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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Hong Kong diz que sanções dos EUA são “selvagens e irracionais”

As sanções dos Estados Unidos contra onze líderes de Hong Kong são “selvagens” e “irracionais”, afirmou um alto funcionário de Hong Kong, sublinhando que terão consequências para as empresas norte-americanas.

Este tipo de sanções que visam funcionários e líderes de outros países são selvagens, desproporcionadas e irracionais”, disse o secretário do Comércio de Hong Kong, Edward Yau.

“Se os Estados Unidos tomarem unilateralmente este tipo de ação irracional, acabará por afetar as empresas norte-americanas”, acrescentou.

Washington anunciou no sábado sanções contra 11 dirigentes de Hong Kong, incluindo a chefe do executivo, Carrie Lam, acusados de restringir a autonomia do território e a “liberdade de expressão e reunião” dos seus habitantes.

“Os Estados Unidos apoiam o povo de Hong Kong e utilizaremos todas as ferramentas e a nossa autoridade para atingir os que atentem contra a sua autonomia”, declarou em comunicado o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin.

O responsável pela polícia de Hong Kong, o secretário da Segurança e o da Justiça encontram-se entre os responsáveis visados.

O anúncio das sanções, que preveem a confiscação, nos Estados Unidos, dos bens das pessoas abrangidas pela medida, surge num contexto de agravamento das tensões entre os Estados Unidos e a China, que optou por reforçar o seu controlo sobre a ex-colónia britânica, que deveria garantir uma larga autonomia até 2047 no âmbito do princípio “Um país, dois sistemas”.

A lei sobre a segurança nacional, imposta no final de junho por Pequim a Hong Kong, “não apenas minou a autonomia de Hong Kong, mas igualmente violou os direitos dos habitantes de Hong Kong, permitindo aos serviços de segurança da China continental operar com toda a impunidade na região”, segundo o Tesouro norte-americano.

Hong Kong regressou à China em 1997 sob um acordo que garantia ao território 50 anos de autonomia e liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio “Um país, dois sistemas”.

Tal como acontece com Macau desde 1999, para Hong Kong foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judicial, com o governo central chinês a ser responsável pelas relações externas e defesa.

Dois ex-militares dos EUA condenados a 20 anos de prisão na Venezuela

Dois ex-militares norte-americanos foram condenados a 20 anos de prisão pelo envolvimento num ato que o Presidente Venezuelano afirmou que tinha o intuito de o matar, anunciou sexta-feira o Procurador Geral.

Eles admitiram ter cometido crimes de conspiração, associação, tráfico ilícito de armas de guerra e terrorismo, tal como definido no Código Penal, pelos quais foram condenados a 20 anos de prisão”, escreveu Tarek William Saab no Twitter.

Luke Denmnan e Airan Berry são funcionário da SilverCorp, uma empresa de segurança dos EUA que, segundo o Governo venezuelano, está ligada à tentativa de ataque que resultou na morte de oito pessoas e levou à detenção de 50.

No primeiro fim de semana de maio, oito pessoas morreram e mais duas foram detidas numa primeira tentativa de ataque marítimo que ocorreu no estado de La Guaira, vizinho de Caracas.

Um dos detidos é o Capitão Antonio Sequeda, antigo membro da Guarda Nacional Bolivariana (GNB, uma força policial militarizada), acusado dos crimes de homicídio intencional, traição, tráfico ilícito de armas de guerra, terrorismo e associação criminosa.

Outro participante, Josnars Adolfo Baduel, filho do general, antigo comandante do exército e ex-ministro da defesa Raúl Isaías Baduel, foi também detido sob acusação de terrorismo, conspiração e traição.

O General Baduel foi um aliado de Hugo Chávez e é considerado o arquiteto do seu regresso à Presidência após o golpe de estado que o derrubou durante 48 horas em Abril de 2002. Em 2009 foi enviado para a prisão depois de ter sido acusado de corrupção.

Berry, 41 anos, serviu como sargento de engenharia nas Forças Especiais dos EUA entre 1996 e 2013, período durante o qual foi destacado para o Iraque três vezes, de acordo com a imprensa especializada dos EUA.

Denman tem 34 anos e disse numa declaração do tribunal que tinha ordens para assumir o controlo de um aeroporto perto de Caracas para enviar Maduro para os EUA, onde é procurado sob várias acusações relacionadas com drogas.

“Nesse grupo, havia membros da equipa de segurança de Donald Trump: Airan Berry, um mercenário profissional dos Estados Unidos, e Luke Denman“, afirmou Maduro, poucos dias depois do ataque, numa mensagem televisionada junto do alto comando militar.

A empresa que identificaram, Silvercorp, assinou um contrato com o estratega Juan José Rendón, quando este ainda era conselheiro do líder da oposição Juan Guaidó, para estes ataques.

No entanto, Rendón explicou que no final não lhes deu a “luz verde” e que o Guaidó não a assinou.

O líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, negou também qualquer envolvimento na invasão marítima.

Trump anuncia que participará em vídeoconferência de apoio a Beirute

O Presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na que participará numa videoconferência internacional em apoio ao Líbano, devastado por violentas explosões na sua capital.

Duas fortes explosões sucessivas sacudiram na terça-feira o porto de Beirute, capital do Líbano, provocando pelo menos 154 mortes e mais de 5.000 feridos, num desastre que está a suscitar o anúncio de apoios da comunidade internacional.

“Faremos uma videoconferência no domingo, com o Presidente (francês) Macron, os líderes do Líbano e de outros lugares do mundo”, anunciou Trump, na sua conta pessoal da rede social Twitter.

A França foi o primeiro país a declarar o seu apoio ao Líbano e, na quinta-feira, Macron visitou Beirute, para oferecer a ajuda do seu Governo e reunir com autoridades locais, junto das quais se disponibilizou para organizar um programa para a reconstrução do país.

As instituições europeias também vão participar nesta conferência de doadores, organizada para ajudar a mobilizar ajuda humanitária de urgência para Beirute.

“Tive uma prolongada conversa com o Presidente Macron, da França, relacionada com vários temas, mas em particular com o acontecimento catastrófico que teve lugar em Beirute, no Líbano”, escreveu Trump, na sexta-feira.

O chefe de Estado norte-americano acrescentou que falou ainda com o Presidente do Líbano, Michel Aoun, “para o informar de que três grandes aviões estão a caminho, carregados com equipamento médico, comida e água“, para além de várias equipas de pessoal médico.

Benfica: Acordo fechado por Everton Cebolinha

O Benfica chegou a acordo com o Grêmio para a contratação de Everton Cebolinha, sabe A BOLA. O negócio deverá cifrar-se nos €20 milhões, com o emblema brasileiro a ficar com 15% de uma futura mais-valia.

Formado no Grêmio, Everton Cebolinha prepara-se assim para a primeira aventura no futebol europeu. No total, marcou 69 golos em 274 jogos pelo emblema de Porto Alegre.

Cônsul do Líbano em Moçambique diz que país precisa de muita ajuda externa

Alguns dos feridos na explosão de Beirute foram transferidos para Tunísia, onde poderão receber tratamento, depois de a tragédia ter afectado os hospitais mais próximos. O Cônsul do Líbano em Moçambique, Hussein Yahfoufi, diz que o país precisa de muita ajuda externa para se reerguer dos estragos.

A duas grandes explosões no Porto de Beirute danificaram muitos edifícios de luxo situados na capital libanesa, incluindo os do Governo. Para aliviar o sistema de saúde que já está à beira do colapso com mais de cinco mil casos confirmados da COVID-19 e igual número de feridos na explosão de Beirute, alguns países já estenderam a mão, oferecendo-se a receber os doentes e enviando comida e material de prevenção do novo coronavírus.

Com pouco mais de 1.500 libaneses a viverem no país, o cônsul Hussein Yahfoufi assegurou que nenhum deles tem um familiar directamente afectado pela tragédia e pede, por isso, para que estes ajudem as vítimas da explosão com o que podem.

Ronaldo bisou, mas Juventus falha quartos de final

A Juventus recebeu e venceu o Lyon (2-1), num jogo a contar para a segunda mão dos oitavos de final da Liga dos Campeões. Cristiano Ronaldo foi titular na vecchia signora, com Anthony Lopes a ser o responsável pela baliza gaulesa.

Memphis Depay (12’) colocou o Lyon em vantagem com um penálti marcado à Panenka, mas Ronaldo (43’) restabeleceu a igualdade da marca de onze metros. O avançado português ainda bisou no segundo tempo (60’), mas não foi o suficiente para evitar a eliminação do conjunto italiano.

O triunfo empatou a eliminatória (2-2), mas deixa a Juventus fora dos quartos de final devido ao golo sofrido em casa. Já o Lyon faz a viagem até Lisboa, onde vai defrontar o Manchester City.

Avião saiu da pista na Índia e parte-se em dois

Um avião da Air India Express despenhou-se na sexta-feira (07) no aeroporto de Calecute, na Índia. A companhia aérea já confirmou a morte de 17 pessoas, entre as quais os dois pilotos.

A bordo seguiam 191 pessoas, dos quais 174 eram passageiros segundo a companhia aérea. Tratava-se de um voo de repatriação, da fase 5 da missão Vande Bharat.

Numa declaração publicada no Twitter, a Air India Express confirma a morte de 15 passageiros e dois pilotos e acrescenta que os quatro tripulantes de cabine estão bem.

No comunicado, divulgado mais cedo nesta sexta-feira, a Air India dizia que “os passageiros estão a ser transportados para o hospital para receberem cuidados médicos” e que atualizará mais tarde as informações relativas aos feridos.

Hardeep Singh Puri, ministro com responsável pela pasta da aviação civil anunciou ainda que já estão a caminho do local equipas especializadas para investigar as causas do acidente, que deverão chegar durante a madrugada de sábado.

A região de Kerala, onde se situa o aeroporto de Calecute foi esta sexta-feira atingida por fortes chuvas, que provocaram deslizamentos de terras e a morte de 15 pessoas em Idukki, a cerca de 250 quilómetros a sul de Calecute.

Presidente Trump proíbe duas aplicações chinesas de operar no país

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou dois decretos que proíbem duas aplicações chinesas de operar no país dentro de 45 dias, se até lá não forem adquiridas por empresas americanas.

Os decretos presidenciais assinados na noite de quinta-feira, 6, visam o TikTok e o WeChat e proíbem “qualquer transação por qualquer pessoa, ou com relação a qualquer propriedade, sujeita à jurisdição dos Estados Unidos” com a ByteDance e a Tencent, proprietárias das aplicações.

As ordens foram assinadas no mesmo dia em que o Senado votou, por unanimidade, um projeto de lei do senador Josh Hawley que proíbe funcionários federais de usar a rede social TikTok em dispositivos cedidos pelo Governo.

Tanto o Governo como os parlamentares alegam questões de segurança nacional devido ao fato de o TikTok ser controlado pela companhia chinesa ByteDance.

Segundo as autoridades americanas a rede social “captura automaticamente vastas faixas de informações dos seus usuários … e essa recolha de dados permite que o Partido Comunista Chinês acesse as informações pessoais e proprietárias dos americanos”.

Pequim reage

O Governo da China reagiu nesta sexta-feira, 7, às medidas da Administração e dos parlamentares americanos, dizendo que os Estados Unidos promovem a “manipulação e a repressão políticas”.

O porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Wang Wengbin, acusa Washington de “colocar interesses egoístas acima dos princípios de mercado e da norma internacional”.

“Fazem uma manipulação e uma repressão política arbitrárias que só podem levar ao seu próprio declínio moral e prejudicar sua imagem”, diz a nota do Governo de Pequim.

Por seu lado, a proprietária do TikTok, ByteDance, anunciou que vai recorrer à justiça contra o decreto presidencial de Donald Trump.

“Utilizaremos todos os meios os meios disponíveis para assegurar que o Estado de Direito deve ser respeitado e que nossa empresa e nossos usuários recebam um tratamento equilibrado”, afirma em comunicado.

Enquanto o TikTok é uma aplicação de partilha de vídeos, o WeChat é uma aplicação de troca de mensagens instantâneas para dispositivos móveis e concorrente do WhatsApp.

Ambas têm mais de mil milhões de usuários cada.

Líbano: Capitão do barco com nitrato de amónio confirma que o destino era Moçambique

À medida que decorrem as investigações sobre as causas e responsáveis pelas explosões da passada terça-feira, 4, no porto de Beirute, no Líbano, que deixaram até agora 137 mortes, mais de cinco mil feridos e mais de 300 mil pessoas desalojadas, novas revelações apontam que o nitrato de amónio, que terá estado na origem das explosões, teria sido encomendado pela Fábrica de Explosivos de Moçambique.

O nitrato de amónio foi vendido por uma produtora de fertilizantes, a georgiana Rustavi Azot LLC, à Fábrica de Explosivos de Moçambique.

A afirmação é de Boris Prokoshev, o capitão do navio que transportava o material e que foi apreendido pelas autoridades libanesas em 2013.

Prokoshev, agora na reforma, reiterou que o destino do nitrato de amónio era o Porto da Beira, numa conversa com a agência Associated Press.

Prokoshev acrescentou que, na viagem, o navio de carga transportava 2.750 toneladas de “um químico altamente combustível” da Geórgia para Moçambique quando foi obrigado a fazer um desvio para a capital do Líbano.

Em Beirute, foi pedido à tripulação que carregasse o navio com algum equipamento rodoviário pesado e o transportasse para o porto de Aqaba, na Jordânia, antes de seguir a viagem para Moçambique, onde o nitrato de amónio deveria ser entregue.

O navio, contudo, nunca chegou a abandonar o porto de Beirute.

Numa entrevista à Rádio Liberdade, da Sibéria, na Rússia, Prokoshev reiterou que o navio pertencia ao cidadão russo Igor Grechushkin, que ignorou o assunto e não respondeu aos apelos da tripulação e dos advogados para pagar as taxas e continuar a viagem.

Entretanto, a publicação sul-africana Daily Maverick garantiu que o empresário russo Igor Grechishkin recebeu um pagamento de um milhão de dólares pela carga, através de uma transferência feita pelo Banco Internacional de Moçambique.

Reacção em Moçambique

Em Moçambique, como a VOA informou ontem, a Comissão Executiva da Cornelder, gestora dos Terminais de Contentores e de Carga Geral no Porto da Beira, garantiu que “não teve conhecimento de que o navio MV Rhosus ia escalar o Porto da Beira”.

A empresa acrescentou que “a escala de um navio ao Porto da Beira é anunciada pelo agente do navio ao operador portuário com uma antecedência de sete a 15 dias”, e lembrou que a entrada de produtos como nitrato de amónio “em território moçambicano carece de autorização prévia das autoridades que superintendem as áreas do Interior, Finanças e Agricultura”.

O jornal Washington Post, por seu lado, escreveu que Moçambique importa regularmente nitrato de amónio quer como fertilizante quer como explosivos usados em minas de carvão e pereiras.

Em Beirute, o navio foi impedido de sair do porto devido a disputas financeiras e por violar leis de navegação marítima, tendo a sua carga sido posteriormente transferida em 2014 para um armazém onde se deu a explosão.

Detidos 2 agentes da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial indiciados de corrupção

Dois agentes da Polícia Costeira, Lacustre e Fluvial estão detidos na cidade da Beira, em Sofala, suspeitos de corrupção.

Os agentes em causa, foram detidos por uma brigada do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção, quando recebiam subornos de transportadores marítimos de passageiros não licenciados, na Praia Nova.

O porta-voz do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção em Sofala, Anastácio Matsinhe, disse que os dois polícias, com a categoria de guarda, estavam encarregues de fiscalizar as embarcações de transporte de passageiros.

Matsinhe informou que na posse dos suspeitos foram encontradas somas de dinheiro alegadamente fruto de subornos, mas não precisou o montante. 

Um segundo empresário americano comprou Lamborghini com dinheiro para salários

Mais um americano usou subsídios recebidos do Governo para comprar um Lamborghini. Trata-se de um homem de Houston (Texas) que usou para fins de consumo sumptuário dinheiros atribuídos no contexto de um programa destinado a apoiar empresas durante a pandemia.

Tal como na história anterior, que o Expresso contou há dias, está em causa o Programa de Proteção de Ordenados. O homem, chamado Lee Price III e com 29 anos, apresentou cinco candidaturas, duas das quais resultaram em subsídios de, respetivamente, 937.000 dólares e 752.452 dólares, segundo o “New York Times”. O total dá uma soma equivalente a cerca de 1,4 milhões de euros.

Com o primeiro subsídio, Price comprou um Lamborghini Urus (valor em euros: 196 mil) e um Rolex (11.800 euros), além de despesas feitas em vários clubes noturnos, incluindo um de strip. O segundo subsídio permitiu-lhe adquirir um apartamento de luxo em Houston e uma carrinha Ford F-350, entre outros bens.

Acusado de declarações falsas e fraude – uma das alegadas empresas candidatas tinha como CEO uma pessoa já falecida -, Lee Price tinha comparência no tribunal marcada para esta semana. O site click2houston.com reporta que a sua história criminal já é longa, com diversas condenações por fraude, roubo e falsificação desde os 17 anos de idade.

País: Repatriados 72 imigrantes ilegais

O Serviço Nacional de Migração-SENAMI repatriou semana finda 72 cidadãos estrangeiros que se encontravam no país em situação irregular.

A cifra representa um aumento em três por cento, se comparada a igual período do ano passado, em que foram repatriados 70 cidadãos estrangeiros.

O porta-voz do SENAMI, Celestino Matsinhe, apela aos cidadãos nacionais, especialmente os transportadores, para colaborarem na denúncia de imigrantes ilegais nos postos de travessia.

Numa conferência de imprensa destinada a actualização de dados sobre o movimento migratório, no país, Matsinhe anunciou que a partir deste mês, o Serviço Nacional de Migração vai cobrar uma taxa para assistência e fiscalização em todos os postos de travessia.

Nações Unidas vão continuar a apoiar Moçambique no processo para a paz efectiva

O enviado Especial das Nações Unidas para Moçambique, Mirko Manzoni, assegura que a sua organização continuará a apoiar o país no processo para a paz efectiva.

Numa mensagem recebida na nossa redacção, por ocasião da passagem, esta quinta-feira 06, de um ano após a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, Mirko Manzoni, enaltece o processo em curso no país de Desmilitarização, Desmobilização e Reintegração dos Homens armados da Renamo.

Manzoni elogia por outro lado o Presidente da República, Filipe Nyusi e o líder da Renamo, Ossufo Momade, por se manterem firmes e fieis as disposições do acordo de Paz e Reconciliação Nacional assinado entre as partes no ano passado.

OMS continua a esperar regresso dos Estados Unidos

O director-geral da Organização Mundial de Saúde reiterou esta quinta-feira esperar que o Governo dos Estados Unidos reconsidere o corte de relações com a agência da ONU, assegurando que “o problema não é de dinheiro”.

Os Estados Unidos são conhecidos pela sua generosidade, apoio e liderança na saúde global”, afirmou Tedros Ghebreyesus, referindo-se, por exemplo, ao papel das administrações norte-americanas na luta contra a sida no seu país natal, a Etiópia.

Ghebreyesus afirmou que, na decisão do presidente norte-americano, Donald Trump, de deixar de financiar a OMS, “o problema não é o dinheiro, o financiamento, o importante é a relação com os Estados Unidos e o seu papel de liderança”.

Esperamos que os Estados Unidos reconsiderem a sua posição. Se há alguma questão com a a OMS ou com as Nações Unidas, estamos abertos a ser avaliados. A verdade pode saber-se, isso pode ser feito do interior, sem deixar a organização”, declarou numa conferência de imprensa virtual integrada no Fórum de Segurança de Aspen, um encontro global organizado a partir dos Estados Unidos.

Para combater a pandemia da Covid-19, “o mundo precisa de colaboração e de solidariedade entre as potências” porque “a liderança tem sido dos países, especialmente os maiores”, indicou Tedros Ghebreyesus, apontando “o vazio” deixado pelas críticas de Trump, que comunicou no início de julho a saída da OMS dos Estados Unidos, que contribuem anualmente entre 400 e 500 milhões de dólares para a agência da ONU.

Esta é uma situação sem precedentes. Esta pandemia virou o mundo do avesso e esta é a altura de trabalhar em conjunto, concentrados em combatê-la”, defendeu Ghebreyesus.

O director-geral da OMS afirmou que, apesar da decisão política, ao nível científico, os Estados Unidos têm “participado ativamente” nos esforços da organização para combater a Covid-19, esperando que “a relação regresse ao normal, mais forte do que antes”.

Trump acusa a OMS de ser controlada pela China. Se a decisão não for revertida, a saída terá efeito a partir de julho de 2021.

Presidente da Tanzânia afirma que o país está livre de vírus

A Tanzânia não relatou um único caso de coronavírus em três meses, mesmo com a expectativa de que o continente africano ultrapasse o limiar de um milhão de casos relatados nesta semana.

Mais de 90 dias se passaram desde que a Tanzânia relatou até mesmo um único novo caso de coronavírus – muito mais do que qualquer outro país africano. O presidente da Tanzânia declarou o flagelo “absolutamente acabado” e encorajou os turistas a voltar.

O problema é que, fora da Tanzânia, as pessoas são céticas. E dentro da Tanzânia, poucos se atrevem a enfrentar o presidente, John Magufuli, que se tornou cada vez mais autocrático desde que foi eleito há cinco anos.

O Sr. Magufuli disse que o poder da oração ajudou a eliminar o vírus do país, mesmo quando se espera que o continente africano cruze esta semana o limiar de um milhão de casos relatados.

O presidente da Tanzânia promoveu um chá de ervas não comprovado de Madagascar como uma cura. Ele depreciou o distanciamento social e o uso de máscaras. E seu governo não divulgou nenhum dado recente à Organização Mundial de Saúde. O grupo teve notícias da Tanzânia pela última vez em 29 de abril, quando o país relatou 509 casos e 21 mortes por Covid-19.

O Sr. Magufuli se apresentou diante de oficiais do governo e de segurança na capital, Dodoma, em 20 de Julho e os elogiou por restaurar a segurança no país do leste africano de quase 60 milhões de habitantes. “Nossos inimigos dirão muito, mas aqui na Tanzânia estamos seguros”, disse ele. “Colocamos Deus em primeiro lugar, e Deus nos ouviu.”

Fora da Tanzânia, a dúvida sobre a ausência conspícua de novos casos ou mortes só foi reforçada pelo comportamento de Magufuli nos últimos meses.

PR reafirma que combate à corrupção é irreversível

O Presidente da República, Filipe Nyusi, reafirmou que o combate à corrupção em Moçambique é um processo irreversível em relação ao qual o Estado nunca vai vergar.

Filipe Nyusi falava, esta sexta-feira 07, no distrito de Bilene durante a comunicação á nação no fim da visita de um dia à província de Gaza.

Na ocasião o Chefe do Estado sublinhou que só com o combate à corrupção é possível garantir uma sociedade íntegra guiada por princípios de transparência.

Nesta perspectiva, Filipe Nyusi recordou que a prevenção e combate à corrupção é da responsabilidade de toda a sociedade.

“ A prevenção e o combate à corrupção é responsabilidade colectiva, da sociedade impondo o comprometimento de todos na sua materialização. A nossa perspectiva é que possamos definir, adoptar uma política de prevenção e combate a corrupção que garanta que todas as instituições públicas e privadas actuem em consonância e como uma frente comum”, disse.

O Chefe do Estado informou que é constrangedor assistir acções que atentam os esforços levados a cabo pelo governo com vista a combater a corrupção.

COVID-19: Partido Renamo se opôs ao novo estado de emergência

O estado de emergência ontem (07) aprovado pelo parlamento foi decretado na quarta-feira pelo Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e enviado à Assembleia da República no mesmo dia.

O estado de emergência que entra em vigor a partir do dia 08, sábado, é o segundo no atual contexto do novo coronavírus, depois do primeiro que vigorou durante 120 dias, entre 01 de abril e 29 de julho.

Falando em nome do chefe de Estado, a ministra da Administração Estatal e Função Pública, Ana Comoana, disse que o estado de emergência visa salvar vidas e evitar o colapso do Sistema Nacional de Saúde (SNS) face ao aumento do número de casos de infeção pelo novo coronavírus.

“Seria imprudente, imoral e irresponsável se fossem relaxadas as medidas destinadas a salvar vidas e a evitar o colapso do nosso Sistema Nacional de Saúde”, declarou Ana Comoana.

Sobre a contestação de vários juristas moçambicanos a um novo estado de emergência, sob o argumento de que fere a Constituição da República, a governante disse que a lei fundamental do país não determina o número de vezes que pode ser declarado o estado de emergência, impondo apenas a duração e as respetivas prorrogações.

“O que aqui está em causa é a proteção do bem mais supremo de todos os direitos fundamentais: a vida”, referiu Ana Comoana.

Na comunicação à nação sobre o novo estado de emergência, o chefe de Estado disse na quarta-feira que a medida constitui a melhor opção no atual contexto caraterizado pela contínua propagação da covid-19.

“Consideramos que esta opção é aquela que melhor serve os interesses do nosso povo e só assim poderemos assegurar o necessário equilíbrio entre as medidas restritivas e o relançamento gradual da atividade económica”, disse Filipe Nyusi.

A decisão mantém as restrições adotadas quando Filipe Nyusi decretou pela primeira vez, em 01 de abril, o estado de emergência devido à pandemia.

Entre outras restrições, o novo estado de emergência mantém limitações quanto a ajuntamentos, interdição de eventos e espaços de diversão, e obrigatoriedade de uso de máscara

“A decisão de decretar hoje o estado de emergência visa não criar um vazio legal de suporte às medidas de prevenção e controlo da covid-19″, declarou o chefe de Estado moçambicano.

Apesar de manter as restrições, Filipe Nyusi anunciou a retoma faseada das atividades económicas, dividida em três fases, que serão “adotadas de forma gradual e cautelosa” a partir de 18 de agosto.

A votação de hoje na AR foi a primeira em que a Renamo se opôs ao estado de emergência, uma vez que votou a favor do primeiro e das três prorrogações.

Moçambique conta com 2.120 casos positivos do novo coronavírus e 15 óbitos.

pandemia de covid-19 já matou pelo menos 715.343 pessoas em todo o mundo desde que o vírus foi detetado na China, em dezembro, refere o último balanço feito pela Agência France-Presse (AFP) com base em dados oficiais.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ex-agente secreto saudita acusou príncipe herdeiro de conspirar para o tentar matar

A acusação de Saad Aljabri consta de uma ação judicial com várias alegações, incluindo a de que uma equipa de assassinos foi enviada ao Canadá para o raptar duas semanas depois do assassínio de Jamal Khashoggi.

O Governo canadiano não comenta as alegações específicas mas também não as nega. Ainda segundo a ação movida nos EUA, os assassinos pertencem a um esquadrão do grupo pessoal de mercenários do príncipe herdeiro.

Um antigo agente dos serviços secretos sauditas acusou o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, de conspirar para o tentar matar. Saad Aljabri, que tem ligações próximas a serviços secretos ocidentais, alegou numa ação judicial nos EUA que uma dessas tentativas foi frustrada por agentes canadianos em 2018, escreve esta sexta-feira o jornal “The Guardian”.

Além do príncipe herdeiro, a ação judicial visa outros responsáveis sauditas. Nela, Aljabri diz que o Estado saudita lançou uma campanha contra ele por considerá-lo uma ameaça para a relação de Salman com os EUA e para a eventual ascensão deste ao trono. A queixa inclui vários detalhes, não verificados, de um alegado plano contra Aljabri, incluindo a alegação de que uma equipa de assassinos sauditas foi enviada ao Canadá para o raptar duas semanas depois do assassínio de Jamal Khashoggi, colunista do diário “The Washington Post” e crítico do regime.

A queixa contém ainda referências a planos de dois ataques em solo americano, um contra sinagogas em Chicago e outro que envolvia a explosão de dois aviões de carga com destino aos EUA. Estas tentativas terão sido frustradas devido à intervenção de Aljabri, que é elogiado por antigos colegas americanos e britânicos pelo papel que desempenhou em manter ocidentais seguros face à ameaça da Al-Qaeda. O príncipe herdeiro enviou “ameaças de morte explícitas” a Aljabri e usou frequentemente o WhatsApp, acrescenta a queixa.

ESQUADRÃO DA MORTE

Ainda segundo a queixa, os assassinos pertencem a um esquadrão da morte, que, por sua vez, faz parte do grupo pessoal de mercenários de Salman. Eles terão tentado entrar no Canadá com vistos de turistas a 15 de outubro de 2018 (ou por volta dessa data) com “a intenção de matar” Aljabri.

Em comunicado, o Governo canadiano referiu que não poderia comentar as alegações específicas mas também não as negou, escreve o “Guardian”. “Temos conhecimento de incidentes em que atores estrangeiros tentaram monitorizar, intimidar ou ameaçar canadianos e quem vive no Canadá. É completamente inaceitável e nunca toleraremos que atores estrangeiros ameacem a segurança nacional do Canadá ou a segurança dos nossos cidadãos e residentes. Os canadianos podem estar confiantes de que as nossas agências de segurança têm a capacidade e os recursos necessários para detetar, investigar e responder a este tipo de ameaças”, sublinhou a nota governamental.

Khalid Aljabri, filho de Saad Aljabri, escreveu esta quinta-feira no Twitter que a sua família “não teve outra escolha senão procurar justiça e responsabilização num tribunal federal dos EUA” depois de “esgotar todas as vias para uma solução pacífica”.

Índia ultrapassa dois milhões de casos de Covid-19

A Índia ultrapassou os 2 milhões de casos do novo coronavírus e é o terceiro país do mundo com o maior número de infectados – depois dos Estados Unidos e do Brasil.

Segundo dados oficiais do Ministério da Saúde indiano. O país registou 2.027.074 doentes confirmados e um total de 41.585 mortes provocadas pelo novo coronavírus. Só nas últimas 24 horas, a Índia contabilizou 62.585 novas infecções e 886 mortes.

No entanto o número pode estar subestimado, visto que as autoridades indianas não testam pacientes assintomáticos. O país já deu início à segunda fase de teste clínicos em humanos de duas das vacinas em desenvolvimento a nível mundial. Os investigadores esperam lançar a vacina de Oxford para utilização de emergência até ao mês de Outubro.

Hyundai contrata um novo empregado… que tem quatro patas

Um concessionário da Hyundai, no Brasil, decidiu dar emprego a um cão abandonado que durante vários dias permaneceu à porta da loja.

Como forma de premiar a perseverança do animal, que nunca faltou a um dia de trabalho, os trabalhadores desta marca de automóveis decidiram acolher o cão, nomeando-o como o mais recente empregado da casa.

A história foi partilhada nas redes sociais e já conquistou o coração de muitos internautas.

Segundo o reportado, o animal surgiu em frente à loja e, embora lhe tenha sido dada comida, permaneceu dia após dia a olhar para o interior do estabelecimento, à espera que alguém que lhe desse carícias.

O cão conquistou o coração dos que ali trabalham, que decidiram, então, adoptá-lo. Ao animal foi atribuído o nome de Tucson Prime e foi-lhe entregue uma placa de identificação igual à de qualquer outro funcionário.

A sua história fez com que tivesse direito a uma página no Instagram, onde faz sucesso agora como vendedor de automóveis.

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Mais de 165 mil pacientes com diagnósticos de infecções respiratórias graves foram atendidos nas unidades sanitárias da província de Tete entre os meses de...

Cabo Delgado avança com projecto de nova central eléctrica a gás em Palma

A Electricidade de Moçambique (EDM) está a planear a instalação de uma central térmica a gás no distrito de Palma, na província de Cabo...

Nigéria resgata 39 estudantes e cinco professores raptados há dois meses

As forças de segurança da Nigéria conseguiram resgatar 39 estudantes e cinco professores que haviam sido raptados há cerca de dois meses no estado...