Cerca de 69 mil famílias da província de Maputo consideradas vulneráveis vão receber um subsídio mensal de 1500 Meticais durante seis meses, para mitigar o impacto causado pela COVID-19. Entretanto o processo de registo dos beneficiários está a ser manchado por infiltrações envolvendo pessoas não habilitadas elegíveis, com a conivência de alguns chefes de quarteirões e secretários dos bairros.

A secretária de Estado da província de Maputo, Vitória Diogo, reuniu esta terça-feira com os secretários dos bairros do Distrito da Matola e funcionários do Instituto Nacional de Acção Social, INAS, para auscultar as opiniões e pontos de vistas, mas também clarificar e explicar os procedimentos para a assistência das famílias consideradas vulneráveis no contexto da COVID-19. Mas foram os próprios secretários dos bairros a contarem que houve o alistamento de pessoas não abrangidas em diferentes Bairros daquele Distrito da Província de Maputo.

Ernesto Alberto, Secretário do Bairro do Boquisso “A” denunciou que o processo de alistamento de famílias gerou agitação no seu bairro, mas segundo ele devido às más praticas derivadas do processo, que tinham a frentes os responsáveis dos bairros. “Quem criou essa situação foi um dos nossos chefes de Quarteirão “6” que durante o registo escreveu as pessoas delas as filhas e não inscreveu uma irmã dele que na verdade precisa desse apoio”. Disse Alberto que também deu a conhecer que a população faz exigências as estruturas do bairro por saberem que alegadamente o dinheiro já esta na posse das autoridades do Bairro que supostamente não é canalizado.

Hilário Chambal, também secretario do bairro Sidwava na Matola, contou que porque se pretendia atingir os números acabou-se alistando pessoas de outras áreas residenciais sem que fossem necessariamente vurmáveis. “O trabalho feito com alguma dificuldade porque pareceu aquele e outro cidadão que não era do nosso controlo porque só chamávamos as pessoas para serem alistadas”. Um cenário que pode estar a ocorrer em quase toda a província de Maputo.

Ao nível da província de Maputo serão abrangidas 69.766 famílias sendo que 54.202 estão no Distrito da Matola. O dinheiro ainda não começou a ser canalizado. Mas das famílias abrangidas vão receber durante seis meses 1500 meticais com recurso a plataformas de moeda eletrónica e outras vias de pagamento. Victoria Diogo quer clareza no processo. A governante entende que não deve haver desvio do dinheiro que o Governo esta a canalizar as pessoas vulneráveis e carenciadas. “Aquele permanente, aquele que colocou la pessoas, aquele chefe das dez casas, aquele chefe de quarteirão, aquele secretário do bairro, que colocou por desconhecimento ou por falha seria bom pegar na lista daqueles que sabe qua não são elegíveis sozinhos ir entregar a estrutura”

Os Grupos-alvo deste programa são agregados familiares chefiados por Pessoa Idosa ou crianças; famílias chefiadas por Pessoas com doenças crónicas e degenerativas; incluindo famílias chefiadas por pessoas com deficiência, mulheres grávidas sem fonte de renda, e as que acolhem pessoas deslocadas do terrorismo em Cabo Delgado.