar e salvar-se. O caso ressalta os perigos associados à pesca em águas habitadas por animais selvagens e gera preocupação nas comunidades ribeirinhas.
As autoridades locais continuam a acompanhar a situação e a prestar apoio à família da vítima.
As obras de asfaltagem do troço que liga Cuamba a Malema, situado nas províncias do Niassa e Nampula, avançam a um bom ritmo, cobrindo uma extensão de trinta e cinco quilómetros.
Até ao momento, a execução dos trabalhos atinge cinquenta e cinco por cento, com a previsão de conclusão das obras até Abril do próximo ano.
A informação foi veiculada pelo Delegado da Administração Nacional de Estradas em Niassa, Clidsone Macaza. O empreendimento, de grande importância para a mobilidade na região, beneficia de um investimento significativo, proveniente do Banco Africano de Desenvolvimento, que financiou mais de 1700 milhões de meticais para esta intervenção.
As obras em curso visam melhorar as condições de circulação e promover o desenvolvimento económico nas províncias abrangidas, facilitando o escoamento de produtos e a ligação entre as comunidades locais.
O Hospital Central de Nampula (HCN) anunciou a realização de uma cirurgia bem-sucedida que resultou na remoção de uma gigantesca massa abdominal de 20 quilos de uma paciente de 65 anos.
A mulher, residente em Chalaua, no distrito de Moma, sofria com esta anomalia há mais de uma década, o que limitava severamente a sua mobilidade e qualidade de vida.
A operação, que exigiu uma abordagem multidisciplinar, foi liderada pela médica gineco-obstetra Susana Chiguinhene. De acordo com informações fornecidas pelo HCN, esta intervenção não apenas retirou um tumor, mas também devolveu à paciente a capacidade de caminhar sem o peso avassalador de anos de sofrimento.
A cirurgia, classificada como de elevada complexidade, destaca a competência da equipa médica do HCN e a importância das estruturas de saúde em Moçambique para proporcionar cuidados adequados e transformadores aos seus cidadãos.
Os responsáveis do hospital expressaram satisfação pelo resultado da operação, que representa um marco significativo no esforço contínuo para melhorar a saúde da população local.
Para mais detalhes sobre este caso ou outros assuntos relacionados com a saúde em Moçambique, consulte a página oficial do Hospital Central de Nampula.
A Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação de Moçambique, Maria Lucas, tem agendado um encontro de trabalho com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov. Este encontro terá lugar na capital moçambicana e visa o fortalecimento das relações bilaterais entre os dois países.
Conforme indica um comunicado enviado ao “Notícias Online”, as discussões centrar-se-ão na promoção e dinamização das históricas relações de amizade, solidariedade e cooperação que unem Moçambique e a Rússia. Serão também abordadas questões relativas à situação política, social e económica dos respectivos países e das suas regiões.
A visita de dois dias de Serguei Lavrov a Moçambique surge em resposta ao convite feito pela Ministra Maria Manuela Lucas, durante a sua visita à Federação da Rússia em Julho de 2025. Este encontro destaca a importância da diplomacia e da cooperação internacional na busca de soluções para desafios comuns enfrentados por ambas as nações.
A Bastonária da Ordem dos Advogados de Moçambique, Thera Dai, manifestou o seu compromisso em combater o exercício ilegal da advocacia, assim como em promover a formação, especialização e inserção dos advogados no mercado laboral.
Durante a cerimónia de tomada de posse realizada na quarta-feira na capital, Thera Dai destacou que a sua iniciativa surge num contexto em que o sistema judiciário e a democracia do país enfrentam diversos desafios.
A Bastonária sublinhou a importância de a Ordem se afirmar como uma instituição vigilante, interventiva e respeitada, com um foco claro na defesa do Estado de Direito. Thera Dai é a primeira mulher a assumir o cargo de Bastonário, um marco significativo na história da instituição.
As suas palavras reflectem uma preocupação crescente com a integridade do exercício da advocacia em Moçambique, reafirmando a necessidade de um sistema judicial robusto e eficaz.
Moçambique e o Reino dos Países Baixos formalizaram um acordo de financiamento destinado ao Programa de Parceria para o Desenvolvimento do Sector de Sementes. A cerimónia de assinatura decorreu na capital moçambicana, Maputo.
O valor do programa ascende a 12 milhões e quinhentos mil euros, o que corresponde a mais de 900 milhões de meticais. Este investimento pretende fortalecer o sistema nacional de sementes, promovendo o acesso a sementes de qualidade que sejam resilientes às mudanças climáticas.
De acordo com um comunicado emitido pelo Ministério da Planificação e Desenvolvimento, a implementação do projecto ocorrerá entre 2026 e 2031, abrangendo todo o território nacional, com especial enfoque nos Corredores de Desenvolvimento da Beira e de Nacala.
O acordo será assinado pelo Director-geral da Agência do Vale do Zambeze, Celso Cunha, e pelo Chefe da Cooperação da Embaixada dos Países Baixos em Moçambique, Wietze Sijtsma.
Dois tiroteios em massa ocorridos na noite de quarta-feira deixaram um rastro de terror na Cidade do Cabo. Os incidentes, que se registaram com um intervalo de apenas 20 minutos, resultaram na morte de sete pessoas e ferimentos graves em outras cinco, mobilizando um forte aparato policial nas áreas afectadas.
O primeiro ataque ocorreu em Tafelsig, um bairro situado em Mitchells Plain, por volta das 20 horas. Um grupo de cinco homens, que se encontrava à conversa junto a uma mercearia, foi surpreendido por atacantes armados que abriram fogo sem aviso prévio. Três pessoas, com idades de 18, 19 e 51 anos, perderam a vida no local, enquanto as outras duas vítimas foram seriamente feridas e estão a receber cuidados médicos.
A situação agravou-se apenas 20 minutos depois, em Marcus Garvey, em Philippi East. Um grupo de criminosos invadiu uma habitação privada e disparou contra os ocupantes. Quatro jovens, com idades entre os 17 e os 20 anos, foram encontrados mortos no interior da casa. As equipas de socorro retiraram três feridos do local, que continuam sob vigilância médica.
O coronel André Traut, porta-voz da Polícia Sul-Africana, confirmou que as motivações que deram origem a estes ataques ainda não foram esclarecidas e, até ao momento, não há registo de detenções. Em resposta aos incidentes, a polícia implementou um plano de contingência visando conter novos episódios de violência nas comunidades afectadas, com o reforço do patrulhamento e a realização de operações especiais de prevenção criminal na busca pelos responsáveis.
Os eventos trágicos que começaram em Tafelsig e se prolongaram em Philippi East refletem a crescente preocupação com a segurança na região, levantando questões sobre a eficácia das medidas preventivas já em vigor.
As autoridades moçambicanas, em colaboração com a Polícia da República de Moçambique, neutralizaram um grupo de indivíduos suspeitos de estar envolvido na falsificação de cheques.
A operação decorreu na cidade de Maputo, onde os agentes da lei realizaram uma série de diligências que culminaram na detenção dos suspeitos.
Durante a ação, as forças de segurança apreenderam equipamentos utilizados na falsificação, bem como uma quantidade significativa de cheques fraudulentos que se encontravam em circulação. As autoridades afirmaram que estas actividades ilícitas têm causado prejuízos significativos a empresas e cidadãos, colocando em risco a segurança financeira do país.
O Comandante da Polícia da República de Moçambique, que esteve presente na operação, destacou a importância deste tipo de intervenções para a preservação da ordem e segurança pública. “Estamos determinados a combater a criminalidade financeira”, afirmou, sublinhando que a luta contra a falsificação é uma prioridade nas suas acções.
Os detidos deverão ser apresentados brevemente ao tribunal para responder pelas acusações de falsificação e outros crimes relacionados. A Polícia continua a investigar o caso e apela à população para denunciar qualquer actividade suspeita.
A operação de ontem é apenas um exemplo das medidas enérgicas que as autoridades têm tomado para garantir a segurança e a integridade do sistema financeiro em Moçambique, reforçando assim a confiança entre os cidadãos e as instituições.
O Governo da República Democrática do Congo (RD Congo) anunciou que o número de vítimas fatais do surto de Ébola, declarado no Leste do país em 15 de Maio, subiu para 580.
No último boletim divulgado pelo Ministério da Comunicação e dos Meios de Comunicação Social, até 6 de Julho, foram confirmados 1.708 casos da doença.
A taxa de letalidade do surto situa-se actualmente em 34 por cento, com 680 doentes em situação de “isolamento/hospitalização”. Desde o início da epidemia, 280 pessoas lograram recuperar da doença. O esforço das autoridades na rastreabilidade de contactos atingiu uma taxa de 75,2 por cento, evidenciando a mobilização para controlar a propagação do vírus.
A implementação do plano de electrificação dos postos administrativos da província de Cabo Delgado enfrenta constrangimentos devido à escassez de financiamento.
Este programa, intitulado “Energia para Todos até 2030”, visa garantir que todos os postos administrativos estejam iluminados, mas até ao momento, 11 dos 56 ainda carecem de ligação à rede nacional.
Heitor Matemele, director da Electricidade de Moçambique (EDM) na área de serviço ao cliente de Pemba, confirmou que o plano inicial previa a electrificação de todas as sedes até 2024. No entanto, a falta de verbas impede o governo de cumprir com este objectivo. “Desafiados pelos fundos, ainda não conseguimos desembolsar os valores necessários para a electrificação destes 11 postos remanescentes”, indicou Matemele.
Relativamente à situação actual, a taxa de acesso à electrificação na província de Cabo Delgado é de apenas 36% para uma população estimada em cerca de 3 milhões de habitantes.
A EDM continua a trabalhar para superar os obstáculos financeiros e avançar com a electrificação na região.
O Governo moçambicano comprometeu-se a promover a reintegração profissional dos cidadãos repatriados da África do Sul em resposta à actual onda de xenofobia no país vizinho.
O porta-voz do governo e Ministro da Administração Estatal, Inocêncio Impissa, dirigiu-se aos jornalistas após uma reunião do Conselho de Ministros, afirmando que as vítimas da xenofobia poderão beneficiar de oportunidades de emprego em Portugal e nos Emirados Árabes Unidos.
Impissa acrescentou que o governo está a colaborar com o Instituto de Formação Profissional e Estudos do Trabalho (IFPELAC) para certificar profissionalmente 1.363 cidadãos moçambicanos repatriados. A iniciativa insere-se no âmbito de memorandos de cooperação laboral existentes entre Moçambique, Portugal e os Emirados Árabes Unidos.
“O governo avaliou a situação dos cidadãos afectados pelos actos de xenofobia e os protestos anti-imigrantes ocorridos na África do Sul desde 30 de Junho de 2026, que se intensificaram em várias províncias daquele país. Os incidentes foram caracterizados por ataques a habitações, incêndios, saques, agressões físicas, intimidação e expulsão forçada de cidadãos estrangeiros das comunidades onde residiam”, esclareceu.
A violência tem sido particularmente intensa nas províncias de Gauteng, KwaZulu-Natal, Mpumalanga e North West. Dos 1.363 cidadãos repatriados, 809 declararam ter uma profissão. Dentre estes, predominam pedreiros (363), artesãos (102) e trabalhadores domésticos (77), além de pintores, electricistas, carpinteiros e canalizadores.
Segundo Impissa, o governo está a desenvolver mecanismos para facilitar a reintegração profissional desses cidadãos no exterior, ao abrigo de acordos de cooperação laboral com Portugal e os Emirados Árabes Unidos.
Entretanto, o porta-voz revelou um aumento significativo no número de cidadãos malawianos em trânsito por Moçambique, também devido à mesma onda de violência na África do Sul. “Esses cidadãos entram no país pelas fronteiras de Ressano Garcia e Ponta do Ouro, concentrando-se no Terminal Internacional e Interprovincial da Junta, em Maputo, antes de prosseguirem para o Malawi. Desde Junho, cerca de 6.156 cidadãos malawianos foram transportados para a fronteira de Zóbwè na província de Tete, incluindo 771 nos últimos dias”, afirmou.
A discriminação contra nacionais estrangeiros tem levado a saques, deslocações forçadas, perseguições e motins mortais em assentamentos informais. Os sete cidadãos moçambicanos mortos em ataques xenófobos foram repatriados.
Segundo os dados mais recentes, a província do Niassa registou, no primeiro trimestre deste ano, a morte de pelo menos cinco pessoas, além de outras que sofreram ferimentos graves, resultantes de ataques de animais bravos.
As espécies mais mencionadas nos incidentes incluem crocodilos, hipopótamos, serpentes, elefantes, hienas e búfalos.
Os números revelam um aumento significativo nos casos de conflito entre humanos e a fauna bravia. No decorrer do primeiro trimestre de 2025, foram documentados 17 casos, que culminaram em sete óbitos. Neste ano, o total de incidentes subiu para 21, o que significa um incremento de 23,53% na ocorrência de tais situações.
Estes dados ressaltam a complexidade das interacções entre as comunidades locais e a vida selvagem, levantando preocupações sobre a segurança e a preservação ambiental na região.
A utilização de gás natural veicular, como alternativa aos combustíveis líquidos, está a ganhar cada vez mais destaque em Moçambique.
Esta tendência, segundo João das Neves, Director-Executivo da empresa Autogás, é considerada um processo irreversível que promete transformar o panorama energético do País.
Na perspectiva do responsável da Autogás, a adopção em larga escala do gás veicular representa não apenas uma mudança significativa nas práticas de mobilidade, mas também uma oportunidade para promover a sustentabilidade e reduzir a dependência de combustíveis fósseis.
Cinquenta e seis cidadãos moçambicanos foram detidos na África do Sul durante uma operação conjunta das autoridades locais, que visava combater a mineração ilegal.
A acção ocorreu em Westonaria, na província de Gauteng, e resultou na captura de mais de 200 suspeitos, incluindo 100 basothos, 21 sul-africanos e quatro zimbabweanos, conhecidos na região como “zama-zamas”.
A maioria dos detidos enfrenta não apenas acusações relacionadas à mineração ilegal, mas também à sua condição de imigração, uma vez que 170 dos suspeitos não possuem documentação legal, incluindo todos os moçambicanos.
As forças de segurança afirmam que se deparam com uma rede criminosa altamente organizada, frequentemente associada ao uso de armamento pesado e a crimes violentos. Durante a operação, um dos cidadãos sul-africanos foi encontrado na posse de mais de 120 munições para metralhadoras AKM.
Tintswalo Sibeko, porta-voz da Polícia de Gauteng, destacou que o local das detenções tem um historial de criminalidade violenta e garantiu que a investigação prosseguirá. A extracção ilegal de minérios continua a ser um desafio para a segurança pública na África do Sul, muitas vezes ligada a cartéis armados e a condições de trabalho extremas.
O perigo desta actividade foi tragicamente evidenciado em Janeiro do ano passado, quando uma operação similar resultou na morte de mais de 80 cidadãos estrangeiros, incluindo moçambicanos, que ficaram encurralados numa mina desactivada.
Faleceu no Hospital Central de Nampula o administrador do distrito de Mecubúri, Leonel Alzira Frank Manjoque. A confirmação do seu falecimento foi realizada durante a VII Sessão do Conselho Provincial de Coordenação pelo secretário de Estado em Nampula, Fernando Bemane de Sousa.
As cerimónias fúnebres estão agendadas para amanhã, nos Paços do Município, na cidade de Nampula, onde amigos, familiares, colegas e membros do governo se reunirão para prestar a última homenagem ao governante. Após a cerimónia, os restos mortais de Manjoque serão trasladados para a província de Inhambane, sua terra natal.
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