Investigadores notaram que variante dominou os resultados dos últimos dois meses no país. Atinge pacientes mais jovens, que desenvolvem formas graves da doença.
Uma equipa de investigadores sul-africanos, liderada pelo professor Tulio de Oliveira, detectou uma nova variante do coronavírus SARS-COV-2 que atinge pacientes mais jovens, anunciou esta sexta-feira o ministro da Saúde.
“A variante 501.V2 do vírus SARS-COV-2 foi identificada por investigadores sul-africanos e comunicada à Organização Mundial da Saúde (OMS)”, disse em comunicado o ministro Zweli Mkhize.
Segundo o governante sul-africano, a equipa de investigação científica sul-africana, liderada pelo professor Tulio de Oliveira, do Centro de Inovação e Pesquisa da Universidade do KwaZulu-Natal (KRISP, na sigla em inglês), sequenciou centenas de amostras de todo o país desde o início da pandemia em Março.
“Os investigadores notaram que uma determinada variante dominou os resultados dos últimos dois meses”, explicou Mkhize, salientando que notaram também uma mudança no panorama epidemiológico, “principalmente com pacientes mais jovens, que desenvolvem formas graves da doença”. “Tudo indica que a segunda vaga que estamos a atravessar é transportada por esta nova variante”, acrescentou o ministro.
Segundo o Zweli Mkhize, os investigadores alertaram também o Reino Unido para a identificação da nova variante sul-africana, o que permitiu “estudar as suas próprias amostras e encontrar uma variante semelhante”.
“Foi a variante que estava a impulsionar o seu ressurgimento em Londres, levando a um anúncio feito no Parlamento e ao bloqueio instituído em Londres para conter a disseminação dessa variante”, salientou.
Zweli Mkhize disse que não esperava uma segunda vaga da pandemia tão rapidamente no país, acrescentando que “embora a nova variante seja motivo de preocupação não há motivo para pânico”.
O Fórum de Monitoria do Orçamento (FMO) criticou na sexta-feira (18), a gestão dos fundos canalizados pelos parceiros internacionais para apoiar as estratégias de combate à covid-19 em Moçambique, alertando para desproporcionalidade na distribuição do valor pelo país.
“Mais de 80% do dinheiro foi utilizado na capital do país (Cidade de Maputo) e menos de 20% é que foi para outras províncias. E desta parte do dinheiro que foi para as províncias, 80% foi para pagar salários”, declarou à Lusa Adriano Nuvunga, coordenador do FMO, uma plataforma que junta várias organizações da sociedade civil moçambicana.
Em 23 de março, o Governo moçambicano pediu aos parceiros, em Maputo, um total de 700 milhões de dólares ( 572 milhões de euros, no câmbio atual) para cobrir o buraco fiscal provocado pela pandemia no Orçamento do Estado (OE) de 2020, bem como para financiar o combate à doença e dar apoios aos mais pobres.
Do valor pedido, segundo dados oficiais avançados em outubro, pelo menos 458 milhões de dólares (cerca de 374 milhões de euros) já tinham sido disponibilizados, dos quais cerca de 70% foram desembolsados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).
Em resposta a preocupação sobre a desproporcionalidade na distribuição de fundos pelo país, o Ministério da Saúde disse que o valor alocado para a cidade de Maputo é justificado pelo facto de a maior parte do material necessário no âmbito da resposta à covid-19 ser adquirido a nível central.
“Nós estamos a falar de uma nova patologia e que a aquisição de medicamentos, equipamento de proteção e testes é feita a nível central para posterior distribuição pelas províncias”, disse Sérgio Ceni, diretor adjunto da Central de Medicamentos e Artigos Médicos do Ministério da Saúde, em declarações ao canal televisivo STV.
Para FMO, o apoio foi mal gerido pelo executivo moçambicano, que, além de uma distribuição desproporcional pelas províncias, não deu prioridade à proteção social.
“O setor da proteção social recebeu apenas 9% de todo dinheiro que foi disponibilizado. Isto significa que o dinheiro não foi para as famílias moçambicanas”, declarou Adriano Nuvunga, que critica também a modalidade de ajustes diretos adotada pelo Governo durante o período da pandemia.
“O dinheiro foi, na verdade, para as empresas que têm ligações com os dirigentes , através dos ajustes diretos”, frisou o ativista, acrescentando que há matéria para intervenção da Procuradoria-geral moçambicana.
Os dados avançados pelo FMO constam de um relatório preliminar de pouco mais de 50 páginas, intitulado “Análise do Procurement Público”, no quadro da iniciativa”Resposta à Covid-19 com Contas Certas”, uma estratégia que visa garantir que o apoio que o país está receber face à pandemia “chegue realmente aos mais necessitados”.
Desde o anúncio do primeiro caso, em 22 de março, o país registou um total de 146 óbitos e 17.338 casos, 88% dos quais dados como recuperados, segundo as últimas atualizações.
Presidente do PAIGC e antigo primeiro-ministro saiu do país após a segunda volta das eleições presidenciais de dezembro de 2019.
Na Guiné-Bissau, a Procuradoria-Geral da República (PGR) emitiu um mandado de captura internacional contra Domingos Simões Pereira, líder do Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) e antigo primeiro-ministro.
A informação foi avançada nesta sexta-feira, 18, pela PGR num comunicado no qual diz que o mandado foi emitido no âmbito de um processo-crime que segue os trâmites legais naquela instituição judiciária, sem dar mais detalhes.
Simões Pereira ganhou a primeira volta das eleições presidenciais de 2019, mas perdeu na segunda volta, a 29 de dezembro, de acordo com os dados da Comissão Nacional de Eleições.
Entretanto, nem ele nem o PAIGC aceitaram os números e denunciaram fraude, tendo recorrido várias vezes ao Supremo Tribunal de Justiça, cujo último recurso foi decidido há pouco tempo, depois de Úmaro Sissoco Embaló ter-se autoproclamado Presidente da República.
As Nações Unidas dizem-se preocupadas com o aumento do número de deslocados de guerra em Cabo Delgado, e vão aumentar a ajuda humanitária, mas para analistas todo o apoio vai ser insuficiente se não houver mudanças ao nível das políticas públicas e se o conflito militar não terminar.
A coordenadora-residente das Nações Unidas em Moçambique, Myrta Kaulard, afirmou que o número de pessoas que fogem dos ataques continua a crescer, sublinhando que receia que a situação humanitária se agrave, com o início da época chuvosa.
“Temos que reforçar o nosso apoio, e nesta questão da assistência humanitária, particular atenção tem de ser dada à criação de condições de abrigo para as pessoas”, disse Kaulard.
Entretanto, o director do Centro de Integridade Pública (CIP), Edson Cortez, disse que esse apoio é necessário, mas porque um dia vai ter que acabar, a solução para Cabo Delgado, em particular e toda a zona norte de Moçambique, em geral, passa por o Governo mudar as suas políticas públicas.
Cortez realçou que “é preciso mudar as políticas públicas no sentido de criar o desenvolvimento nas províncias do norte do país, de modo a reduzir o descontentamento social e focos de potencial conflito”.
O Governo diz-se empenhado em esforços para resolver essas questões, mas João Feijó, pesquisador do Observatório do Meio Rural, não nota nenhum esforço nesse sentido.
Feijó avançou que “ninguém neste país quer resolver o problema das desigualdades; temos cada vez mais desigualdades no acesso à saúde e ao ensino; criam-se duas cidadanias completamente desiguais, a primeira que pode ir ao ensino e à saúde privados ou ao estrangeiro, e a outra que não tem acesso algum a estes serviços”.
Por seu turno, o economista João Mosca considera que, no caso particular de Cabo Delgado, para melhorar esses aspectos, “é preciso acabar com a guerra, e isso é algo imprevisível, porque há muitos interesses em jogo”.
Entretanto, a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo, disse que o Governo está a mobilizar os parceiros para investirem em Cabo Delgado, a começar por pequenos investimentos; estamos a trabalhar para que não haja radicalização de jovens”.
Refira-se que esta sexta-feira, o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi entregou barcos de pesca a 25 associação de pescadores de Metuge, um dos distritos que acolhem pessoas que fogem de ataques armados nas regiões centro e norte de Cabo Delgado.
O secretário-geral da ONU pediu, na sexta-feira (18), o fim das hostilidades na República Centro-Africana (RCA), onde ‘capacetes azuis’ foram destacados para impedir os grupos armados de perturbarem as eleições presidenciais e legislativas.
António Guterres “condenou a escalada da violência e a apelou a todos os atores para cessarem todas as hostilidades urgentemente, e a trabalharem em conjunto para garantir condições favoráveis à realização de eleições credíveis, inclusivas e pacíficas em 27 de dezembro”, indicou o porta-voz Stéphane Dujarric, em comunicado.
Pelo menos três dos mais importantes grupos armados que ocupam dois terços da RCA ameaçaram atacar o Governo do Presidente Faustin Archange Touadéra se este recorrer à fraude eleitoral, de que o acusam, para garantir um segundo mandato.
De acordo com fontes humanitárias e da ONU, os grupos armados tomaram várias localidades situadas em eixos de acesso à capital Bangui, já ameaçada por um bloqueio à distância.
O secretário-geral da ONU pediu às partes para que resolvam “qualquer diferendo de forma pacífica”, no interesse do povo centro-africano que, acrescentou, “sofre há muito tempo devido ao conflito e instabilidade”
As tensões continuam muito acesas na RCA, onde o Governo acusou na quarta-feira o antigo Presidente François Bozizé, excluído do escrutínio pelo Tribunal Constitucional, de preparar “um plano de desestabilização do país”, enquanto a oposição receia fraudes maciças nas eleições.
A missão da Organização das Nações Unidas na República Centro-Africana (MINUSCA) deslocou ‘capacetes azuis’ para o oeste do país, de acordo com um comunicado da missão, divulgado na sexta-feira.
A RCA é palco de uma guerra civil, depois de uma coligação de grupos armados predominantemente muçulmana, a Séléka, ter derrubado o regime do general François Bozizé em 2013.
Os confrontos entre a Séléka e milícias de dominante cristã e animistas, designadas ‘antibalaka’ provocaram então milhares de mortos.
Desde 2018, a guerra evoluiu para um conflito de baixa intensidade, onde os grupos armados disputam o controlo dos recursos do país, particularmente gado e minerais, enquanto abusam com regularidade das populações civis.
Num comunicado divulgado na quinta-feira, o Movimento Patriótico da República Centro-Africana (MPC), o 3R (Regresso, Reclamação, Reabilitação) e dois grupos ‘antibalaka’ comprometeram-se a “restabelecer a segurança no conjunto do território por todos os meios”, incluindo “meios de coerção, na hipótese de o poder executivo se obstinar em manipular a organização do escrutínio para fazer um roubo eleitoral”.
Integrada na Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da República Centro-Africana (MINUSCA), Portugal tem neste país a 7.ª força nacional destacada, constituída por 180 militares.
O primeiro-ministro, António Costa, tinha prevista uma deslocação aos destacamentos militares portugueses na RCA, no sábado, que anulou por ter ficado desde quinta-feira em isolamento profilático preventivo da covid-19.
O equipamento, composto por máscaras, álcool e termómetros, é destinado aos profissionais do Centro de Investigação e Treino em Saúde da Polana Caniço, na cidade de Maputo.
O Departamento de Defesa dos Estados Unidos da América (EUA) doou equipamento de proteção individual, avaliado em 75 mil dólares (61 mil euros), a um centro de investigação de saúde moçambicano, anunciou esta quinta-feira a entidade em comunicado.
“Nós esperamos que este equipamento ajude a proteger as equipas de saúde que estão na linha da frente da resposta à Covid-19 enquanto trabalham para impedir a disseminação deste vírus”, disse o tenente-coronel do Departamento de Defesa dos EUA, Fergal O’Reilly, citado no comunicado.
O equipamento, composto por máscaras, álcool e termómetros, é destinado aos profissionais do Centro de Investigação e Treino em Saúde da Polana Caniço (Cispoc), na cidade de Maputo.
Segundo o tenente-coronel, o contributo faz parte de um pacote de 900 mil dólares (734 mil euros) que se pretende doar, em equipamentos de proteção, a unidades de saúde públicas e militares, incluindo nas províncias de Nampula, Sofala, Cabo Delgado e Zambézia.
“A nossa parceria para apoiar os serviços de saúde militares tem uma história longa e de sucesso”, frisou o tenente, referindo que a doação é um “exemplo claro do contributo contínuo do departamento” para apoiar Moçambique.
Como em qualquer vitória militar, nós só poderemos vencer a batalha contra a Covid-19 através de um contínuo trabalho de equipa e uma dedicação plena a favor do nosso objetivo comum”, concluiu.
Desde o anúncio do primeiro caso, Moçambique tem um cumulativo de 17.256 casos registados, dos quais 15.257 (88%) são dados como recuperados, havendo ainda 145 mortos.
Opinião publicada na New England Journal of Medicine questiona porque é que as certidões têm o sexo do recém-nascido, já que isso não traz vantagens “clínicas” e pode ofender as pessoas transgénero.
Um texto de opinião publicado na revista New England Journal of Medicine defende que as certidões de nascimento devem deixar de ter uma indicação sobre o sexo de cada recém-nascido. Na ótica dos autores, o registo dessa informação não traz qualquer mais-valia do ponto de vista “clínico” e cria um risco de “prejudicar” as pessoas transgénero.
“As designações de sexo nas certidões de nascimento não oferecem qualquer vantagem clínica, e podem ser prejudiciais para as pessoas intersexo ou transgénero”, afirmam os responsáveis por esta posição, Vadim M. Shteyler, Jessica A. Clarke e Eli Y. Adashi. “Acreditamos que chegou o momento de atualizar a prática de atribuir um género nas certidões de nascimento”, defendem.
No texto, recorda-se que a certidão de nascimento nos EUA foi criada no início do século passado e que tem sofrido várias alterações nas últimas décadas, a última das quais tendo sido em 2003. Na versão atual, informações como a origem étnica e o estado civil dos pais, por exemplo, foram secundarizadas para “permitir uma maior auto-identificação e evitar estigmas”, diz o estudo.
Na prática, criou-se uma linha de demarcação em que a informação que está acima dessa linha é usada nas cópias legais do certificado, ao passo que aquilo que aparece abaixo da linha é secundarizado e é apenas usado para fins estatísticos, sem associação ao indivíduo em particular mas apenas usado de forma agregada. Os académicos defendem que chegou a hora de a informação sobre o sexo com que se nasceu passar, também, a estar abaixo dessa linha de demarcação.
“Designar o sexo como masculino ou feminino nas certidões de nascimento sugere que essa é uma questão simples e binária quando, biologicamente, não o é“, argumentam os autores do texto. “O sexo é uma função de vários processos biológicos que várias combinações resultantes”, dizem os autores, acrescentando que “1 em cada 5.000 pessoas têm variações intersexo” e “1 em cada 100 pessoas” exibem células que cromossomas sexuais variados, muitas vezes sem o saber.
“Os processos biológicos responsáveis pelo sexo são completamente indefinidos, e não há qualquer teste universalmente aceite para determinar o sexo” de uma pessoa, sublinham, assinalando que cerca de 6 em cada 1.000 pessoas se identificam como transgénero, o que significa que a sua identidade de género não corresponde àquela que lhe foi atribuída no nascimento. “Mover a informação sobre o sexo para abaixo da linha de demarcação não comprometeria a função de interesse público das certidões de nascimento – mas mantê-la onde está, acima da linha, é prejudicial”, rematam.
A ONU e seus parceiros apelaram esta sexta-feira 254 milhões de dólares para ajuda humanitária de emergência a Moçambique, onde mais de um milhão de pessoas são ameaçadas pela violência na província de Cabo Delgado (norte) e áreas vizinhas.
“A crise em Cabo Delgado aumentou rapidamente em 2020, com ataques e combates obrigando dezenas de milhares de pessoas a abandonar as suas casas todos os meses”, afirmou a ONU em comunicado.
“Quase 530.000 pessoas encontram-se agora deslocadas na própria (província de) Cabo Delgado, mas também nas províncias de Nampula e Niassa, quase 5 vezes mais do que o número registado em Março de 2020,” acrescentou este comunicado.
“A ajuda humanitária é vital para minimizar o sofrimento”, explicou Myrta Kaulard, coordenadora humanitária em Moçambique, acrescentando que estes deslocados foram forçados a fugir apenas com as roupas que vestiam.
“Mulheres e meninas correm o risco de ser sequestradas, assim como de violência e exploração por causa de seu género, os próprios meninos correm o risco de serem mortos ou recrutados à força por actores armados”, disse Kaulard, indicando que estava particularmente preocupada com as pessoas que viviam em lugares isolados.
A coordenadora humanitária sublinhou até que esta violência e deslocamento forçado pesaram sobre os serviços essenciais que já estavam à beira do colapso.
Mais de 90% dos deslocados vivem com familiares ou amigos cujos recursos já eram escassos. Para aumentar este quadro sombrio, a ONU aponta que muitos lugares que hospedam pessoas deslocadas serão inundados durante a próxima estação chuvosa. As autoridades locais e as organizações de ajuda humanitária correm contra o tempo para montar campos para realojar essas pessoas deslocadas.
No total, 570 mil pessoas fugiram da violência no norte do país, disse quarta-feira o presidente moçambicano Filipe Nyusi, referindo que os islâmicos armados que há três anos aterrorizam a estratégica província por ser rica em gás de Cabo Delgado são liderados por Tanzanianos, que desde 2012 vêm trabalhando para radicalizar a população local.
O conflito deixou 2.400 mortos, mais da metade deles civis, de acordo com a ONG ACLED, que também lista mais de 700 ataques desde outubro de 2017.
O presidente da Eletricidade de Moçambique (EDM) disse que o país precisa de seis mil milhões de dólares (cinco mil milhões de euros ) para assegurar que todos os moçambicanos tenham acesso à energia elétrica até 2030, qualificando a meta como “um desafio grande”
Marcelino Gildo apontou os recursos que o país deve mobilizar para garantir o acesso universal à energia elétrica, em declarações aos jornalistas, à margem da inauguração do projeto de eletrificação do Posto Administrativo de Meponda, a mais de dois mil quilómetros de Maputo.
“É um desafio grande, mas nós acreditamos que vamos cumprir”, salientou Marcelino Gildo.
No âmbito dos esforços visando a promoção do acesso universal à energia elétrica, a EDM já mobilizou 250 milhões de dólares ( 204 milhões de euros) para os programas de eletrificação da fase que vai decorrer entre 2021 e 2022 e está agora empenhada em juntar mil milhões de dólares (817 milhões de euros ) para a fase subsequente.
Marcelino Gildo salientou que todas as 154 sedes distritais e 135 dos 416 postos administrativos existentes no país já têm acesso à energia elétrica.
Falando na cerimónia de inauguração do projeto de eletrificação do Posto Administrativo de Meponda, o chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, disse que mais dez milhões de consumidores terão acesso à energia elétrica no país nos próximos quatro anos, dando um passo rumo ao acesso universal a este recurso.
“Vamos assegurar que mais dez milhões de moçambicanos tenham acesso a energia elétrica nos próximos quatro anos”, declarou Filipe Nyusi, falando no distrito de Lichinga, província de Niassa, norte de Moçambique.
Nyusi avançou que apenas 34% dos cerca de 30 milhões de moçambicanos é que têm acesso a luz elétrica, devendo essa cifra subir para 64% até 2024.
“A este ritmo, estaremos em condições de manter os progressos necessários rumo ao Programa Nacional de Energia para Todos”, frisou o Presidente moçambicano.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, promulgou e mandou publicar na sexta-feira (18), a Lei de Autorização Legislativa atinente ao Regime Jurídico de Aposentação Obrigatória dos Trabalhadores do Sector Empresarial do Estado, Beneficiários da Previdência Social dos Funcionários do Estado.
Um comunicado recebido na nossa redacção indica que a referida Lei foi recentemente aprovada pela Assembleia da República e submetida ao Presidente da República para promulgação, tendo o chefe do Estado verificado que a mesma não contraria a Lei Fundamental.
Ainda na sexta-feira, o Presidente da República, Filipe Nyusi, definiu através de Decretos Presidenciais separados as Atribuições e Competências do Ministério da Administração Estatal e Função Pública e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.
O Presidente Nyusi definiu igualmente através de Decreto Presidencial as competências, organização e funcionamento da Entidade Coordenadora de Gestão e Redução do Risco de Desastres.
Ainda na sexta-feira, o Presidente Nyusi, participou em Maputo na Sessão de Gala alusiva ao 40º Aniversário da Companhia Nacional de Canto e Dança.
As celebridades mais bem pagas do mundo ganharam, juntas, USD 6,1 mil milhões sem impostos e taxas, uma queda de USD 200 milhões em relação a 2019, depois que a pandemia da COVID-19 fechou estádios e cancelou shows em todo o mundo. O declínio foi o primeiro desde 2016, ano seguinte ao que Floyd Mayweather e Manny Pacquiao ganharam quase meio bilião de dólares pela luta mais valiosa da história do boxe. Mas, mesmo com o coronavírus à espreita –e os EUA literalmente pegando após o assassinato de George Floyd–, o espectáculo continuou.
As celebridades mais bem remuneradas foram Kylie Jenner e Kanye West, que facturaram USD 590 milhões e USD 170 milhões, respectivamente. West colectou a maior parte de seus ganhos pelo acordo de sua linha de sapatilhas Yeezy com a Adidas, enquanto parte da fortuna de Kylie veio da venda de 51% de sua empresa de cosméticos para a Coty em Janeiro. Embora ela tenha exagerado ao longo dos anos sobre a grandiosidade de seus negócios, o valor levantado na transacção é real –o suficiente para ser classificado como um dos maiores ganhos de celebridades de todos os tempos.
Três gigantes do streaming distribuíram USD 300 milhões para as estrelas da lista, incluindo Ryan Reynolds (18ª colocação, com USD 71,5 milhões), Billie Eilish (43º, com USD 53 milhões) e Jerry Seinfeld (46º, com USD 51 milhões). Sozinha, a Netflix foi responsável por mais de dois terços do valor total.
Os shows ao vivo geraram as maiores receitas da carreira para alguns nomes da música. A “Divide Tour”, de Ed Sheeran, atraiu 8,9 milhões de fãs, arrecadou USD 776 milhões e superou o recorde de valores levantados em turnê que até então era do U2. Outros artistas terão os valores afectados no ano que vem, já que os shows de Taylor Swift (nº 25, USD 63,5 milhões) a Paul McCartney (nº 93, USD 37 milhões) foram cancelados por causa da pandemia.
Espanha vai começar a vacinar a sua população contra a covid-19 no dia 27 de dezembro, domingo, um dia depois de receber as primeiras doses da vacina, anunciou em Madrid o ministro da Saúde espanhol.
Salvador Illa explicou em conferência de imprensa que as vacinas vão ser distribuídas por todas as comunidades autónomas espanholas e que os residentes em centros de saúde social (lares de idosos e outros) e o pessoal que aí trabalha serão os primeiros a ser vacinados.
O responsável governamental disse que o número de doses que o país vai receber vai ainda ser confirmado pela Comissão Europeia, mas avançou que não serão todas as que gostaria, e que a vacinação será progressiva.
“Isto significa o início do fim da pandemia, não o fim da pandemia”, advertiu Salvador Illa, garantindo que, até ao fim do processo, “haverá um número de doses suficientes para toda a população de Espanha”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, já tinha anunciado na quinta-feira que a campanha de vacinação contra a covid-19 na União Europeia iria arrancar ainda este mês, nos dias 27, 28 e 29 de dezembro.
O anúncio da responsável europeia ocorreu ainda antes de a Agência Europeia do Medicamento (EMA) ter tomado uma decisão de autorização sobre a vacina desenvolvida pela Pfizer-BioNTec, o que acontecerá na próxima segunda-feira, 21 de dezembro, uma semana mais cedo do que a data inicialmente prevista.
O executivo comunitário também revelou que só necessita de um prazo de 48 horas a partir da decisão da EMA, e após consultas com os Estados-membros, para dar a sua ‘luz verde’ à colocação da vacina no mercado.
Em Portugal, a ministra da Saúde, Marta Temido, já tinha anunciado na quinta-feira que a vacinação contra a covid-19 poderia começar em 27 de dezembro no país e que as primeiras doses de vacina poderão chegar também no dia 26.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.649.927 mortos resultantes de mais de 74,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 5.902 pessoas dos 362.616 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Escritório Regional da Organização Mundial de Saúde (OMS) para a Europa defendeu que o mais seguro em termos de saúde é não visitar familiares nas férias de Natal e ficar em casa.
“Há uma diferença entre o que as autoridades permitem e o que é suposto fazer. O mais seguro agora é ficar em casa”, recomendou em comunicado o diretor da OMS Europa, Hans Kluge, com sede em Copenhaga.
Kluge apela ao “espírito coletivo” na época natalícia para ajudar a ultrapassar os desafios trazidos pela pandemia e pelas restrições na saúde mental das comunidades, que sofreram com o medo de transmissão do vírus, o isolamento, o desemprego, as preocupações financeiras e a exclusão social.
“Reconhece que, embora separado dos teus entes queridos, não estás sozinho. Reacende o espírito coletivo que existe durante a crise: comunica, conecta-te, apoia-te. Lembra-te que o mais seguro é estar em casa”, aconselha Kluge.
“Quando olharmos para trás, para esses tempos sem precedentes, espero que todos sintamos que agimos com um espírito de humanidade compartilhada para proteger os necessitados”, disse o diretor da OMS Europa, sublinhando que ainda vai haver mais alguns meses de “sacrifício pela frente”.
Num comunicado lançado há dois dias, o Escritório Regional pediu às famílias para praticarem o distanciamento e usarem máscara dentro de casa durante as festividades porque “pode ser incómodo, mas contribui de forma significativa para que todos estejam seguros e saudáveis”. Recomendava ainda que se evitem as aglomerações nas viagens para reuniões familiares.
Kluge recordou hoje os mais de 23 milhões de casos no continente e mais de meio milhão de mortes “trágicas”, numa altura em que o número diário de fatalidades por Covid-19 permanece com “as taxas mais altas desde o início do ano” e a transmissão continua “intensa e generalizada”.
Em Portugal, morreram 5.902 pessoas dos 362.616 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
A China afirmou na sexta-feira (18), que a conclusão de um acordo para a proteção de investimentos entre a China e a União Europeia está na “reta final”, após sete anos de negociações.
Os dois lados comprometeram-se a concluir o acordo ainda este ano, o que cimentará os laços económicos entre os dois blocos económicos.
Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, disse que as negociações registaram um “progresso significativo”.
“As negociações entraram na reta final”, disse o porta-voz.
A China espera que os dois lados “consigam atingir as metas estabelecidas pelos respetivos líderes”, vincou.
Durante a cimeira virtual China – UE, que se realizou em setembro passado, o Presidente chinês, Xi Jinping, e os seus parceiros europeus concordaram em concluir as negociações antes do final do ano.
As discussões estão a ser “intensas” e “foram feitos progressos em várias áreas”, afirmou na quinta-feira um porta-voz da Comissão Europeia.
“A União Europeia continua determinada a concluir as negociações até ao final do ano, na medida em que estas valham a pena”, acrescentou. “Não vamos priorizar a velocidade sobre o conteúdo”, assegurou.
Citado pela agência France-Presse, o presidente da Câmara de Comércio da UE na China, Joerg Wuttke, disse que os negociadores “aparentemente fizeram grandes progressos em termos de acesso aos mercados”.
Wuttke disse esperar um acordo “nos próximos dias”.
As negociações, que começaram em novembro de 2013, visam proteger mutuamente os investimentos europeus na China e os investimentos chineses na UE.
O acordo tornaria, por exemplo, mais fácil aos investidores da UE comprarem participações em empresas chinesas, visando tornar a relação recíproca.
O grupo dos 27 exige maior respeito pela propriedade intelectual, o fim das transferências forçadas de tecnologia impostas a empresas estrangeiras na China e os subsídios excessivos atribuídos às empresas públicas chinesas.
Estes são temas de debate também entre a China e os Estados Unidos, no contexto da guerra comercial lançada pelo governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o país asiático, em 2018.
Bruxelas adotou, nos últimos anos, várias “medidas defensivas”, incluindo a criação de um mecanismo de triagem do investimento externo e um outro para travar aquisições hostis durante a pandemia do novo coronavírus.
A Comissão Europeia aconselhou ainda os Estados-membros a aplicarem “restrições relevantes” aos fornecedores considerados de “alto risco” nas redes móveis de quinta geração (5G), incluindo a exclusão dos seus mercados para evitar riscos “críticos”, numa alusão ao grupo chinês das telecomunicações Huawei.
Um evangelista cristão diz que o mundo vai acabar este ano, ainda antes do Natal.
Baseando-se no calendário maia, o pastor Paul Begley acredita que a data do fim do mundo será a 21 de dezembro de 2020, dia que coincide, aliás, com o seu aniversário.
Por sinal, a data coincide ainda com o dia em que Júpiter e Saturno formam um fenómeno no céu a que chamou de “planeta duplo”, ou seja, quando os dois planetas se tornam num só.
O fenómeno em causa é conhecido como a ‘Estrela de Belém’ porque o alinhamento dos dois planetas é visível sob forma de um grande ponto brilhante no céu.
Paul Begley, que é também Youtuber, está a causar polémica. Esta, de resto, já não é a primeira vez que avançou com uma data para o fim do mundo.
A Organização das Nações Unidas anunciou na sexta-feira (18), que precisa de 254 milhões de dólares (207 milhões de euros) para garantir a assistência humanitária às populações deslocadas devido a violência armada em Cabo Delgado, no Norte de Moçambique.
“As pessoas foram forçadas a deixar as suas casas com nada mais do que as roupas que vestiam. Elas perderam os seus pertences, os seus meios de subsistência, o seu futuro. A ajuda humanitária é vital para aliviar o seu sofrimento”, disse Myrta Kaulard, coordenadora residente da ONU em Moçambique, citada num comunicado.
O montante necessário seria destinado ao apoio de 1,1 milhões de pessoas durante todo o próximo ano, incluindo os que se refugiaram nas províncias de Niassa e Nampula, vizinhas de Cabo Delgado.
“Mulheres e meninas correm o risco de sequestro, violência de género e exploração, enquanto os meninos correm o risco de serem mortos ou recrutados por atores armados”, alertou Myrta Kaulard, acrescentando que a ONU está também preocupada com o “destino dos civis que permanecem presos em áreas isoladas devido à violência”.
A segurança alimentar e o abrigo estão entre os principais pontos de destaque no plano de assistência da ONU, com uma verba de 136 milhões de dólares (110 milhões de euros) e 28 milhões de dólares (22 milhões de euros), respetivamente, de um total de 254 milhões de dólares necessários.
“A comunidade internacional tem sido extremamente generosa e tem estado, em 2020, a apoiar as pessoas em Moçambique enquanto enfrentam esta crise extremamente desafiadora. No entanto, com o rápido aumento das necessidades, os parceiros humanitários precisam urgentemente de mais financiamento para ampliar a sua resposta”, acrescentou.
Em todo este ano, a ONU conseguiu mobilizar 43,5 milhões de dólares (35 milhões de euros), dos 35,5 milhões de dólares (30 milhões de euros) que haviam sido solicitados, para o plano de resposta rápida em Cabo Delgado.
A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo fundamentalista Estado Islâmico desde 2019.
As autoridades etíopes ofereceram uma recompensa de cerca de 200.000 euros por informações que levem à localização dos líderes dissidentes em fuga da região norte de Tigray, palco de uma operação militar desde 04 de novembro.
Os líderes da Frente de Libertação do Povo Tigray (TPLF), o partido que dirigia as instituições regionais após ter mantido o controlo do poder de toda a Etiópia durante quase 30 anos em Adis Abeba, estão em fuga desde a anunciada tomada militar da capital do Tigray, Mekele, em 28 de novembro último.
O exército etíope pagará 10 milhões de birrs (cerca de 210.000 euros) “a quem conhecer a localização exata dos líderes da junta da TPLF”, disse o chefe do departamento de informação do exército, general Asrat Denero, citado pela estação estatal de rádio e televisão EBC.
Asrat Denero divulgou ainda números de telefone dedicados a receber eventuais informações.
O primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali, assegurou aos deputados no passado dia 30 de novembro, dois dias após a tomada de Mekele, que os líderes da TPLF estavam a ser seguidos “a partir da sala de crise” pelo exército federal e que seriam rapidamente presos.
Indicou ainda que se encontravam a cerca de 50 quilómetros a oeste de Mekele, referência que o presidente deposto do governo regional do Tigray e líder da TPLF, Debretsion Gebremichael, garantiu à AFP ser imprecisa.
Os líderes da TPLF em fuga estão inacessíveis há quase duas semanas.
Abiy Ahmed, vencedor do Prémio Nobel da Paz de 2019, enviou o exército federal para Tigray para substituir os líderes da TPLF, que vinham a desafiar o Governo central há vários meses, por “instituições legítimas” e conduzi-los perante a justiça.
Após semanas de tensão crescente, Abiy Ahmed acusou a liderança tigray no início de novembro de atacar duas bases militares na região, e justificou desta forma a intervenção militar lançada no dia 4 desse mês. Debretsion negou as acusações.
Em 13 de novembro, a polícia federal etíope emitiu mandados de detenção para o Debretsion e 63 outros líderes da TPLF.
Apesar do anúncio de Adis Abeba do fim da operação militar, os combates continuam em todo o estado do Tigray, segundo as Nações Unidas, que lamentam o facto de as autoridades etíopes estarem a restringir o seu acesso à região.
Não existe até agora qualquer balanço preciso do número de mortos e feridos resultantes do conflito em Tigray. Os combates forçaram mais de 50.000 pessoas a procurar refúgio no vizinho Sudão e deslocaram mais de 63.000 pessoas dentro da região, de acordo com as Nações Unidas.
Matthew Mason, de 19 anos, admitiu ter matado Alex Rodda [na foto], de 15 anos, por receio que este estragasse a sua vida ao revelar que os dois mantinham uma relação homossexual.
O suspeito nega o homicídio, mas assume a agressão que culminou na morte de Alex, a 15 de dezembro do ano passado.
No tribunal de Chester Crown Court, no Reino Unido, esta quinta-feira, o arguido disse que os dois se conheceram através das redes sociais, em outubro de 2017, e começaram a trocar mensagens. Alex tornou-se rapidamente mais atrevido, enviando conteúdos de teor sexual e, a 31 de outubro, Matthew enviou-lhe uma foto explícita quando se encontrava alcoolizado.
Depois disso, a vítima terá ameaçado partilhar a imagem com a namorada de Matthew e partilhá-la nas redes sociais. Para não o fazer, Matthew teria de pagar-lhe.
O arguido admite que receou o que as pessoas poderiam pensar se soubessem o que se passara e diz que pagou um total de 2 mil libras para que Alex mantivesse o silêncio. O jovem, que admite ter-se envolvido sexualmente com Alex por três vezes, confessou ter roubado dinheiro ao avô para pagar.
Entretanto, a 12 de dezembro, os dois combinaram encontrar-se e Matthew acabou por levar Alex para uma zona de mato onde agrediu o amante com uma chave inglesa. O suspeito refere, contudo, que quando abandonou o local, em choque com o que fizera, a vítima ainda respirava, embora estivesse bastante ferida.
O grupo terrorista Boko Haram libertou 344 estudantes raptados na cidade de Kankara, estado de Katsina, na Nigéria, confirmou um assessor do presidente Muhammadu Buhari na quinta-feira (17).
“Todos os estudantes raptados da escola secundária de ciências governamentais de Kankara chegaram ao estado de Katsina a salvo”, escreveu Bashir Ahmaad em seu Twitter No entanto, não está claro se todos os jovens foram libertados de fato, já que poucas horas antes do anúncio o grupo publicou um vídeo em que dizia ter 520 estudantes reféns. Até mesmo o governo de Katsina não sabia precisar quantos foram sequestrados, já que primeiramente falou que eram 333 pessoas e depois que eram mais de 400.
Nas imagens, que duram cerca de seis minutos, o grupo com as centenas de pessoas parece estar em uma floresta e um jovem pede que o governo negocie com os sequestradores. Além disso, o rapaz que aparece falando no vídeo diz que “alguns foram assassinados”.
Ao fim das imagens, a voz de um homem que se apresenta como o líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, diz que “esses são meus homens e esses são os filhos de vocês”. No entanto, não há como confirmar a autenticidade da voz.
O grupo terrorista que atua, principalmente, no norte da Nigéria é conhecido por sua violência em atentados por todo o país e pelo assassinato em massa de comunidades inteiras. Além disso, pratica o sequestro de jovens como forma de angariar dinheiro para a compra de armamentos. Os terroristas são contrários à escolarização de mulheres e o próprio nome da organização diz que eles são contra a “educação ocidental” O último rapto de grandes proporções ocorreu em 2014, quando mais de 270 meninas foram sequestradas de uma escola em Chibok.
Até hoje, cerca de 100 delas nunca voltaram para casa, sendo que se descobriu que algumas foram usadas como mulheres-bomba em ataques terroristas e outras obrigadas a casarem com os terroristas. (ANSA).
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Oficial de Monitoria & Avaliação. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Empoderamento Económico. Saiba mais.
A N´weti, Organização Nacional não Governamental, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Regional de Fortalecimento Económico. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Segurança e Acesso. Saiba mais.
A TJ Consultants, uma empresa de consultoria estratégica de Recursos Humanos, está a recrutar para uma Distribuidora um (1) Pré-Representante de Vendas. Saiba mais.
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A Escola Internacional de Maputo Pretende contratar para o seu quadro de pessoal para o ano lectivo de 2021, professores/as devidamente capacitados para o Ensino Primário. Saiba mais.
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