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Sexta-feira, Julho 31, 2026
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Candidato Presidencial Venâncio Mondlane convoca manifestação geral para esta semana

Venâncio Mondlane, candidato à presidência de Moçambique, anunciou, esta manhã, a realização de uma manifestação geral agendada para os dias 24 e 25 de Novembro, quinta e sexta-feira, respectivamente. 

A convocatória visa mobilizar a população em torno de questões que o candidato considera prementes para o futuro do país.

Durante a sua declaração, Mondlane enfatizou que, durante o período da manifestação, nenhuma instituição, seja ela pública ou privada, deverá estar em funcionamento. Essa posição inclui a Comissão Nacional de Eleições (CNE), que tem programada a divulgação dos resultados eleitorais durante esses dias.

O candidato sublinhou, no entanto, que os serviços essenciais, como saúde e segurança, continuarão a operar normalmente, de forma a garantir o bem-estar da população.

A manifestação é vista como uma forma de pressão sobre as autoridades e de reivindicação de uma maior transparência no processo eleitoral, que tem sido alvo de críticas por parte de vários sectores da sociedade civil.

A expectativa é alta, com milhares de apoiantes a prepararem-se para participar na ação, que promete ser um marco na campanha eleitoral.

As autoridades competentes foram informadas sobre a convocatória, e o clima é de expectativa em relação a como as instituições responderão a este apelo de Mondlane. O candidato apela à calma e à civismo entre os seus apoiantes, garantindo que a manifestação será pacífica e organizada.

Com esta iniciativa, Venâncio Mondlane espera galvanizar o apoio popular e promover uma discussão mais ampla sobre os desafios que Moçambique enfrenta no contexto eleitoral.

Vagas de emprego do dia 22 de Outubro de 2024

Foram publicadas hoje, dia 22 de Outubro no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique:

Clique aqui para baixar a edição em PDF.

Vagas de emprego abertas para hoje:

1. Vaga para Civil Engineering Specialist

A United Nations Development Programme (UNDP) pretende recrutar um (1) Civil Engineering Specialist. Saiba mais.

2. Vaga para B2C Key Account Manager

A Puma Energy Moçambique pretende recrutar um (1) B2C Key Account Manager. Saiba mais.

3. Vaga para Account Developers

A Coca-Cola Beverages Africa pretende recrutar três (3) Account Developers. Saiba mais.

4. Vaga para Cabeleireira

O Salão e Boutique Canaã pretende recrutar uma (1) Cabeleireira. Saiba mais.

5. Vaga para Barbeiro

O Salão e Boutique Canaã pretende recrutar um (1) Barbeiro. Saiba mais.

6. Vaga para Estagiário de TI

O Futuro Mcb, S.A pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Estagiário (a) de TI. Saiba mais.

Vagas de emprego ainda abertas

1. Vaga para Contabilista

A Highland African Mining Company Lda, pretende contratar para o seu quadro de pessoal um (1) Contabilista. Saiba mais.

2. Vaga para Analista de Crédito ao Funcionário Público

A Moz Finance pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Analista de Crédito ao Funcionário Público. Saiba mais.

3. Vaga para Partnerships and Grants Manager

A Aga Khan Foundation (AKF) pretende recrutar um (1) Partnerships and Grants Manager. Saiba mais.

4. Vaga para Oficial de Logística

A Fundação E35 pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Logística. Saiba mais.

5. Vaga para Oficial de MEAL

A CARE Internacional procura contratar um (1) Oficial de MEAL. Saiba mais.

6. Vaga para WASH Advisor

A CARE Internacional procura contratar um (1) WASH Advisor. Saiba mais.

7. Vaga para Senior Program Support Manager

A CARE Internacional procura contratar um (1) Senior Program Support Manager. Saiba mais.

8. Vaga para People & Culture Director

A CARE Internacional procura contratar um (1) People & Culture Director. Saiba mais.

9. Vaga para Humanitarian Team Lead

A CARE Internacional procura contratar um (1) Humanitarian Team Lead. Saiba mais.

10. Vagas para Representantes de Vendas Afiliados

A EGET pretende admitir para o seu quadro pessoal cinco (5) Representantes de Vendas Afiliados. Saiba mais.

11. Vaga para Logístico

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Logístico. Saiba mais.

12. Vagas para Assistentes de Marketing

Uma empresa anónima pretende recrutar dois (2) Assistentes de Marketing. Saiba mais.

13. Vaga para Chief of Party for USAID Resilient Cities Limpopo

A Tetra Tech International Development pretende recrutar um (1) Chief of Party for USAID Resilient Cities Limpopo. Saiba mais.

14. Vaga para Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC

A Ovarelelana – Associação para o Fortalecimento Comunitário (AFOC) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Monitoria e Avaliação-OVC. Saiba mais.

15. Vaga para Gestor de Clientes

O First National Bank (FNB) pretende recrutar um (1) Gestor de Clientes. Saiba mais.

16. Vaga para Public Financial Management Specialist

A DAI pretende recrutar um (1) Public Financial Management Specialist. Saiba mais.

17. Vagas para Mecânicos Auto

Uma empresa anónima está a recrutar dois (2) Mecânicos Auto. Saiba mais.

18. Vaga para Security Manager

A Novos Horizontes pretende recrutar um (1) Security Manager. Saiba mais.

19. Vaga para Oficial de Programa (Prevenção da Transmissão Vertical & Engajamento Comunitário/PTV+EC)

A Associação Progresso (PROGRESSO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Programa (Prevenção da Transmissão Vertical & Engajamento Comunitário/PTV+EC). Saiba mais.

20. Vaga para Vice-Coordenador Redução de Riscos de Desastres Climáticos

A Fundação AVSI, para o fortalecimento da sua equipa de Sofala, a AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Vice-Coordenador Redução de Riscos de Desastres Climáticos. Saiba mais.

21. Vaga para Assistente de Distribuição

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Assistente de Distribuição. Saiba mais.

22. Vaga para Jardineiro

Uma empresa anónima está a recrutar um (1) Jardineiro. Saiba mais.

23. Vaga para Finance and Operations Director

A CARE pretende recrutar um (1) Finance and Operations Director. Saiba mais.

24. Vaga para Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director

A CARE pretende recrutar um (1) Monitoring, Evaluation, Accountability and Learning (MEAL) Director. Saiba mais.

25. Vaga para Chief of Party (COP)

A CARE pretende recrutar um (1) Chief of Party (COP). Saiba mais.

26. Vaga para Assistente de Contabilidade

A Green Revolution pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Contabilidade. Saiba mais.

27. Vaga para Senior Manager, Programs

A GiveDirectly pretende recrutar um (1) Senior Manager, Programs. Saiba mais.

28. Vaga para Engenheiro de Ração Animal

A Transição Verde pretende recrutar um/a (1) Engenheiro/a de Ração Animal. Saiba mais.

29. Vaga para HydroPower Technical Expert (Portuguese Speaking)

A Allied Talent Partners (ATP) pretende recrutar um (1) HydroPower Technical Expert (Portuguese Speaking). Saiba mais.

30. Vaga para Coordenador de Finanças

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Finanças. Saiba mais.

31. Vaga para Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC)

A Save the Children Internacional (SCI), uma organização humanitária sem fins lucrativos com seu enfoque virado ao bem-estar da criança, está a recrutar um (1) Coordenador de Redução de Risco de Desastres (RRD) e Mudanças Climáticas (CC). Saiba mais.

32. Vaga para Secretária

Uma empresa anónima pretende recrutar uma (1) Secretária. Saiba mais.

33. Vaga para Consultor

A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Consultor. Saiba mais.

34. Vaga para Arquivista Digitalizador

A AFC-UATAF pretende contratar um (1) Arquivista Digitalizador. Saiba mais.

Venâncio Mondlane promete uma fase ainda mais radical

Na sequência da marcha que paralisou mais de 90% das actividades económicas, Venâncio Mondlane, candidato presidencial, expressou a sua satisfação pelo impacto da mobilização popular, considerando-a um grande triunfo. 

Durante uma conferência de imprensa realizada recentemente, Mondlane declarou: “Conseguimos aquilo que pretendíamos. O povo está de parabéns.”

O líder dos manifestantes fez questão de destacar a importância da participação cívica, que, segundo ele, foi essencial para alcançar os objectivos propostos. “Este resultado é um reflexo da vontade do povo e da sua determinação em lutar por melhores condições e direitos”, acrescentou Mondlane, visivelmente satisfeito com a adesão à marcha.

Em um tom assertivo, Mondlane anunciou que, nas próximas horas, irá realizar uma transmissão ao vivo, onde revelará os detalhes da segunda etapa da greve, que promete ser mais radical. “Preparem-se, pois o próximo passo será um avanço significativo no nosso movimento”, alertou.

Aconselhando os manifestantes a retornarem às suas casas, Mondlane pediu paciência e organização, enquanto aguarda o momento oportuno para partilhar as próximas directrizes.

A expectativa em torno do anúncio de hoje é elevada, com muitos cidadãos ansiosos por conhecer os novos desdobramentos da luta liderada por Mondlane.

Este momento marca um capítulo importante na actual conjuntura política do país, que continua a ser acompanhado de perto pela sociedade civil e pelos meios de comunicação.

Professor de Educação Especial condenado a 14 anos e meio de prisão por abusos em Barcelona

Um professor de educação especial, identificado como Joaquín M., foi condenado a uma pena de 14 anos e meio de prisão por abusos sexuais cometidos contra alunos com diferentes graus de autismo e outras deficiências. 

A decisão foi tomada pelo Supremo Tribunal de Barcelona, que analisou o caso que envolveu múltiplas vítimas.

De acordo com informações do jornal El País, Joaquín M. foi acusado de abusar sexualmente de sete alunos, no entanto, o tribunal apenas validou os depoimentos de três deles. As declarações de quatro das vítimas foram consideradas “pouco estruturadas” e incoerentes, levando o tribunal a não as considerar como provas válidas.

Durante o julgamento, que ocorreu em Abril, as testemunhas foram ouvidas com a assistência de psicólogos, com o intuito de garantir um ambiente seguro e acolhedor. Um dos testemunhos, de uma vítima com 70% de incapacidade, descreveu momentos de abuso em que o professor lhe tocou o pénis e o masturbou.

Contudo, o tribunal rejeitou este relato, considerando-o “muito escasso, evasivo e ininteligível”, o que comprometeu a sua credibilidade.

A análise do testemunho de outra vítima revelou um relato “absolutamente desestruturado”, repleto de “imprecisões” e “expressões mecânicas”, dificultando a sua utilização como prova. Além disso, o tribunal não conseguiu avaliar o depoimento de dois irmãos, C. e D., uma vez que a sua incapacidade mental impossibilitou qualquer forma de comunicação.

Em contrapartida, o tribunal atribuiu “plena credibilidade e fiabilidade” às três vítimas que lograram apresentar relatos coerentes. As condenações incluíram dois crimes de abuso sexual continuado, em que Joaquín M. foi considerado responsável por abusos ocorridos durante saídas organizadas enquanto professor e responsável por actividades extracurriculares. O docente também foi condenado a uma multa por atentado ao pudor, após masturbar-se na presença de um dos alunos, identificado como ‘G’.

Joaquín M., que tinha 46 anos no momento da detenção pelos Mossos d’Esquadra em Maio de 2017, trabalhou durante mais de duas décadas como educador de reforço na escola. Durante o julgamento, o arguido negou todas as acusações que lhe foram imputadas.

A decisão do tribunal sublinha a importância de garantir a protecção e os direitos das vítimas, especialmente aquelas que pertencem a grupos vulneráveis. A condenação de Joaquín M. representa um passo significativo na luta contra o abuso sexual no contexto educativo.

Desabamento parcial de cais no sul dos EUA provoca sete mortes

Uma tragédia abalou a comunidade da ilha de Sapelo, no sul dos Estados Unidos, no passado sábado, quando parte de um cais desabou durante uma celebração anual dos Geechee, uma comunidade descendente de antigos escravos. 

De acordo com informações fornecidas pelas autoridades locais, pelo menos sete pessoas morreram devido ao incidente.

O Departamento de Recursos Naturais da Geórgia confirmou que seis indivíduos feridos estão a receber tratamento em hospitais da região, enquanto dois outros foram transportados de avião em estado crítico.

O desabamento ocorreu durante uma festividade que atraiu cerca de 200 participantes, muitos dos quais eram provenientes do estado vizinho da Florida, incluindo vários idosos.

As causas do colapso do cais ainda permanecem indefinidas, mas relatos de alguns meios de comunicação sugerem que um dos ferries poderá ter colidido com uma rampa onde se encontravam várias pessoas.

O governador da Geórgia, Brian Kemp, manifestou a sua profunda consternação através da rede social X (anteriormente conhecida como Twitter), afirmando estar “devastado pela tragédia”.

O governante assegurou que as equipas de emergência continuam a trabalhar no local, prestando toda a assistência necessária às vítimas e às suas famílias.

As autoridades locais continuam a investigar as circunstâncias que levaram a este lamentável acidente, enquanto a comunidade lida com a dor da perda e com a urgência de prestar apoio aos afectados por esta calamidade.

Incêndio consome ambulância após colisão em Maputo

Um incidente alarmante ocorreu na Avenida Joaquim Chissano, na cidade de Maputo, onde uma ambulância foi completamente consumida pelas chamas após colidir com uma viatura ligeira estacionada. 

A ambulância em questão pertence a uma empresa chinesa encarregada da requalificação do sistema de drenagem das águas pluviais no município.

De acordo com informações veiculadas pelo jornal “O País”, felizmente não houve registo de vítimas humanas, embora os danos materiais sejam significativos. O motorista da ambulância, que preferiu não revelar a sua identidade, afirmou estar incerto sobre as condições mecânicas do veículo.

Contudo, assegurou que fez tudo ao seu alcance para evitar que o incidente culminasse em algo mais grave.

A empresa responsável pela ambulância mobilizou um carro tanque na tentativa de extinguir as chamas, mas, lamentavelmente, o fogo já havia consumido o veículo por completo antes da chegada dos meios de combate a incêndios. As causas da colisão ainda estão a ser investigadas pelas autoridades competentes.

Os cidadãos locais expressaram preocupação com a segurança nas estradas da cidade, especialmente considerando que a ambulância desempenha um papel crucial na prestação de serviços de emergência.

As autoridades locais reiteram a importância da manutenção adequada dos veículos e a observância das normas de trânsito para evitar futuros acidentes.

CNE de Moçambique recebe totalidade do material de votação do dia 9 de Outubro

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) de Moçambique anunciou que já recebeu todo o material de votação referente ao escrutínio realizado no dia 9 de Outubro. 

O material, que inclui boletins de voto, actas e editais, foi enviado de forma lacrada a partir de mais de 26 mil assembleias de voto, tanto no território nacional como na diáspora, e está a ser compilado na sede da CNE, em Maputo, para o apuramento geral dos resultados.

Em declarações ao jornal “Notícias”, Paulo Cuinica, porta-voz da CNE, confirmou que a entidade está a trabalhar na centralização dos dados e no apuramento geral, com a previsão de divulgação dos resultados até o dia 24 deste mês. “Estamos a trabalhar para finalizar o processo para não passarmos o dia 24, data prevista para o anúncio dos resultados definitivos do escrutínio presidencial, legislativo e das assembleias provinciais,” enfatizou Cuinica.

O porta-voz da CNE também lançou um apelo aos cidadãos e concorrentes para aguardarem com calma e serenidade pelo anúncio oficial dos resultados, sublinhando a necessidade de manter a ordem e a paz social.

Esta exortação reforça os pedidos feitos por diversos segmentos da sociedade moçambicana, especialmente em face da possibilidade de agitação provocada por alguns concorrentes que contestam os resultados intermédios divulgados pelas Comissões Provinciais de Eleições.

Para este escrutínio, estavam inscritos mais de 17 milhões de eleitores, tanto no país como na diáspora, com o objectivo de eleger um novo Presidente da República, 250 deputados da Assembleia da República, e os membros das assembleias provinciais, que por sua vez escolherão os governadores provinciais.

Moçambicanos residentes no estrangeiro, incluindo países como África do Sul, Eswatini, Zâmbia, Zimbabwe, Tanzânia, Maláui e Quénia, participaram nas eleições, assim como aqueles que votaram em Portugal e na Alemanha, que integram o círculo eleitoral da Europa e resto do mundo.

A CNE continua a trabalhar para garantir a transparência e a integridade do processo eleitoral em Moçambique.

OMS anuncia evacuação de mil crianças e mulheres de Gaza

Cerca de mil mulheres e crianças feridas e doentes em Gaza estão prestes a ser retiradas da região, conforme anunciado por Hans Kluge, diretor europeu da Organização Mundial de Saúde (OMS), em entrevista à agência France Presse. 

Segundo Kluge, Israel comprometeu-se a realizar aproximadamente “mil retiradas médicas suplementares para a União Europeia nos próximos meses”, destacando que este processo será facilitado pela OMS em colaboração com os países de acolhimento.

Desde Outubro de 2023, a OMS já participou em cerca de 600 operações de evacuação médica de Gaza, que beneficiaram cidadãos de sete países europeus. Kluge enfatizou a importância do diálogo para que estas acções fossem viáveis, assegurando que “isto nunca teria acontecido se não tivéssemos mantido a comunicação”.

O responsável da OMS também expressou preocupações semelhantes em relação à situação na Ucrânia, sublinhando a necessidade de “não politizar a saúde”.

Até ao momento, não foram divulgados mais detalhes sobre a operação de saída dos mil cidadãos de Gaza. É importante recordar que a actual operação militar de Israel contra a faixa de Gaza iniciou após um ataque do Hamas em Outubro do ano passado, que resultou em mais de 1.200 mortos.

Desde então, o conflito agravou-se, com a ofensiva israelita a já ter causado mais de 40 mil vítimas mortais, segundo dados fornecidos por responsáveis do sector da saúde do Hamas.

Prabowo Subianto é empossado como Presidente da Indonésia

O ex-general Prabowo Subianto, uma figura controversa da política indonésia, tomou posse como o oitavo Presidente da República da Indonésia.

A cerimónia decorreu no parlamento indonésio, onde Prabowo, que também foi ministro da Defesa, faz agora a transição de poder após a saída do seu antecessor, Joko Widodo.

Na sua primeira intervenção como chefe de Estado, o recém-empossado presidente, de 73 anos, comprometeu-se a exercer as suas funções com justiça e rigor. “Juro que vou desempenhar as funções de Presidente da República da Indonésia da melhor forma possível e da forma mais justa, que vou respeitar a Constituição e que vou aplicar todas as leis e regulamentos da forma mais rigorosa possível”, declarou, perante uma assembleia atenta.

Prabowo Subianto conquistou a presidência após uma vitória expressiva na primeira volta das eleições presidenciais, realizadas em Fevereiro, onde se destacou entre outros dois candidatos.

Esta é a terceira vez que Prabowo se apresenta a eleições presidenciais, tendo anteriormente sido derrotado por Joko Widodo em 2014 e 2019.

No entanto, o novo presidente enfrenta desafios significativos, incluindo um histórico militar marcado por críticas relacionadas com alegados abusos de direitos humanos, especialmente em Timor-Leste e na Papua, assim como por alegações de tortura de activistas pró-democracia durante a sua carreira militar.

Prabowo, que foi comandante das forças especiais que participaram na invasão de Timor-Leste em 1975, sempre negou as acusações e nunca foi alvo de um processo-crime.

Como líder da Indonésia, Prabowo Subianto terá agora a responsabilidade de unir um país diverso e complexo, ao mesmo tempo que lida com as expectativas da população face ao seu passado e ao futuro que se avizinha. A sua administração será observada de perto, tanto no âmbito interno como internacional.

Candidato Presidencial Jimmy Jairala denuncia ataque armado a veículo do filho em Guayaquil

No domingo, o candidato presidencial do Equador, Jimmy Jairala, revelou que o veículo em que seu filho, Diego, viajava com a noiva e amigos foi alvo de um ataque armado.

O incidente ocorreu na madrugada de hoje, na cidade de Guayaquil, e Jairala partilhou imagens e vídeos do ataque nas suas redes sociais.

Segundo o relato do candidato, o motorista responsável pela segurança do grupo foi ferido e precisou ser hospitalizado. “Agradeço a todos que estão expressando solidariedade. O guarda está a ser operado neste momento. Foram quatro tiros”, informou Jairala, visivelmente abalado pela situação.

Jairala detalhou que o veículo sofreu um total de 11 disparos, dos quais quatro atingiram o motorista. O candidato fez também questão de responder às críticas que surgiram nas redes sociais, onde alguns acusaram-no de forjar o ataque. “Isso é absolutamente falso. O motorista passou por cirurgia e encontra-se em bom estado, assim como meu filho e seus amigos”, afirmou.

A situação gerou preocupação entre os cidadãos e a classe política, reflectindo a crescente insegurança que afecta várias regiões do país.

O ataque destaca a necessidade urgente de medidas de segurança mais eficazes, à medida que o Equador se aproxima das eleições presidenciais. A polícia já iniciou investigações para identificar os responsáveis pelo ataque.

António Guterres condena assassinatos em Maputo e apela à paz em Moçambique

O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, expressou a sua veemente condenação aos assassinatos de Elvino Dias, conselheiro jurídico do candidato presidencial Venâncio Mondlane, e de Paulo Guambe, representante legal do partido PODEMOS, ocorridos na madrugada de sábado na capital moçambicana.

Em uma nota divulgada ontem na plataforma X (antigo Twitter), Guterres manifestou o seu repúdio em relação aos crimes e endereçou as suas “profundas condolências às famílias das vítimas”.

O secretário-geral instou as autoridades moçambicanas a realizarem uma investigação célere e eficaz, com o intuito de levar à justiça os responsáveis pelos homicídios.

Além disso, António Guterres apelou a todos os cidadãos de Moçambique, incluindo líderes políticos e seus apoiantes, para manterem a calma e rejeitem quaisquer formas de violência, enfatizando a importância de um ambiente pacífico neste período crucial da história do país.

Guterres reafirmou ainda a solidariedade da ONU com o povo moçambicano e reiterou o seu apoio inabalável à promoção da paz e da estabilidade em Moçambique, um apelo que ganha particular relevância em tempos de tensão política.

Os acontecimentos em Maputo levantam preocupações sobre a segurança e a integridade do processo democrático em Moçambique, sendo vital que as autoridades actuem de forma decisiva para restaurar a confiança da população nas instituições do Estado.

Acidente de autocarro na Turquia causa seis mortes e 25 feridos

Na passada sexta-feira, um trágico acidente rodoviário em Aksaray, na Turquia, resultou na morte de seis pessoas e deixou 25 feridas. O autocarro, que transportava passageiros rumo à famosa região da Capadócia, uma popular atracção turística na Turquia central, capotou em circunstâncias que ainda são objeto de investigação.

As autoridades locais estão a apurar as causas que levaram ao acidente, que chocou a comunidade e os viajantes. As vítimas foram imediatamente assistidas e encaminhadas para hospitais da região, onde recebem cuidados médicos.

A Capadócia, conhecida pelas suas formações rochosas únicas e balões de ar quente, é um dos destinos mais visitados do país, atraindo turistas de todo o mundo. O acidente levanta preocupações sobre a segurança nas estradas, especialmente em áreas com grande circulação de veículos turísticos.

As autoridades turcas anunciaram que desenvolverão uma investigação aprofundada para esclarecer as circunstâncias do capotamento e assegurar que medidas adequadas sejam implementadas para prevenir futuros incidentes.

Trump critica Kamala Harris e afirma que ela representa uma ameaça à democracia

Na reta final da campanha eleitoral para as Presidenciais nos Estados Unidos, os candidatos Kamala Harris, do Partido Democrata, e Donald Trump, do Partido Republicano, estão a concentrar todos os esforços em estados considerados decisivos. 

As acusações mútuas sobre ameaças à democracia têm marcado esta fase crítica, aumentando a tensão entre as duas campanhas.

Num recente comício realizado na Pensilvânia, Donald Trump não poupou críticas à actual vice-presidente, chamando-a de “a pior vice-presidente que o país já teve” e afirmando que a sua presença representa um risco para a democracia norte-americana.

As declarações de Trump vão ao encontro de uma estratégia republicana que visa galvanizar a base eleitoral, apelando à mobilização contra a suposta ameaça de votos de imigrantes não documentados.

Os republicanos têm intensificado as suas acusações ao afirmar que o Partido Democrata está a promover a participação de imigrantes não documentados nas eleições, o que, segundo eles, contraria as leis estaduais e federais.

Uma operadora da campanha republicana expressou a sua indignação, afirmando que “o Partido Democrata é uma ameaça à democracia”, referindo-se especificamente às alegações de que a formação de um eleitorado irregular poderia comprometer a legitimidade das eleições.

Ambos os partidos partilham a convicção de que a disputa presidencial será decidida por uma margem extremamente reduzida de votos em poucos estados. Como tal, as suas estratégias de campanha estão a ser meticulosamente direccionadas para um número limitado de localidades nos chamados ‘swing states’, onde a influência de cada voto é crucial.

À medida que as eleições se aproximam, a polarização política entre os candidatos parece intensificar-se, prometendo um desfecho incerto e potencialmente tumultuoso para a democracia americana.

Mia Couto apela a uma liderança pacífica em Moçambique após violência política

O renomado escritor moçambicano Mia Couto expressou, este domingo, a sua preocupação face à crescente tensão política em Moçambique, apelando a uma liderança que rejeite a violência como solução para os conflitos sociais. 

As declarações surgem na sequência do homicídio de dois apoiantes do candidato presidencial Venâncio Mondlane, um incidente que desencadeou a convocação de uma manifestação pacífica.

Em entrevista à agência Lusa, Mia Couto enfatizou que “situações de tensão como esta apelam para uma liderança que entenda que a violência não é a solução”. O escritor sublinhou que “a qualidade de um verdadeiro líder revela-se exactamente no modo como é capaz de superar a crise a bem de todos e no interesse do país que pretende governar”.

A escalada de violência iniciou após a morte a tiro de Elvino Dias, advogado de Mondlane, e Paulo Guambe, mandatário do partido Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique (Podemos), na última sexta-feira, no centro de Maputo.

Venâncio Mondlane reagiu ao homicídio, convocando marchas de repúdio e citando a Bíblia para afirmar que o “sangue” das vítimas “tem de ser vingado”, responsabilizando as Forças de Defesa e Segurança (FDS) pela tragédia, prometendo apresentar provas.

Mia Couto manifestou a esperança de que as forças policiais “sejam capazes de provar a sua eficiência, sobretudo a sua isenção e credibilidade como força ao serviço da ordem pública”, destacando a necessidade de uma investigação célere e independente. O escritor reiterou a urgência de um esclarecimento transparente também no que diz respeito ao processo eleitoral, defendendo que “já não bastam percepções, já não bastam proclamações de um e de outro lado”.

O autor, cuja voz tem ressoado fortemente no cenário nacional, considera que “a tranquilidade e a reconciliação” que Moçambique urge não poderão ser alcançadas através de tumultos ou repressão policial. “É imprescindível que se anunciem garantias de que todo este processo será conduzido de forma a reconquistar a confiança e a credibilidade”, afirmou Couto, fazendo um apelo à superação do medo e da ameaça da força.

Na véspera, o escritor havia já declarado que a actual situação de incerteza política não é do interesse de nenhum dos candidatos, alertando que o próximo presidente terá de ser uma figura unificadora, “não será apenas o dirigente dos seus adeptos partidários”. Mia Couto concluiu sublinhando a necessidade de transformar a crise nacional em oportunidade de reconciliação e paz duradoura.

A situação em Moçambique continua a ser monitorizada de perto, na expectativa de que as manifestações programadas para esta semana possam ser um passo significativo em direcção à estabilidade e à justiça no país.

Tribunal ugandês acusa três funcionários por homicídio involuntário relacionado a deslizamento de terras

Um tribunal no Uganda acusou, na passada sexta-feira, três antigos funcionários da Autoridade da Cidade Capital de Kampala de homicídio involuntário e negligência criminosa, na sequência de um trágico deslizamento de terras que resultou na morte de 35 pessoas. 

O incidente, ocorrido no dia 10 de Agosto numa lixeira no distrito de Kiteezi, soterraram vítimas, habitações e animais sob montanhas de resíduos.

De acordo com Kituuma Rusoke, porta-voz da polícia ugandesa, os três ex-funcionários enfrentam um total de 57 acusações relacionadas com o caso. Os acusados permanecerão em prisão preventiva até 4 de Novembro, data em que poderão solicitar a fiança.

As suas demissões ocorreram em Setembro, após ordens do presidente Yoweri Museveni, que está a acompanhar de perto o desenrolar da situação.

A legislação ugandesa estipula que uma condenação por homicídio involuntário pode levar a penas que vão até à prisão perpétua. O advogado Moses Sserwanga comentou: “A acusação de homicídio involuntário contra um funcionário público no exercício das suas funções é um caso sem precedentes. Aguardamos com expectativa os resultados do processo judicial.”

O deslizamento de terras foi desencadeado por chuvas torrenciais que afectaram a região, provocando inundações severas e danos significativos. Em resposta à tragédia, Museveni anunciou em Agosto que seriam pagos 5 milhões de xelins ugandeses (cerca de 1.300 dólares) às famílias das vítimas falecidas e 1 milhão de xelins (aproximadamente 270 dólares) por cada ferido.

A lixeira de Kiteezi, com uma extensão de 36 acres (14 hectares), foi inaugurada em 1996 e é responsável pela recepção de quase 1.500 toneladas de lixo diariamente. O presidente da câmara, Erias Lukwago, já havia alertado, em Janeiro, para os riscos à saúde que os trabalhadores e residentes nas proximidades enfrentavam devido ao transbordamento de resíduos.

O processo judicial que se avizinha poderá estabelecer um marco importante na responsabilização de funcionários públicos por negligência em casos de desastres ambientais, numa nação onde a gestão de resíduos e os riscos associados têm sido frequentemente subestimados.

Bombardeamentos em Beit Lahia causam 73 mortos em Gaza

As autoridades palestinianas reportaram um ataque aéreo israelita devastador na cidade de Beit Lahia, no norte da Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos 73 pessoas e em numerosos feridos. 

O bombardeio, que destruiu completamente um complexo residencial, foi descrito como um “massacre horrível” por um comunicado do Gabinete de Comunicação Social do Governo local.

Segundo as autoridades, o exército israelita está a conduzir uma “guerra de limpeza étnica”, intensificando os seus ataques sobre a região. A imprensa local, citada pela agência noticiosa oficial Wafa, divulgou que muitas vítimas permanecem sob os escombros, e as equipas de resgate não conseguem chegar aos sobreviventes devido à continuação dos bombardeamentos e ataques de artilharia.

Além dos ataques em Beit Lahia, drones israelitas teriam disparado contra tendas que abrigavam famílias deslocadas junto ao Hospital Kamal Adwan, na mesma cidade. O Ministério da Saúde de Gaza confirmou que quase 500 pessoas foram mortas desde que as tropas israelitas reiniciaram a ofensiva na área de Jabalia há mais de 15 dias, e alertou que os principais hospitais estão praticamente sem capacidade de tratar doentes devido ao cerco.

Na madrugada de hoje, tanques israelitas cercaram e dispararam contra três hospitais cruciais para o tratamento de feridos no norte da Faixa de Gaza. Um porta-voz do Ministério da Saúde denunciou que a ocupação israelita está a intensificar os ataques ao sistema de saúde da região.

Os bombardeamentos também afectaram o campo de refugiados de Jabalia, o maior da Faixa de Gaza, onde milhares de pessoas estão sem comida ou água. Segundo fontes locais, dezenas de corpos encontram-se espalhados pelas ruas.

Em resposta a esta situação crítica, Joyce Msuya, chefe interina da ONU para a Ajuda Humanitária, denunciou os “horrores indescritíveis” que os palestinianos estão a enfrentar no norte da Faixa de Gaza, apelando à cessação imediata das hostilidades. “Estas atrocidades devem parar”, reiterou na rede social X (antigo Twitter).

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA) informou que, na passada sexta-feira, cerca de 20.000 pessoas foram forçadas a abandonar o campo de refugiados devido à intensidade dos ataques, evidenciando a magnitude da crise humanitária em curso na região.

Elon Musk oferece 1 milhão de dólares por dia a quem apoiar petição em favor de Trump

O magnata da tecnologia Elon Musk revelou uma surpreendente iniciativa que promete sortear um milhão de dólares diariamente até ao dia das eleições presidenciais nos Estados Unidos. 

Esta estratégia visa mobilizar apoio em defesa da primeira e segunda emendas da constituição americana, que garantem, respectivamente, a liberdade de expressão e o direito ao porte de armas.

O sorteio é parte de um esforço mais amplo para angariar assinaturas para uma petição que visa sustentar estes direitos fundamentais.

Enquanto isso, o ex-presidente Donald Trump, que se encontra em plena campanha eleitoral, voltou a criticar a vice-presidente Kamala Harris. Trump classifica Harris como uma ameaça à democracia, questionando a sua legitimidade para ocupar o cargo, o que segundo ele, se deve a critérios de correcção política, em vez de mérito.

Por outro lado, Kamala Harris intensificou a sua ofensiva contra Trump, acusando-o de não ter um plano claro para responder às necessidades dos cidadãos americanos e de evitar confrontos directos em debates.

A vice-presidente tem recebido o apoio de várias figuras proeminentes do mundo da música, incluindo Usher e Lizzo, que têm incentivado a sua candidatura e a ideia de que os americanos estão prontos para eleger a primeira mulher presidente.

À medida que as eleições se aproximam, a menos de um mês do ato eleitoral, as sondagens revelam um cenário extremamente competitivo, com Harris e Trump a figurarem empatados nos estados decisivos.

A dinâmica da campanha promete aquecer ainda mais nas próximas semanas, à medida que os candidatos tentam conquistar o apoio dos eleitores em um clima de intensa polarização política.

Venâncio Mondlane e jornalistas são alvo de ataques durante protesto em Maputo

A Polícia da República de Moçambique interveio de forma enérgica na manhã de hoje para dispersar uma manifestação no centro de Maputo, convocada pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane. 

O protesto visava chamar a atenção para o recente homicídio de dois apoiantes de Mondlane, ocorrido na passada sexta-feira, e que gerou grande indignação entre os seus seguidores.

Os confrontos iniciaram-se cerca das 07:30, quando as forças de segurança começaram a dispersar os grupos de manifestantes que se preparavam para participar nas marchas pacíficas.

A polícia recorreu a granadas de gás lacrimogéneo e disparos para o ar, enquanto os participantes responderam lançando pedras e artefactos pirotécnicos.

A situação rapidamente escalou, levando à intensificação das operações por parte das autoridades, que incluíram o uso de cães e um helicóptero a sobrevoar a área.

Durante os tumultos, vários jornalistas, incluindo repórteres da Deutsche Welle (DW), foram feridos, evidenciando a tensão que se instalou no local.

Venâncio Mondlane, ao falar à imprensa, denunciou a brutalidade das forças policiais e reafirmou a necessidade de justiça para os seus apoiantes assassinados.

A manifestação, que pretendia ser um protesto pacífico, tornou-se numa cena de confronto entre cidadãos e a força pública, reflectindo o clima de inquietação política em Moçambique.

A situação continua a ser monitorada pelas autoridades e pela sociedade civil, que clamam por respostas e garantias de segurança para todos os cidadãos.

Venâncio Mondlane apela aos manifestantes para regressarem a casa

O candidato presidencial Venâncio Mondlane fez um apelo aos manifestantes para cessarem as marchas e regressem às suas habitações, afirmando que o objectivo da manifestação de hoje foi alcançado.

Mondlane, que se dirigia aos apoiantes e à comunicação social, destacou que novas acções poderão ser anunciadas nos próximos dias.

O político chegou ao local designado para o início da greve uma hora após o horário previsto, justificando o atraso com o cerco à sua residência por parte das Forças de Defesa e Segurança.

Em declarações aos jornalistas, Mondlane reiterou a sua condenação à actuação da polícia, que, segundo ele, demonstrou uma postura partidarizada durante a marcha.

“Estamos a prever quatro etapas; esta foi a primeira e ainda faltam três”, afirmou Mondlane, sublinhando que as manifestações estão a ocorrer em várias localidades do país.

O candidato expressou a sua perplexidade face à intervenção policial, uma vez que a marcha tinha como objectivo ser pacífica, e não compreendeu a necessidade de uso de gás lacrimogéneo.

O apelo à paz e ao diálogo por parte de Mondlane ocorre num contexto de crescente tensão política, onde muitos cidadãos estão a exigir mudanças e uma maior participação nas decisões governamentais.

Acompanharemos de perto os desdobramentos futuros desta situação e as reacções da população.

Polícia dispensa manifestantes com gás lacrimogéneo após duplo homicídio

Cerca das 10 horas locais, a polícia moçambicana intensificou as suas acções para dispersar manifestantes em Maputo, lançando granadas de gás lacrimogéneo e disparando tiros para o ar. 

Os protestos surgiram em resposta a um duplo homicídio ocorrido na sexta-feira, que resultou na morte de dois apoiantes de Venâncio Mondlane, líder do partido Podemos. Os manifestantes reagiram ao cerco policial arremessando pedras e lançando artefactos pirotécnicos.

Os confrontos tiveram início por volta das 7h30, quando a polícia começou a dispersar grupos que se reuniam para participar em marchas pacíficas. Durante a carga policial, um jornalista foi ferido, destacando a tensão crescente no local. A polícia mobilizou cães e um helicóptero sobrevoava a área, especialmente na zona da marcha, onde ocorreu o duplo homicídio.

Os manifestantes, que clamavam por justiça com palavras de ordem como “Salvem Moçambique” e “Este país é nosso”, expressavam o seu descontentamento em relação aos resultados preliminares das eleições de 9 de Outubro. Em declarações à Agência Lusa, Venâncio Mondlane havia anunciado a intenção de paralisar toda a actividade pública e privada como forma de protesto, responsabilizando as Forças de Defesa e Segurança (FDS) pelo ataque que resultou nas mortes.

A polícia confirmou que a viatura em que seguiam as vítimas foi alvo de uma emboscada na avenida Joaquim Chissano, no centro da capital. Uma mulher que também estava no veículo ficou ferida e foi transportada para o hospital.

Antes do incidente que motivou a marcha, a polícia já havia advertido que iria reprimir qualquer ato de violência ou desordem pública. O clima na capital era tenso, com o trânsito anormalmente reduzido e poucos transportes públicos a funcionar, embora alguns cafés permanecessem abertos.

As eleições gerais de 9 de Outubro incluíram as sétimas presidenciais, nas quais o actual chefe de Estado, Filipe Nyusi, não concorreu devido ao limite de dois mandatos.

A Comissão Nacional de Eleições (CNE) tem um prazo de 15 dias para anunciar os resultados oficiais, com a data limite fixada para 24 de Outubro, depois da qual o Conselho Constitucional analisará os resultados e eventuais recursos, sem um prazo definido para este processo.

Diante deste contexto, a situação em Maputo permanece volátil, com a população ansiosa por justiça e por respostas em relação aos recentes acontecimentos trágicos.

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