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Quarta-feira, Julho 8, 2026
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Operador de escavadora morre após acidente em mina de carvão no distrito de Moatize

Um operador de uma escavadora morreu na sequência de um acidente na mina de carvão a céu aberto do consórcio indiano ICVL, no distrito de Moatize, província de Tete, disse à Lusa fonte sindical.

“O acidente ocorreu [na segunda-feira] quando a escavadora do operador deslizou e mergulhou numa lagoa, onde ele tirava carvão”, disse à Lusa Fernando Raice, secretário provincial do Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Indústria, Construção Civil, Madeiras e Minas.

O operador era funcionário da Black Gold Resources (BGR), uma empresa subcontratada pela ICVL para operações.

“A mina tinha alguma profundidade, que criou a concentração de água”, acrescentou o sindicalista, avançando ainda que a profundidade da mina dificultou o resgate da vítima.

O corpo da vítima é esperado hoje na sua terra natal: em Inharrime, província de Inhambane.

Este é o segundo acidente mortal numa mina na província de Tete neste ano, após o registo de um caso em Janeiro na área operada pela brasileira Vale, onde um trabalhado morreu e um outro contraiu ferimentos quando faziam a manutenção de uma correia transportadora.

Covid-19 não ataca apenas o sistema respiratório “Afecta todo o corpo”

O novo coronavírus, desde o seu início classificado como um vírus respiratório, tem estado a provocar sintomas inesperados em todo o corpo de alguns dos pacientes contagiados.

Coágulos sanguíneos de vários tamanhos, insuficiência renal ou inflamação cardíaca são exemplos de complicações que têm surpreendido os profissionais de saúde, especialmente quando surgem repentinamente em pacientes que ao início apenas tinham tosse ou febre. “O vírus afeta todo o corpo”, explicam os médicos.

“Algo que é curioso e frustrante é que esta doença se está a manifestar de formas tão diferentes”, explicou à CNN o médico e professor Scott Brakenridge. “Em alguns casos está a ter efeitos graves na capacidade respiratória dos pacientes, e noutros parece estar associada à falência de vários órgãos. Agora está também associada a efeitos no sistema imunitário de crianças”.O médico Sean Wengerter relatou à CNN um caso agudo com o qual lidou recentemente, de um paciente de 38 anos que durante os primeiros dez dias após ter sido diagnosticado com Covid-19 apenas sentiu tosse ligeira, até que acordou com as pernas dormentes e tão fraco que não conseguia andar.O homem acabou por ser hospitalizado e os médicos verificaram que tinha um grande coágulo sanguíneo na principal artéria do corpo, o que estava a impedir a chegada de sangue a ambas as pernas. Esta condição pode matar entre 20 a 50 por cento dos pacientes que a desenvolvem e raramente acontece em alguém tão jovem. O homem de 38 anos conseguiu salvar-se depois de dois cirurgiões terem extraído o coágulo.Os sintomas mais comuns da Covid-19 são respiratórios: tosse, febre ou pneumonia. Mas o vírus parece estar também a atacar diretamente alguns órgãos.

“Parece que o novo coronavírus está a criar uma resposta inflamatória local que origina estes acontecimentos trombóticos”, explicou Wengerter. “Isto acontece devido à ação direta do vírus nas próprias artérias”.

Outros médicos têm reportado ataques cardíacos também invulgares em pacientes mais jovens, assim como embolias pulmonares (coágulos sanguíneos nos pulmões). Há ainda quem desenvolva coágulos nos mais pequenos vasos sanguíneos.

“Não há dúvidas. O vírus parece estar a provocar tromboses (coágulos na parede interior das veias ou do coração) e parece afetar diretamente os vasos sanguíneos. E isso significa que afeta todo o corpo”, disse à CNN o médico Oren Friedman, que tem tratado pacientes com Covid-19 numa unidade de cuidados intensivos.

“Cada órgão do nosso corpo é alimentado pelos vasos sanguíneos, portanto se o vírus afetar esses vasos, os órgãos podem sofrer danos”, explicou. “É uma situação muito confusa e que vai levar tempo a entender”.

Os pequenos coágulos sanguíneos podem ser também o motivo de outro estranho sintoma que tem vindo a ser notado em pacientes com Covid-19: dedos dos pés inchados e com cor vermelha ou arroxeada.
Síndrome misteriosa em crianças
Outros efeitos misteriosos da Covid-19 têm sido registados em crianças, com muitas delas a desenvolverem síndromes inflamatórias depois de serem infetadas pela Covid-19.

Os sintomas revelados por estas crianças – principalmente inflamações e falência de um ou mais órgãos -, são semelhantes aos da Síndrome do Choque Tóxico (SCT), doença rara causada por toxinas bacterianas, e aos da Doença de Kawasaki, também rara e que resulta da inflamação dos vasos sanguíneos.

Segundo os médicos, estas patologias podem estar a ser provocadas por uma resposta do sistema imunitário à Covid-19 conhecida por hipercitocinemia. “O sistema imunitário reage de forma exagerada ao vírus e essa reação pode então provocar uma síndrome semelhante à de Kawasaki”, explicou à CNN o pediatra Glenn Budnick.

A hipercitocinemia pode também ser responsável por alguns dos danos registados em adultos, nomeadamente as lesões pulmonares e os tais repentinos coágulos sanguíneos. “Há provas de que o vírus não origina uma resposta imunitária forte e que, pelo contrário, suprime o sistema imunitário”, explicam os profissionais.

O novo coronavírus já afetou mais de quatro milhões de pessoas em todo o mundo, das quais cerca de 1,5 milhões recuperaram. O número de vítimas mortais aproxima-se agora das 300 mil.

Mike Pompeo acusou Irão de continuar a “fomentar o terror”

Durante uma visita a Jerusalém, o secretário de Estado norte-americano acusou o Irão de continuar a “fomentar o terror” apesar da crise provocada pela pandemia. Netanyahu concordou com a acusação.

O chefe da diplomacia norte-americana, Mike Pompeo, acusou esta quarta-feira o Irão de continuar a “fomentar o terror” apesar da crise provocada pela pandemia de Covid-19.

As declarações de Pompeo sobre o Irão foram proferidas durante uma a visita do secretário de Estado norte-americano realiza esta quarta-feira a Jerusalém.

“Mesmo durante a pandemia, os iranianos utilizam todos os recursos do regime dos aiatolas para fomentarem o terror em todo mundo, mesmo numa altura em que o próprio povo se encontra em grande sofrimento. Isto diz muito sobre os dirigentes do país”, disse Pompeo aos jornalistas durante uma conferência de imprensa em que também participou o primeiro ministro de Israel, Benjamin Netanyahu.

Nas últimas três semanas, pelo menos seis disparos contra posições pró-iranianas em território da Síria foram atribuídos à aviação militar israelita.

O Irão não parou durante um só minuto os planos e ações violentas contra os norte-americanos, os israelitas e a todos os outros na região”, disse o primeiro-ministro de Israel na mesma conferência de imprensa.

Netanyahu disse que quer “combater e confrontar” as “agressões do Irão, na Síria“, sem especificar.

No domingo, o governo de Teerão disse estar disposto a realizar uma troca de prisioneiros com os Estados Unidos “sem condições” apesar das tensões entre os os dois países, frisando que a “bola estava no campo de Washington”.

Sem desmentir eventuais negociações sobre prisioneiros, Pompeo agradeceu à Suíça pelo “papel constante e construtivo que está a desempenhar” na proteção dos Estados Unidos no Irão.

Sociedade civil rejeita ajuda estatal aos patrões moçambicanos

A proposta do patronato de Moçambique de um apoio financeiro do Estado ao sector privado devido ao impacto da Covid-19 foi rejeitado pelo Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), organização da sociedade civil moçambicana.

Na semana passada, o presidente da Confederação das Associações Económicas (CTA) de Moçambique, a maior organização patronal do país, Agostinho Vuma, defendeu empréstimos às empresas a um juro de 5% pelo INSS, para que o sector privado enfrente os efeitos da pandemia do novo coronavírus.

Numa análise à proposta de Agostinho Vuma, o CDD rejeitou hoje a ideia, defendendo que o dinheiro do INSS deve apoiar os trabalhadores que perderam o emprego ou os que estão sem salário, devido ao impacto da doença.

“O dinheiro do INSS deve ser usado para financiar a economia através da devolução [das prestações] aos contribuintes e desta forma aumentar o poder de compra destes e das suas famílias”, refere o CDD.

A ajuda vai permitir que as famílias dos trabalhadores desempregados ou sem salário possam comprar bens de primeira necessidade, lê-se no texto.

Aquela organização assinala que os recursos do INSS podem financiar a introdução de uma “bolsa família” a favor dos agregados familiares mais carenciados.

“Enquanto a classe empresarial tem capacidade de acesso ao crédito bancários nas diversas instituições nacionais e internacionais e tem capacidade de negociação para obter, em parceria com o Governo, financiamento dos parceiros internacionais, o mesmo não se pode dizer da classe trabalhadora”, lê-se no texto.

O INSS, prossegue o texto, é das poucas “fontes de oxigénio” que podem ajudar na sobrevivência dos trabalhadores e suas famílias neste período de grande aperto financeiro.

O CDD considera que as dificuldades financeiras enfrentadas pelas empresas moçambicanas se devem à ineficiência produtiva que assola o setor privado.

“Neste contexto, o Governo não pode levar o dinheiro para o consumo dos empresários. Esse dinheiro deve voltar à economia através do financiamento às famílias dos trabalhadores cujos salários foram descontados a favor do INSS”, reitera o CDD.

A Covid-19 em Moçambique

Moçambique regista um cumulativo de 91 casos positivos de covid-19, mas sem óbitos.

Dos 91 casos, 68 são cidadãos que estão na província de Cabo Delgado (Norte), cinco na província de Maputo e 18 na cidade de Maputo, (Sul).

O país vive em estado de emergência desde 01 de abril e até final de maio, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se a toda a população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

O número de mortos da covid-19 em África subiu hoje para os 2.290, com mais de 63 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 282 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,3 milhões de doentes foram considerados curados.

Porta-voz de Putin está com covid-19

A Rússia teve na terça-feira (12) o fim do recesso de quase dois meses decretado pelo governo para contar a pandemia do coronavírus, inclusive com presidente, Vladimir Putin participando de reuniões, mas em dia marcado pelo anúncio do porta-voz do chefe de governo de que contraiu o novo coronavírus.

“Sim, fiquei doente. Estão me tratando”, disse Dmitry Peskov às agências de notícia locais.

O porta-voz de Putin revelou que foi internado em uma clínica, assim como já havia acontecido com o primeiro-ministro russo, Mikhail Mishustin, que foi internado em 30 de Abril e, segundo fontes oficiais, já está em melhor estado de saúde.

Florentino Pérez já definiu o substituto de Gareth Bale

Com o galês Gareth Bale na porta de saída do Santiago Bernabéu – o Newcastle quer o camisola 11 dos merengues para ser a estrela do projeto mulimilionário -, Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, já deitou mãos à obra em busca de um substituto para o antigo extremo do Tottenham.

De acordo com a Sky Sport, o francês Kingsley Coman parece encher as medidas ao líder máximo do gigante da capital espanhola. Esta época, o extremo, internacional A em 22 ocasiões, apontou cinco golos e fez cinco assistências em 24 jogos pelo Bayern Munique. De acordo com o Transfermarkt, o passe de Coman, com contrato válido até 2023, está avaliado em 40 milhões de euros.

Aplicações de rastreio ameaçam direitos humanos, denuncia Human Rights Watch

A organização não-governamental (ONG) Human Rights Watch (HRW) considerou esta quarta-feira que as aplicações de rastreio e geolocalização usadas em vários países para lutar contra a propagação da covid-19 “colocam sérios riscos aos direitos humanos”.

“Esta tecnologia foi usada pela China, Israel, Coreia do Sul, Estados Unidos e outros governos”, indicou a ONG em comunicado, apontando que o uso deste tipo de aplicações móveis pode comprometer o direito à vida privada, além de outros direitos fundamentais.

Para a HRW, a utilidade destes programas de rastreio no controlo da pandemia “ainda está por provar”, podendo o recurso a este tipo de aplicações servir para introduzir “medidas de vigilância desnecessárias e desproporcionadas, disfarçadas de [políticas] de saúde pública”, denunciou a organização em comunicado.

“Nas mãos de governos que já possuem práticas intrusivas de vigilância, como a China e a Rússia”, as aplicações móveis de rastreio podem “aumentar a discriminação e a repressão”, denunciou a organização.

NA China, a aplicação utilizada, chamada “Health Code”, fornece os dados recolhidos à Polícia, sublinhou a HRW, com alguns utilizadores a queixarem-se de “decisões arbitrárias” e difíceis de contestar.

“Alguns foram confinados nas suas casas por períodos indefinidos, apesar de terem terminado o período de quarentena determinado pela aplicação”, exemplificou a organização.

Em Israel, o Governo pôs de quarentena algumas pessoas por engano, apontou também a HRW.

Na Rússia, o programa introduzido pelo Governo em abril solicita o acesso às chamadas e à câmara dos telemóveis, denunciou a organização.

A HRW alertou que os programas de rastreio que recorrem a telemóveis, introduzidos “como medidas temporárias até a pandemia estar sob controlo e uma vacina estar disponível”, podem tornar-se “medidas permanentes num regime de vigilância alargada”.

“Comprometer de forma excessiva a privacidade é uma porta de entrada para minar outros direitos, como a liberdade de circulação, de expressão e associação”, acrescentou a organização, alertando que os Governos podem aproveitar para aplicar “medidas draconianas de quarentena”.

Os riscos são agravados “na ausência de limites claros e significativos na recolha, armazenamento e uso dos dados”, acrescentou.

A Human Rights Watch divulgou esta quarta-feira um documento em que analisa as principais questões sobre a forma como os governos estão a usar instrumentos de geolocalização, nomeadamente através de telemóveis, e o risco que representam para o direito à privacidade, fornecendo ainda recomendações para avaliar os riscos da utilização deste tipo de programas.

“Algumas restrições nos direitos das pessoas podem ser justificadas numa emergência de saúde pública, mas está-se a pedir às pessoas que sacrifiquem a sua privacidade e forneçam dados pessoais, a serem usados em tecnologias que não foram testadas”, criticou a ONG.

Para “conter a pandemia” e reabrir a economia nos países em confinamento não é necessário recorrer a “vigilância invasiva”, defendeu a organização.

A Human Rights Watch também alertou que o uso destes programas pode não proteger toda a população, podendo “excluir grupos marginalizados”, sem acesso à Internet e à tecnologia móvel, “colocando em risco a sua saúde e meios de subsistência”.

Entre os grupos mais ameaçados estão “trabalhadores migrantes, refugiados e sem-abrigo”, indicou a organização.

Para a ONG, os Governos devem começar por apurar se estas tecnologias são “cientificamente justificadas”, e ponderar outras formas de combate à pandemia “menos invasivas” dos direitos humanos, como o acesso a testes e tratamentos.

Pandemia pode matar indiretamente seis mil crianças por dia, alerta Unicef

Segundo o pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, por causa de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus.

Aluta contra a covid-19 pode vir a provocar a morte de seis mil crianças por dia nos países mais pobres, nos próximos seis meses, vítimas colaterais da sobrecarga dos sistemas de saúde, alertou a Unicef esta quarta-feira.

Os números do Fundo das Nações Unidas para a Infância baseiam-se num estudo da universidade norte-americana Johns Hopkins, citada num comunicado da organização humanitária.

Segundo o pior de três cenários analisados no estudo, nos próximos seis meses poderão morrer até 1,2 milhões de crianças em 118 países, por causa de cuidados sanitários deficientes, provocados pela luta contra a propagação do novo coronavírus, explicou a agência da ONU em comunicado. Estes óbitos suplementares juntar-se-iam aos 2,5 milhões menores que morrem semestralmente nestes países, atualmente.

No mesmo período, a luta contra a covid-19 poderá também provocar indiretamente a morte de 56.700 mulheres, devido à falta de acompanhamento antes e depois do parto, além das 144.000 vítimas que já se produzem por semestre.

Um balanço que, a confirmar-se, aniquilaria “décadas de progresso na redução das mortes evitáveis de mães e crianças”, lamentou a diretora da Unicef, Henrietta Fore.

“Não podemos deixar as mães e crianças serem vítimas colaterais do combate ao vírus”, que já fez quase 290.0000 mortos em todo o mundo, apelou a responsável.

Segundo o estudo da Universidade John Hopkins, publicado na revista The Lancet Global Health, em países com sistemas de saúde precários a covid-19 perturba as cadeias de aprovisionamento de medicamentos e o acesso a alimentos, pressionando os recursos humanos e financeiros desses países.

As medidas instituídas para lutar contra o novo coronavírus, como o confinamento, o recolher obrigatório ou as restrições nas deslocações, e o receio de contágio das populações, reduzem as visitas aos centros de saúde e fazem diminuir o recurso a procedimentos médicos essenciais.

Entre os serviços afetados estão o planeamento familiar, os cuidados pré e pós-natais, os partos, a vacinação e os serviços de prevenção e cuidados de saúde, apontou a Unicef.

Na nota, a organização sublinhou que mais de 117 milhões de crianças em 37 países poderão não ter sido vacinadas contra o sarampo, até meados de abril, por causa da interrupção nas campanhas de vacinação, provocada pela pandemia.

O sul da Ásia seria a região mais afetada, seguindo-se a África subsariana e a América do Sul, com falhas particularmente elevadas no Bangladesh, Índia, Brasil, República Democrática do Congo e Etiópia.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Medicina tradicional deve ser envolvida na busca de solução

O antropólogo guineense Hamadou Boiro defendeu hoje ter chegado a altura de os dirigentes africanos envolverem a medicina tradicional na busca de soluções para o novo coronavírus, com estudos laboratoriais das ervas utilizadas pela população.

Investigador sénior do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas (INEP) da Guiné-Bissau, consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre a covid-19 e membro do comité científico guineense contra a doença, Hamadou Boiro disse à Lusa que África tem de encontrar a sua solução sobre a doença.

Questionado sobre o chá produzido em Madagáscar e que o Presidente daquele país, Andry Rajoelina, disse ter propriedades de prevenção e de cura da covid-19, Hamadou Boiro disse que o assunto já se transformou “numa questão política”.

“Mas para mim cada país tem o direito de dar a solução que achar que é importante”, defendeu.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embale, é um dos entusiastas do chá de ervas, denominado Covid-organics, que mandou importar para o país para distribuir para todos os 15 países da Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO).

“Não devemos menosprezar ninguém. Se o Covid-organics está a curar muita gente lá (em Madagáscar), porque não”, questionou Hamadou Boiro, que, contudo, recomenda prudência no uso de qualquer medicamente em grande escala, antes de uma certificação científica.

O investigador guineense disse ter chegado a altura de África mostrar o que vale, o que “passa pela existência de políticos fortes e ousados”, que não vão esperar por orientações dos outros, notou.

“É preciso reforçar o trabalho da farmacopeia tradicional africana, levar as ervas africanas ao laboratório para analisar as suas propriedades”, afirmou Hamadou Boiro, que alertou ainda para o risco de a iniciativa não ser bem acolhida pela indústria farmacêutica convencional.

A crise provocada pela pandemia do novo coronavirus é vista pelo antropólogo como uma oportunidade para que todo o mundo apresente a sua solução para os problemas, mas numa perspetiva solidária, observou o investigador guineense.

“Daqui para a frente é preciso que o mundo trabalhe junto, porque as doenças que aí vêm vão tocar a todo o mundo. Os monopólios vão acabar, há muita gente que vai ter de acordar”, observou Hamadou Boiro.

No caso específico de África, o investigador guineense disse que pode trabalhar e apresentar ao mundo a farmacopeia tradicional, até porque, frisou, os países desenvolvem-se depois de crises.

Na Guiné-Bissau, há 820 casos da covid-19 e três pessoas morreram devido à doença.

O Presidente guineense, Umaro Sissoco Embaló, prolongou segunda-feira o estado de emergência no país até dia 26.

O número de mortos da covid-19 em África subiu hoje para os 2.406, com quase 70 mil infetados em 53 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia naquele continente.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios. Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

Governo aprova isenção do IVA para açúcar, óleo e sabão

O Governo moçambicano aprovou esta terça-feira, a proposta de lei para isentar do Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) o açúcar, óleo e sabão até 31 de dezembro, como forma de minimizar o impacto da covid-19 na população do país.

Por causa da pandemia e do impacto que neste momento tem sobre as populações, o Governo entendeu estender a isenção do IVA para o período que vai até dezembro de 2020″, disse a vice-ministra da Indústria e Comércio, Ludovina Bernardo.

A governante falava durante uma conferência de imprensa após uma sessão do Conselho de Ministros na Presidência da República, em Maputo, capital de Moçambique.

O açúcar, óleo e sabão, que são considerados produtos essenciais, estavam isentos do IVA nos últimos 18 anos, tendo as cobranças começado em janeiro do ano em curso.

A proposta de lei deverá entrar em vigor após a aprovação pelo parlamento moçambicano.

Os três produtos estão entre os mais afetados pela crise provocada pela covid-19 no setor de transformação, acumulando perdas mensais de faturação estimadas entre 40% e 65%, segundo dados da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), que pediu recentemente medidas para minimizar o impacto da covid-19 nas empresas do país.

No geral, a CTA estimou em 6,1 mil milhões de meticais (82 milhões de euros) os prejuízos registados em abril pela redução da atividade empresarial na sequência do estado de emergência decretado no âmbito da prevenção e combate à covid-19.

Moçambique registou um total de 104 casos de covid-19, 10 dos quais são importados e 94 de transmissão local.

O país vive desde 01 de abril em estado de emergência, que se prolonga até ao final do mês, com espaços de diversão e lazer encerrados, proibição de todo o tipo de eventos e de aglomerações, recomendando-se à população que fique em casa, se não tiver motivos de trabalho ou outros essenciais para tratar.

Durante o mesmo período, há limitação de lotação nos transportes coletivos com obrigatoriedade do uso de máscaras, as escolas estão encerradas e a emissão de vistos para entrar no país está suspensa.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 286 mil mortos e infetou mais de 4,1 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

José Castiano fala de resistência à COVID-19

A Associação dos Escritores Moçambicanos (AEMO) prossegue com o ciclo de palestras “No gume da palavra”. Às 18h da próxima terça-feira, a palestra “Reinventar o humanismo Ubuntu para resistir ao COVID-19” será a proposta levada ao público. A sessão terá como orador o filósofo José Castiano e contará com a moderação do poeta Nelson Lineu, sempre através da plataforma ZOOM.

A AEMO encontrou na internet uma alternativa para manter as suas actividades no âmbito do ciclo de debates e palestras, neste Estado de Emergência, agora com a vantagem de ainda poder concentrar o público estrangeiro, pois as sessões se chegam a todo mundo através da ZOOM Cloud Meeting, segundo anota o comunicado de imprensa da instituição.

No actual modelo, a AEMO estreou-se no 15 de Abril, com o debate “Poéticas do caos – Entre a faticidade e o absurdo na literatura moçambicana”, conduzido pelo filósofo e crítico de arte Dionísio Bahule, seguido da palestra realizada no dia 24 de Abril, proferida pelo docente Aurélio Ginja, sobre a obra vencedora da 2.ª edição do prémio Literário Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM)/ Eugénio Lisboa, em 2019, “A Saga d’Ouro”, de Aurélio Furdela.

Governo subsidia aumento do preço do algodão caroço

O Governo aprovou a resolução que subsidia o preço do algodão caroço ao produtor, no valor de seis meticais por quilograma.

Neste contexto, os novos preços mínimos, a vigorarem na campanha agrária 2019/2020, para a compra do algodão caroço, bem como para o descaroçamento, são 25 e 18 meticais, respectivamente, como deu a conhecer o Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, Celso Correia.

O Ministro da Agricultura e Segurança Alimentar, sublinha a necessidade de uma requalificação contínua do algodão para aumentar a renda dos produtores e impulsionar o desensevolvimento do país.

Ainda nesta sessão, o executivo aprovou vários instrumentos legais com o destaque para a proposta de lei que altera o código de Imposto sobre o Valor Acrescentado, IVA.

A aprovação da resolução que ratifica o acordo sobre a transferência de pessoas condenadas, entre Moçambique e Maurícias, também foi matéria da décima sesta sessão do Conselho de Ministros.

Três mortos em confrontos entre manifestantes e polícia no Mali

Três pessoas morreram, incluindo um polícia, em Kayes, uma das principais cidades do Mali, à margem de manifestações realizadas esta terça-feira e originadas pelo assassinato de um jovem por parte de um agente das forças de segurança.

“Contámos pelo menos três mortos”, referiu uma fonte policial citada pela agência France-Presse (AFP). As identidades das vítimas e as circunstâncias da sua morte ainda não são conhecidas.

Os confrontos entre polícia e manifestantes tiveram início após uma revolta popular instigada pela morte de um jovem maliano às mãos de um agente da polícia na noite de segunda-feira.

Segundo a AFP, os manifestantes incendiaram uma esquadra na noite de segunda-feira e bloquearam hoje uma ponte.

De acordo com o governador da região de Kayes, Mamadou Zoumana Sidibé, vários jovens estavam a divertir-se com motos nos subúrbios da cidade durante a noite de segunda-feira — dois dias após o fim do recolher obrigatório no Mali –, quando um polícia os intimou a pararem, tendo então “usado a sua arma para matar um dos jovens”.

Sidibé refere que após a morte do jovem, de 18 anos, foi então incendiada uma esquadra na cidade e foram erguidas barricadas na ponte de Kayes.

O diretor regional da polícia de Kayes, Seydou Diallo, considera que se tratou de “um incidente infeliz para a polícia”, acrescentando que o agente “não estava de serviço (…) e muito menos em patrulha”.

O ministro da Segurança e Proteção Civil, Salif Traoré, citado também pela AFP, assinalou que “a situação ainda é tensa” e que os manifestantes “ainda estão na ponte”.

O Mali, país da África Ocidental marcado por um conflito entre forças nacionais e grupos ‘jihadistas’ desde 2012, tem enfrentado, desde o final de abril, uma onda de manifestações no sul do país e na capital, Bamako.

O descontentamento surgiu depois do anúncio dos resultados definitivos das eleições legislativas realizadas em março e abril, que deram ao partido no poder mais 10 lugares que o previsto nos resultados provisórios.

O Mali começou recentemente a aliviar algumas das medidas impostas para a contenção da pandemia de covid-19 no país, que infetou mais de 730 pessoas e provocou 40 mortos.

CC considera nulos empréstimos contraídos pela Proindicus e MAM

O Conselho Constitucional de Moçambique considerou nulos todos os atos relativos aos empréstimos contraídos pelo Estado para as empresas Proindicus e MAM, segundo um acórdão ontem divulgado, relacionado com o caso das dívidas ocultas.

As duas empresas fazem parte do caso que no país e no mundo ficou conhecido como “Dívidas Ocultas” e correspondem a 60% do valor total da dívida contraída com aval do Executivo, no valor de pouco mais de dois mil milhões de dólares, sem respeito à Lei Orçamental e contornando o Parlamento.

No Acórdão número 7/CC/2020 de 08 de Maio, divulgado esta terça-feira, o CC explica que a sua decisão é consequência de uma intervenção de dois mil cidadãos, devidamente identificados, que por via das organizações da sociedade civil submeteram ao CC um processo exigindo a anulação dos empréstimos daquelas empresas.

Em Junho de 2019, o CC declarou, também, inconstitucional a dívida contraída pela EMATUM [850 milhões de dólares] e nula a garantia soberana do Estado emitida em 2013, porque o Governo actuou à margem da Constituição e usurpou os poderes da Assembleia da República ao conceder o aval para o empréstimo sem autorização do parlamento.

Covid-19, cancela prémios melhor do Mundo

Ogalardão que distingue o melhor futebolista do planeta para a FIFA não será entregue esta temporada, deixando vazio o vencedor do prémio The Best.

A informação é avançada pelo jornal Marca que explica que a decisão da FIFA, organismo que entregue esta distinção, se prende com a crise sanitária gerada pela pandemia de Covid-19.

Cientes da gravidade da situação, os responsáveis da FIFA, liderados por Infantino, terão tomado a decisão há várias semanas, considerando que todas as competições e prémios não essenciais devem ser adiados.

Assim, para já, a única competição organizada pela FIFA que ainda não sofreu com o impacto do novo coronavírus é o Mundial de Clubes, prova prevista para dezembro.

Quanto ao Ballon d’Or [Bola de Ouro], a revista ‘France Football’ ainda não decidiu se vai continuar com um prémio concedido desde 1956, galardão que nunca deixou de ser atribuído em qualquer situação embora de 2010 a 2015 tenha sido fundido ao prémio da FIFA.

América supera Europa em infetados e é novo foco mundial da pandemia

O continente americano ultrapassou esta terça-feira a Europa no número de infetados com a covid-19 ao registar cerca de 1,74 milhões de casos, tornando-se no novo foco mundial da pandemia.

AOrganização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a América regista agora 1,74 milhões de casos confirmados de coronavírus e superou a Europa, que totalizava 1,73 milhões nas últimas horas e era, desde meados de fevereiro, o ‘epicentro’ da pandemia.

Contudo, as mortes por covid-19 no continente americano, que na segunda-feira ultrapassou a barreira dos 100 mil óbitos, são significativamente inferiores aos quase 160 mil registados na Europa, segundo dados divulgados pela OMS.

Os dados que a Universidade Johns Hopkins atualiza todos os dias ajudam a ter uma ideia sobre a evolução da doença e seu impacto sobre os índices de mortalidade nos países.

A instituição estimou que a taxa de mortalidade por 100 mil habitantes devido à covid-19 é de 24,66 nos Estados Unidos; 13,80 no Canadá; 12,56 no Equador; 6,13 no Peru; 5,96 no Panamá; 5,56 no Brasil; 2,83 no México; 1,72 no Chile; 1,21 em Honduras; 1,07 na Bolívia, 0,96 na Colômbia e 0,71 na Argentina.

Dada a magnitude dos números, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) declarou-se “muito preocupada” com a velocidade com que a covid-19 está a propagar-se no continente americano, onde na última semana foram contabilizados mais 266.269 casos.

“Estamos muito preocupados com a rapidez com que a pandemia está a propagar-se. A nossa região levou três meses para atingir um milhão de casos, mas menos de três semanas para quase duplicar esse número”, disse a diretora da organização, Carissa Etienne.

diretora da OPAS alertou que, devido a esse crescimento na mortalidade e transmissão do vírus na América do Sul, os sistemas de saúde em grandes centros urbanos como Lima [Peru] ou Rio de Janeiro [Brasil] “estão rapidamente a ficar sobrecarregados”.

De resto, os EUA registaram quase 1.900 mortes nas últimas 24 horas, um novo aumento no número diário de óbitos causados pela covid-19, após dois dias de declínio acentuado, de acordo com a contagem da Universidade Johns Hopkins.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias AFP, a pandemia de covid-19 já provocou mais de 290 mil mortos e infetou mais de 4,2 milhões de pessoas em 195 países e territórios.

Mais de 1,4 milhões de doentes foram considerados curados.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Para combater a pandemia, os governos mandaram para casa 4,5 mil milhões de pessoas (mais de metade da população do planeta), encerraram o comércio não essencial e reduziram drasticamente o tráfego aéreo, paralisando setores inteiros da economia mundial.

Face a uma diminuição de novos doentes em cuidados intensivos e de contágios, vários países começaram a desenvolver planos de redução do confinamento e em alguns casos a aliviar diversas medidas.

Parlamento retoma plenário e debate Conta Geral do Estado

A sessão de hoje marca o reinício do plenário da AR, após a interrupção dos trabalhos a 16 de Abril, devido à pandemia da covid-19.

No documento que submeteu à Assembleia da República (AR), o executivo refere que a CGE de 2018 traduz uma contenção em cerca de 0,42% das rubricas “outras despesas” em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) e contenção das rubricas de “bens e serviços” em cerca de 3,34% do PIB.

No âmbito do reforço da transparência fiscal, foi elaborada a “Conta Cidadão” para facilitar a informação e a comunicação com todos os segmentos da sociedade em relação à execução do Orçamento do Estado.

Por outro lado, foram introduzidas melhorias nos relatórios de execução orçamental, passando a ser fornecida semestralmente à AR informação sobre a dívida contratada e a garantida, bem como as condições específicas dos empréstimos celebrados com o Estado.

Ainda no âmbito da promoção das contas públicas, foi criado o Gabinete de Gestão de Riscos, para o controlo de riscos fiscais.

CGE assinala que o Governo apontou para um crescimento de 5,3% do PIB e taxa de inflação média anual de 11,9%, para o ano de 2018, mas o desempenho real da economia foi outro: o crescimento do PIB ficou-se pelos 3,3% e a taxa de inflação média anual foi mais baixa, situou-se em 3,91%.

A Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder e com maioria no parlamento, felicitou a conta, sinalizando que vai aprovar o documento.

México apreendeu mais de 15.000 tartarugas a caminho da China

As autoridades mexicanas apreenderam mais de 15 mil tartarugas de várias espécies, quase todas vivas, no aeroporto internacional da Cidade do México, num embarque com destino à China, informou na terça-feira o Ministério Público Federal da Protecção Ambiental (Profepa).

Segundo o organismo público, a apreensão das tartarugas aconteceu durante uma inspecção da vida selvagem realizada pela Profepa, em colaboração com a Administração Geral das Alfândegas, a um carregamento de 158 embalagens de madeira.

Durante a inspecção, visando quantificar e identificar o número de espécimes, verificar a sua origem legal ou a existência de licenças de exportação para a China, as autoridades identificaram um total de 15.053 tartarugas de água doce.

Entre as tartarugas, cuja procedência legal não foi possível apurar, havia 260 mortas, algumas delas classificados como sujeitas a protecção especial e ameaçadas de extinção.

As autoridades de protecção ambiental do México apresentaram na Procuradoria-Geral da República (FGR) uma queixa pelo possível crime de tráfico de animais selvagens.

Serviços secretos russos estão a analisar golpe contra Maduro

Rússia não descarta a possibilidade de ajudar a Venezuela nas investigações ao ataque contra o regime de Maduro no início de maio. Presidente venezuelano colocou a hipótese do envolvimento dos EUA.

O ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Serguei Lavrov, disse esta terça-feira que os serviços secretos da Rússia e da Venezuela estão em contacto, após o fracassado golpe que procurou derrubar o regime de Nicolas Maduro. Nos passados dias 3 e 4 de maio, um grupo de mais de 50 mercenários, venezuelanos e norte-americanos, fracassou um ataque marítimo contra o regime do Presidente Nicolas Maduro, em que morreram pelo menos oito pessoas no confronto contra as forças armadas venezuelanas.

Esta terça-feira, Lavrov disse que a Rússia não descarta a possibilidade de ajudar o governo venezuelano nas investigações para esclarecer a origem desse ataque, depois de Maduro ter colocado a hipótese de envolvimento do governo norte-americano, uma versão desmentida pela Casa Branca. “Em relação á investigação da invasão da Venezuela por mercenários encarregados de realizar atos terroristas, sabotando e derrubando o Presidente legítimo, os nossos serviços secretos estão em contacto”, disse o chefe da diplomacia russa, numa videoconferência de imprensa.

No ataque estiveram envolvidos vários mercenários dos EUA, ao serviço de uma empresa que chegou a ser contratada pelo líder da oposição, Juan Guaidó, para prestar consultoria, tendo dois deles sido capturados e detidos pelas autoridades venezuelanas. A Casa Branca já desmentiu qualquer envolvimento do governo norte-americano no ataque e prometeu tudo fazer para trazer os dois mercenários de volta aos EUA.

Lavrov, que reiterou a condenação do ataque, acrescentou que “se um pedido de ajuda nessa matéria (o ataque) for enquadrado nos acordos celebrados (entre Venezuela e Rússia), tal será atendido”. O ministro dos Negócios Estrangeiros russo explicou que todos os contactos entre o seu país e a Venezuela estão baseados em acordos intergovernamentais, ratificados pelos parlamentos russo e venezuelano.

Lavrov disse que o mesmo se aplica à cooperação militar entre os dois países, bem como à prestação de serviços ou de equipamento bélico. “São as nossas obrigações contratuais”, concluiu o chefe da diplomacia.

A Rússia é um dos países que reconhece a legitimidade de Nicolas Maduro como Presidente da Venezuela, enquanto um grupo de mais de 50 países, incluindo os Estados Unidos, legitimam Juan Guaidó, como Presidente interino.

PGR angolana investiga passaporte de Isabel dos Santos

PGR de Angola responde às acusações de Isabel dos Santos sobre provas forjadas, nomeadamente um passaporte com a assinatura de Bruce Lee, explicando que a autenticidade deste estava a ser investigada.

A Procuradoria-Geral da República de Angola respondeu esta terça-feira às acusações da empresária Isabel dos Santos sobre alegadas provas forjadas, nomeadamente um passaporte com a assinatura de Bruce Lee, explicando que a autenticidade do documento estava a ser investigada.

A empresária e filha do ex-Presidente de Angola José Eduardo dos Santos acusou esta terça-feira Angola e Portugal de terem usado como prova no arresto dos seus bens um passaporte falsificado, com assinatura do mestre do kung-fu e actor de cinema já falecido Bruce Lee.

Em comunicado esta terça-feira divulgado, a Procuradoria-Geral da República (PGR) angolana sublinha que o arresto de bens de Isabel dos Santos em Angola foi decretado no âmbito de uma providência cautelar, num processo cível que corre actualmente em Angola.

No processo consta uma informação da Embaixada de Angola em Tóquio, dando nota de que a referida cópia de passaporte estava sob investigação junto do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), precisamente para aferir a sua autenticidade, refere a PGR.

Isabel dos Santos alega que o Estado angolano terá usado como prova para fazer o arresto preventivo de bens “um passaporte grosseiramente falsificado, com uma fotografia tirada da Internet, data de nascimento incorreta e uso de palavras em inglês, entre outros sinais de falsificação”.

O passaporte em causa terá sido usado como prova em tribunal pela PGR de Angola para demonstrar que Isabel dos Santos pretendia ilegalmente exportar capitais para o Japão, segundo a filha de José Eduardo dos Santos.

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