O edil de Mocímboa da Praia, Carlos Momba, disse que, no ataque de finais de junho, os insurgentes destruíram as principais infraestruturas da vila e de momento “nenhum serviço está a funcionar”.

Momba disse ao diário “O País”, de Maputo, que os insurgentes, no ataque inicia a 27 de junho, os insurgentes ocuparam a vila por três dias, mataram dezenas de pessoas, forçado a fuga de centenas outras e vandalizaram todas as infraestruturas governamentais.

“Nenhum serviço está a funcionar, tudo parou; nenhuma infraestrutura do governo está a funcionar. Todas foram vandalizadas”, disse Momba ao “O País”.

Além de instituições do Governo, o comércio formal foi muito atingido e também não funciona.

A confirmação da paralisação da vila surge numa altura em que personalidades e organizações alertam que os ataques de insurgentes irão exacerbar a crise humanitária e potencialmente afetar o fluxo de investimento estrangeiro na região rica em recursos naturais.

Mais de 1.100 pessoas foram mortas desde que, em 2017, iniciaram os ataques, que o Governo diz serem de insurgentes ligados ao Estado Islâmico.