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China diz que acordo para proteção de investimento com a UE está na “reta final”

A China afirmou na sexta-feira (18), que a conclusão de um acordo para a proteção de investimentos entre a China e a União Europeia está na “reta final”, após sete anos de negociações.
Os dois lados comprometeram-se a concluir o acordo ainda este ano, o que cimentará os laços económicos entre os dois blocos económicos.

Em conferência de imprensa, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros da China, Wang Wenbin, disse que as negociações registaram um “progresso significativo”.

“As negociações entraram na reta final”, disse o porta-voz.

A China espera que os dois lados “consigam atingir as metas estabelecidas pelos respetivos líderes”, vincou.

Durante a cimeira virtual China – UE, que se realizou em setembro passado, o Presidente chinês, Xi Jinping, e os seus parceiros europeus concordaram em concluir as negociações antes do final do ano.

As discussões estão a ser “intensas” e “foram feitos progressos em várias áreas”, afirmou na quinta-feira um porta-voz da Comissão Europeia.

“A União Europeia continua determinada a concluir as negociações até ao final do ano, na medida em que estas valham a pena”, acrescentou. “Não vamos priorizar a velocidade sobre o conteúdo”, assegurou.

Citado pela agência France-Presse, o presidente da Câmara de Comércio da UE na China, Joerg Wuttke, disse que os negociadores “aparentemente fizeram grandes progressos em termos de acesso aos mercados”.

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Wuttke disse esperar um acordo “nos próximos dias”.

As negociações, que começaram em novembro de 2013, visam proteger mutuamente os investimentos europeus na China e os investimentos chineses na UE.

O acordo tornaria, por exemplo, mais fácil aos investidores da UE comprarem participações em empresas chinesas, visando tornar a relação recíproca.

O grupo dos 27 exige maior respeito pela propriedade intelectual, o fim das transferências forçadas de tecnologia impostas a empresas estrangeiras na China e os subsídios excessivos atribuídos às empresas públicas chinesas.

Estes são temas de debate também entre a China e os Estados Unidos, no contexto da guerra comercial lançada pelo governo do Presidente norte-americano, Donald Trump, contra o país asiático, em 2018.

Bruxelas adotou, nos últimos anos, várias “medidas defensivas”, incluindo a criação de um mecanismo de triagem do investimento externo e um outro para travar aquisições hostis durante a pandemia do novo coronavírus.

A Comissão Europeia aconselhou ainda os Estados-membros a aplicarem “restrições relevantes” aos fornecedores considerados de “alto risco” nas redes móveis de quinta geração (5G), incluindo a exclusão dos seus mercados para evitar riscos “críticos”, numa alusão ao grupo chinês das telecomunicações Huawei.

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