O governo está a encetar contactos junto aos seus parceiros para viabilizar a construção da estrada que vai ligar Zumbo ao Índico.
A informação foi avançada na segunda-feira, na província, de Tete, pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, após inaugurar a Escola secundária de Zumbo.
“Nós estamos a começar a pensar. Estamos a falar com os nossos amigos, aqueles que nos devem emprestar, esse dinheiro não nos dão assim de borla. Eles nos emprestam; uns dizem eu dou-lhe dez mas quando pagar são doze, outros pedem quinze. Existem os bons, que dizem me devolve também dez porque só agora você está mal. Então estamos a falar, a falar, até um dia vamos conseguir”, frisou.
O estadista moçambicano orientou um comício no distrito de Tsangano, onde revelou que decorrem negociações para instalação de duas agências bancárias nos distritos de Doa e Zumbo, no âmbito do projecto um distrito-um banco.
O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse que há homens da Renamo que estão a ameaçar a população nas províncias de Tete e Manica, centro de Moçambique, o que a principal força da oposição negou.
“Há homens da Renamo no mato a ameaçar as populações. Temos este problema em Moatize [província de Tete] e no distrito de Bàrué [Manica]”, disse Filipe Nyusi.
O chefe de Estado moçambicano falava durante um comício na província de Tete, no centro de Moçambique.
De acordo com Nyusi, as alegadas ameaças do braço armado da Renamo nestas regiões está a atrasar o desenvolvimento local, na medida em que as populações têm medo de circular em determinados pontos.
“Num destes distritos, ficamos durante muito tempo com três a cinco escolas fechadas porque as crianças estavam com medo de ir à escola. Não pode haver moçambicanos a serem proibidos de circular”, afirmou Nyusi, acrescentando que caso a situação continue as autoridades serão orientadas para agir.
Contactado pela Lusa, o secretário-geral da Renamo, André Majibire, considerou lamentáveis as declarações do chefe de Estado e afirmou que a Renamo não está a ameaçar as populações.
“A Renamo é pela paz e os seus soldados são pela trégua. Não existe nenhum militar da Renamo que anda aí a disparar”, disse à Lusa o secretário-geral do partido, que acrescenta que os pronunciamentos do Presidente fazem parte de uma propaganda política, quando faltam poucos meses para as eleições gerais.
“No âmbito das negociações, foi criada uma comissão para fiscalizar as tréguas e os acordos. Porque o Presidente não falou com a comissão para averiguar estas alegadas ameaças?”, questionou o secretário-geral da Renamo.
O Governo moçambicano e a Renamo continuam a negociar uma paz definitiva em Moçambique, tendo as partes previsto que até Agosto, antes das eleições de 15 de Outubro, seja assinado um acordo de paz no país.
Um dos pontos mais complexos das negociações tem sido a questão do desarmamento, desmobilização e reintegração dos homens armados da Renamo.
O principal partido da oposição exige a presença dos seus quadros no Serviço de Informação e Segurança do Estado (SISE) e nas academias militares, o que não tem tido resposta por parte do executivo moçambicano.
Além do desarmamento e da integração dos homens do braço armado do maior partido da oposição nas Forças Armadas, a agenda negocial entre as duas partes envolvia a descentralização do poder, ponto que já foi ultrapassado com a revisão da Constituição, em Julho do ano passado.
A Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade (FDC) pretende contratar sete (7) Operadores de Atendimento Telefónico da Linha Verde para Saúde Alô Vida. Saiba mais.
Os Médicos Sem Fronteiras, uma Organização Não Governamental, actuando nas áreas do HIV/TB/Hepatites, pretende admitir um/a (1) Gestor/a de Actividades Médicas. Saiba mais.
A WaterAid Moçambique pretende reforçar o seu pessoal, e procura candidatos qualificados e experiência adequada para a vaga de Gestor de Políticas e Governação. Saiba mais.
A WaterAid Moçambique pretende reforçar o seu pessoal, e procura candidatos qualificados e experiência adequada para a vaga de Gestor de Projecto (GP). Saiba mais.
A NOBRIN está a recrutar como tem feito tradicionalmente em cada edição do Programa Jovens Visionários, candidatos para Estágio sem Remuneração. Saiba mais.
A Fundação Aga Khan pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Monitoria e Avaliação de Projecto de Tuberculose e HIV. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal uma (1) Enfermeira de SMI. Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende contratar um(a) Consultor(a) para realizar a Avaliação Final de Projecto de Emergência. Saiba mais.
O Ministério da Juventude e Desportos (MJD), no âmbito do acordo de financiamento com o Banco Mundial pretende contratar a tempo inteiro um (1) Especialista em Aquisições. Saiba mais.
A Direcção Provincial da Agricultura e Segurança Alimentar pretende recrutar quatro (4) Técnicos Superiores de Agro-Pecuária N1 (Médicos Veterinários). Saiba mais.
Portugal bateu a Holanda (1-0) e tornou-se no primeiro vencedor da Liga das Nações. No entanto, este triunfo não garante à Selecção um lugar no próximo Campeonato da Europa.
Competição desenhada para ser disputada nos anos ímpares, a UEFA destinou quatro vagas no EURO-2020 para serem decididas na Liga das Nações – mas nenhuma está directamente atribuída ao vencedor. As restantes 20 (dois primeiros classificados de cada grupo) são decididas na fase de apuramento, que se encontra a disputar.
De acordo com o regulamento, cada um dos quatros escalões da Liga das Nações (A,B,C e D) terá direito a uma vaga no Campeonato da Europa. Esta será disputada pelos quatro melhores classificados de cada escalão, que não se tenham apurado, que irão defrontar-se numa espécie de final four(meias-finais e final) para decidir quem se apura.
Ou seja, caso Portugal não fique num dos primeiros dois lugares do Grupo B (é actualmente o terceiro classificado com dois pontos), terá direito a disputar a vaga suplementar do escalão A. Se Portugal confirmar o apuramento, a vaga passa para Itália, equipa que ficou atrás da Selecção na fase de grupos da Liga das Nações.
A título de curiosidade, no grupo de Portugal de qualificação para o EURO-2020 existem mais duas selecções com possibilidade de se apurarem via Liga das Nações: Sérvia e Ucrânia.
Recorde os quatro melhores classificados de cada escalão da Liga das Nações
Em Quelimane, o edil Manuel de Araújo foi ouvido na segunda-feira (10) pelo Serviço de Investigação Criminal da província da Zambézia. O autarca é acusado de ofensa moral por membros do MDM e da FRELIMO.
Este é o segundo processo que Manuel de Araújo enfrenta desde maio no Tribunal Provincial da Zambézia. A acusação é sobre supostas ofensas morais que o autarca terá causado a membros do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) e da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), durante a sua tomada de posse como edil de Quelimane, pela Resistência Nacional Moçambicana (RENAMO), em Fevereiro.
Um dos queixosos é Domingos de Albuquerque, o antigo presidente da Assembleia Municipal de Quelimane – que durante 15 dias foi presidente interino do município, na sequência da mudança de Manuel de Araújo do partido MDM para a RENAMO.
Além de Albuquerque, estão no processo os nomes de José Lobo, deputado da Assembleia da República pela bancada do MDM, e Carlos Baptista Carneiro, da FRELIMO – que também foi adversário de Manuel de Araújo nas eleições autárquicas realizadas em Outubro do ano passado.
Antes da audiência desta segunda-feira, nos serviços de Investigação Civil da Zambézia, a DW tentou por muitas vezes e sem sucesso ouvir Manuel de Araújo.
O advogado da modelo Najila Trindade, Danilo Garcia de Andrade, anunciou na noite de segunda-feira (10) que deixou o caso e não vai mais representá-la no caso da acusação de estupro contra o jogador Neymar.
Andrade afirmou que tomou a decisão especialmente após a cliente o acusar de planejar um arrombamento em seu apartamento e de roubar o tablet onde estaria um vídeo mostrando o segundo encontro dela com Neymar em Paris.
A informação foi inicialmente divulgada pelo SBT e confirmada pelo Uol Esporte. Em entrevista, o defensor disse: “Devo me tirar do processo. Sim, estou anunciando oficialmente nesta entrevista. Não sou mais”, declarou.
Partido criado recentemente em Moçambique elege neto do histórico combatente da luta de libertação Francisco Manyanga como candidato às eleições gerais de Outubro. “País precisa de visão estrutural”, diz comunicado.
O Partido Optimista pelo Desenvolvimento de Moçambique (PODEMOS), criado recentemente em Moçambique, elegeu na segunda-feira (10) Helder Mendonça como candidato daquela formação à Presidência da República nas eleições de 15 Outubro.
Hélder Mendonça, neto do histórico combatente da luta de libertação de Moçambique Francisco Manyanga, foi eleito num grupo composto por três candidatos durante a primeira sessão do Conselho Central daquele partido.
“O país precisa sem dúvida de uma outra visão estrutural de funcionamento bem como de gestão inspirada numa cultura virada aos interesses do Estado unitário, inclusivo e que respeite o bem público”, disse em comunicado o presidente do partido, Albino Forquilha.
Os criadores do PODEMOS, registado a 14 de maio, são antigos membros da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO), o partido no poder, que pediam mais “inclusão económica”, mas hoje dizem estar “desencantados, porque não era possível a mudança de rumo a partir de dentro do partido”.
Renovação política
No fim de semana, o secretário provincial do PODEMOS, Valdemiro Mussoco, referiu que o surgimento do partido partiu da reprovação da candidatura de Samora Machel Júnior no ano passado pelo município de Maputo.
O objectivo do partido é introduzir um novo modelo de governação, que garanta maior separação entre assuntos partidários e os assuntos de governação. Valdemiro Mussoco sublinha que o Presidente da República de Moçambique, Felipe Nyusi, muitas vezes “vira as suas atenções só para os membros do seu partido”.
A nova organização é integrada por membros da Associação de Ajuda ao Desenvolvimento de Moçambique (AJUDEM), que tentou concorrer, sem sucesso, às eleições autárquicas de 2018, em Maputo, com uma lista encabeçada por Samora Machel Júnior, filho do primeiro Presidente do país e militante destacado da FRELIMO.
Pelo menos 18 civis morreram em novos bombardeamentos do Governo sírio e dos aliados russos nas províncias de Idlib e Aleppo, no norte da Síria, segundo o Observatório Sírio dos Direitos Humanos e da Defesa Civil síria.
As aviações de Damasco e Moscovo fizeram quase 100 bombardeamentos contra estas zonas do país.
A localidade de Yebala, no Sul de Idlib, onde morreram pelo menos sete civis, foi a zona mais afectada, segundo o Observatório, que tem sede em Londres, mas conta com uma ampla rede de colaboradores no terreno.
A organização adiantou que um número indeterminado de civis ainda se encontra debaixo dos escombros e que entre os mortos se contam cinco crianças, incluindo uma recém-nascida.
Ao amanhecer, os aviões russos atacaram uma quinta familiar próxima da localidade de Jan Shijún, no Sul de Idlib, matando três homens e ferindo outros três, segundo a Defesa Civil síria.
Além de Idlib, no Sul de Aleppo registaram-se ataques aéreos contra a povoação de Al Zarba nos quais morreram duas crianças e uma mulher, segundo o Observatório.
A Defesa Civil, conhecida por “capacetes brancos”, publicou na sua conta oficial na rede social Twitter imagens e vídeos das operações de resgate dos escombros dos edifícios destruídos nos ataques.
Os ataques no norte da Síria continuam a ocorrer diariamente contra civis em zonas dentro do perímetro de segurança acordado no passado mês de setembro entre Moscovo (Rússia) e Ancara (Turquia), que apoia os opositores ao regime de Bashar al Assad.
Nos últimos dias aumentaram os confrontos entre as tropas do Exército e os grupos rebeldes na zona de Idlib e a Norte de Hama, onde as forças de Damasco levam a cabo uma operação militar desde finais do mês de Abril.
Produtos tradicionais africanos para curar males de amor continuam a disputar espaço com antibióticos, paracetamol ou medicação contra a malária em mercados informais do centro de Moçambique.
Feira e 38 milímetros são os nomes dos dois maiores mercados informais de Chimoio onde os remédios e medicamentos são vendidos lado a lado em minúsculas bancas de bambu.
Não há regras de transporte, nem de manuseio, tão pouco existem recomendações sobre a administração.
Parte dos produtos fica exposta ao sol e à chuva ou em contacto com outros químicos, como insecticidas.
Fármacos como penicilina, Benzatina ou antirretrovirais são transportados pelos vendedores informais em maletas ou até nos bolsos, comercializados quase que em surdina, como se de uma rede de venda de drogas se tratasse.
Quem quer esconder doenças como a sida acaba por ser conivente.
“Temos vindo a realizar reuniões com as comunidades para a população evitar a compra de fármacos em locais informais”, disse à Lusa Mateus Mindu, porta-voz do comando da Polícia de Manica.
Os fármacos são na sua maioria pertencentes ao sistema nacional de saúde, ou seja, deviam ser entregues gratuitamente ou mediante taxas reduzidas, mas acabam desviados das farmácias de hospitais públicos e dos depósitos de medicamentos, em esquemas que envolvem funcionários estatais, segundo dados da Polícia.
Os vendedores, sem conhecimentos ou preparação farmacêutica, improvisam minúsculas barracas, geralmente no fundo dos armazéns de mercadorias, ou mesmo em clínicas, para aplicar injecções a pacientes e sem noção das dosagens.
Das várias clínicas clandestinas desactivadas no último ano na província de Manica, a Polícia destaca uma, na zona de Muda-Serração, aldeia de Gondola, que operava há 12 anos numa residência de ‘bloco burro’ (blocos artesanais feitos com barro da região) e coberta de capim.
A ‘clínica’, com todos os serviços hospitalares, foi encerrada após uma operação da polícia, depois de um paciente ter denunciado a prescrição, pelo médico, de antirretrovirais para tratar o seu filho que estava com malária.
A operação fez parte de uma investigação da polícia para travar o roubo, prescrição, venda e administração de medicamentos desviados do sistema nacional de saúde.
Segundo a polícia, há sinais de que o combate está a dar alguns resultados, mas o negócio resiste às investidas policiais que ocorrem, pelo menos, desde 2011.
Em 2015, a luta intensificou-se: a Polícia em Manica lançou operações, mas não tem conseguido parar o circuito, que continua operacional em vários mercados de Chimoio e dos distritos.
“As operações têm sido realizadas de forma recorrente e, se observarmos o gráfico de venda de fármacos nos mercados informais, vemos que tende a reduzir”, referiu Mateus Mindu.
Aqueles que “continuam nesta prática, fazem-no de forma muito discreta e ao se aperceberem da presença da polícia, põem-se em fuga”, disse à Lusa, assegurando que a operação conta agora com operacionais infiltrados nos mercados.
A Polícia, continuou, já deteve várias pessoas, entre vendedores e fornecedores dos medicamentos, algumas das quais levadas a tribunal.
Enquanto o circuito de venda de remédios não for desactivado, medicamentos, como a tetraciclina, que tiveram o seu uso banido em determinadas situações pela Organização Mundial de Saúde (OMS), continuam disponíveis nas ruas de Chimoio e nos distritos próximos.
O Inquérito aos Orçamentos Familiares (IOF 2019/20) arranca em Outubro próximo, e está orçado em cinco milhões de dólares, metade do valor gasto no levantamento anterior.
Trata-se de uma actividade que tem como objectivo principal, recolher informação respeitante as receitas e despesas dos agregados familiares e outras características socioeconómicas. O objectivo final é obter vários indicadores sobre as condições de vida dos agregados familiares em Moçambique.
O IOF irá abranger um total de 13.560 agregados familiares, sendo 7.152 na zona urbana e 6.408 na zona rural, numa amostra que foi desenhada para ser representativa a nível nacional, provincial e áreas de residência urbano-rural, indica o Instituto Nacional de Estatística (INE).
Espera-se igualmente que através do IOF seja possível a disponibilização de base para a actualização da estrutura e características de consumo dos agregados familiares, elementos essenciais para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB).
Outros indicadores a serem incorporados neste inquérito que leva um ano, serão a obtenção de informação actualizada dos agregados familiares sobre habitação, posse de bens duráveis, saúde, emprego, educação e turismo.
Integrado nos preparativos deste levantamento, teve lugar na segunda-feira, um seminário de auscultação aos usuários, com a finalidade de recolher subsídios para enriquecer os instrumentos que serão utilizados na recolha de dados.
Hoje, arranca uma acção de formação dos inquiridores, que terão a missão de realizar o inquérito piloto, durante o próximo mês de Julho. A recolha de dados do inquérito principal está agendada para 21 de Outubro de 2019 à 20 de Outubro de 2020.
Refira-se que os últimos quatro Inquéritos aos Orçamentos Familiares realizados entre 1996 e 2015 custaram cerca de 21 milhões de dólares.
A Renamo submeteu ontem a sua inscrição à Comissão Nacional de Eleições para participar nas eleições gerais de Outubro próximo. A perdiz diz que vai a este processo democrático firme e confiante na vitória.
A manifestação de interesse em participar nas eleições gerais foi submetida pelo mandatário daquela formação política, Venâncio Mondlane. Acompanhado pelos membros da comissão política, Mondlane disse que a Renamo vai a esta corrida eleitoral com certeza de que irá vencer as eleições.
“Entramos com muita confiança reforçada com o trabalho político que vimos desenvolvendo, sobre tudo, logo depois das eleições autárquicas, por isso estamos muito confiantes e expectante”, disse Mondlane.
Sobre as supostas irregularidades e roubos de votos que a perdiz diz caracterizarem os processos, o maior partido da oposição anunciou a estratégia para inverter o cenário.
O processo de inscrição dos proponentes e apresentação de candidaturas acontece em simultâneo com a credenciação dos mandatários de candidaturas para a eleição do Presidente da República, eleição dos deputados da Assembleia da República e eleição dos membros das assembleias provinciais.
O novo Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis determina que: “Em todas as carreiras é obrigatório o uso de bilhetes ou passes individuais”, incluindo os “chapas 100”, sob pena de serem multados em 7 mil meticais.
O director Nacional dos Transportes e Segurança do Ministério dos Transportes e Comunicações justificou ao @Verdade a medida, que abrange os transportes urbano, inter-provinciais e internacionais, com a necessidade da existência de “alguma espécie de contrato entre o transportador e o transportado”.
“Em todas as carreiras é obrigatório o uso de bilhetes ou passes individuais que devem ser conservados durante a viagem e apresentados sempre que forem solicitados pelos empregados do concessionário ou pelos agentes de fiscalização”, determina o número 1 do Artigo 103 do Regulamento que entra em vigor em meados de Agosto.
Ao abrigo deste dispositivo legal, “Nas carreiras inter-provinciais e internacionais, se o bilhete não for utilizado na viagem para que foi adquirido pode ser revalidado para nova viagem, a realizar-se dentro de trinta dias, contados a partir da data de emissão mediante o pagamento de uma taxa adicional a ser fixada no contrato de concessão”.
Nos bilhetes, que deverão ser adquiridos antes da hora da partida ou antes do término do percurso a que tiver tomado o veículo, deve constar além do nome e contactos da empresa concessionária a data da viagem, período de validade, o percurso, o preço e número de bilhete, e, nos bilhetes das carreiras inter-provinciais e internacionais, além deste elementos “devem conter também o nome do passageiro”.
Cláudio Zunguze, o director Nacional dos Transportes e Segurança do Ministério dos Transportes e Comunicações, esclareceu ao @Verdade que “o nosso regulamento é extensivo, 15 lugares ou 30 lugares todos transportes devem ter alguma espécie de contrato entre o transportador e o transportado e exige que todas as carreiras tenham seja urbana, inter-provincial ou internacional”.
“Para o caso das carrinhas de caixa aberta, adaptadas em conformidade com as novas condições, era importante estabelecer alguma forma de contrato seja uma senha ou um passe, algum indicativo de contrato entre o transportado e o transportador este é o principio. Mas pelas circunstâncias, não só a realidade que temos nas zonas urbanas mas temos que ver que na zona rural isso pode ser difícil mas seria bom que tivessem uma forma de contrato com os passageiros”, ressalvou o Zunguze.
Ao abrigo do Regulamento de Transporte em Veículos Automóveis a “falta do uso do bilhete ou passe é punível com multa de 7 mil Meticais”.
Um adolescente saudita preso há mais de quatro anos pode ser executado na Arábia Saudita por actos que teria cometido quando tinha 10 anos de idade, alertam grupos de direitos humanos.
Uma sentença de morte no caso de Murtaja Qureiris, hoje com 18 anos, será o que os grupos qualificam como “a mais atroz violação das protecções legais para as crianças em todo o mundo”.
“Há poucas violações mais graves da lei internacional do que a execução de uma criança”, afirmou Maya Foa, directora do Reprieve, um dos grupos de direitos humanos. Murtaja foi preso em Setembro de 2014, quando tinha 13 anos. Está detido desde então. As acusações contra ele, algumas de três anos antes da sua prisão, estão relacionadas com sua participação em protestos contra o governo, posse de arma de fogo e participação em uma “organização terrorista”.
A rede CNN publicou vídeos de Murtaja liderando uma multidão de crianças numa manifestação com bicicletas em 2011. Ele tinha 10 anos. Era o auge das rebeliões da Primavera Árabe que tomaram conta do Oriente Médio. Os protestos envolveram grande parte das províncias xiitas a leste da Arábia Saudita, que com frequência terminavam em banhos de sangue e prisões em massa.
Murtaja é membro da minoria xiita do país e vem de uma família de ativistas da província de Qatif, situada na área xiita ao sul da Arábia Saudita. Seu irmão mais velho, Ali Qureiris, foi morto em 2011, quando participava de um protesto. A monarquia saudita adopta uma versão conservadora de islamismo conhecida como wahabismo, que está arraigada nas normas sociais do país, no governo e no sistema judiciário. A administração saudita é frequentemente acusada de perseguir os xiitas.
Pelo menos 21 pessoas foram mortas em dois ataques ocorridos durante o fim de semana em povoados do norte do Burkina Faso, informou a agência de informação do país.
Quatro pessoas foram assassinadas no sábado por seis indivíduos armados em Loroum, província situada no noroeste deste país da África ocidental, e que partilha fronteira com o Mali.
No domingo à tarde, pelo menos 17 pessoas perderam a vida em Arbinda, na região norte de Soum, a área mais castigada pelo terrorismo ‘jihadista’ neste país, quando indivíduos armados abriram fogo contra a população, segundo fontes de segurança.
A Agência de Informação do Burkina informou que também se deu um ataque no mercado de Silmangué, uma povoação situada em Bouroum, na província de Namentenga, no centro norte de Burkina Faso, mas ainda se desconhece o número de vítimas.
O Burkina Faso sofre ataques ‘jihadistas’ recorrentes desde Abril de 2015, quando membros de um grupo afiliado à al-Qaida sequestrou um segurança numa mina de manganésio em Tambao, no norte do país, que continua desaparecido.
A região mais afectada pela insegurança é o Sahel, situado no norte e que partilha a fronteira com o Mali e o Níger.
Burkina Faso é um dos cinco países que compõem o G5 do Sahel, com o Mali, Mauritânia, Níger e Chade, grupo que combate o terrorismo ‘jihadista’ na região.
A Renamo vai apresentar hoje, ao Conselho Constitucional a candidatura de Ossufo Momade às eleições presidenciais de Outubro, as quais, na opinião de analistas, poderão confirmar a tendência para a bipolarização política em Moçambique.
Entretanto, nesta segunda-feira, 10, a Renamo inscreveu-se junto da Comissão Nacional Eleitoral para participar nas legislativas e provinciais de 15 de Outubro.
Esta é a segunda candidatura às presidenciais, depois da de Filipe Nyusi, da Frelimo, apresentada na semana passada, não se sabendo nada ainda sobre Daviz Simango, já indicado pelo MDM como seu candidato à Ponta Vermelha.
O recém-criado PODEMOS (Povo Optimista para o Desenvolvimento de Moçambique), diz estar a recolher assinaturas para o seu candidato, cujo nome ainda não foi anunciado.
O porta-voz da Renamo, José Manteigas, afirmou que “a partir deste momento, o comboio vai arrancar na sua máxima força; estamos a trabalhar a todos os níveis; temos brigadas nas províncias e distritos a trabalharem”.
Entretanto, o analista político José Torres diz que os moçambicanos devem preparar-se para participar num processo eleitoral que vai ser bastante importante e que à partida não tem vencedor antecipado.
Na sua opinião, “o MDM poderá ter um maior espaço, ou na Assembleia da República ou nos governos provinciais, mas seja como for, Moçambique vai entrar na mesma onda de redução dos partidos políticos, como acontece em Portugal, onde temos dois grandes partidos, o PS e o PSD, nos Estados Unidos onde existem o Republicano e o Democrata ou Inglaterra, onde os dois maiores partidos são o Conservador e o Trabalhista. Em Moçambique, os dois principais partidos serão sempre a Frelimo e a Renamo.”
O analista Calton Cadeado afirma também ser esta a tendência que está a evoluir para uma grande velocidade em termos de democracia, sublinhando que apesar de existirem cerca de 50 partidos políticos, o país está muito avançado nessa onda de redução da relevância dos partidos.
Entretanto,o Presidente do MDM, Daviz Simango, garante que nestas eleições o seu partido vai conseguir um grande resultado “porque há muita motivação e muita energia; os quadros estão preparados para o processo eleitoral que vai começar”.
A Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza deteve três indivíduos indiciados de assalto à mão armada de 483.800 meticais, na manhã de ontem, na vila da Macia, distrito de Bilene.
A acção foi perpetrada com recurso a uma arma de fogo tipo pistola. De acordo com as autoridades policiais daquele ponto do país,o assalto ocorreu quando um indivíduo de 24 anos de idade pretendia depositar o valor em causa numa agência bancária local.
“A Polícia em Gaza tomou conhecimento de assalto protagonizado a poucos metros de uma agência do BCI, no distrito de Bilene. Os bandidos puseram-se em fuga logo que concretizaram os seus intentos”, disse Edgar Juvane, porta-voz da PRM, naquele ponto do país.
“Bloqueamos os pontos de entrada e saída do distrito. Os indivíduos, sentindo-se encurralados, optaram em abandonar as viaturas, mas três indiciados foram capturados e recuperámos 174.200 meticais, uma arma de fogo do tipo pistola com 12 munições e duas viaturas usadas para o assalto”, explicou Edgar Juvane.
Juvane reiterou o apelo para se redobrar a segurança em caso de necessidade de transportar dinheiro. Aliás, ele disse que o recomendável é contactar as autoridades policiais para auxiliarem no processo.
Entretanto, os supostos malfeitores, detidos no Comando Distrital da PRM de Bilene-Macia, divergem quanto ao seu envolvimento no crime.
Um deles contou que foi interpelado pela PRM em Magul, na sua viatura e ia buscar o seu cunhando algures. “Disseram (os agentes da Polícia) que sou um suspeito de roubo. Dali levaram-me à esquadra, onde encontrei a eles (os presumíveis comparsas)”.
Outro indiciado disse que a Polícia o deteve quando acabava de desembarcar de um transporte de passageiros. Na altura da detenção ele e os amigos traziam cinco mil meticais e nega ser assaltante à mão armada.
Das mãos dos detidos, a PRM recuperou cento e setenta e quatro mil e duzentos meticais e apreendeu duas viaturas, uma de arma de fogo do tipo pistola contendo 12 munições, assim como um goro preto e duas luvas.
Um prédio foi atingido por um helicóptero em Manhattan, em Nova York, na tarde de ontem (10). De acordo com informações preliminares do Corpo de Bombeiros, uma pessoa morreu.
O Departamento de Polícia de Nova York informou que “houve um pouso forçado do helicóptero no telhado” do prédio. “O fogo foi extinto. Por favor, evitem a área”, destaca comunicado publicado no Twitter. A aeronave teria tentado pousar no alto do prédio de 54 andares, na 7ª Avenida.
O Aeroporto LaGuardia — um dos três aeroportos que servem a cidade de Nova York — fica nas proximidades do prédio atingido.
O edifício abriga escritórios comerciais e foi construído em 1985. Somente uma pessoa estava na aeronave.
O Corpo de Bombeiros enviou ao menos 100 militares para atender a ocorrência, segundo o governador de Nova York, Andrew Cuomo. Chove em Nova York e a visibilidade na região é ruim.
O Departamento de Polícia de Nova York informou que “houve um pouso forçado de helicóptero no telhado” do prédio. “O fogo foi extinto. Por favor, continue a evitar a área”, destaca comunicado publicado no Twitter.
Um incêndio se instalou após o acidente no telhado, que não estava equipado com um heliporto, segundo fontes da polícia. Os edifícios da área foram evacuados pela polícia. O acidente ocorreu após a hora do almoço.
A polícia evita falar as causas do acidente já que a investigação ainda “está em curso”.
O presidente norte-americano, Donald Trump, disse que o governo está pronto para o que for necessário. “Trabalho fenomenal dos nossos socorristas que estão actualmente em cena. Obrigado por tudo que vocês fazem”, publicou no Twitter.
As autoridades norte-americanas ainda não divulgaram detalhes sobre a situação do helicóptero, por exemplo, se estava regular.
De acordo com as regras do tempo, os helicópteros normalmente voam quando há pelo menos 3 milhas de visibilidade e tectos de 1.000 pés. O mau tempo de ontem reduziu os tectos para 500 a 800 pés, e a visibilidade de meio quilómetro.
Dois carros caíram na vala de drenagem junto à praça 16 de Junho na Cidade de Maputo, depois que um deles embateu numa outra viatura na Avenida da O.U.A.
Dois carros rebocadores, vulgo “breakdown”, uniram-se para tirar do fundo da vala de drenagem uma viatura, de marca Ford Ranger, que as primeiras horas de segunda-feira, despistou-se e caiu na vala depois de embater num veículo automóvel de marca Mahindra. Os cabos de aço esticavam e a força exercida era tanta que um dos “breakdowns” chegou a ficar com as rodas suspensas no ar.
Enquanto tentava-se retirar o carro da vala muitos curiosos faziam a multidão e do lado da estrada o congestionamento intensificava-se.
Uma viatura de marca Toyota hilux de cor branca também caiu na vala e, depois de ter sido retirada, começaram trabalhos de reparação.
Na avaliação preliminar feita pela Polícia de Trânsito, esta aponta o excesso de velocidade como a causa destes acidentes.
Segundo testemunhas o único ocupante da Ford Ranger saiu ferido e foi levado ao Hospital.
O primeiro-ministro do Haiti condenou na segunda-feira a violência, que causou pelo menos dois mortos, durante as manifestações de domingo para exigir a demissão do Presidente Jovenel Moise.
“Acções lamentáveis que não puderam ser evitadas mancharam a jornada que terminou com a morte de duas pessoas e a destruição de alguns bens materiais”, afirmou na segunda-feira Jean Michel Lapin.
“Lamentamos estas mortes ocorridas nestas circunstâncias e apresentamos sinceras condolências aos familiares das vítimas”, afirmou.
O primeiro-ministro haitiano felicitou a polícia pelo “excelente trabalho profissional” e advertiu que “o direito ao protesto é um direito constitucional, mas a violência não é aceitável”.
Milhares de haitianos saíram à rua em Port-au-Prince e nas principais cidades do país para denunciar a corrupção política e exigir a demissão do Presidente Moise.
Um porta-voz do sector Democrático e Popular, que agrupa vários grupos da oposição e organizações sociais André Michel indicou à imprensa terem contado “sete mortos e mais de cem feridos”.
O movimento Petrochalenger indicou que muitos agentes que “criaram o pânico e mataram civis”.
A inspecção geral da polícia abriu um inquérito e “deu garantias de aplicação das sanções administrativas e judiciárias requeridas, caso os factos se revelarem verdadeiros”, disse um porta-voz da polícia Michel-Ange Louis Jeune.
Na segunda-feira, as ruas da capital estavam desertas, com a maioria das escolas e dos estabelecimentos comerciais encerrados.
Estas tensões surgem dez dias após a publicação, pelo Tribunal de Contas, de um relatório de mais de 600 páginas sobre a utilização dos fundos Petrocaribe, um programa de desenvolvimento apoiado pela Venezuela.
Um camião caiu numa ravina e provocou a morte de 13 pessoas, entre as quais uma noiva e duas crianças, na ilha de Luzon, nas Filipinas, anunciou no domingo a polícia local.
Segundo as autoridades filipinas, um homem que tinha levado a sua família para visitar os parentes da sua namorada e pedir formalmente a sua mão em casamento, como dita a tradição no país, na província de Camarines Sul, no sul da ilha de Luzon.
O acidente ocorreu depois da visita e os noivos encontravam-se no camião.
O camião, um veículo que era normalmente usado para transportar areia e que foi alugado para a ocasião, perdeu o controlo e caiu na ravina, sendo que alguns passageiros foram projectados, enquanto outros foram esmagados” pelo veículo, disse o chefe da polícia local, Victor Quinao.
Os acidentes rodoviários são frequentes nas Filipinas, onde os transportes são essencialmente assegurados por carros ou camiões em mau estado, com condutores com pouca formação.
Um deputado recentemente qualificou os transportes como “caixões rolantes”.
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