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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Mulher dá à luz e caminha 160 quilómetros com a filha recém-nascida nos braços

Uma mulher deu à luz durante uma travessia a pé na índia e caminhou mais 160 quilómetros com a filha recém-nascida nos braços até receber assistência médica.

A migrante indiana seguia viagem com o marido e mais quatro filhos quando entrou em trabalho de parto.

A história foi contada à CNN por uma agente de controlo fronteiriço entre estados, em Madhya Pradesh, no centro do país.

“Ela apenas descansou cerca de hora e meia a duas horas depois de dar à luz. A família não tinha dinheiro, nem meio de transporte e ninguém lhes deu boleia”, contou Kavita Kanesh.

Segundo a agente do posto de controlo, a bebé nasceu no dia 5 de maio, quatro dias antes de ali chegarem.

Kavita Kanesh conseguiu que a mulher fosse assistida e recebesse tratamentos médicos.

A família, agora de sete, não tinha onde viver em Nashik, um local sagrado no estado de Maharashtra (Bombaim é a capital), e a quarentena imposta devido à Covid-19 deixou os pais sem trabalho e, consequentemente, sem dinheiro.

Milhares de indianos estão a tentar deixar as cidades rumo ao interior devido às medidas restritivas impostas para combater a propagação da doença.

Segundo os últimos dados, foram registados até ao momento na Índia 78.000 casos de Covid-19 e 2.551 óbitos. Números misteriosamente baixos naquele que é o segundo país mais populoso do mundo.

Balões vão levar Internet a zonas remotas de Moçambique

A rede de torres de comunicação em balões a elevada altitude, criada no âmbito da empresa-mãe da Google, vai suportar a rede móvel da Vodacom em zonas remotas e afectadas por violência armada no norte de Moçambique.

“A Loon e a Vodacom assinaram um contrato comercial para começar a servir as províncias de Cabo Delgado e Niassa em Moçambique, duas regiões difíceis de cobrir devido aos desafios colocados pela sua imensa área e logística”, escreveu Alastair Westgarth, director-executivo da Loon, subsidiária da Alphabet, no blogue da empresa.

Em vez de antenas colocadas em torres, no terreno, o sinal de rede que chega aos telemóveis vai passar a ser distribuído por antenas a flutuar em balões na estratosfera, a 20 quilómetros de altitude, cerca do dobro da altitude a que circulam os aviões.

O anúncio coincide com a destruição de redes móveis num período de confrontos mais intensos entre as forças armadas e grupos classificados como uma ameaça terrorista, que já provocaram, pelo menos, 500 mortos em dois anos e meio e afetaram 162.000 pessoas na faixa costeira de Cabo Delgado.

A rede estatal Tmcel anunciou há uma semana a reposição da cobertura nalgumas das zonas de conflito, depois de interrupções verificadas desde final de Março.

A Loon disse já ter as autorizações necessárias para colocar os balões a voar sobre Moçambique e para instalar no país as infraestruturas terrestres que vão levar o sinal da Vodacom aos balões.

“Nos próximos meses, vamos continuar a instalar infraestruturas de terra e começar a fazer voos de teste, para que o sistema de navegação autónomo da Loon possa começar a aprender os padrões dos ventos na estratosfera acima de Moçambique”, explicou Alastair Westgarth.

A data de entrada em funcionamento da infraestrutura não foi anunciada.

Na mesma mensagem, o diretor-executivo da Vodacom, Shameel Joosub, referiu que a nova infraestrutura vai ser especialmente útil “face à pandemia da covid-19, em que mais moçambicanos terão acesso a informação de saúde” em zonas remotas onde tem sido difícil fazer chegar a rede móvel.

O sinal vai ter as funcionalidades oferecidas noutros dos principais pontos do país: chamadas telefónicas, SMS, internet 4G e serviços financeiros (mobile money).

A Loon encontra-se a colocar em ação o mesmo tipo de serviço no Quénia.

Lesoto, único país em África até agora sem casos, anuncia primeira infecção

O Lesoto, o único país em África que permanecia até agora sem casos de Covid-19, anunciou na quarta-feira ter registado a primeira infecção, correspondente a um cidadão vindo do estrangeiro. 

O que o Centro Nacional de Comando de Emergência do Lesoto [NECC] pode confirmar é que o caso é importado do Médio Oriente, sem sinais ou sintomas”, explicaram as autoridades sanitárias do pequeno reino, localizado no meio da África do Sul, através da rede social Twitter.

Numa declaração oficial posterior, o Ministério da Saúde do Lesoto explicou que o resultado positivo foi confirmado esta terça-feira, após a realização de 81 testes entre pessoas que tinham vindo da África do Sul e da Arábia Saudita.

O Lesoto era o único país do continente africano sem casos confirmados, embora a disparidade na capacidade de testes entre países seja um fator de incerteza no controlo da epidemia na região.

O pequeno reino do Sul não tem capacidade para testar a própria doença e, até à data, apenas foram realizados 597 testes com a ajuda de laboratórios sul-africanos (301 dos quais estão ainda pendentes).

No continente africano, resta o território da República Saarauí, também membro da União Africana, sem registo de casos positivos.

A África do Sul é o país do continente com mais casos da covid-19 com 11.350 infeções e o terceiro com mais mortos (206).

O número de mortos de Covid-19 em África subiu hoje para os 2.406, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A epidemia está a alastrar mais lentamente neste continente do que noutras regiões, em grande parte graças à resposta rigorosa e precoce da maioria dos governos.

No entanto, a Organização Mundial da Saúde (OMS) está preocupada com factores como o elevado nível de infecção comunitária na África Ocidental e a popularização do ‘Covid-Organics’, um remédio herbal não testado que está a ser comercializado por Madagáscar.

A agência da ONU advertiu que, se não forem tomadas medidas adequadas, as mortes africanas causadas pelo coronavírus poderão variar entre 83 mil e 190 mil.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 292 mil mortos e infectou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Ilhas Maurícias declaram-se livres da COVID-19

As Ilhas Maurícias declararam-se livres da COVID-19 após a recuperação total das infecções, contabilizando esta terça-feira o seu 17º dia consecutivo sem registo de novos casos, anunciou o portal noticioso Africanews. 

A página oficial da COVID-19 deste arquipélago africano indica que 322 pessoas recuperaram da doença de um total de 332 casos confirmados até agora. Desde então, 10 pessoas morreram.

No entanto, as ilhas continuam a observar, desde 20 de Março, uma situação de Estado de Emergência para conter a possível propagação do novo Coronavírus.

Em comunicado, o ministério da Saúde e Bem-Estar informou na segunda-feira que 73.572 testes da COVID-19 foram realizados, incluindo 50.077 testes rápidos e 23.495 testes de PCR.

As autoridades acrescentam que 220 cidadãos vindos do estrangeiro ainda se encontram em quarentena.

Até ao momento, as Ilhas Maurícias são o único Estado livre da COVID-19 em África, enquanto o Lesotho era até hoje o único país africano a não ter registado qualquer caso.

A Eritreia, as Ilhas Seychelles e a Mauritânia têm um caso activo cada, de acordo com as estatísticas da Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.

CAF pede paciência ao futebol africano

O futebol africano não foi poupado pela pandemia de coronavírus. Enquanto algumas ligas europeias devem retomar, o presidente da CAF, Ahmad Ahmad, disse que deseja controlar o surto primeiro antes.

O futebol mundial, na esmagadora maioria, foi suspenso, devido ao surto do novo coronavírus. O futebol africano não foi exceção à regra. A Confederação Africana de Futebol (CAF) suspendeu todas as competições em março. A situação no continente é complicada e difere muito das realidades na Europa.

África já travou lutas, recentemente, com outras epidemias, como por exemplo, o surto de ébola, em março de 2014, o período mais mortífero da doença desde a origem detetada em 1976. Durante o surto, a CAF optou por não suspender o futebol. Os jogos nos países onde a epidemia eclodiu foram deslocados, para evitar uma ameaça regional.

Tendo em conta o pesado histórico de surtos, pode-se afirmar que, para já, o continente africano não está a sofrer com a pandemia do coronavírus, como outros continentes. Até ao dia 11 de maio, África tinha registado pouco mais de 64.500 casos de Covid-19 e cerca de duas mil mortes, números que ficam na sombra das taxas de infeção e mortalidade registados na Europa e no continente norte-americano.

Apesar das previsões alarmantes sobre os potenciais impactos da crise sanitária, foi levantada a questão de saber se o futebol africano pode regressar.

Detidos profanadores de túmulo na Província da Zambézia

Dois indivíduos foram detidos pela Polícia da República de Moçambique (PRM) no Distrito de Morrumbala, na Província da Zambézia, indiciados da profanação de um túmulo onde pretendiam extrair a cabeça de defunto calvo.

Os criminosos foram detidos após profanarem um túmulo onde acreditavam estar enterrado um cidadão que em vida fora calvo, do qual pretendiam a cabeça para ser vendida a 500 mil meticais.

No entanto meliantes viram os seus intentos frustrados porque erraram o túmulo, profanando a campa de uma senhora, e depois acabaram por cair nas malhas das autoridades policiais.

A extracção de órgãos de indivíduos calvos não é nova no distrito de Morrumbala e tem, de acordo com a PRM, motivações supersticiosas alimentadas por médicos tradicionais. No passado recente cidadãos com calvície chegaram a ser perseguidos e assassinados naquela região de Moçambique.

Medidas tomadas pelo Governo ainda não satisfazem inquietações das empresas

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) diz que as medidas tomadas pelo Governo ainda não satisfazem as inquietações das empresas. O Presidente de pelouro de política fiscal da CTA avança ainda que os bancos deveriam praticar taxas de juro mais baixas.

Quanto às medidas do Banco de Moçambique e dos bancos comerciais, Kekobad Patel diz que poderiam ser mais ousadas. Patel critica a falta de contenção da despesa pública por parte do Governo e defende ainda que o Instituto Nacional de Segurança Social deve comparticipar no pagamento de salário dos trabalhadores, como forma de garantir a continuidade das empresas e dos postos de trabalho.

PRM apreende duas pontas de marfim em Manica

Duas pontas de marfim foram apreendidas pelas autoridades policiais na província de Manica. Em conexão com o caso, 4 cidadãos já estão sob custódia policial.

Estes jovens que se encontram detidos nas celas da 1ª esquadra, em Chimoio, foram surpreendidos pela polícia com 2 pontas de marfim. Presume-se que tenham sido retiradas de elefantes do distrito de Zumbo, Província de Tete, e tinham como destino a cidade de Chimoio onde seriam vendidas.

Este outro detido afirmou não ser o proprietário mas sim intermediário da possível venda, e diz ter aceite entrar no negócio porque na altura em que a proposta chegou, estava a passar por dificuldades financeiras.

A polícia diz tratar-se de verdadeiros traficantes de espécies proibidas e fala da operação que culminou com a sua detenção.

Os cidadãos encontrados com as pontas de marfim, 2 são da mesma família e este é o segundo caso de venda e tráfico de espécies proibidas a se registar ao longo deste ano.

Burundi ordena expulsão de representante da OMS

Outros quatro especialistas foram declarados ‘persona non grata’ e terão de abandonar o país africano até 15 de maio.

Quatro especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Burundi, incluindo o seu representante no país, serão expulsos na sexta-feira, anunciou o Ministério dos Negócios Estrangeiros numa carta endereçada ao escritório africano da instituição.

O ministério “tem a honra de informar que as pessoas, cujos nomes estão listados abaixo, foram declaradas ‘persona non grata’ e que, portanto, devem deixar o território do Burundi antes de 15 de maio de 2020”, pode ler-se na carta consulta pela agência France Press.

De acordo com a agência de notícias francesa, trata-se de Walter Kazadi Mulombo, representante da OMS no Burundi, dois funcionários, Jean-Pierre Mulunda Nkata, coordenador da resposta ao novo coronavírus no país, e Ruhana Mirindi Bisimwa, chefe do programa de doenças transmissíveis, e o consultor, Daniel Tarzy, especialista em biologia molecular.

Isabel dos Santos diz que nada deve ao Estado angolano

A empresária Isabel dos Santos afirmou hoje nada dever ao Estado angolano e voltou a acusar a Procuradoria-Geral da República de Angola de “mentir”, usando provas forjadas para arrestar os seus bens e enganar a Justiça portuguesa.

Aresposta de Isabel dos Santos surge hoje, através do seu gabinete de comunicação, depois de a Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana desmentir alegações da empresária que, na terça-feira, acusou a justiça de Angola de usar um passaporte falso como prova para arrestar as suas contas bancárias e participações em empresas.

A PGR contrariou a versão de Isabel dos Santos, segundo a qual o arresto preventivo terá usado como prova um passaporte falsificado assinado pelo lutador de kung-fu Bruce Lee, já falecido, garantindo que o arresto “não teve como base qualquer documento de identificação, mas sim os documentos que atestavam o receio de dissipação do património” e que a cópia do passaporte em causa consta do processo porque a sua autenticidade estava a ser investigada.

Segundo a PGR, o arresto de bens de Isabel dos Santos em Angola, foi decretado no âmbito de uma providência cautelar, em processo cível, registado sob o n.º 3301/2019-C no qual consta uma informação da Embaixada de Angola no Japão, dando nota de que a referida cópia de passaporte estava sob investigação junto ao Serviço de Migração e Estrangeiros (SME).

Segundo a PGR, correm contra Isabel dos Santos vários processos de natureza cível e criminal, em que o Estado reivindica valores superiores a cinco mil milhões de dólares (4,6 mil milhões de euros).

Num comunicado hoje divulgado, a filha do ex-Presidente angolano José Eduardo dos Santos insiste que a única prova da “suposta dissipação patrimonial” entregue ao Tribunal Cível angolano assenta numa “narrativa falsa” de uma suposta venda das sua participações na Unitel a um suposto cidadão árabe e num suposto investimento no estrangeiro feito por um cidadão árabe que seria seu representante num investimento de 10 milhões a mil milhões de euros no Japão.

Isabel dos Santos alega igualmente que “os documentos que atestavam o receio de dissipação do património” e que constam dos autos são “todos falsos” e que irá demonstrá-lo, afirmando que os tribunais angolanos aceitaram documentos em japonês que nem sequer foram traduzidos.

“Só porque aceitou uma série de documentos totalmente forjados é que o Tribunal Provincial, por razões que não se qualificam aqui, deu como provada a emergência da situação e decretou o arresto. Sem prova desse perigo de dissipação do património, nunca nenhum arresto cível poderia ter sido decretado”, argumenta.

Afirma também que a PGR “encomendou” a decisão da Câmara Criminal do Tribunal Supremo de Angola relativa ao pedido de arresto dos bens em Portugal, “para enganar a Justiça portuguesa”.

Quanto à alegada dívida para com o Estado angolano, Isabel dos Santos questiona o motivo pelo qual o montante inicialmente reclamado ser de 1,2 mil milhões de euros e ter subido para 4,6 mil milhões de euros.

“Para que fique claro, a engª Isabel dos Santos não deve dinheiro ao Estado angolano e não há nenhuma dívida sua registada em qualquer parte do Orçamento Geral do Estado”, salienta-se no comunicado.

A empresária destaca que existem vários documentos falsificados no processo cível em Angola e afirma desconhecer o conteúdo dos processos criminais “mantido secreto até hoje”.

O Tribunal de Luanda decretou em 30 de dezembro do ano passado o arresto preventivo de contas bancárias e participações sociais de Isabel dos Santos, de Sindika Dokolo, seu marido, e de Mário Filipe Moreira Leite da Silva, ex-presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento de Angola (BFA) e gestor da empresária.

Nesse processo, o Estado angolano, representado pelo Ministério Público, fez uma extensa fundamentação em que, em traços gerais, sustenta que Isabel dos Santos e o seu marido utilizaram fundos, nomeadamente da Sonangol, para fazerem negócios, reclamando uma dívida superior a mil milhões de euros.

Além do arresto de contas bancárias e participações sociais em Angola, foram também arrestadas participações relativas a várias empresas em Portugal.

A empresária é igualmente arguida num processo-crime que está a correr em Angola por alegada má gestão e desvio de fundos durante a passagem pela petrolífera estatal Sonangol.

O Consórcio Internacional de Jornalismo de Investigação revelou em 19 de janeiro mais de 715 mil ficheiros, sob o nome de ‘Luanda Leaks’, que detalham alegados esquemas financeiros de Isabel dos Santos e do marido, que lhes terão permitido retirar dinheiro do erário público angolano através de paraísos fiscais.

“Bolsonaro pode cair, mas não durante a pandemia”

O catedrático de Ciência Política da Fundação Getúlio Vargas Octávio Amorim Neto considera que o Presidente do Brasil não chegará ao fim do seu mandato, mas que “dificilmente cairá” durante a pandemia, e alerta que o ‘bolsonarismo’ vai manter-se.

Durante a pandemia, ele [Jair Bolsonaro] dificilmente cairá, porque não há ambiente político para destituir um Presidente (…), ainda que este esteja em conflito permanente com os governadores, que tentam impor o confinamento às populações”, afirmou, em declarações à Lusa, o professor da Escola de Pós-Graduação em Economia (EPGE) da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro.

Porém, considerou que “é possível que Bolsonaro saia mais cedo”, como aconteceu com outros Presidentes do Brasil “parecidos”, que classifica também “de extrema-direita e populistas”, citando como exemplo Fernando Collor de Mello, que exerceu o cargo entre 1990 e 1992.

Até porque “em todos os depoimentos que tem havido desde a saída de Moro [ex-ministro da Justiça de Bolsonaro, que deixou o Governo recentemente] (…), há informações que realmente surpreendem e chocam”, disse, referindo-se às investigações em curso, mas considera que quem decidirá se essas informações justificam um pedido de abertura de um processo contra o Presidente é o Procurador-Geral da República.

“Então a situação do Brasil é simplesmente trágica, porque o país está à deriva e, por conta disso tem uma crise tripla, sanitária, económica e política. Poucos países do mundo enfrentam uma crise tripla tão profunda quanto o Brasil no momento”, destacou.

Mesmo assim, o analista político e catedrático brasileiro defendeu que o ‘bolsonarismo‘, que define como uma “combinação entre a direita autoritária e os evangélicos, muito possivelmente terá uma existência mais longa do que a carreira política de Bolsonaro“.

“O núcleo duro do ‘bolsonarismo‘, na minha visão, é essa aliança entre a tradicional direita autoritária do Brasil, que foi o grande lastro do regime militar, e a direita cristã, sobretudo evangélica”, afirmou, recordando que a direita autoritária foi a que Bolsonaro sempre representou no Congresso brasileiro, desde que iniciou a sua carreira parlamentar, há 30 anos.

Mas para Octávio Amorim ainda há mais dois grupos que estão próximos do ‘bolsonarismo‘, a direita liberal e a direita e a direita clientelista.

Contudo, “com a crise gerada pela pandemia e a saída do ministro [da Justiça] Sérgio Moro do Governo, a direita liberal começa a distanciar-se de Bolsonaro” e o Presidente, “para sobreviver politicamente, começa a aproximar-se mais da chamada direita política, que é muito clientelista“, o que está a gerar “uma tensão muito grande entre direita liberal e essa direita clientelista“.

A direita liberal quer “um Estado menor, reduzir o gasto público e a dívida pública, enquanto a direita clientelista deseja o contrário”, justificou.

Deste modo, “a aliança política e social que constituiu o ‘bolsonarismo‘ começa a sofrer grandes abalos por conta da pandemia, tanto na dimensão sanitária como económica”, e somou-se a tudo isto “a surpresa da queda de Sérgio Moro”.

Para o catedrático, é claro que Sérgio Moro tem ambições políticas, mas a sua saída do Governo teve a ver com a crise gerada pela pandemia da covid-19 e com a necessidade do Presidente de ganhar apoios no Congresso para sobreviver no cargo.

“É claro que ele [Sérgio Moro] tem ambições presidenciais e não pode mais ser visto como um impoluto juiz”, afirmou.

Mas “Bolsonaro, com a sua larga experiência parlamentar, percebeu que se começava a aproximar o momento em que seria aberto um processo de destituição – já há quase três dezenas de pedidos de abertura de um processo de destituição do mandato de Jair Bolsonaro“, salientou Octávio Amorim Neto.

E perante esta possibilidade, o Presidente iniciou a aproximação à direita clientelista, o chamado ‘Centrão‘, sabendo que isso “chocaria com um projeto de Sérgio Moro de combater a corrupção”.

Octávio Amorim Neto vai ser um dos oradores que hoje participam numa mesa redonda on-line, organizada conjuntamente pelo ICS – Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e o Clube de Lisboa e que tem como tema “Haverá Bolsonarismo sem Bolsonaro“, para debater a situação política no Brasil.

Parlamento conclui debate da Conta Geral do Estado 2018

A Assembleia da República conclui, esta quinta-feira, o debate da Conta Geral do Estado referente ao exercício económico de 2018.

Esta quarta-feira, a Comissão do Plano e Orçamento da Assembleia da República recomendou ao governo a prosseguir com medidas para tornar mais sustentável a divida externa do país.

Em 2018, o governo mobilizou 292 mil milhões de meticais, para os cofres do estado, valor que representou noventa e cinco por cento das metas previstas.

Novos preços de combustíveis no país

A Gasolina passa a custar 64,22 meticais, contra os anteriores 66, 49 enquanto o gasóleo passa dos anteriores 63,51 meticais por litro, para 60,16.

A informação foi avançada esta quarta-feira. em Maputo, pelo director Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, Moisés Paulino, em conferência de imprensa.

Segundo Paulino Moisés, os preços do petróelo de iluminação e do gás de cozinha não sofrem alteração.

O preço do petróleo de iluminação mantém-se em 48.44 meticais por litro, o gás de cozinha 61.23 meticais por quilograma e o gás natural comprimido mantém o preço de 30.35 meticais por litro equivalente.

Moisés Paulino diz que a redução dos preços dos combustíveis resulta do facto de o produto ter registado uma baixa de preço no mercado internacional, nos meses de Janeiro a princípios de Março, aliado a estabilização macroeconómica no país.

Detido falso militar em Nampula

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve esta semana, na cidade de Nampula, um indivíduo que se fazia passar por membro das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

O porta-voz do Comando Provincial da corporação, Zacarias Nacuti, disse citado pelo jornal Notícias, que a detenção ocorreu na área de jurisdição da 5ª Esquadra, e o indiciado encontrava-se trajado de uniforme militar.

A fonte referiu que neste momento decorrem investigações envolvendo a Polícia de Protecção e as FADM, para se apurar como é que o falso membro terá conseguido o uniforme militar e quais as verdadeiras intenções.

FBI acusa China de espionagem industrial

O FBI alerta os investigadores norte-americanos, que estão a trabalhar numa resposta para a Covid-19 de que há provas de que piratas informáticos chineses estão a tentar invadir as suas redes para roubar dados e pedem que sejam tomadas as “medidas necessárias para proteger os seus sistemas” informáticos. A informação é avançada em comunicado, publicado na página oficial do organismo, na internet.

“Os esforços da China para atingir esses setores representam uma ameaça significativa para a resposta da nossa nação à Covid-19. Este anúncio destina-se a sensibilizar as instituições de investigação e o público americano e fornecer recursos e orientação para aqueles que possam ser visados”, lê-se no referido documento.

Enquanto a China nega as acusações e fala numa campanha de difamação também Donald Trump volta a estar debaixo de fogo ao ser acusado pelo seu conselheiro especial para a Saúde de ter subestimado o impacto desta crise pandémica.

Sobre a matéria o presidente dos EUA limitou-se a dizer que ficou surpreendido com as palavras do epidemiologista Anthony Fauci, que considera inaceitáveis, principalmente no que diz respeito às escolas.

Numa audiência no Senado Fauci afirmou que a reabertura dos estados, sem respeito por regras apertadas de distanciamento social, pode resultar num surto ainda mais difícil ou mesmo impossível de conter. Este profissional de saúde disse mesmo que sem uma vacina é impossível garantir que as crianças se sentem seguras na escola e que não será este ano que se terá uma pronta a ser comercializada.

Ao contrário do que Trump tem vindo a dizer os novos focos de infeção continuam a aumentar, quer nas cidades como nas comunidades rurais de estados com o Texas, o Alabama ou o Kentucky.

Serie A italiana volta dia 13 de Junho

Cristiano Ronaldo e as outras estrelas do futebol italiano vão estar de regresso aos relvados daqui a um mês. A Serie A volta a ser jogada no dia 13 de Junho, segundo o acordo a que chegaram os 20 clubes que compõem a divisão principal.

O ministro do desporto de Itália, Vincenzo Spadafora, anunciou para o dia 18 deste mês o regresso dos treinos colectivos das equipas. Os jogadores podiam já treinar, mas apenas individualmente. As novas regras implicam que os jogadores, técnicos e outros funcionários sejam testados com regularidade e, se algum jogador acusar a presença do Coronavírus, a equipa inteira fica de quarentena durante duas semanas.

“O jovem é o perfil actual dos que contraem coronavírus no país”, diz INS

O Ministério da Saúde considera que as movimentações constantes dos jovens e a não observância das medidas de prevenção são os motivos principais para a subida dos casos positivos do Coronavírus no país. Nas últimas 24 horas, mais três pessoas foram infectadas com a COVID-19 e o número total subiu para 107 pessoas.

Mesmo com o estado de emergência em vigor no país, anunciado inicialmente em Abril e prorrogado estre mês de Maio, bem como o não cumprimento das recomendações de prevenção à COVID-19, entre elas a que refere a ficar em casa, o que faz com que muitos cidadãos nacionais, com destaque para jovens, se façam à rua, e alguns deles sem usar as máscaras, é o principal motivo encontrado pelo Ministério da Saúde para a subida de casos positivos do novo coronavírus no país.

De acordo com Sérgio Chicumbe, director nacional de observação de saúde no Instituto Nacional de Saúde, o jovem “é o perfil actual dos que contraem coronavírus no país”. Até porque este aumento dos casos positivos “tem que ver com os indivíduos que se movimentam muito, muitos deles sem motivo nenhum, mas outros que tem que trabalhar, que se encontram numa posição propensa a serem contaminados com a doença”, segundo Chicumbe, que se mostra preocupado e por isso alerta: “Não queremos que esses jovens levem a doença à casa, pois se pode se tornar mais viral e e ai veremos mais idosos e pessoas com doenças crónicas a serem contaminadas”.

E as contaminações continuam no país e esta quarta-feira mais três casos positivos foram anunciados, todos de moçambicanos, sendo um com sintomas leves e dois sem sintomas. Dos da cidade de Maputo, os dois são do sexo masculino, sendo um de 29 anos de idade e com sintomas leves e outro de 40 anos de idade, sem sintomas. Este último, tal como o testado no Centro Transitório de Mangwaza, na Moamba, fazem parte de um grupo de moçambicanos repatriados da República da Africa do Sul. Este terceiro, é moçambicano, do sexo masculino e de 34 anos de idade. É o segundo caso da província de Gaza, onde cumpre neste momento o seu isolamento domiciliário. “Informar ainda que, dos casos hoje reportados, neste momento decorre o processo de mapeamento dos seus contactos”, disse Rosa Marlene, directora nacional de saúde pública.
Assim, actualmente, o nosso País conta com 107 casos positivos registados, sendo 95 de transmissão local e 12 casos importados.

Em termos de recuperados, mais um cidadão ficou livre da doença, nomeadamente “o caso 14 da Cidade de Maputo, de nacionalidade moçambicana, do sexo masculino e de 39 anos de idade. O referido indivíduo, cursou sem sintomatologia e cumpriu isolamento domiciliar, durante o período da doença”, esclareceu a directora nacional de saúde pública.

Quanto aos recuperados, Moçambique conta com 35 pacientes totalmente recuperados, e não há registo de óbitos, como resultado da COVID-19. Ou seja, em termos práticos, 72 pessoas continuam com o coronavírus activo no país.

 

Regressados que viajaram a Gaza podem ser retestados

Entretanto, e porque os dois moçambicanos que se encontram na província de Gaza a cumprir o isolamento domiciliário, viajaram antes de saberem do seu estado em relação a doença, o MISAU diz que poderá voltar a testar todos que estiveram com eles nos autocarros para Xai-xai. Sérgio Chicumbe diz que “todos foram transportados na máxima segurança, em carros previamente organizados e depois de terminarmos a investigação que estamos a fazer e haver necessidade de voltar a testar as pessoas, ou então testarmos os que não forma testados ainda, para evitar possíveis contaminações”.

Relativamente aos casos de Inhambane e Sofala, ainda não há conclusões em relação a sua possível contaminação. Aliás, as equipas indicadas pelo Ministro da Saúde para as províncias, já klá se
O Ministério da Saúde reconhece as dificuldades do uso de máscaras por parte de pessoas com problemas respiratórios, mas recomenda:
Ao todo, 4.740 pessoas já foram testadas em Moçambique, das quais 359 nas últimas 24 horas, que deram em 107 casos positivos, dos quais 95 de transmissão local e 12 importados.

Mais de 230 mortos e 807 mil deslocados no Quénia devido a inundações

Pelo menos 237 pessoas morreram e 807 mil foram obrigadas a abandonar as suas casas no Quénia devido às inundações causadas pelas fortes chuvas no último mês, anunciou esta quarta-feira o governo.

Até à data, “o número de quenianos que perderam a vida nas inundações é de 237“, afirmou o ministro da Descentralização, Eugene Wamalwa, numa conferência de imprensa em Nairobi.

Na semana passada, as autoridades quenianas tinham indicado que o número de mortos era de 194.

“Este é um número muito elevado em comparação com o número de quenianos que perderam a vida devido à Covid-19“, disse Wamalwa, observando que foram atingidas 161 mil famílias, o equivalente a cerca de 807 mil pessoas deslocadas.

“Com as chuvas ainda a decorrer e as nossas barragens a encher, isso significa que mais [pessoas] serão afectadas. Exortamos as pessoas em zonas propensas a inundações e deslizamentos de lama a deslocarem-se para terrenos mais altos”, afirmou o ministro.

Nas últimas semanas, a polícia tem vindo a retirar à força os cidadãos em zonas em risco de alagamento.

As fortes chuvas durante a estação chuvosa, que dura de Março a maio, causaram estragos em todo o país, provocando inundações e deslizamentos de terras que também destruíram campos agrícolas e mataram gado.

Uma das zonas mais afetadas é o Lago Vitória (oeste), o maior de África, cujas águas atingiram níveis que não eram vistos desde a década de 1950.

O Departamento de Meteorologia do Quénia advertiu que as chuvas vão continuar em muitas zonas do país até junho.

O país regista, até esta quarta-feira, 715 casos de infeção pela Covid-19 e 36 mortes.

OMS: vírus da Covid-19 poderá “nunca vir a desaparecer”

O novo coronavírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico, como o HIV, e “nunca vir a desaparecer”, referiu na quarta-feira (13), Mike Ryan, especialista da OMS.

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, salientou esta quarta-feira que a saúde não pode ser transformada em arma e fez um minuto de silêncio pelos profissionais do setor que morrem “para salvar vidas”.

O alerta foi deixado um dia depois do Dia Internacional do Enfermeiro, mas também de um ataque a um hospital da organização Médicos Sem Fronteiras no Afeganistão, que matou mais de duas dezenas de pessoas, incluindo crianças e enfermeiras.

Numa conferência de imprensa online na sede da organização, em Genebra, Tedros Ghebreyesus afirmou que ficou chocado e muito triste com a notícia do ataque e acrescentou que os profissionais de saúde, e os civis, nunca deviam ser um alvo e que o mundo precisa de paz para a saúde e de saúde para a paz.

“Num momento de pandemia global peço a todos que deixem a política de lado e deem prioridade à paz, e que haja um cessar fogo global para terminar com a pandemia. A cada dia sem um cessar fogo há mais pessoas a morrer de forma desnecessária“, alertou na conferência de imprensa, destinada a dar conta da evolução do novo coronavírus, que provoca a doença Covid-19.

Tedros Adhanom Ghebreyesus alertou para a vulnerabilidade das pessoas detidas face à Covid-19 e lembrou também as últimas estatísticas mundiais para dizer que se por um lado hoje as pessoas vivem mais anos e com mais saúde, uma evolução especialmente em países pobres, por outro a taxa de progresso é muito lenta, com a Covid-19 a piorar a situação.

Entre outros exemplos questionou como é que em 2020 em cerca de 55% dos países há 40 profissionais de enfermagem e obstetrícia para cada 10 mil pessoas.

E sobre a Assembleia-Geral da OMS, da próxima semana, disse que é uma oportunidade para todos os países se unirem para combater o novo coronavírus e provarem que o mundo é mais do que um grupo de países com bandeiras coloridas.

Na conferência de imprensa, o diretor executivo do Programa de Emergências em Saúde da OMS, Michael Ryan, disse que em abril foram registados 35 ataques a profissionais de saúde em 11 países, alguns deles não resultantes de situações de guerra, mas da parte de pessoas assustadas com a situação provocada pela Covid-19.

Questionado pelos jornalistas, Michael Ryan disse que até ser retirada a declaração de pandemia em relação ao novo coronavírus “há muito caminho pela frente”.

“Os países estão agora a tentar encontrar uma nova normalidade e vamos estar assim muito tempo”, avisou, acrescentando que mesmo que a OMS reduzisse o nível de alerta a verdade é que o risco continua elevado em todo o mundo.

Michael Ryan avisou ainda que, em termos económicos, seria pior sair do confinamento e ter de voltar a ele por falta de medidas de precaução. E alertou que é difícil prever até quando o vírus vai existir, acrescentando que se pode mesmo “tornar-se endémico e nunca mais desaparecer”, como aliás aconteceu com a sida.

“É importante pôr isto em cima da mesa: este vírus pode tornar-se apenas outro vírus endémico na comunidade e nunca vir a desaparecer”, referiu o especialista em emergências da OMS.

“Julgo que é importante sermos realistas e não acho que alguém possa prever quando é que a Covid-19 desaparecerá”, acrescentou. “Acho que não poderemos fazer promessas quanto a isto e apontar alguma data. Esta doença pode tornar-se um longo problema, ou não”, acrescentou Mike Ryan.

E também questionado pelos jornalistas disse que não considera haver grandes riscos na abertura de fronteiras terrestres entre dois países que tenham o mesmo tipo de gestão da doença, avisando que “é mais complexo” abrir as fronteiras aéreas.

Pelo menos 40 mortos no México com álcool adulterado

Pelo menos 40 pessoas morreram no México por intoxicação por metanol, uma substância tóxica, aparentada com o etanol, que não deixa cheiro nem sabor quando presente em bebidas.

Pelo menos 40 pessoas morreram no México após terem ingerido álcool adulterado, vendido desde que várias localidades proibiram a venda de bebidas alcoólicas durante o confinamento devido à pandemia da Covid-19, informaram esta quarta-feira as autoridades.

As mortes, as mais recentes numa série que se iniciou em finais de Abril, ocorreram em dois estados do México, no centro do país.

Na localidade de Chiconcuautla, no estado de Puebla, pelo menos 18 pessoas morreram por intoxicação com metanol, segundo o jornal mexicano Reforma.

O governo fechou as lojas em que as bebidas suspeitas foram vendidas e apreendeu 200 litros de álcool contaminado, conhecido como “refino”.

O secretário do Interior do estado de Puebla, David Mendez, disse à agência de notícias Associated Press (AP) que as vítimas podem ter ingerido o álcool adulterado durante um funeral, no último fim de semana, em que estiveram presentes pelo menos 80 pessoas, apesar de os serviços fúnebres em larga escala terem sido proibidos, para lutar contra a pandemia de Covid-19.

No estado de Morelos, a sul da Cidade do México, inspetores apreenderam 20 litros de álcool não etiquetado que terá estado na origem de 15 mortes (14 homens e uma mulher) na aldeia de Telixtac e numa localidade próxima.

Os dois incidentes são os mais recentes numa série de mortes por intoxicação por metanol, uma substância tóxica, aparentada com o etanol, que não deixa cheiro nem sabor quando presente em bebidas.

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