Nove soldados nigerianos e dois membros de uma milícia de autodefesa foram mortos no sábado 27, num alegado ataque ‘jihadista’ ocorrido no nordeste da Nigéria, foi hoje anunciado.
Segundo a agência France-Presse (AFP), combatentes identificados como membros do grupo ‘jihadista‘ BokoHaram abriram fogo e lançaram granadas sobre um comboio civil de 100 veículos, protegido pelo exército nigeriano, na aldeia de Komala, na estrada entre Damboa e Maidiguri, capital do estado de Borno.
A localidade de Damboa fica na orla da floresta de Sambisa, um enclave onde os combatentes do BokoHaram’pertencentes à fação de AbubakarShekau se refugiaram e de onde lançam os seus ataques.
“Nove soldados e dois membros das milícias civis que combatem o BokoHaram com o exército nigeriano foram mortos neste ataque, que ocorreu no sábado por volta das 13:30″ (12:30 GMT), afirmou à AFP sob anonimato, um oficial do exército nigeriano.
Vários civis ainda estão desaparecidos sem que se saiba se foram mortos ou sequestrados pelos agressores.
“Foi uma emboscada contra esse comboio civil, escoltado por tropas militares e milícias”, acrescentou.
As estradas do estado de Borno estão quase todas fechadas por razões de segurança e os camiões ou carros e veículos de transporte público podem transitar apenas em determinados dias, sob proteção militar.
Os combatentes apreenderam vários veículos e saquearam a comida transportada nos camiões, tendo depois fugido para a floresta Sambisa, disse um dos chefes da milícia civil, IbrahimLiman.
Nas últimas semanas, houve um aumento dos ataques ‘jihadistas‘ nesta região, que voltam a atingir mais civis, depois de vários meses nos quais os alvos eram principalmente militares.
Uma criança de 11 anos morreu e quatro pessoas ficaram feridas num novo ataque armado contra um autocarro de passageiros no centro de Moçambique, disseram à Lusa testemunhas e autoridades.
Acriança foi atingida por várias balas e viria a morrer a caminho do hospital distrital de Gondola, para onde tinha sido transferida com outros feridos.
“Estávamos em aproximação a Inchope e de repente ouvimos tiros. No meio da agitação, eu mesmo percebi que tinha sido alvejado”, contou Noémio Gonçalves, um sobrevivente, enquanto recebia cuidados médicos no hospital distrital de Gondola.
“Só ouvimos tiros, pouco depois de termos reiniciado a viagem” descreveu à Esmeralda Goliate, outra sobrevivente.
Desconhecidos dispararam rajadas de balas contra o autocarro a cinco quilómetros de Inchope, junto à estrada nacional 1 (N1), província de Manica, pelas 06:00 locais (05:00 em Lisboa).
O ataque ocorreu numa área densamente habitada, sem histórico de emboscadas.
O autocarro da transportadora Nagi e os passageiros tinham pernoitado na vila da Gorongosa, de onde partiram cerca das 05:00 (04:00 em Lisboa) para completar a viagem de Nampula (norte) para Maputo, capital (sul).
Pelo menos 24 pessoas já foram mortas a tiro desde agosto de 2019 em ataques armados no centro do país atribuídos a guerrilheiros dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo).
Os agressores pertencerão a uma autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, ex-dirigente da guerrilha, que contesta o presidente da Renamo, OssufoMomade, e as condições dos acordos de paz celebrados em 2019.
O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, exonerou hoje cinco ministros do Governo liderado por Nuno Nabian, que pediram a sua demissão por “razões pessoais”, segundo um decreto divulgado à imprensa.
O chefe de Estado exonerou os ministros da Defesa, Sandji Fati, do Interior, Botche Candé, da Economia, Victor Mandinga, da Agricultura, Abel da Silva Gomes, e dos Recursos Naturais e Energia, Jorge Malú.
“As funções dos ministros exonerados serão asseguradas pelo primeiro-ministro até novas nomeações”, acrescenta o decreto, que entrou hoje em vigor.
Sandji Fati, Victor Mandinga e Abel da Silva Gomes foram eleitos deputados pelo Movimento para a Alternância Democrática da Guiné-Bissau (Madem-G15) e integraram o Governo nomeado por Umaro Sissoco Embaló, após ter tomado posse como Presidente do país e demitido o executivo chefiado por Aristides Gomes.
Jorge Malú e Botché Candé são deputados eleitos pelo Partido de Renovação Social nas últimas legislativas.
Quando integraram o Governo de Nuno Nabian não foram substituídos nos seus lugares enquanto deputados, porque não houve sessão plenária na Assembleia Nacional Popular.
Na sexta-feira, um outro deputado do PRS foi exonerado das funções de diretor-geral dos Portos da Guiné-Bissau.
O parlamento da Guiné-Bissau reúne-se a partir de segunda-feira e até 07 de agosto para discutir a atual situação política do país e definir que tem a maioria parlamentar.
A Guiné-Bissau está a viver um período de especial tensão política com o parlamento guineense dividido em dois blocos com ambos a reivindicarem a maioria parlamentar e a defenderem o seu direito de formar Governo.
A crise política agudizou-se depois de não ter havido entendimento entre as várias partes para formar um Governo, até 22 de maio, que respeitasse os resultados das eleições legislativas de 2019, ganhas pelo PAIGC.
O prazo dado pela Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), que tem mediado a crise política no país, não foi respeitado, nem o de 18 de junho dado pelo chefe de Estado guineense, Umaro Sissoco Embaló.
O Presidente guineense, que admitiu dissolver o parlamento caso não houvesse entendimento entre as várias fações políticas, disse agora que vai esperar pela sessão plenária marcada para segunda-feira, onde será determinado quem tem a maioria parlamentar.
O PAIGC venceu as legislativas de março de 2019 sem maioria e fez um acordo de incidência parlamentar com a APU-PDGB, Partido da Nova Democracia e União para a Mudança, obtendo 54 dos 102 assentos no parlamento.
Logo no início da legislatura, o líder da APU-PDGB, Nuno Nabian, incompatibilizou-se com o PAIGC e aliou-se ao Movimento para a Alternância Democrática (Madem-G15), segunda força política do país, com 27 deputados, e Partido da Renovação Social, que elegeu 21 deputados.
Apesar da nova aliança, quatro dos cinco deputados da APU-PDGB mantiveram a sua lealdade ao acordo de incidência parlamentar assinado com o PAIGC.
O PAIGC confirmou hoje que não vai participar na sessão prevista para segunda-feira.
A Boeing recebeu a aprovação da Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos para iniciar testes do controverso modelo 737 Max, para demonstrar que pode voar em segurança com o novo “software” de controlo de voo.
Os voos, que podem começar esta segunda-feira, de acordo com os “media” locais, representam um passo importante nos esforços da empresa para garantir que os seus aviões mais vendidos voem novamente.
O modelo deixou de voar em março de 2019, após alguns acidentes fatais, na Indonésia e na Etiópia, que vitimaram um total de 346 pessoas.
A crise custou vários mil milhões de dólares à Boeing, incluindo as compensações a pagar às vítimas e às companhias aéreas. O caso também levou à demissão do diretor executivo da empresa, levantou dúvidas sobre a solvência da mesma e suspeitas em relação à supervisão relacionadas com com a velocidade com que foi aprovado o MAX.
Os voos de certificação, realizados por pilotos da FAA, devem provavelmente ocorrer na área de Seattle, onde o avião tem vindo a sofrer alterações.
Um dos principais pilotos de teste da Boeing também vai integrar os voos.
“Espera-se que os testes levem vários dias e vão incluir uma ampla gama de manobras de voo e procedimentos de emergência para permitir que se avalie se as mudanças atendem aos padrões de certificação da FAA”, disse a agência num email enviado domingo à comissão de supervisão do Senado e da Câmara dos Representantes.
Se os voos forem bem-sucedidos, ainda poderá levar meses para que as aeronaves voltem aos céus, até porque se a FAA identificar mais problemas, a Boeing pode ainda precisar de fazer alterações adicionais.
Pelo menos 12 pessoas morreram e 10 estão desaparecidas na sequências das chuvas fortes que atingiram o sudoeste da China, aumentando o número de vítimas em inundações e deslizes de terra em todo o país este verão.
O condado de Mianning, na província de Sichuan, foi atingido por tempestades na sexta-feira e no sábado, com inundações severas no município de Yihai, informaram as autoridades locais, citadas pela imprensa oficial.
Mais de 7.700 pessoas foram retiradas da região, que fica numa planície entre colinas íngremes que se estendem até ao planalto tibetano, onde estão as nascentes dos principais rios da China.
Segundo o ministério de Gestão de Emergências da China, desde o início de junho, as inundações resultaram na morte ou desaparecimento de 78 pessoas, destruíram ou danificaram mais de 100 mil casas e causaram perdas económicas diretas estimadas em mais de 25 mil milhões de yuan (3,1 mil milhões de euros).
As inundações sazonais atingem grande parte da China todos os anos, e as autoridades têm procurado mitigar os danos através da construção de barragens, particularmente a enorme estrutura das Três Gargantas, no rio Yangtze.
As piores inundações sofridas pela China nos últimos anos ocorreram em 1998, quando mais de duas mil pessoas morreram e quase três milhões de casas foram destruídas.
Homens armados lançaram hoje um ataque na Bolsa de Valores de Carachi, a maior cidade e capital financeira do Paquistão, informou a polícia.
“Um número desconhecido de atacantes está dentro ou ao redor da bolsa”, disse uma fonte da polícia à agencia de notícias France-Presse (AFP), que pediu para não ser identificado.
“Por enquanto, os disparos pararam”, disse um quadro da instituição financeira à AFP.
Até ao momento não existe qualquer balanço de vítimas.
O Real Madrid venceu por 1-0 o Espanyol em Barcelona e tem agora dois pontos de avanço sobre o FC Barcelona, na frente do campeonato espanhol de futebol, quando faltam seis jornadas para terminar.
A grande época que o francês Karim Benzema está a fazer teve mais um capítulo, com um fantástico toque de calcanhar a assistir o golo do brasileiro Casemiro, antigo jogador do FC Porto, imediatamente antes do intervalo.
Os “merengues” aproveitaram da melhor maneira o “tropeção” do FC Barcelona, que na véspera empatou 2-2 em Vigo.
Benzema consegue assim a 107.ª assistência pelo Real Madrid, aproximando-se um pouco mais do recorde de 116, que é detido por Cristiano Ronaldo e Raul.
Mais influente desde a ida de CR7 para a Juventus, Benzema está a fazer a sua melhor época de sempre em Madrid, liderando a muito motivada equipa na sua quinta vitória consecutiva.
“Barça” promete não desistir
O “Barça” ainda não dá o caso por encerrado e Gerard Piqué, grande referência da equipa, escreve nas redes sociais: “Lembrem-se que somos o ‘Barça’ e que tudo isto ainda não acabou. Lutar até ao fim faz parte do nosso ADN.”
O calendário até ao final é mais complicado para os catalães, nos quais alinha Nélson Semedo, que na terça-feira recebem o Atlético de Madrid, de João Felix, atual terceiro e em “estado de graça” após o desconfinamento. Logo de seguida, jogam no terreno do Villarreal, quinto da tabela.
Já o Real Madrid, tem um final de época aparentemente mais facilitado, com três dos seis jogos ainda para fazer contra equipas da segunda metade da tabela.
Outros jogos
O Villarreal teve o génio de Santi Cazorla a desequilibrar na vitória de 2-0 sobre o Valência. O motor do meio campo do “submarino amarelo” assistiu Gerard Moreno para o 2-0, depois de um golo inicial de Paco Alcácer.
Gonçalo Guedes fez a segunda parte na equipa do Valência, que está ‘perdida’ num oitavo lugar que lhe vai deixando a Europa como uma miragem.
Hoje ainda, o Eibar, de Rafa, ganhou por 2-1 ao Granada, de Gil Dias, e o Levante, de Hernani e Ruben Vezo, superou por 4-2 o Bétis, de William Carvalho.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, vai anunciar um “enorme plano” de relançamento da economia britânica, assente em grandes projectos públicos de construção de infra-estruturas, para recuperar da crise provocada pela pandemia, noticia hoje a imprensa britânica.
A pandemia de covid-19 “foi um enorme, enorme, choque para o país, mas vamos recuperar muito bem”, disse Johnson numa entrevista ao tabloide Mail on Sunday.
“Se a covid fosse um relâmpago, o que estamos prestes a ver é uma trovoada de consequências económicas. Vamos estar preparados”, assegurou.
O Reino Unido “não voltará, em absoluto, à austeridade de há dez anos”, sob o governo do também conservador David Cameron, afirmou.
Segundo o Mail, Boris Johnson vai anunciar os pormenores do plano de relançamento na terça-feira, no que descreve como “um momento muito importante”.
O confinamento imposto no Reino Unido no mês de abril devido à pandemia decovid-19 provocou uma queda de 20,4% do Produto Interno Bruto (PIB) britânico, um recorde histórico que se somou a uma queda do PIB de 5,8% em Março.
A taxa de desemprego pode atingir níveis nunca vistos desde os anos 1980, ultrapassando os 3,3 milhões registados em 1984, escreve hoje o jornal The Observer, citando um documento da Câmara dos Comuns.
Entrevistada também hoje pela Sky News, a ministra do Interior, Priti Patel, disse que o Governo está determinado a “pôr o Reino Unido novamente em andamento”.
“Estamos a elaborar um plano para a retoma, um roteiro que se concentra nas infra-estruturas”, disse a ministra, citando investimentos em “estradas” e “Internet de banda larga”.
Na entrevista ao Mail, Boris Johnson disse que vai anunciar a criação de uma ‘task force’ para reduzir os prazos de construção de “infraestruturas de alta qualidade”.
Os projectos em consideração incluem a construção de 40 novos hospitais, um plano de reabilitação das escolas e a construção de novas prisões para albergar 10 mil detidos, depois de o Ministério da Justiça ter anunciado, também hoje, a construção de quatro novas prisões para reduzir a criminalidade e apoiar as economias locais e o sector da construção, assegurando ao mesmo tempo a criação de milhares de empregos.
“Vamos precisar de um plano muito empenhado e dinâmico, não apenas para infra-estruturas, não apenas para investimento, mas para garantir que os jovens têm a confiança de que precisam de que vamos ajudá-los a encontrar emprego, aumentarem as suas competências, para continuarem a aprender ao mesmo tempo que trabalham para ter um emprego altamente especializado e bem remunerado que lhes assegure uma boa posição por muito tempo”, disse o primeiro-ministro.
Depois das críticas à gestão da pandemia, que fez mais de 43 mil mortos no Reino Unido, fazendo do país o mais afectado na Europa, o Governo de Boris Johnson confronta-se agora com o desafio de fazer o desconfinamento mantendo os contágios sob controlo.
A próxima grande etapa está prevista para o próximo sábado, com a reabertura de pubs, restaurantes, cabeleireiros, museus e cinemas, encerrados desde o final de Março.
Boris Johnson pediu na entrevista aos britânicos que respeitem as regras sanitárias quando estiverem nos pubs, restaurantes e hotéis e advertiu que se se repetirem as imagens de praias sobrelotadas do fim de semana passado não hesitará em impor micro-confinamentos em localidades específicas.
Segundo uma sondagem Opinium publicada no sábado, 37% dos britânicos considera que o líder dos Trabalhistas, Keir Starmer, faria um melhor trabalho na gestão da pandemia, contra 35% que considera Boris Johnson o melhor para a tarefa.
Mil cruzes cravadas em frente ao Congresso brasileiro, como parte de uma manifestação simbólica, recordaram hoje as mais de 57 mil vítimas da covid-19 no Brasil e o “negacionismo” do presidente Jair Bolsonaro.
Durante três horas as cruzes “decoraram” os amplos jardins em frente à sede do Congresso e que constitui parte da esplanada dos ministérios, a ampla avenida em Brasília onde estão localizados os principais edifícios públicos do país, incluindo o da presidência.
O ato batizado de “Stop Bolsonaro” foi organizado por um movimento de esquerda que se identificou como “Resistência e Ação” e que, desta forma, quis recordar as milhares de vítimas do novo coronavírus no Brasil, o segundo país com mais mortes e infetados com a doença no mundo.
“Mais de 50 mil mortes. Bolsonaro pare de negar”, lia-se, em grandes letras, no única inscrição que acompanhava as cruzes cravadas no centro do poder no Brasil.
O líder de extrema-direita é um dos governantes mundiais mais céticos sobre a gravidade da pandemia, chegando a chamar a covid-19 de “gripezinha”, defendendo a imediata normalização de todas as atividades e o fim das medidas de distanciamento social impostas pelos governadores e municípios para enfrentar o novo coronavírus.
Segundo o último balanço do Ministério da Saúde, decorridos quatro meses e um dia desde o primeiro caso registado, o Brasil contabilizou até sábado 57.070 mortes e 1.313.667 casos confirmados do coronavírus.
Estes números confirmam o Brasil como o segundo país com mais vítimas e contágios no mundo depois do Estados Unidos, bem como um dos novos epicentros mundiais da pandemia, além de ser a nação que registou a média mais alta de vítimas nos últimos dias.
Apesar de a pandemia continuar a avançar e de o país ainda não ter atingido o pico da curva de contágio, a maioria dos governos regionais e municipais que impuseram medidas de distanciamento para conter a doença já iniciaram processos graduais de desconfinamento.
Outros pequenos atos convocados através das redes sociais com a ‘hashtag’ #StopBolsonaroMundial, que pediu a renúncia do chefe de Estado e criticou a sua política negacionista perante a pandemia, registaram-se hoje em algumas cidades brasileiras e no exterior, principalmente na Europa.
Em Brasília, onde o protesto incluiu também uma cerimónia ecuménica com a participação de líderes indígenas, os manifestantes pediram ao congresso a abertura de um processo político de destituição contra Bolsonaro.
“Foi um ato para denunciar os responsáveis por este genocídio”, afirmou a professora Lucia Iwanow, uma das organizadoras do protesto.
Entre os manifestantes em Brasília destacou-se a presença do ex-ministro Gilberto Carvalho e da deputada federal Erica Kokay, dois importantes dirigentes do Partido dos Trabalhadores, a força política que governou durante 13 anos o país, primeiro com Luís Inácio Lula da Silva (2002-2010) e depois com Dilma Rousseff (2011-2016) no cargo de Presidente da República.
Em Berlim, mais de mil pessoas manifestaram-se contra o racismo. Um protesto, cumprindo as regras de distanciamento social, no âmbito da onda mundial de manifestações contra o preconceito, a discriminação racial e a violência por parte da polícia, após o assassinato por um polícia, nos EUA, de um afro-americano George Floyd.
Uma manifestante afirmava que “existem estruturas extremistas de direita, óbvias, na polícia, o que é um grande problema. Também temos pessoas que morreram como resultado da violência policial, mesmo na Alemanha, não apenas nos Estados Unidos. Este é também um problema alemão. É por isso que é importante esta manifestação”.
Ao mesmo tempo, mais de 3.000 pessoas marchavam também na capital alemã contra a discriminação dos gays, lésbicas e transexuais. Uma forma de trazer para as ruas a marcha do orgulho gay, depois de ser cancelada a Berlin Pride prevista para 25 de julho, devido à Pandemia de Covid-19.
O presidente italiano, Sergio Mattarella, visitou, este domingo, Bérgamo, no norte do país – o epicentro do primeiro surto do novo coronavírus na Europa e uma das províncias mais atingidas de Itália.
O chefe de Estado prestou homenagem às vítimas da pandemia e deixou um aviso: é preciso aprender as lições.
“Recordar significa refletir seriamente, com rigorosa precisão, sobre o que não funcionou, sobre as falhas do sistema, sobre os erros para evitar repetições.”
Desde o início do surto da Covid-19, em finais de fevereiro, a província de Bérgamo registou mais de 13.000 casos do novo coronavírus e mais de 3.000 mortes.
Desde o surgimento do vírus, no final do ano passado na China, registaram-se mais de 10 milhões de infeções em todo o mundo e mais 500 mil pessoas morreram.
No Reino Unido, o Governo pondera impor o confinamento obrigatório na cidade inglesa de Leicester. Um novo surto da Covid-19 levou a ministra do Interior a alertar para a imprudência da população.
Priti Patel afirmou que não consegue pensar em nada pior “do que termos outra vaga desta terrível doença que resultaria em mais confinamentos locais”, e em mais e maiores prejuízos para todo o país.
Depois da Europa, a América é agora o novo epicentro mundial da Covid-19. No Brasil, por exemplo, já morreram mais de 57.000 pessoas. O presidente Jair Bolsonaro, chegou a apelidar o vírus de “gripezinha”, prestou recentemente homenagem às vítimas, mas foi mais uma vez visto sem máscara em público, violando assim uma ordem de um tribunal federal
Angélica tem 36 anos de idade, é mãe de quatro filhos dos quais gémeos que completam este domingo sete meses de vida. A mulher foi expulsa do lar há três meses porque segundo suas palavras deu à luz uma criança que nasceu com o ânus no abdómen.
A mesma criança nasceu com a perna e o pé defeituosos que até aqui a jovem mãe não sabe se terá correção ou não. Ela já foi ao Hospital Central de Maputo, a maior unidade sanitária do país, e segundo contou ao Jornal “O País” a cirurgia para abertura do ânus não é feita devido ao Estado de Emergência vigente no país.
“Já fui ao Hospital Central lá fui dito que só depois do fim do Estado de Emergência poderá ser feita a cirurgia. Quanto ao pé o médico ortopedista disse que internamente não há possibilidade, só fora”. Entristece-lhe ainda o facto de o mardo não prestar assistência e atenção a família.
Sem emprego, Angélica vive com os filhos nesta casa do tipo um, cedida pelo pai no bairro trevo no Município da Matola. Angélica diz ela que Já vendeu todos seus pertences para garantir a sobrevivência dos filhos e especialmente do pequeno Géneses que precisa de cuidados especiais.
“O meu maior desejo é ver meu filho curado, ver a cirurgia a ser feita ao meu filho. Vou aliviar meu sofrimento que é tanto”.
Ela diz que neste momento sobrevive graças aos vários movimentos de caris social que vão prestando apoio sobretudo em fraldas. Génesis é descrito pela mãe com um bebê calmo que brinca tranquilamente, mas no momento da elaboração da presente notícia o rapaz chorava para atrair a atenção da mãe para troca de fraldas que é feita com muita regularidade.
As verduras, frutas e legumes são um dos produtos indispensáveis na dieta alimentar de algumas famílias moçambicanas. Na cidade de Maputo, as hortaliças são produzidas no vale do Infulene, e de lá são levadas para vários mercados da capital e não só.
Uns optam em vender mesmo aqui nas proximidades do vale de Infulene, a beira da estrada, ignorando todos os perigos. Pelas vendedeiras as hortaliças são lavadas, com água de proveniência duvidosa e que na bacia já clama há muito tempo, pela substituição.
“Nós temos lavado as nossas hortaliças, com água limpa e seguimos todos cuidados de higiene”, respondeu uma das vendeiras quando questionada pelo “O País”.
Vanda Sérgio, uma outra vendedeira diz que tem lavado hortaliças com certeza, como forma de proteger os seus consumidores de possíveis infeções.
“Eu sempre lavo com certeza, mas hoje não trouxe porque esqueci em casa”, disse a vendedeira de aparentemente 25 anos de idade, que revelou que algumas companheiras suas tem lavado as hortaliças com água de valas de drenagem, uma atitude que pode colocar em perigo a saúde dos consumidores.
Frutas, são outros alimentos que precisam de uma higiene redobrada sobretudo nesta época da doença mais temida ao nível mundial.
“Sim. As frutas são trazidas da África do Sul, um país que sabemos que há maior número de infectados pela COVID-19, é necessário que as frutas como a maçã e uvas sejam bem lavadas”, apelou Celina, vendedeira de frutas.
Nos mercados as pessoas compram, cientes de que a lavagem dos alimentos que pela natureza não são fervidos, a higiene deve ser reforçada.
A Federação Internacional de Futebol (FIFA) informou que os jogos de qualificação ao Mundial de 2022 da Confederação Africana de Futebol (CAF) foram adiados para uma data ainda por anunciar.
Com o pronunciamento do organismo máximo do futebol mundial significa que o jogo dos Mambas, previamente marcado para Outubro do corrente ano, referente a primeira jornada de qualificação ao Mundial de 2022, está adiado.
A decisão como base as restrições provocadas pela pandemia da Covid-19 que levou ao encerramento ou adiamento do arranque de todos campeonatos nacionais do continente africano e não só.
Para além das partidas da CAF, foram também alterados os jogos da Confederação Asiática de Futebol (AFC), daConfederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (CONCACAF) e da Confederação de Futebol da Oceânia (OFC).
Os play-offs intercontinentais de apuramento para o Mundial de 2022 que vão juntar uma seleção da Africa, América do Norte, América do Sul e Oceânia, a disputar dois lugares de qualificação a Copa do Mundo do Qatar,passaram de Março para Junho de 2022.
Um jovem de 22 anos de idade está detido nas celas do comando distrital de Chibuto, província de Gaza, indiciado de traficar duas menores para pagar dívida no curandeiro.
Segundo o jornal O País, o acusado nega tudo e alega que uma das menores é sua esposa e a outra sua filha.
O crime teria ocorrido no dia 23 deste mês, quando o suposto traficante levou as duas menores de 15 e sete anos da província de Maputo, para entregá-las a um curandeiro em Gaza, como uma forma de pagar uma dívida.
De acordo com o O País, chegado ao distrito de Chibuto, o curandeiro não aceitou as duas menores como pagamento da dívida e denunciou o jovem de 23 anos à Polícia local pelo tráfico de pessoas.
A Polícia distrital de Chibuto, província de Gaza, não tem dúvidas que este indivíduo teria traficado as duas menores, uma vez que os pais das mesmas não sabiam do seu paradeiro.
Suspeitos insurgentes islâmicos atacaram, no início da manhã de sábado, 27, uma vila, perto de projetos bilionários de gás das multinacionais Total e Exxon Mobil, reporta a Reuters citando fontes da polícia e segurança.
A fonte policial da Reuters disse que o ataque, o mais recente na vila estratégica vila de Mocímboa da Praia, 60 km a sul de projetos de gás, foi “muito violento” e as forças de defesa e segurança moçambicanas (FDS) sofreram várias baixas.
“As FDS estão a travar uma luta feroz”, disse a fonte, acrescentando que as comunicações agora estão cortadas.
Uma fonte de segurança confirmou o ataque deste sábado e disse que helicópteros operados pela empresa de segurança privada sul-africana Dyck Advisory Group reagiram após a melhoria de condições de visibilidade.
Residentes locais citados pela imprensa suspeitam a ocorrência de muitas mortes.
Contatados pela Reuters para comentários sobre o ataque, porta-vozes do ministério da Defesa e da Polícia não responderam de imediato.
As petrolíferas Exxon e a Total não responderam também a pedidos de comentários enviados fora do horário comercial.
O grupo de insurgentes que reocupou no sábado, 27, a sede de Mocímboa da Praia, três meses depois de outra violenta invasão e captura da vila, raptou oito raparigas, um comerciante e um líder religioso relataram à VOA moradores.
O ataque provocou a fuga de centenas de pessoas em barcos ou a pé e a intervenção de helicópteros sul-africanos.
“Eles raptavam as pessoas e deixavam numa mesquita na vila e outros metiam no armazém do empresário Imo” relatou um dos moradores, Assane, pouco antes das comunicações serem interrompidas no local.
“Eles (insurgentes) entraram as 05:00horas locais na vila e começaram a disparar. Todos que conseguiram fugir, fugiam para a costa e apanhavam qualquer barco que encontrassem”, contou à VOA Amina Juma, uma deslocada que chegou este domingo, 28, a Pemba.
Anteriormente a agência de notícias Reuters tinha noticiado que os suspeitos insurgentes islâmicos tinham atacado Mocímboa da Praia no sábado. A vila está situada perto de projetos bilionários de gás das multinacionais Total e Exxon Mobil, reportou a Reuters citando fontes da polícia e segurança.
A fonte policial da Reuters disse que o ataque, o mais recente na vila estratégica vila de Mocímboa da Praia, 60 km a sul de projetos de gás, foi “muito violento” e as forças de defesa e segurança moçambicanas (FDS) sofreram várias baixas.
“As FDS estão a travar uma luta feroz”, disse a fonte, acrescentando que as comunicações agora estão cortadas.
Uma fonte de segurança confirmou o ataque deste sábado e disse que helicópteros operados pela empresa de segurança privada sul-africana Dyck Advisory Group reagiram após a melhoria de condições de visibilidade.
Residentes locais citados pela imprensa suspeitam a ocorrência de muitas mortes.
Contactados pela Reuters para comentários sobre o ataque, porta-vozes do ministério da Defesa e da Polícia não responderam de imediato.
As petrolíferas Exxon e a Total não responderam também a pedidos de comentários enviados fora do horário comercial.
NOVO ATAQUE NO CENTRO DE MOÇAMBIQUE
Uma criança morreu e outros quatro adultos ficaram gravemente feridos durante um ataque armado contra um autocarro de passageiros neste domingo, 28, numa aldeia a 5 quilómetros de Inchope, junto à EN1, na província moçambicana de Manica.
Várias testemunhas contaram a VOA que o autocarro foi “metralhado” cerca das 06:00 horas locais na zona de Arco Íris, no distrito de Gondola (Manica). Várias vítimas ficaram feridas, a criança não resistiu e morreu a caminho do hospital.
“De repente ouvimos tiros, no meio da agitação, eu mesmo percebi que tinha sido atingido com bala no braço” contou à VOA Noémio Gonçalves, um sobrevivente que encontramos a receber cuidados médicos no hospital distrital de Gondola.
O autocarro fazia ligação Nampula (Norte) e Maputo (Sul), pernoitou na vila da Gorongosa, de onde partiu cerca das 05:00 horas, e foi atacado numa zona sem um histórico de emboscadas junto a EN1, a principal estrada que liga o Sul e o Norte de Moçambique.
Este é o primeiro ataque que ocorre na EN1, quase uma semana depois do enviado pessoal do secretário-geral das Nações Unidas a Moçambique, Mirko Manzoni, ter anunciado em entrevista a uma estacão privada de televisão, STV, que fracassaram as tentativas de negociar com o líder dissidente da Renamo, acusado pelas autoridades de protagonizar ataques armados no centro de Moçambique.
A província de Nampula regista uma redução de colecta de impostos, quando comparado com igual período do ano passado. A situação deve-se a restrições impostas pelo novo coronavírus.
Nampula perdeu cerca de mil milhões de meticais em relação ao ano passado em termos da produção global, devido a pandemia da Covid-19.
O director provincial de Plano e Finanças, em Nampula, Arnaldo jacinto, disse no programa Linha Directa da Rádio Moçambique que os sectores mais afectados são os da indústria, comércio e consumo.
No debate, os sectores da cultura e turismo, indústria e comércio, saúde e a Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), lamentaram o impacto negativo que a Covid-19 está a ter e nalguns casos com encerramento de empresas e consequentemente o despedimento de trabalhadores.
O presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, anunciou hoje, 28, a reabertura em fases de escolas de todos os níveis de ensino, após o encerramento em Março para controlar a propagação da Covid-19.
Para permitir a entrada de investidores e gestores para “dinamizar a economia”, Nyusi disse que serão autorizados voos de países selecionados “em regime de reciprocidade”.
As regras para a retoma faseada das aulas e voos serão oportunamente anunciadas pelas autoridades competentes, disse Nyusi.
Estas mudanças enquadram-se no que Nyusi argumentou como necessidade de “reformular cautelosamente as medidas” de prevenção da Covid-19 para “evitar o colapso da economia.”
Na sua declaração à nação, Nyusi prorrogou por mais um mês o estado de emergência mantendo grande parte das medidas do nível três para a propagação da Covid-19.
Nyusi anunciou igualmente medidas que permitirão o aumento de trabalhadores nos serviços, maior acesso a restaurantes e reabertura de museus seguindo a etiqueta de distanciamento.
Na área de indústria e comércio, Nyusi anunciou que as autoridades vão prosseguir com as medidas de reorganização dos mercados por forma a manter o distanciamento entre os vendedores.
O primeiro-ministro do Paquistão disse que os Estados Unidos “martirizaram” Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda responsável pelo ataque a Nova Iorque em setembro de 2001, utilizando um termo dedicado aos homens tombados em batalha.
Imram Khan referiu-se a Osama bin Landen durante um discurso no Parlamento em que criticou os antecessores frisando que a aliança com os Estados Unidos “na luta contra o terrorismo foi um erro”.
Khan disse também que Washington usa linguagem abusiva contra o Paquistão, nomeadamente criticando as falhas de Islamabad em relação ao Afeganistão.
O primeiro-ministro notou que os Estados Unidos se recusaram a fornecer detalhes sobre a operação contra bin Laden em 2011 levada a cabo pela força especial norte-americana Navy SEAL.
O líder da Al Qaeda foi abatido na operação noturna a 2 de maio de 2011 em Abbottad pelas forças de elite norte-americanas.
“Nós alinhámos com os Estados Unidos na Guerra contra o Terrorismo, mas eles vieram cá e mataram-no, martirizaram-no e utilizaram uma linguagem abusiva contra nós e não nos informaram (do raid) apesar de nós termos perdido 70 mil pessoas na luta contra o terrorismo”, disse Khan no Parlamento.
Washington tem repetidas vezes acusado o Paquistão de proteger os talibãs afegãos e de garantir proteção à rede Haqqani, um grupo ligado à Al Qaeda, acusado da autoria de vários ataques no Afeganistão nos últimos anos.
O Paquistão tem negado as acusações, lamentando que Washington responsabilize o Paquistão pelas derrotas da coligação internacional na luta contra os talibãs no Afeganistão e que envolveu 150 mil militares estrangeiros tendo perdido mais de 50% do território.
“Nós apoiamos a América na guerra contra o terrorismo e eles respondem insultando-nos. Eles acusam-nos por todas as falhas no Afeganistão. Eles apontam-nos abertamente como responsáveis porque não conseguem vencer no Afeganistão”, disse Khan.
O Paquistão, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos foram os únicos Estados a reconhecerem o antigo governo talibã do Afeganistão que protegeu Osama bin Laden, responsável pelos ataques de 11 de setembro de 2001 contra as Torres Gémeas em Nova Iorque e que provocaram a invasão militar comandada pelos Estados Unidos.
Na sessão parlamentar, o deputado da oposição Kwja Mohammed Asif criticou Khan por ter usado a palavra mártir quando se referiu ao antigo líder da Al Qaeda.
Asif disse que bin Laden “levou o terrorismo” para o Paquistão.”Ele (bin Laden) destruiu o meu país e ele (Khan) está a dizer que era um mártir”, lamentou o deputado da oposição.
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