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Polícia conta apenas com meios possíveis – segundo Ministro do Interior nos 37 anos da PRM

A Polícia da República de Moçambique (PRM) dispõe somente de meios possíveis para garantir a ordem e segurança públicas, não sendo muitas vezes os ideais com vista a enfrentar a onda de criminalidade que fustiga o país.Maputo, Sexta-Feira, 18 de Maio de 2012:: Notícias

O Ministro do Interior, Alberto Mondlane, que ontem se pronunciou naqueles termos, referiu que actualmente a corporação se debate com insuficiência de efectivos e de viaturas. Contudo, mostrou-se confiante na melhoria do cenário à medida que o progresso socioeconómico nacional se for solidificando.

Falando em Maputo, após a deposição de uma coroa de flores no monumento dos heróis nacionais, por ocasião da celebração do 17 de Maio, no qual a PRM comemora, neste ano, o 37º aniversário da sua criação, o governante disse que, apesar da escassez de meios adequados, “apraz-nos ver que o país está em paz e vive-se com uma certa segurança e tranquilidade, graças, em parte, ao envolvimento da nossa Polícia”.

Alberto Mondlane disse ainda que o Ministério do Interior comunga as preocupações da população, ajuntando que a força continuará a dar o seu melhor para garantir segurança e bem-estar aos cidadãos e respectivos bens.

Por sua vez, Jorge Khálau, Comandante-Geral da PRM, afirmou que a força sob a sua liderança está a se aprumar para acompanhar os passos do país que está em franco crescimento.

Apelou à população para que continue a colaborar com a corporação, vigiando as suas zonas de residência e denunciando os criminosos que lá se instalarem.

Fazendo referência aos esforços em curso com vista à purificação das fileiras e imposição da ordem dentro da própria Polícia, Khálau foi peremptório: “não toleraremos infiltrados, continuaremos a combater os criminosos e os indisciplinados”.

Entretanto, questionado sobre a detenção de supostos bandidos pela Polícia e posterior soltura pelos tribunais, com destaque para o recente caso do assassinato de um padre da Igreja Católica em Liqueleva, município da Matola, Jorge Khálau mostrou-se agastado e recomendou que a pergunta fosse dirigida às instituições da Justiça.

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