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Sábado, Julho 11, 2026
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Trump retira Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde

O presidente norte-americano, Donald Trump, retirou oficialmente os Estados Unidos da Organização Mundial de Saúde (OMS), que acusa de má gestão da pandemia do novo coronavírus, anunciou hoje o senador Robert Menendez.

“O Congresso recebeu a notificação de que o presidente retirou oficialmente os Estados Unidos da OMS em plena pandemia”, escreveu no Twitter o senador democrata, membro da comissão senatorial dos Negócios Estrangeiros, segundo escreve a agência noticiosa France-Presse (AFP).

Também a agência de notícias espanhola Efe, citando um funcionário da Casa Branca que pediu para não ser identificado, indicou que os Estados Unidos deram início ao processo de saída da OMS, o que só sucederá dentro de um ano, decisão que, lembra, chega em plena crise pandémica associada à covid-19.

“O aviso da saída dos Estados Unidos, que se tornará efectiva a 6 de Julho de 2021, foi enviado ao secretário-geral da ONU [António Guterres], que é o depositário da OMS”, disse a fonte à Efe.

Ataque de insurgentes sabota funcionamento do Governo, reconhece autoridade

O edil de Mocímboa da Praia, Carlos Momba, disse que, no ataque de finais de junho, os insurgentes destruíram as principais infraestruturas da vila e de momento “nenhum serviço está a funcionar”.

Momba disse ao diário “O País”, de Maputo, que os insurgentes, no ataque inicia a 27 de junho, os insurgentes ocuparam a vila por três dias, mataram dezenas de pessoas, forçado a fuga de centenas outras e vandalizaram todas as infraestruturas governamentais.

“Nenhum serviço está a funcionar, tudo parou; nenhuma infraestrutura do governo está a funcionar. Todas foram vandalizadas”, disse Momba ao “O País”.

Além de instituições do Governo, o comércio formal foi muito atingido e também não funciona.

A confirmação da paralisação da vila surge numa altura em que personalidades e organizações alertam que os ataques de insurgentes irão exacerbar a crise humanitária e potencialmente afetar o fluxo de investimento estrangeiro na região rica em recursos naturais.

Mais de 1.100 pessoas foram mortas desde que, em 2017, iniciaram os ataques, que o Governo diz serem de insurgentes ligados ao Estado Islâmico.

Líderes religiosos pedem a Donald Trump para não recorrer a pena de morte

Mais de um milhão de líderes religiosos norte-americanos pediram ao presidente Donald Trump para abandonar a retoma das penas de morte federais, programadas para a partir da próxima semana.

No final de Junho, o Supremo Tribunal dos EUA recusou travar a pena de morte para quatro presos federais, que irão ser executados em Julho e Agosto, admitindo uma prática que o governo de Donald Trump tinha decidido retomar, em 2018.

Estas execuções ficarão marcadas como sendo a primeira vez que a pena de morte é usada a nível federal, desde 2003, depois de os juízes do Supremo terem rejeitado o recurso destes quatro reclusos, condenados por matarem crianças.

Hoje, cerca de mil líderes religiosos, incluindo bispos católicos e evangélicos, divulgaram um comunicado em que pedem ao Governo para renunciar a esta prática, com a primeira das quatro execuções marcada para o próximo dia 13.

“Enquanto o nosso país lida com a pandemia de covid-19, uma crise económica e racismo sistemático no sistema de justiça criminal, devemos concentrar-nos em proteger a vida, não a morte”, pode ler-se no comunicado.

“Como evangélico, o meu coração está partido ao ver o meu país querer matar os seus cidadãos, novamente. Já tivemos tantas mortes nos últimos meses”, disse Carlos Malavé, director executivo da organização de igrejas cristãs nos EUA.

Os presos que serão executados são: Danny Lee, que foi condenado no Arkansas por matar uma família de três pessoas, incluindo uma criança de 8 anos; Wesley Ira Purkey, do Kansas, que estuprou e matou uma jovem de 16 anos e matou uma mulher de 80; Dustin Lee Honken, que matou cinco pessoas no Iowa, incluindo duas crianças; e Keith Dwayne Nelson, que sequestrou uma menina de 10 anos que estava a andar de patins em frente a casa, no Kansas, tendo sido estuprada numa floresta atrás de uma igreja antes de ser estrangulada com um arame.

Três das execuções – para Lee, Purkley e Honken – estão agendadas com intervalos de um dia, a partir de 13 de Julho; a execução de Nelson foi agendada para 28 de Agosto.

A mãe de um dos condenados implorou a Donald Trump para que lhe concedesse clemência, mas o presidente ainda não respondeu ao apelo.

Donald Trump, que vai concorrer a um novo mandato nas eleições presidenciais de Novembro próximo, tem pedido o aumento do uso da pena de morte, sobretudo perante assassinos de polícias ou traficantes de drogas.

Nos últimos 45 anos, apenas três pessoas foram executadas, a nível federal, incluindo Timothy McVeigh, responsável pelo atentado a bomba em Oklahoma City (que provocou 168 mortos, em 1995) em 2001.

Reinício das aulas em Angola adiado

O reinício das aulas em Angola, que estava previsto para a próxima segunda-feira, foi adiado sem nova data, anunciou esta terça-feira o ministro de Estado e Chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida.

A decisão é não reiniciar as aulas na segunda-feira. O princípio é de continuar a fazer acompanhamento da situação e, oportunamente, voltar a um novo pronunciamento sobre a matéria”, avançou o governante em conferência de imprensa em Luanda.

Este foi um dos temas abordados numa reunião de trabalho para avaliar a situação epidemiológica presidida esta terça-feira pelo Presidente da República, João Lourenço, “tendo sido dadas indicações aos órgãos competentes para, nos próximos dias, em princípio amanhã (quarta-feira), publicar um ato que anuncia a decisão.

As aulas no ensino geral e universitário em Angola foram suspensas em março, antes de o Presidente angolano declarar o estado de emergência, que decorreu entre 27 de março e 25 de maio, ao qual se sucedeu a 26 de maio a situação de calamidade pública.

O decreto que determina a calamidade pública previa o reinício da atividade no ensino superior e no segundo ciclo do ensino secundário a partir de 13 de julho, embora “dependente da evolução da situação epidemiológica”.

A ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, declarou na conferência de imprensa que “não há um jogo do empurra” no que diz respeito ao regresso às aulas, tratando-se de uma estratégia concertada entre os vários departamentos ministeriais.

Questionado sobre a possibilidade de regresso ao país, cujas fronteiras estão fechadas desde 20 de março, de cidadãos angolanos em voos humanitários, Adão de Almeida adiantou que a prioridade é a criação de condições para, faseadamente, repatriar cidadãos angolanos que se encontram nalguns países com dificuldades para voltar.

Têm sido feitos voos nesse sentido, os últimos para a Zâmbia e o Zimbabué e está em permanente análise o regresso de cidadãos noutras localidades”, respondeu.

O ministro acrescentou que os voos para permitir que concidadãos possam voltar têm de ser feitos de forma faseada, de acordo com a capacidade de quarentena, com vista a diminuir a importação de casos de Covid-19.

“As autoridades competentes, à medida que a programação for feita, irão anunciar aos cidadãos a realização dos voos”, realçou.

Angola conta com um total de 386 casos de infeção pelo novo coronavírus, dos quais 21 óbitos e 117 recuperados.

Moçambique vai gastar 44 milhões de euros na reorganização das escolas

O Governo moçambicano anunciou esta terça-feira que vai gastar 3,5 mil milhões de meticais (44 milhões de euros) na reorganização das escolas, para uma reabertura faseada face aos riscos impostos pela Covid-19.

“Este valor vai ser destinado para a reabilitação e reposição de sistemas de abastecimento de água e saneamento nas escolas, internatos e centros de formação”, disse o ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, após uma sessão do Conselho de Ministros, em Maputo.

As reabilitações serão feitas num prazo de três meses e visam garantir um regresso seguro dos alunos às escolas face à propagação da Covid-19 no país, segundo o governante.

Este trabalho consistirá, por um lado, em fazer a reabilitação das infraestruturas que se mostram num estado obsoleto e, por outro lado, para aquelas instituições que não tinham, vamos colocar estes sistemas”, explicou.

As escolas moçambicanas, que estão encerradas desde 1 de abril no âmbito do estado de emergência decretado pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, vão ser reabertas faseadamente a partir de 27 de julho, com prioridade para as classes com exames, começando pela 12.ª classe, no secundário.

No ensino público, Moçambique conta com um total de 13.337 escolas primárias e 677 escolas secundárias, segundo dados oficiais.

Na última semana, o Presidente moçambicano anunciou a prorrogação do estado de emergência pela terceira vez – o máximo previsto na Constituição — com levantamento faseado de algumas restrições. Além da reabertura faseada das escolas, voltará a haver ligações aéreas internacionais com alguns países, será permitido mais pessoas nos locais de trabalho e os museus poderão reabrir.

Desde o anúncio do primeiro caso em Moçambique, em 22 de março, o país registou um total de 1.040 casos positivos, oito óbitos e 280 pessoas recuperadas, segundo as últimas atualizações do Ministério da Saúde.

Coreia do Norte voltou a rejeitar negociações com os Estados Unidos

A Coreia do Norte disse que não tenciona retomar o diálogo com os Estados Unidos, quando o vice-secretário de estado norte-americano, Stephen Biegun, chegou à Coreia do Sul para discutir diplomacia nuclear.

Num comunicado divulgado pela agência de notícias estatal da Coreia do Norte, o alto funcionário do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Kwon Jong Gun, também ridicularizou os pedidos “absurdos” para o regresso à mesa das negociações com os EUA, feitos pela Coreia do Sul.

“Não tencionamos voltar a encontrar-nos, cara a cara, com os Estados Unidos”, disse Kwon Jong Gun, no comunicado, rejeitando qualquer hipótese de um encontro com Biegun, que aterrou ontem em Seul, antes de partir para o Japão, na quinta-feira.

O responsável diplomático da Coreia do Norte também desvalorizou o papel de mediador da Coreia do Sul, nas relações com os Estados Unidos.

“Lamentamos ver a Coreia do Sul a esforçar-se tanto a tentar ser o mediador. O tempo dirá se os seus esforços terão sucesso ou se serão ridículos e uma perda de tempo”, disse Kwon Jong Gun.

Biegun – que também é o representante especial de Donald Trump na Coreia do Norte – está na Coreia do Sul com uma agenda diplomática diversificada, que inclui a desnuclearização da península coreana como um dos pontos centrais, de acordo com um comunicado do departamento de estado norte-americano.

Mas as negociações estão num impasse, após três cimeiras entre Trump e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, em 2018 e 2019, em que a Coreia do Norte disse apenas aceitar uma renúncia parcial do seu programa nuclear em troca do alívio imediato das sanções impostas pelo Washington — uma pretensão rejeitada pelo presidente dos EUA.

Perante este impasse, nos últimos meses a Coreia do Norte tem repetido que não voltará à mesa das negociações com os EUA, a menos que receba promessas substanciais por parte de Washington.

A Coreia do Norte também tem pressionado a Coreia do Sul, tendo interrompido todas as ligações diplomáticas e fazendo explodir o seu escritório de ligação inter-coreano, em junho passado.

Vários analistas consideram que a Coreia do Norte evitará qualquer nova negociação com os Estados Unidos, preferindo continuar com a estratégia de pressão sobre a Coreia do Sul, procurando ganhar trunfos, para jogar em futuros entendimentos com os norte-americanos.

Outros analistas, referem que Pyongyang está a ganhar tempo, na expectativa de uma mudança de liderança na Casa Branca, após as eleições presidenciais nos Estados Unidos, marcadas para 3 de Novembro.

Contudo, alguns analistas, como Leif-Eric Easley, professor da Universidade Ewha, em Seul, não descartam a possibilidade de uma nova cimeira entre Trump e Kim Jong-Un, em breve.

“Normalmente, um presidente dos EUA não correria esse risco, a pouco tempo de eleições. Mas, olhando para as fracas sondagens, Trump pode encontrar um incentivo em procurar ir mais longe neste roteiro”, explica Easley.

A declaração de ontem de Kwon surge dias depois de o primeiro vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Choe Sun Hui – a quem Biegun descreveu como seu possível parceiro quando as negociações recomeçarem — ter dito que a Coreia do Norte não retomará as negociações, a menos que Washington descarte o que descreve como “políticas hostis”.

Biden anuncia que EUA vão regressar à OMS “no primeiro dia” da sua presidência

O candidato democrata à presidência dos EUA, Joe Biden, anunciou esta terça-feira que anulará “no primeiro dia” da sua presidência a decisão tomada pelo Presidente Donald Trump de retirar Washington da Organização Mundial de Saúde (OMS), caso vença o sufrágio.

Os americanos estão mais seguros quando a América está empenhada em reforçar a saúde global. No primeiro dia da minha presidência, irei aderir à OMS e reafirmar a nossa liderança global”, disse o candidato do Partido Democrata na corrida à Casa Branca.

A retirada dos Estados Unidos da OMS só entrará em vigor a 6 de julho de 2021, um ano após a notificação oficial desta terça-feira, permitindo a Joe Biden anular a decisão se chegar à Casa Branca em janeiro de 2021.

Washington e Nações Unidas confirmaram esta terça-feira a notificação oficial sobre a saída dos Estados Unidos da América da OMS, acusada pelos norte-americanos de tardar a reagir à pandemia do novo coronavírus.

O Departamento de Estado norte-americano e a própria ONU confirmaram que a notificação foi entregue na segunda-feira ao secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, na qualidade de mandatário da OMS.

A saída só será efetiva em 6 de julho de 2021, embora possa ser revertida, tudo dependendo das eleições presidenciais norte-americanas de 3 de novembro, caso o republicano Donald Trump, recandidato à presidência, seja derrotado pelo democrata Joe Biden.

Segundo o porta-voz da ONU, Stéphane Dujarric, o secretário-geral das Nações Unidas, na qualidade de depositário da OMS e de acordo com os estatutos da organização aprovados em 1946, “vai agora encetar o processo de verificação para apurar se estão reunidas todas as condições para a saída” dos Estados Unidos da OMS.

Jovens de Marrupa chamados a distanciarem-se de promessas falsas

O Presidente do Conselho Municipal da Vila de Marrupa, na província do Niassa, exorta os jovens para não se deixarem aliciar por promessas de pessoas com ideologias radicais.

Alfredo Aquimo lançou a exortação devido aos actos terroristas que ocorrem na vizinha provincia de Cabo Delgado.

O dirigente Municipal entende que os malfetores  pretendem desestabilizar o país e consequentemente retardar o desenvolvimento.

Alfredo Aquimo  insta  a população, em gerral,  para a necessidade de agudizar a vigilância nos bairros, como forma de evitar a penetração de terroristas, na Vila de Marrupa.

Peritos da OMS vão procurar origem da Covid na China

Peritos da Organização Mundial de Saúde (OMS) partem este fim de semana para a China para preparar uma missão internacional de descoberta da origem do novo coronavírus, anunciou esta terça-feira o secretário-geral daquela agência da ONU.

Em conferência de imprensa a partir da sede da organização, em Genebra, Tedros Ghebreyesus afirmou que está tudo pronto para a equipa da OMS se encontrar com “os seus colegas chineses” a partir do fim de semana para começarem a “identificar a origem zoonótica [animal] da doença [Covid-19]”.

Vão preparar o caminho para uma “missão internacional liderada pela OMS para identificar os anfitriões animais da Covid-19 e determinar como a doença passou dos animais para os seres humanos”.

Tedros Ghebreyesus afirmou que a organização continuará a partilhar “os avanços científicos mais recentes com os meios de comunicação e com o público em geral”.

O secretário-geral da OMS reconheceu que tem “havido muita discussão” em torno da origem do novo coronavírus, sem se referir a nenhuma tese em particular.

Uma das teses, propagada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, e por membros da sua administração, prende-se com uma alegada origem num laboratório na cidade chinesa de Wuhan, onde começou a pandemia da Covid-19.

A pandemia de Covid-19 já provocou mais de 538 mil mortos e infetou mais de 11,64 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Presidente do Malawi alerta para mudanças no sistema de governação

O Presidente do Malawi alerta aos malawianos para se prepararem para as mudanças que pretende operar no sistema de governação do país, fragilizado pela corrupção.

As referidas mudanças incluem a redução de poderes do Chefe de Estado.

Lazarus Chakwera que falava, esta segunda-feira 05, na cidade de Lilongwe, após a sua investidura no quartel general Kamuzu Banda, disse que os malawianos devem aceitar que os ossos deste país estão fracturados e não podem ser recompostos, sem que haja dor.

Chakwera deu exemplo do seu neto de 12 anos que tinha fracturado os dois braços, e para tratar a lesão, o médico-cirurgião ortopedista teve que exercer pressão sobre o braço, o que provocou dores e lágrimas ao rapaz.

“Precisamos ter coragem de enfrentar e suportar a dor de uma cirurgia do  sistema governativo, se quisermos desfrutar do bem-estar que o nosso país dispõe” – disse o Estadista malawiano.

Lazarus Chakwera presidente do Malawi prometeu ainda declarar anualmente os seus bens, prestar contas ao povo a partir do parlamento, e se reunir trimestralmente com o líder da oposição para colher a sua sensibilidade sobre a governação do país.

O novo Chefe do Estado malawiano prometeu igualmente submeter à Assembleia da República, leis que assegurem total independência do poder judicial, legislativo, incluindo o Departamento central de combate a corrupção.

Lazarus Chakwera que tem como vice-presidente Saulos Chilima herda um país dividido, quer política, regional e etnicamente.

A cerimónia de investidura, coincidiu com a celebração dos 56 anos da independência nacional e de entre vários dignitários convidados, destaca-se a vice-presidente da República Unida da Tanzânia Samia Suhulu.

Entretanto, a antiga presidente da Comissão Nacional de Eleições do Malawi, Jane Ansah, foi lhe negada a saída do país, quando esta segunda-feira tentava atravessar a fronteira de Mchinji, a caminho da Zâmbia.

São ainda escassas as motivações que impediram a saída de Jane Ansah do país. As autoridades da migração informaram não ter autorização para deixá-la sair do Malawi.

País regista mais vinte e oito novos casos de covid-19, elevando para 1040

O país registou, nesta terça-feira 07, mais 28 casos positivos do novo coronavírus, com este número sobe para 1040 o número de casos de Covid-19 em Moçambique.

 Estes dados constam dum comunicado enviado a nossa redacção pelo Ministério da Saúde.

O mesmo documento refere que os 28 novos casos reportados saem de um lote de 1104 amostras testadas nos laboratórios do sector público e privado.

O país conta ainda com três pacientes que recuperaram totalmente da doença. Assim Moçambique tem duzentas e oitenta pessoas livres da covid-19.

Entretanto, a análise epidemiológica semanal apresentada nesta segunda-feira, pelo Ministério Saúde indica que há uma tendência de estabilização da média do número de novos casos do novo coronavírus no país.

Segundo o Director-geral Adjunto do Instituto Nacional de Saúde, Eduardo Samo Gudo, Moçambique ocupa uma posição intermédia na Região da África Austral.

Ministros do Comércio britânico e moçambicano discutem impacto covid-19

O Ministro britânico para o Comércio Internacional, Ranil Jayawardena, e o Ministro moçambicano da Indústria e Comércio, Carlos Mesquita, reuniram-se esta segunda-feira 05, para discutir o impacto do COVID-19 em Moçambique e acessar as oportunidades comerciais bilaterais.

O comércio total de bens e serviços entre o Reino Unido e Moçambique aumentou em 45% até o final de 2019.

Após a participação do ministro Carlos Mesquita e do presidente Filipe Nyusi na Cimeira de Investimentos Reino Unido e a África no início deste ano, esta reunião de seguimento se concentrou no papel do Reino Unido no apoio à recuperação econômica de Moçambique.

O Reino Unido reitera o compromisso de ajudar Mocambique a abrir cadeias de suprimentos e práticas de comércio justo em resposta à pandemia.

O Reino Unido também oferece suporte técnico para o desenvolvimento de um plano de acção para minimizar o impacto do COVID19 nos principais sectores produtivos da economia, incluindo agricultura, energia e indústria, promovendo uma recuperação verde.

Moçambique tem a oportunidade de assumir um papel de liderança regional na facilitação do comércio, principalmente devido à sua localização estratégica.

O Reino Unido pode oferecer suporte técnico a Moçambique em questões de política comercial e facilitação, por meio de nosso Fundo de Facilitação de Comércio e Advocacia.

Moçambique e o Reino Unido querem fortalecer as relações comerciais bilaterais. O Acordo de Parceria Econômica SACU + Moçambique (EPA) é o próximo passo para a parceria. O Reino Unido está satisfeito por Moçambique ter conseguido assinar um Acordo de Parceria Econômica no ano passado. O EPA garantirá e fortalecerá nosso relacionamento comercial nos próximos anos.

O acordo permite que as empresas do Reino Unido continuem a negociar em termos preferenciais com a África do Sul, Botsuana, Lesoto, Namíbia, Eswatini e Moçambique. Também apoia o desenvolvimento econômico desses parceiros da Commonwealth, lançando as bases para novos negócios e investimentos no futuro.

Os países da SACU + M são um mercado importante para as exportações britânicas de máquinas e aparelhos mecânicos no valor de £409 milhões em 2018, veículos a motor no valor de £335 milhões e bebidas, incluindo uísque no valor de £136 milhões.

Detidas supostas quadrilhas por roubo e burla com recuso a cartões de banco

O Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) apresentou na manhã desta terça-feira 07, supostas quadrilhas que se dedicavam a roubos e burlas com recurso a cartões de banco.

As quadrilhas actuavam em vários bairros da capital moçambicana, em Maputo.

O SERNIC recuperou vários cartões de bancos, material informático e motorizadas.

Segundo o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, o desmantelamento das quadrilhas ocorreu na semana passada e há foragidos na operação.

Os supostos criminosos são confessos e dizem não ter nada a declarar.

Sheik Aminuddim Muhammad defende retorno aos cultos religiosos

O Presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, Sheik Aminuddim Muhammade defende retorno aos cultos públicos e presenciais nas mesquitas e igrejas, com excepção para os locais sem condições de segurança criadas. Muhamade diz ainda que com a falta de donativos e contribuições as mesquitas enfrentam problemas de tesouraria.

O debate em torno do retorno ou não aos cultos públicos e religiosos nas igrejas e mesquitas continuam a dominar debate público no país. Para Sheik Aminuddim Muhamadd, Presidente do Conselho Islâmico de Moçambique, a reabertura para os cultos públicos nas mesquitas e nas igrejas vai permitir, a renovação espiritual dos crentes no contexto da COVID-19 e outras enfermidades.

“ Eu acho que é uma posição unânime de todos religiosos que devíamos voltar as igrejas e aos locais de culto e as mesquitas para nos também darmos a nossa contribuição através das orações. Sabemos muito bem que muitos talvez estão a espera de vacinas e outros tratamentos para travar a pandemia, mas a oração também faz milagres”.

Nestes quatro meses em que o país observa o Estado de Emergência, há mesquitas que enfrentam problemas de tesouraria e já despediram trabalhadores.

“Neste momento, por exemplo, nós temos problemas por causa dos cultos estarem encerrados, não há frequentadores nos locais de cultos, muitas mesquitas que sobrevivem na base de donativos estão a enfrentar grandes crises no pagamento da agua e luz e ate de salários. Então eu acho que vamos enfrentar muitos problemas desses”.

Seca deixa gado sem pasto em Inhambane

A seca que assola alguns distritos de Inhambane começa a tirar sono aos criadores de gado bovino. É que com a falta de chuva, começa também a faltar pasto para os animais.

Eugénio Hafo, criador de gado em Vilankulo, diz que se o cenário não mudar e continuar sem chuva até Outubro deste ano, os animais vão morrer por falta de comida. A última vez que choveu naquela região foi em Janeiro deste ano em que caíram pouco mais de 150mm de chuva, contra os 500mm necessários para garantir o pasto.

Para não deixar os animais morrer a fome, a saída é ir buscar comida, há pouco mais de 20km de Mapinhane, região em que vão cortar capim e misturam com outras vitaminas para os animais.

A abertura de furos de água são também outra saída para garantir o precioso líquido aos animais.

Metrobus estende carreiras a Marracuene

RESIDENTES dos bairros a norte da cidade de Maputo, nomeadamente Mavalane, Laulane, Albasine, Romão e Costa do Sol, terão o sistema de transporte reforçado, com a alocação de carreiras da Metrobus até a Estação de Marracuene.

A informação foi avançada por Dalila Ismael, da Metrobus, para quem a expansão do serviço surge em resposta ao pedido formulado pelos moradores.

INAE diz que aumento do preço do pão é justo

A Inspecção Nacional de Actividades Económicas (INAE) reconhece o aumento do preço que se verifica no pão e diz que as causas são justas. Entretanto, a INAE apela às panificadoras para que respeitem o equilíbrio entre o peso e o preço que estabelecem.

Desde Junho passado o preço do pão conheceu aumento de 2.5 meticais no país, com a excepção de Nampula, província que não registou aumento no preço da farinha de trigo, segundo avançou a INAE.

A inspecção assegura que as causas para o aumento do pão são justas, entretanto há um problema: o peso. É o caso do pão mais consumido, por exemplo, que passou de 8 para 10 meticais. Este deve ter 160 gramas, mas não tem sido assim em várias panificadoras.

“Outras indústrias estão abaixo deste peso. Outras ainda estão acima. Mas também constatamos que alguns dos responsáveis das padarias não tem conhecimento aprofundado acerca do peso que o pão deve ter. Por isso, há essas oscilações. As vezes há menos, as vezes há mais”, disse Tomás Timba, director de operações na INAE.

“Agora, há uma margem de erro que é admissível também por lei, que são oito gramas. Mas o ideal é que o pão tenha 160 gramas”, reiterou Timba, explicando que é essa a principal recomendação que fazem às indústrias panificadoras.

Na última semana, a INAE fez inspecção em 569 estabelecimentos em todo país. Entre os principais registos consta a apreensão de vinagre com excesso de água na província de Nampula; suspensão de 23 bares, barracas e casas de diversão nocturna por desrespeito ao Estado de Emergência em vigor, bem como o encerramento por falta de higiene de mais de duas dezenas de padarias na província de Maputo.

Secretaria do Estado propõe retoma dos treinos

A SECRETARIA do Estado do Desporto vai submeter ao Conselho de Ministros uma proposta para o relaxamento das medidas do estado de emergência em vigor e a consequente retoma dos treinos por parte dos clubes com direito de disputar a edição 2020 do Moçambola.

A decisão foi anunciada ontem pelo director do Desporto de Rendimento, Francisco da Conceição, no final do encontro com representantes da Federação, Liga Moçambicana de Futebol e delegados dos clubes envolvidos no campeonato nacional.

Trump quer reabrir escolas apesar de EUA continuarem a registar números recorde

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que as escolas norte-americanas reabram já no início do novo ano letivo, apesar de o número de casos de Covid-19 continuar a subir no país e ter batido no último fim-de-semana mais um recorde de casos diários — e de o principal especialista em doenças infecciosas do país, Anthony Fauci, assegurar que os EUA ainda estão a viver apenas a primeira vaga da infeção.

Numa curta mensagem publicada no Twitter na noite de segunda-feira, toda em letras maiúsculas, Trump exigiu: “As escolas têm de abrir no outono“. Os vários estados norte-americanos têm autonomia para decidir de que forma vão reabrir os serviços e instalações depois do confinamento, mas o Presidente tem pressionado os governadores no sentido de reabrir o país o mais rapidamente possível.

Porém, a situação da pandemia da Covid-19 no país não dá sinais de abrandar. No último sábado, os EUA bateram mais um recorde no número diário de novos contágios por coronavírus: mais de 60 mil novos casos em 24 horas. Esta terça-feira, o número de novos casos foi de quase 55 mil — e em 24 horas morreram 357 pessoas.

Os Estados Unidos são, de longe, o país mais afetado pela pandemia da Covid-19 em todo o mundo. Os números globais compilados pela Universidade Johns Hopkins mostram que os EUA já registaram 2.938.624 casos de Covid-19, quase o dobro do segundo país na lista — o Brasil, com 1.623.284 casos diagnosticados. No total, já morreram 130.306 pessoas nos EUA vítimas da Covid-19.

O médico norte-americano Anthony Fauci, maior especialista em doenças infecciosas do país e destacado membro da equipa da Casa Branca que está a coordenar a resposta à Covid-19 (e que se tornou conhecido por corrigir publicamente Donald Trump), afirmou que os Estados Unidos ainda estão enterrados “até aos joelhos” na primeira vaga da pandemia.

Escolas reabrem este mês para alunos da 12ª classe

O regresso às aulas está marcado para dia 27 deste mês. No entanto, nem todos os alunos voltam à escola. A partir do final do mês, retornam às aulas os alunos da 12ª classe e os que frequentam a formação de professores.

O Conselho de Ministros, foi demorado e não era para menos. Dos temas abordados, destaca-se um que mexe com toda a sociedade: o regresso às aulas presenciais em tempos da COVID-19. E para já, o Executivo definiu 27 de Julho como dia da retoma ao ensino. Tal abrange os alunos da 12ª classe e a formação de professores, nas instituições em condições de garantir a protecção dos formandos.

“Estamos a falar de 171 escolas que leccionam a 12ª classe e 19 institutos de formação de professores em condições, sem problemas de água e sanitários, que retomarão nesta primeira fase”, explica o porta-voz do Governo, Filimão Suazi, que logo de seguida convidou a Osvaldo Machatine, titular da pasta de Obras Públicas e Recursos Hídricos para explicar sobre as intervenções a serem feitas nas instituições de ensino que ainda não estão em condições.

Vai decorrer, segundo Machatine, a reabilitação das fontes de água nas escolas e casas de banho, num prazo de 55 dias. Mas porque há escolas sem sequer casa de banho ou fonte de água (bastante útil – sempre foi útil e necessária – nos últimos dias para a lavagem das mãos), aqui decorrerão mexidas de raiz que vão durar 90 dias.

“O Governo encontra-se a fazer o levantamento de todas as infra-estruturas escolares existentes, quer seja do nível secundário, primário, quer seja institutos de formação de professores e internatos”, disse o ministro das Obras Públicas, para depois referir que o objectivo é de aferir quais as instituições de ensino tem condições de leccionar garantindo protecção aos formandos.

No país existem 667 escolas de nível secundário, 27 institutos de formação de professores e 157 centros de internato.

Esse valor o Governo já assegurou e será destinado à reabilitação ou à reposição destas infra-estruturas”, avança.

Questionado sobre a proveniência da verba, Machatine diz que o Executivo tem o valor recebido em forma de apoio para fazer face à COVID-19 e também capital que surge dos cofres do Estado. Refira-se que o Executivo anunciou serem necessários 700 milhões de dólares para lidar com a COVID-19 e deste valor já havia encaixado cerca da metade.

Quanto às escolas de nível primária, Osvaldo Machatine diz que ainda está a ser feito o levantamento das instituições para se saber quais tem condições e quais é que não e só depois disso é se vai calcular e anunciar o valor necessário para as intervenções de reabilitação das infra-estruturas de fornecimento de água e sanitários e construção, em alguns casos.

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Niassa regista aumento de roubos de medicamentos nas unidades sanitárias

Na província do Niassa, o sector da saúde sofreu um impacto significativo no primeiro semestre deste ano devido ao roubo de fármacos e outros...