O investigador auxiliar no Instituto de Ciências Sociais Paulo Granjo considerou à Lusa que os ataques no norte de Moçambique entraram numa nova fase, com um reforço de meios e de pessoal deste grupo armado.
“Com o ataque a Mocímboa da Praia, na segunda-feira, entrámos numa nova fase, porque tudo indica que, neste momento, para além de terem em todos os ataques acumulado grandes quantidades de armamento, houve algum tipo de reforço de efectivos e de meios a partir do exterior”, disse Paulo Granjo.
Em entrevista à Lusa a propósito dos ataques desta semana em Mocímboa da Praia e em Quissanga, este antropólogo social que estuda Moçambique há décadas considerou que “há uma mudança completa relativamente ao que se estava a passar” desde 2017.
Até à semana passada, estes homens armados “estavam a garantir a subsistência e alimentação, com ataques a populações isoladas e indefesas, mas esta terceira fase indica fortemente que obtiveram reforços de meios e de pessoal, agora já não de Moçambique, mas a partir do exterior, e que estarão já com as condições para demonstrar poderio bélico para confrontar as forças policiais e armadas e reivindicar algum controlo sobre o território”, apontou o investigador.
Depois de nos dois primeiros momentos os confrontos terem sido primeiro contra as forças policiais, e depois contra pequenos aglomerados populacionais, nesta terceira fase do conflito nota-se que o objectivo já não é só garantir condições de subsistência do grupo.
“Em Quissanga, que já é um distrito a mais de 100 quilómetros de Mocímboa da Praia, já não houve, pelos relatos existentes, ataques diretos à população, embora tenha havido a morte de alguns populares”, diz Paulo Granjo.
Os homens armados, que partilharam fotos com a bandeira do Estado Islâmico, mandaram as pessoas ou para as mesquitas ou para a praia “e houve um ataque directo aos quartéis de polícia, tentaram rebentar com os cofres das agências dos bancos e cortaram a ligação de fibra óptica com o resto do país”.
Para o investigador, isto “mostra que entraram numa fase diferente em que há ataques a forças do Estado e não represálias e roubos à população, e aparentemente houve uma afirmação da capacidade de ocupar vilas e de tornar inoperacionais as forças do Estado, embora com comportamentos de guerrilha, e com um novo patamar de confronto”.
Questionado sobre se a falta de controlo das forças policiais mostra um ‘Estado falhado’, o investigador considerou que não, argumentando que o comportamento de guerrilha é eficaz e é precisamente por isso que tem sido usado ao longo dos séculos.
Paulo Granjo, doutorado em Antropologia Social em 2001, iniciou a actividade docente em 1999, como professor visitante na Universidade Eduardo Mondlane (UEM), onde até 2006 contribuiu para a formação da actual geração de antropólogos moçambicanos, de acordo com a informação na página do ICS, que dá conta ainda de que académico é Membro do Conselho Científico e da Comissão de Estudos Pós-graduados do ICS-ULisboa e Sócio Honorário por Mérito da AMETRAMO (Associação de Médicos Tradicionais de Moçambique) e Pesquisador Correspondente do Centro de Estudos Africanos da UEM.
A província de Cabo Delgado tem sido alvo de ataques de grupos armados que organizações internacionais classificam como uma ameaça terrorista e que em dois anos e meio já fizeram, pelo menos, 350 mortos, além de 156.400 pessoas afectadas com perda de bens ou obrigadas a abandonar casa e terras em busca de locais seguros.
O número de mortes em África resultante de infecção por covid-19 passou nas últimas 24 horas de 117 para 134, com o número de casos a aumentar de 3.924 para 4.282, segundo as estatísticas mais recentes.
No total, mantêm-se os números de países com casos registados (46) e o de países com mortes por infeção pelo novo coronavírus (19).
De acordo com dados do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) da União Africana (África CDC), a África central regista 214 casos, mantendo-se nove mortes e seis recuperações, enquanto a África Oriental regista 324 casos, quatro mortes e seis recuperações, igual a sábado.
No norte de África, onde se concentra a maior parte dos casos, o CDC atualizou os números, registando agora 1.716 casos, aumentando o número de mortos de 85 para 98, e também o número de recuperados, de 205 para 211.
Na África Austral, há 1.230 infetados, dois mortos e 31 pessoas conseguiram recuperar.
A África Ocidental, por seu lado, registou um aumento das infeções, de 691 para 798 casos, que resultaram em 21 mortes e 48 recuperações.
Nos países lusófonos, Angola aparece com três casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, Cabo Verde regista cinco e uma morte, Moçambique confirmou oito e a Guiné-Bissau dois.
Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, as autoridades confirmaram 13 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.
Dos países lusófonos, apenas São Tomé e Príncipe não tem qualquer caso confirmado.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais de 667 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 31.000.
Dos casos de infecção, pelo menos 134.700 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
Os dividendos da Mozal para o Estado moçambicano voltaram a reduzir, desta vez para zero no exercício económico de 2019. Sem publicar contas auditadas em Moçambique o principal accionista da fundição de alumínio reporta queda de receitas e prejuízos no entanto o fornecedor da sua principal matéria-prima, uma empresa onde esse accionista também é maioritário, aumentou os lucros em 30 por cento.
O Relatório de Execução Orçamental de Janeiro a Dezembro de 2019 indica que as receitas de dividendos a Mozal, onde o Estado moçambicano é accionista com 3,9 por cento, reduziram novamente dos 181,9 milhões de 2018 para zero meticais.
O @Verdade contactou a fundição de alumínio para apurar as causas dessa redução contudo após 1 mês de espera a empresa não se dignou a responder.
Analisando as contas auditadas do seu principal acionista, a South32 que detém 47,1 por cento do capital, o @Verdade descortinou que a Mozal obteve receitas de 556 milhões de dólares norte-americanos, uma redução comparativamente aos 629 obtidos em 2018, e reporta um prejuízo de 12 milhões de dólares justificado pelo aumento dos custos de produção, que representam 49 por cento dos custos totais, e pela diminuição dos custos de venda do alumínio.
Paradoxalmente a alumina, a sua principal matéria-prima, é importada da Austrália da fundição Worsley, onde a South32 detém 86 por cento do seu capital social, e essa empresa obteve lucros de 541 milhões de dólares no exercício económico passado.
O @Verdade apurou que pode estar a ser feita uma operação financeira transferência de preços, comum entre os megaprojectos que tem como fornecedores outras empresas onde são subsidiárias ou do mesmo grupo, como forma de gerar menos ganhos em Moçambique e obter mais lucro noutros países onde seja mais rentável para o conglomerado South32.
Com isenções de Imposto sobre o Valor Acrescentado(IVA), contribuição Industrial, Contribuição Predial urbana assim como do imposto sobre a sua produção(Royalties) os poucos funcionários moçambicanos que trabalham na Mozal pagaram em 2019 mais impostos do que a própria empresa.
Luis Suárez, jogador do Barcelona, concedeu uma entrevista ao Canal 10 do Uruguai, na qual falou, entre outros temas, sobre o seu físico após ter sido submetido a uma cirurgia ao joelho no dia 12 de Janeiro.
«Estou espetacular, já estava a começar a correr. Quando a equipa voltar aos treinos, já estarei com eles», adiantou o avançado uruguaio.
O futebolista dos blaugrana abordou ainda a sua recente doação de 500 cestos de alimentos e higiénicos para as famílias mais pobres de Casavalle, um bairro de Montevideo.
«Os casos [da doença Covid-19] estão a crescer dia para dia. A saúde está descontrolada e isso preocupa-me. A minha mensagem para o Uruguai é que faça com que as pessoas fiquem em casa para que o vírus desapareça», afirmou o jogador de 33 anos.
As autoridades francesas publicaram um decreto para controlar a distribuição do Plaquenil, medicamento derivado da cloroquina que tem sido testado como possível tratamento para a Covid-19.
O medicamento Paquenil à base de hidroxicloroquina, derivado do remédio antimalárico cloroquina, não poderá ser comprado em farmácias para “o tratamento da Covid-19”, afirmou a agência de medicamentos ANSM à Agência France Presse.
Desde a divulgação de estudos sobre o seu uso no tratamento do coronavírus, o remédio tem sido muito procurado nas farmácias. Essa busca acendeu o alerta de associações de pacientes que usam o medicamento de maneira crónica para uma possível falta.
O decreto prevê, principalmente, a limitação da distribuição de Plaquenil nas farmácias somente para indicações médicas estritas (artrite reumatóide, lúpus e prevenção de lucites – alergias ao sol). O texto também estabelece a proibição de exportar especialidades que contenham hidroxicloroquina, e também medicamentos contendo a combinação lopinavir / ritonavir, antivirais também testados contra a Covid-19.
Trata-se de “proteger” os pacientes que precisam desses medicamentos e “evitar os riscos de falta” do tratamento por causa de prescrições “sem justificativa”, disse à AFP o Dr. Dominique Martin, director geral da ANSM.
As autoridades de saúde disseram na terça-feira (24) que “não havia escassez” de medicamentos à base de cloroquina, mas associações de doentes crónicos reclamam de atrasos nas entregas, temendo que não pudessem continuar o tratamento de doentes.
A ANSM foi “alertada para as dificuldades de conseguir obter em farmácias tratamentos com Plaquenil” e, em menor medida, o Kaletra (antirretroviral que combina lopinavir / ritonavir) e seu genérico.
Alerta aos profissionais
O decreto também confirma, como anunciado pelo Ministro da Saúde, Olivier Véran, que, a título excepcional, “a hidroxicloroquina e a combinação lopinavir / ritonavir podem ser prescritas, distribuídas e administradas sob a responsabilidade de um médico para pacientes afectados pela Covid-19 “.
No entanto, o tratamento deve ser feito “nas unidades de saúde que recebem os pacientes e para dar continuidade do tratamento em casa, se a sua condição permitir, e com a autorização do médico”.
Essas medidas são baseadas no parecer do Alto Conselho Superior de Saúde Pública (HSCP) publicado na terça-feira, que exclui, fora do protocolo de estudo, o uso de hidroxicloroquina na profilaxia (prevenção e tratamento), excepto “para casos mostrando sinais de gravidade “.
O Plaquenil só pode ser comprado com receita médica assim como outros medicamentos à base de cloroquina, que podem apresentar riscos se forem usados sem acompanhamento médico apropriado, particularmente para cardíacos e os que têm problemas na retina.
A ANSM lembra ainda as contraindicações do Kaletra (ou genérico), exigindo que os farmacêuticos distribuam os medicamentos segundo “as indicações médicas habituais”.
A Agência pediu aos laboratórios Sanofi (Plaquenil), Abbvie (Kaletra) e Mylan (genérico do Kaletra) para “entregar assim que possível e em quantidades suficientes para os distribuidores e as farmácias”.
A Bolsa de Mercadorias de Moçambique pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Técnicos Superiores de TIC’s N1 ( Programador). Saiba mais.
A Cimento Nacional, pretende no âmbito da sua política de valorização da mão-de-obra em Moçambique, recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Representante de Vendas. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir dez (10) Motoristas, para o preenchimento do quadro de pessoal em Maputo. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo “A”, pretende admitir um (1) Gestor de Logística/ Operações para o seu quadro de pessoal em Maputo. Saiba mais.
Uma Empresa de Gestão de Resíduos Sólidos e Ambiente do Grupo ”A”, pretende admitir dez (10) Assistentes, para o preenchimento do quadro de pessoal em Maputo. Saiba mais.
A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes – Anatomia Animal. Saiba mais. . Vaga para A Universidade Rovuma pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2). Saiba mais.
A Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente e Digitador de Dados. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Docentes N1 – Contabilidade Geral (kaMpfumu). Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Contabilidade Geral . Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Gestão Financeira. Saiba mais.
O Serviço Distrital de Educação, Juventude e Tecnologia pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Docente N1 – Contabilidade Financeira. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Corte e Costura. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Canalização. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Agente de Segurança. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Pedreiro. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Carpintaria/Mercenária. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Serralharia. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Electricidade Auto. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Electricidade Montadora. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Refrigeração. Saiba mais.
O Instituto de Formação Profissional e Estudos Laborais Alberto Cassimo-IFPELAC Torna público que está aberto o concurso para admissão de um (1) Formador de Secretariado. Saiba mais.
“Estamos à espera da autorização formal das autoridades de Moçambique para fazermos dois voos, um na segunda-feira, dia 30, com saída de Maputo às 20:20, aterrando em Lisboa no dia 31 às 05:50, hora de Lisboa, e outro na segunda-feira, dia 30, que descola de Maputo às 23:20, hora local, e aterra em Lisboa no dia 31 às 08:50”, disse uma fonte da TAP à Lusa.
Estes são os primeiros voos de Moçambique para Portugal organizados para repatriar os passageiros que ficaram sem poder voar, no seguimento das restrições colocadas por muitos países para conter a propagação da pandemia da covid-19.
De Lisboa para Maputo os aviões levarão carga humanitária, e em sentido inverso transportarão até 298 passageiros em cada viagem do A330 Neo, acrescentou a mesma fonte.
De acordo com a TAP, os passageiros interessados em viajar nestes voos deverão fazê-lo através da agência de viagens ou na loja da transportadora: “Para reservar e emitir o respetivo bilhete, os passageiros devem contactar a sua Agência de Viagens ou a loja da TAP em Maputo no Hotel Polana; Em alternativa, podem aceder a www.flytap.com e realizar a sua reserva online e após pagamento com cartão de débito, receberão de imediato a confirmação”, explicou a fonte oficial à TAP.
“Para os passageiros que já têm um bilhete para viajar com a TAP, com data de saída de Maputo até 30 de abril, ser-lhes à enviado um email com as informações necessárias de como proceder”, conclui a mesma fonte.
Moçambique e Angola vão receber em conjunto mais de três milhões de dólares de ajuda de emergência de saúde e humanitária como parte de um pacote de ajuda inicial dos Estados Unidos avaliado em quase 300 milhões de dólares as países do mundo afectados pelo Coronavírus.
Desse pacote de ajuda mais de 57 milhões de dólares são destinados directamente a países africanos que contudo poderão receber mais ajuda através de fundos canalizados por diferentes organizações
Moçambique vai receber directamente 2,8 milhões de dólares e Angola 570.000, disse uma nota do Deartamento de Estado americano.
Para além desta ajuda os Estados Unidos vão doar outros 24,3 milhões de dólares a organizações internacionais com a Organização Mundial de Saúde e o Fundo das Nações Unidas para a Infância, UNICEF e outros 64 milhões para o programa de combate ao Coronavírus do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.
Outros 100 milhões serão canalizados pelo Fundo de Emergência Global de Saúde e outros 110 milhões através da conta de Ajuda a desastres Naturais da USAID
O Centro de Integridade Pública (CIP) exige que o Governo moçambicano publique um plano mais detalhado de resposta ao covid-19, indicando onde e como vai gastar os cerca de 700 milhões de dólares solicitados à comunidade internacional para fazer face à pandemia.
Se a pandemia atingir Moçambique nas proporções em que foi na China, Itália e Espanha, o Governo moçambicano, com recursos financeiros próprios, não conseguirá lidar com o surto, diz a organização.
Mas, sublinha o CIP, “os governos de Moçambique, incluindo o actual, têm um histórico de má gestão de fundos e oportunismo que resvala em corrupção, sempre que existam situações de calamidades naturais”.
O Governo moçambicano anunciou que o país necessita de cerca de 703 milhões de dólares para fazer face à pandemia, e o CIP realça que “a não existência de um plano de contigência, com as linhas mestras das medidas que serão tomadas e de orçamento previsto de forma detalhada, aumenta as suspeitas sobre as intenções do Executivo”.
“Estas questões revelam falhas na comunicação do Governo, gerando uma onda de desinformação pela falta de transparência, relativamente ao orçamento real e imediato, pelo que o CIP exige que o Governo publique um plano mais detalhado de resposta ao surto, indicando onde vai gastar o valor solicitado”, sublinha aquela instituição.
Entretanto, economistas criticam as medidas anunciadas pelo Banco de Moçambique para apoiar empresas e famílias que sofram com o impacto do coronavírus na economia, considerando que as mesmas não têm nada a ver com a economia moçambicana.
Tais medidas consistem na introdução de linhas de crédito em moeda externa para os bancos e relaxamento das condições de reestruturação dos créditos dos clientes bancários, para a mitigação dos efeitos do covid- 19.
“O Banco de Moçambique tem de ser mais ousado. Nenhum pequeno empresário tem acesso a esses créditos”, destacou Gilberto Chai Chai, proprietário de uma pequena livraria, no centro da cidade de Maputo.
Medidas do Banco Central beneficiam o grande capital
Economistas consideram que com estas medidas, o Banco Central está a fazer um discurso para uma economia europeia, “não está a fazer um discurso para uma economia moçambicana, em que temos um pequeno sector que é formal e um outro sector muito grande que é informal”.
Para o economista Constantino Marrengula, mesmo aqueles que são formais no contexto do Estado, não conseguem, por exemplo, mobilizar recursos no sector financeiro formal, “mobilizam recursos à sua maneira, ou na microfinança ou mesmo no sector informal”.
O Banco de Moçambique diz que as suas medidas visam disponibilizar liquidez em moeda estrangeira e em moeda nacional, para apoiar empresas e famílias a honrarem os seus compromissos, na sequência do agravamento dos riscos decorrentes do impacto macroeconómico da covid-19.
Mas para a economista Celeste Banze, estas são almofadas para aqueles empresários que têm acesso ao banco, “mas há um número muito grande de empresários que não têm acesso ao banco.
“Estas são almofadas para os bancos comerciais e sobretudo para grandes empresários fazerem uma espécie de reestruturação das suas dívidas com a banca”, realçou.
As medidas do Banco central consistem em introduzir uma linha de financiamento em moeda estrangeira para as instituições participantes no Mercado Cambial Interbancário, no montante global de 500 milhões de dólares, por um período de nove meses, a partir de Março corrente.
O número de mortes causadas pela covid-19 em África subiu para 94 com os casos acumulados a ultrapassarem os 3.400 em 46 países, segundo a mais recente actualização das estatísticas sobre a pandemia.
No total, estão contabilizados neste continente 3.426 casos de infecção desde o início da pandemia e 94 mortes, de acordo com dados do Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) da União Africana (África CDC).
O África CDC regista mortes pela covid-19 em 18 países africanos: Argélia, Burkina Faso, Camarões, República Democrática do Congo, Egipto, Gabão, Gâmbia, Gana, Maurícias, Marrocos, Nigéria, Sudão, Tunísia, Zimbabué, Cabo Verde, Níger, Quénia e África do Sul.
O número de infecções activas é agora de 3.173, depois de a organização ter corrigido o número de doentes recuperados de 254 para 253 em relação aos dados de hoje de manhã.
O norte de África é a região com registo de mais casos e mortes associadas à doença, contabilizando 1.368 infeções, 65 mortes e 216 doentes recuperados.
Nesta região, Egipto (495 casos) e Argélia (367 casos) contabilizam 24 e 25 mortes, respetivamente, concentrando os maiores números de casos fatais em todo o continente.
Segue-se o sul de África, onde se localizam Angola e Moçambique, com 1.045 casos, na sua grande maioria concentrados na África do Sul, que hoje ultrapassou a barreira dos 1.000 casos e registou as suas duas primeiras mortes associadas à doença.
A África Ocidental, onde estão Cabo Verde e a Guiné-Bissau, regista 640 casos e 14 mortes.
A região com menos casos é a África Central, que contabiliza 176 casos e oito mortes por COVID-19.
Os países da zona oriental africana somam 264 casos e quatro mortes.
A África do Sul continua como o país com o maior número de casos acumulados de infeção em África.
Marrocos (275) Tunísia (227), Burkina Faso (152) Senegal (119) e Nigéria (65) são outros países com números significativos de infeções.
Nos países lusófonos, Angola tem quatro casos confirmados de infeção pelo novo coronavírus, Cabo Verde regista cinco e uma morte, Moçambique confirmou sete e a Guiné-Bissau dois.
Na Guiné Equatorial, que integra a Comunidade de Países de Língua Portuguesa, o governo confirmou 12 casos positivos de infeção pelo novo coronavírus.
A população infetada em África é maioritariamente masculina (65%), tem, em média, 45 anos e a deteção dos doentes, através do histórico de viagens, demorou em média 5,6 dias.
O África CDC indicou hoje que dos 55 países e territórios membros da União Africana, 24 decretaram o encerramento total das fronteiras, 10 suspenderam os voos internacionais e 14 impuseram restrições a viagens ou à entrada de estrangeiros provenientes de determinados países.
A maioria dos estados-membros decretou quarentena obrigatória para os viajantes oriundos de países de risco.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou cerca de 540 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 25 mil.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Após a sua primeira sessão, na sexta-feira (27), o Conselho de Estado, apreciou, entre outras matérias, a informação sobre a situação do COVID-19.
No encontro presidido pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, o Conselho de Estado saudou aos profissionais da Saúde que “não têm poupado esforços no cumprimento da sua missão”.
Saudou ainda ao Governo pela criação da Comissão Técnica-Científica de Resposta ao COVID-19 e encorajar que continue a desenvolver, com zelo e profissionalismo o seu trabalho.
O Conselho de Estado agradeceu ao povo moçambicano por considerar que está consciente do contexto actual, tem acatado as recomendações emanadas pelo Governo e apelou que se continue a massificar a educação cívico-sanitária.
O órgão reconhece, no mesmo encontro, o trabalho das congregações religiosas, apelando-as a reforçarem as medidas preventivas, junto dos seus fiéis e demais cidadãos.
Refira-se que os membros do Conselho de Estado tomaram posse esta sexta-feira.
O Estado de Emergência é autorizado pela Assembleia da República, devendo este órgão legislativo pronunciar-se sobre a matéria nos próximos dias, assim que for solicitado para o efeito, pelo Chefe de Estado.
O presidente do Conselho Municipal da Cidade de Maputo, Eneas Comiche, diz que ele e a esposa foram submetidos ao teste do Coronavírus mas passam nove dias que não dispõem de resultados.
Neste momento, o edil encontra-se no Instituto do Coração (ICOR) a realizar “uma bateria de exames”.
Em comunicado a que o “O País” teve acesso, o edil da capital do país conta que em consequência de o Príncipe Albert II de Mónaco, com que esteve numa reunião em Londres, ter sido diagnosticado positivo ao COVID-19, abandonou os seus afazeres, isolou-se e solicitou exames sobre a doença.
A notícia de que o Príncipe Albert II de Mónaco está contaminado pelo Coronavírus foi tornada pública no dia 19 de Março em curso.
“Nesse instante, (…) abandonei tudo que estava a fazer e me dirigi à casa onde me isolei e solicitei imediatamente que fosse feito o teste para o COVID-19”, explica Eneas Comiche no documento a que nos referimos anteriormente.
Adiante, Comiche diz mais: “no dia 23 de Março voltei a realizar, a meu pedido, o segundo teste, altura em que também foi feito o teste à minha esposa”.
Contudo, os resultados dos dois testes ainda não estão disponíveis. “Até hoje, dia 27 de Março, não recebemos nenhuma informação oficial do nosso estado de saúde”.
Comiche prossegue, no mesmo documento, dizendo que por conta da demora na disponibilização dos resultados ao teste ao COVID-19, para ele a esposa, decidiu contactar a médica da família, Beatriz Ferreira. Esta aconselhou o edil a dirigir-se ao ICOR, “onde me encontro desde ontem a realizar uma bateria de exames”.
A entidade responsável pela prevenção e controlo de doenças indica que a Baviera, o maior estado federado do país, concentra o maior número de infectados, 9.481
A Alemanha contabilizou 5.780 novos casos diagnosticados nas últimas 24 horas, registando, no total, 42.288 casos e 253 vítimas mortais, segundo dados oficiais do Instituto Robert Koch.
A entidade responsável pela prevenção e controlo de doenças indica que a Baviera, o maior estado federado do país, concentra o maior número de infectados, 9.481.
Mas é na região da Renânia do Norte-Vestefália que se verifica maior mortalidade: 72 pessoas com covid-19 já perderam a vida.
O ministério da Investigação alemão anunciou esta semana uma verba de 150 milhões de euros para a criação de uma rede com o objectivo de melhorar a cooperação entre laboratórios e hospitais universitários.
A Alemanha realiza, por semana, meio milhão de testes para diagnosticar a covid-19.
Angela Merkel pediu esta quinta-feira aos cidadãos paciência. A chanceler revelou estar contra o abrandamento das medidas restritivas logo depois da Páscoa. sublinhando que este “não é o momento” para falar disso.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.
Dos casos de infecção, pelo menos 108.900 são considerados curados.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
Depois de saldar as dívidas que tinha ao Banco Africano de Desenvolvimento, a Somália garantiu também uma ajuda financeira de 395 milhões de dólares junto do FMI ao abrigo dos programas de apoio desta instituição.
O Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial anunciaram que a Somália cumpriu todos os requisitos para começar a receber um perdão de dívida, permitindo-lhe de imediato normalizar a relação com os mercados financeiros.
“Este perdão de dívida vai ajudar a Somália a fazer mudanças duradouras que beneficiem o seu povo, permitindo que a dívida seja irrevogavelmente reduzida de 5,2 mil milhões de dólares[4,7 mil milhões de euros], no final de 2018, para 557 milhões de dólares [509 milhões de euros] quando chegar ao ponto final da Iniciativa para os Países Pobres Altamente Endividados, daqui a três anos”, disse a directora-geral do FMI, Kristalina Georgieva.
Depois de saldar as dívidas que tinha ao Banco Africano de Desenvolvimento, a Somália garantiu também uma ajuda financeira de 395 milhões de dólares junto do FMI ao abrigo dos programas de apoio desta instituição.
A Somália, um país com 15 milhões de habitantes, é o 37.º país a alcançar este ponto decisivo, e surge numa altura particularmente importante, marcada pela propagação da pandemia da covid-19, uma praga de gafanhotos e eleições no final do ano.
“A normalização das relações com a comunidade internacional vai reabrir o acesso da Somália a recursos financeiros internacionais essenciais para fortalecer a economia, ajudar a melhorar as condições sociais, tirar milhões de pessoas da pobreza e gerar emprego sustentável para os habitantes”, escreveu o FMI.
“O Governo e o povo da Somália estão muito agradados com a decisão do Banco Mundial e do FMI, que permite ao país voltar a envolver-se com as instituições financeiras internacionais; esta decisão é um marco importante, que apresenta amplas oportunidades para a Somália, que persegue incessantemente o processo de reforma e a agenda de recuperação e desenvolvimento”, disse o primeiro-ministro do país, Hassan Ali Khayre, citado no comunicado na página do FMI.
“Este caminho até este ponto obrigou a trabalho duro, dedicação e parceria, e o Governo quer expressar o seu apreço ao FMI, Banco Mundial e parceiros pelo incessante apoio e ao povo da Somália pela sua paciência e resiliência nesta jornada”, concluiu o governante.
Boris Johnson confirmou num vídeo publicado na sua página de Twitter que também ele está infectado com o novo coronavírus. Teve tosse e temperatura alta. “Fiz um teste, que deu positivo”, disse.
Boris Johnson confirmou num vídeo publicado na sua página de Twitter que também ele está infectado com o novo coronavírus.
“Desenvolvi alguns sintomas ligeiros de coronavírus, ou seja, temperatura alta e tosse persistente. Aconselhado pelo director-geral de saúde fiz um teste, que deu positivo”, disse.
“Vou ficar a trabalhar a partir de casa e em isolamento, que é o deve ser feito. Mas não se preocupem porque, graças às maravilhas da tecnologia vou estar em contacto com a minha equipa para liderar a luta nacional contra o novo coronavírus”, disse.
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e presidente da China, Xi Jinping, em Pequim 09/11/2017 REUTERS/Damir Sagolj
O Presidente da China disse ontem (27) ao homólogo norte-americano, Donald Trump, que os países devem “unir-se contra a pandemia”, apesar da crescente rivalidade, noticiou a imprensa estatal chinesa.
“A China está pronta para continuar a partilhar, sem reservas, informação e experiências com os Estados Unidos”, disse Xi Jinping, segundo a televisão estatal CCTV, numa mensagem de apaziguamento após uma crise diplomática entre Pequim e Washington, marcada por trocas de acusações.
O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.
O continente europeu, com quase 275.000 infectados e 16.000 mortos, é aquele onde está a surgir actualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 8.165 mortos em 80.539 casos registados até hoje.
A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.340 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.292 mortes.
Os países mais afectados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.234 mortes reportadas (29.406 casos), a França, com 1.696 mortes (29.155 casos), e os Estados Unidos, com 1.178 mortes.
Os Estados Unidos tornaram-se quinta-feira o país com mais casos de infecções no mundo, ultrapassando Itália e a China, com mais de 85 mil casos.
Vários países adoptaram medidas excepcionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.
África do Sul registou ontem (27) as primeiras duas vítimas mortais do COVID-19 que já infectou mais de mil pessoas naquele país vizinho. Cerca de três mil soldados foram mobilizados em todo país para reforçar as medidas de isolamento por 21 dias.
África do Sul acordou na sexta-feira com más notícias. Pela primeira vez, duas pessoas morreram naquele país vítimas do novo coronavírus. Trata-se de duas mulheres de 28 e 48 anos de idade que estavam internadas em dois hospitais do Cabo Ocidental.
Além das primeiras vítimas mortais registadas, as autoridades também informaram que o número de casos confirmados subiu de cerca de 900 para mais de mil infectados, um dia depois da África do Sul entrar em estado de confinamento por 21 dias.
O governo sul-africano mobilizou cerca de três mil soldados em todas nove províncias da África do Sul para impedir que cidadãos saiam das suas casas por motivos desnecessários.
As forças de defesa sul-africanas foram mobilizadas para estar nas ruas desde o dia 26 de Março e ficarão até o dia 26 de Junho. Esta mobilização vai custar ao Estado sul-africano cerca de 640 milhões de rands.
Os médicos e profissionais de saúde russos vão trabalhar no hospital de campanha que foi construído em Bergamo e que deverá ser inaugurado em breve.
Uma delegação russa composta por 104 pessoas, incluindo médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde, chegou hoje à Lombardia, na Itália, a província mais afectada pelo coronavírus, para onde os Estados Unidos enviaram sete camiões com provisões médicas.
Os médicos e profissionais de saúde russos vão trabalhar no hospital de campanha que foi construído em Bergamo e que deverá ser inaugurado em breve.
“O trabalho para construir a estrutura continua e todos estão a trabalhar arduamente para fazer com que esta comece a funcionar o mais cedo possível”, disse o admnistrador do Território e Proteção Civil da Lombardia, Pietro Foroni.
O vice-presidente da região, Fabrizio Sala, agradeceu a ajuda ao Governo russo, considerando-a “um apoio importante e concreto para combater esse inimigo invisível que só pode ser derrotado se todos permanecerem unidos”.
“Esta não é uma guerra de um território, mas de todo o planeta”, afirmou.
A Rússia também doou material médico à Itália, que chegou a bordo de 14 aviões carregados com máscaras, ventiladores pulmonares, roupas de proteção e camiões Kamaz para desinfetar as áreas mais contaminadas pelo vírus.
Por seu lado, os Estados Unidos enviaram sete camiões com equipamentos médicos úteis que partirão para o norte do país a partir da base militar de Camp Darby, na Toscana.
O material, doado pela Agência de Cooperação em Segurança e Defesa (DSCA), será entregue ao hospital Rho e inclui camas, colchões, macas, cadeiras de rodas dobráveis, armários médicos e lençóis.
“Agradecemos aos Estados Unidos da América pela sua proximidade. Um país amigo da Itália, amigo da Lombardia”, sublinhou o subsecretário regional responsável pelas relações com as delegações internacionais, Alan Christian Rizzi.
“A nossa região criou excelentes relações em todas as partes do mundo, que, num momento de emergência como este, permitem ajudas concretas e importantes”, concluiu.
Estas doações somam-se ao enorme envio de material e equipamentos médicos pela China, bem como à brigada médica composta por 53 pessoas de Cuba, que serão responsáveis pelo hospital de campanha instalado em Crema, na província de Cremona, na Lombardia.
O número de mortes em Itália causadas pelo coronavírus é já de 7.503 e os casos de infetados confirmados atingem os 57.521, segundo o boletim divulgado na quarta-feira.
Dois membros da equipa de Soumaïla Cissé confirmaram também, embora sob anonimato, que o líder partidário tinha sido raptado.
O líder da oposição no Mali, Soumaïla Cissé, que desapareceu na quarta-feira (25) enquanto fazia campanha no centro do país, foi raptado, indicaram esta quinta-feira fontes do Governo e dois membros da sua comitiva.
“Todas as medidas possíveis estão a ser tomadas” para encontrá-lo, disse o Governo, numa declaração cujo título era “sequestro do líder da oposição”.
Dois membros da equipa de Soumaïla Cissé confirmaram também, embora sob anonimato, que o líder partidário tinha sido raptado.
O partido liderado por Soumaïla Cissé, a União pela República e Democracia (URD), anunciou na noite de quarta-feira à noite o desaparecimento do seu líder quando fazia campanha para as eleições parlamentares de domingo, no centro do país.
“O URD lamenta informar a opinião nacional e internacional que o seu presidente, o ilustre Soumaïla Cissé, líder da oposição do Mali, e a sua delegação em campanha para as eleições legislativas no distrito eleitoral de Niafunké, estão desaparecidos desde as 15:30 desta quarta-feira, 25 de Março de 2020”, disse o partido em comunicado .
“Eles estavam a sair de Saraféré para ir a Koumaïra, onde eram esperados por volta das 16:30. Nem o presidente da URD nem qualquer membro da sua delegação pode ser contactado pelos seus telefones neste momento”, adiantava o comunicado.
O partido disse estar “profundamente preocupado” e apelou ao Governo, às forças armadas e de segurança e à Missão das Nações Unidas (Minusma) para que “usem todas as suas energias para encontrá-los”.
Soumaïla Cissé foi ministro das Finanças e já concorreu três vezes à presidência do Mali.
As eleições legislativas deste domingo são vistas como uma parte importante do esforço político que deve acompanhar a acção militar em curso para fazer face à deterioração das condições de segurança no país, devastado pela guerra.
A campanha está a ser complicada pelos riscos de segurança e pelaa medidas adoptadas pelas autoridades contra a pandemia da covid-19.
Porém, o Presidente do Mali, Ibrahim Boubacar Keita (IBK), anunciou esta quarta-feira à noite que as eleições legislativas de domingo no país irão realizar-se, apesar das restrições causadas pela expansão da pandemia do novo coronavírus, que se manifestou oficialmente no país, precisamente naquele dia, com o anúncio dos dois primeiros casos.
Desta forma Ibrahim Boubacar pôs fim a vários dias de rumores de que as eleições iriam ser adiadas.
Ainda na mesma quarta-feira, três partidos da oposição assinaram um manifesto conjunto pedindo o adiamento do ato eleitoral por causa da crescente insegurança em grande parte do país, a que se adiciona o aparecimento de casos de infecção por covid-19 já confirmados.
Depois de conhecidos estes dois primeiros casos de infecção, o Governo decretou o encerramento das fronteiras terrestres – com excepção para o trânsito de mercadorias – e o recolher obrigatório das 21:00 às 05:00, bem como o encerramento de escolas e a proibição de reuniões de qualquer tipo anunciadas há alguns dias.
Estas eleições legislativas no país já foram adiadas duas vezes – a última das quais em Dezembro – devido ao clima de insegurança no país.
De acordo com o sistema maliano, inspirado no francês, as eleições realizam-se em duas voltas: a primeira, no próximo domingo, e a segunda está prevista para 12 de Abril.
A zona em que Soumaïla Cissé desapareceu, na região de Timbuktu, é uma área onde operam os jihadistas ligados à al-Qaida.
Em França, uma jovem de 16 anos, e sem qualquer passado de doenças, morreu vítima de covid-19, avança o Le Parisien.
A estudante, natural de Essonne, foi hospitalizada na segunda-feira com problemas respiratórios. Morreu na manhã de quarta-feira no Hospital Necker, em Paris.
Julie torna-se assim na primeira pessoa menor de idade a morrer no país gaulês, referindo o Le Paririsen que esta é uma prova de que a doença pode ‘apanhar’ qualquer pessoa, de qualquer idade.
A irmã da vítima refere que a doença evoluiu de forma muito rápida e que começou com uma tosse ligeira na semana passada. No fim de semana, o seu estado de saúde piorou e na segunda-feira decidiu ir ao hospital, onde lhe diagnosticaram dificuldades respiratórias.
Depois de ter sido hospitalizada no hospital local, Julie foi transferida para Necker. Na terça-feira à noite foi ligada a um ventilador, mas viria a morrer na manhã seguinte.
“Os seus pulmões falharam. Os médicos fizeram tudo o que podiam”, refere a irmã de Julie.
A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) apresentou ontem ao Ministério das Finanças uma proposta para a revisão das taxas, encargos e contribuições...
O Centro de Saúde 1.º de Junho, situado na cidade de Maputo, foi alvo de um roubo perpetrado por indivíduos não identificados.
O equipamento subtraído...