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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Aumenta número de pessoas necessitadas devido aos ataques em C. Delgado

Comissão Nacional dos Direitos Humanos diz que está aumentar o número de pessoas que necessitam de ajuda humanitária devido aos ataques terroristas em algumas regiões da província de Cabo Delgado.

O alerta foi lançado pelo Presidente da Agremiação.

Dados disponíveis indicam que o número de deslocados nde Cabo Delgado ascende as duzentas mil pessoas.

Parte desses deslocados está acomodada em cinco centros na província de Cabo delgado e outra em dois centros na província de Nampula.

Luís Bitone explica que não obstante ao apoio humanitário que o governo está a prestar através do Instituto Nacional de Gestão de Calamidades (INGC) há que haver o envolvimento de todos nesta causa.

O Presidenta da Comissão Nacional dos Direitos Humanos descreve que entre os deslocados há famílias que não têm alimentação e abrigo.

“ O número de deslocados está a aumentar, por isso complica também a planificação do processo e a criação de condições para estas pessoas” disse.

Os actos terroristas no norte e centro de Cabo Delgado têm estado a obrigar numerosas famílias a fugirem das zonas de conflito para a busca de segurança.

Entretanto, o Banco Nacional de Investimento (BNI) procedeu, este domingo, a entrega de cerca de quatro toneladas de produtos alimentares diversos ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidades para apoiar os deslocados devido aos ataques terroristas, em Cabo Delgado.

O BNI entregou, ainda, mil cobertores, igual número de capulanas e quinhentas máscaras destinados igualmente aos deslocados.

Parlamento aprecia proposta de Lei de Gestão e Redução do Risco de Desastres

O Parlamento aprecia, esta segunda-feira, em sessão extraordinária, a proposta de lei de Gestão e Redução do Risco de Desastres.

A proposta visa suprir lacunas existentes na actual lei de Gestão de Calamidades e conta com novos elementos introduzidos para flexibilizar e dinamizar as necessidades de resposta a qualquer tipo de desastre que, eventualmente, possa ocorrer no país.

O Ministro da Economia e Finanças, Adriano Maleiane, disse durante uma audição no parlamento que a lei em debate não traz encargos adicionais, apenas muda o conteúdo jurídico.

Os deputados da Assembleia da república ouviram também a ministra de Administração Estatal e Função Pública, Ana Comoana, que na ocasião, realçou que a nova proposta de lei inclui, entre outras matérias, respostas a pandemias.

Este domingo, a Comissão da Agricultura, Economia e Ambiente da Assembleia da República, terminou a adopção do parecer final da proposta de Lei de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
O Presidente da Comissão de Agricultura, Economia e Ambiente, Momade Juízo, disse ser expectativa que a presente lei seja aprovada por consenso pelas três bancadas parlamentares

Malawi reforça medidas de prevenção da Covid-19

O governo do Malawi anunciou uma série de medidas de prevenção do novo coronavírus, face ao aumento de casos e óbitos, por esta pandemia.

De entre as medidas anunciadas, consta o uso obrigatório de máscaras e a proibição de casamentos, espectáculos e reuniões.

Todo o cidadão que for a sair à rua sem máscara será multado no valor de 10 mil kwachas, o equivalente a novecentos meticais.

Os que que forem surpreendidos a realizar casamentos, reuniões ou outro evento que provoque um aglomerado serão sujeitos a uma multa de 100 mil kwachas, cerca de nove mil meticais e uma pena de três meses de prisão.

Os cidadãos malawianos que residem no estrangeiro e queiram regressar ao país, deverão trazer um comprovativo médico que confirma não estarem infectados por Covid-19.

Ao ministro da saúde foi lhe dada a prerrogativa de declarar cerca sanitária sobre as regiões com elevado índice de contaminação, até que a pandemia seja controlada.

O Malawi está neste momento com um cumulativo de 4575 casos de covid 19 com 137 óbitos.

Covid-19: África do Sul ultrapassa os 10.000 mortos

A África do Sul ultrapassou a barreira dos 10 mil mortos por coronavírus, cinco meses após o eclodir da pandemia da covid-19 no país.

A informação foi prestada, este domingo, pelo ministro sul-africano da Saúde, que disse que estão contabilizadas 10 mil 210 fatalidades, depois de terem sido registadas 301 novas mortes desde o último balanço.

De acordo com Zweli Mkhize, desde o último relatório, 154 pessoas perderam a vida na província do Kwazulu-Natal, 39 no Cabo Oriental, 37 no Limpopo, 23 em Gauteng, 22 no Cabo Ocidental, 21 em North West e cinco na província de Northern Cape.

“Queremos aqui endereçar as nossas condolências às famílias das vítimas e saudar os profissionais da saúde pela enorme dedicação demonstrada no tratamento dos pacientes”, disse Mkhize.
O país conta com 404 mil 578 pessoas recuperadas da doença, o que equivale a uma taxa de 73%, confirma o ministro.
Segundo disse Mkhize, foram até agora em todo o país realizados três milhões 220 mil 264 testes, 36 mil 607 dos quais desde o último balanço.

Protestos em Beirute: Manifestantes descarregam raiva sobre elite política

Vários milhares de manifestantes reuniram-se no centro de Beirute no sábado (08), para descarregar a sua raiva contra uma elite política que eles culpam pela explosão mortal, de 4 de Agosto, que transformou a cidade numa zona de desastre.

A grande multidão de manifestantes, alguns com cordas na mão, pediu vingança quando um grande destacamento de forças de segurança tentou conter alguns grupos que queriam avançar em direção ao parlamento, relataram correspondentes da AFP.

A polícia usou gás lacrimogéneo contra grupos de manifestantes que atiravam pedras e paus. Entre as principais hashtags usadas nas redes sociais para reunir os manifestantes estava #HangThem (enforcá-los), e os manifestantes montaram forcas falsas na praça principal na sexta-feira.

O Ministério da Saúde disse que pelo menos 158 pessoas morreram na explosão de terça-feira, cerca de seis mil ficaram feridas e o número de desaparecidos oscila entre os 20 e os 60.

Subiu para 2.269 o número de casos positivos da COVID-19 em Moçambique

Moçambique testou, nas últimas 24 horas, 1283 casos suspeitos da COVID-19, dos quais 1255 foram negativos e 28 positivos, elevando para 2.269 o número de casos positivos da doença, anunciou o Ministério da Saúde e comunicado enviado para “O País”.

Dos 2.269 casos positivos registados, 2.087 são de transmissão local e 182 são importados.

Dos 28 novos casos, 17 são do sexo masculino e 11 são do sexo feminino e todos encontram-se em isolamento domiciliar.

Segundo dados do MISAU, o país registou mais oito casos totalmente recuperados da COVID-19, totalizando 840 o número de pessoas sem da doença.

Actualmente, o país tem 1.411 casos activos da COVID-19. Nas últimas 24 horas, o país não registou nenhum óbito. Assim sendo, o país continua com 16 óbitos devido a COVID-19 e dois por outras causas.

Somália: Explosão de carro-bomba no portão de base Militar faz nove mortos

Pelo menos nove pessoas morreram e quase 20 ficaram feridas no sábado (08) numa explosão de carro-bomba no portão da frente de uma base militar somali em Mogadíscio, disseram testemunhas e funcionários de segurança.

Oficiais de segurança do governo contactados pela VOA confirmaram que oito dos mortos eram soldados do governo e outras vítimas incluíam membros das famílias dos soldados, que estavam na base no momento.

“Um homem-bomba dirigindo um veículo carregado de explosivos acelerou em direção ao portão da frente do campo, mas os guardas abriram fogo para detê-lo antes que ele detonasse”, disse à VOA Aden Mohamed, um agente entre os primeiros a responder.

A explosão foi ouvida em toda a área e lançou uma nuvem de fumaça negra no ar.

“Eu vi os cadáveres de pelo menos oito soldados e ambulâncias correram para o local para levar os feridos”, disse uma testemunha à VOA sob condição de anonimato.

Fontes hospitalares confirmaram que cerca de 20 pessoas, principalmente soldados, ficaram feridos na explosão.

“Levámos pelo menos 15 feridos [para hospitais], alguns deles em estado crítico”, disseram os médicos de emergência da cidade à media local.

O acampamento militar está localizado próximo ao principal estádio desportivo da cidade, recentemente reaberto, no distrito de Warta-nabadda.

A explosão aconteceu dias depois de um atentado suicida, que matou pelo menos quatro pessoas, incluindo o homem-bomba num restaurante de Mogadíscio que é popular entre as forças de segurança e funcionários do governo.

Militantes do Al-Shabab assumiram a responsabilidade pela explosão de sábado, alegando que mataram dezenas de soldados do governo.

COVID-19: Singapura vai testar vacina em humanos na próxima semana

Singapura anunciou este sábado 08, que inicia na próxima semana a primeira fase de testes em humanos de uma nova vacina contra a COVID-19.

A primeira fase de testes vai prolongar-se até Outubro, prevendo a administração do medicamento a cerca de 100 pessoas.

A nova vacina, que já recebeu o nome de Lunar-Cov19, está a ser desenvolvida pela Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Singapura e pela empresa farmacêutica norte-americana Arcturus Therapeutics, anunciou o jornal singapurense The Straits Times.

Actualmente, há 26 vacinas em todo o mundo que estão a ser testadas em humanos ou já receberam autorização para serem testadas, enquanto há outras 139 em fase de investigação, antes de poderem ser experimentadas em pessoas.

Singapura foi um dos primeiros países a detetar a COVID-19 fora da China, origem da pandemia, e foi citada como um exemplo na contenção da doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Maurícias numa corrida contra o tempo para evitar desastre ambiental

Milhares de estudantes, ativistas ambientais e residentes das Maurícias continuavam a trabalhar sem pausas para tentar minimizar os danos causados pelo derrame de petróleo de um navio encalhado nos recifes de coral ao largo da ilha.

Estima-se que uma tonelada de petróleo da carga do navio japonês de quatro toneladas já tenha escapado para o mar, segundo as autoridades.

Os trabalhadores estavam a tentar impedir mais fugas de petróleo, mas com ventos fortes e mar agitado, registaram-se hoje novas fissuras no casco do navio.

O primeiro-ministro, Pravind Jugnauth, declarou o estado de emergência e apelou à ajuda internacional, adiantando que o derrame “representa um perigo” para o país de 1,3 milhões de pessoas que depende fortemente do turismo e foi já fortemente prejudicado pelas restrições de viagem causadas pela pandemia de covid-19.

Imagens de satélite mostram uma mancha escura a alastrar nas águas turquesa perto de zonas húmidas classificadas de “muito sensíveis” do ponto de vista ambiental

Defensores da vida selvagem e voluntários transportaram, entretanto, dezenas de tartarugas bebé e plantas raras de uma ilha perto do derrame para a ilha Maurícia, a maior do país.

“Isto já não é uma ameaça para o nosso ambiente, é um desastre ecológico completo que afetou uma das partes mais importantes das ilhas Maurícias, a Lagoa de Mahebourg“, disse Sunil Dowarkasing, um consultor ambiental e antigo membro do parlamento.

“O povo das Maurícias, milhares e milhares, têm estado a tentar evitar tantos danos quanto possível”, disse Dowarkasing.

De acordo com este responsável, foram criadas longas jangadas flutuantes para tentar abrandar a propagação do petróleo. Estão também a ser usadas faixas de tecido cheia com folhas e palha de cana de açúcar e mantidas a flutuar com garrafas de plástico.

Estudantes universitários e membros de clubes locais estão entre os voluntários.

“Estamos a trabalhar a todo o vapor. É um grande desafio, porque o petróleo não está apenas a flutuar na lagoa, está já a espalhar-se para a margem”, disse Dowarkasing, adiantando que os ventos constantes e as ondas espalharam o combustível pelo lado oriental da ilha.

“Nunca vimos nada assim nas Maurícias” acrescentou.

A lagoa é uma área protegida, criada há vários anos para preservar uma zona da ilha Maurícia como há 200 anos.

“Os recifes de coral tinham começado a regenerar-se e a lagoa estava a recuperar os seus jardins de coral”, disse Dowarkasing.

“Agora tudo isto pode ser novamente morto pelo derrame de petróleo”, acrescentou.

Residentes e ambientalistas questionam por que razão as autoridades não agiram mais rapidamente após o navio, o MV Wakashio, encalhar num recife de coral a 25 de julho.

“Essa é a grande questão”, disse Jean Hugues Gardenne da Fundação Mauritian Wildlife Foundation.

“Porque é que aquele navio estava há tanto tempo naquele recife de coral e nada foi feito”, insistiu.

No Japão, responsáveis da empresa proprietária do navio, a Nagashiki Shipping, e do operador do navio, Mitsui O.S.K. Lines, pediram hoje desculpa pela fuga de petróleo.

Na sua primeira conferência de imprensa desde que o navio encalhou há duas semanas, os responsáveis disseram ter enviado peritos às Maurícias para se juntarem ao esforço de limpeza.

Adiantaram que o Wakashio deixou a China a 14 de julho e estava a caminho do Brasil. O navio estava a cerca de 1 milha da costa sudeste da Maurícia quando encalhou, embora fosse suposto estar a 10 a 20 milhas (16 a 32 quilómetros) de distância da ilha, estando em investigação a razão pela qual o navio se desviou da rota.

Presidente francês organiza conferência internacional para arrecadar fundos para o Líbano

O presidente francês Emmanuel Macron sediou uma conferência virtual de doadores internacionais apoiada pelas Nações Unidas, no domingo, 9, para arrecadar fundos para o Líbano, após uma explosão massiva, no porto de Beirute, na semana passada, que matou, pelo menos, 158 pessoas e feriu cerca de seis mil.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a sua participação por meio de um tweet, na sexta-feira, depois de conversar com Macron e seu homólogo libanês Michel Aoun, dizendo que “todos querem ajudar!”

“Teremos uma teleconferência, no domingo, com o Presidente Macron, líderes do Líbano e líderes de várias outras partes do mundo,” disse Trump.

Enquanto isso, os Estados Unidos entregaram ajuda de emergência ao Líbano, incluindo comida, água e suprimentos médicos, sob a direcção de Trump. Inicialmente, ele prometeu mais de 17 milhões de dólares em ajuda ao país.

China isola aldeias após mortes por peste bubônica

A China isolou outra vila, no sábado, 8, na região da Mongólia Interior, após um residente ter morrido de peste bubônica, no que é o segundo bloqueio na região em dois dias.

De acordo com um comunicado divulgado pela Comissão de Saúde de Bayannaoer, um paciente local que sofre com a doença centenária morreu, na sexta-feira, de falência de múltiplos órgãos.

Trata-se da segunda vítima da praga registada, este mês, na região norte da China.

“O local de residência do falecido está bloqueado e uma ampla investigação epidemiológica está em curso”, lê-se no comunicado da autoridade chinesa.

O primeiro bloqueio foi anunciado, na quinta-feira, numa cidade vizinha, quando a comissão de saúde de Baotou anunciou que um morador morreu de falha no sistema circulatório.

Risco de transmissão humana

A peste bubônica é uma doença altamente infecciosa e muitas vezes fatal, “com uma proporção de casos fatais de 30% a 100% se não tratada”, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

As autoridades em ambas as cidades emitiram um alerta de terceiro nível – o segundo mais baixo num sistema de quatro níveis – efetivo imediatamente até o final de 2020, para prevenir a propagação da doença.

Embora seja espalhado principalmente por roedores, as autoridades em ambas as cidades alertaram que a transmissão de pessoa para pessoa é possível.

“Atualmente, existe o risco de propagação da peste humana na nossa cidade”, diz o comunicado, usando exatamente a mesma redação. Todos os contatos próximos e secundários dos pacientes foram colocados em quarentena, disseram as duas comissões.

Eles também pediram às pessoas que reduzam o contato com animais selvagens e evitem caçar, esfolar ou comer animais que possam causar infeções.

Os casos de peste bubônica são cada vez mais raros, nos últimos anos, na China. De acordo com a Comissão Nacional de Saúde da China, houve cinco casos em 2019, com um óbito. Em todo o mundo, entre mil a dois mil casos anuais são notificados à OMS

Detido dono de jornal de Hong Kong por concluio com forças estrangeiras

O empresário e uma das principais figuras do movimento pró-democracia de Hong Kong Jimmy Lai foi detido ao abrigo da nova lei de segurança nacional, anunciaram um colaborador e uma fonte policial.

Foi detido em casa, cerca das 07h00 (00h00 em Lisboa). Os nossos advogados estão a caminho da esquadra”, disse à agência de notícias France-Presse (AFP) Mark Simon, um dos colaboradores de Lai.

Simon acrescentou que outros membros do grupo de comunicação social dirigido por Jimmy Lai também tinham sido detidos.

Momentos antes, na rede social Twitter, Mark Simon tinha anunciado: “Jimmy Lai está agora a ser detido por conluio com potências estrangeiras”.

Um responsável da polícia disse, a coberto do anonimato, à AFP que Lai foi detido por conluio com forças estrangeiras, um dos crimes previstos na nova lei de segurança nacional, e por fraude.

Através do Twitter, Mark Simon indicou ainda que a polícia estava a fazer buscas na casa de Lai e na do filho.

Jimmy Lai, de 72 anos, é o proprietário de duas publicações pró-democracia e frequentemente críticas de Pequim, o diário Apple Daily e o Next Magazine.

Visto por numerosos habitantes de Hong Kong como um herói e único magnata do território crítico de Pequim, Jimmy Lai é descrito nos meios de comunicação oficiais chineses como “um traidor”, que inspirou as manifestações pró-democracia realizadas na região chinesa, e o líder de um grupo de personalidades acusadas de conspirar com nações estrangeiras para prejudicar a China.

Em meados de junho, duas semanas antes de ser aprovada a nova lei de segurança nacional, Jimmy Lai disse à AFP esperar a detenção.

“Estou pronto para ir para a prisão. Se isso acontecer, terei oportunidade de ler livros que ainda não li. A única coisa que posso fazer é ser positivo”, afirmou.

Para o empresário, a nova lei “vai substituir” o regime legal de Hong Kong e “destruir o estatuto financeiro internacional” da cidade.

A lei da segurança nacional criminaliza atos secessionistas, subversivos e terroristas, bem como o conluio com forças estrangeiras para intervir nos assuntos da cidade.

O documento entrou em vigor em 30 de junho, após repetidas advertências do Governo de Pequim contra a dissidência em Hong Kong, abalado em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.

Hong Kong regressou à soberania da China em 1997, com um acordo que garante ao território 50 anos de autonomia a nível executivo, legislativo e judicial, bem como liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio “um país, dois sistemas”, também aplicado em Macau, sob administração chinesa desde 1999.

Secretário de Saúde dos Estados Unidos chega a Taiwan para visita histórica

O secretário de Saúde dos Estados Unidos, Alex Azar, chegou a Taiwan no domingo, 9, para uma visita, já condenada pela China, que reivindica a posse da ilha, aumentando ainda mais as tensões nas relações entre os dois países.

Azar é a mais alta autoridade americana a visitar Taiwan desde 1979, quando os Estados Unidos romperam as relações com a ilha e se aproximaram da China.

Na segunda-feira, 10, Alex Azar assinará um memorando de entendimento de cooperação no sector da saúde com o Governo de Taiwan e visitará o Centro de Controlo de Doenças.

O governante deve também ser recebido pela Presidente Tsai Ing-wen.

O Governo de Donald Trump fez do fortalecimento do seu apoio à ilha democrática uma prioridade e impulsionou a venda de armas.

A viagem de Azar visa fortalecer a cooperação económica e de saúde pública com Taiwan e apoiar o papel internacional do país no combate à pandemia da Covid-19, considerado um exemplo a nível mundial.

O secretário de Saúde chegou ao Aeroporto de Songshan, no centro de Taiwan, e foi recebido pelo vice-ministro das Relações Exteriores, Tien Chung-kwang.

Pequim, envolvida em discussões com Washington sobre tudo, desde direitos humanos e comércio até a pandemia do coronavírus, ameaçou com retaliações não especificadas à visita de Azar.

Conselho de Segurança da ONU realiza consultas sobre a Guiné-Bissau

O Conselho de Segurança das Nações Unidas vai realizar hoje consultas sobre a Guiné-Bissau e analisar o último relatório do secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre o país.

No último relatório sobre a Guiné-Bissau, divulgado na sexta-feira, António Guterres pediu aos atores políticos guineenses para dialogarem genuinamente para que seja implementada uma governação inclusiva e realizadas reformas essenciais à estabilidade na Guiné-Bissau.

O secretário-geral da ONU exortou também as autoridades da Guiné-Bissau a “demonstrarem rapidamente” o seu compromisso na luta contra o tráfico de droga com a aplicação do plano aprovado em 2019 pelo anterior Governo.

Guterres insistiu na necessidade de as forças de defesa e segurança se “absterem de qualquer ingerência no processo político, sob pena de comprometerem a paz e a estabilidade”.

“Exorto as autoridades de Estado a responsabilizarem aqueles que se envolvem em atos de intimidação, incluindo ameaças de morte, discurso de ódio e incitamento à violência”, afirmou António Guterres, salientando a necessidade de ser estabelecido um ambiente propício ao respeito pelos direitos humanos e pelo Estado de Direito.

Depois de a Comissão Nacional de Eleições ter declarado Umaro Sissoco Embaló vencedor da segunda volta das eleições presidenciais, o candidato dado como derrotado, Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), não reconheceu os resultados eleitorais, alegando que houve fraude e meteu um recurso de contencioso eleitoral no Supremo Tribunal de Justiça, que não tomou, até hoje, qualquer decisão.

Umaro Sissoco Embaló assumiu unilateralmente o cargo de Presidente da Guiné-Bissau em fevereiro e acabou por ser reconhecido como vencedor das eleições pela CEDEAO, que tem mediado a crise política no país, e restantes parceiros internacionais.

Após ter tomado posse, o chefe de Estado demitiu o Governo liderado por Aristides Gomes, saído das eleições legislativas de 2019 ganhas pelo PAIGC, e nomeou um outro liderado por Nuno Nabian, líder da Assembleia do Povo Unido – Partido Democrático da Guiné-Bissau (APUPDGB), que assumiu o poder com o apoio das forças armadas do país, que ocuparam as instituições de Estado.

O programa de Governo de Nuno Nabian foi aprovado no parlamento da Guiné-Bissau com o apoio de cinco deputado do PAIGC.

COVID-19: Angola tem recorde de mortes e casos

Mais cinco mortes e 100 novos casos batem recorde de vítimas fatais e infecções da Covid-19 em Angola num só dia, revelou o secretário de Estado para a Saúde Pública neste domingo, 9.

Franco Mufinda acrescentou que os mortos tinham entre 59 e 82 anos, enquanto entre os novos infectados a idade varia entre os 10 e os 83 anos, dos quais 82 são do sexo masculino e 18 do sexto feminino.

No total, o país tem um total acumulado de 1.672 casos e 75 mortes, o número mais elevado entre os países africanos de língua portuguesa.

Mufinda disse ainda que 567 são considerados recuperados e 1.030 ativos.

Cabo Verde continua a ser o país lusófono em África com mais casos.

Neste domingo, o Ministério da Saúde revelou mais 23 novos casos, todos na ilha de Santiago, epicentro da pandemia.

No total, o arquipélago tem 2.858 casos e 32 óbitos.

Neste momento, 2.086 pessoas foram dadas como recuperadas.

Sem vítimas mortais hoje, Moçambique registou nas últimas 24 horas, mais 28 casos da Covid-19, elevando o total para 2.269.

O número de mortes mantém em 16, de acordo com o comunicado do Ministério da Saúde.

Há 840 pessoas dadas como recuperadas, 55 internados e 16 óbitos.

Sem actualizar dados nos últimos dias, a Guiné-Bissau tem registados 2.050 casos, com 29 mortos, enquanto São Tomé e Príncipe mantém 878 casos, com 15 mortos.

Ataques: Criança morta em mais um ataque armado em Sofala

Uma criança foi morta e três pessoas foram gravemente feridas, na sexta-feira, 7, num ataque de homens armados contra um autocarro, no distrito de Chibabava, na província moçambicana de Sofala.

“Só ouvimos tiros. Atingiram uma criança, que morreu, e três adultos ficaram feridos” contou à VOA, Anastácio Jorge, um dos sobreviventes.

A viatura fazia o trajeto Maputo-Nampula, quando foi atingida, cerca das 06:00 horas locais, no troço Casa-Nova e Mutamira, em Chibabava, na Estrada Nacional número um (N1), a principal de Moçambique.

O ataque não foi reivindicado e a VOA não obteve comunicação oficial sobre o mesmo.

O incidente ocorreu numa zona sem um histórico de emboscadas, mas a poucos quilómetros de Mutindiri, onde há relatos frequentes de ataques da autoproclamada Junta Militar da Renamo, dirigida pelo general Mariano Nhongo.

Polícia de Hong Kong faz buscas a jornal pró-democracia após detenção

A polícia de Hong Kong fez hoje buscas ao grupo de comunicação social Next Media, considerado pró-democracia, pouco depois da detenção do proprietário, o empresário Jimmy Lai, ao abrigo da lei de segurança nacional.

Dezenas de agentes das forças de segurança entraram na sede do grupo ao final da manhã em Hong Kong, situada numa zona industrial, com os jornalistas do jornal Apple Daily a difundir em direto as imagens das buscas policiais, na rede social Facebook.

Nas imagens, vê-se o chefe de redação do diário, Law Wai-kwong, a pedir à Polícia que não toque em nada antes de os advogados do grupo verificaram o mandado judicial, segundo a agência de notícias France-Presse (AFP).

Os agentes ordenaram aos jornalistas que se levantassem e alinhassem para proceder à verificação da identidade, enquanto outros faziam buscas na redação.

As buscas aconteceram pouco depois de o magnata da imprensa Jimmy Lai, proprietário do grupo, ter sido detido, por suspeita de conluio com forças estrangeiras.

“Foi detido em casa, cerca das 07:00 (00:00 em Lisboa). Os nossos advogados estão a caminho da esquadra”, disse à AFP Mark Simon, um dos colaboradores de Lai.

Simon acrescentou que outros membros do grupo de comunicação social dirigido por Jimmy Lai também tinham sido detidos.

Um responsável da polícia disse à AFP, a coberto do anonimato, que Lai foi detido por conluio com forças estrangeiras, um dos crimes previstos na nova lei de segurança nacional, e por fraude.

Em comunicado, a polícia informou mais tarde que deteve sete pessoas por suspeita de conluio com forças estrangeiras e fraude.

A polícia também fez buscas na casa de Lai e na do filho, informou Mark Simon através do Twitter.

Jimmy Lai, de 72 anos, é o proprietário de duas publicações pró-democracia frequentemente críticas de Pequim, o diário Apple Daily e o Next Magazine.

Visto por numerosos habitantes de Hong Kong como um herói e único magnata do território crítico de Pequim, Jimmy Lai é descrito nos meios de comunicação oficiais chineses como “um traidor”, que inspirou as manifestações pró-democracia realizadas na região chinesa, e o líder de um grupo de personalidades acusadas de conspirar com nações estrangeiras para prejudicar a China.

Em meados de junho, duas semanas antes de ser aprovada a nova lei de segurança nacional, Jimmy Lai disse à AFP esperar a detenção.

“Estou pronto para ir para a prisão. Se isso acontecer, terei oportunidade de ler livros que ainda não li. A única coisa que posso fazer é ser positivo”, afirmou.

O empresário disse então que a nova lei iria “substituir” o regime legal de Hong Kong e “destruir o estatuto financeiro internacional” da cidade.

A lei da segurança nacional criminaliza atos secessionistas, subversivos e terroristas, bem como o conluio com forças estrangeiras para intervir nos assuntos da cidade.

O documento entrou em vigor em 30 de junho, após repetidas advertências do Governo de Pequim contra a dissidência em Hong Kong, abalado em 2019 por sete meses de manifestações em defesa de reformas democráticas e quase sempre marcadas por confrontos com a polícia, que levaram à detenção de mais de nove mil pessoas.

Hong Kong regressou à soberania da China em 1997, com um acordo que garante ao território 50 anos de autonomia a nível executivo, legislativo e judicial, bem como liberdades desconhecidas no resto do país, ao abrigo do princípio “um país, dois sistemas”, também aplicado em Macau, sob administração chinesa desde 1999.

Parlamento declara que Catalunha é republicana e não reconhece o rei

O Parlamento catalão aprovou hoje uma resolução na qual declara que “a Catalunha é republicana e, portanto, não reconhece nem quer ter um rei”, rotulando a monarquia de “criminosa”.

A resolução foi aprovada em sessão plenária extraordinária do Parlamento pelas três forças políticas independentistas (Juntos por Catalunha, Esquerda Republicana da Catalunha e Candidatura de Unidade Popular) e contou com os votos contra do Cidadãos, Partido Socialista da Catalunha e Partido do Povo da Catalunha.

O texto afirma que “a saga dos Bourbon (a família real espanhola) tem sido uma calamidade histórica para a Catalunha” e acusa o rei emérito Juan Carlos de ter aceitado “a sucessão do general Franco, jurando fidelidade aos princípios do seu regime”, pelo que “a monarquia espanhola é a continuação do regime anterior”.

A resolução também denuncia a “fuga consentida do rei (emérito) Juan Carlos para escapar à ação da justiça” e fala de uma “monarquia criminosa”, de “sistema autonómico falido” e de “democracia intervencionada pelo poder judiciário”.

Juan Carlos comunicou na segunda-feira ao seu filho, rei Felipe VI, que decidiu deixar Espanha e escolher outro país para viver, perante a repercussão pública das investigações sobre os seus alegados fundos em paraísos fiscais.

Numa declaração, o rei emérito de Espanha explicou que enviou uma carta ao filho comunicando a decisão, que garante que tomou “com profundo sentimento, mas com grande serenidade”.

Juan Carlos disse que pretende facilitar o exercício das funções de Felipe VI, pelo que deixará de viver no Palácio da Zarzuela e sai de Espanha, perante “a repercussão pública” de “certos eventos do passado”.

Ilha Maurícia declara emergência ambiental após navio derramar petróleo

A ilha Maurícia, pertencente à República das Maurícias, no oceano Índico, declarou hoje “estado de emergência ambiental” após uma rutura num navio com bandeira do Panamá ter causado um derrame de petróleo nas águas do arquipélago.

O primeiro-ministro das MauríciasPravind Jugnauth, anunciou a decisão, após as imagens de satélite terem mostrado uma mancha escura a espalhar-se pelas águas perto de áreas que o Governo considera “muito sensíveis” a nível ambiental.

O navio ‘MV Wakashio‘, que transportava cerca de 4.000 toneladas de gasóleo e petróleo num percurso entre a China e o Brasil, encalhou em 25 de julho no sudeste da ilha Maurícia.

O Governo confirmou, na quinta-feira, que havia uma “fuga de petróleo” a partir de uma “rutura no navio” e o primeiro-ministro já pediu ajuda à França para responder ao desastre ambiental.

“[O derrame] representa um perigo para as ilhas Maurícias. O nosso país não tem as competências nem os conhecimentos para retificar a posição de navios encalhados e pedi a ajuda da França e do Presidente Emmanuel Mácron“, adiantou Pravind Jugnauth, numa publicação nas redes sociais.

O ministro do Ambiente das MauríciasKavy Ramano, já admitiu também a “crise ambiental”, tendo informado que a equipa de resgate que trabalhava no navio, propriedade das empresas japonesas Okiyo e Nagashiki, foi retirada do local após terem sido detetadas fissuras no casco.

Cerca de 400 barreiras marítimas já foram instaladas para tentarem conter o derrame no arquipélago com 1,3 milhões de habitantes, situado no oceano Índico, a leste da ilha de Madagáscar, que depende do turismo e já foi afetado pelos efeitos da pandemia de covid-19.

Um inquérito policial também foi aberto para investigar possíveis situações de negligência, disse um comunicado do Governo.

O derrame de petróleo e de gasóleo nas águas das Maurícias pode causar a destruição de milhares de espécies, avisou o dirigente da organização ambientalista Greenpeace África, Happy Khambule.

“Milhares de espécies em torno das lagoas cristalinas de Blue Bay, Pointe d’Esny e Mahebourg estão em risco de destruição num mar de poluição, com consequências terríveis para a economia, para a segurança alimentar e para a saúde das Maurícias“, afirmou em comunicado.

O Governo das Maurícias divulgou, há quase uma década, que o país tinha um Plano Nacional de Contingência de Derramamento de Petróleo, mas com equipamento somente “adequado para lidar com derrames de petróleo de menos de 10 toneladas”.

O plano indicava que, em caso de derrames maiores, a assistência poderia ser obtida de outros países no oceano Índico ou de organizações internacionais de resposta a estas situações.

Ataques aéreos no norte do Iémen matam pelo menos 9 crianças, alerta ONU

Ataques aéreos no norte do Iémen, na quinta-feira, mataram pelo menos nove crianças, avançou a coordenadora humanitária da Organização das Nações Unidas (ONU) para o país, Lise Grande, num comunicado emitido na sexta-feira 06.

Aresponsável da ONU informou que um grupo de mulheres e crianças foi atingido enquanto viajava por uma estrada no território controlado pelos rebeldes huthis, no âmbito da guerra civil iemenita, e referiu-se ao ataque como algo “chocante” e “totalmente inaceitável”.

ONU esclareceu ainda, em comunicado, que, pelo menos, outras sete crianças e duas mulheres ficaram feridas, estando o número total de vítimas ainda sob investigação.

O ministério da Saúde para os rebeldes huthisTaha Al-Mutawakkil, disse, na quinta-feira, que a coligação de apoio ao Presidente do IémenAbdo Rabu Mansur Hadi, liderada pela Arábia Saudita, conduziu seis ataques aéreos na província nortenha de Jaufe.

A coligação militar tem atraído críticas internacionais por ataques aéreos errados que já atingiram escolas, hospitais e festas de casamento, resultando em milhares de mortes de civis.

Em 14 de julho, a ONU adiantou que um ataque aéreo na província de Haja matou sete crianças, algumas com apenas dois anos.

Os rebeldes huthis e membros de organizações defensoras dos direitos humanos adiantaram, em 15 de julho, que um ataque aéreo atingiu uma celebração da circuncisão de um menino recém-nascido, em Jaufe, tendo matado pelo menos 10 civis, incluindo seis crianças.

A guerra civil entre as forças leais ao governo do Presidente Abdo Rabu Mansur Hadi, apoiadas por uma coligação militar liderada pela Arábia Saudita, e os rebeldes huthis, que controlam a capital do país, Sanaa, e têm o apoio do Irão, desenrola-se desde 2014.

O conflito já causou mais de 100.000 mortes e originou a crise humanitária mais grave do mundo, com mais de três milhões de pessoas deslocadas no país e dois terços da população iemenita a depender de ajuda alimentar para sobreviver.

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