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Quinta-feira, Julho 16, 2026
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Governo mantém alerta por causa do risco da úlcera do peixe

O Ministério Mar, Águas Interiores e Pescas recomenda a manutenção do alerta por parte dos pescadores nacionais, devido ao risco da úlcera do peixe que assola partes do vizinho Malawi.

Falando nesta terça-feira 01, no final da 32ª sessão ordinária do Conselho de Ministros, a ministra do pelouro, Augusta Maíta, disse que ainda não há qualquer caso notificado no país, contudo, estão a ser tomadas medidas para evitar que a síndrome ulcerativa episódica ataque o pescado nacional.

“Neste momento, o que estamos a fazer é envidar todos os esforços para evitar que este vírus possa ocorrer nas nossas águas territoriais. Portanto, aquilo que queríamos clarificar é apelar aos pescadores para que mantenham a vigilância e notificarem as autoridades quando houver uma indicação do ponto de vista de sintomatologia desta doença” disse Maíta.

Por outro lado, a ministra clarificou que, contrariamente ao que se chegou a avançar em alguns círculos, não está proibido o consumo do pescado capturado na piscicultura, porque, ainda não há casos no país.

“Não há qualquer indicação de que este vírus já esteve no território nacional…por isso, não há qualquer proibição do consumo do nosso pescado” clarificou a ministra.

O surto da síndrome ulcerativa episódico, um vírus causado por um fungo que provoca úlcera nos peixes foi descoberto no início do passado mês de Agosto, no distrito de Mchinji, no vizinho Malawi. Desde então foi lançado um alerta para as regiões que partilham o Lago Niassa, nomeadamente, as províncias do Niassa, Zambézia e Tete, do lado moçambicano.

Em 2007 o surto chegou, também, a ameaçar Moçambique, contudo, não chegou a afectar o pescado nacional.

Desta vez, tal como naquele ano, a espectativa é que com tudo o que está a ser feito, o surto não passe de ameaça.

Agentes da PRM capacitados para proteger grupos vulneráveis à COVID-19

Agentes da PRM, na província da Zambézia estão a ser capacitados para garantir o cumprimento do estado de emergência em vigor no país face à covid-19. Pretende-se que os homens da lei e ordem, garantam a implementação das medidas sobretudo dos grupos mais vulneráveis.

A capacitação está a ser promovida pela visão mundial, e espera-se que até o final a polícia possa cumprir com o seu papel mas sem ferir os direitos fundamentais dos cidadãos como o direito a vida.

Sucede que nos últimos dias as pessoas têm estado a pautar por algum “relaxamento” no uso de máscaras e adopção das medidas de prevenção da pandemia. Em alguns casos, a polícia tem pautado por medidas duras contra os cidadãos.

Hermenegildo Chambal, Juiz de direito, na sua abordagem sobre o estado de emergência fez saber aos agentes da lei e ordem que “não há nenhuma restrição do cidadão circular, sendo que não corresponde nenhuma violação. Uma coisa é recomendação de que o cidadão não deve sair, sai quando for necessário, mas não corresponde a uma restrição legal. Não se pode até chegar a abrir um processo-crime a um cidadão que está a circular a uma determinada hora”.

O Juiz referiu ainda que é “de bom-tom” que a polícia faça uma sensibilização ao cidadão, falando da importância de “ficar em casa” para a saúde dos cidadãos.

Na ocasião, Jaime Ubisse representante da Visão Mundial, fez saber que a actuação da polícia é importante, mas que não deve ferir os direitos dos cidadãos, sobretudo os de camada mais vulnerável.

Segundo a fonte, a polícia deve proteger e não impor normas não previstas na lei face a prevenção da pandemia da covid-19.

O workshop terá a duração de dois dias, e vai, dentre várias matérias debater os direitos e liberdades restringidas.

As medidas propostas para a interação da polícia com os cidadãos, nesta fase, variam desde campanhas de sensibilização até a dispersão de pessoas que estejam a exceder o número limite determinado para a realização de eventos.

Famílias carenciadas vão receber 1500 MT por mês para conter COVID-19

Cerca de 69 mil famílias da província de Maputo consideradas vulneráveis vão receber um subsídio mensal de 1500 Meticais durante seis meses, para mitigar o impacto causado pela COVID-19. Entretanto o processo de registo dos beneficiários está a ser manchado por infiltrações envolvendo pessoas não habilitadas elegíveis, com a conivência de alguns chefes de quarteirões e secretários dos bairros.

A secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, reuniu esta terça-feira com os secretários dos bairros do Distrito da Matola e funcionários do Instituto Nacional de Acção Social, INAS, para auscultar as opiniões e pontos de vistas, mas também clarificar e explicar os procedimentos para a assistência das famílias consideradas vulneráveis no contexto da COVID-19. Mas foram os próprios secretários dos bairros a contarem que houve o alistamento de pessoas não abrangidas em diferentes Bairros daquele Distrito da Província de Maputo.

Ernesto Alberto, Secretário do Bairro do Boquisso “A” denunciou que o processo de alistamento de famílias gerou agitação no seu bairro, mas segundo ele devido às más praticas derivadas do processo, que tinham a frentes os responsáveis dos bairros. “Quem criou essa situação foi um dos nossos chefes de Quarteirão “6” que durante o registo escreveu as pessoas delas as filhas e não inscreveu uma irmã dele que na verdade precisa desse apoio”. Disse Alberto que também deu a conhecer que a população faz exigências as estruturas do bairro por saberem que alegadamente o dinheiro já esta na posse das autoridades do Bairro que supostamente não é canalizado.

Hilário Chambal, também secretario do bairro Sidwava na Matola, contou que porque se pretendia atingir os números acabou-se alistando pessoas de outras áreas residenciais sem que fossem necessariamente vurmáveis. “O trabalho feito com alguma dificuldade porque pareceu aquele e outro cidadão que não era do nosso controlo porque só chamávamos as pessoas para serem alistadas”. Um cenário que pode estar a ocorrer em quase toda a província de Maputo.

Ao nível da província de Maputo serão abrangidas 69.766 famílias sendo que 54.202 estão no Distrito da Matola. O dinheiro ainda não começou a ser canalizado. Mas das famílias abrangidas vão receber durante seis meses 1500 meticais com recurso a plataformas de moeda eletrónica e outras vias de pagamento. Victoria Diogo quer clareza no processo. A governante entende que não deve haver desvio do dinheiro que o Governo esta a canalizar as pessoas vulneráveis e carenciadas. “Aquele permanente, aquele que colocou la pessoas, aquele chefe das dez casas, aquele chefe de quarteirão, aquele secretário do bairro, que colocou por desconhecimento ou por falha seria bom pegar na lista daqueles que sabe qua não são elegíveis sozinhos ir entregar a estrutura”

Os Grupos-alvo deste programa são agregados familiares chefiados por Pessoa Idosa ou crianças; famílias chefiadas por Pessoas com doenças crónicas e degenerativas; incluindo famílias chefiadas por pessoas com deficiência, mulheres grávidas sem fonte de renda, e as que acolhem pessoas deslocadas do terrorismo em Cabo Delgado.

Pagamento de subsídios às vítimas do Idai retoma na Beira

Retomou esta terça-feira 01, na cidade da Beira, o pagamento de subsídios a parte das vítimas do ciclone Idai, no valor de 15 mil meticais, que tinha sido interrompido, na terça-feira da semana passada, um dia depois de ter iniciado, devido a desordem e incumprimento do distanciamento social. Trata-se de um processo que vai abranger apenas 32 mil pessoas, das cerca de 600 mil que residem na cidade da Beira.

Os benificiários do subsídio são os mais afectados, de acordo com um levantamento e mapeamento, efectuado logo após a passagem do ciclone, que afectou a região do país  em Março do ano passado.  Contrariamente ao cenário que se viveu na semana passada, caracterizado por enchentes e desordem, nos locais onde o processo decorreu, que ditou a interrupção do mesmo, para evitar a propagação da COVID-19, hoje  os beneficiários estavam serenos a colaborarem com as autoridades e a cumprirem com o distanciamento social.  De forma ordeira entravam, um a um,  nas salas para receberam os seus valores. São 15 mil meticais divididos em duas tranches de 7 mil e quinhentos meticais cada, pago de três em três meses.

“O que aconteceu na semana passada, nomeadamente as enchentes nas escolas, desordem e o não cumprimento do distanciamento social, é o resultado de má conduta de nós mesmos, os beneficiários e desinformação levada a cabo por algumas pessoas de má-fé, facto que ditou a interrupção do processo. As listas foram coladas e hoje de forma ordeira estamos a receber os subsídios sem constrangimento. É um valor que ira ajudar bastante na recuperação das nossas infra-estruturas” – explicou Laura Tembe, uma das beneficiárias.

O delegado do INAS em Sofala, Abudul Razak, referiu que o cenário que fora “desenhado” aquando do início do pagamento na semana passada, era exactamente este que estamos a viver hoje. Infelizmente houve vários oportunistas que mesmo sabendo que não tinham sido cadastrados fizeram-se presentes nas escolas e exigiam pagamentos e infelizmente tivemos enchentes que nos forcaram a interromper o processo. Aqui na Beira assim como noutros pontos de Sofala o processo esta a decorrer normalmente. O pagamento da segunda tranche esta dependendo do término desta e de alguns procedimentos burocráticos, como a justificação dos valores. Este é uma intervenção do governo com o apoio dos seus parceiros de cooperação” – Explicou Razak.

Fome ameaça matar 426 crianças por dia

Sem nada para comer e bem próximas da morte é como poderão estar 67 mil crianças antes do final deste ano, prevê a Save the Children, uma organização não-governamental, tudo por conta dos efeitos da COVID-19 e outros factores que estão a afectar negativamente a África Subsaariana. O número de mortes, por dia, poderá atingir 426, estima a organização não-governamental. 

“A insegurança alimentar foi agravada por uma série de choques este ano em partes do continente – desde inundações, enxames de gafanhotos e aumento dos preços dos alimentos, até deslocamentos. O impacto da COVID-19 acrescentou-se a esses factores, incapacitando economias e destruindo meios de subsistência, ao mesmo tempo que tornou os alimentos e serviços de saúde inacessíveis ou indisponíveis – no início deste ano, estimou-se que a COVID-19 aumentaria a pobreza na África Subsaariana em 23 por cento”, refere a Save the Children numa análise recente.

De acordo com o documento da organização não-governamental, baseada em dados retirados do Lancet, uma revista científica sobre medicina, torna-se urgente tomar medidas para evitar uma tragédia. No mesmo documento, a Save the Children estima que, até 2030, 433 milhões de pessoas poderão estar subnutridas em todo continente africano.

“Com os alimentos cada vez mais escassos, aumenta o risco de desnutrição grave entre as crianças. Antes da pandemia, mais de 26 milhões de crianças na África Oriental e Austral estavam atrofiadas e 2,6 milhões de crianças sofriam de desnutrição aguda grave – a forma mais letal de desnutrição. Na África Ocidental e Central, 15,4 milhões de crianças menores de cinco anos irão sofrer de desnutrição aguda grave este ano, um aumento de vinte por cento em relação às estimativas anteriores”, considera a análise.

Mesmo antes da pandemia, segundo a organização não-governamental, a África Subsaariana era uma das regiões com maior insegurança alimentar em todo o mundo. Caso as tendências continuem, espera-se que a região acolha mais da metade das pessoas com fome crónica do mundo.

Sul-africano detido na posse de 55 bovinos supostamente roubadas em Matutuíne

A Polícia da República de Moçambique (PRM), na província de Maputo, deteve um cidadão sul-africano na posse de cinquenta e cinco cabeças de gado bovino, supostamente roubadas no distrito de Matutuíne.

O cidadão em causa, foi interpelado quando tentava atravessar a linha de fronteira, transportando os animais para a terra do Rand.

A porta-voz da PRM na província de Maputo, Carminha Leite, referiu que a recuperação dos 55 bovinos faz parte das acções levadas a cabo pela Polícia visando estancar a onde de crimes transfronteiriços.

“Neste momento o cidadão está sob custódia policial e aguarda procedimentos subsequentes” disse.

Polícia mata homem negro com mais de 20 tiros nas costas nos Estados Unidos

Um homem negro morreu após ser baleado pelas costas mais de 20 vezes pela polícia esta segunda-feira à tarde no Bairro de Westmont em Los Angeles, Estados Unidos da América.

Dijon Kizzee, de 29 anos, estava a andar de bicicleta quando a polícia o tentou mandar parar por violar uma regra do código da estrada.

O Departamento da Polícia de Los Angeles e o advogado do jovem contam, no entanto, versões diferentes do que se passou. Segundo Brandon Dean, porta-voz da esquadra local, Kizzee saiu da bicicleta e fugiu, sendo que os polícias foram atrás dele. Os agentes terão disparado sobre Kizzee quando este deixou cair uma arma semi-automática embrulhada num pano e deu um murro num deles. O mesmo porta-voz disse não saber que regra do código da estrada o jovem terá violado em concreto nem quantas vezes os polícias dispararam sobre ele, mas disse que foram menos de 20.

“Eles dizem que ele fugiu, deixou cair um pano e tinha uma arma. Não pegou nela mas os polícias balearam-no mais de 20 vezes pelas costas e depois abandonaram-no durante horas”, denunciou no Twitter Benjamin Crump, o advogado que está a representar a família de Dijon e que também representou as famílias de George Floyd e Jacob Blake.

O corpo foi autopsiado esta terça-feira.

Na sequência da morte de Dijon Kizzee, têm existido protestos em Los Angeles devido à violência policial contra pessoas negras. Recorde-se que George Floyd foi morto por um polícia em maio e, mais recentemente, Jacob Blake foi atingido pela polícia, situação que o deixou paralizado.

Donald Trump chegou a Kenosha, onde se têm registado vários protestos contra a violência exercida sobre Blake, esta terça-feira, para se reunir com os seus apoiantes, defendendo a polícia contra as críticas sobre a sua atuação. As eleições presidenciais acontecem em novembro.

Morreu um dos homens responsável por crimes contra a Humanidade

Morreu Kaing Guek Eav, antigo carcereiro cambojano, o primeiro homem a ser condenado por um tribunal internacional, em 2010, pelas atrocidades cometidas pelos Khmer Vermelhos.

O antigo comandante da prisão de Tuol Sleng, conhecido por “camarada Duch”, tinha sido transferido da prisão de Kandal – onde cumpria pena de prisão perpétua após ter sido condenado por crimes contra a humanidade – para um hospital do Camboja, devido a problemas respiratórios, será feita uma autópsia para determinar a causa da morte

O antigo professor de matemática, de 77 anos, foi chefe de um estabelecimento prisional ultrassecreto e foi responsável pela tortura e morte de mais de 15 mil prisioneiros, homens, mulheres e crianças considerados como inimigos do regime. Acabou por ser um dos poucos a assumir os atos cometidos, ainda que parcialmente, durante o julgamento.

*Das provas à condenação*

Foi o facto de “Duch” ter registado todos os prisioneiros que eram encarcerados, as torturas e execuções também, que permitiu julgar estes crimes. Milhares de documentos abandonados na prisão durante a fuga, em 1979, quando os Khmer Vermelhos foram forçados, pelos vietnamitas, a abandonar o poder, e que acabaram por ser prova das atrocidades cometidas pelo regime.

Cerca de 1,7 milhões de pessoas morreram às mãos dos Khmer Vermelhos, um grupo maoista liderados por Pol Pot que morreu em 1998, antes de ser julgado. Aliás, a maioria dos acusados acabou por falecer antes de enfrentar a Justiça.

O “camarada” andou desaparecido durante quase duas décadas. Acabou por ser descoberto por um fotógrafo irlandês, Nic Dunlop, em 1999. O encontro que o levaria à detenção.

Em julho de 2010 era condenado a 35 anos de prisão. A pena acabaria por transformar-se em prisão perpétua, em 2012.

*De cárcere a museu da memória*

Os registos, compilados por Kaing Guek Eav, fazem hoje parte do espólio de um museu, instalado na prisão onde foram cometidas as atrocidades. Fotografias de homens, mulheres e crianças – porque não podiam deixar-se descendentes que pudessem um dia ter sede de vingança – a maioria mortos durante este período negro da história do Camboja.

Moçambique. EUA disponibilizam 35 milhões para vítimas do conflito

Os Estados Unidos da América vão canalizar 42 milhões de dólares (35 milhões de euros) para assistência humanitária às vítimas do conflito armado e projetos de resiliência na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, foi hoje anunciado.

Uma nota da embaixada dos Estados Unidos da América (EUA) avança que o valor será igualmente destinado aos setores de saúde, formação técnico-profissional e combate aos casamentos prematuros na província de Cabo Delgado.

O Governo norte-americano, prossegue o comunicado, felicita o executivo moçambicano pela criação da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), entidade estatal fundada para a promoção do desenvolvimento das três províncias da região norte de Moçambique.

A província de Cabo Delgado é alvo de ataques por grupos armados desde outubro de 2017, que já causaram a morte de, pelo menos, 1.059 pessoas em quase três anos, além da destruição de várias infraestruturas.

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), a violência armada levou à fuga de 250.000 pessoas de distritos afetados pela insegurança, mais a norte da província.

ONU e várias entidades internacionais já classificaram os ataques como uma ameaça ‘jihadista‘.

Algumas das ações foram reivindicadas pelo grupo extremista islâmico Estado Islâmico.

Milhares de passageiros presos em comboios por problemas de energia em França

Viajantes frustrados relataram a situação, vivida entre domingo e esta segunda-feira, divulgando imagens nas redes sociais de crianças a dormir no chão dos comboios e contando como era ficar até 20 horas seguidas com máscaras dentro das carruagens.

Várias pessoas foram retiradas dos comboios por motivos médicos, informou a emissora de rádio France-Info.

A autoridade ferroviária francesa (SNCF) desculpou-se por “uma série de incidentes com o fornecimento de energia elétrica”, que começou na tarde de domingo e interrompeu o tráfego ferroviário no sudoeste da França, inclusivamente viagens que tinham como destino final Paris.

Quatro comboios de alta velocidade, ligando Bordéus a outras cidades da região, ficaram parados durante a noite de domingo, o que provocou repercussões em outras rotas, disse a SNCF.

Os passageiros foram levados de volta aos seus pontos de partida durante a noite de domingo e a manhã de segunda e, em seguida, colocados em autocarros e outros comboios para os seus destinos finais.

Os problemas ocorreram quando milhões de franceses se preparam para voltar ao trabalho e à escola nesta semana, sendo que muitos voltaram no domingo de comboio das férias de agosto.

O tráfego deve retomar a normalidade esta terça-feira, disse a SNCF, anunciando ainda uma investigação interna sobre o que aconteceu.

A SNCF reembolsará todos os passageiros três vezes o custo dos seus bilhetes e distribuiu máscaras, água e comida, disse o ministro-adjunto dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, à televisão BFM. Djebbari disse ainda que houve danos em cabos aéreos de alta potência em 60 quilómetros das linhas.

Centenas de estudantes protestam em Minsk na abertura do ano letivo

Algumas centenas de estudantes bielorrussos manifestaram-se esta terça-feira 01, em Minsk no dia da abertura do ano letivo, denunciando o autoritarismo de Alexdander Lukashenko, que voltou a minimizar os movimentos de contestação.

Apolícia interpelou dezenas de jovens que tentavam formar uma “cadeia humana” no centro da capital do país.

“Nós acreditamos, nós queremos, nós vamos conseguir”, gritaram os manifestantes, que chamaram “fascista” ao regime no poder desde 1994.

A manifestação contou com estudantes de várias instituições universitárias.

A juventude da Bielorrússia é um dos pilares da mobilização contra Alexandre Lukashenko, 66 anos, reeleito numa votação supostamente fraudulenta e que decorreu no passado dia 09 de agosto.

No domingo mais de 100 mil pessoas manifestaram-se em Minsk.

O regime rejeita o diálogo com a oposição e têm-se multiplicado as detenções de responsáveis políticos e jornalistas além do número de greves que acompanham o movimento contestatário.

Lukashenko, que defende uma reforma constitucional como solução para a crise política, chamou aos manifestantes “ratos” e dramatizou hoje a situação considerando que apesar de existir a “possibilidade” de uma guerra civil o conflito não vai “suceder”.

“Se tentarmos dobrar-nos uns aos outros já sabem o que teremos… no mínimo uma guerra civil. Mas não se preocupem: isto não vai acontecer”, afirmou Lukashenko durante um encontro com estudantes na cidade de Baranovichi, província de Brest.

As declarações de Lukashenko estão a ser citadas pelo departamento de imprensa da Presidência da Bielorrússia.

O presidente esteve num estabelecimento de ensino da cidade para felicitar professores estudantes no dia em que começa o ano letivo, que se inicia sempre em 01 de setembro, tal como sucedida na ex-União Soviética.

No mesmo encontro, Lukashenko minimizou os protestos do passado fim de semana.

“Nem todo na vida é como o mundo virtual. Ligaram os ‘Iphone‘ e os telefones ao mesmo tempo e ficaram todos a ver. Cria-se uma ilusão diferente da vida. Uma parte da nossa gente está encravada nesse mundo ilusório”, assinalou.

O ditador bielorrusso acrescentou ainda que “há quem queira ter uma vida real” e voltou a referir-se às sanções e medidas impostas na segunda-feira pelos países bálticos contra o regime de Minsk.

“Deram-lhes ordem para atacar e eles ladraram por detrás da cerca. É assim que eu os vejo” disse ameaçando com o possível encerramento da fronteira de Brest e Grodno.

Lukashenko, de 66 anos, dos quais 26 no poder na Bielorrússia, enfrenta um movimento de contestação inédito.

A crise foi desencadeada após as eleições de 09 de agosto, que segundo os resultados oficiais reconduziu Lukashenko para um sexto mandato presidencial, com 80% dos votos.

A oposição denunciou a eleição como fraudulenta e milhares de bielorrussos têm saído às ruas por todo o país para exigir o afastamento de Lukashenko.

Os protestos têm sido reprimidos pelas forças de segurança, com milhares de pessoas detidas e centenas de feridos.

Svetlana Tikhanovskaïa, personalidade política que lidera a oposição na Bielorrússia encontra-se refugiada na Lituânia desde o mês de agosto.

Covid-19: Só um em cada três alunos no mundo irá regressar agora às aulas

Apenas um em cada três alunos no mundo irá regressar às salas de aulas no fim do verão, com dois terços da população estudantil a nível mundial a permanecer “sem escola” devido à atual pandemia, alertou hoje a UNESCO.

Num comunicado, a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), que quis assinalar o novo ano escolar que hoje arrancou em vários países europeus, referiu que o total estimado de crianças e jovens matriculados em todo o mundo, desde a pré-primária até ao secundário, ronda os 1,5 mil milhões de estudantes, dos quais cerca de 900 milhões começam geralmente a escola entre os meses de agosto e outubro.

Os restantes estão abrangidos por outros calendários escolares (por exemplo, entre janeiro e novembro ou entre março e dezembro).

De acordo com a UNESCO, cerca de 128 milhões de estudantes já regressaram às salas de aulas e outros 433 milhões, em 155 países, devem iniciar o ano escolar nas próximas semanas, o que irá representar um total de 561 milhões de alunos.

Mas, feitas às contas, a UNESCO alertou que cerca de mil milhões de alunos, ou seja, dois terços da população escolar a nível mundial, vai continuar “sem escola ou numa situação de incerteza” devido a constrangimentos associados à pandemia da doença covid-19.

A agência da ONU realçou igualmente que as estimativas apontam que “mais de metade dos 900 milhões de alunos que (agora) iniciam o novo ano escolar deverão prosseguir num ensino à distância, de forma total ou parcial”.

E, frisou a UNESCO, “a maioria destes alunos e as respetivas famílias ainda estão à espera de indicações claras sobre o que esperar do início do ano letivo de 2020-21, a poucas semanas da data programada” do regresso às aulas.

Em Portugal, o arranque do ano letivo está previsto começar entre os dias 14 e 17 de setembro.

Na segunda-feira, a Federação Nacional da Educação, a Confederação Nacional das Associações de Pais e a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas apelaram para que as orientações para o ano letivo 2020/2021 sejam “claras e coerentes”.

Também na segunda-feira, a Direção-Geral da Saúde informou que está a preparar um manual de apoio aos estabelecimentos de ensino para agir perante casos suspeitos ou confirmados de covid-19, de forma a controlar “o pânico” e a “tendência de encerrar toda a escola”.

De acordo com a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, o documento em questão será conhecido a 07 de setembro.

Na mesma nota informativa, a UNESCO reiterou os alertas para as consequências da pandemia do novo coronavírus no setor da educação a nível mundial – escolas fechadas, ensino à distância, situações de incerteza e risco de abandono escolar –, apontando que tal cenário irá ter um impacto nas populações mais vulneráveis, em particular junto das crianças do sexo feminino.

Como tal, a agência da ONU exortou as autoridades educacionais a nível internacional a assegurarem um rápido regresso à escola, bem como a aplicarem medidas que garantam a saúde e a segurança dos alunos, dos professores e de todos os funcionários escolares.

“A crise da educação continua grave”, declarou a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay.

“Várias gerações encontram-se ameaçadas por estes encerramentos de escolas, que afetam centenas de milhões de estudantes e se prolongam há muitos meses. Existe uma emergência educacional mundial”, acrescentou Audrey Azoulay.

UNESCO, em colaboração com outras agências da ONU e o Banco Mundial, está atualmente a trabalhar para a reabertura das escolas em todo o mundo, que ficaram encerradas e deixaram de ter aulas presenciais devido à crise pandémica.

pandemia da doença covid-19 já provocou pelo menos 851.071 mortos e infetou mais de 25,5 milhões em todo o mundo desde dezembro, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Ramaphosa afirma que SADC está a preparar intervenção em Cabo Delgado

O presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, disse no domingo que a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral está a preparar planos para intervir no conflito em Cabo Delgado, norte de Moçambique.

“A nível da SADC (Comunidade de Desenvolvimento da África Austral), sim, a questão (da insegurança no norte de Moçambique) está a ser discutida extensivamente com base em ‘briefings’ do próprio Governo de Moçambique”, declarou Cyril Ramaphosa.

“O Presidente Nyusi é agora o presidente da nossa região SADC e estamos envolvidos através de várias outras estruturas da SADC para estarmos bem informados e ver até que ponto podem ser montados planos para lidar com o desafio de segurança que enfrentamos lá (em Cabo Delgado)”, adiantou.

O chefe de Estado sul-africano, que não especificou o tipo de intervenção da SADC, falava aos jornalistas no final de uma conferência de imprensa virtual sobre a mais recente vaga de mega corrupção no seio do partido no poder, o Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), do qual também é presidente, relacionada com o combate à pandemia da covid-19 que já infetou mais de 650 mil pessoas e causou 14.028 mortos no país desde Março.

Ramaphosa convocou fim de semana uma reunião especial de dois dias da direção do ANC, para tentar evitar um desafio à sua liderança por parte de fações rivais aliadas ao antigo chefe de Estado, Jacob Zuma, que se opõem às medidas de combate à corrupção e implementação de reformas económicas anunciadas desde que assumiu o poder em 2018.

A polícia sul-africana está a investigar o alegado envolvimento de sul-africanos no conflito armado no norte de Moçambique.

“A investigação sobre o envolvimento de sul-africanos na insurgência envolve a Interpol e as autoridades moçambicanas”, disse ao portal sul-africano TimesLive o porta-voz da unidade policial de investigação HAWKS (na sigla em inglês).

Segundo Lloyd Ramovha, “a investigação tem vários ramos, os detetives estão a examinar os fluxos financeiros transfronteiriços, a origem desses fundos e o envolvimento do crime organizado na captação de recursos”.

“Cerca de 100 sul-africanos podem estar a combater ao lado dos terroristas e a atividade do crime dentro de nossas fronteiras (África do Sul) está a ser usada para financiar esses esforços (da insurgência em Cabo Delgado)”, escreveu o jornal, citando fonte próxima à investigação policial sul-africana.

Lurdes Mutola é embaixadora da WaterAid na África Austral

A WaterAid, organização não-governamental com sede em Londres, nomeou a ex-atleta moçambicana Lurdes Mutola, campeã mundial e olímpica dos 800 metros em atletismo, como embaixadora da marca na África Austral, anunciou ontem em comunicado.

“A presentar a Maria como uma das nossas embaixadoras é um grande orgulho para a organização e para a região da África Austral em particular”, disse o director regional da WaterAid, Robert Kampala, citado na nota enviada à comunicação social.

Para a WaterAid, que actua em 15 países na África e Ásia, a nomeação de Lurdes Mutola vai contribuir para uma maior difusão de mensagens sobre a “necessidade do sector privado, governos e comunidade internacional atribuírem mais recursos para água, saneamento e higiene”.

“É uma honra para mim fazer parte do importante trabalho da WaterAid como uma embaixadora. Interesso-me profundamente pelas questões de redução da pobreza e particularmente pelo acesso à água e ao saneamento”, disse Lurdes Mutola.

Segundo a nota, 46% da população moçambicana (cerca de 13 milhões de pessoas) não têm acesso a água potável e apenas 35% têm acesso a instalações sanitárias condignas, sendo as crianças as mais afectadas por estes desafios, com mais de 2.500 mortes anuais.

O estatuto de “alto nível” da atleta irá contribuir para a mudança de comportamento de várias comunidades em termos de higiene, além de capacitá-las a “exigir o acesso a água e saneamento como um direito humano básico”, referiu a nota.

A atleta moçambicana, nascida em Maputo, ganhou o título olímpico dos 800 metros nos Jogos Olímpicos de Sydney de 2000 e o título mundial em Edmonton, em 2003, além de vários triunfos em pista livre e coberta ao longo de mais de 15 anos de carreira.

Político da Austrália defende morte de idosos “em troca” de lockdown

O ex-primeiro ministro da Austrália, Tony Abbott, causou controvérsia ao dizer que alguns pacientes mais idosos com Covid-19 poderiam ser deixados para morrer. Para ele, essa é uma troca apropriada em relação aos custos de um lockdown.

Ele criticou o que ele chama de “ditadores da saúde”. “Nesse clima de medo foi difícil para governos perguntarem quanto vale uma vida”, pontuou ele em um discurso durante evento em Londres, capital da Inglaterra.

Além disso, de acordo com Abbott, a resposta ao vírus está criando uma forma de dano psicológico profundo. “Pessoas que já foram auto-suficientes estão olhando para o governo, mais do que nunca, precisando se sustentar, o que é reforçado entre jovens que não estão precisando buscar empregos”, analisou.

Maputo com mais quatro postos para emissão de BI

Quatro novos postos para emissão de bilhetes de identidade serão abertos, nos próximos dias, na cidade e província de Maputo, pela Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC), visando responder a crescente demanda registada nos balcões da instituição.

Destes, dois estarão implantados nos bairros de Magoanine e Maxaquene, na cidade de Maputo,e os restantes no Município da Matola.

Análise:Desespero pode facilmente alimentar a insurgência em Cabo Delgado

O director do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez, diz que a falta de esperança, num contexto de paz, faz com que muitos jovens sejam facilmente recrutados por grupos armados, que há cerca de três anos, vêm atacando a província moçambicana de Cabo Delgado.

O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, na sua deslocação a Pemba, esta segunda-feira, 31, admitiu que os grupos que protagonizam ataques armados em Cabo Delgado, estão a explorar a pobreza no seio dos jovens da província para recrutá-los para as suas fileiras.

“Hoje compreendemos de modo mais nítido e seguro que estamos perante uma rede internacional que está a mover uma agressão contra o nosso país, uma rede de terrorismo, que explora a pobreza no seio dos jovens da província de Cabo Delgado para recrutar membros”, disse o estadista moçambicano.

O director do CIP, Edson Cortez, diz que há bastante tempo que a sociedade civil vem chamando a atenção para o facto de que o problema de Cabo Delgado é estrutural.

Ele avançou que “as pessoas aceitam ser mobilizadas pelo movimento Estado Islâmico ou outro grupo, para entrarem numa dinâmica de guerra de desestabilização, porque num contexto de paz não têm esperança. Em Cabo Delgado, a maior parte dos jovens vive na pobreza”.

Falta coesão interna

Em muitos países, sobretudo africanos, não obstante existirem muitos recursos naturais, a sua exploração tem atraído muitos conflitos internos, e estes tanto podem ser provocados internamente, como podem ser alimentados externamente.

O académico Ismael Mussá diz que uma melhor coesão interna na distribuição dos dividendos desses recursos, sobretudo através de investimentos em setores que criem oportunidades de emprego para jovens, pode evitar a instabilidade como aquela que se regista em Cabo Delgado.

Entretanto, o director do Centro para a Democracia e Desenvolvimento (CDD), Adriano Nuvunga, diz que coesão interna é o que tem faltado no país, sendo por isso que os jovens se aliam aos grupos armados em Cabo Delgado.

Por seu turno, o jovem Abdul Sulemane considera que a questão de trabalho poderia ser minimizada por uma boa política de emprego juvenil.”Temos vários milhares de jovens sem emprego neste país”, lamentou.

Rakitic deixa o Barcelona e está de volta ao Sevilha

 O médio Ivan Rakitic, de 32 anos, está de volta ao Sevilha, seis anos depois de ter sido transferido pelo clube para o Barcelona. O internacional croata é uma das vítimas da revolução que o Barça está a fazer no seu plantel, que é agora treinado por Ronald Koeman.

Rakitic assinou um contrato válido por quatro temporadas, com os sevilhistas a pagarem desde já 1,5 milhões de euros pelo negócio, montante ao qual se podem somar 750 mil euros por cada apuramento da equipa para as provas da UEFA nesses quarto anos de contrato.

Está assim cumprido o desejo de Rakitic, que deixou sempre bem clara a sua vontade de voltar ao Sevilha, equipa na qual foi capitão na final da Liga Europa conquistada frente ao Benfica, em 2014.

No Barcelona, Ivan Rakitic conquistou quatro títulos de campeão espanhol, outras tantas Taças do Rei, duas supertaças espanholas, uma Liga dos Campeões, uma Supertaça europeia e um mundial de clubes.

Manchester City tem acordo com Koulibaly

De acordo com a France Football, Kalidou Koulibaly está próximo de se mudar para o Manchester City. O central senegalês de 29 anos já tem acordo com o emblema inglês.

Resta agora ao Manchester City chegar a um acordo com o Nápoles. Depois de ter recusado €80 milhões na temporada passada, a mesma fonte avança que Aurelio De Laurentiis está disposto a deixar sair o jogador por uma verba inferior esta temporada.

Formado no Metz, Koulibaly chegou ao Nápoles em 2014, depois de uma passagem pelo Genk. No total, soma 246 partidas pelo emblema do sul de Itália

Presidente filipino ordena publicamente morte de traficantes de drogas

O Presidente filipino, Rodrigo Duterte, ordenou publicamente ao principal responsável da alfândega do país que atirasse e matasse traficantes de drogas, numa das suas mais contundentes ameaças na campanha contra as drogas, que resultou em milhares de mortos.

Duterte deu a ordem ao comissário da Alfândega, Rey Leonardo Guerrero, durante uma reunião do gabinete sobre a pandemia do novo coronavírus na noite de segunda-feira, que foi transmitida pela televisão.

Guerrero, um general reformado do exército e ex-chefe do Estado-Maior militar, não estava por perto quando Duterte falou sobre o assunto, mas o Presidente disse que se havia encontrado com Guerrero e dois outros oficiais na segunda-feira no palácio presidencial em Manila.

“A droga ainda está a entrar no país pela alfândega”, disse Duterte, acrescentando que já havia aprovado o pedido de armas de fogo de Guerrero.

“Eu aprovei a compra de armas de fogo e até agora não matou ninguém? Eu disse-lhe (a Guerrero): Limpe-os”, afirmou Duterte.

“Eu disse-lhe diretamente: ‘As drogas ainda estão a entrar. Eu gostaria que matasse (…) Eu vou apoiá-lo e não vai ser preso. Se forem drogas, atire e mate. Esse é o acordo'”, sublinhou Duterte, sem entrar em mais detalhes.

A campanha antidrogas promovida por Duterte tem sido uma peça central da sua Presidência.

Duterte tem negado veementemente ter autorizado execuções extrajudiciais, mas ameaça repetidamente e abertamente os traficantes de drogas com a morte.

O Presidente e a polícia nacional, que lidera a sua campanha antidrogas, disseram que a maioria dos suspeitos mortos pela polícia haviam ameaçado a vida dos agentes de segurança.

Mais de 5.700 suspeitos de delitos de drogas, na sua maioria pobres, foram mortos sob a repressão antidrogas de Duterte, que alarmou grupos de direitos humanos e os Governos ocidentais, motivando um inquérito a supostos crimes contra a humanidade no Tribunal Criminal Internacional.

Duterte prometeu continuar a repressão contra as drogas nos dois anos que lhe restam no poder.

Os grupos de direitos humanos disseram que as suas investigações mostraram que alguns suspeitos foram mortos sem piedade e que os polícias alteravam as cenas dos crimes e colocavam armas de fogo nas mãos das vítimas para dar a impressão de que tinham enfrentado as forças de ordem.

A polícia disse que os grupos de direitos humanos e os críticos devem apresentar queixas criminais no tribunal se tiverem provas contra os agentes.

Duterte colocou o departamento da alfândega, contaminado pela corrupção, temporariamente sob controlo militar em 2018, depois que dois grandes carregamentos de drogas ilegais passaram pela agência no porto de Manila.

Uma investigação do parlamento sobre como os grandes carregamentos de metanfetamina escaparam do porto rigidamente vigiado terminou com recomendações de acusações contra alguns funcionários da alfândega e reformas internas no departamento de alfândega.

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