O ex-director provincial das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, em Cabo Delgado, Dinó Coutinho, está na mira da Procuradoria Provincial local, indiciado ter orquestrado esquemas que lesaram o Estado em mais de 56 milhões de meticais, entre 2011 e 2017, em conluio com quatro funcionários, também sob investigação.

Para além de apenas acusar, a Procuradoria Provincial de Cabo Delgado avançou que os factos até aqui apurados indicam que Dinó Coutinho e a sua cúpula têm bastante culpa no cartório.

Pesa sobre o ex-dirigente, por exemplo, crimes de abuso de cargo ou função, peculato, pagamento de remunerações indevidas e uso de documento falso para lograr os seus desígnios.

Os 56 milhões em causa foram desviados durante a celebração de contratos de obras públicas de construção de sistemas de abastecimento de água, nos distritos de Mecúfe, Meluco, Quissanga, Balama e Mocímboa da Praia.

Dinó Coutinho é actualmente chefe da Comissão de Avaliação e Alienação de Imóveis. Ele os quatro co-arguidos foram supostamente denunciados por um indivíduo não identificado.

À data dos factos, os subalternos de Dinó Continho desempenhavam as funções de coordenador do Departamento de Administração e Finanças, chefe da Unidade Gestora Executora das Aquisições (UGEA), chefe do Departamento de Água e Saneamento e agente de Controlo Interno na Direcção Provincial das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos de Cabo Delgado.

@Verdade