O Governo moçambicano anunciou esta terça-feira que vai gastar 3,5 mil milhões de meticais (44 milhões de euros) na reorganização das escolas, para uma reabertura faseada face aos riscos impostos pela Covid-19.

“Este valor vai ser destinado para a reabilitação e reposição de sistemas de abastecimento de água e saneamento nas escolas, internatos e centros de formação”, disse o ministro das Obras Publicas, Habitação e Recursos Hídricos, João Machatine, após uma sessão do Conselho de Ministros, em Maputo.

As reabilitações serão feitas num prazo de três meses e visam garantir um regresso seguro dos alunos às escolas face à propagação da Covid-19 no país, segundo o governante.

Este trabalho consistirá, por um lado, em fazer a reabilitação das infraestruturas que se mostram num estado obsoleto e, por outro lado, para aquelas instituições que não tinham, vamos colocar estes sistemas”, explicou.

As escolas moçambicanas, que estão encerradas desde 1 de abril no âmbito do estado de emergência decretado pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, vão ser reabertas faseadamente a partir de 27 de julho, com prioridade para as classes com exames, começando pela 12.ª classe, no secundário.

No ensino público, Moçambique conta com um total de 13.337 escolas primárias e 677 escolas secundárias, segundo dados oficiais.

Na última semana, o Presidente moçambicano anunciou a prorrogação do estado de emergência pela terceira vez – o máximo previsto na Constituição — com levantamento faseado de algumas restrições. Além da reabertura faseada das escolas, voltará a haver ligações aéreas internacionais com alguns países, será permitido mais pessoas nos locais de trabalho e os museus poderão reabrir.

Desde o anúncio do primeiro caso em Moçambique, em 22 de março, o país registou um total de 1.040 casos positivos, oito óbitos e 280 pessoas recuperadas, segundo as últimas atualizações do Ministério da Saúde.