O Manchester City ganhou o recurso contra a suspensão de dois anos da UEFA e vai, afinal, poder continuar a jogar a Liga dos Campeões.
Depois de, em Fevereiro, a Câmara Adjudicatória Independente do Organismo de Controle Financeiro de Clubes da UEFA ter considerado o City culpado por exagerar a sua receita de patrocínio nas suas contas e nas informações de equilíbrio apresentadas à UEFA entre 2012 e 2016″, a decisão fica agora sem efeito.
Os citizens, emblema detido pela família real de Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos, garantiram ter “provas irrefutáveis” da inocência e acabaram por convencer o Tribunal Arbitral do Desporto a reverter a suspensão da UEFA.
A decisão permite ao clube encaixar também o prémio de dezenas de milhões de euros pagos pela UEFA aos clubes que se apuram para a Liga dos Campeões.
A suspensão do City abria mais uma vaga para a próxima fase da prova rainha de clubes da UEFA e, neste momento, beneficiava o rival Manchester United, onde alinham os portugueses Bruno Fernandes e Diogo Dalot, atual quinto classificado da Liga inglesa.
O levantamento da suspensão reacende a luta pelo terceiro e quarto lugar, ocupados respetivamente pelo Chelsea e pelo Leicester, com 60 e 59 ponto.
O deputado guineense Adulai Baldé, do Movimento para a Alternância Democrática (Madem G-15), defendeu esta segunda-feira acabar com a rede social Facebook na Guiné-Bissau para diminuir “a onda de insulto” aos líderes guineenses.
Adulai Baldé, vulgo Nhiribui, falava em declarações à Lusa e RDP-África para esclarecer o que já havia defendido na plenária do parlamento guineense a semana passada.
Se acabarmos com o Facebook vamos acabar com esta onda de insultos às pessoas de bem. Insultar o Presidente da República, o presidente do parlamento, o primeiro-ministro, ministros e outras figuras, isso é mau demais”, defendeu Nhiribui.
O deputado disse ainda ser vergonhoso ver pessoas a despirem-se no Facebook “só porque querem ofender” os dirigentes do país.
Eu sou radicalmente contra insultos, até já o disse aos meus camaradas do meu partido”, declarou o deputado, acrescentando estar pronto para votar favoravelmente se um dia o parlamento decidir aprovar uma legislação que acabe com o Facebook na Guiné-Bissau.
Adulai Baldé não sabe de quem é a culpa, “se dos donos do Facebook” ou se das pessoas que publicam as obscenidades, mas não tem dúvidas de que com aquelas práticas a democracia “nunca mais vai vingar” na Guiné-Bissau.
O Governo federal norte-americano registou em junho o maior défice orçamental mensal na sua história, com as despesas de combate ao novo coronavírus a crescerem acentuadamente e as receitas fiscais a caírem devido ao disparar do desemprego.
O Departamento do Tesouro informou hoje que o défice em junho foi de 864 mil milhões de dólares (761 mil milhões de euros), o que supera o máximo anterior, registado em abril, de 738 mil milhões de dólares.
O montante está associado aos biliões (milhão de milhões) de dólares que o Congresso aprovou para diminuir o impacto dos encerramentos generalizados que ocorreram para procurar conter a propagação da pandemia.
Nos primeiros nove meses do ano orçamental, que começou em 01 de outubro, o défice totaliza 2,74 biliões de dólares, o que é também um recorde para o período em apreço.
Esta evolução coloca o país na via de registar um défice anual de 3,7 biliões de dólares, como previsto pelo Gabinete do Congresso para o Orçamento (CBO, na sigla em inglês).
A concretizar-se, este total vai superar o recorde em vigor, de 1,4 biliões, ocorrido em 2009, quando o Governo gastou fortemente para tirar os EUA da recessão provocada pela crise financeira de 2008.
Até agora, as receitas orçamentais foram de 2,26 biliões de dólares, menos 13,4% do que no mesmo período do ano passado, enquanto a despesa subiu 49,1%, para cinco biliões.
As estimativas do CBO de défice para o conjunto do ano podem mesmo ser superadas, conforme evolua a economia.
Os EUA entraram em recessão em fevereiro, o que acabou um inédito período de expansão económica de quase 11 anos.
O Congresso dos EUA já aprovou ajudas à economia no montante de três biliões de dólares.
Quando retomarem os trabalhos, em 20 de julho, os congressistas devem discutir a pretensão dos democratas de prolongarem a duração dos subsídios de desemprego.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou hoje que “demasiados países estão a ir na direção errada” no que respeita ao combate à pandemia da covid-19.
Em conferência de imprensa a partir da sede da OMS, em Genebra, o diretor-geral, Tedros Ghebreyesus, afirmou que “os atos de muitas pessoas e governos” e “mensagens contraditórias” vindas de chefes de Estado e outros líderes estão a “minar” os esforços para controlar a expansão do novo coronavírus.
O responsável avisou que “não haverá um regresso à velha normalidade no futuro próximo mas há um roteiro para controlar [a covid-19] e continuar com a vida”, salientando que sem medidas de controlo e supressão adotadas a nível governamental e em colaboração com as populações, a pandemia “só vai ficar pior e pior e pior”.
Cleópatra morreu em Agosto de 30 a.C. e localização do seu túmulo é um dos grandes mistérios da História por resolver.
Há quem acredite que foi enterrada em Alexandria, onde viveu e de onde governou o reino Ptolomaico do Egipto Antigo. No entanto, uma descoberta “sensacional” indica que os seus restos mortais podem estar a cerca de 50km de Alexandria, no templo de Taposiris Magna, avança o The Guardian.
Duas múmias da elite egípcia, que viveram na mesma altura da última rainha do Egipto, foram encontradas no templo que foi construído na delta do Nilo. Apesar de os túmulos estarem intactos há 2.000 anos, as múmias encontradas não estão bem preservadas devido à água que se infiltrou. “Apesar de agora estarem cobertas de pó por estarem no subsolo há 2.000 anos, na altura estas múmias estariam espetaculares. O facto de estarem cobertas em folhas de ouro mostram que foram membros importantes da sociedade”, explica Dr Glenn Godenho, professor de Egiptologia na Universidade de Liverpool que considerou o achado de “fenomenal”. É ele quem apresenta o documentário The Hunt for Cleopatra’s Tomb, onde se irão mostrar imagens da abertura do túmulo na quinta-feira, no Channel 5, no Reino Unido.
Os arqueólogos acreditam que poderão ser de pessoas que pertenceram ao seu círculo social. O raio-x das múmias indicam que se trata de uma mulher e de um homem.
Outra teoria sugere que se tratam de sacerdotes que desempenharam um papel fundamental no poder dos faraós. Uma das múmias tinha uma imagem escaravelho, que simboliza “renascer”, pintada a ouro na mão.
Kathleen Martínez, responsável pelas escavações, está a trabalhar em Taposiris Magna há cerca de 14 anos e está convencida que irão encontrar ali o túmulo de Cleópatra, uma vez que apenas uma pequena parte do templo foi explorada. Anteriormente, descobriu uma estátua decapitada de um faraó, que acredita ser o Rei Ptolemy IV. No altar do templo, onde os sacerdotes fazem as suas ofertas aos deuses, foram ainda encontras 200 moedas com a cara e o nome de Cleópatra.
Nos Estados Unidos o número de infecções continua a aumentar. A Flórida assistiu a um aumento diário recorde superior a 15 mil casos que coincidiu com a abertura de dois parques de diversões.
A taxa de infeções neste estado já ultrapassou quaisquer picos infeciosos vistos na Europa.
Na África do Sul, os casos confirmados de Covid-19 duplicaram em apenas duas semanas alcançando 250 mil. O presidente sul-africano emitiu um alerta:
“O aumento de infeções, que os nossos peritos médicos já haviam previsto, encontra-se entre nós. A tempestade abateu-se sobre nós”, afirmou Cyril Ramaphosa, num anúncio à nação.
Em Joanesburgo, empresas e indivíduos continuam a adquirir ventiladores. A pandemia expôs as diferenças de tratamento entre ricos e pobres
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou nesta segunda-feira 13, que só se reabram as escolas quando a transmissão comunitária do novo coronavírus esteja controlada, admitindo que falta saber muito sobre o papel das crianças na pandemia.
“Ainda nos falta compreender muita coisa sobre a transmissão por crianças”, afirmou a principal responsável técnica no combate à pandemia, a epidemiologista norte-americana Maria Van Kerkhove, indicando que as crianças “tendem a ser menos afectadas” pela covid-19, com sintomas mais ligeiros, mas que são capazes de transmitir a doença.
O director executivo do Programa de Emergências Sanitárias daquela agência das Nações Unidas, Michael Ryan, salientou que “quando a transmissão comunitária é intensa, as crianças são expostas e farão parte do ciclo de transmissão e podem infectar outras pessoas”.
Questionado sobre a reabertura de escolas, alvo de polémica em países como os Estados Unidos, Michael Ryan declarou que enquanto o vírus circular e haja cadeias de transmissão, “qualquer ambiente onde as pessoas se misturam é, essencialmente, problemático”.
“A maneira melhor e mais segura de reabrir escolas é num contexto de baixa transmissão comunitária, que tenha sido eficazmente suprimida com uma estratégia adequada”, indicou.
Michael Ryan destacou que não se pode pensar em reabrir sectores de actividade e da sociedade um de cada vez, porque o problema da transmissão do novo coronavírus não se resolve em parcelas, devendo-se olhar para o contexto total.
“Não podemos transformar as escolas numa bola de futebol. Isso não é justo para as crianças. Se conseguirmos suprimir a transmissão nas nossas sociedades, as escolas podem abrir de forma segura”, declarou.
Nos Estados Unidos, onde há mais de 3,3 milhões de pessoas infectadas, o Presidente, Donald Trump, tem pressionado os responsáveis estaduais para reabrir as escolas depois do verão, ameaçando retirar verbas federais aos que não voltem ao ensino presencial.
Michael Ryan afirmou também que é irrealista esperar que o novo coronavírus acabe ou que haja uma vacina perfeita e acessível para a covid-19 a breve prazo.
“Precisamos de aprender a viver com este vírus. Esperar que consigamos erradicar ou eliminar este vírus nos próximos meses não é realista, tal como acreditar que, por magia, teremos uma vacina perfeita a que toda a gente terá acesso”, admitiu.
O director-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom, critica o facto de muitos países seguirem no caminho errado, com líderes a minarem as bases de quaisquer respostas à pandemia.
“Se os governos não comunicarem claramente com os seus cidadãos e não desempenharem um papel numa estratégia abrangente, centrada na supressão de transmissões e no salvamento de vidas; se os princípios básicos não forem seguidos, só há um caminho para a pandemia: é ficar cada vez pior”, afirmou Tedros Adhanom.
Cada vez mais cidades e regiões do mundo estão a voltar ao confinamento ou a reimpor restrições. Em Espanha, está em curso uma batalha legal – um juiz em Lérida tenta impedir o governo da Catalunha de reimpor medidas de confinamento.
Para o juiz, o governo regional excedeu a autoridade ao obrigar 140 mil pessoas a ficarem em casa. Os líderes da região prometem apelar se a decisão for desfavorável e pedem às pessoas que fiquem em casa.
A República Checa voltou a impor restrições de viagem para a Sérvia e o Montenegro, após um pico nos casos de coronavírus nos países dos Balcãs. E qualquer pessoa destes países que chegue à República Checa deve apresentar um teste COVID-19 negativo ou ser colocado em quarentena.
Também preocupada com o surto em alguns países balcânicos, a Grécia vai reforçar os controlos, a partir de quarta-feira, e proibir cultos religiosos e festas nas aldeias das regiões fronteiriças.
Em Marrocos, cerca de um milhão de habitantes da cidade de Tânger voltam ao confinamento, após o ressurgimento da epidemia. Os transportes públicos vão ser suspensos; os cafés, os centros comerciais, os mercados e os espaços públicos serão fechados e os residentes só poderão sair de casa “em casos de extrema necessidade”.
Nas Filipinas, seis semanas após o desconfinamento, 250 mil pessoas voltam a ficar em casa num dos bairros mais pobres de Manila.
Moçambique poderá receber do Fundo Global mais de 750 milhões de dólares para prevenção e tratamento do Hiv/Sida, malária e tuberculose durante os próximos três anos.
Parte deste valor deverá ser canalizado para a componente de prevenção e tratamento do Hiv/Sida.
O secretário-executivo do Conselho Nacional de Combate ao SIDA, Francos Mbofana disse hoje em Maputo que o país submeteu este pedido ao Fundo Global e que há boas indicações de que o valor será canalizado.
“ Estamos em contacto com o Fundo Global e tudo indica que irá aprovar a nossa proposta, submetemos os 751 milhões são para as 3 doenças. A maior parte desse recurso é para área do Hiv, o valor que estamos a indicar 545 milhões. Esse dinheiro é para o período de 3 anos, começando de 1 de Janeiro de 2021 para 31 de Dezembro de 2023” disse.
Francisco Mbofana fala em Maputo na Primeira sessão do Conselho directivo nacional de combate ao HIv/Sida, dirigido pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário.
Os Estados Unidos impuseram sanções contra o secretário do Partido Comunista Chinês na região de Xinjiang e dois colaboradores por “violações dos direitos humanos” contra a minoria muçulmana de origem chinesa uigur.
Chen Quanguo e a sua família passaram a estar proibidos de entrar nos Estados Unidos, a partir desta sexta-feira, 10.
Desde agosto de 2016, Chen é o mais alto dirigente daquele território e é apontado como principal responsável pela repressão contra os uigures, que, segundo organizações de defesa dos direitos humanos, têm sido detidos arbitrariamente em campos de doutrinação política.
O Governo chinês refuta as acusações e diz que eles estão em campos de formação vocacional.
O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Zhao Lijian, reagiu dizendo que Pequim vai aplicar” medidas de reciprocidade contra organizações e indivíduos norte-americanos que se comportarem mal em questões de Xinjiang”.
Para Lijian, “a medida constitui uma interferência grave nos assuntos internos da China, viola os padrões básicos das relações internacionais e prejudica seriamente as relações sino-norte-americanas”.
A repressão contra uigures aconteceu após a chegada de Chen Quanguo, que tinha desempenhado o mesmo cargo na região de Tibete, onde também foi acusado de reprimir monges budistas.
O presidente dos EUA, Donald Trump, comutou a sentença de prisão do seu conselheiro de longa data Roger Stone dias antes de ele se apresentar à prisão.
Stone foi condenado por prestar falso juramento e obstrução à justiça durante a investigação sobre a interferência russa nas eleições de 2016 e foi condenado a cumprir três anos e quatro meses.
“Roger Stone já sofreu muito”, afirmou a Casa Branca em comunicado. “Ele foi tratado de maneira injusta, como muitos outros nesse caso. Roger Stone agora é um homem livre!”
A comutação fica aquém do perdão total e não apaga as condenações criminais de Stone da maneira que o perdão faria. No entanto, a ação protege Stone de ir para a prisão.
Stone deveria começar sua sentença de prisão na Geórgia na terça-feira, depois de um tribunal federal de apelações ter recusado o seu pedido de adiar sua data de entrada na prisão.
Após o anúncio de Trump, Stone saiu da sua casa em Fort Lauderdale, na Flórida, usando uma máscara “Free Roger Stone” (libertem Roger Stone) e disse a repórteres: “Este é um pesadelo horrível quando percebes que essa investigação nunca teve uma origem legítima ou legal. Foi uma caça às bruxas.”
Stone disse à Associated Press que Trump ligou-lhe na noite de sexta-feira com a notícia de que a sua sentença foi comutada.
“O presidente disse-me ter decidido, num ato de clemência, emitir uma comutação completa da minha sentença, e pediu que eu prosseguisse vigorosamente o meu apelo e minha reivindicação”, disse Stone enquanto comemorava com os amigos.
Stone é amigo e consultor de Trump há décadas. Ele tem demonstrado o seu desejo por um perdão publicamente, escrevendo no Instagram que a sua vida poderia estar em risco se ele for preso durante uma pandemia.
O governo está engajado na reorganização dos estabelecimentos de ensino, visando o reinício as aulas presenciais no dia 27 do mês em curso.
Neste momento, decorre o processo de reabilitação e construção de algumas infra-estruturas nas escolas, levado a cabo pelos Ministérios da Educação e Desenvolvimento Humano e das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos.
O facto foi avançado esta segunda-feira em Maputo, pela ministra da Educação e Desenvolvimento, Carmelita Namashulua, no encontro com os gestores as escolas secundárias sobre a partilha de ideias para o reajuste do calendário e do conteúdo escolar.
“ Todos os conteúdos que constam no programa são importantes, são necessários, mas porque estamos numa situação de emergência, m há necessidade da fazermos também alguns reajustes para o reinício, decurso e monitora do processo de ensino-aprendizagem. Com a pandemia estamos todos a aprender. Esta é uma grande escola, é tarefa de todos nós em conjunto. Teremos que agir de uma forma mais conjunta para que efectivamente as nossas crianças saiam das suas casas numa condição segura e cheguem à escola sob nossa responsabilidade, também estando numa situação de segurança “, disse.
O chefe do posto da migração na fronteira de Ressano Garcia confirmou à reportagem da VOA que restos mortais de três moçambicanos, vítimas de coronavírus, passaram pela fronteira para efeitos de funeral nas suas zonas de origem em Moçambique.
Pedro Pene disse à VOA que as vítimas vinham da África do Sul e do Vietname.
Dados oficiais deste sábado, indicavam que a África do Sul tinha 264.184 casos cumulativos e 3.971 óbitos de coronavírus.
Os casos positivos incluem três governadores provinciais, nomeadamente de Gauteng, Cabo Ocidental e North West, maior região mineira de platina, com mais de 5 mil mineiros moçambicanos.
Fontes do conselho sul-africano das minas, antiga câmara das minas, dizem que mais de 400 mineiros, incluindo moçambicanos, estão infectados por coronavírus na África do Sul.
Depois dos mineiros da AngloGold Ashanti retornados semana passada aos postos de trabalho, nesta segunda-feira vão passar trabalhadores da companhia Harmony que também tinham regressado a Moçambique na véspera da entrada em vigor do confinamento geral na África do Sul.
Os mineiros estão satisfeitos em voltar ao trabalho, mas apreensivos com a situação de COVID-19 na África do Sul.
Depois de tramitação da documentação e contratos de trabalho, os mineiros são levados para confinamento durante 14 dias na África do Sul antes da retomada de actividades laborais.
As fronteiras entre Moçambique e África do Sul, incluindo de Ressano Garcia, permanecem encerradas, deixando passar apenas camiões com carga comercial e bens essenciais.
Uma equipa do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) fez buscas e apreendeu vários equipamentos electrónicos nas residências dos antigos deputados da Renamo, Manuel Bissopo e Sandura Ambrósio, na província de Sofala, um dia antes do inicio do julgamento deste último por conspiração contra o Estado, num caso que se suspeita seja financiador da autoproclamada Junta Militar da Renamo.
Manuel Bissopo confirmou à VOA a apreensão de aparelhos de telefones celulares e computadores.
Os analistas moçambicanos, Sansão Nhancale e Martinho Marcos, consideram que apreensão do equipamento eletrónico nas casas dos ex-deputados, na véspera do julgamento, pode ter resultado nos erros de perícia na construção do processo, o que vai refletir na sentença do caso.
Para Sansão Nhancale, o equipamento eletrónico “poderá inocentar ou provar o envolvimento destes no processo de conspiração contra o Estado”.
Já o politólogo e docente universitário, Martinho Marcos, que considerou não extemporânea a busca e apreensão feita na casa dos ex-deputados, entende que a acção da Polícia “pode ter também motivações políticos, de apurar as novas ligações dos antigos deputados após perderem cargos de chefia na Renamo”.
Sandura Ambrósio é o único ex-deputado da Renamo preso, de todos os antigos e atuais parlamentares arrolados como suspeitos de terem ligação e financiar a autoproclamada Junta Militar da Renamo, liderada por Mariano Nhongo, um antigo estratega militar do líder da Renamo, Afonso Dhlakama.
Na sexta-feira, 10, o Tribunal Judicial Distrital de Dondo iniciou o julgamento dos seis arguidos em prisão preventiva desde janeiro: quatro recrutas, um recrutador e um financiador.
No primeiro dia, o juiz apenas ouviu dois arguidos, estando previstas novas audições na quarta-feira, 15, e sexta-feira, 17, naquele tribunal.
No inicio do julgamento, o ouiz do processo querela, Carlitos Teófilo, pronunciou como co-autores moral e material os seis arguidos, acusados por crime de actos preparatórios de conspiração contra segurança de estado.
Entretanto, José Capassura, advogado de defesa, disse ter chamado a atenção para erros de perícia no processo e esperava uma abstenção por parte do Ministério Público, que avançou com a acusação.
“Em sede da audiência, discussão e julgamento, tanto em sede dos autos, existe uma grande contradição, relativamente ao despacho de pronúncia e o despacho de acusação, bem como o relatório pericial que se junta ao processo”, sustentou José Capassura.
O processo iniciou em janeiro, após a detenção de suspeitos recrutas que iam integrar a autoproclamada Junta Militar da Renamo em Sofala e Zambézia.
No mesmo mês, além da detenção de Sandura Ambrósio, foram ouvidos na Procuradoria provincial de Sofala, o antigo secretário-geral, Manuel Bissopo, e em paralelo, na Procuradoria-Geral, em Maputo, foram ouvidos Elias Dhlakama, irmão mais novo de Afonso Dhlakama, os deputados António Muchanga, José Manteigas e a antiga chefe da bancada na Assembleia da Republica, Ivone Soares.
Mais de cento e cinquenta e nove mil habitantes das zonas rurais da província de Tete terão acesso a água potável no presente quinquénio 2020/2024.
Na sua maioria, os beneficiários da água potável serão os habitantes das regiões que fazem fronteira com Malawi, Zimbabwe e Zâmbia.
O governador de Tete, Domingos Viola, que falava na sessão da assembleia provincial anunciou que serão construídas quinhentas e trinta fontes de água no presente quinquénio.
As autoridades sanitárias de Moçambique, de Cabo Verde e de São Tomé e Príncipe anunciaram novos casos da Covid-19 nesta segunda-feira, 13. A directora nacional de Saúde Pública de Moçambique, Rosa Marlene, revelou que foram registados mais 62 casos, aumentando para 1.219 o total de infecções.
“Dos casos que partilhamos hoje, 60 são moçambicanos e dois são estrangeiros”, acrescentou Marlene, que informou que cinco dos infetados são crianças menores de cinco anos de idade.
Por seu lado, o Ministério da Saúde de Cabo Verde informou em comunicado mais 24 infectados, o que aumenta para 1.722 casos em todo o país desde o início da pandemia.
A ilha do Sal contabilizou mais 19 casos, enquanto os restantes estão localizados na ilha de Santiago.
São Tomé e Príncipe registou mais seis casos da Covid-19 nas últimas 72 horas, elevando para 732 o número de doentes, dos quais quatro estão internados,
Entretanto, a Guiné-Bissau, que não tem atualizado dados há vários dias, é o país africano de língua portuguesa com mais infetados, 1.842, e Angola mantém os 506 casos, atualizados no domingo, 12.
Em todo o continente africano, ja se registaram 13.249 mortos de um total de 595 mil infetados.
Na cidade de Nampula, capital da província mais populosa de Moçambique, prevalecem desafios na prevenção da Covid19. Um citadino disse à VOA que há pessoas que não acreditam na existência da doença, porque ainda não viram nenhum doente. Outro disse que “alguns usam máscaras apenas por temer a presença policial”.
Até agora, mais de 1219 moçambicanos testaram positivo para a Covid-19, sendo Nampula a província com mais casos.
Nampula tem, pelo menos, seis milhões de habitantes, num país de 29 milhões.
O país registou nas últimas 24 horas mais sessenta e dois novos casos de infecção da Covd-19, elevando para mil duzentos e dezanove, o número de pessoas infectadas pelo novo coronavírus.
Dos novos infectados, testados em laboratórios público e privado, sessenta são de nacionalidade moçambicana e os outros dois, de nacionalidade ruandesa e sul-africana.
Os dados foram partilhados, esta segunda-feira em Maputo pela directora nacional de Saúde Pública, Rosa Marlene, na conferência de imprensa de actualização de dados sobre a Covid-19.
“ Os casos que reportamos hoje, encontram-se em isolamento domiciliar e decorre neste momento o processo de mapeamento e identificação dos possíveis contactos. Cumulativamente, temos 27 pessoas que em algum momento ficaram internadas nas unidades sanitárias devido a Covid-19 e destes, 5 continuam ainda em internamento. Estes, de uma forma geral, padecem de patologias crónicas de várias origens associadas à infecção da Covid-19 “, disse.
Rosa Marlene disse ainda que o país registou no mesmo período, cinco pacientes completamente recuperados da Covid-19, elevando para 369, o número de pessoas curadas da doença.
Segundo a fonte, mantém em 9 o número de óbitos devido a Covid-19.
Instituto Nacional dos Transportes Terrestre (INATTER) fiscaliza escolas de Condução na província de Maputo para apurar o grau de preparação para uma possível retoma e os meios para a prevenção contra a COVID-19.
O País continua a observar o Estado de Emergência neste caso na terceira fase de prorrogação onde é notável o relaxamento de algumas medidas, o caso de retorno às aulas já no próximo dia 27 do mês em curso. Nessa senda as escolas de condução também preparam-se para um possível retorno das actividades.
No Município da Matola, a Escola de Condução Bela vista ainda não reuniu as condições para garantir segurança entre os instruendos e os instrutores. Numa das salas estão presentes quarenta cadeiras, cenário que deve ser alterado. Abdul Mohamed é o director da escola explica à reportagem de “O País” a instituição que dirige vai começar com a reorganização. “Estamos agora a fazer o distanciamento das carteiras de modo que não haja contacto físico entre os alunos. Este processo pode levar uma semana porque há muita coisa quês temos que melhorar cá na escolia”.
Enquanto isso, a Escola de Condução Melinda já reduziu a quantidade de cadeiras na sala de aula e tem igualmente o termômetro infravermelho para medição de temperatura. Joaquim Chirinda dirige a Instituição e diz que esta só à espera de ordens para reabertura e que tudo já esta pronto. “A nossa escola esta preparada com o todos produtos higiénicos, temos pulverizadores temos dispositivos para medir a temperatura, todos candidatos que se fazem a escola lava as mãos, mede temperatura e só de pois que entram as aulas.”
A delegação do INATTER na província de Maputo, Alcides Macucule lidera a equipa de inspectores que têm a missão de fiscalizar as 40 escolas de condução da província para ver como estão a preparar-se para um possível reinício da actividade. Macucule disse ainda que actividade não tem a finalidade de multar, mas sim instruir as escolas de condução a cumprir com medidas de prevenção contra a covid-19. “A s escolas devem todo material de higienização, devem reduzir a lotação na sala de aulas, desinfetar os carros, então isso passa necessariamente de uma monitoria da entidade fiscalizadora no caso e a INATTER.”
A província de Maputo é uma das mais afectadas pela COVID-19.
19 estudantes moçambicanos na China estão em risco de serem despejados devido ao fim das suas bolsas de estudo, numa altura em que não há voos comerciais para o seu regresso ao país. Contudo, a Embaixada moçambicana na China garante que já está a resolver o problema e que ninguém será despejado.
No quadro dos cursos de mandarim oferecidos na Universidade Eduardo Mondlane, através do Instituto Confúcio, anualmente, estudantes moçambicanos viajam para China afim de melhor conhecerem a cultura e língua chinesas.
O último grupo de 19 estudantes chegou à China em Setembro do ano passado, através de uma bolsa de estudos que terminou no passado dia 3 de Julho. Terminado o período, os estudantes foram informados que devem deixar as instalações onde se encontram. São os casos de Osvaldo Rocha e Maria Alice.
Perante a situação, informam que solicitaram apoio da Embaixada moçambicana antes do fim da bolsa, mas esta teria respondido que deviam aguardar, não tendo mais nada respondido. Contactada por este jornal, a Embaixada, através do seu adido para área de educação, António Gaspar, tranquilizou.
O Instituto Confúcio em Maputo assegurou que está a articular com a sua contraparte chinesa para que os estudantes tenham hospedagem, alimentação e subsídios até que seja arranjado um voo para o seu regresso ao país.
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