Uma explosão de grisu (gás associado ao carvão) matou 13 pessoas e feriu outras dez pessoas numa mina no leste da República Checa, informou hoje o porta-voz do grupo mineiro OKD.
No total, temos 13 mineiros mortos, 11 polacos e dois checos”, que se encontravam a trabalhar na mina de carvão, disse Ivo Celechovsky à agência de notícias France-Presse.
A explosão do metano ocorreu na quinta-feira na mina CSM, em Karvina, a cerca de 300 quilómetros a leste de Praga.
O ex-director provincial das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, em Cabo Delgado, Dinó Coutinho, está na mira da Procuradoria Provincial local, indiciado ter orquestrado esquemas que lesaram o Estado em mais de 56 milhões de meticais, entre 2011 e 2017, em conluio com quatro funcionários, também sob investigação.
Para além de apenas acusar, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado avançou que os factos até aqui apurados indicam que Dinó Coutinho e a sua cúpula têm bastante culpa no cartório.
Pesa sobre o ex-dirigente, por exemplo, crimes de abuso de cargo ou função, peculato, pagamento de remunerações indevidas e uso de documento falso para lograr os seus desígnios.
Os 56 milhões em causa foram desviados durante a celebração de contratos de obras públicas de construção de sistemas de abastecimento de água, nos distritos de Mecúfe, Meluco, Quissanga, Balama e Mocímboa da Praia.
Dinó Coutinho é actualmente chefe da Comissão de Avaliação e Alienação de Imóveis. Ele os quatro co-arguidos foram supostamente denunciados por um indivíduo não identificado.
À data dos factos, os subalternos de Dinó Continho desempenhavam as funções de coordenador do Departamento de Administração e Finanças, chefe da Unidade Gestora Executora das Aquisições (UGEA), chefe do Departamento de Água e Saneamento e agente de Controlo Interno na Direcção Provincial das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Cabo Delgado.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, acusou os Estados Unidos de elevarem o risco de uma guerra nuclear ao ameaçarem se retirar de um tratado crucial de controle de armas e se recusarem a conversar sobre outro pacto que expira em breve.
Os EUA ameaçaram se desfiliar do Tratado de Forças Nucleares de Alcance Intermediário (INF), de 1987, que proíbe Moscou e Washington de instalarem mísseis terrestres de alcance curto e médio na Europa.
Nesta quinta-feira (20), Putin disse que a ação, se acontecer, terá consequências imprevisíveis. “Estamos testemunhando essencialmente o rompimento da ordem internacional de controle de armas e (o início de) uma corrida armamentista”, disse o líder russo em sua coletiva de imprensa anual com centenas de repórteres, evento usado pelo russo para polir suas credenciais de líder e enviar recados a aliados e inimigos.
“É muito difícil imaginar como a situação se desenvolverá (se os EUA deixarem o INF). Se estes mísseis aparecerem na Europa o que deveríamos fazer? É claro que teremos que garantir nossa própria segurança”, acrescentou.
O novo Tratado de Redução de Armas Estratégicas, outro pacto EUA-Rússia que limita o número de ogivas nucleares estratégicas instaladas que cada lado pode ter, vence em 2021. Putin disse estar preocupado por Washington não parecer interessada em debater seu futuro.
“Nenhuma conversa sobre prorrogar isso já está acontecendo. Será que os americanos não estão interessados, será que não precisam deles? Ok, sobreviveremos e garantiremos nossa própria segurança, o que sabemos fazer. Mas no geral isso é muito ruim para a humanidade porque nos deixa mais próximos de um limiar perigoso”.
O líder russo, que destacou o desenvolvimento de armas nucleares como suposta vantagem sobre outros países, alertou que a ameaça de um conflito nuclear está aumentando como resultado das medidas dos EUA. Putin também citou a tendência perigosa de reduzir o limiar para o uso de armas nucleares e a ideia de usar mísseis balísticos com ogivas convencionais.
Apesar do alerta, Putin aprovou a retirada das tropas estadunidenses da Síria, mas lembrou que a mesma coisa vem sendo anunciada no Afeganistão há 17 anos e estas permanecem nesse país.
“Se os EUA decidiram retirar suas tropas da Síria, então é o passo correto. A presença de tropas americanas é necessária? Não, eu acredito que não”, disse.
Putin ressaltou que a presença de tropas americanas no país árabe carece de sentido quando tudo indica que a Síria se encontra a ponto de começar um processo de regulação política após a guerra que começou em março de 2011.
A Rússia sempre advogou pela retirada das tropas dos EUA, às quais acusa de ajudar os grupos jihadistas combatidos pelo regime de Assad e de colocar impedimentos à regulação do conflito. Putin concordou com o presidente dos EUA, Donald Trump, no fato de que o grupo jihadista Estado Islâmico sofreu “grandes revezes” na Síria, mas alertou do perigo de que os grupos radicais que combateram na Síria se transfiram a outros países da região, como o Afeganistão.
“Esse é um grande perigo para todos nós, para a Rússia e para os EUA, para a Europa e para os países asiáticos e centro-asiáticos”, afirmou o governante russo, que qualificou como “construtivo” o diálogo militar com Washington para a luta contra o terrorismo em território sírio, apesar das “contradições” existentes.
Por fim, destacou que a Rússia já pactuou a lista do comitê constitucional sírio com Assad, mas que o emissário da ONU, Staffan de Mistura, adotou uma postura de espera, o que poderia desacelerar o processo.
As restrições no fornecimento de água vai continuar na região do grande Maputo. As altas temperaturas que se registam nos últimos dias afectaram as reservas de água na região.
O problema de restrições vem se alastrando desde 2017 e a expectativa era que o mesmo ficasse resolvido este ano, mas de lá até cá nada mudou! Aliás, algo mudou sim! As modalidades das restrições, ou seja, ao invés de se alternar os dias em que a água devia sair nas e região de Maputo, esta passou a sair todos, mas em horas definidas.
Já a cinco dias do natal, a empresa Águas da Região de Maputo, convocou a imprensa para anunciar que as medidas restritivas no fornecimento deste líquido precioso vão continuar durante a quadra festiva. Ou seja, só haverá água no período compreendido entre 03 e 09 horas da manhã.
“Mas não são todas as zonas que vão receber neste período, mas o sistema arranca neste período. O que acontece é que algumas casas estão próximas da rede principal enquanto as outras estão um pouco afastadas. No entanto 09H00 para a distribuição porque a fonte já não tem água e temos que começar a garantir reservas para o dia seguinte”, revelou Gildo Timóteo, Administrador Águas da Região de Maputo.
Contribuem para estas limitações, as altas temperaturas que se registaram nos últimos na cidade de Maputo e província de Maputo e a seca que assola a região austral de África, mas não só.
“Outro fenómeno que temos estado a registar é que alguns malfeitores vão à rede cavam e cortam o tubo geral para tirar a água nesse ponto e, fazendo isso, a água já não passa para os clientes que estão depois deste ponto que houve vandalização. Então isto também é um desafio que vem agravar a situação da seca de que estamos a falar”, referiu Gildo Timóteo.
Devido às restrições, alguns clientes da empresa apostam em construir mais reservatórios de água, o que torna o líquido ainda mais escasso. Por isso, a empresa Águas da Região de Maputo apela para o uso racional da água.
Restrições no fornecimento de água vs cobranças
Uma das questões que não ficou de lado é a reclamação dos clientes que dá conta de que pagam, mensalmente, valores que, por vezes são elevados sem, no entanto ter acesso à água.
O Administrador da empresa não nega nem confirma essas situações e esclarece que, uma vez celebrado o contrato com o cliente, o sistema está preparado para emitir facturas facto que só acontece mediante o consumo deste líquido precioso.
“Quero dizer que, se não sai água e o analista passa por uma determinada casa, faz a leitura do contador e introduz no sistema, ele vai emitir uma factura com o consumo e este tem que ser pago. Porém, o que pode acontecer é que o cliente pode ter tido água duas ou três vezes num mês e ele diz que não recebeu água porque ele está a olhar a média de 30 dias e vê que recebeu poucos dias então chega à conclusão de que não recebeu água”, explicou.
O nosso interlocutor esclarece que se não houve consumo, o cliente não terá de pagar pela água. Aliás, nestas circunstâncias, o que ele paga são as taxas de serviço que existem e são do seu conhecimento. Até porque, “na altura da celebração do contrato, ele aceitou que pagaria estas taxas independentemente de ter ou não usado a água. Nós já recebemos alguns que já recebemos alguns problemas confirmados em uma das regiões e cancelámos os contratos para evitar que sejam emitidas as facturas”.
A Premier Human Capital Corporation Moçambique, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um Trainee para a posição de Consultor de RH Júnior. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Ponto Focal para Cadeia de Suprimentos. Saiba mais.
A Fundação Ariel Glaser contra o SIDA Pediátrico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais Distritais de Apoio Psicossocial e Comunidade. Saiba mais.
A Fundação Ariel Glaser contra o SIDA Pediátrico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Distritais de Apoio Psicossocial e Comunidade. Saiba mais.
A Pimenta e Associados – Sociedade de Advogados, Limitada pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Advogado para a área de Contencioso. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor Catedrático da área de Patologia Humana Sistémica e Oncológica. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor Associado da área de Literaturas Africanas e Oralidades. Saiba mais.
A Procuradoria-Geral da República do Brasil constituiu como arguido, na quarta-feira, o presidente do Brasil, Michel Temer, pela prática de corrupção e branqueamento de capitais no âmbito de uma investigação sobre um decreto que teria beneficiado empresas do sector portuário.
Além de Michel Temer, também os executivos Antônio Celso Grecco, João Baptista Lima Filho, Ricardo Conrado Mesquita e Carlos Alberto da Costa e o ex-deputado Rodrigo Rocha Loures foram constituídos arguidos.
O processo foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com a procuradoria, o presidente do Brasil terá participado num esquema de suborno que movimentou 32,6 milhões de reais para aprovar um decreto que favoreceu principalmente os interesses da empresa Rodrimar, que opera no Porto de Santos, o maior do Brasil.
O número de zimbabweanos que atravessa a fronteira em busca de alimentos em Moçambique aumentou largamente, após as eleições deste ano contestadas pela oposição.
Dados revelados à VOA nesta, quarta-feira, 19, pelas autoridades de migração de Manica, centro de Moçambique, indicam que cresceu em 20 por cento o número de zimbabweanos que atravessa Machipanda, a principal fronteira terrestre, para se abastecer de produtos alimentares.
Entre 01 de Julho e 15 de Dezembro de 2018, 286.166 pessoas atravessaram a fronteira de Machipanda, sendo 183.504 zimbabweanos – mais 36.701 que no período homologo de 2017, que procuravam em Moçambique produtos básicos alimentares, além de roupa e sapatos.
“Este ano registamos uma subida ligeira no movimento migratório de zimbabweanos em busca de produtos alimentares”, disse Jorge Machava, porta-voz da migração de Manica.
Machava assinalou que um número elevado de zimbabweanos tem violado a fronteira para introduzir naquele país vizinho produtos básicos como farinha de milho, óleo, arroz, sabão e eletrodomésticos.
Este aumento tem pressionado o sector comercial nas cidades de Manica e Chimoio (Manica) e Beira (Sofala) para atender a demanda, mas os comerciantes estão satisfeitos com as receitas.
As autoridades migratórias do Zimbabwe introduziram, em Novembro, restrições na entrada de quantidade de produtos alimentares, sobretudo o óleo, arroz e farinha de milho.
O Zimbabwe voltou a viver momentos “tenebrosos” desde há um ano, com a inflação a subir, resultado, em parte, da grave escassez do dólar americano, que circula em paralelo com o bond zimbabweano.
Em grandes cidades como Harare e Mutare é notável a falta de combuistivel e medicamentos. Nos supermercados, há longas filas até para a compra de pão.
Um homem matou de forma violenta a própria mulher depois de esta ter sofrido um AVC e se ter tornado num fardo, segundo o próprio admitiu às autoridades.
Johnathan Conaway, de 45 anos, ligou para a polícia de Phoenix na segunda-feira, dando conta da morte da sua mulher.
Num “testemunho espontâneo”, o homem terá confessado de imediato ter sido o próprio a matar a vítima com quem era casado há 14 anos. Este terá atacado a mulher com uma chave inglesa e depois sufocou-a até à morte.
Segundo conta o Mirror, o casal sempre apresentou alguns conflitos durante o casamento, situação que se agravou depois de Janice ter sofrido um AVC e de Johnathan ter ficado responsável por tratar dela. O homem passou a ver a mulher como “um fardo” e a isso somaram-se ainda os problemas financeiros causados pelas suas necessidades médicas.
O homem já teria dito a outras pessoas que se a mulher morresse poderia ser melhor para si e para os seus filhos, sobretudo depois de ter perdido o seu emprego.
Jonathan enfrenta agora uma acusação por homicídio.
O Movimento Democrático de Moçambique (MDM) solicitou a perda de mandato de Geraldo Carvalho, antigo chefe nacional de mobilização, e Ricardo Tomás, ex-candidato a presidente do município de Tete em 2013, pelo MDM.
O motivo principal é a filiação dos dois deputados da Assembleia da República à Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição no país.
O MDM diz que, além da desistência, os deputados não colaboram com a sua bancada no Parlamento. Mas os visados recusam abandonar os cargos, alegando que não estão a desrespeitar a lei.
A informação foi confirmada à DW África pelo porta-voz do MDM e também deputado do Parlamento moçambicano, Sande Carmona, que associa a destituição dos deputados à sua já assumida pertença ao principal partido da oposição no país.
“É um assunto que ainda está sob gestão da bancada [parlamentar] e não está sob gestão do partido no geral. Mas o partido confirma. A bancada informou ao partido que iria mover essa ação; o partido autorizou que a bancada agisse em conformidade com as normas da Assembleia da República e as demais leis”, disse Carmona.
O porta-voz do partido liderado por Daviz Simango disse, ainda, que uma das causas que levou o partido a solicitar a perda do mandato dos dois deputados é o facto dos visados não estarem a colaborar com a sua bancada nos trabalhos parlamentares. Sande Carmona ressaltou que os deputados “já pertencem à Renamo” e, por isso, “já têm outra ideologia”.
Divergências internas
A DW sabe que o conflito entre Geraldo de Carvalho e o MDM, por exemplo, já se arrasta há muito tempo – desde antes da realização das eleições autárquicas – mas agravou-se quando Carvalho quebrou o silêncio e apoiou a campanha eleitoral de Manuel Bissopo, da Renamo, na cidade da Beira.
Na semana passada, a bancada do MDM pediu, e foi aceite, a substituição do então chefe nacional de mobilização e, por sinal, um dos fundadores do MDM, da Comissão de Defesa e Segurança junto ao Parlamento, segundo disse à DW Sande Carmona.
“Isso já é um facto. A bancada já informou o partido sobre a substituição do senhor deputado, Geraldo Carvalho, da Comissão e, também, a entrada do deputado Raimundo Pitágoras. É de lei [a perda do mandato], o MDM não está a fazer nada que não estejam na regra do jogo”.
Deputados recusam decisão do MDM
Entretanto, os deputados recusam abandonar os seus lugares na Assembleia da República, por considerarem que a lei lhes dá ainda o direito de permanecer no exercício da função de deputado.
De acordo com Geraldo Carvalho, “o assunto está sendo tratado a nível da Assembleia”. Carvalho disse ainda que prefere “não entrar em detalhes e deixar assim como as coisas estão”.
O político diz que está a ser vítima de perseguição pelo MDM. “Lutero Simango [chefe da bancada] disse numa reunião de bancada que alguém o informou, no dia 5 de outubro [2017], que eu, Geraldo Carvalho, é que atirei [mortalmente] contra Mahamudo Amurane. Mas ele não apresenta provas, uma vez que, no dia do assassinato, eu estava na Beira. Isso é perseguição política”, denunciou.
A DW tentou falar, por telefone, com o deputado Ricardo Tomás, um dos parlamentares que também diz ser vítima de ameaças de destituição. No entanto, Tomás não aceitou ser entrevistado, alegando que não podia comentar este assunto ao telefone.
Dias Toffoli, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) do Brasil suspendeu a decisão que podia libertar Lula da Silva e que tinha sido tomada pelo juiz Marco Aurélio esta quarta-feira, avança a Folha de São Paulo.
A decisão fica assim suspensa até 10 de abril de 2019, quando o STF julgar o caso em definitivo.
No comunicado emitido pelo presidente do Supremo, Toffoli afirma que a decisão de Marco Aurélio podia “vir a causar grave lesão à ordem, à saúde, à segurança e à economia pública” e que “em face da relevância do tema e do potencial risco de lesão à ordem pública e à segurança, advindas da decisão impugnada, cumpre a imediata apreciação do pleito deduzido pela douta Procuradora-Geral da República (PGR)”.
A PGR do Brasil tinha apresentado um recurso na tarde desta quarta-feira para reverter a medida provisória emitida pelo juiz para libertar prisioneiros condenados em segunda instância, incluindo o ex-Presidente Lula da Silva. Em comunicado, infomrou que “a medida é temerária e desrespeita o princípio da colegialidade, uma vez que o plenário do STF já se manifestou, por diversas vezes, pela constitucionalidade da chamada execução provisória da pena”.
Ao considerar que a liminar poderá permitir a soltura, talvez irreversível, de cerca de 169 mil presos no país, [a procuradora-geral] Raquel Dodge pede a suspensão da medida até que o Plenário da Corte analise o mérito da questão”, acrescentou o órgão de justiça brasileiro.
O presidente do STF diz que é por estar “zeloso quanto à possibilidade desta nova medida liminar contrariar decisão soberana já tomada pela maioria do Tribunal Pleno, que a Presidência vem a exercer o poder geral de cautela atribuído ao Estado-Juiz.”
A decisão de libertar presos condenados em segunda instância que têm recursos judiciais a correr em tribunais superiores e estão presos foi tomada esta tarde pelo juiz Marco Aurelio Mello, do STF, e gerou grande polémica porque, se for acatada, irá beneficiar o ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso por corrupção desde abril.
Na decisão, Marco Aurelio de Mello esclareceu que concedia “a liminar [providência cautelar] para, reconhecendo a harmonia, com a Constituição Federal, do artigo 283.º do Código de Processo Penal, determinar a suspensão de execução de pena cuja decisão de encerrá-la ainda não haja transitado em julgado, bem assim a libertação daqueles que tenham sido presos ante exame de apelação”.
Os advogados de Lula da Silva já pediram a libertação do ex-Presidente, que está a cumprir uma pena de doze anos e um mês de prisão em regime fechado imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), na sede da polícia Federal na cidade de Curitiba.
A providência cautelar exclui presos perigosos ou quando é preciso manter a detenção do condenado para assegurar a ordem pública ou as investigações.
Agora que foi alvo de um recurso da PGR, a cautelar que pode possibilitar a libertação de Lula da Silva deverá ser analisada pelo juiz Dias Toffoli, que atualmente ocupa a presidência do STF.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, anunciou ontem a decisão de indultar 1.498 condenados, assegurando que os beneficiários da medida demonstraram estar no caminho da ressocialização.
“Tomámos a decisão de indultar 1.498 cidadãos condenados constantes da lista devidamente elaborada, depois dum trabalho profundo e especializado efetuado por técnicos”, declarou Filipe Nyusi, no seu discurso sobre o estado da nação, na Assembleia da República.
A decisão implica que os indultados ficam com o remanescente das suas penas extinto, explicou Nyusi, fundamentando a medida com os poderes que a Constituição concede ao chefe de Estado.
O chefe de Estado adiantou que a medida vai permitir que presos que por razão de idade ou doença precisam de assistência e de cuidados não disponíveis no sistema penitenciário possam receber o tratamento necessário fora da cadeia.
Filipe Nyusi exortou a sociedade a receber os indultados com espírito de reconciliação e perdão.
Numa nota fora do discurso, o chefe de Estado afastou receios de reincidência por parte dos indultados, destacando que os beneficiários do primeiro indulto que concebeu, em 2015, primeiro ano do seu mandato, mostraram capacidade de reintegração social.
“Pode ter havido um e outro caso de reincidência, mas no geral todos se adaptaram à vida em liberdade”, frisou.
A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) encerrou na manhã de ontem, um estabelecimento hoteleiro e mandou prender o gestor do mesmo, por tentativa de suborno.
O Complexo Carne da Fazenda, um estabelecimento, que opera na área de hotelaria, localizado na Rua dos CFM, bairro de Mavalane, cidade de Maputo viu as suas portas fechadas e o seu representante, identificado por Roberto Nhambire, detido, por tentativa de suborno à equipa de inspecção, no valor de 2.000 meticais.
Segundo Lídia Navaia, delegada da INAE a nível da cidade de Maputo, o acto desenrola-se desde dia 12 do mês em curso, quando a equipa da inspecção dirigiu-se ao Complexo, para efectuar a análise do nível do cumprimento das regras básicas exigidas para o exercício da actividade hoteleira.
Lídia Navaia informou que no Complexo Carne da Fazenda foram detectadas várias irregularidades, tais como, estado crítico dos quartos, camas e a respectiva roupa, casas de banho sujos, lixo em qualquer lado, má apresentação de funcionários e outras anomalias.
A delegada explicou que depois de se fazer o levantamento das anomalias detectadas, intimou-se o Complexo, que se fez representar por Roberto Nhambire, para ser informado sobre o caso e para proceder com as correcções, aguardando pelo andamento do processo, para se decidir se merecia ou não a multa.
Neste contexto, dia 19, Roberto Nhambire, na companhia de outros três elementos, que não foram identificados, fez-se apresentar na INAE da direcção da cidade, com um valor de dois mil meticais e ofereceu à brigada, que efectuou a inspecção no Complexo, com intuito de anular o processo.
Lídia Navaia disse que perante este caso, que se considera crime, solicitou de imediato, a força policial. E quando o grupo de corruptores se apercebeu da presença da policia, pós em fuga.
Referiu que, foi, nesse momento, que a INAE decidiu ir encerrar o estabelecimento, enquanto a policia procurava neutralizar o representante, que, neste momento, se encontra detido na 1ª esquadra da policia, para responder pelos seus actos.
De referir que os três comparsas conseguiram escapulir-se e as autoridades da lei e ordem estão no seu encalço para prendê-los.
Neste processo, o Complexo tinha oportunidade de contestar ou pedir a redução da multa, que podia rondar perto de 40 salários mínimos.
A Premier Human Capital Corporation Moçambique, está a recrutar para o seu quadro de pessoal um Trainee para a posição de Consultor de RH Júnior. Saiba mais.
O Fundo das Nações Unidas para População (UNFPA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Ponto Focal para Cadeia de Suprimentos. Saiba mais.
A Fundação Ariel Glaser contra o SIDA Pediátrico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Oficiais Distritais de Apoio Psicossocial e Comunidade. Saiba mais.
A Fundação Ariel Glaser contra o SIDA Pediátrico pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Distritais de Apoio Psicossocial e Comunidade. Saiba mais.
A N’weti – Comunicação para a Saúde, uma organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe de Projecto. Saiba mais.
A N’weti – Comunicação para a Saúde, uma organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Chefe Adjunto de Projecto. Saiba mais.
A N’weti – Comunicação para a Saúde, uma organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director de Finanças e Administração. Saiba mais.
A N’weti – Comunicação para a Saúde, uma organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Nutrição. Saiba mais.
A N’weti – Comunicação para a Saúde, uma organização Nacional não Governamental pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Pimenta e Associados – Sociedade de Advogados, Limitada pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Advogado para a área de Contencioso. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor Catedrático da área de Patologia Humana Sistémica e Oncológica. Saiba mais.
A Universidade Eduardo Mondlane (UEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Professor Associado da área de Literaturas Africanas e Oralidades. Saiba mais.
O líder interino da Renamo, Ossufo Momade, disse esta terça-feira (18) que o memorando de entendimento alcançado entre a liderança do seu partido e o Presidente Filipe Nyusi no âmbito dos esforços para o alcance de uma paz duradoura em Moçambique não prevê a nomeação de oficiais do seu partido para o exército interinamente.
Ossufo Momade disse ainda que ao abrigo do memorando, a Renamo submeteu ao Governo nomes de 14 oficiais para serem nomeados, tendo sido conduzidos a postos de chefia apenas três.
Momade reage às declarações do titular da Defesa
O líder interino da Renamo reagia às declarações do ministro da Defesa, Atanásio Mtumuke, o qual afirmou há dias que a nomeação interina de três oficiais do maior partido da oposição para o exército não violava o memorando de entendimento.
“Preocupa aos moçambicanos o facto de o ministro da Defesa Nacional pretender ignorar e desrespeitar este memorando de entendimento, o que dá a entender a existência de dois comandos no seio das Forças de Defesa e Segurança”, afirmou Ossufo Momade.”Solicitamos ao Presidente da República na sua qualidade de subscritor do Memorando de Entendimentopara corrigir as nomeações interinas e proceder ao cumprimento desse documento. A bem da nação solicitamos também a celeridade nos passos subsequentes”.
Indignação e preocupação
O líder interino da Renamo disse a jornalistas falando via teleconferência que manifestou a sua indignação e preocupação relativamente a implementação do memorando ao grupo de contacto internacional para a paz em Moçambique num encontro mantido na semana passada.
“Asseguramos a esses parceiros o compromisso do partido Renamo de prosseguir com as negociações, sobretudo comprometemo-nos a respeitar o Memorando de Entendimento subscrito por nós e pelo Presidente da República no dia seis de agosto de 2018, pelo que também exigimos o seu cumprimento pela contraparte”.
A missão do grupo de contacto era constituída pelo respetivo Presidente, o embaixador da Suíça, Mirko Manzoni, o co-presidente do grupo e embaixador dos Estados Unidos da América, Dean Pittman, o embaixador da União Europeia, Antonio Sánchez-Benedito, e o alto comissário do Botsuana, Gobe Pitso.
Grupo de contacto satisfeito com o diálogo
O grupo de contacto afirmou na ocasião através de um comunicado ter ficado “satisfeito com o diálogo com a Renamo e com a confirmação do seu compromisso de manter a paz e a implementação do memorando de entendimento sobre o processo de Desmilitarização, desmobilização e Reintegração das forças residuais do partido”.
Durante a teleconferência desta terça-feira, o líder interino da Renamo voltou a rejeitar os resultados das eleições autárquicas de 10 de Outubro, afirmando que foram fraudulentas.
“Reiteramos o nosso apelo ao Presidente da República, sociedade civil moçambicana, às confissões religiosas e à comunidade internacional, incluindo as Nações Unidas, para, em conjunto, reporem a verdade eleitoral do dia 10 de Outubro”.
Para Galiza Matos Jr., porta-voz da bancada parlamentar da Frelimo, o informe de Nyusi “tratou-se de um discurso exaustivo e espelhou o que constitui a realidade do país”. Para Matos Jr. há desafios em todo país, mas deve-se ver o mesmo como estável.
Ivone Soares, da Renamo, defendeu que o informe do PR “tratou-se de um texto poético emocionante e não realístico. Em termos de realidade estava muito aquém de responder as expectativas dos cidadãos nacionais”. Na perspectiva de Soares, o nível de vida continua muito caro, porque há cidadãos que não conseguem comprar produtos básicos.
Por seu lado, o porta-voz da bancada parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), Fernando Bismarque defendeu que “não sei se o presidente tem a noção da realidade nacional. Não estamos numa situação estável. Basta olharmos a situação de Cabo Delgado”. Acrescentou, ainda, que o presidente é que sai como o principal derrotado da guerra de luta contra a corrupção.
Um jovem de 23 anos foi preso depois de ter tentado pagar comida do Mc Donald’s com marijuana na Florida, Estados Unidos.
Segundo avança a polícia de Saint Lucie, na Florida, Anthony Andrew Gallagher recusou o meio de pagamento e foi-se embora, mas regressou depois para insistir no pagamento.
Quando o homem regressou foi abordado pela polícia e acabou detido.
O jovem enfrenta agora acusações de posse de droga e de condução sob o efeito de estupefacientes.
A ex-ministra francesa da Cultura, Fleur Pellerin, é suspeita de ter estabelecido ligações ilegais com uma empresa sul-coreana que foi uma de suas interlocutoras quando esteve no Governo, segundo um relatório divulgado hoje.
Neste relatório publicado no Jornal Oficial, a Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública acredita que a antiga ministra não teve as reservas exigidas no exercício do seu cargo governamental, “tomando como cliente uma empresa privada com a qual havia concluído um contrato ou formulado um parecer sobre um contrato”.
A Alta Autoridade enviou o processo ao Procurador Público de Paris, que vai agora decidir sobre a possibilidade de se abrir um inquérito judicial.
Fleur Pellerin foi ministra da Cultura de Agosto de 2014 a Fevereiro de 2016, durante o mandato do Presidente François Hollande.
Na liderança da empresa de investimentos que criou, a Korelya Consulting, Pellerin administra desde Setembro de 2016 um fundo da Naver Corp, uma ‘peso pesado’ sul-coreano da Internet.
Segundo a Alta Autoridade para a Transparência da Vida Pública Fleur Pellerin já havia estabelecido ligações com esse grupo durante o período em que esteve no Governo.
De acordo com a comunicação social francesa, a Korelya Consulting recebeu um total de 200 milhões de euros entre 2016 e 2017 do grupo sul-coreano.
O chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, fala no parlamento à nação sobre o ano prestes a findar, em sessão solene sem direito a perguntas, como manda o regimento da Assembleia da República (AR).
O discurso do chefe de Estado é uma exigência que decorre da Constituição da República e será a penúltima de Filipe Nyusi no atual mandato, que termina em Janeiro de 2020, uma vez que tomou posse em janeiro de 2015 para um período de cinco anos.
A informação do chefe de Estado sobre “O Estado da Nação” era seguida de debate e perguntas dos deputados na primeira legislatura multipartidária em Moçambique, que funcionou entre 1994 e 1999, mas a prática foi depois abandonada.
Na altura, a bancada do partido no poder, Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), aprovou uma emenda no regimento da AR acabando com o direito dos deputados a perguntas ao chefe de Estado, situação que se mantém até esta quarta-feira. A Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), principal partido da oposição, votou contra a alteração ao regimento.
Na segunda-feira (17), o exército moçambicano terá detido o fotojornalista moçambicano Estácio Valói e três jornalistas estrangeiros, segundo o MISA, o Instituto de Comunicação Social da África Austral, citado pela agência de notícias Lusa.
As quatro pessoas teriam sido detidas a caminho do distrito de Palma, província de Cabo Delgado, durante o exercício das suas funções.
Mas, a Polícia da República de Moçambique, PRM, não confirma nenhuma detenção.
Augusto José Guta é porta-voz da Polícia na província e contatada pela DW África na tarde desta terça-feira (18) disse que “não confirmo, porque quando nos chegou a informação pelo MISA-Moçambique dava conta de que uma das pessoas tinha sido detida no comando distrital de Mocímboa da Praia. E fizemos um trabalho junto do comando distrital de Mocímboa da Praia e não há indicações da detenção do Estácio Valói lá. Neste momento estamos a trabalhar para saber onde ele foi detido”.
Polícia desconhece por enquanto o assunto
Relativamente aos três supostos jornalistas estrangeiros que estariam na companhia do fotojornalista moçambicano, Guta diz também não ter conhecimento algum:
“A informação que tivemos do MISA-Moçambique é de que o Estácio Valói estava preso, não nos foi citado sobre outros jornalistas estrangeiros.”
Já que a Polícia não tem o registo de detenção dos supostos jornalistas estrangeiros, a DW África contactou o GABINFO, o Gabinete de Informação, órgão que tutela a comunicação social em Moçambique.
O Conselho de Ministros reunido na sua última sessão do ano de 2018 garante haver condições para o pagamento do 13º salário aos funcionários públicos.
Espera-se que o anúncio feito ontem pela porta-voz do Conselho de Ministros, Ana Comoana, seja confirmado, esta quarta-feira (19), ao mais alto nível pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, na Assembleia da República durante a sua comunicação sobre o Estado Geral da Nação.
As expectativas sobre a confirmação do pagamento do 13º salário em Moçambique ganharam eco nos últimos dois anos devido a difícil situação que caracterizava o ambiente económico do país, mas que tem vindo a conhecer melhorias fruto de medidas tomadas para o efeito.
O Ministério da Educação e Cultura (MEC) de Moçambique anunciou a retirada de manuais escolares de distribuição gratuita encontrados em estabelecimentos de ensino particular.
Esta...
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