Mais de duas semanas após os devastadores terramotos que atingiram a Venezuela, o governo do país actualizou, na tarde deste domingo (12), o balanço oficial da tragédia, que agora contabiliza 4.490 mortos.
As informações foram divulgadas por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e porta-voz oficial sobre a emergência. Segundo o novo levantamento, o número de feridos subiu para 16.740, enquanto 6.462 pessoas foram resgatadas com vida. O balanço também indica que 17.907 indivíduos permanecem desabrigados.
Adicionalmente, os dados revelam que 190 edifícios colapsaram completamente, com mais 856 a sofrerem danos estruturais variados em diferentes regiões do país.
As autoridades também informaram que, desde o início da emergência, já foram registadas 1.222 réplicas dos tremores. Para enfrentar a situação, mais de 30 mil agentes continuam mobilizados nas operações de busca, assistência humanitária e esforços de reconstrução.
O Presidente da República de Moçambique e a Associação das Pequenas e Médias Empresas (PMEs) deram um importante passo no fortalecimento da colaboração entre o Governo e o sector privado durante um encontro realizado na passada sexta-feira, na capital, Maputo.
No decurso da reunião, foram discutidas propostas de reformas que visam eliminar os obstáculos que dificultam o crescimento das micro, pequenas e médias empresas no país. Essas iniciativas são consideradas essenciais para potenciar o desenvolvimento empresarial, aumentar a geração de emprego e fortalecer a economia nacional.
Pedro Silva, Presidente da Associação das PMEs, destacou que as medidas a serem implementadas serão aprimoradas por uma equipa técnica conjunta, sublinhando a importância de criar melhores condições para o sector empresarial.
Ainda na mesma jornada, o Chefe de Estado manteve uma reunião com a Directora Regional da Corporação Financeira Internacional (IFC) para a África Austral, Cláudia Conceição. O encontro centrou-se na análise de medidas que visam reforçar o sector privado e melhorar o ambiente de investimento em Moçambique.
O Hospital Rural de Chicuque, situado na Cidade da Maxixe, já ultrapassou a crise de alimentos que afectou a sua operação. Esta unidade sanitária, que acolhe tanto pacientes locais como doentes transferidos dos distritos de Homoíne, Panda e Morrumbene, assegura agora ter um stock de alimentos suficiente para quase todo o ano.
Arlindo Romão, director do Hospital Rural de Chicuque, fez esta confirmação em declarações à Rádio Moçambique, onde detalhou a normalização do fornecimento de alimentos para os internos.
Em adição à regularização da alimentação, a direcção do hospital frisou que os serviços estão a funcionar em pleno. Os serviços de Raio-X, por exemplo, foram restabelecidos com a instalação de duas novas máquinas modernas, dotadas de tecnologia avançada para o diagnóstico da tuberculose óssea.
Este avanço representa um importante reforço na capacidade de atendimento do hospital, contribuindo para a melhoria da saúde da população da região.
Na província de Maputo, a mortalidade materna continua a ser uma questão preocupante, com um aumento significativo de casos relacionados a complicações durante ou após o parto.
De acordo com dados do sector de Saúde provincial, desde o ano passado, 25 mulheres perderam a vida devido a essas complicações.
O governador da província, Manuel Tule, reconheceu durante a inauguração de uma nova maternidade e Casa Mãe Espera no distrito de Magude, que a situação é crítica. Ele sublinhou que, das 126 unidades sanitárias existentes na província, 27 não dispõem de serviços de maternidade, nem de infraestruturas adequadas para acolhimento de mães que necessitam de cuidados durante a gestação.
Esses dados revelam a necessidade urgente de aprimorar a infraestrutura de saúde materna na província, a fim de garantir a segurança e o bem-estar das mulheres durante o parto. A recente inauguração da maternidade e Casa Mãe Espera em Magude é um passo na direcção certa, visando a melhoria do atendimento e a redução da mortalidade materna na região.
Na manhã deste domingo, um grave acidente de viação resultou na morte de três jovens na vila-sede do distrito de Morrumbene. O incidente, que ocorreu por volta das 04:00 horas, envolve um despiste e capotamento de uma viatura ligeira que transportava seis ocupantes.
Além das vítimas fatais, três jovens ficaram feridos e foram urgentemente evacuados do Centro de Saúde de Morrumbene para o Hospital Rural de Chicuque, no município da Maxixe, devido à gravidade das suas condições de saúde. As autoridades apontam o excesso de velocidade e a condução sob o efeito de álcool como as principais causas deste trágico sinistro.
A Polícia da República de Moçambique, em Morrumbene, relembra a necessidade do estrito cumprimento das regras de trânsito, reiterando que a segurança nas estradas deve ser uma prioridade para todos, a fim de evitar mais perdas de vidas em acidentes de viação.
Nos últimos trinta dias, as autoridades da África do Sul realizaram a apreensão de drogas de valor não especificado, totalizando três milhões de randes, junto à fronteira com Moçambique, o que corresponde a aproximadamente 183 mil dólares americanos ao câmbio actual.
Dados fornecidos pela Divisão de Operações Conjuntas das Forças de Defesa Nacional da África do Sul (SANDF) evidenciam um aumento significativo em relação aos 787 mil randes em drogas confiscadas no mês de Maio.
Além disso, os soldados sul-africanos apreenderam mercadorias avaliadas em pouco mais de um milhão de randes na fronteira de KwaZulu-Natal com Eswatini e Moçambique. Um comunicado oficial detalha que “a maior parte do contrabando, num total de 2,9 milhões de randes, foi recuperada no mês passado em Limpopo, na fronteira com o Zimbabwe”. Na mesma região, foram interceptados indivíduos de suspeita, dos quais 76 eram procurados por crimes, tendo 52 deles sido detidos na fronteira de KwaZulu-Natal e entregues à polícia.
Em Junho, os soldados patrulhando as seis fronteiras terrestres do país interceptaram contrabando e veículos roubados avaliados em nove milhões de randes, como parte da Operação Corona. Relativa ao contrabando, os criminosos perderam um total de 4,59 milhões de randes em mercadorias, que não estão sujeitas a taxas de importação ou alfândega, o que representa um acréscimo de 1,1 milhões de randes em comparação com Maio.
Após a apreensão de pelo menos 68 imigrantes ilegais em Maio, que tentavam chegar ao seu destino na África do Sul, Junho registou a detenção e transferência de 521 cidadãos estrangeiros sem documentação para a polícia e funcionários do Departamento de Assuntos Internos (DHA). Os cidadãos moçambicanos constituíram o maior grupo de infratores, totalizando 207 indivíduos.
Os soldados também pararam indivíduos suspeitos para interrogatório, resultando na detenção de 76 pessoas procuradas, das quais 52 foram detidas na fronteira de KwaZulu-Natal com Eswatini e Moçambique e posteriormente entregues às autoridades policiais.
O Conselho Municipal da Cidade de Pemba, situada na província de Cabo Delgado, anunciou uma firme postura de tolerância zero em relação à corrupção.
Esta declaração foi feita pelo edil Satar Abdul Gani, que destacou o reforço de medidas destinadas a erradicar o desvio de fundos e as práticas de favorecimento no atendimento aos cidadãos que buscam os serviços municipais.
Satar Abdul Gani, que se dirigiu ao público durante as celebrações do Dia Africano de Luta contra a Corrupção, revelou que diversas acções já foram implementadas, incluindo a expulsão de funcionários envolvidos em comportamentos corruptos, embora não tenha apresentado números específicos sobre estas medidas.
Esta iniciativa reflete um compromisso contínuo da edilidade em garantir a transparência e a responsabilidade na gestão pública, promovendo um ambiente de confiança entre a administração municipal e a população.
António Muchanga, membro da Comissão de Gestão da Renamo, revelou em Maputo, que sectores dissidentes da liderança de Ossufo Momade irão submeter, nos próximos dias, um processo à Procuradoria-Geral da República.
Este movimento visa exigir o cumprimento dos mecanismos estatutários do partido.
O propósito da iniciativa é fomentar a realização, ainda antes de Outubro, de um congresso destinado à eleição de uma nova direcção, com prazos considerados vitais para a preparação do próximo ciclo eleitoral.
O anúncio ocorreu durante o lançamento oficial das visitas de trabalho da Comissão de Gestão aos distritos das províncias do Sul do país. Esta ação visa reforçar o diálogo com as bases e colectar contribuições dos membros sobre o futuro da organização.
Muchanga afirmou que o processo será apoiado por assinaturas recolhidas entre os membros da Renamo em várias partes do país, esclarecendo que o objectivo é que esta ação produza efeitos jurídicos. “Daqui a alguns dias, iremos remeter um processo à Procuradoria. As assinaturas não são meramente simbólicas, servem para afirmar a nossa posição na justiça”, sustentou.
As visitas de trabalho programadas deverão permitir uma auscultação das estruturas locais e facilitar uma melhor articulação entre os membros da organização. Muchanga acusou a liderança do partido de estar a obstruir o funcionamento dos órgãos internos da Renamo, citando a não realização da segunda sessão ordinária do Conselho Nacional, responsável pela aprovação do plano de actividades, orçamento e balanço da organização.
“Qual é o plano de actividades deste ano? Quem aprovou? Aonde? Qual é o orçamento? Quem aprovou? Aonde?”, indagou.
Conforme indicado pela fonte, o Conselho Nacional deve reunir-se para iniciar os trâmites que conduzam à convocação de um congresso. “Nós queremos que ele vá ao Conselho Nacional, e o Conselho Nacional convoque o Congresso”, reiterou.
Para Muchanga, a Renamo necessita de uma nova liderança antes do início do próximo ciclo eleitoral, sublinhando que o partido precisa estar organizado para enfrentar os futuros desafios políticos. “Até Outubro deve haver na Renamo uma nova liderança”, enfatizou.
Durante o encontro, os participantes expressaram preocupação com o clima de tensão interno dentro da Renamo. Identificaram divergências entre diferentes sectores do partido e salientaram que a realização de um congresso poderá ser crucial para a reorganização da formação política. “Esta é a prova mais evidente de que a Renamo está esquartejada”, declarou António Muchanga.
Por sua vez, João Machava, porta-voz dos desmobilizados da Renamo, reiterou o apoio às iniciativas em curso, defendendo a necessidade de intensificar a mobilização dos membros para assegurar o cumprimento dos mecanismos internos da organização.
Mais de 30 cidadãos moçambicanos encontram-se a viver ao relento há quase um mês junto à fronteira de Ressano Garcia, na província de Maputo, após terem fugido de ataques xenófobos na África do Sul.
Muitos destes indivíduos estão sem meios para regressar às suas zonas de origem, enquanto outros perderam o contacto com as suas famílias.
A maioria destes cidadãos estava legalmente estabelecida no país vizinho e, segundo relatos não gravados, perderam tudo o que tinham conquistado ao longo de anos de trabalho. O administrador do distrito da Moamba, Carlos Mussanhane, assegurou que estão a ser envidados esforços para apoiar os regressados, mas lamentou profundamente a situação que estão a enfrentar.
“Temos cidadãos que saíram de Moçambique em 1970, 1980, e que já não sabem o que significa o lugar onde viveram. Neste momento, temos dois idosos que apenas sabem que são do bairro 25 de Junho, mas não conseguem indicar onde exactamente. Estamos a prestar apoio para podermos localizar as famílias, mas temos consciência de que ainda receberemos mais pessoas”, afirmou o administrador.
Carlos Mussanhane relatou a crítica situação na África do Sul, mencionando que é desolador saber que alguém foi expulso de casa durante a noite. “É triste saber que alguém dormia e foi acordado por alguém que disse para desaparecer do seu país. Temos relatos de pessoas que tomavam banho e não tiveram tempo de se vestir. É angustiante imaginar um homem ou uma mulher a correr nus, apenas porque alguém os está a mandar embora, alegando que lhes estão a roubar o emprego”, acrescentou.
As autoridades governamentais moçambicanas têm reiterado a necessidade de não retaliar contra os actos xenófobos. A violência xenófoba já resultou na morte de 11 moçambicanos, de acordo com dados oficiais. Além disso, dois cidadãos ficaram gravemente feridos em um ataque armado na província sul-africana de Gauteng, relacionado com a violência contra imigrantes. Regista-se também o retorno de 1.363 cidadãos moçambicanos que já foram repatriados.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, presidirá esta segunda-feira, à Cerimónia de Patenteamento de Oficiais das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), da Polícia da República de Moçambique (PRM) e do Serviço Nacional Penitenciário (SERNAP).
De acordo com um comunicado do Gabinete de Imprensa da Presidência, divulgado este domingo, será promovido à patente de Brigadeiro o Coronel Francisco Macandja nas FADM.
Na PRM, o Adjunto-Comissário da Polícia, Victor José Raimundo Novela, será promovido à patente de Primeiro-Adjunto do Comissário da Polícia, na Classe de Comissários.
No que diz respeito ao Serviço Nacional Penitenciário, serão patenteados os Superintendentes-Chefe Emília Joaquim Celestino de Matos e Isac Gabriel Nhacassane, que ascendem à patente de Primeiro-Adjunto do Comissário da Guarda Penitenciária.
Este evento destina-se a reconhecer a dedicação, o mérito e o compromisso dos oficiais promovidos, que têm contribuído para a defesa da soberania nacional, a manutenção da ordem e segurança públicas e o fortalecimento do sistema penitenciário em Moçambique.
Sete pessoas sofreram ferimentos ligeiros após o desabamento da Ponte Muarua, a qual serve de acesso ao bairro Icidua, na província da Zambézia.
O incidente ocorreu nas primeiras horas deste domingo, enquanto uma viatura de grande tonelagem, carregada com materiais para construção, atravessava a infraestrutura.
Em declarações à imprensa, o comandante provincial do Serviço de Salvação Pública, Manuel Cumaio, informou que a ponte em questão é mista e que, no momento do colapso, havia um número indeterminado de pessoas a atravessar. Os feridos foram rapidamente assistidos e evacuados para o Hospital Geral de Quelimane, onde receberam atendimento ambulatorial.
Roberto Tonissai, delegado da Administração Nacional de Estradas (ANE) na Zambézia, apontou o excesso de carga como a principal causa do desabamento. Salientou que a ponte tem um limite de 5 toneladas, mas a viatura envolvida no ocorrido ultrapassava as 8 toneladas.
Tonissai anunciou que a ANE irá realizar uma avaliação para determinar o custo da reparação da infraestrutura, bem como o tempo necessário para restabelecer a transitabilidade naquela via. Filipe Ribeiro, representante do Conselho Municipal de Quelimane, expressou preocupação, destacando que este problema trará enormes desafios, não apenas à mobilidade, mas também aos serviços de saúde e educação na região.
O CESC – Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civil é uma organização moçambicana, sem fins lucrativos pretende recrutar uma (1) Empresa para Prestação de Serviços de Segurança e Vigilância Privada. Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um/a (1) Coordenador(a) de Mercadorias Locais (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador(a) de Supply Chain (Matola). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Director do Projecto GCF/LINK (Maputo). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Gestor(a) de Cadeia de Abastecimento/Supply Chain – (Gaza). Saiba mais.
A Save the Children Internacional (SCI), Uma Organização Humanitária sem fins lucrativos com Seu enfoque virado ao Bem-Estar da Criança, pretende recrutar vinte (20) Inquiridores – NP-VG02/2026 (Meconta/ Liupo /Angoche). Saiba mais.
A Handicap International/Humanity & Inclusion (HI) pretende recrutar um (1) Oficial Técnico Sénior em Redução do Risco de Desastres e Adaptação às Mudanças Climáticas. Saiba mais.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil milhões de meticais.
Este marco significativo foi revelado pelo Secretário de Estado na província de Sofala, Manuel Rodrigues, durante uma conferência que decorreu na cidade da Beira.
O Porto da Beira destaca-se como o principal impulsionador destas trocas, facilitando o escoamento de diversos produtos, incluindo alimentos, madeira, fertilizantes e combustíveis. A conferência de Comércio e Investimentos, que encerra hoje, tem como objectivo fomentar as relações comerciais entre os dois países, explorando novas oportunidades de investimento.
Manuel Rodrigues enfatizou a importância deste intercâmbio e a necessidade de fortalecer parcerias comerciais para o benefício mútuo das nações. A cidade da Beira, com a sua localização estratégica, assume uma posição central nas dinâmicas comerciais da região.
Esta iniciativa reflete um compromisso contínuo em desenvolver laços económicos e colaborar em sectores-chave que impactam directamente nas economias de Moçambique e Zimbabwe.
Um bebé de 18 meses foi encontrado com vida, horas depois de ter sido declarado morto por um médico num hospital do estado do Arizona, nos Estados Unidos.
O caso, que está a ser considerado extraordinário, está sob investigação do Ministério Público do Condado de Maricopa e foi divulgado esta semana.
O incidente ocorreu a 8 de Fevereiro, após a criança sofrer um quase afogamento na piscina da casa da família, em Gilbert, durante uma reunião para assistir ao Super Bowl da NFL. Vincent Lorenzo Fiordilino foi retirado da água e levado por equipas de emergência ao Mercy Gilbert Medical Center pouco depois das 17h20. Menos de uma hora depois, um médico declarou a sua morte.
Contudo, cerca de cinco horas depois, quando funcionários do Instituto Médico Legal chegaram para recolher o corpo, que já se encontrava no necrotério da unidade de saúde, constataram que o menino ainda respirava. Ele foi transferido de helicóptero para outro hospital, onde recebeu atendimento de emergência e, posteriormente, teve alta.
Segundo o boletim de ocorrência, policiais que estavam no hospital reportaram terem percebido sinais de vida na criança e questionaram a decisão do médico responsável, Aryan Toosi. O documento indica que o médico pediu aos agentes que permitissem que ele realizasse o seu trabalho, afirmando: “Eu cursei medicina por um motivo”. Além disso, antes de o corpo ser encaminhado para a área refrigerada, um detective relatou ter ouvido “outro suspiro audível” da criança.
A investigação também se debruça sobre as circunstâncias do quase afogamento. O Departamento de Polícia de Gilbert recomendou que os pais enfrentem acusações de abuso infantil, uma vez que ambos admitiram ter consumido maconha na manhã do incidente. Existem suspeitas de que a sua capacidade de supervisão estivesse comprometida quando a criança teve acesso à piscina.
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de oito mil habitantes dos bairros Niassa 1, Guerra, Changanane e Medeiros, na cidade de Lichinga.
Este projecto visa combater doenças de origem hídrica, como diarreias e cólera, frequentemente associadas ao consumo de água imprópria.
As infra-estruturas, financiadas pelo parceiro “Local”, implicaram um investimento estimado em torno de 19 milhões de meticais. Cada sistema tem a capacidade de armazenar 20 metros cúbicos de água, equivalentes a 20 mil litros, assegurando uma distribuição eficaz do recurso.
Segundo os dados apresentados, a taxa de cobertura dos serviços de água potável na autarquia de Lichinga registou um aumento significativo, subindo de 45,27 para 48,28 por cento, o que representa uma melhoria de 3,28 pontos percentuais.
Esta iniciativa não apenas visa garantir acesso à água potável, mas também pretende reduzir os riscos associados a surtos de doenças provocadas pela falta de higiene e saneamento adequado.
Na província do Niassa, o sector da saúde sofreu um impacto significativo no primeiro semestre deste ano devido ao roubo de fármacos e outros produtos do Sistema Nacional de Saúde.
Durante um encontro de reflexão e reforço das medidas de segurança, o Director dos Serviços Distritais de Saúde, Mulher e Acção Social de Lichinga, Marcos Vajinvele, divulgou que foram registados quatro casos de roubo de medicamentos nas unidades sanitárias de Nomba, Mitava, Matama e Chiulugo.
Estes dados revelam uma preocupação alarmante com a segurança das instalações de saúde na região, levantando questões sobre a protecção dos recursos essenciais para o bem-estar da população. A reunião visou abordar estas preocupações e discutir estratégias para mitigar os riscos associados a tais delitos.
As autoridades locais continuam a trabalhar na implementação de medidas que possam garantir a integridade dos medicamentos e outros bens do Sistema Nacional de Saúde.
A procura pelo Documento de Viagem para Mineiros e trabalhadores sazonais tem aumentado significativamente em Moçambique, consequência directa dos recentes ataques xenófobos na África do Sul.
Este fenómeno tem levado muitos cidadãos a buscarem a regularização da sua situação.
O Documento de Viagem, popularmente conhecido como “passaporte castanho”, tem sido solicitado principalmente por moçambicanos repatriados devido à crescente violência contra estrangeiros no país vizinho. Esta situação de instabilidade gerou a necessidade urgente de regularizar os documentos necessários para que esses trabalhadores possam retornar ao seu emprego nas minas e nas explorações agrícolas e pecuárias da África do Sul.
Em uma conferência de imprensa realizada hoje, Felizardo Jamaca, Chefe da Repartição de Relações Públicas da Direcção Provincial de Migração na Cidade de Maputo, salientou que este documento é destinado exclusivamente aos cidadãos moçambicanos que exercem legalmente actividades nessas áreas no território sul-africano. Jamaca fez um apelo à população para procurarem regularizar a sua situação para evitar complicações futuras.
A turbulência causada pelos ataques xenófobos tem exigido uma atenção redobrada por parte das autoridades migratórias, que têm procedido a esforços para assegurar os direitos e a segurança dos cidadãos moçambicanos no exterior.
As universidades moçambicanas foram instadas a desempenhar um papel activo na promoção de soluções práticas que possam impulsionar a produção e o desenvolvimento do país.
A Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, lançou este apelo, durante a sua intervenção no segundo dia da Conferência Nacional do Ensino Superior.
A governante sublinhou a importância de as instituições de ensino superior formarem profissionais qualificados que respondam às exigências do País, utilizando eficientemente a mão-de-obra e os recursos locais disponíveis. Este enfoque visa garantir que a formação académica esteja alinhada com as necessidades do mercado e do desenvolvimento socioeconómico.
A Conferência Nacional do Ensino Superior, que iniciou ontem em Maputo, é um fórum dedicado à discussão de temas relevantes como a modernização curricular, o incentivo ao empreendedorismo e a estreita colaboração entre as universidades e o mercado de trabalho. Este encontro pretende fomentar a reflexão e proporcionar novas perspectivas para a educação superior no cenário moçambicano.
Os trabalhos da conferência decorrem ao longo de vários dias, reunindo académicos, estudantes e profissionais do sector, todos com o objectivo comum de contribuir para a evolução do ensino e aprendizagem em Moçambique.
Na madrugada de hoje, o nevoeiro que se instalou em Maputo impossibilitou a aterragem segura de várias aeronaves no Aeroporto Internacional da cidade.
De acordo com um comunicado da Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), os voos TM 137 (Tete – Maputo) e TM 1506 (Nampula-Beira-Maputo) foram desviados para o Aeroporto da Beira, onde conseguiram aterrar sem incidentes.
A LAM indicou que esta situação tem gerado constrangimentos nas suas operações, afetando diversos voos de chegada e partida. Os passageiros devem estar atentos a possíveis atrasos, alterações de horários e outros ajustes operacionais, que dependerão da evolução das condições meteorológicas e da normalização das atividades no Aeroporto Internacional de Maputo.
As equipas da LAM estão a monitorizar continuamente as condições climáticas, trabalhando em colaboração com as autoridades aeroportuárias e os serviços de controlo de tráfego aéreo, a fim de retomar as operações com segurança e o mais brevemente possível.
Importa salientar que esta é a segunda vez, em menos de uma semana, que a LAM se vê obrigada a alterar voos devido a condições meteorológicas adversas, destacando a instabilidade do tempo na região.
Um grupo de residentes do bairro Machava Km-15, no município da Matola, tem beneficiado de um fornecimento de energia eléctrica gratuito desde o início do ano, em decorrência de uma avaria nos contadores de electricidade.
Os contadores em questão não aceitam novas recargas de créditos da Credelec, levando à situação inusitada, onde os quilowatts consumidos após as últimas recargas passaram a ser considerados “infinitos”.
Moradores relatam com preocupação que, após as manifestações que ocorreram no período pós-eleitoral, começaram a constatar que os seus contadores deixaram de aceitar novas recargas, criando um cenário incerto em relação aos pagamentos futuros. A acumulação de dívidas por consumo de electricidade é uma preocupação crescente, especialmente face à possibilidade de serem acusados de furto, bem como das multas e cortes de fornecimento que poderão advir desta situação.
As autoridades locais encontram-se sob pressão para resolver o problema, na medida em que a comunidade espera que a situação seja regularizada, garantindo a continuidade do acesso à energia eléctrica e a segurança nas relações comerciais com a Credelec.
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