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Quarta-feira, Julho 15, 2026
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Luca Toni acredita que Pogba seria um “presente” para Andrea Pirlo

Luca Toni, ex-atacante italiano, considera que Paul Pogba seria o reforço ideal para Andrea Pirlo, novo treinador da Juventus. De acordo com o italiano, o comandante da Velha Senhora ficaria muito agradado com a contratação do francês. 

– Conhecendo Andrea (Pirlo) como conheço, ele vai começar a construir a equipe pelo meio-campo. O presente ideal para ele seria Paul Pogba. Não sei se isso seria possível, mas seria certamente a melhor opção – disse ao “Tuttosport”.

– Andrea não será um treinador que se foca na defesa e no contra-ataque. Ele adora controlar a bola e irá impor isso na equipe. Não sei qual o sistema que irá usar, nem sei se isso importa. Ele é inteligente e flexível – completou.

Bruno Fernandes coloca o Manchester United nas meias-finais

O Manchester United venceu o Copenhaga por 1-0, num jogo relativo aos quartos de final da Liga dos Campeões. Bruno Fernandes foi titular no conjunto de Solskjaer e acabou por estar em destaque.

Depois de um nulo no tempo regulamentar, a partida seguiu para prolongamento, com o português a ser decisivo. Corria o minuto 94 quando bateu um penálti a castigar uma falta de Bjelland sobre Martial.

Com este resultado, o Manchester United avança para as meias-finais da Liga Europa. Os red devils vão aguardar o vencedor do duelo entre o Wolverhampton e o Sevilha.

A PGR exige rigor e transparência na contratação de funcionários públicos

A Procuradora-geral da República, Beatriz Buchili, exige rigor e transparência no processo de contratação de funcionários nas instituições públicas do país.

A exigência de Beatriz Buchili foi feita, na cidade da Matola, província de Maputo, na cerimónia de lançamento do Manual de Formação e Combate à Corrupção.

“Preocupam-nos os sistemas de corrupção, sobretudo na contratação pública que se traduzem no desvio de avultados recursos públicos, comprometendo importantes projectos de desenvolvimento económico e social do país. A título de exemplo, no sector da saúde, educação, agricultura, que são sectores chaves para o desenvolvimento, temos constatado índices elevados de corrupção dos nossos gestores e demais funcionários”, disse.

Ainda na Matola a Procuradora-geral da República procedeu a abertura do Gabinete Provincial de Combate à Corrupção de Maputo, o quarto do género no país.

Cantor nigeriano condenado à morte por blasfêmia contra o profeta Muhammad

Um músico do estado de Kano, no norte da Nigéria, foi condenado à morte por enforcamento por blasfemar contra o profeta Muhammad.

Um tribunal superior da Sharia na área de Hóquei Hausawa Filin do estado disse que Yahaya Sharif-Aminu, 22, era culpado de blasfêmia por uma música que ele divulgou via WhatsApp em Março. O Sr. Sharif-Aminu não negou as acusações. O juiz Khadi Aliyu Muhammad Kani disse que poderia apelar do veredicto.

Os estados no norte da Nigéria, de maioria muçulmana, usam tanto a lei secular quanto a Sharia, que não se aplica a não-muçulmanos.

Apenas uma das sentenças de morte proferidas pelos tribunais da Sharia da Nigéria foi executada desde que foram reintroduzidas em 1999.

O cantor, que actualmente está detido, se escondeu depois de compor a música.

Os manifestantes incendiaram a casa de sua família e se reuniram em frente à sede da polícia islâmica, conhecida como Hisbah, exigindo acções contra ele.

A polícia islâmica apelou às pessoas para não fazerem justiça com as próprias mãos depois que a música foi lançada.

Os críticos disseram que a música era uma blasfêmia, pois elogiava um imã da irmandade muçulmana Tijaniya na medida em que o colocava acima do profeta Maomé.

“O julgamento servirá como impedimento para os outros”

O líder dos manifestantes que pediram a prisão do músico em Março, Idris Ibrahim, disse à BBC que o julgamento servirá como um aviso para outros “contemplarem seguir o caminho de Yahaya”. ”Quando soube do julgamento, fiquei muito feliz porque ele mostrou que nosso protesto não foi em vão.

“Este [julgamento] servirá como um impedimento para outros que acham que podem insultar nossa religião ou profeta e ficar impunes”, disse ele.

Rússia: ‘Serial killer’ que violou e matou mais de 81 mulheres pede pena de morte

O caso é um dos mais chocantes da história e coloca-o no topo da lista dos piores assassinos em séria da Rússia: Mikahil Popkov, de 56 anos, confessou ser responsável pelos homicídios de mais duas mulheres, que terão ocorrido na década de 1990.

O ex-polícia, conhecido como ‘O Lobisomem’, admite assim que matou um total de 81 mulheres. Está a cumprir pena de prisão perpétua, mas agora pede que lhe seja atribuída a pena de morte.

Mikahil, segundo as autoridades, terá matado “perto de 200 pessoas”, na sua esmagadora maioria mulheres. O russo circulava no carro da polícia e oferecia boleia a mulheres que andavam sozinhas na rua à noite na cidade de Angarsk.

Quando as vítimas aceitavam a boleia, achando-se seguras por se tratar de um agente da polícia, Mikahil atacava-as, violava-as e depois matava-as, livrando-se dos corpos em zonas de mato. Só agora, passados mais de 30 anos dos crimes, é que Mikahil manifesta arrependimento. O ‘serial killer’ chega mesmo a pedir que a sua pena seja revista e que seja condenado à pena de morte, abolida na Rússia em 1996.

“Houve momentos em que já pensei que a pena de morte tinha sido melhor. Tenho muito para me arrepender. Gostava que nada disto tivesse acontecido, que eu não tivesse feito nada disto. É uma emoção natural das pessoas, o arrependimento. E eu tive muito tempo para pensar no que fiz”, admite o criminoso, preso agora na cadeia de Irkutsk.

Questionado sobre o número de pessoas que matou, Mikahil é sempre evasivo: “Eu não contei as minhas vítimas”.

O tenente-coronel Evgeny Karchevsky, investigador responsável pelo caso volta a sublinhar que é certo que o assassino em série “tenha cometido bem mais de 100 crimes de homicídio” e argumenta que esta confissão surgiu apenas porque o suspeito queria voltar para a prisão de Irkutsk, algo que o próprio não nega.

“Estava a trabalhar na colónia de trabalhos forçados há 10 meses e precisava de umas férias, por isso escrevi aquela confissão. Sabia que isso me traria de volta à cadeia”, afirma o criminoso.

Até 1996 a pena de morte na Rússia era aplicada com os criminosos a serem abatidos com um tiro na nuca.

Burundi: Jovens condenados a 30 anos de prisão por apedrejarem comitiva presidencial

Três jovens foram condenados, no domingo (09), no norte do Burundi, a 30 anos de prisão por “ataque e conspiração contra o chefe de Estado”, Evariste Ndayishimiye, por terem apedrejado a sua comitiva.

“O Tribunal Superior de Kayanza, norte do Burundi, condenou três jovens, incluindo uma rapariga, a 30 anos de prisão por agressão e conspiração contra o chefe de Estado durante um procedimento de flagrante delito”, disse ontem uma fonte judicial, sob anonimato, citada pela agência France-Presse.

As testemunhas no julgamento de domingo confirmaram a informação. Três pedras foram atiradas à caravana do Presidente Ndayishimiye a partir de uma estação de serviço, na quarta-feira, segundo a procuradora Désirée Bizimana.

A primeira atingiu um polícia da guarda presidencial, a segunda o para-brisas de um veículo e a última passou por cima da comitiva de cerca de 50 carros, de acordo com a acusação.

Cinco suspeitos foram presos na quarta-feira à noite, dois dos quais foram rapidamente libertados.

Chadia Mbaririmana e Augustin Manirishura, dois funcionários da estação de serviço, e Christophe Ndayidhimiye, um mecânico, foram inicialmente acusados de “violação da segurança pública” e de não alertarem os serviços de que a segurança do chefe de Estado estava em perigo.

O Ministério Público tinha pedido sete anos e meio de prisão para os arguidos, que, segundo descrição de testemunhas, surgiram em tribunal “assustados” e sem advogado de defesa.

Durante todo o julgamento, negaram ter atirado pedras ou testemunhado pedras a serem atiradas, mas o tribunal classificou os atos como “ataque e conspiração contra o chefe de Estado”, condenando-os a 30 anos de prisão.

“O tribunal tem estado sob forte pressão política para condenar severamente os arguidos”, disse a fonte judicial.

A agência noticiosa francesa contactou o porta-voz do Presidente do Burundi, Jean-Claude Karerwa Ndenzako, que não reagiu.

“O Governo do Burundi é sempre paranoico acerca destas histórias de conspiração”, disse um diplomata africano, sob condição de anonimato.

Evariste Ndayishimiye, uma figura-chave do partido no poder, foi eleito Presidente em 20 de maio e tomou posse pouco depois da morte repentina do seu antecessor Pierre Nkurunziza.

A comunidade internacional tinha esperado uma flexibilização do regime, mas a nomeação de um governo composto em grande parte por adeptos da linha dura mostrou que pretendia seguir os passos do seu predecessor.

Governo do Líbano demite-se em bloco

O gabinete de ministros tinha agendada uma reunião na tarde da segunda-feira (10) e os rumores de que o Governo poderia abdicar em massa já circulavam na noite de domingo.

Segundo a Associated Press, todos os ministros passam a exercer cargos interinos, até uma solução definitiva (através de eleições) ser alcançada. O primeiro-ministro, Hassan Diab, deve demitir-se formalmente esta tarde.

Depois da demissão de três ministros e sete deputados, as suspeitas que já circulavam desde domingo à noite confirmaram-se: o Governo libanês apresentou a demissão em bloco no seguimento da explosão que destruiu quase toda a baixa da capital, Beirute.

Tanto a CNN como a Associated Press recolheram informações junto de duas fontes ministeriais que confirmaram a iminente queda do Executivo libanês – e a consequente passagem dos ministros a governantes interinos até que uma solução definitiva seja encontrada, através das eleições antecipadas que o ainda primeiro-ministro Hassan Diab já defendeu. Também ele se deve afastar esta segunda-feira.

Diab é considerado um tecnocrata, um homem com ideias reformistas que por vezes não casam bem com a estratificação e sectarismo antigos da sociedade libanesa. Quando os protestos contra a deterioração da condições de vida tomaram conta de Beirute, em Outubro do ano passado, Saad Hariri, ex-primeiro-ministro, acabou por oferecer o seu lugar. Agora é Diab que também é forçado a sair e as razões não são muito diferentes: se por um lado os libaneses se sentem abandonados pelos sucessivos governos à subida enorme do preço dos bens essenciais, por outro sabem que o país tem um nível de corrupção bastante elevado e que deixaram de acreditar que as pessoas realmente culpadas enfrentem a justiça pelos seus crimes.

O procurador da República, Ghassan El Khoury, começou esta segunda-feira a questionar o major-general Tony Saliba, chefe da Segurança do Estado, de acordo com a Agência Nacional de Notícias. O Departamento de Segurança do Estado compilou um relatório sobre os perigos de armazenar o material no porto e enviou uma cópia aos escritórios do presidente e do primeiro-ministro no dia 20 de julho deste ano, escreve a Associated Press.

Cerca de 20 pessoas foram detidas poucas horas após a explosão, incluindo o chefe da alfândega do Líbano e o seu antecessor, bem como o encarregado do porto.

A ministra da Justiça, Marie-Claude Najm, entregou na segunda-feira sua demissão, depois de ter sido recebida com insultos e até com mangueiradas num bairro destruído que tentou visitar.

Moçambique eliminado nas olimpíadas de xadrez, “online”

No desporto ciência, terminou o sonho de Moçambique, prosseguir em prova nas olimpíadas de xadrez “online”, que estão a ser disputadas desde 22 de Junho.

Os moçambicanos na tarde de sábado, perderam ante Uruguai, por quatro a três pontos; contra Porto Rico, por dois a três, no segundo jogo e na derradeira jornada os nossos xadrezistas empataram a três pontos diante da Mauritânia.

Moçambique no grupo “D”, ficou em último lugar com um ponto. Chile, com 16 pontos, Bolívia, com 14 pontos e Dinamarca, com 13 pontos, passaram para a próxima fase.

Cadáver de homem morto há 30 anos descoberto em mansão de Paris

O corpo foi encontrado na cave de um dos edifícios de um complexo abandonado há várias décadas, que desde Fevereiro estava a ser alvo de recuperação. As obras no imóvel, adquirido em Janeiro por 35 milhões de euros, tiveram de ser suspensas.

As obras de restauração costumam reservar surpresas, mas a que obrigou recentemente a suspender os trabalhos de recuperação de uma mansão abandonada em Paris é digna de enredo de filme. Um cadáver, já em decomposição, foi descoberto na cave de um muito selecto imóvel, avaliado em 35 milhões de euros e situado no coração da capital francesa, uma pérola imobiliária que fora vendida em Janeiro, para finalmente ser salvo do abandono a que fora votado há mais de 30 anos.

Resultado do macabro achado, as obras no complexo situado no nº 12 da rua Oudinot tiveram de ser interrompidas.

Segundo o “Le Monde”, o cadáver foi descoberto quando os trabalhadores removiam entulho e limpavam uma pilha de tábuas numa das caves – o imóvel é composto por quatro edifícios e um vasto jardim, agora coberto de mato.

O corpo apresentava marcas de ferimentos, incluindo ossos partidos e sinais de esfaqueamento, o que levou a polícia a abrir uma investigação, por suspeita de homicídio.

O caso não foi logo tornado público. Mas, a partir dos documentos encontrados ainda no cadáver, acabou por ser possível identificar o homem como Jean-Pierre Renaud, tendo a sua morte ocorrido há cerca de 30 anos. Uma fonte da polícia indicou ao mesmo jornal francês que se tratava de “alguém sem residência fixa e com problemas de alcoolismo”.

“Não está claro se morreu na mansão ou se o corpo foi levado para lá, e poderemos nunca descobrir quem foi o responsável. Se foi uma briga, ou algo assim. É bem possível que o próprio assassino tenha já morrido também”, acrescentou a mesma fonte.

Segundo as autoridades, os filhos de Renaud foram localizados e informados.

Sobre o caso, quem nada comentou foi o actual proprietário do complexo, Jean-Bernard Lafonta. O ex-Director da firma de investimentos francesa Wendel, agora chefe de seu próprio grupo industrial, adquiriu-o num leilão, que não durou mais de 15 minutos, e não perdeu tempo para começar as obras.

A recuperação começou em Fevereiro, mas só depois do verão deverá poder ser retomada.

Malawi tenciona retomar voos internacionais

O governo do Malawi tenciona reabrir os aeroportos para voos internacionais a partir dos meados deste mês.

Depois de cinco meses de encerramento, devido a pandemia do novo coronavírus, os aeroportos do Malawi poderão voltar a receber voos internacionais, em modalidades que estão a ser ainda discutidas por uma equipa multissectorial.

O porta-voz do ministério dos transportes do Malawi, James Chakwera, disse que a reabertura das fronteiras aéreas será anunciada oportunamente, concluídos os trabalhos de preparação em curso.

A reabertura dos aeroportos está inserida no pacote de medidas de alívio de algumas restrições impostas pela covid 19, cujo fim não se vislumbra para breve.

Por sua vez o porta-voz da Malawian Airlines Joseph Josiah, disse que a companhia está entusiasmada com a notícia, embora se aguarde pela comunicação oficial do governo.

Segundo Josiah, o reinício das actividades da companhia será uma mais-valia para o país, que durante cinco meses averbou imensos prejuízos económicos.

A reabertura dos aeroportos do Malawi, será feita de forma recíproca com alguns países africanos que começam aliviar as medidas restritivas tomadas no passado mês de Março para conter a propagação da Covid-19.

É uma decisão que surge numa altura em que o número de casos e óbitos continuam a aumentar no país.

Nas últimas 24 horas, o cumulativo de casos subiu para 4.658 com 146 óbitos.

2.375 pacientes recuperaram da doença e 2.137 continuam activos.

Trump escoltado por agente dos serviços secretos após tiroteio no exterior da Casa Branca

O Presidente norte-americano falava na conferência de imprensa sobre a pandemia de covid-19 quando lhe disseram ao ouvido para abandonar a sala. Pouco depois, Trump regressou e informou os jornalistas do sucedido. Os serviços secretos alvejaram o suspeito, que foi transportado para o hospital.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, viu-se obrigado a interromper a sua conferência de imprensa sobre o coronavírus desta segunda-feira. Um agente dos serviços secretos falou-lhe ao ouvido e escoltou-o para fora da sala. Em causa, revelou depois Trump, foi o disparo de tiros no exterior da Casa Branca, que provocou um ferido.

Após a saída do Presidente, a sala foi trancada para segurança dos jornalistas, que só depois foram informados do motivo.

Testemunhas afirmam ter visto agentes dos serviços secretos a correr pelo jardim da Casa Branca com armas em punho.

Ao regressar à sala de imprensa, Trump informou os jornalistas do sucedido e acrescentou que o suspeito foi alvejado e transportado para o hospital. “Gostaria de agradecer aos serviços secretos pelo seu trabalho sempre rápido e muito eficaz. Houve um verdadeiro tiroteio e alguém foi levado para o hospital. Não sei em que condições se encontra essa pessoa. Parece que foi alvejada pelos serviços secretos. Veremos o que acontece”, disse. A situação “parece estar sob controlo”, acrescentou.

Um jornalista da CNN perguntou-lhe se tinha sido levado para o ‘bunker’, ao que Trump respondeu: “não, só fomos levados para fora da Sala Oval”. Um outro jornalista perguntou se o Presidente se sentia perturbado. “Não sei. Pareço perturbado?”, respondeu. “Sinto-me muito seguro com os serviços secretos. São pessoas fantásticas, são os melhores dos melhores e estão muito bem treinados. Só quiseram que eu me afastasse por momentos para terem a certeza de que tudo estava controlado no exterior”, esclareceu ainda.

“Não sei se ele estava próximo, ele ou ela. Penso que a pessoa não trespassou nada. Não acredito que alguma coisa tenha sido trespassada. Fiz essa pergunta”, disse Trump, sublinhando ter uma “enorme confiança” nos serviços secretos.

Os serviços secretos confirmaram no Twitter o incidente, que está a ser investigado.

Beirute: Pouca esperança de encontrar sobreviventes nos escombros do porto

As esperanças estão a diminuir para encontrar sobreviventes no porto de Beirute, cinco dias depois das duas explosões devastadoras que atingiram a capital libanesa, anunciou no domingo (09) o exército do Líbano.

“[Após vários dias de] operações de busca e salvamento, podemos dizer que encerramos a primeira fase, aquela que oferece a possibilidade de encontrar pessoas vivas. Continuamos a ter esperança, mas, como técnicos que trabalham no terreno, podemos dizer que a esperança de encontrar pessoas vivas está a diminuir”, indicou o coronel Roger Khouri, chefe do regimento de engenheiros militares, durante uma conferência de imprensa.

Ainda este domingo, na abertura da videoconferência internacional de doadores, o Presidente francês, Emmanuel Macron, defendeu “agir com rapidez e eficácia” para que a ajuda “vá muito directamente” para a população libanesa.

O chefe de Estado também pediu às autoridades libanesas para “agirem para que o país não se afunde e para responderem às aspirações que o povo libanês exprime com legitimidade nas ruas de Beirute, neste momento. Todos juntos temos o dever de fazer tudo para que a violência e o caos não prevaleçam”.

“Porém, hoje, quem tem interesse nesta divisão e caos são os poderosos que querem, de alguma forma, mal ao povo libanês”, acrescentou o Presidente, sem citar nomes, a partir da sua residência de Brégançon, em Borme-les-Mimosas (Var, sul de França), na videoconferência coorganizada em poucos dias pela ONU e França e que reúne cerca de 15 dirigentes.

Macron insistiu que a “oferta de ajuda também inclui o apoio a uma investigação imparcial, confiável e independente das causas da catástrofe”.

“É um pedido forte e legítimo do povo libanês. É uma questão de confiança. Os meios estão disponíveis e devem ser mobilizados”, disse.

Porém, nem o Presidente libanês, nem o líder do movimento xiita Hezbollah, Hassan Nasrallah, querem estrangeiros a participar na investigação, alegando a soberania do Líbano para gerir os seus assuntos.

Durante a visita à capital do Líbano, o Presidente francês prometeu que o dinheiro não iria para a “corrupção” e, segundo uma fonte diplomática, citada pela AFP, que a ajuda vai ser concentrada nas necessidades de alimentos e infraestruturas.

PR mantém encontro virtual com Presidente do Banco Mundial

O Presidente da República, Filipe Nyusi, destacou o desenvolvimento de infra-estruturas, energia e agricultura como sectores chaves para o desenvolvimento do país.

O Chefe do Estado falava em vídeo-conferência, com o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, num contacto em que as partes abordaram a ajuda que o país tem recebido daquela instituição financeira internacional e os problemas de Moçambique, desde a Covid-19 até a calamidades naturais.

Sublinhou que a economia nacional só poderá resolver as preocupações dos moçambicanos se for forte.

Nyusi apontou as principais preocupações do governo, frisando que o crescimento económico deve ser diversificado.
“Nós agora temos com prioridades actos que estão agora na nossa mesa, que é questão da prevenção e combate a Covid-19, temos o problema das infra-estruturas, com destaque às estradas mas também como disse, a diversificação da nossa economia, está na mesa com grande prioridade a agricultura. Temos a questão da reconstrução pós-ciclones Idai e Kenneth, mas também a questão da gestão dos desastres naturais. Estamos a imprimir, porque ciclicamente o país é, e não deixamos ao lado a questão de empoderamento e tornar o sector privado robusto, que nós sabemos e achamos que a nossa economia só pode se falar dela, só pode resolver os problema dos moçambicanos, sendo ela forte ”, disse.

O contacto, esta segunda-feira 10, entre o Presidente da República, Filipe Nyusi, e o Presidente do Banco Mundial, David Malpass, serviu igualmente para a apresentação da nova representante desta instituição financeira, em Moçambique.

Procuradoria-Geral do Líbano ouve responsáveis pela segurança

O procurador-geral libanês, Ghassan al Khoury, ouviu na segunda-feira (10) os responsáveis pelos sistemas de segurança do Estado no âmbito do processo sobre as explosões em Beirute que provocaram 158 mortos e mais de seis mil feridos.

Segundo a agência estatal de notícias ANN, Al Khoury já recolheu os testemunhos do director geral do Serviço de Segurança do Estado, o general Tony Saliba, que foi ouvido no Palácio da Justiça de Beirute.  Desde o dia da explosão, 4 de Agosto, vários países, políticos e cidadãos libaneses pedem uma investigação internacional sobre os acontecimentos.

As 2.750 toneladas de nitrato de amónio que aparentemente provocaram a deflagração encontravam-se armazenadas no porto de Beirute há seis anos.  Mesmo assim, o presidente libanês, Michel Aoun, considerou “o pedido de investigação internacional sobre o caso do porto uma perda de tempo” acrescentando que o “poder judicial do país deve ser rápido a descobrir quem são os culpados e quem são os inocentes”.

O presidente francês, Emmanuel Macron, visitou a capital libanesa dois dias depois da catástrofe e pediu às autoridades locais para iniciarem uma investigação independente.

As declarações sobre a investigação foram reiteradas no domingo durante a conferência internacional dos doadores de ajuda financeira ao Líbano e que foi estabelecida através da Internet.

Esta oferta de ajuda inclui igualmente o apoio para uma investigação imparcial, credível e independente sobre as causas da catástrofe. Trata-se de um pedido importante e legítimo do povo libanês. É uma questão de confiança. Os meios estão disponíveis e devem ser canalizados”, afirmou Macron.

Entretanto, o Exército libanês deu por concluída a primeira fase dos trabalhos de busca e resgate das vítimas na zona dos escombros.

A explosão reavivou os protestos de Outubro de 2019 contra a classe política libanesa e já levou à demissão, no domingo, de dois ministros do governo de Hassan Diab. A crise política está instalada e vários deputados e responsáveis de sectores públicos demitiram-se nos últimos dias marcados pelos protestos sobretudo em Beirute.

País regista 142 novos casos de Covid-19, a maior subida em 24 horas

Moçambique registou, de domingo para esta segunda-feira 10, 142 novos casos no novo coronavírus. É a maior subida de casos da COVID 19, em 24 horas, desde a eclosão da doença, no país, que passa a contar com 2 mil e 411 casos positivos do coronavírus.

O Ministro da Saúde disse, em conferência de imprensa, de actualização de dados sobre a Covid-19, que casos casos esta segunda-feira reportados, cento e treze resultam da vigilância nas unidades sanitárias e vinte e nove resultam do rastreio de contactos de casos positivos.

A distribuição de casos por província é a seguinte:

Província de Nampula 6 casos (3 na cidade de Nampula e 3 em Nacala-Porto); Província de Manica 2 casos (Cidade de Chimoio); Província de Sofala 1 caso (distrito de Muanza); Província de Gaza 21 casos (3 na cidade de Xai-Xai, 1 em Bilene e 17 na cidade de Chókwè); Província de Maputo 34 (3 em Boane, 7 na Matola e 24 em Namaacha); Cidade de Maputo (78) casos)

Moçambique conta com um cumulativo de 54 pessoas internadas devido à COVID-19, das quais treze estão sob cuidados médicos nos centros de isolamento.

Esta segunda-feira, o Ministro da Saúde, Armindo Tiago, anunciou, ainda, a recuperação de 20 doentes passando para oitocentas e sessenta pessoas restabelecidas.

Covid-19: Cidade de Maputo declara transmissão comunitária do Coronavírus

O Ministério da Saúde declarou esta segunda-feira 10, que a capital moçambicana, Maputo, regista transmissão comunitária do novo Coronavírus, depois de Nampula e Pemba.

Com um cumulativo de 611, a cidade de Maputo contribuiu com 25,3% de todos os casos do novo Coronavírus em Moçambique, o que significa que, de acordo com os critérios da Organização Mundial da Saúde, reúne todos os requisitos para ser declarada um ponto de transmissão comunitária da doença, disse o ministro da Saúde, Armindo Tiago.

A transmissão comunitária da COVID-19 é anunciada num dia em que Moçambique registou mais 142 pessoas infectadas pelo novo Coronavírus.

Destes novos casos, 78 são da cidade de Maputo, 21 de Gaza, 34 na província de Maputo, seis de Nampula, dois de Manica e um Sofala, disse o ministro da Saúde, Armindo Tiago, pelando para o cumprimento rigoroso das medidas de prevenção para travar a propagação do vírus.

Dos novos pacientes anunciados esta segunda-feira, 139 são moçambicanos e três estrangeiros.

Mais 142 novos casos positivos de COVID-19 em Moçambique

Subiu de 2.269 para 2.411 o número de casos positivos da COVID-19 em Moçambique.

Dos 2.411 casos positivos, 2.228 são de transmissão local e 183 são importados.

Subiu para 860 o número de recuperados do novo Coronavírus no país, com registo de mais 20 nas últimas 24 horas

Trabalhadores humanitários franceses mortos no Níger

Seis trabalhadores franceses da organização não governamental ACTED e seu guia local e motorista foram mortos no domingo (09) por homens armados em motocicletas em uma área do sudoeste do Níger que abriga as últimas girafas da África Ocidental, disseram as autoridades.

Os seis trabalhavam para o grupo de ajuda internacional, disse à Reuters o ministro da Defesa do Níger, Issoufou Katambé. As autoridades os haviam descrito anteriormente como turistas.

“Entre as oito pessoas mortas no Níger, várias são funcionários da ACTED”, disse Joseph Breham, advogado de uma ONG.

Ninguém assumiu imediatamente a responsabilidade pelo ataque.

O presidente francês Emmanuel Macron denunciou “o ataque mortal que covardemente atingiu um grupo de trabalhadores humanitários” no Níger e disse em um comunicado no domingo que o ataque será investigado.

Macron, que falou no domingo com seu homólogo nigeriano Mahamadou Issoufou, acrescentou que “sua determinação de continuar a luta comum contra grupos terroristas no Sahel” permaneceu intacta.

O presidente “expressa suas condolências e o apoio da nação francesa às famílias e parentes das vítimas”, disse o comunicado.

Acredita-se que seja o primeiro ataque a turistas ocidentais na área, uma atração popular na ex-colônia francesa graças à sua população única de girafas da África Ocidental ou do Níger.

Uma fonte próxima aos serviços ambientais do Níger disse que o ataque ocorreu por volta das 11h30 (1030 GMT), 6 quilômetros (4 milhas) a leste da cidade de Koure, que fica a uma hora de carro da capital, Niamey.

“A maioria das vítimas foi baleada. … Encontramos uma revista sem cartuchos no local ”, disse a fonte à AFP.

“Não sabemos a identidade dos agressores, mas eles vieram de motocicleta no meio do mato e esperaram a chegada dos turistas”.

A fonte também descreveu a cena do ataque, onde os corpos foram colocados lado a lado ao lado de um veículo off-road incendiado, que tinha buracos de bala no vidro traseiro.

Há cerca de 20 anos, um pequeno rebanho de girafas da África Ocidental, uma subespécie que se distingue por sua cor mais clara, encontrou um refúgio para caçadores ilegais e predadores na área de Koure.

Hoje eles chegam às centenas e são uma atração turística importante, desfrutando da proteção da população local e de grupos conservacionistas.

No entanto, a região de Tillaberi tem uma localização extremamente instável, perto das fronteiras do Mali e do Burkina Faso.

A região tornou-se um esconderijo para grupos jihadistas do Sahel, como o Estado Islâmico no Grande Saara (ISGS).

O uso de motocicletas foi totalmente proibido desde janeiro, na tentativa de conter os movimentos desses jihadistas.

Gaza: Operários retomam obras do aeroporto em Chongoene

Os 119 trabalhadores da obra de construção do futuro aeroporto em Chongoene, em Gaza, que se encontravam desavindos com o patronato, poderão, em breve, ser reintegrados nos seus postos, após intervenção das autoridades judiciais da província.

Os consensos entre as partes foram alcançados semana passada, fruto de um trabalho levado a cabo pelo Instituto de Patrocínio e Assistência Jurídica (IPAJ) e a Inspeção-Geral de Trabalho, culminando com um desfecho favorável para aqueles trabalhadores que deverão, em breve, regressar às actividades de forma faseada.

Malawi: Presidente Chakwera quer reduzir poderes presidenciais

O novo presidente do Malauí, Lazarus Chakwera, diz que está trabalhando na proposição de uma legislação que visa reduzir seus poderes presidenciais em um esforço para empoderar os cidadãos. 

Em seu discurso nacional no sábado (08), Chakwera disse que ter um presidente que toma muitas decisões criou problemas no Malaui e isso levou à má gestão do governo no passado.

Cortar os poderes presidenciais estava entre as promessas de campanha que Chakwera fez durante os comícios políticos que o ajudaram a derrotar o ex-presidente Peter Mutharika na reeleição presidencial de 23 de Junho.

Em seu discurso, Chakwera disse que o presidente tem muita autoridade para nomear e responsabilidades que, segundo ele, o colocam em conflito.

“Ter uma presidência que toma decisões demais tem criado problemas para o nosso país há muito tempo. O principal deles é que sufocou uma cultura de responsabilidade e inovação entre as instituições públicas e os cidadãos privados ”, disse ele.

Chakwera comparou a gestão do governo à forma como os pais dirigem os assuntos familiares.

“Mesmo como pais em nossas casas, sabemos que concentrar rigidamente muito poder de tomada de decisão nos pais dificulta a capacidade da criança de desenvolver habilidades essenciais para a vida. Esse é um erro que devemos parar de cometer em nível nacional ”, afirmou.

Chakwera culpou o presente arranjo, que coloca o presidente como autoridade de nomeação para cargos de alto escalão no judiciário, legislatura, executivo, conselhos de corporações estatutárias, embaixadas estrangeiras e liderança tradicional.

“Isso é imprudente. Nenhuma pessoa é boa ou humilde o suficiente para receber tanto poder de nomeação, pois não é possível para um presidente ser a autoridade de nomeação de tantos cargos sem em algum momento se deparar com um conflito de interesses ”, disse ele .

O comentarista social Humphrey Mvula apoia a medida, dizendo que o excesso de poderes presidenciais há muito tempo faz com que os presidentes no Malaui não prestem contas a ninguém.

“Eles fizeram o que desejaram. Eles empregaram comparsas, parentes, companheiros de casa, membros da tribo e todos os tipos de indivíduos porque não há processo de verificação. Eles decidiram variar regras e regulamentos por capricho ”, disse Myula.

Os críticos argumentam que a redução de poderes tornaria o presidente inútil, se ele apenas se tornasse um mero carimbo de borracha à custa de agradar aos cidadãos.

No entanto, Edge Kanyongolo a, especialista jurídico da Universidade do Malawi, discorda. Ele disse que cortar os poderes presidenciais é a única coisa que Malaui pode fazer para consolidar sua democracia.

“Pessoas que estão falando sobre ‘talvez um presidente possa se tornar um carimbo de borracha’, eu suspeito que eles podem ser pessoas que podem ser mais inclinadas a um presidente autoritário que exerce [uma] mão pesada, e eu acho que isso é inconsistente com a democracia. Portanto, acho que não é verdade dizer que limitar os poderes do presidente torna a presidência impotente ”, disse Kanyongolo.

Enquanto isso, Chakwera pediu aos malauianos que exijam de seus membros do Parlamento que votem pelas mudanças assim que a legislação proposta for apresentada na legislatura.

Atlético de Madrid sem mais casos positivos de Covid-19

O Atlético de Madrid anunciou ontem (10) que o plantel e a equipa técnica tiveram resultados negativos nos testes à covid-19, depois dos positivos de Ángel Correa e Vrsaljko, nas vésperas da ‘final a oito’ da Liga dos Campeões de futebol.

Em comunicado, o clube madrileno revelou a identidade dos casos positivos de covid-19 registados no domingo, na véspera de viajar para Lisboa, “por forma a terminar com as especulações”.

“A primeira equipa e os membros da equipa técnica submeteram-se no domingo a novos testes, cujos resultados foram todos negativos, depois do aparecimento de dois casos positivos nos testes de sábado. Seguindo o protocolo sanitário, também foram feitas provas aos familiares dos dois casos, que resultaram negativas, todas elas”, lê-se no comunicado dos ‘colchoneros’.

O clube, que vai defrontar os alemães do Leipzig, a uma só mão, no Estádio José Alvalade, em Lisboa, na quinta-feira, anunciou o regresso aos treinos, sem o avançado argentino Ángel Correa, que está assintomático e a cumprir quarentena, nem o defesa croata Vrsaljko, e que recuperava de uma lesão à margem do grupo.

Vrsaljko, igualmente sem sintomas, vai também permanecer isolado no domicílio, apesar de o croata já ter gerado anticorpos à doença provocada pelo novo coronavírus há vários meses.

O Atlético de Madrid confirmou ainda a viagem para a capital portuguesa na terça-feira, com os 21 jogadores do plantel principal, entre os quais João Félix, e três jogadores da formação, casos de Manu Sánchez, Riquelme e Toni Moya.

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