17.4 C
Matola
Segunda-feira, Agosto 31, 2026
Site Página 2447

Regadio do Chókwè: Mais dez mil hectares serão reabilitados

UMA nova área do regadio do Chókwè, na província de Gaza, calculada em cerca de dez mil hectares, vai ser reabilitada, visando aumentar a sua capacidade de produção, avaliada em cerca de 35 mil hectares.
Chokwe regadio.jpg

O facto foi revelado ontem ao Presidente da República, durante a visita de trabalho que Armando Guebuza realizou ao local. A deslocação foi promovida pelo Ministério da Agricultura com o objectivo de o Chefe do Estado se inteirar do funcionamento do regadio.

Para o efeito, as autoridades nacionais estão a negociar a concessão de fundos junto do Governo chinês. O valor global ainda não foi revelado.

Aliás, com a restauração destes dez mil hectares, a área preparada para a prática da agricultura naquele regadio subirá para 24 mil hectares, uma vez que entre 2004 e 2006 foram reabilitados sete mil hectares, o correspondente a 21 por cento.

Aliás, neste momento, decorre a reabilitação de outros sete mil hectares, e as obras deverão estar concluídas até Dezembro de 2013.

A reabilitação dos primeiros sete mil hectares apresenta, segundo um documento da Hidráulica do Chókwè (HICEP), empresa pública que gere o empreendimento, um incremento significativo da produção agrícola.

Neste contexto, na presente campanha agrícola, dos sete mil hectares já reabilitados estão a ser explorados 6639, dos quais 5781 produziram, na primeira época, 4585 hectares de arroz e 1196 hectares de culturas diversas. Na segunda época, ainda em curso, estão a ser produzidos 858 hectares de culturas diversas, com destaque para hortícolas e cereais.

Para a cultura do arroz, o rendimento desta campanha situa-se em 4,32 toneladas por hectare, contra as anteriores 2,5 a três toneladas, da época anterior, por tonelada.

“Por sector de produção, temos 4,73 toneladas por hectare no sector comercial, cuja ceifa é mecânica, e 4,15 toneladas por hectare, para o sector familiar”, referiu o presidente da Hidráulica do Chókwè, Empresa Pública, Soares Xirinda.

O Regadio do Chókwè, construído nos anos 50, foi projectado para irrigar 33.848 hectares, com uma área potencial actual para agricultura de 23.848 hectares, reduzida devido à perda de 10.000 hectares por salinidade, provocada por problemas de drenagem; a infra-estrutura terciária foi danificada e os canais/valas assoreados pelas cheias de 2000. Os índices mais altos de produção do arroz foram alcançados na campanha 1974/75 na ordem de 70.000 toneladas.

Após a reabilitação dos primeiros sete mil hectares, das acções planificadas para garantir um serviço de rega e drenagem eficiente, destaca-se a limpeza de canais de rega para o fornecimento de água e a limpeza das valas de drenagem, principalmente nos campos de arroz, de modo a melhorar o rendimento das máquinas de ceifa.

Para imprimir maior dinâmica na realização desta actividade, foi reforçada a capacidade de manutenção da HICEP em 2011 com mais 3 escavadoras de braço longo.

Preços caem em três cidades

tomate2.jpg
OS centros urbanos que compõem o indicador geral de preços, nomeadamente as cidades de Maputo, Beira e Nampula, registaram, nos primeiros três meses deste ano, a queda da inflação anual.

Fim de semana cultural: Teatro para “aquecer” o Inverno

O INVERNO é a estação do ano menos preferida pela maioria dos moçambicanos, amantes do seu Verão tropical. Por razões óbvias, por estas alturas do ano preferem resguardar-se, substituindo os habituais locais de lazer por outros, nos limites da sua casa ou do seu quintal.
tetatro.jpg

No entanto, a estes, a Associação Cultural Girassol desafia a não darem férias às artes e aos espectáculos, propondo-lhes, a partir de hoje e durante todos os fins-de-semana, o IX Festival de Teatro de Inverno, que fará actuar nos palcos da Casa Velha e Centro Cultural Franco-Moçambicano grupos das cidades de Maputo, Matola, Inhambane e Beira.

Na estreia do festival, esta tarde no palco da Associação Cultural da Casa Velha, haverá dois espectáculos, realizando-se outros tantos amanhã no mesmo palco.

A primeira apresentação de hoje, que simboliza a abertura do festival, juntará actores a bailarinos e declamadores.

Seguidamente actuará o grupo Cikulupi, formado por estudantes de teatro da Escola de Comunicação e Artes da Universidade Eduardo Mondlane, que apresentará a peça “Madjilka Prefere Silêncio”.

Amanhã, também na Casa Velha, actuarão os grupos Makwerhu, que apresentará “Bastidores da Corrupção II”, e Ximbitana, que exibirá “Exorcismo”.

O festival do Girassol tem a particularidade de acasalar a exibição artística com a componente formativa, já que para além de espectáculos contempla “workshop” destinados a fazer com que os fazedores da arte de representar nas províncias envolvidas capitalizem os pontos comuns e cresçam qualitativamente. Estão inscritas 18 grupos teatrais.

O Festival Teatro de Inverno é uma iniciativa da Associação Cultural Girassol que se realiza desde 2004 com o objectivo de apoiar os grupos amadores de teatro através da divulgação do seu trabalho artístico, associativismo cultural e formação de actores, tendo inicialmente sido de carácter competitivo.

Entretanto, o país está concentrado no apuramento das artes e artistas para a fase final do VIII Festival Nacional de Cultura, que terá lugar em Julho em Nampula. Assim, a cidade de Maputo, Sofala e Zambézia deverão apurar este fim-de-semana os seus representantes no encontro cultural nacional.

Conselho Municipal de Maputo fiscaliza escavações na via pública

Maputo.png
O Presidente do Município de Maputo, David Simango, aperta o cerco contra empresas que fazem escavações nas vias da capital, e que não se preocupam com a reposição das mesmas após a conclusão de suas obras.

Simango, explicou que todas obras que acontecem na cidade passam por uma autorização e fiscalização da edilidade.

Mas adiante o edil de Maputo, disse ter já notificado uma empresa de telefonia móvel devido às irregularidades cometidas pela mesma nos últimos tempos.

Por um lado as escavações nas vias de Maputo estão de certa forma a denegrir a imagem da cidade das acácias, e por outro, a condicionar o trânsito rodoviário.

Município de Maputo investe 50 milhões Mt na reabilitação de ruas

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

“Já temos empreiteiros vencedores para este trabalho de terraplanagem, que poderá começar a qualquer momento”, disse Simango.

O município de Maputo vai investir, este ano, cerca de 50 milhões de meticais (cerca de 1.9 milhão de dólares norte-americanos), na terraplenagem de mais de uma dezena de ruas em zonas suburbanas da capital moçambicana, algumas das quais em avançado estado de degradação.

O anúncio foi feito pelo presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, David Simango, afirmando que já foram seleccionados empreiteiros para a execução das obras, em pelo menos quatro bairros, nomeadamente, Nlhamankulu, KaMaxakeni, KaMavota e KaMubukwane.

“Já temos empreiteiros vencedores para este trabalho de terraplanagem, que poderá começar a qualquer momento”, disse Simango, para depois anunciar que o município lançou, há dias, um concurso para a reabilitação da rua Dom Alexandre.
“O estudo técnico é que vai determinar se a Dom Alexandre vai ser asfaltada ou optar-se-á pela colocação de pavê, e, enquanto isso não acontecer, a rodovia vai beneficiar também da terraplanagem”.

Idosa vive na pobreza e no desamparo em Nampula

idosa+maria.jpg
Maria do Rosário Cintura, de 56 anos de idade, natural do distrito de Nampula-Rapale, no posto administrativo de Namaita, mãe de cinco filhos, dos quais dois perderam a vida entre 1999 e 2004, é uma mulher que vive no desamparo. Sem o que comer e nem perspectiva de receber assistência social, ela luta para se manter viva.

Residente no posto administrativo de Muatala, unidade comunal Matadouro, Maria do Rosário mora sozinha desde o ano 2000, após o falecimento súbito do seu esposo com que vivia há mais de 10 anos. Quando ficou viúva, o seu tio, já falecido, convidou-lhe a fixar residência na cidade de Nampula, onde lhe foi atribuído um espaço em que se encontra presentemente a viver.

A idosa, em contacto com a nossa equipa de reportagem, afirmou que depois de o tio perder a vida, começou uma nova maré de dificuldades. Ou seja, passados alguns meses, os sobrinhos obrigaram-na a abandonar o espaço onde está a viver, alegadamente porque ela devia regressar às suas origens. Porém, graças à intervenção das autoridades comunitárias locais, Maria do Rosário continua naquele lugar.

O outro drama é o facto de sofrer privações no que respeita à alimentação. Sem o que comer, ela luta todos os dias para se manter em pé. “Passo dois ou três dias sem comer nada. Às vezes, tenho a oportunidade de ter algumas refeições, sobretudo o almoço ou jantar, quando a minha filha consegue vender cabanga (bebida tradicional confeccionada com base em cereais) ou quando o negócio corre bem”, disse.

Maria do Rosário Cintura conta que durante a vida nunca se dedicou a alguma actividade de subsistência e, muito menos, se sentou no banco de uma escola, facto que ela acredita ser um dos principais motivos do sofrimento por que tem vindo a passar nos últimos dias.

“Muitas vezes, para ter o que comer, tenho ido ao mercado do Matadouro apanhar cabeças de peixe seco ou mesmo grãos de milho para torrar e alimentar-me de modo a não morrer à fome”, diz, para depois acrescentar que algumas pessoas de boa-fé é que lhe dão esmola, o que de, certo modo, garante a sua sobrevivência.

Quando perguntámos à nossa interlocutora se para comer recorreria ao pedido de esmola na via pública, ela disse que não gostaria de fazê-lo, até porque não passa pela sua cabeça tal possibilidade.

“Não quero pedir esmola, e nunca farei isso. Mas há pessoas que passam por minha casa e sugerem-me que vá à cidade pedir, mas eu nunca gostei e não espero enveredar por essa via porque irá piorar a minha angústia”.

A nossa fonte reconhece que o seu falecido tio era a única pessoa que lhe prestava assistência, ou seja, garantia todas as refeições do dia e supria todas as necessidades básicas. Porém, após a sua morte, ela tem vindo a depender do apoio das pessoas de boa-fé e da sua filha, que também não trabalha.

No interior da casa de Maria do Rosário a nossa equipa de reportagem testemunhou um cenário triste. Ela é uma mulher que precisa de amparo. A idosa dorme num espaço onde se encontram amontoados sacos. Além disso, a sua almofada é feita de palhas de milho e de trapos que, segundo ela, colhe nas diferentes alfaiatarias existentes naquela zona.

Todos os filhos são desempregados

Maria do Rosário Cintura contou-nos que dos seus três filhos que teve como resultado do seu casamento, um deles já tinha sido incorporado na PRM, depois de ter cumprido o Serviço Militar Obrigatório nos anos de 1985, mas veio a ser expulso por motivos que até hoje desconhece. Tanto o filho como a mãe não sabem dizer o que na verdade ditou a expulsão. Já lá vão 10 anos.

“O meu filho já foi por várias vezes procurar saber das razões da sua desvinculação, mas nunca teve uma resposta satisfatória ou convincente. Tenho a esperança de que um dia ele será incorporado nas fileiras da PRM”, acredita.

Em relação aos outros dois filhos, Maria do Rosário afirma que “nenhum trabalha ou já teve emprego. Nem o rapaz, tampouco a rapariga. Todos vivemos numa situação lastimável. Os homens casam-se com a minha filha e depois abandonam- na com filhos e nem sequer dão assistência às crianças”.

Forças para cultivar e lavrar a terra

Maria do Rosário Cintura já não tem forças para lavrar a terra. “Gostaria de voltar para a minha zona de origem, mas o que me impede é o facto de sentir que estou, cada vez mais, sem forças na medida em que já tenho uma idade avançada. Além disso, os meus familiares que vivem em Namaíta não querem viver com uma idosa como eu. Como não quero incomodar a ninguém, prefiro morrer à fome e não por discriminação ou maus-tratos”.

A nossa interlocutora avançou que nunca foi discriminada na vida, mas notou indícios porque das vezes que lá foi (à sua zona de origem) ouviu murmúrios e comentários segundo os quais as pessoas idosas dão muito trabalho.

Promessas falsas

Maria do Rosário revelou à nossa reportagem que já foi por várias vezes inscrita pelos secretários do grupo dinamizador do bairro para que pudesse beneficiar da pensão de velhice que alguns idosos têm vindo a receber no posto administrativo de Muatala, mas nunca chegou a ser chamada, não sabendo se o seu nome foi escolhido, se alguém está a usufruir do dinheiro ou se ainda tem de esperar.

“Os secretários inscreveram- me pelo menos duas vezes para receber dinheiro para eu poder sobreviver, mas ainda não recebi nada. Fui também inscrita para receber lajes para construir uma latrina melhorada e nunca mais vi as tais pessoas, até hoje. Tudo não passou de falsas promessas”.

Ameaças

Num outro ponto, a idosa fez saber que tem vindo a viver sob constante medo pelo facto de no local onde está localizada a sua residência existirem dois postos de transformação de energia eléctrica pertencentes à Electricidade de Moçambique que estão sempre a explodir e a arder. “A minha casa é de capim e receio que um dia ela venha a queimar”.

Certificados de Habilitações: MINED introduz modelo único no país

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

O Ministério da Educação entende que já existem condições para que ao longo deste ano ou a partir do próximo haja uma certificação de habilitações mais disciplinada e organizada para que não voltem a circular no mercado certificados diferentes e eventualmente falsos.

Os passos dados pelo Ministério da Educação até este ano demonstram claramente a determinação na realização de reformas nos exames e certificação.

Numa outra informação, dada pelo Ministro, ficámos entretanto a saber que o MINED não prevê acabar com os exames de 2ª época da 10ª classe.

Professores sem o grau de licenciatura davam aulas no ISCTAC e Universidade Mussa Bin Bique

Professores sem o grau de licenciatura davam aulas no ISCTAC e Universidade Mussa Bin Bique medium.png
Professores não licenciados, instalações impróprias e violação recorrente da lei. É desta forma que desde 2011, uma das faculdades da Universidade Mussa Bin Bique e duas delegações do Instituto Superior de Ciência e Tecnologia Aberto Chipande, funcionavam nas províncias de Sofala, Zambézia e Cabo Delgado.

Na sequência destas irregularidades, o Ministério da Educação, que esta quinta-feira chamou a imprensa para esclarecer o caso, disse que foram efectuadas várias advertências e impostas multas, mas como as duas instituições mostravam-se irredutíveis, o ministro da tutela, decidiu no dia 7 do corrente mês pelo encerramento com efeitos imediatos das referidas delegações e faculdades.

O ano lectivo termina mais cedo para centenas de estudantes burlados pelo ISCTAC e pela Universidade Mussa Bin Bique. O Ministério da Educação, que podia ter-se antecipado para evitar que os estudantes fossem enganados, lamenta este final forçado.

No prazo de 60 dias a Direcção para Coordenação do Ensino Superior e a Inspecção Geral do Ministério da Educação deverão garantir o encerramento das delegações e faculdades em causa.

Entretanto, o ambiente continua turvo na Universidade Mussa Bin Bique. Neste momento não se sabe quem são os legítimos dirigentes da instituição, tudo porque há duas alas onde cada uma acusa outra de dirigir ilegalmente o Centro de Formação Islâmica, por sinal entidade que assume a titularidade da universidade

Cidadão espancado até à morte por dever 100 meticais em Mogovolas

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Um cidadão que em vida respondia pelo nome de António Cristóvão, residente no distrito de Mogovolas, posto administrativo de Iyulute, foi espancado até à morte por um grupo de três pessoas da mesma família, devido a uma divida de cem meticais por ele contraída.

Segundo soube a nossa reportagem, o malogrado foi surpreendido por aqueles três cidadãos da mesma família na sua residência e, depois de várias cobranças para o pagamento do valor e, porque o perecido António Cristóvão não tinha o valor para reembolsar, foi submetido a várias torturas e, na tentativa de fugir, foi surpreendido por vários golpes de catanas.

Dados em nosso poder referem que aqueles cidadãos, além de tirarem a vida aquele cidadão terão se apropriado dos seus bens e documentos pessoas, tendo, por fim, desaparecidos do posto administrativo, refugiaram-se na vila sede do distrito de Murrupula, onde vieram a ser neutralizados três dias depois do sucedido.

Soube a policia que aqueles cidadão tiraram a vida ao António Cristóvão por não estar a pagar uma dívida que vinha sendo arrastada a mais de uma ano e, porque era cobrado e nunca pagava, aqueles três jovens da mesma família decidiram ir resolver a situação pelas próprias mãos.

Segundo dados policiais, já foi instruído o processo e os criminosos encontram-se encarcerados nas celas do comando distrital de Mogovolas, a espera da responsabilização do crime por eles cometido.

50 mil pessoas sem água potável em Inhambane

agua%C2%BA.jpg
Pelo menos 50 mil pessoas, na sua maioria residentes nas zonas rurais, não têm acesso a água potável na província de Inhambane. As autoridades responsáveis pela gestão do sector apontam para a exiguidade de fontes de abastecimento do chamado preciso líquido, as avarias constantes resultantes do mau uso das bombas manuais e as grandes profundidades em que se encontra o lençol freático em alguns distritos do interior, como sendo as principais causas da crise que se vive em Inhambane.

Actualmente, estima-se em cerca de 200 o número de fontes avariadas, das 2500 existentes em toda a província. A crise é notória nos distritos de Funhalouro e Mabote, a norte e no interior da província de Inhambane, respectivamente, onde a população chega a percorrer mais de 20 quilómetros em busca de apenas 20 litros de água.

O director provincial das Obras Públicas e Habitação em Inhambane, Albino Novela, disse que para minimizar o problema, prevê-se para este ano a abertura de 180 fontes em quase todos os distritos. As obras contam com financiamento do Governo e parceiros.

“Estamos a fazer intervenções em pequenos sistemas, a exemplo de Morrombene, onde se vai aumentar a capacidade de captação e de distribuição de água. Na mesma componente está incluída a vila de Homoíne, onde estamos a construir alguns fontanários para aumentar a actual capacidade. Também temos estado a trabalhar em zonas semi-áridas”, disse Albino Novela.

Refira-se que os distritos de Funhalouro e Mabote são não apresentam nenhum curso de água, facto que leva a população a consumir água turva dos charcos que se formam durante as chuvas.

Outra alternativa encontrada pelas comunidades é a construção de reservatórios em terrenos acidentados para permitir que, no caso chover, a água escorra e se acumule no depósito.

Esta forma de retenção da água constitui um risco à saúde pública uma vez que são arrastados diversos resíduos para os tanques e não existem condições para o seu tratamento.

Os lençóis são profundos e salubres, chegam a localizar-se a mais de 100 metros de profundidade, situação que dificulta a instalação de sistemas de captação e distribuição do líquido precioso.

Para contornar esta situação, o governo provincial arrancou no ano passado com o projecto de construção de tanques a céu aberto que permitem a concentração de água da chuva por gravidade.

Neste âmbito, já foram abertos dois reservatórios na localidade de Mucuíne em Funhalouro com respectivo sistema de bombagem e tratamento. Todavia, o plano tem não está a responder às necessidades das comunidades porque o distrito tem registado pouca precipitação ao longo do ano.

Oito mortos num acidente de viatura moçambicana na África do sul

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Pelo menos oito pessoas morreram e outras dez contraíram ferimentos graves em resultado de um acidente de viação registado na manhã da Segunda-feira última, na África do Sul, envolvendo uma viatura de tipo ‘minibus’ com a chapa de inscrição moçambicana.

O acidente deu-se na zona de Machadodorp do lado sul-africano da estrada Maputo/Witbank, também chamada Estrada Nacional Numero Quatro (EN4).

Na altura, a viatura envolvida no acidente seguia em direcção a Joanesburgo, sentido Este-Oeste em relação a cidade de Maputo.

Joseph Mabuza, agente da Polícia sul-africana que tomou conta da ocorrência, disse que a viatura em causa capotou em consequência de rebentamento de um dos pneus, o que levou o motorista a perder o controlo do veículo.

Citado pelo jornal “Notícias” desta Terça-feira, Mabuza disse que a viatura em causa levava um atrelado e transportava 24 passageiros a bordo, um número muito acima das 16 pessoas permitidas para uma viatura do género.

A Polícia não confirmou a identidade de nenhuma das vítimas, mas suspeita que a mesma tenha iniciado a viagem a partir de uma área próxima da fronteira entre Moçambique e África do Sul, presumivelmente transportando imigrantes ilegais.

TRIBUNAIS SUPERIORES: Juízes escolhidos com base em critérios políticos

O juiz conselheiro do Conselho Constitucional e magistrado de carreira, José Norberto Carrilho, lançou, ontem, duras críticas à magistratura judicial, sector onde atingiu o topo da carreira e que durante anos exerceu a função de juiz conselheiro do Tribunal Supremo.
Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

ntervindo na qualidade de principal orador da XVII reunião do grupo africano da União Internacional de Magistrados, que decorre desde ontem, na cidade de Maputo, onde proferiu uma comunicação subordinada ao tema “A Independência dos juízes como garantia do Estado de Direito”, Carrilho foi duro e cáustico na apreciação que fez sobre o estágio do sector, a começar pela competência dos magistrados.

“É indispensável à independência dos juízes a sua competência técnica. Quanto mais tecnicamente for o juiz, mais segura será a sua opinião e mais independente será a sua decisão. Com efeito, magistrado que não tenha o conhecimento adequado do Direito que vai ter de interpretar e não disponha do domínio necessário da técnica para o aplicar, inevitavelmente necessitará de ajuda de terceiros, correndo o risco de comprometer a sua liberdade de decidir”, defende, para em seguida deixar ficar uma constatação perturbadora sobre o tipo de juízes que este país tem: “A deficiente preparação técnica dos juízes, em particular nos tribunais superiores e de composição colegial, escolhidos com base em critérios políticos ou outros que não os do reputado conhecimento do Direito e comprovada competência técnica, pode engendrar situações indesejáveis de domínio e de hegemonia entre os próprios magistrados e prejudicar a boa administração da justiça.

Então para o Norberto Carrilho, não ha nada menos importante para a independência de um juiz é a sua coragem, isto porque, na sua opinião, “com a crescente mediatização e politização dos processos judiciais os juízes ficam expostos à avaliação pela classe política, pelos governantes e pelos fazedores da opinião pública. Para ser verdadeiramente independente, imparcial, íntegro, coerente e justo, em algumas situações um juiz tem de possuir uma grande dose de coragem”…

Acidentes de viação matam 2 pessoas e ferem 36 em Inhambane

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Duas pessoas perderam a vida e outras 36 contraíram ferimentos graves e ligeiros, semana passada, vítimas de acidentes de viação, na província de Inhambane.

Dados das autoridades policiais indicam que as mortes e os feridos resultam de oito acidentes ocorridos em diversas estradas da província, com destaque para a Estrada Nacional Número Um (EN 1).

Segundo Delcílio Marquel, do Gabinete de Imprensa do Comando Provincial da República de Moçambique em Inhambane, os sinistros são do tipo despiste, capotamento, choque entre carros e atropelamentos, originados, na sua maioria, por excesso de velocidade e mau posicionamento do peão na via pública.

“Cada dia que passa há melhorias nas estradas da província, mas os acidentes estão a aumentar e ceifam vidas humanas. É necessário que os automobilistas respeitem os limites de velocidade estabelecidos nas vias públicas. Muitos alegam que andar a 60 quilómetros por hora é como se não estivessem a andar. Por parte dos peões, é necessário que verifiquem se vem um carro antes de atravessar uma estrada”, aconselha

Governo pretende informatizar todas instituições públicas do país

Vit%C3%B3ria+Diogo.jpg
As instituições públicas nacionais estão num processo avançado de utilização das tecnologias de informação de forma a fazer frente os desafios actuais.

No seguimento desta política de modernização da gestão pública, o Governo pretende informatizar todas instituições do Estado desde a base até ao topo, conforme deu a conhecer Vitória Diogo, Ministra da Função Pública.

O embaixador de Portugal em Maputo, Godinho de Matos, elogiou os avanços que Moçambique está a registar na modernização da gestão pública e deu a conhecer que o nosso país, passou da posição 28 para 26 , enquanto cliente de Portugal.

No âmbito da expansão da rede electrónica a todos distritos do pais, Vitória Diogo, disse que o governo pretende partilhar as tecnologias de informação e comunicação nos vários sectores de actividade.

Esta informação foi dada a conhecer nesta quarta-feira na capital do país, durante o seminário sob o lema, “Tecnologias em Moçambique: Inovação e Modernização na Gestão Pública e Privada.”

Famílias do bairro de Xipamanine, em Maputo, beneficiam de sanitários públicos

Familias do bairro de Xipamanine em Maputo beneficiam de sanitarios publicos medium.png
No âmbito do saneamento do meio, famílias do bairro de Xipamanine, que dividem espaços comuns, juntaram esforços e com ajuda de alguns parceiros privados construíram sanitários públicos.

A iniciativa, que custou pouco mais de 540 mil meticais, surge, segundo os moradores, não só como forma de melhorar o saneamento mas também para dar privacidade às famílias.

“As casas de banho que tínhamos eram péssimas. Não havia privacidade nem conseguíamos fazer as necessidades à vontade. Também os banhos eram uma correria.”

Para David Simango, Presidente do Município que iniciou esta quarta-feira visitas a diversos empreendimentos dos distritos municipais, o grande desafio deste projecto é a gestão e manutenção dos sanitários.

Refira-se que no total são 11 os sanitários públicos construídos em diversos quarteirões do bairro do Xipamanine.

Empresário de Quelimane foi detido por falsificação de assinaturas

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

O empresário António Jamassin foi detido por ter passado cheques no valor de três milhões de meticais com assinaturas falsificadas.

O beneficiário foi saber depois do banco ter devolvido dois cheques com valores de 250 mil meticais cada. Os outros três, dois dos quais de 250 mil e o terceiro de dois milhões nem chegaram a dar entrada no banco, uma vez que a assinatura era semelhante aos dois anteriores, conforme apurámos de fontes próximas ao processo.
António Jamassin já foi restituído à liberdade esta terça-feira, por decisão do juiz, que entendeu não ter legitimidade para julgar o caso. Este caso remonta há oito anos, quando António Jamassin alugou um camião a um outro empresário. Só que passado esse tempo todo, não chegou a pagar o valor de aluguer. Chegou a comprometer-se a fazer o pagamento e a devolver o camião, o que nunca aconteceu. Entretanto, uma fonte próxima do processo aponta uma outra versão sobre a sua detenção: diz que Jamassin foi detido às 19 horas de sábado, na rua da Casa da Cultura de Quelimane, quando ia participar no casamento do seu sobrinho, e não no próprio local do evento.

Na altura, o mesmo fazia-se transportar numa viatura Toyota Hilux D-4D e a operação foi levada a cabo por agentes da Polícia de Investigação Criminal de Quelimane, acompanhados de dois outros idos da cidade de Maputo.

Primeiro-ministro reconhece impaciência da população

Aires Ali.jpg
O primeiro-ministro moçambicano, Aires Ali, reconheceu, ontem, a impaciência dos moçambicanos em querer melhorar a vida, na sequência das descobertas dos recursos naturais, mas garantiu que o “grande desafio” do governo é “gerir expectativas” da população.
Na cerimónia de abertura da conferência Nórdico-Moçambicana sobre Crescimento Inclusivo, que começou em Maputo, Aires Ali disse, citado pela “Lusa”, que “os anúncios de descoberta de recursos naturais têm criado enormes expectativas no seio dos moçambicanos, ansiosos em ver as suas condições de vida melhoradas”.

O governante acrescentou que “a ansiedade é de tal ordem que acaba criando impaciência, o que decorre, em parte, do défice do conhecimento da parte da população sobre o respectivo horizonte temporal, porque se tem que passar desde a descoberta de um recurso até à sua exploração”.
Em Moçambique, diversas empresas estão a fazer prospecção mineira.

Governo acaba de criar mais uma empresa pública

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Trata-se da Empresa Nacional do Parque de Ciência e Tecnologia (ENPCT, EP), cuja sua criação e entrada em funcionamento foi anunciada pelo porta-voz do Conselho de Ministros, Alberto Nkutumula, no final da décima sétima Sessão Ordinária deste órgão governamental.

Esta nova empresa, segundo Alberto Nkutumula, é tutelada pelos ministérios de Ciência e Tecnologia e das Finanças, respectivamente, e terá como principal função, gerir todos os Parques de Ciência e Tecnologia. A empresa terá a sua sede em Maluane, no distrito de Manhiça, na província de Maputo.

A criação de parques de Ciência e Tecnologia foi aprovado em 2008 pelo governo moçambicano para albergar instituições de inovação e investigação com vista a torná-los viáveis, económicas e socialmente e em condições para enfrentar um mercado altamente competitivo.

Neste momento, o país conta com um Parque de Inovação em Maluane e até 2015 serão criados mais três, refere o governo…

Licenças especiais para ‘Chapeiros’

O Estado pondera a introdução de licenças especiais para os condutores e cobradores do serviço de transporte semicolectivo de passageiros como forma de melhorar os níveis de controlo e responsabilização pelos actos cometidos no exercício da sua actividade, alguns dos quais já identificados como estando ligados à conduta individual.
Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Trata-se, segundo o Vereador dos Transportes e Trânsito no Município de Maputo, de documentos equiparáveis a carteiras profissionais a serem fornecidos aos operadores daquele serviço, mediante a satisfação de determinadas condições e que podem ser retirados em caso de violação das normas que regem o funcionamento do sector.

Intervindo numa palestra proferida na última segunda-feira a jornalistas da Sociedade do Notícias, João Matlombe explicou que até aqui a responsabilidade pelos problemas que ocorrem num `chapa´ é imputada apenas aos proprietários das viaturas, deixando de fora os condutores e cobradores que, muitas vezes, tomam decisões operativas sem o conhecimento dos seus patrões.

`Um exemplo disso são os encurtamentos de rotas que consideramos que se trata de um problema de atitude e de comportamento das tripulações dos `chapas´. E quando nós autuamos sobre os `chapas´ que encurtam a rota, geralmente a reacção dos proprietários é parquear as suas viaturas, com consequências para o público utente. O que se pretende agora é que os motoristas e cobradores sejam também penalizados pelos desvios que cometem na via pública´, disse Matlombe.

A ideia, segundo o vereador, é que os cidadãos que respondam aos requisitos de base como condutores se obriguem também a concorrer à obtenção de uma licença especial para trabalhar nos `chapas´. Procedimento idêntico será exigido a candidatos a cobradores, que deverão dispor deste documento como requisito para trabalhar no sistema.

`Quando for interpelado pela Polícia, um dos documentos que será exigido é esta licença especial. Não tendo esta licença, o condutor ou cobrador incorrerão numa irregularidade cuja penalização poderá ser partilhada com o proprietário da viatura, que não deve recrutar pessoas sem esta licença para trabalhar no transporte de passageiros´, disse…

Acidente de `chapa´ faz oito mortos na EN4

Oito mortos e dez feridos graves é o saldo de um acidente de viação ocorrido na manhã de ontem na estrada Maputo/Witbank (EN4), envolvendo uma viatura do tipo mini-`bus´, com matrícula nacional, que seguia em direcção à cidade sul-africana de Joanesburgo.

Jornal+de+Mo%C3%A7ambique.jpg

Segundo Joseph Mabuza, agente da Polícia sul-africana que tomou conta da ocorrência, o acidente, do tipo capotamento, terá sido causado pelo rebentamento de um dos pneus da viatura, levando o motorista a perder o controlo do veículo.

Na altura, de acordo com Mabuza, a viatura, com chapa de inscrição ABK 336 MP, puxava um atrelado e transportava 24 passageiros a bordo, contra os 16 permitidos para uma viatura do género.

A Polícia não confirmou a identidade de nenhuma das vítimas, mas suspeita que a mesma tenha iniciado a viagem a partir de uma área próxima da fronteira entre Moçambique e África do Sul, presumivelmente transportando imigrantes ilegais. O acidente deu-se na zona de Machadodorp, a 100 quilómetros da cidade de Nelspruit e cerca de 300 quilómetros da cidade de Maputo.

Últimas Notícias Hoje

Vagas de emprego do dia 31 de Agosto de 2026

Foram publicadas hoje, dia 31 de Agosto no site MMO Emprego as seguintes oportunidades de emprego em Moçambique: Clique aqui para baixar a edição em...

Governo moçambicano vende Tmcel devido a dívidas bilionárias

Uma investigação recente revelou que as substanciais dívidas acumuladas pelo Estado moçambicano têm sido um factor determinante para a decisão de alienar a operadora...

Reabilitação da EN4 avança para garantir segurança e fluidez no trânsito

As obras de reabilitação e modernização da Estrada Nacional Número 4 (EN4) em Moçambique continuam a progredir de forma significativa, com o objectivo de...

Supermercado em Maputo é fechado por vender medicamentos ilegais e perigosos

Uma operação inspectiva levada a cabo pela Autoridade Nacional Reguladora de Medicamento (ANARME), em colaboração com a Inspecção-Geral de Segurança Alimentar e Económica (IGSAE),...