O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu na sexta-feira 27, a prisão para os manifestantes envolvidos na tentativa de derrubar a estátua do ex-presidente do país Andrew Jackson (1829-1837) de um parque em frente à Casa Branca.
Através de uma mensagem na rede social Twitter, o chefe de Estado exigiu a prisão para os manifestantes no incidente ocorrido esta semana.
Segundo noticia a agência AP, Donald Trump partilhou ainda no Twitter um cartaz do FBI com fotos de 15 manifestantes procurados por “vandalização de propriedades federais”.
E escreveu: “MUITAS pessoas detidas, com muitas mais sendo procuradas por vandalização de propriedades federais em Lafayette Park. 10 anos de prisão!”.
O governante anunciou também esta sexta-feira que assinou uma ordem executiva para proteger monumentos, memoriais e estátuas.
Igualmente através do Twitter, Trump revelou que abandonou os planos de passar o fim de semana na sua casa em Nova Jersey para se manter em Washington e “garantir que a lei e a ordem são cumpridas”.
“Estes incendiários, anarquistas, e agitadores foram em grande parte impedidos”, escreveu Donald Trump, acrescentando: “Estou a fazer o que é necessário para manter as nossas comunidades seguras – e que aquelas pessoas sejam levadas à Justiça!”.
No contexto dos protestos raciais das últimas semanas nos Estados Unidos, desencadeados pelo assassínio do afro-americano George Floyd pela polícia, inúmeras estátuas foram atacadas.
O principal objetivo dos contestatários têm sido os símbolos confederados — defensores da escravatura durante a Guerra da Secessão -, mas também foram atacadas estátuas de conquistadores espanhóis e dos “pais fundadores” dos Estados Unidos.
Na noite de segunda-feira, a polícia federal impediu que um grupo de pessoas derrubasse uma estátua de Andrew Jackson localizada a poucos metros da Casa Branca.
Jackson é um dos presidentes favoritos de Trump.
George Floyd, um afro-americano de 46 anos, morreu em 25 de maio, em Minneapolis (Minnesota), depois de um polícia branco lhe ter pressionado o pescoço com um joelho durante cerca de oito minutos numa operação de detenção, apesar de Floyd dizer que não conseguia respirar.
Desde a divulgação das imagens nas redes sociais, têm-se sucedido os protestos contra a violência policial e o racismo em dezenas de cidades norte-americanas, algumas das quais foram palco de atos de pilhagem.
Aviões de combate israelitas bombardearam vários postos do grupo no sul do enclave, incluindo uma instalação de fabrico de mísseis e outras infra-estruturas para produzir armas, disse o exército israelita em comunicado.
De acordo com fontes de segurança citadas pela agência de notícias EFE, os ataques não causaram quaisquer feridos ou mortes.
O ataque israelita seguiu-se ao lançamento de dois mísseis na sexta-feira, a partir da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas, em direção a Israel, segundo as Forças Armadas israelitas.
Nenhuma milícia palestiniana reivindicou responsabilidade pelo lançamento dos mísseis, que caíram em espaço desabitado, não tendo causado lesões ou danos materiais, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).
O lançamento dos mísseis foi precedido pelo alerta com sirenes nas imediações de Sderot, em Israel, localizada perto da fronteira com a Faixa de Gaza.
O alegado ataque surge na sequência do aviso feito pelo Hamas, na quinta-feira, de que a anexação por Israel de territórios na Cisjordânia ocupada constituiria uma “declaração de guerra”.
O último ataque contra o Estado hebraico aconteceu no início de maio. Este novo lançamento de mísseis aumenta o receio de uma escalada da tensão e da violência nesta região, com a intenção de Israel de implementar o plano desenvolvido pelos Estados Unidos para resolver o conflito israelo-palestiniano.
O plano preparado pelo executivo liderado por Donald Trump prevê a anexação dos territórios controlados por Israel na Cisjordânia e no Vale do Jordão, assim como a criação de um Estado palestiniano, mas com uma área reduzida.
O plano foi contestado pelos líderes palestinianos na Cisjordânia e em Gaza, assim como pelas Nações Unidas, pela União Europeia e pela Liga Árabe.
O conflito israelo-palestiniano teve, nos últimos anos, três momentos de maior tensão (em 2008, 2012 e 2014), mas apesar da trégua dos últimos meses, os dois lados efetuam ocasionalmente lançamentos de mísseis.
O novo Governo de união israelita deve apresentar a partir de 01 de julho a sua estratégia para aplicar o plano da administração norte-americana para o Médio Oriente, que prevê a anexação por Israel de colonatos e do Vale do Jordão na Cisjordânia ocupada.
Os palestinianos rejeitaram o “plano Trump”, que prevê igualmente a criação de um Estado da Palestina, mas num território reduzido e sem Jerusalém Oriental por capital, contrariamente ao que desejavam.
Mais de 450.000 israelitas vivem em colonatos na Cisjordânia, considerados ilegais pela lei internacional, ao lado de 2,7 milhões de palestinianos.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, acredita que, ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) possa ter cometido alguns erros no início da pandemia, não tentou ajudar a China a “esconder a realidade”.
Numa entrevista publicada na edição de hoje do jornal ‘El País’, António Guterres refere estar convencido de que, em algum momento, terá de se investigar a origem da pandemia de covid-19, a forma como se espalhou tão rapidamente e como a OMS, os países e outras entidades responderam.
“Mas o que posso dizer é que conheço as pessoas da OMS e elas não estão a ser controladas por nenhum país. Atuaram sempre de boa fé para obter a melhor cooperação possível dos Estados membros”, refere o secretário-geral da ONU.
António Guterres admite que podem ter acontecido alguns erros, mas afirma não acreditar que a OMS tenha tentado ajudar a China a esconder a realidade.
“Acho que a Organização queria ter um bom relacionamento com a China no início da pandemia. Queria garantir que a China cooperava”, realça.
Nesta entrevista, António Guterres destaca que “a relação entre a União Europeia, China e Rússia está mais funcional do que nunca” e confere à UE um papel vital para evitar uma ordem mundial dominada por Washington e Pequim.
“Precisamos de uma liderança global, porque se assim não for, não podemos responder de forma efetiva a desafios como os de uma pandemia. Mas infelizmente, onde há poder, não há liderança, e onde há liderança, falta poder”, assinala ainda nesta entrevista o secretário-geral da ONU.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 490 mil mortos e infetou mais de 9,68 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírusdetetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Sporting venceu o Belenenses SAD por 3-1, em partida da 28.ª jornada da I Liga de futebol, conservando o terceiro lugar no fecho da ronda.
Os ‘azuis’ ainda estiveram na frente, depois de um golo de Licá, logo aos nove minutos, mas a resposta ‘leonina’ surgiu ainda na primeira parte, com os tentos de Coates, aos 21, e de Jovane, aos 36 e 45+2, este na conversão de uma grande penalidade.
Com esta vitória, o Sporting fecha a jornada no terceiro lugar, com 52 pontos, mais dois do que o Sporting de Braga, quarto, enquanto o Belenenses SAD é 14.º, com 30.
Uma empregada doméstica idosa, vítima de agressões e tortura psicológica, foi resgatada esta semana de uma casa na cidade brasileira de São Paulo, onde trabalhava há duas décadas em condições análogas à escravidão, informaram hoje fontes oficiais.
Segundo o Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Paulo, a idosa “estava a ser vítima de agressões, maus tratos, constrangimento, tortura psíquica, violência patrimonial e exploração do trabalho por parte dos seus empregadores”.
Como resultado dessa operação de resgate, que partiu de denúncias, uma das empregadoras foi detida no local, apesar de ter sido colocada em liberdade após pagar uma fiança.
A empregadora, em conjunto com o seu marido e com a sua mãe, foram indiciados por abandono de incapaz, omissão de socorro e por submeter a trabalhadora a situações que configuram trabalho escravo.
Ao chegarem à residência em causa, as autoridades encontraram a empregada doméstica a viver num “depósito de tralhas e móveis” no quintal da casa, a dormir num sofá velho, sem receber alimentação, sem acesso a uma casa de banho e sem receber um “salário regular”.
O cenário que a equipa encontrou no local, juntamente com os relatos de testemunhas, confirmaram a situação de “trabalho escravo moderno”, agravada pela vulnerabilidade da vítima.
Em depoimento, vizinhos do imóvel, localizado numa zona nobre da capital paulista, informaram que a idosa trabalhava no local “praticamente em troca da moradia”, e que por várias ocasiões a ajudaram com alimentos e itens de higiene, relatando ainda episódios de discussão e de omissão de socorro.
Após o resgate da trabalhadora, o MPT ajuizou uma ação cautelar contra três empregadores pedindo o pagamento mensal imediato do valor de um salário mínimo brasileiro (1.045 reais, ou seja, cerca de 170 euros) à vítima até ao julgamento final do processo.
O órgão pediu ainda o bloqueio do imóvel para futuros pagamentos de verbas trabalhistas e indemnizações.
“Não faz sentido algum que após o resgate a vítima acabe numa situação ainda pior do que já estava, pois além de tudo, desabrigada, e vivendo da boa vontade de vizinhos”, argumentou a procuradora Alline Oishi, lembrando que no contexto da pandemia de covid-19, o quadro agrava-se, com a idosa a integrar o grupo de risco face à pandemia.
Numa decisão provisória, a juíza que conduz o caso acatou os pedidos do MPT.
Conforme depoimentos obtidos na investigação, a empregada doméstica foi contratada em 1998, por uma executiva do ramo de cosméticos, sem contrato de trabalho, sem direito a férias e sem o pagamento do 13.º mês.
Contudo, a situação agravou-se ainda mais no decorrer dos anos.
Desde o início da pandemia da covid-19 no Brasil, os patrões não permitiram mais a sua entrada na casa, mantendo a idosa trancada no depósito do quintal, sem acesso à casa de banho, impedindo que a vítima realizasse as suas necessidades. Para o banho, a idosa usava um balde e uma caneca.
Segundo depoimentos, em maio, a doméstica sofreu um grave acidente de trabalho e não foi socorrida, tendo passado uma semana com dores e hematomas, sem receber alimentos ou cuidados.
Em 16 de junho, os empregadores mudaram-se para outro município sem comunicar a decisão à vítima, que foi totalmente abandonada no quintal.
O Congresso norte-americano, controlado pelos democratas, aprovou hoje uma lei que permite ao distrito de Colúmbia, onde se situa a capital, Washington, tornar-se o 51.º Estado do país, embora tenha de ser aprovada pelo Senado, maioritariamente republicano.
O resultado da votação (232 votos a favor — 180 contra) revela, tal como referiram os democratas, que o Congresso tem tanto a obrigação moral como a autoridade constitucional para garantir que os cerca de 700.000 residentes do distrito de Colúmbia garantam todos os direitos de voto, deixando de estar submetidos a uma “taxação sem representação”.
A lei, porém, segue agora para o Senado, dominado pelos republicanos, onde vai
Enfrentar a oposição insuperável dos líderes do Partido Republicano.
A congressista Eleanor Norton, a representante do distrito no Congresso, mas sem direito de voto, apoiou a lei, argumentando que tanto os factos como a Constituição norte-americana estão do seu lado.
A população de DC (Distrito de Colúmbia) é maioritariamente originária dos Estados do Wyoming e do Vermont e um novo estatuto tornaria Washington um dos sete com uma população inferior a um milhão de habitantes, disse Norton.
O orçamento anual de 15.500 milhões de dólares (13.800 milhões de euros) de DC é, contudo, maior do que o de 12 Estados, enquanto o ‘rating’ de AAA é também maior do que outros 35.
Os republicanos, a que pertence o atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, consideraram a lei como uma forma de garantir um poder para uma cidade tradicionalmente democrata e que os fundadores do país, ao criá-lo, pretenderam que a capital fosse separada dos outros Estados.
“Isto trata-se do poder. Não cometam erros acerca disso”, disse o congressista republicano Chip Roy, do Texas.
A lei, se aprovada no Senado, o que se afigura difícil, alterará o estatuto de Washington, que acederá à categoria de Estado, reduzindo a área do distrito federal a uma zona de turismo que inclui a Casa Branca, o Capitólio, o Supremo Tribunal, vários monumentos federais e os edifícios-sede dos poderes executivo, legislativo e judicial.
Os defensores sublinharam que a lei se tornou ainda mais importante no rescaldo dos protestos em favor da justiça racial tanto em Washington como no resto do país.
Em maio passado, Trump garantiu que “DC” “nunca será um Estado” dado que isso implicaria mais dois senadores democratas.
“Não, obrigado. Isso nunca irá acontecer”, afirmou então Trump, embora o líder da maioria no Senado, Steny Hoyer, já tenha afirmado que os direitos dos residentes devem transcender os cálculos políticos.
“Ao que sei, somos o único país do mundo que não tem um membro votante do seu Parlamento no seu país. Nós chamamos ao nosso Parlamento o Congresso”, disse Hoyer numa conferência de imprensa realizada quinta-feira.
No início do ano, quando o Congresso aprovou um pacote de estímulos à economia, a capital Washington foi classificada como um território e não como um Estado, “distinção” que custou a Washington perdas de 700 milhões de dólares (cerca de 625 milhões de euros) em fundos públicos.
Em Cabo delgado, o governo está a trabalhar para garantir alimentos e combustíveis na zona norte da província, alvo de ataques terroristas.
O fluxo de mercadorias na região, está condicionado devido aos ataques de insurgentes e ao colapso da ponte sobre o rio Montepuez.
Com efeito, está em curso o abastecimento regular dos mercados dos distritos de Palma, Nangade, Mueda, Mocímboa da praia e Muidumbe a partir do porto de Mocímboa da praia, uma operação através da qual foi possível transportar até aqui mais de trezentos e cinquenta mil toneladas de produtos alimentares diversos e setecentos e quarenta mil litros de combustíveis.
Agae Maunze, porta-voz da quarta sessão do Conselho dos serviços de Representação do Estado, em Cabo delgado, realizada esta quarta-feira na cidade de Pemba, entrevistado pela Rádio Moçambique, disse que as mercadorias estão a ser transportadas por via marítima.
“ Uma embarcação ”Estela” tem feito viagens contantes do porto de Pemba ao porto de Mocímboa da praia. Em relação aos preços, temos registado uma tendência de estabilização para a maior parte dos produtos alimentares”, frisou.
A quarta sessão do Conselho dos serviços de Representação do Estado, em Cabo delgado analisou e apreciou igualmente a situação político-militar da província.
O Supremo Tribunal da África do Sul rejeitou, esta sexta-feira 26, as revindicações dos fabricantes de tabaco, que pediam a anulação da proibição da venda de cigarros, uma das medidas impostas pelo Governo para conter a pandemia da covid-19.
A literatura médica (…) forneceu ao ministro razões suficientes para promulgar as regras para a proibição da venda de tabaco”, refere o Supremo Tribunal, na sua deliberação, citada pela agência France-Presse.
A proibição da venda de cigarros entrou em vigor em 27 de Março, ao mesmo tempo que outras medidas de contenção impostas pelo Presidente, Cyril Ramaphosa, destinadas a conter a propagação da doença provocada por um novo coronavírus.
A decisão originou alguma contestação entre fumadores, fabricantes e retalhistas do sector.
No início de Junho, algumas das medidas impostas foram aliviadas, incluindo a limitação da venda de álcool, mas o executivo decidiu manter a proibição da venda de cigarros “devido a riscos para a saúde associados ao tabagismo”.
Numa audiência perante o Supremo Tribunal em Pretória, no início do mês, a Independent and Fari Tobacco Association (Fita) pediu o levantamento da medida, considerando que foi “irracional” por parte do Governo.
“É difícil imaginar uma medida mais draconiana do que esta proibição total que (…) tem causado tantos danos”, argumentou o advogado da Fita, Arnold Subel.
Em representação do Estado, o advogado Marumo Moerane defendeu a proibição, argumentando que é “perfeitamente claro que os fumadores correm um risco maior do que outros de desenvolver uma forma severa de covid-19”.
“Acreditamos que esta medida é uma decisão racional que se insere no âmbito da responsabilidade do Estado de proteger vidas, parar a propagação da covid-19 e aliviar a pressão sobre as instituições de saúde do país”, refere a deliberação do tribunal.
Segundo o chefe de administração local Edward Kieswetter, a proibição de venda de tabaco já custou ao Estado sul-africano mais de 300 milhões de rands em impostos.
Uma outra queixa contra a medida do Governo, apresentada pela subsidiária local da British American Tobacco, deverá ser analisada em Agosto.
A África do Sul é, oficialmente, o país da África Subsaariana mais afectado pela pandemia da covid-19, contabilizando 118.375 casos de infecção e 2.292 vítimas mortais.
Em África, há 9.098 mortos confirmados em quase 349 mil infectados em 54 países, segundo as estatísticas mais recentes sobre a pandemia no continente.
A pandemia de covid-19 já provocou mais de 490 mil mortos e infectou mais de 9,68 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Seis meses depois do assassinato a facadas de um professor em Inharrime, os acusados foram presentes em tribunal, onde segundo o acórdão lido esta sexta-feira 26, ficou provado o envolvimento dos réus nos crimes de roubo, concorrendo com homicídio.
O tribunal Judicial da Província de Inhambane, decidiu condenar 4 dos 5 réus presentes.
Ao réu Gito Victorino, que foi acusado pelo crime de roubo, concorrendo com homicídio, foi-lhe aplicada uma pena de 40 anos de prisão maior e deverá ainda pagar um milhão de meticais de indemnização a família da vítima.
Aos réus Vitálio Hele, Hilário Sambo foram acusados pelos mesmos crimes, na qualidade de encobridores, foram condenados a penas de 18 meses de prisão.
Amade Benagir, deverá cumprir 6 meses de prisão. Este último, foi quem comprou a viatura roubada do professor.
Por outro lado, o tribunal decidiu absolver o réu identificado apenas por José, por sinal o mecânico que tinha a responsabilidade de desmontar o motor e colocar noutra viatura, foi absolvido por insuficiência de provas.
Apesar de não concordar com o envolvimento dos seus constituintes no crime, o advogado de 4 dos 5 réus diz que não vai recorrer da decisão. É que com a excepção de Gito os outros réus foram acusados de crimes cuja moldura penal varia de 18 a 20 anos de prisão, entretanto, o tribunal condenou-os a 18 meses de prisão.
Por outro lado, a advogada do reu Gito, diz que não está satisfeita com a decisão do tribunal e por isso vai recorrer.
Para a família, apesar a perda a justiça foi feita, uma vez que os réus foram condenados a penas consideradas exemplares.
O Tribunal Judicial da Província de Inhambane condenou quatro réus e absolveu um, porém, a justiça ainda não colocou as mãos no cabecilha de toda operação, foragido desde janeiro deste ano.
Mais um indivíduo que consta das estatísticas da Covid-19 em Moçambique morreu, nas últimas 24 horas, na cidade de Maputo.
Trata-se de um cidadão da terceira idade, que já havia recuperado da infecção, mas que veio a perder a vida, esta quinta-feira, vítima de uma outra doença.
A informação foi partilhada esta sexta-feira 26, em Maputo pela directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, no habitual briefing de actualização de dados sobre a Covid-19.
“ Infelizmente o óbito ocorreu no dia 25 de Junho de 2020, num centro de isolamento. Teve o seu internamento no dia 15 de Junho no centro de isolamento na cidade de Maputo. Doente transferido de uma outra unidade sanitária onde esteve internado, devido a grave doença associada. Teve o primeiro teste de controlo da Covid-19 no dia 22 de Junho e teve resultado negativo. O segundo teste de controlo no dia 24 foi negativo” , disse.
Rosa Marlene explicou que apesar de o indivíduo ter ficado recuperado da doença e depois perdido a vida, a Organização Mundial de Saúde considera que o caso deve entrar para as estatísticas das mortes pelo novo coronavírus.
Deu igualmente deu a conhecer, que nas últimas 24 horas, mais 28 pessoas testaram positivo para o novo coronavírus, elevando para 816 o número de infectados, no país
De ontem para hoje, mais duas pessoas ficaram recuperadas da Covid-19.
Com mais estes dois casos, sobe para 223 o número total de pessoas recuperados da doença no país.
A directora Nacional de Saúde Pública reitera a necessidade de cumprimento das medidas de prevenção da Covid-19, tendo em conta que ainda vai levar algum tempo para que medicação e uma vacina contra a pandemia estejam disponíveis.
Moçambique tem a fama de ser um corredor de drogas, disse esta sexta-feira 26, a porta-voz do Gabinete Central do Combate à Droga citando as Nações Unidas. Entre as principais entradas dos estupefacientes no país está a província de Cabo Delgado e a capital do país, Maputo.
O consumo de drogas ilícitas tende a aumentar no país. Segundo dados do Gabinete Central de Prevenção e Combate à Droga, de 2018 a 2019, o número de pacientes com problemas associados ao consumo de drogas aumentou de 6720 para 9065, uma subida de cerca de 35%.
De acordo com o gabinete que faz a análise dos dados, as drogas mais consumidas no país são: a canábis sativa, mais conhecida por soruma produzida em Moçambique, heroína e cocaína. Uma das principais fragilidades do país é o controlo da entrada dos estupefacientes.
Cabo Delgado e Maputo são as principais portas de entrada de drogas para Moçambique, segundo o porta-voz do Gabinete Central de Combate à Droga.
Este ano, o dia Internacional da Luta Contra a Droga, que se assinala hoje tem como lema, Conhecer o Mal do Uso de Drogas é Cuidar da Vida. Previna-se da Droga e da COVID-19.
Uma mulher interpôs um processo na justiça norte-americana no qual requer um teste de paternidade a um bode, o alegado progenitor das cinco cabras que comprou à sua vizinha.
O Notícias ao Minuto que cita a Associated Press refere que Kris Hedstrom, que vive na Flórida, entrou com o processo contra a vizinha, Heather Dayner, no mês passado. Kris Hedstrom pagou a Heather Dayner 900 dólares por cinco cabras anãs nigerianas.
No processo, Hedstrom explica que achou que as cabras poderiam ser registadas na American Dairy Goat Association, um grupo que regista o pedigree de cabras, porque Dayner lhe disse que o pai das cabras estava inscrito.
As cabras registadas nesta associação têm um valor mais elevado do que aquelas que não estão registadas.
No entanto, o Tampa Bay Times revela que a American Dairy Goat Association rejeitou o pedido de inscrição das cinco cabras anãs de Kris Hedstrom porque Heather Dayner não é membro da associação.
E assim começou a disputa entre as duas vizinhas. Hedstrom argumenta que escreveu uma carta a Dayner a pedir um teste de ADN ao bode, que é o alegado pai das cinco cabras.
Dayner afirma que teve de chamar a polícia por três vezes porque Hedstrom entrou sem autorização na sua quinta e que só voltou a saber algo da vizinha quando tomou conhecimento do processo que chegou à justiça.
Em contrapartida, Heather Dayner frisa que já propôs devolver o dinheiro a Kris Hedstrom, se esta devolver as cabras.
O reforço do meio-campo é uma das prioridades do treinador do Arsenal, Mikel Arteta, e o nome do médio Danilo (FC Porto) está na sua agenda.
De acordo com a «ESPN», Arteta procura um médio centro forte fisicamente, experiente e com presença para o meio-campo.
Danilo, de 28 anos, tem essas caraterísticas e uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros, mas os «gunners» acreditam que o FC Porto estará disponível para negociar abaixo desse valor devido à pandemia e ao fair play financeiro.
O Arsenal vê Danilo como uma hipótese mais acessível do que Thomas Partey, visto que o Atlético Madrid não liberta o jogador por menos de 50 milhões de euros.
Em termos salariais, o Arsenal não terá problemas em oferecer um contrato substancialmente mais elevado do aquele que recebe no FC Porto.
A Liga ainda não acabou e a saída de Alex Telles não foi sequer oficializada, mas não faltam candidatos à vaga de defesa-esquerdo, que ficará em aberto assim que for confirmada a venda do internacional brasileiro, apontado como reforço do Paris Saint-Germain a partir da próxima época. Tyrell Malacia, um holandês de 20 anos, é o mais recente defesa canhoto a ser associado aos dragões.
Nos Países Baixos, a notícia do interesse do FC Porto no futebolista formado e pertencente aos quadros do Feyenoord virou sensação, emergindo a informação de que o gabinete de scouting portista acompanhara com particular interesse a evolução de Tyrell Malacia desde o dia em que os azuis e brancos se cruzaram com a equipa holandesa na Liga Europa, no jogo que ditou a passagem portista aos 16 avos da prova.
Nesse 12 de dezembro do ano passado, o FC Porto venceu por 3-2. Tyrell foi titular no Dragão e ganhou protagonismo por distintas razões: fez um autogolo (15’) que resultou no 2-0 azul e branco e sete minutos depois, ao feito de redenção, assinou o cruzamento/assistência para o 2-2.
Relata a imprensa sediada na Holanda que observadores dos dragões eram presença regular no Estádio De Kuip, a famosa banheira de Roterdão, até ser interrompida a título definitivo a liga local por causa do Covid-19. A cumprir a terceira época na equipa principal do Feyenoord, o lateral soma 54 jogos e três golos, abrilhantando o currículo com internacionalizações em todas as seleções jovens da Holanda (sub-16, sub-17, sub-18, sub-20 e sub-21).
Lewis Hamilton é o único piloto negro da Fórmula 1 e tem utilizado as redes sociais para combater o racismo na sociedade. Recentemente, o piloto britânico exultou com as mudanças conquistadas na luta contra o racismo, destacando exemplos que mostram como a sociedade tem reagido às manifestações que tomaram conta do mundo nas últimas semanas.
Bernie Ecclestone, antigo líder da Fórmula 1, não se mostrou indiferente ao que tem feito o piloto da Mercedes, mostrando-se “surpreso” pelas atitudes de Hamilton.
“Sinto-me realmente infeliz se ele estiver a levar isto tudo tão a sério. Nunca pensei que ele o fizesse. Não achei até que isso o afetasse“, começou por dizer o ex-líder da F1, atualmente com 89 anos, que em declarações à CNN Sports diz ainda:
“Os negros são mais racistas do que os brancos”, garantiu Bernie Ecclestone.
A ONU alertou que um petroleiro abandonado na costa do Iémen, carregado com mais de um milhão de barris de petróleo, está em risco de rutura ou explosão, causando grandes danos ambientais no Mar Vermelho.
Os rebeldes Huthis, que controlam a área onde o navio está atracado, negaram o acesso dos inspetores da ONU ao navio, refere a agência de notícias Associated Press, adiantando ter tido acesso a documentos que mostram que a água do mar entrou no compartimento do motor do navio-tanque, causando danos aos oleodutos e aumentando o risco de naufrágio.
Segundo a mesma fonte, a ferrugem cobriu partes do tanque e o gás inerte que impede os tanques de absorverem gases inflamáveis soltou-se.
“Especialistas dizem que os danos no navio são irreversíveis”, afirma a AP.
A ONU tem tentado, nos últimos anos, enviar inspetores para avaliar os danos a bordo do navio, conhecido como FSO Safre, e procurar maneiras de proteger o tanque, descarregando o petróleo, e puxar o navio para local seguro.
Mas um diplomata europeu, um funcionário do governo iemenita e o proprietário da empresa petrolífera – que falaram com a AP sob condição de manterem o anonimato – disseram que os rebeldes Huthis não permitem a retirada do navio.
Segundo a AP, o diplomata explicou que os rebeldes estão a usar o navio como uma “arma dissuasora, uma espécie de arma nuclear”.
“Eles [os Huthis] dizem abertamente à ONU: ‘Gostamos de ter isto para ter alguma coisa contra a comunidade internacional se formos atacados'”, referiu o diplomata citado pela AP.
Inicialmente, acrescentou, os Huthis exigiram milhões de dólares em troca do petróleo armazenado no navio-tanque.
A ONU está a tentar chegar a um acordo para que o dinheiro possa ser usado para pagar trabalhadores e funcionários dos portos do Mar Vermelho no Iémen, adiantou a mesma fonte.
Alguns especialistas, no entanto, criticam os Huthis e a ONU por não darem importância à magnitude da crise.
Ian Ralby, fundador da I.R.Consilium, especialista em segurança marítima e recursos marinhos, disse à AP que os esforços da ONU para enviar uma equipa para avaliar o navio são “inúteis”.
“O que o navio precisa é de uma equipa de resgate”, defendeu.”É uma pena que tenham perdido tanto dinheiro e tempo nesta operação inútil”, disse Ralby, acrescentando que se se “está há anos a tentar que uma equipa faça uma simples avaliação, não haverá uma segunda hipótese para conseguir fazer o resgate”.
Ralby, que escreveu extensamente sobre o navio-tanque, disse à AP que o valor gasto na limpeza dos danos ambientais causados por uma explosão ou derrame será muito superior aos milhões de dólares em petróleo que está no navio.
Mas os Huthis recusam-se a desistir das suas exigências.Mohammed Ali al-Houthi, líder do grupo rebelde, culpou os Estados Unidos e os sauditas por não deixarem os rebeldes venderem o petróleo, dizendo, numa mensagem divulgada no Twitter em 18 de junho, que quaisquer “consequências desastrosas … que Deus permita que não aconteçam” que possam resultar do colapso do navio serão responsabilidade desses dois países.
Os rebeldes Huthis, apoiados pelo Irão, controlam os portos ocidentais do Mar Vermelho, incluindo Ras Issa, a seis quilómetros do local onde o navio FSO Safer está atracado desde os anos 80. Os Huthis estão em guerra com o Governo do Iémen reconhecido internacionalmente, que é apoiado por uma coligação liderada pela Arábia Saudita e pelos Estados Unidos.
O navio-tanque foi construído no Japão, na década de 1970, e vendido ao governo do Iémen na década de 1980 para armazenar e exportar até três milhões de barris bombeados dos campos de petróleo de Marib, uma província no leste do país.
O navio tem 36 metros de comprimento e 34 tanques de armazenamento. Um alto funcionário da companhia estatal que geria o navio-tanque disse que, devido à redução do orçamento operacional, que costumava atingir 20 milhões de dólares por ano antes da guerra, a empresa deixou de ter capacidade para comprar o combustível necessário para abastecer as caldeiras no navio.
As caldeiras são necessárias para pôr a funcionar geradores que, entre outras coisas, mantêm um gás inerte que evita o fluxo de explosões. O navio-tanque precisa de 11.000 toneladas de combustível, que custam cerca de oito milhões de dólares por ano.
“Após a paralisação das caldeiras, a grande maioria dos equipamentos e das máquinas do navio-tanque parou, incluindo o sistema de ventilação que reduz a humidade e evita a corrosão”, explicou.
Desde 2015, a manutenção anual do navio parou completamente e a maioria dos tripulantes, com exceção de 10 pessoas, foi retirada do navio, quando a coligação liderada pela Arábia Saudita impôs um embargo terrestre, marítimo e aéreo para desalojar os rebeldes huthis de várias áreas do Iémen, incluindo da capital Sanaa.
A guerra civil no Iémen causou a destruição maciça da maioria das áreas sob controlo dos Huthis cresceram os temores de que uma bala perdida atinja o navio-tanque e cause uma explosão ou o derrame do petróleo no Mar Vermelho.
O alto funcionário da empresa estatal responsável pelo navio-tanque pediu ajuda à comunidade internacional, alegando que um derrame daquela dimensão na costa do Iémen pode constituir um desastre humanitário.
“O desastre pode acontecer a qualquer momento”, alertou, defendendo ser necessário “salvar o Iémen de um desastre terrível e iminente que aumentará o sofrimento do Iémen durante dezenas de anos e privará milhares da sua sobrevivência, além de matar a vida marinha do mar Vermelho”.
Hashim Thaci, Presidente do Kosovo desde Abril de 2016, foi acusado ontem de crimes contra a Humanidade e de crimes de guerra pelo procurador do Tribunal especial para o Kosovo em Haia, na Holanda. Antigo comandante da guerrilha independentista albanesa do Kosovo no conflito com a Sérvia no período de 1998-99 e homem forte do país desde que se tornou independente em 2008, Hashim Thaci soube esta quarta-feira das acusações que pesam sobre ele.
Suspeito de «crimes contra a Humanidade e de crimes de guerra, incluindo assassínios, desaparecimentos forçados, perseguição e tortura», o Presidente do Kosovo é alvo ao todo de 10 acusações. Igualmente colocados no banco dos réus estão 9 ex-combatentes Kosovares, assim como Kadri Veseli, ex-chefe das secretas do país, actualmente deputado e dirigente do Partido Democrático do Kosovo (PDK).
Ao todo, os suspeitos são acusados de serem penalmente responsáveis de cerca de 100 homicídios de kosovares albaneses, sérvios e membros de outras comunidades, ocorridos entre Janeiro de 1998 e Dezembro do ano 2000, durante e depois de um conflito que provocou mais de 13 mil mortos.
O acto de acusação entregue aos juízes no 24 de Abril e mantido secreto até ontem, deve ainda ser examinado para a sua validação ou indeferimento por uma câmara do Tribunal até ao dia 24 de Outubro.
Habitualmente, nesta fase do processo, opta-se por preservar o sigilo, mas o Procurador tornou públicas as acusações, apesar de ainda não ter nenhum parecer dos juízes, por recear interferências. Com efeito, no seu comunicado, a acusação menciona «repetidos esforços por parte de Hashim Thaçi e de Kadri Veseli para obstruir o trabalho» do tribunal «para não comparecerem perante a justiça».
Oficialmente criado em 2015 para investigar os crimes alegadamente cometidos pela guerrilha independentista kosovar albanesa contra opositores e comunidades rivais durante e depois da guerra do Kosovo, o Tribunal especial dá continuidade a investigações encetadas já em 2011 sobre os presumíveis crimes do actual Presidente do Kosovo e do antigo chefe das secretas kosovares, suspeitos de se terem igualmente dedicado no passado a actividades de tipo mafioso, como por exemplo o trafico de órgãos humanos, armas e droga.
Dos 582 pacientes que fizeram parte desta investigação e cujo teste à presença do SARS-CoV-2 foi positivo, apenas quatro crianças morreram, todas com mais de 10 anos e duas delas já tinham patologias preexistentes
Amorte de crianças associada à covid-19 é muito rara e ocorre em menos de 1% dos casos, dado que a doença é, normalmente, moderada naquele grupo etário, segundo uma investigação europeia na qual participaram 82 estabelecimentos de saúde.
De acordo com um estudo publicado na revista especializada The Lancet Child & Adolescent Health, citado pela agência France Presse (AFP), estão incluídas crianças a partir dos 3 anos e jovens até aos 18.
A investigação liderada por especialistas da Grã-Bretanha, Áustria e Espanha, demonstra que das quase 600 crianças e jovens com menos de 18 anos que integraram o estudo e que estavam infetadas com o novo coronavírus, apenas um quarto tinha complicações médicas preexistentes.
Dos 582 pacientes que fizeram parte desta investigação e cujo teste à presença do SARS-CoV-2 foi positivo, apenas quatro crianças morreram, todas com mais de 10 anos e duas delas já tinham patologias preexistentes.
O estudo também dá conta de que apenas 48 crianças, ou seja 8% do total, desenvolveram doença grave. Mais de 90 crianças (16%), não desenvolveram quaisquer sintomas.
Os investigadores assumem também que a mortalidade infantil poderá até ser inferior ao registado neste estudo.
“As crianças nas quais outros vírus foram detetados no trato respiratório, juntamente com o SARS-CoV-2, eram mais propensas” a desenvolver doença grave, ou seja, este dado poderá significar que se avizinham “implicações importantes” no próximo inverno, explica uma das investigadores principais deste estudo internacional, Begoña Santiago Garcia, do Hospital Universitário Gregório Marañon, em Madrid (Espanha).
A pandemia de covid-19 já provocou quase 484 mil mortos e infetou mais de 9,5 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 1.549 pessoas das 40.415 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Os cientistas explicaram que esta decisão foi tomada após a realização de testes com inteligência artificial, tecnologia que demonstrou capacidade para identificar em rochas diferentes características distintivas de vida.
ANASA vai deixar a tomada de decisão na procura por vida noutros planetas nos computadores com inteligência artificial que estarão integrados nos veículos de exploração espacial, anunciou a agência esta quinta-feira.
Segundo a Efe, a agência espacial divulgou esta intenção na quinta-feira, quando cientistas do Centro de Voo Espacial Goddard da NASA falavam durante a conferência Goldschmidt sobre geoquímica.
Os cientistas explicaram que esta decisão foi tomada após a realização de testes com inteligência artificial, tecnologia que demonstrou capacidade para identificar em rochas diferentes características distintivas de vida.
Os primeiros resultados deste trabalho mostraram como este sistema pode identificar essas características através de um algoritmo com precisão de 94%, valor que a NASA espera melhorar até 2023, ano em que o sistema será parcialmente estreado na missão de exploração ao planeta Marte, ExoMars, e que futuramente será implementado em outras missões.
“Este é um passo visionário na exploração espacial. Significa que, com o tempo, passamos da ideia de que os seres humanos estão envolvidos em tudo no espaço, para a ideia de que os computadores estão equipados com sistemas inteligentes e que são treinados para tomar decisões e transmiti-las consoante a prioridade”, destacou a líder desta equipa de pesquisa da NASA, Victoria Da Poian.
Os investigadores do Goddard Space Flight Center treinaram inteligência artificial para esta poder analisar centenas de amostras de rocha usando o Analisador de Moléculas Orgânicas de Marte (MOMA), uma ferramenta que será incorporada no veículo ‘rover’ do ExoMars 2023, o Rosalind Franklin.
O MOMA é uma ferramenta capaz de estudar e identificar moléculas orgânicas nas rochas, capacidade que permitirá procurar sinais de vida, passada ou presente, em Marte.
Apesar da sua autonomia, os investigadores explicaram que o veículo espacial Rosalind Franklin continuará a enviar informações para a Terra.
Os cientistas sublinharam que o avanço científico apresentado agora será muito útil no futuro, ao explorar as luas de Júpiter, como Europa, ou de Saturno, como Encélado e Titã, porque as decisões terão de ser tomadas no local e no momento.
Com a tecnologia atual isso não é possível, pois as transmissões podem demorar até sete horas para chegar à Terra a partir daqueles locais.
Um grupo de hackers [piratas informáticos] russos especializado em ataques de ransomware [ataque informático que toma o controlo do computador e exige, por norma, um resgate] tem um novo alvo: norte-americanos em teletrabalho.
O caso foi revelado pelo The New York Times, que adianta que o grupo auto-intitulado de Evil Corp., — “Empresa do Mal”, em português, o nome é uma alusão à série Mr. Robot — está a agir por retaliação na sequência de terem sido acusados em dezembro pelo governo dos EUA.
O Departamento do Tesouro dos EUA afirmou que membros de grupo, em tempos, trabalhou para os serviços secretos russos. Contudo, agora está a tentar extorquir trabalhadores que, devido à pandemia, estão a trabalhar a partir de casa. O alerta quanto aos perigos destes hackers foi dado inicialmente na quinta-feira pela Symantec, um departamento de cibergurança da empresa tecnológica Broadcom, e dá conta que este grupo conseguem infetar um computador de “uma forma nunca antes vista”.
Ao atacarem um computador, estes hackers chegam a pedir resgates de milhões. Para obrigar o utilizador a pagar retém o acesso a todos os dados. “As empresas de segurança têm sido acusadas de avisar de perigo que depois não acontecem [“crying wolf“, em inglês], mas o que vimos nas últimas semanas é notável”, disse ao jornal Eric Chien, diretor técnico na Symantec.
O mesmo responsável de cibersegurança deixa ainda outro alerta quanto aos propósitos nefastos que este grupo pode ter: “Atualmente, trata-se de ganhar dinheiro, mas a infraestrutura que eles estão a implementar pode ser usada para eliminar muitos dados – e não apenas nas empresas”. Com este aviso, Chien refere-se a possíveis ataques que o governo dos EUA teme que possam vir a acontecer em novembro, altura em que o país vai a votos para reeleger ou eleger um presidente.
Como exemplo deste perigo que pode afetar também os serviços públicos dos EUA, o jornal lembra um ataque informático que ocorreu no final de 2019 no Louisiana contra funcionários estatais. Um caso semelhante voltou a acontecer no Oregon já em janeiro deste ano. Neste último, um grupo de hackers conseguiu atacar serviços públicos que impediram que eleitores pudessem registar-se.
De acordo com a Symantec há 31 empresas identificadas que fazem parte da lista da Evil Corp. Porém, anda não se sabe se foram ataques bem sucedidos ou não (por vezes, as empresas ocultam estas situações por terem medo que afete a sua imagem). A Symantec adianta ainda que este hackers conseguem contornar as proteções de alguns programas de antivírus instalados.
Temo-los visto a aumentarem os seus pedidos de resgate nos últimos anos, em milhões de dólares à medida que atingem objetivos maiores”, diz um investigador da Fox-IT ao jornal.
Em dezembro, o Departamento de Justiça dos EUA afirmou que o Evil Corp. esteve envolvido “em crimes cibernéticos numa escala quase inimaginável”. Na altura, o Departamento de Tesouro emitiu logo sanções estes hackers e criou um prémio de cinco milhões de dólares (cerca de 4,5 milhões de euros) que será atribuído a quem conseguir informações do líder deste grupo.
Estes ataques não tentam entrar numa VPN [ligação segura criada por empresa (…) Eles apenas usam [o malware] para identificar para quem o utilizador trabalha [e tentar atacar a ligação se não estiver protegida”, diz a Symantec.
Como refere o mesmo jornal, a acusação de dezembro e as sanções atribuídas identificaram Maksim V. Yakubets como sendo um dos culpados. Contudo, o Departamento do Tesouro afirma que este alegado pirata informático pode está a ser protegido pelo Kremlin por ter trabalhado para as forças de inteligência do governo russo.
Nos últimos dois anos, as transacções comerciais entre Moçambique e Zimbabwe atingiram a cifra de quatrocentos milhões de dólares, equivalente a aproximadamente trinta mil...
A introdução de quatro novos sistemas de captação, tratamento e abastecimento de água promete uma significativa melhoria nas condições de saúde para cerca de...