O sistema de baixas pressões que se formou na bacia do Oceano Índico no dia 14 de Janeiro, tem estado a intensificar-se e atingiu o nível de tempestade tropical moderada e foi baptizada com o nome de Eloísa.
As 8 horas de domingo (17), o centro da tempestade localizava-se a aproximadamente 1.200 quilómetros da cota leste de Madagáscar e com ventos de 70 km/k.
A sua trajectória continua em direcção à costa de Madagáscar e a sua velocidade de deslocamento é de 16 Km/h.
Prevê-se que a tempestade atinja a costa de Madagáscar próxima terça-feira entre quarta e quinta- feira o Canal de Moçambique podendo afectar a navegação marítima.
O meteorologista Luís Chongue diz que as projecções actuais indicam que o sistema tem potencial para atingir a costa moçambicana.
“Provavelmente daqui há um ou dois dias poderemos informar as zonas que poderão ser afectadas no nosso país. No entanto, estamos a monitorar, estamos atentos e qualquer actualização iremos informar a população”, disse.
O Instituto Nacional de Meteorologia renova o apelo à população para que continue a acompanhar a informação meteorológica e os avisos difundidos pelas autoridades nacionais competentes.
A Aldeia das Crianças SOS Kinderdorf International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director da Escola Primária e Secundária para Maputo. Saiba mais.
World Vision-Moçambique (WV-Moç), no âmbito de implementação dos projectos de recuperação pós Ciclone Idai, torna público que pretende recrutar um (1) Motorista para o Projecto UNICEF Education. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Caixa. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Motoristas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civíl (CESC) está a recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Gestor/a de Projecto para Maputo. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar um (1) Assistente Administrativo e Financeiro para Sofala. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI) baseadas na provincia de Sofala. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente uma (1) Recepcionista. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Técnico de Contabilidade. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Nampula. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Beira. Saiba mais.
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos para Maputo. Saiba mais.
A N´weti, uma Organização Nacional não Governamental moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Enfermeiras Supervisoras na Província da Gaza. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Ponto Focal SMI/PTV da Unidade Sanitária para Inhambane. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda. pretende recrutar para o seu quadro 30 Agentes de Crédito, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda pretende recrutar para o seu quadro 20 Agentes Comerciais, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços, entre outras o agente de crédito. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Motorista, baseado em Maputo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director do Projecto. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente três (3) Contabilistas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Gestor de Projectos. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Engenheiro Mecânico. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro e de Administração. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente (1) Secretária Executiva. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma Empresa de Consultoria em Recursos Humanos está a rectutar para uma Instituiçâo privada de Ensino, Professores. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Associativismo/Advocacia. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico Agro-pecuário. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a Agro-negócio. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Técnico/a de Género. Saiba mais.
A Bolt Fix, empresa no comercio a retalho de ferragens, sediada na Machava-Sede, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Balconista. Saiba mais.
A Associação Special Children Inclusion Organization (ASCIO) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal cinco (5) Agentes de Sensibilização e Mapeamento. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
Com este empate, o Sporting lidera o campeonato com 36 pontos e vai aguardar pelo resultado do clássico de ontem (15), entre FC Porto e Benfica para saber qual a vantagem que vai ter sobre os seus rivais na prova.
O Sporting empatou 1-1 na receção ao Rio Ave, na abertura da 14.ª jornada da I Liga, e lidera o campeonato com 36 pontos, mais cinco que FC Porto e Benfica.
As províncias de Maputo e Gaza estarão sob calor intenso, hoje. Os termómetros podem oscilar entre 38 e 41 graus Celsius, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INAM). A instituição diz ainda que o tempo será muito quente e húmido.
Os distritos de Matutuine, Namaacha, Boane, Moamba, Magude, Manhiça, Marracuene e cidades de Maputo e Matola, na província de Maputo; Massingir, Chókwè, Bilene, Limpopo, Chicualacuala, Mapai, Mabalane, Chigubo, Chibuto, Guijá e cidade de Xai-Xai, em Gaza, serão os mais assolados pelo calor intenso.
Entretanto, há previsão de ocorrência de aguaceiros ou chuva moderadas e fortes, acompanhadas de trovoadas e ventos com rajadas fortes no final do mesmo dia.
O ex-presidente da África do Sul, Jacob Zuma, não comparecerá a um painel judicial que investiga o suposto caso de corrupção durante o seu mandato, disse o seu advogado ontem, apesar de um pedido judicial que o obrigava a testemunhar.
Zuma, de 78 anos, tem vindo a brincar ao gato e ao rato com a comissão desde que ela foi criada em 2018 para investigar a pilhagem dos cofres do estado durante os seus nove anos de mandato.
O ex-líder só testemunhou perante o painel uma vez, em Julho de 2019, mas desistiu depois de alguns dias, dizendo que estava a ser tratado como um “réu” e não como testemunha. Ele reapareceu brevemente perante a comissão em novembro para exigir que o seu presidente, o vice-presidente da justiça Raymond Zondo, se recusasse.
Os exasperados painelistas emitiram uma nova citação a partir de 18 de janeiro e entraram com um pedido urgente no Tribunal Constitucional para obrigá-lo a obedecer. Mas o advogado de Zuma, Eric Mabuza, disse na sexta-feira à AFP que o ex-presidente não aparecerá na próxima semana.
Em mensagem no WhatsApp, Mabuza explicou que o seu cliente aguardava a resposta do Tribunal Constitucional ao pedido da comissão. E espera também o resultado de um pedido de anulação da recusa de Zondo em se recusar do processo.
Não ficou imediatamente claro se isso afectaria os procedimentos da próxima semana.
Zuma, que se tornou presidente em 2009, foi forçado a renunciar em 2018 por causa de escândalos de corrupção envolvendo uma família de empresários indianos, os Guptas – que ganharam contratos lucrativos com empresas estatais e supostamente podiam escolher ministros de gabinete. Ele foi sucedido pelo presidente Cyril Ramaphosa, que jurou enfrentar o “flagelo” da corrupção.
A chamada comissão de captura de estado foi criada para ouvir depoimentos de ministros, ex-ministros, funcionários do governo e executivos sobre suposta corrupção durante o mandato de Zuma. Até agora, pelo menos 30 testemunhas implicaram directa e indirectamente o ex-líder. Na última convocação, Zuma foi chamado para testemunhar de 18 a 22 de Janeiro e novamente de 15 a 19 de Fevereiro. Zuma também faz face a julgamento por supostamente ter recebido suborno em um negócio de armas de vários biliões de randes em 1999, quando era vice-presidente. Esse julgamento está agora programado para retomar em Fevereiro, após vários adiamentos.
A Grã-Bretanha proibiu a entrada no país de viajantes vindos de Cabo Verde, foi oficialmente anunciado em Londres.
O país está incluído numa lista de 15 países cujos viajantes foram proibidos de entrar nesse país como precaução contra a transmissão da nova estirpe.
Nessa lista de países está também incluído Portugal devido às ligações estreitas que mantém com o Brasil, disse o ministro dos transportes britânico.
Para além de Cabo Verde e Portugal os outros país são Argentina, Brasil, Bolívia, Chile, Colombia, Equador, Guiana Francesa, Guiana, Panamá, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai and Venezuela.
Por outro lado, Angola anunciou que vai suspender as ligações aéreas com Portugal, Brasil e África do Sul, a partir das 00:00 do dia 24 de janeiro, anunciou o ministro de Estado e chefe da Casa Civil do Presidente da República, Adão de Almeida.
A suspensão temporária dos vôos decorre da necessidade de controlar a propagação da pandemia de Covid-19, em particular das novas estirpes do vírus SARS-CoV-2, causador da doença.
Os governos africanos devem tomar medidas urgentes para estarem prontos para fornecer às pessoas vacinas contra o coronavírus, disse na quinta-feira (14) o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC da África), a agência especializada da União Africana.
A União Africana anunciou na quarta-feira que obteve 270 milhões de vacinas anti-Covid para o continente, que a maioria dos países não pode pagar para financiar a imunização de suas populações.
“Não podemos esperar. Esta não é uma vacina contra a poliomielite ou sarampo. Temos que fazer isso rapidamente. As nossas economias estão a sofrer, o nosso povo está a morrer”, disse John Nkengasong director do Africa CDC.
“Não há absolutamente nenhuma razão para que não se acelerem os preparativos”, acrescentou.
O CDC da África estabeleceu uma meta de 60% dos africanos vacinados contra a Covid-19 em 2021 e 2022.
Nkengasong disse que os estados devem agir rapidamente para organizar locais de armazenamento em grandes cidades, treinar profissionais de saúde, garantir o fornecimento de materiais como agulhas e criar sistemas eficazes para monitorar as vacinações realizadas.
Ele disse que os governos poderão começar a fazer pedidos por meio de uma plataforma da UA nos próximos dias. Segundo este último, pelo menos 50 milhões de doses estarão disponíveis entre abril e junho.
As vacinas da UA – fornecidas pela Pfizer-BioNTech, AstraZeneca e Johnson & Johnson – irão complementar as obtidas através da Covax, uma iniciativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) e parceiros privados, que visa o acesso justo às vacinas.
A África registrou 3,1 milhões de casos de Covid-19 (3,5% do total global) e cerca de 75.000 mortes (2,4% do total global), de acordo com dados do Africa CDC.
Mas, durante o último mês, as contaminações aumentaram em média 18% por semana, com um aumento particularmente significativo no oeste e no sul do continente.
África regista 30.000 novos casos todos os dias em toda a África, contra 18.000 na primeira onda de coronavírus no ano passado, disse Nkengasong.
O FC Porto e o Benfica empataram 1-1, em jogo da 14.ª jornada da I Liga de futebol, disputado no estádio do Dragão, com ambas as equipas a continuarem a quatro pontos do líder Sporting.
A jogar fora, o Benfica inaugurou o marcador aos 17 minutos, com um golo do defesa espanhol Grimaldo, mas o FC Porto conseguiu chegar ao empate aos 25, através do avançado Mehdi Taremi. O iraniano acabou por ver um cartão vermelho direto aos 73, deixando os ‘azuis e brancos’ com menos um jogador em campo.
Com este empate, o FC Porto e o Benfica estão no segundo lugar, ambos com 32 pontos, mantendo os quatro de diferença para o líder Sporting (36), que também hoje empatou em casa com o Rio Ave (1-1).
A chanceler alemã, Angela Merkel, apelou à União Democrata-Cristã (CDU) para permanecer ao centro, quando um dos seus adversários internos, Friedrich Merz, defensor de uma viragem à direita, está na corrida à liderança do partido.
A chanceler alemã deu a entender que prefere um candidato moderado, Armin Laschet.
“Este é previsivelmente o último congresso da CDU em que participo como chanceler”, afirmou Merkel, numa mensagem aos delegados, um dia antes da eleição do líder do partido.
Os delegados do partido conservador deverão escolher entre Armin Laschet, governador da região mais populosa da Alemanha, a Renânia do Norte-Vestefália, o liberal Friedrich Merz, um rival histórico de Merkel, e Norbert Röttegen, perito em política externa.
A CDU dirigiu o país “com responsabilidade” e enfrentou grandes desafios, como a crise na zona euro ou a crise migratória, recordou Merkel.
Com a pandemia, há um desafio “de dimensões desconhecidas”, que reclama desafios que “nunca poderíamos ter imaginado” e ao qual a CDU responde “como partido do centro”, afirmou.
“Como partido do centro procuramos naturalmente soluções equilibradas em debates e que favoreçam sempre a base económica e coesão social”, disse a chanceler, numa mensagem em formato virtual.
“Espero que seja eleita uma equipa que tome em mãos o destino do nosso orgulhoso partido e que encontre depois com todos os seus membros as respostas certas para os desafios do futuro”, insistiu Merkel, no que foi interpretado como uma preferência por Laschet, considerado um centrista.
A mensagem da chanceler foi apresentada após o discurso de despedida da atual presidente da CDU, Annegret Kramp-Karrenbauer, eleita em 2018 como sucessora de Merkel, mas que acabou por anunciar em fevereiro a intenção de se demitir da liderança apontando falta de apoio do partido.
Foi então marcado um congresso para 25 de abril, que depois seria adiado para 04 de dezembro e de novo protelado devido à pandemia de covid-19.
Os resultados da eleição para a liderança da CDU serão conhecidos no sábado à tarde e o vencedor deverá ser o candidato a chanceler nas eleições legislativas previstas para setembro ou outubro de 2021, quando Angela Merkel cessa funções depois de 16 anos como chefe de governo.
O chefe da investigação ao ataque ao Capitólio por apoiantes de Donald Trump disse ontem, que o processo está no seu início, mas adiantou que não havia “provas diretas” que os atacantes quisessem “capturar ou assassinar eleitos”
Esta intenção tinha sido formulada por procuradores federais, na moção que apresentaram quinta-feira em Phoenix no caso contra Jacob Chansley, um cidadão do Estado do Arizona que participou na insurreição, com o rosto pintado, sem camisola e com um chapéu de pele com cornos.
“Provas fortes, incluindo as próprias palavras e ações de Chansley no Capitólio, apoiam a leitura de que a intenção dos atacantes do Capitólio era a captura e assassínio de agentes eleitos do Governo dos EUA”, escreveram os procuradores no documento que apresentaram para solicitar a prisão preventiva de Chansley.[O Governo dos EUA tem três ramos: o executivo, titulado pelo presidente, o legislativo, que está no Congresso (Senado e Câmara dos Representantes), e legislativo, encabeçado pelo Supremo Tribunal].Mas Michael Sherwin, o procurador federal do Distrito de Columbia, recuou hoje nesta leitura, afirmando que, “neste momento, não há provas diretas (da intenção) de matar ou capturar”.Também na quinta-feira, os procuradores tinham levantado tal possibilidade no caso apresentado contra um ex-oficial da Força Aérea, que tinha sido detido alegadamente da posse de algemas de plástico, a quem atribuirão a intenção de querer “fazer reféns”.
O âmbito territorial da investigação é extenso, com várias cidades e jurisdições, uma vez que muitos dos atacantes simplesmente regressaram a casa, com apenas 13 detidos nos momentos posteriores ao ataque ao Capitólio.
O presidente-eleito norte-americano, Joe Biden, pretende acelerar a vacinação para a covid-19 em todo o país com a abertura de “milhares” de centros de proximidade, incluindo em pavilhões desportivos e estádios, e contratação de pessoal hospitalar.
“Vamos aplicar a totalidade dos recursos do Governo federal para abrir milhares de centros de vacinação de proximidade”, disse hoje Biden em conferência de imprensa, um dia depois da apresentação pública do seu “Plano de Resgate Americano”, avaliado em 1,9 biliões de dólares, a aplicar no combate à pandemia de Covid-19 e em medidas de estímulo económico.
Para administrar as vacinas, incluindo em infraestruturas como estádios e pavilhões desportivos, está prevista a contratação de cerca de 100 mil prestadores de cuidados de saúde.
O principal objetivo é atingir 100 milhões de vacinas nos primeiros 100 dias da nova administração, de forma a permitir reabrir a maioria das escolas até à primavera, estando inscritos no plano 130 mil milhões de dólares para apoiar o acesso seguro de pessoal escolar aos estabelecimentos de ensino.
Quase um mês depois do início da vacinação, foram aplicadas 12,3 milhões de doses de vacinas para a covid-19, apenas 39% de mais de 31 milhões entregues pelas farmacêuticas.
Segundo a Associação Hospitalar Americana, cerca de 246 milhões de doses terão de ser aplicadas para ser alcançada a “imunidade de grupo” e conter a propagação do vírus.
Num discurso ao país, na quinta-feira, Joe Biden afirmou que o país está “no meio de uma crise económica, que ocorre uma vez em várias gerações, com uma crise de saúde que sucede uma vez em várias gerações”, afirmou Biden.
O democrata salientou a urgência em travar a expansão da pandemia, que atingiu fortemente o país, e lamentou que o lançamento da vacina “tenha sido um fracasso até agora”.
O plano de Biden, que o líder democrata no Senado Chuck Schumer disse que será o primeiro na ordem de trabalhos do Congresso após a investidura do novo presidente, contempla no total 1,5 biliões para apoio financeiro e assistência aos Estados e localidades e ainda 400 mil milhões para o combate à pandemia.
Hoje, o presidente-eleito disse ainda que irá recorrer a legislação do tempo da Guerra Fria, a Lei de Produção para a Defesa, para intervir diretamente na fabricação de vacinas, de modo a aumentar a produção destas e de materiais necessários à sua aplicação.
Até agora, a maioria dos Estados tem-se focado na vacinação de pessoal médico e de idosos com mais de 75 anos.
Hoje, Biden apelou a que os Estados comecem a vacinar idosos a partir dos 65 anos e jovens com problemas de saúde, tal como já tinha feito o presidente cessante, Donald Trump.
Biden definiu ainda como objetivo melhorar a comunicação com os Estados sobre a distribuição de vacinas.
Os Estados Unidos são o país com maior número total de casos de Covid-19, mais de 23,3 milhões, que causaram quase 389 mil vítimas mortais.
As medidas do “Plano de Resgate Americano” serão financiadas com recurso a endividamento do Estado, somando-se a biliões já aplicados em medidas de estímulo e aquisição de vacinas para a Covid-19.
Responsáveis da equipa de Biden defenderam à AP que as atuais baixas taxas de juro tornam gerível o endividamento adicional.
Para liderar o plano de vacinação contra a covid-19, Biden escolheu David Kessler, que chefiou a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA, na sigla em inglês) na década de 1990, em mandatos de presidentes de ambos os partidos políticos, e tem atuado como um dos principais conselheiros para a pandemia na equipa de Biden, tendo a sua nomeação sido anunciada hoje pela comissão de transição de poderes presidenciais nos EUA.
A abertura de um processo de destituição contra o Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, tem sido exigida nas últimas horas por vários políticos nas redes sociais, após a situação de emergência que afeta os hospitais de Manaus.
Bolsonaro tem sido responsabilizado, nas rede sociais, pelo agravamento da situação dentro dos hospitais do Estado do Amazonas, cuja capital é Manaus, e que enfrentam graves problemas de abastecimento de oxigénio para tratar pacientes com covid-19 e que já levou a diversas mortes por asfixia, segundo fontes oficiais.
Ao longo do dia de hoje, a ‘hashtag’ #ImpeachmentBolsonaroUrgente foi um dos assuntos mais comentados no Twitter, elevando a pressão para que o presidente da Câmara dos Deputados do Brasil, Rodrigo Maia, abra um processo de destituição contra o chefe de Estado.
“Mais uma prova contundente da responsabilidade do Governo Federal pelas mortes em Manaus. Bolsonaro é um genocida. Rodrigo Maia, abra o processo de ‘impeachment’! Deixe o povo saber de todos os crimes cometidos por Bolsonaro! Ele deve ir para a cadeia!”, escreveu no Twitter Ciro Gomes, ex-candidato à Presidência do Brasil.
Também Fernando Haddad e Guilherme Boulos, que enfrentaram Bolsonaro nas presidenciais de 2018 e que saíram derrotados, usaram as redes sociais para apelar à mobilização política pela abertura do processo de afastamento do Presidente.
“Pessoas morrendo asfixiadas depois de quase um ano de pandemia. Não há maior prova de incompetência. (…) É preciso abrir o placar do ‘impeachment’ com o nome de todos os deputados federais e começar a pressão dos eleitores sobre cada um deles, por todos os meios. Sem isso, o afastamento não vai acontecer”, indicou Haddad.
“Bolsonaro e Pazuello [ministro da Saúde] devem responder por cada doente sem oxigénio em Manaus (…). Pela ausência de Governo no Brasil, 60 bebés prematuros podem ficar sem oxigénio em Manaus. E tem gente discutindo ‘se é o caso’ de abrir processo de ‘impeachment’”, escreveu por sua vez Boulos.
Entre as vozes que pedem a saída de Bolsonaro do executivo está o seu ex-aliado, o deputado Alexandre Frota, que deixou um apelo ao presidente da Câmara dos Deputados: “Rodrigo, faço um apelo para você, abra o processo de ‘impeachment’ do Jair Bolsonaro, como o seu último ato e deixe o resto com a gente. Olhe para Manaus”.
O presidente da Associação Nacional de Médicos de Saúde Pública (ANMSP), Ricardo Mexia, manifestou ontem preocupação com o impacto que os mais de 600 óbitos diários podem ter nos serviços de saúde e funerários.
A Associação Nacional das Empresas Lutuosas (ANEL) fez um apelo para que sejam criadas condições que assegurem a preservação dos corpos com dignidade até à realização dos funerais, face ao pico de óbitos que está a deixar o sistema em rutura.
Questionado pela Lusa sobre esta situação, Ricardo Mexia afirmou estão “muito preocupados” porque há “uma pressão enorme sobre os serviços de saúde” e que de alguma forma é materializada por “um aumento muito importante da mortalidade”.
“Mais de 600 óbitos diários é algo que não nos pode deixar indiferente e infelizmente o cenário provável é a situação vir a agravar-se fruto desta manutenção do número de novos casos diários [de covid-19] e também a mortalidade associada a outras doenças”, além do impacto das temperaturas muito baixas que também afeta a mortalidade.
Portanto, sublinhou, existe “um conjunto de fatores” que faz com que o país esteja a enfrentar “uma mortalidade anormalmente alta que, naturalmente, além de colocar sobre pressão os serviços de saúde, coloca toda a componente associada a isso” como a preservação dos corpos até ao funeral.
“A situação é complicada em diversos domínios e, portanto, também a indústria [funerária] está seguramente a sofrer os impactos deste enorme excesso de mortalidade”, frisou.
Para o especialista em saúde pública, esta situação gera apreensão, sendo necessário controlar rapidamente este excesso de mortalidade, mas para isso é necessário reforçar os recursos da vigilância epidemiológica.
As dificuldades para controlar o problema “são muito significativas”: “o número de profissionais envolvidos na vigilância para interromper as cadeias de transmissão estão absolutamente assoberbados e continuamos a acumular inquéritos epidemiológicos por fazer aos milhares”.
“O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, voltou ontem (15), a apelar à rendição do líder da Junta Militar da Renamo, Mariano Nhongo, e à sua adesão ao processo de desmilitarização, desarmamento e reintegração (DDR) do antigo braço armado da oposição.
“Mariano Nhongo deve entregar-se, aderir ao processo de DDR e pode fazê-lo através da via de contacto ao seu dispor. O mesmo digo em relação aos seguidores de Matsangaíssa Júnior. Entreguem-se sozinhos antes que seja tarde”, referiu.
O chefe de Estado falava em Maputo durante um discurso no encerramento do quinto curso de operações de combate ao terrorismo das Forças de Defesa e Segurança (FDS) moçambicanas.
Um grupo de dissidentes da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), a autoproclamada Junta Militar da Renamo, tem protagonizado ataques armados que já provocaram a morte de 30 pessoas desde agosto de 2019.
A Junta liderada por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, contesta a liderança do partido e as condições para a desmobilização decorrentes do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional, assinado a 06 de agosto de 2019 entre o Governo e a Renamo.
“As exigências da Renamo foram satisfeitas de acordo com as suas pretensões”, reafirmou hoje Nyusi, dizendo ser o resultado do diálogo do governo da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo) com “as duas últimas gerações de lideranças da Renamo”.
O enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas em Moçambique, Mirko Manzoni, defendeu na última semana que há espaço para diálogo entre o Presidente moçambicano e Mariano Nhongo, depois dos sinais de abertura de parte a parte.
Em outubro, Filipe Nyusi anunciou uma trégua na perseguição à Junta Militar da Renamo, mas tentativas de aproximação para um diálogo fracassaram, com as duas partes a trocarem acusações.
No entanto, no final de dezembro, o antigo líder guerrilheiro anunciava a suspensão de emboscadas e ataques a viaturas nas estradas e aldeias do centro de Moçambique, para permitir o início de negociações de paz com o Governo.
No encerramento do curso dirigido às FDS, Nyusi pediu aos participantes que sejam implacáveis no terreno, numa alusão aos ataques armados em Cabo Delgado, norte do país.
“A vossa tarefa é garantir a implacabilidade do Estado contra todo o tipo de inimigo do povo moçambicano, nacionais ou estrangeiros. Não percam tempo a procurar identificar a origem de cada terrorista abatido ou que se faz presente no teatro de operações: qualquer terrorista, independentemente da proveniência, é vosso alvo”, numa missão a cumprir ” na escrupulosa observância da lei”, disse.
A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, começou há três anos e está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil deslocados, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
No primeiro dia de vigência de “novas’’ medidas anunciadas na quarta-feira pelo Presidente da República, o Ministério da Saúde anunciou mais cinco mortes por COVID-19 na cidade e província de Maputo, elevando o cumulativo para 216 em todo o país.
Os cinco óbitos foram declarados dias 8, 14 e 15 de Janeiro em curso, sendo três na província de Maputo e dois na capital do país.
As autoridades de saúde dizem que as vítimas são homens, de 43, 48, 58, 65 anos de idade e uma mulher de 42 anos.
A COVID-19 continua sem freios no país. Na sexta-feira, mais 735 pessoas testaram positivo à COVID-19, das quais 718 moçambicanos, cinco estrangeiros e 12 de nacionalidade desconhecida.
As infecções ontem anunciadas resultaram de transmissão local e elevaramm o total para 25.004, desde Março passado.
Estão entre as pessoas infectadas 25 crianças com menos de cinco anos de idade, 41 pacientes com mais de 65 anos e 207 jovens com idades entre 25 e 34 anos, segundo uma nota do Ministério da Saúde.
Nas últimas 48 horas, pelo menos 16 pessoas foram internadas por causa da COVID-19 na cidade de Maputo (08) e nas províncias de Maputo (03), Sofala (02) e Nampula (03).
Entretanto, outras 15 pessoas tiveram alta médica na capital do país e uma na província de Sofala.
Moçambique conta com 144 pacientes actualmente internados nos centros de tratamento do Coronavírus e noutros hospitais. Desde Março já houve registo de 1.077 hospitalizações.
O número de pacientes recuperados também subiu para 18.371, com o registo de 19 pacientes livres da COVID-19, de quinta para sexta-feira.
Trata-se de 15 pacientes da província da Zambézia e quatro de Sofala. Todos são moçambicanos.
Existem no país 6.413 casos activos do novo Coronavírus.
Numa ronda efectuada pelo “O País”, em algumas escolas públicas e privadas da capital moçambicana, constatou-se que as medidas de prevenção e combate ao novo Coronavírus estão a ser seguidas ao pé da letra. Entretanto, o uso de máscaras não é observado em outros estabelecimentos de ensino.
Na Escola Primária Completa Unidade 13, no bairro de Chamanculo “C”, por exemplo, os alunos medem a temperatura do corpo e lavam as mãos antes de serem orientados para as salas de aula. Além de demarcações no pátio, para direccionar aos alunos, os professores, o pessoal administrativo e outros utentes, há dois portões, um para o momento da entrada e outro para o de saída.
Por cada sala de aulas são permitidos 20 alunos separados por 1,5 metro. E os alunos estão conscientes da importância de cumprir as medidas de prevenção e combate à COVID-19.
A Escola Primária Completa Unidade 13 acolhe também alunos da Escola Secundária de Lhanguene, uma vez que está em reabilitação.
Patrícia Carlos, uma das alunas interpeladas pelo “O País”, disse que as medidas contra a COVID-19, adoptadas pelo estabelecimento de ensino que frequenta, escola são “eficazes para conter o vírus”. Mas “é difícil conviver neste novo normal”.
A directora da escola, Ecineta Come, enaltece o envolvimento da comunidade à volta na disseminação da informação sobre o novo Coronavírus e o perigo de ignorar as recomendações da Saúde.
“Temos à volta da nossa escola vários cartazes com informações sobre a COVID-19. Os alunos também quando saem disseminam informações relacionadas com esta pandemia. Nós damos a nossa contribuição. Afinal, este é um problema de todos e todos temos que nos engajar na sua prevenção” e combate.
Na Escola Secundária Unidade 2, no bairro Nsalene, alguns alunos encontravam-se fora do recinto escolar, sem máscaras e não respeitavam o distanciamento físico imposto pelas autoridades, no momento que “O País” visitou o estabelecimento. Quando se aperceberam da presença da nossa reportagem fugiram em debandada.
Na Escola Secundária Zedequias Manganhela, no bairro 25 de Junho, nada indicava haver violação das normas de prevenção da COVID-19. O mesmo cenário verificava-se nos estabelecimentos de ensino particular, onde alguns dirigentes não permitiram colher depoimentos dos instruendos nem falar sobre decurso do seu trabalho.
Um sismo de magnitude 6,2 foi registado ontem na ilha de Celebes, na Indonésia e causou a morte de 34 pessoas e centenas de feridos, informaram as autoridades locais, numa altura em que decorrem buscas nos escombros de um hospital e noutros edifícios.
“O hospital está destruído. Ruiu. Há doentes e pessoal do hospital presos nos escombros e estamos a retirá-los”, disse um responsável dos serviços de socorros na cidade de Mamuju, referindo que entre 10 a 20 pessoas ainda poderão estar presas.
De acordo com o Notícias ao Minuto, a agência de meteorologia e geofísica alertou para o perigo de réplicas “que poderão ser tão ou mais fortes” que o sismo registado, pedindo aos habitantes para se afastarem do mar, por haver risco de tsunami.
O forte sismo criou pânico na ilha, já abalada em Setembro de 2018 por um terramoto com magnitude de 7,5, seguido de um tsunami devastador, que provocou 4.300 mortes e desaparecidos e pelo menos 170 mil deslocados.
Parece insólito, mas é verdade. Um gelado foi dado como ‘contaminado’ pelo novo coronavírus, no município de Tianjin, no norte da China, após três amostras terem tido resultado positivo para o vírus.
De acordo com a Sky News, as autoridades estão agora a rastrear todas as pessoas que tiveram “contacto” com os lotes de gelado, que foram produzidos pela ‘Tianjin Daqiaodao Food Company.
A mesma publicação adianta que 4.836 caixas do gelado em questão foram deitadas ao lixo, devido à contaminação. 2.089 ainda não tinham saído da empresa e 65 já tinham sido vendidas.
Todas as pessoas que compraram o gelado em questão devem agora contactar as autoridades.
Segundo os investigadores epidemiológicos, a empresa produziu o lote de gelados com leite em pó importado da Nova Zelândia e soro de leite importado da Ucrânia.
Apesar de “causar alguma preocupação”, o virologista Stephen Griffin, da Universidade de Leeds, já garantiu que não é necessário entrar em “pânico”, pois, ao que tudo indica, tratou-se de um “caso pontual”.
“É provável que o vírus tenha vindo de uma pessoa, muito provavelmente é um caso isolado. É claro que qualquer nível de contaminação não é aceitável e causa alguma preocupação, mas tudo indica que isto tenha acontecido durante a produção do gelado, devido à higiene da fábrica”, explicou o especialista.
A temperatura fria e o facto de conter gordura podem explicar o facto de o vírus ter sobrevivido tanto tempo.
Já a fábrica colocou os 1.662 funcionários da empresa em quarentena e todos foram submetidos a testes à Covid-19.
O Presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, descreveu na sexta-feira (15), como “terrível” a situação em Manaus, cidade que enfrenta um grave colapso sanitário por falta de camas e oxigénio, mas defendeu que o Governo “fez a sua parte“.
“Estamos sempre a fazer o que precisa de ser feito. É terrível o problema em Manaus. Agora, nós fizemos a nossa parte. com recursos, meios”, afirmou o Presidente à saída do Palácio da Alvorada, a residência oficial em Brasília.
Um dia após o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, admitir o “colapso” da rede de saúde de Manaus, que atravessa uma grave crise por falta de oxigénio depois de registar um recorde no número de internações por covid-19, Bolsonaro mencionou também o trabalho das Forças Armadas para levar suprimentos ao Amazonas, estado do norte do país, cuja capital é Manaus.
“Hoje, as Forças Armadas deslocaram para lá um hospital de campanha. O ministro da Saúde esteve lá segunda-feira e forneceu oxigénio”, acrescentou Bolsonaro, um dos chefes de Estado mais céticos em relação à gravidade da pandemia, que já deixa mais de 207 mil mortos e 8,3 milhões de infetados no país.
O caos vivido na capital amazonense e as cenas de correrias em hospitais, médicos desesperados e exaustos, cemitérios lotados e familiares de pacientes implorando por oxigénio ou comprando no mercado negro, causaram comoção e intensa mobilização em todo o Brasil, com o Governo colocando à disposição aeronaves militares para transporte de pacientes e de material hospitalar.
Na noite de quinta-feira, o Governo venezuelano colocou “imediatamente à disposição” do Amazonas oxigénio para fazer face à situação de emergência nos hospitais da região.
Também vários políticos, artistas e clubes desportivos brasileiros unirem-se em apelos e doações para ajudar os pacientes internados naquelas unidades de saúde, que entraram em colapso.
O ‘ýoutuber‘ Whindersson Nunes, a atrizTataWerneck, e os cantores Marília Mendonça e Wesley Safada~o foram alguns dos artistas que anunciaram a doação de cilindros de oxigénio para Manaus.
Diante da situação de colapso, o vice-presidente brasileiro, Hamilton Mourão, disse hoje aos jornalistas que o executivo está a fazer “além do que pode” e citou os problemas logísticos da região.
“O Governo está a fazer além do que pode, com os recursos de que dispõe”, disse o vice-presidente, acrescentando que “as coisas não são simples” devido aos desafios logísticos daquele estado amazónico.
“Manaus é a cidade mais populosa da Amazónia e onde só se chega de barco ou avião. Portanto, qualquer manobra logística para aumentar o abastecimento exige meios”, acrescentou.
Mourão negou, no entanto, que haja falta de planeamento logístico do Executivo para o fornecimento de oxigénio e outros materiais essenciais.
“Não havia como prever o que está a acontecer em Manaus, com essa nova estirpe, totalmente diferente do que havia ocorrido no primeiro semestre”, argumentou, referindo-se a uma nova variante do coronavírusdetetada no Amazonas e cujo potencial de transmissão pode ser muito maior, segundo suspeitam cientistas.
Com 2,2 milhões de habitantes, Manaus registou na quinta-feira o recorde de 254 novas internações por covid-19, o maior número desde o início da pandemia, que agravou o colapso da saúde em um estado, que acumula 223.360 infeções e 5.930 mortes devido à covid-19.
Além disso, cerca de 400 pacientes aguardam por uma cama em hospitais, enquanto os enterros diários continuam a bater recordes diários.
A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.994.833 mortos resultantes de mais de 93 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, condenou os ataques de ontem, atribuídos a rebeldes na República Centro-Africana (RCA) e que resultaram na morte de um militar do Burundi presente na missão da ONU no país.
“Osecretário-geral condena veementemente os ataques de hoje por alegados militantes da Coligação de Patriotas para a Mudança (CPC)”, refere uma nota assinada pelo porta-voz de Guterres, StéphaneDujarric, e atribuída ao secretário-geral da ONU.
No documento, Guterres assinala que os ataques a membros das forças de paz da ONU “pode constituir um crime de guerra” e apela às autoridades da RCA para “não pouparem os esforços na identificação dos autores destes ataques de forma que possam ser levados prontamente à justiça”.
“Os ataques contra membros das forças de paz não podem passar impunes”, sublinha o comunicado.
A missão das Nações Unidas na República Centro-Africana (Minusca) anunciou hoje a morte de um militar do Burundi durante um ataque por “elementos dos grupos armados da coligação”, sendo a quinta morte na missão desde dezembro do ano passado.
“Esta manhã, uma patrulha da força da Minusca constituída por ‘capacetes azuis’ do Burundi e do Bangladesh estava a efetuar uma operação de segurança nas proximidades de Grimari [centro do país] quando foi alvo de duas emboscadas consecutivas realizadas por elementos armados. O ‘capacete azul’ do Burundi morreu durante a segunda emboscada”, referiu uma nota divulgada no portal da missão.
A nota, assinada pelo porta-voz da missão na República Centro-Africana (RCA), Vladimir Monteiro, acrescentou que os dois militares do Bangladesh ficaram “ligeiramente feridos” durante os incidentes e “estão a ser tratados”.
Guterres lamentou a morte do militar burundiano, tendo endereçado as suas “mais profundas condolências à família da vítima e ao povo e ao Governo do Burundi”, desejando uma recuperação rápida aos militares feridos.
“O secretário-geral reitera a sua profunda preocupação com os continuados esforços de destabilização por grupos armados no país. Ele apela a todas as partes para que parem imediatamente a violência e resolvam as suas diferenças de forma pacífica”, acrescenta a nota da ONU.
Na quarta-feira, a Minusca anunciou a morte de um outro militar, ruandês, durante um ataque de elementos armados na periferia da capital, Bangui.
Em 19 de dezembro, oito dias antes das eleições presidenciais e legislativas, uma coligação de seis dos grupos armados mais poderosos que ocuparam dois terços da RCA desde o início da guerra civil, há oito anos, anunciou uma ofensiva para impedir a reeleição do Presidente, FaustinArchangeTouadéra.
Touadéra foi declarado reeleito em 04 de janeiro após uma votação que foi fortemente contestada pela oposição, na qual apenas um em cada dois eleitores recenseados teve a oportunidade de votar por causa da insegurança fora da capital.
Os rebeldes da CPC tinham até então levado a cabo ataques esporádicos, geralmente repelidos por ‘capacetes azuis’, apoiados por grandes contingentes fortemente armados de militares ruandeses e paramilitares russos que vieram em socorro do governo e do seu exército.
Estes ataques têm ocorrido até agora principalmente em cidades e vilas distantes da capital.
A RCA caiu no caos e na violência em 2013, após o derrube do então Presidente FrançoisBozizé, por grupos armados juntos na Séléka, o que suscitou a oposição de outras milícias, agrupadas na anti-Balaka.
Desde então, o território centro-africano tem sido palco de confrontos comunitários entre estes grupos, que obrigaram quase um quarto dos 4,7 milhões de habitantes da RCA a abandonarem as suas casas.
Portugal tem atualmente na RCA 243 militares, dos quais 188 integram a Minusca e 55 participam na missão de treino da União Europeia (EUTM), liderada por Portugal, pelo brigadeiro general Neves de Abreu, até setembro de 2021.
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