O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, apelou às Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) para terem uma “atenção acrescida” na defesa dos projetos de gás natural na província de Cabo Delgado, considerando a restauração da paz um “desafio imediato”.
Falando na tomada de posse do novo chefe do Estado Maior General das FADM, Eugênio Mussa, e do vice-chefe, Bartolino Capitine, o Presidente salientou que um dos desafios dos militares é “defender com garra todas as infraestruturas e projetos económicos em curso ou a ser desenvolvidos em todo o território nacional, olhando com uma atenção acrescida aos que ocorrem na península de Afungi”.
A zona, na província de Cabo Delgado, norte de Moçambique, acolhe o maior projeto de investimento privado no continente africano destinado à exploração de gás natural.
O Presidente moçambicano descreveu como “terroristas” os grupos armados que protagonizam ataques naquela província, assinalando que a violência armada na região faz parte de uma estratégia de pilhagem dos recursos naturais do país.
“Os recursos naturais africanos têm sido alvo de uma pilhagem sistemática, sendo Moçambique parte deste continente, vê-se hoje mergulhado em ataques terroristas com o mesmo objetivo de pilhar as riquezas nacionais”, enfatizou Filipe Nyusi.
Os recursos naturais que deveriam ser uma salvação para o continente são hoje uma maldição, continuou.
O Presidente moçambicano apontou igualmente os ataques armados protagonizados pela Junta Militar, uma dissidência armada da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), o principal partido da oposição, como outro desafio para a nova direção das FADM.
Os ataques armados da Junta Militar “são algumas dessas ameaças que urge continuar a responder com cada vez maior contundência e eficácia combativa”, destacou.
O chefe e o vice-chefe do Estado Maior General, prosseguiu, devem assegurar a criação de condições logísticas necessárias à eficácia das operações das FADM no combate à violência armada no norte e centro do país.
Eugênio Mussá substitui no cargo Lázaro Menete e Bertolino Capitine vai ocupar o lugar de Raúl Dique.
Lázaro Menete e Ra úl Dique saem dos cargos de chefe do Estado Maior General e de vice-chefe pouco mais de três anos após terem assumido as funções.
Na segunda-feira, o presidente da petrolífera francesa Total e o Presidente moçambicano acordaram um novo reforço da segurança em redor do empreendimento de gás natural em Cabo Delgado, disse à Lusa fonte próxima do Governo.
Grupos rebeldes que há três anos aterrorizam a província nortenha de Moçambique aumentaram os ataques em 2020 e têm se aproximado do recinto de construção liderado pela Total, levando a um abrandamento do projeto e à saída de pessoal no final do ano.
“A Total e o Governo estão em sintonia: o que vai acontecer é um reforço das medidas de segurança”, referiu a mesma fonte, sem, no entanto, detalhar como vai acontecer esse reforço.
Segundo o chefe de Estado, “o projeto é para continuar, mantendo-se as datas previstas”, ou seja, início de exploração em 2024.
Trata-se do maior investimento privado em curso em África, avaliado entre 20 e 25 mil milhões de euros, e nele reside uma das principais esperanças de Moçambique se desenvolver nas próximas décadas.
A violência armada em Cabo Delgado, norte de Moçambique, está a provocar uma crise humanitária com cerca de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019, mas a verdadeira origem da insurgência continua sob debate.
O Presidente moçambicano “toma boa nota” da disponibilidade da União Europeia (UE) para apoiar Moçambique a enfrentar os problemas de segurança em Cabo Delgado, norte do país, província há três anos a braços com uma insurgência armada.
“O chefe de Estado moçambicano tomou boa nota da manifestação de interesse da UE em cooperar com Moçambique no combate ao terrorismo”, referiu a ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.
A governante resumiu numa declaração aos jornalistas o encontro mantido ontem (20), em Maputo entre o Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, e Augusto Santos Silva, ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Portugal, em representação da UE.
No contexto de Cabo Delgado, Nyusi “saudou a disponibilidade da UE” em trabalhar com o Governo moçambicano “nas áreas da logística, saúde e formação militar, bem como noutras que o Governo venha a considerar importantes”, acrescentou – classificando a visita de Santos Silva como “um sucesso”.
Não houve detalhes sobre passos seguintes ou prazos para efetivação do apoio, mas a conversa agradou ao governante português.
“Saio satisfeito desta reunião, porque a melhor maneira de chegarmos rapidamente ao desenho em concreto do apoio europeu é começar por uma identificação tão clara e precisa de quais são as prioridades das autoridades moçambicanas”, explicou, na mesma sessão de declarações à comunicação social, após o encontro com Filipe Nyusi no Palácio da Presidência.
“Foi muito importante a reunião com o Presidente moçambicano, que foi muito claro na identificação das áreas em que o incremento da cooperação na área de segurança pode beneficiar imediatamente Moçambique”, sublinhou Santos Silva.
O representante da UE leva no bloco de notas três áreas fundamentais: formação militar, apoio da ação humanitária à população e apoio à agência para o desenvolvimento do norte de Moçambique.
“Estas áreas foram muito claramente identificadas”, destacou.
O suporte da UE a projetos de apoio ao desenvolvimento em Cabo Delgado ascende a cerca de 25 milhões de euros e a província está entre as prioritárias para a ação humanitária, referiu Santos Silva, mas a estas dimensões “é preciso acrescentar um incremento da cooperação na área da segurança”.
Levar de volta para a Europa o máximo de contributos para concretizar esse incremento “é o objetivo prático e imediato da missão política” que lidera e também “do trabalho técnico que desde ontem [terça-feira] está a ser realizado entre equipas da UE e Moçambique”.
O governante português deixou ainda um retrato claro da posição da UE n xadrez de Cabo Delgado.
“A UE tem uma relação muito antiga, próxima e consolidada com Moçambique, não substitui o trabalho das autoridades moçambicanas, não substitui o quadro regional da cooperação entre Moçambique e os países vizinhos” e “respeita escrupulosamente a arquitetura da União Africana para a paz e segurança”, especificou.
Mas a UE “acrescenta uma outra dimensão de cooperação e o esforço de nós todos é indispensável para que a população do norte de Moçambique e as autoridades” possam enfrentar um desafio “que cada um de nós também enfrenta”, concluiu.
A violência armada na província nortenha de Moçambique, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 560 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos, concentrando-se sobretudo na capital provincial, Pemba.
Algumas das incursões passaram a ser reivindicadas pelo grupo ‘jihadista’ Estado Islâmico desde 2019.
Augusto Santos Silva desloca-se a Moçambique no semestre em que Portugal assume a presidência rotativa do Conselho da UE e mantém ainda hoje encontros com chefes de missões europeias no país lusófono.
Para quinta-feira estão agendadas reuniões com membros de organizações da sociedade civil, depois com países parceiros e a agenda termina com um encontro conjunto com os ministros moçambicanos da Defesa, Jaime Neto, e do Interior, Amade Miquidade.
Mais 18 pessoas morreram em Moçambique vítimas da covid-19, elevando o total de óbitos para 271, e registaram-se mais 1.126 casos, um novo recorde, anunciou na quarta-feira (20), o Ministério da Saúde.
Os 18 óbitos de pacientes com covid-19, com idades entre 37 e 85 anos, foram registados desde sexta-feira, dos quais 10 são homens e oito mulheres, indica o boletim de atualização de dados sobre a pandemia.
Com o novo recorde de infeções diárias, Moçambique passa a ter um total acumulado de 29.396 casos, 66% das quais recuperadas.
Assim, existem 9.637 casos ativos, a maioria (4.491) na cidade de Maputo.
Moçambique testou cumulativamente, desde o anúncio do primeiro caso em 22 de março de 2020, um total de 313.119 casos suspeitos, dos quais 4.206 nas últimas 24 horas.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.058.226 mortos resultantes de mais de 96,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Um grupo de oito elefantes invadiu campos agrícolas e destruiu várias culturas, assustando habitantes da província de Maputo, no sul de Moçambique, disse ontem (20), à Lusa fonte oficial.
“Estamos em alerta vermelho em dois distritos. Felizmente ainda não temos o registo de vítimas humanas, apenas a devastação de culturas e, naturalmente, o sentimento de insegurança nas populações”, disse o fiscal superior da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), Jorge Fernando.
Segundo a fonte, os elefantes têm estado a invadir, desde segunda-feira, campos agrícolas de algumas localidades dos distritos de Magude e Matutuine, um problema frequente naquelas regiões.
Oito elefantes foram avistados no distrito de Magude, enquanto que no distrito de Matutuine, que denunciou hoje a situação à ANAC, ainda não há dados sobre o número de animais.
Nestes distritos, a ANAC já distribuiu ‘kits’ para a população poder afugentar os elefantes, “enquanto as equipas de mitigação estão a caminho”, referiu.
De acordo com os últimos dados da ANAC, Moçambique tem uma população estimada de 10.800 elefantes, um número que tem permanecido estável desde 2014, apesar das ameaças à espécie.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, exige que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique restabeleçam, o mais breve possível, a segurança, paz e tranquilidade em Cabo Delgado e na região Centro do país.
Falando, esta quarta-feira, depois de empossar o novo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas de Defesa de Moçambique, o General Eugénio Mussa, e seu Vice, o Tenente General, Bertolino Capetine, Filipe Nyusi disse que aquela deve ser a principal missão do mandato destes quadros.
O Chefe do Estado moçambicano lembrou a urgência de se acabar com os actos terroristas em Cabo Delgado, por estes impedirem o crescimento económico do país.
O Presidente da República disse que o mandato dos dois empossados, esta quarta-feira, não deve ser guiado por improvisos.
Filipe Nyusi elencou catorze desafios que se colocam ao novo Chefe do Estado-Maior General das FADM e seu Vice, todos eles circunscritos na melhoria da prontidão combativa, reorganização do exército e gestão racional do património da área militar.
Eugénio Mussa e Bertolino Capetine substituem, respectivamente, Lázaro Menete e, nos cargos de Chefe e Vice-Chefe do Estado-Maior General das FADM.
Vinte e oito imigrantes ilegais foram interceptados pelos agentes dos Serviços de Migração de Cabo Delgado, no aeroporto de Pemba.
Trata-se de 12 cidadãos de nacionalidade bengali e 16 somalis, que estavam a bordo de um voo comercial oriundo da República da Tanzânia, com destino para a cidade de Maputo.
Os visados foram detidos no dia 12 de Janeiro corrente. Na terça-feira (19), alguns foram repatriados para o país de proveniência.
Ivo Sampanha, porta-voz dos Serviços de Migração em Cabo Delgado, disse que todos os imigrantes “apresentavam vistos falsos e não possuíam termos de responsabilidades”.
As várias tentativas de entrada de imigrantes ilegais via aérea, a partir do aeroporto de Pemba, está a preocupar os serviços de migração, que pretendem investigar os meios usados e as motivações que levam a muitos estrangeiros a tentar entrar ilegalmente no país, através de Cabo Delgado.
Segundo Ivo Sampanha, “a situação é preocupante” porque já foram interpelados em “média de 80 cidadãos em menos de um mês, o que chama atenção não só à instituição”, em particular, mas também ao Ministério do Interior.
O Ferroviário de Nampula não compareceu, na terça-feira (19), no Estádio 25 de Junho, em Nampula, ao jogo-treino com a Selecção Nacional de Futebol de Sub-20, inserido na primeira fase dos trabalhos de preparação da sua participação no Campeonato Africano das Nações (CAN), que terá lugar na Mauritânia, no próximo mês.
No entanto, os “Mambinhas” têm ainda agendado o último jogo de controlo, diante do Ferroviário de Nacala, que se realiza, hoje, pelas 15.00 horas, no Estádio 25 de Junho, na “capital do norte”. O regresso a Maputo está marcado para a noite de domingo.
Sem dar quaisquer satisfações a respeito da desistência à equipa técnica do combinado nacional, a direcção do Ferroviário de Nampula decidiu unilateralmente enviar a equipa “B”, em substituição da principal, facto que não foi acolhido com agrado por parte da equipa técnica dos “Mambinhas”, que se viu obrigada a jogar entre si.
Um membro ligado à direcção do emblema “locomotiva”, ainda tentou renegociar para que a partida se realizasse hoje (quarta-feira), uma proposta que não foi aceite, visto que o Gabinete Técnico da Federação Moçambicana de Futebol (FMF) já havia traçado o plano de preparação há meses e os clubes convidados comprometeram-se em aceder ao convite.
Mesmo com o sintético parcialmente alagado por conta da chuva torrencial que se fez sentir ontem, os representantes moçambicanos não tiveram mãos a medir e realizaram um jogo que teve a duração de 90 minutos, onde foram postos em prática os trabalhos que vinham decorrendo ao longo da semana. A finalização voltou a estar no topo das prioridades, uma vez que o sector ofensivo ainda tem muitas lacunas por sanar.
A ocasião serviu também para Dário Monteiro observar os cinco jogadores que foram ontem integrados no grupo. Trata-se de Armando Dimande (central), Valdo Agostinho (avançado), Eugénio Babuba, Fasistêncio João (guarda-redes) e Ivan Agostinho (avançado).
Mussa Jr. Brahimo, mais conhecido por Mussito (avançado), do Costa do Sol, é outro jogador que deverá se juntar ao grupo amanhã, segundo deu a conhecer o treinador da selecção provincial de Nampula, o responsável pela captação de talentos nesta parcela do país.
De notar que são conhecidas neste momento as selecções qualificadas para o CAN Sub-20, a ter lugar na Mauritânia, em Fevereiro de 2021, nomeadamente Mauritânia, Moçambique, Camarões, Gâmbia, Tanzânia, Uganda, Namíbia, República Centro Africana, Burkina Faso e Gana.
Destes 10 países apurados, apenas quatro já lograram disputar a prova, a saber: Gana (11 presenças e três títulos), Camarões (10 presenças e um título), Burkina Faso (três presenças) e Gâmbia (duas presenças).
DÁRIO MONTEIRO, TÉCNICO NACIONAL: Estamos à procura de ritmo competitivo
“Temos as condições necessárias que procuramos aqui em Nampula, pois, aproximam-se ao que iremos encontrar na Mauritânia. Infelizmente hoje não conseguimos fazer o jogo de preparação que havíamos delineado nos nossos planos. Até certo ponto isso criou-nos transtornos, porque estamos à procura de competição, nesta fase em que nos encontramos. Estamos a precisar desse género de jogos para encontrar o ritmo competitivo de que tanto andamos à procura. Somos uma equipa que está a preparar-se para um campeonato africano e se não jogámos com equipas que era suposto defronta-las, então não estamos aqui a fazer nada.”
Munícipes da cidade de Chókwè, na província de Gaza, prestaram na terça-feira (19) a última homenagem à edil Lídia Cossa, falecida sábado último, vítima de doença. Em mensagens separadas, familiares, colegas de trabalho e amigos enalteceram as qualidades da antiga Presidente do Conselho Municipal, destacando o seu contributo no desenvolvimento da autarquia.
Os colegas de serviço disseram na mensagem ter sido com profunda dor, consternação e surpresa que foram colhidos pela triste notícia do seu desaparecimento físico, ocorrido no Hospital do Carmelo.
“Lídia Cossa era tão desinibida, que expunha para qualquer um o seu pensar. No dia-a-dia, ombreava com a sua equipa, transmitindo uma energia que nos fazia correr até conseguirmos responder às solicitações dos que servimos”, disseram os colegas, acrescentando que ajudou a identificar desafios e desenvolver soluções inovadoras como servidores dos munícipes.
Calisto Cossa, edil da Matola e presidente da Associação Nacional do Municípios de Moçambique, disse que Lídia Cossa era membro do Conselho Directivo da ANAMM, com responsabilidade no Conselho Fiscal e, juntamente com os presidentes de todas as autarquias do país, esteve empenhada na implantação deste modelo de governação no país.
“Com esta nossa colega, palmilhámos o país para consolidarmos as autarquias em Moçambique. Com ela, partilhámos as experiências moçambicanas em quase todo o mundo e sentimos que o sentido da pátria nunca saía do coração dela”, disse Cossa, acrescentando que vai ser difícil preencher o vazio por ela deixado.
A família disse que Lídia Cossa continuará a fazer falta pelos seus valiosos conselhos. Na mensagem, afirma que desde a sua adolescência foi sempre guerreira, inabalável perante as adversidades da vida, focada, atrevida e conquistadora.
Nascida aos 26 de Outubro de 1970, no distrito de Guijá, Lídia Cossa era casada e mãe de dois filhos. Depois de fazer os seus estudos, abraçou a profissão de professora que a influenciou na carreira política, tendo militado nas organizações da Juventude Moçambicana (OJM) e da Mulher Moçambicana (OMM).
Foi candidata eleita por este partido a presidente do Conselho Municipal da Cidade de Chókwè, em 2013, tendo renovado o mandato em 2018, cargo que ocupou até à data da sua morte.
Foi amigo, antigo colega de profissão, e por isso ficou “chocado” com a morte de Mário Ferro. Mia Couto conta que teve momentos lado-a-lado com o antigo jornalista e empresário, até porque estiveram, respectivamente, como director e chefe de redacção no mesmo jornal.
A relação Mia Couto – Mário Ferro vem desde a infância dos dois jornalistas, que depois partilharam momentos, lado-a-lado no âmbito profissional. E por isso, a morte de Ferro não podia ser nada menos que chocante.
“Na mesma cidade onde eu nasci, o Mário cruzou-se comigo, ainda criança e o pai já era jornalista. Nenhum de nós adivinhava que as nossas vidas viriam a se cruzar mais tarde. Entre 1974 e 1975, nesse período de transição, trabalhamos juntos e fizemos uma coisa que foi histórica e não sabíamos o quanto esse momento era marcante para a nossa vida e para a vida do país. Fizemos juntos a viagem triunfal do Rovuma ao Maputo, acompanhamos a viagem que Samora Machel fez para tomar posse 1975”, lembra Mia Couto, para de seguida referir que “isso cimentou uma grande relação de amizade. Foi um grande choque (saber da morte de Mário Ferro)”.
A morte de Mário Ferro é ainda uma incógnita pelo menos no que se refere à real causa. A família aguarda ainda pelo resultado da COVID-19, mas para Mia Couto, vale a pena deixar um alerta sobre esta doença, que muito bem a conhece.
“Testei positivo há dias. Tenho sintomas ligeiros, tenho um extremo cansaço, tenho dores no corpo de forma permanente. Espero que a minha situação não sê grave. Estou confinado, estou isolado, mas eu quero aproveitar e deixar esta mensagem de alerta, que é preciso participarmos como uma frente comum. Não existem os mais vulneráveis e os que não são tão vulneráveis. Não existem pessoas que estão a salvos da doença”, alerta Mia Couto.
O escritor assume que quando soube que estava infectado pela COVID-19 ficou com muito medo, e graças à família é que aceitou a nova realidade e com esperança de superar a doença.
A Inspecção Nacional das Actividades Económicas (INAE) garante que a Polícia da República de Moçambique e a Polícia Municipal fizeram um trabalho que não lhes competia, semana finda, ao confiscar diversas bebidas alcoólicas na capital do país. Rita Freitas, inspectora-geral da INAE, disse na terça-feira (19) que a actuação foi ilegal e não houve elaboração do termos de apreensão com o devido inventário.
Em conferência de imprensa, na terça-feira, para fazer o balanço das actividades realizadas na última semana, Rita Freitas, explicou que o Decreto Presidencial sobre o Estado de Calamidade Pública prevê uma série de sanções, entre elas penalizações, suspensão de actividades do estabelecimento visado por um a três meses, em função da gravidade da infração.
O mesmo documento, estabelecido para conter a propagação do novo Coronavírus, faz alusão à necessidade de remeter o processo que recair sobre determinado infractor ao tribunal judicial da área onde a violação tenha ocorrido. Diz ainda que pode haver retirada de licença em caso de desobediência do proprietário do estabelecimento, esclareceu a inspectora-geral da INAE.
Prosseguindo, Rita Freitas deixou claro que compete à INAE dirigir as fiscalizações nos diferentes estabelecimentos. A inspectora afasta-se de qualquer ligação com o grupo que fiscalizou e recolheu mercadorias no dia 15 de Janeiro em curso, mas garante que há um trabalho para a devolução. Já foi criada uma equipa para o efeito.
Entretanto, segundo a inspectora, não foi feito o levantamento dos produtos apreendidos em cada um dos estabelecimentos.
A INAE disse também que continua a reforçar a fiscalização para garantir que sejam responsabilizados todos os que violarem o Decreto Presidencial que revê e agrava as medidas para travar a propagação da pandemia da COVID-19.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellsschaft fur Internationale Zusammenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) Administrador(a) de Projecto. Saiba mais.
A GIZ – Deutsche Gesellschaft fur Internationale Zusamemenarbeit pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assessor/a de Recursos Humanos. Saiba mais.
A World Vision – Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Abrigo para o distrito de Sussundenga em Sofala. Saiba mais.
A World Vision – Moçambique (WV-Moç) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Abrigo do Projecto Start Fund Chalane para o distrito de Nhamatanda em Sofala. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Designer Gráfico. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Agente de Limpeza. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal quatro (4) Motoristas Mecânicos. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Assistente de Escritório. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Administração e Recursos Humanos. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Procument e Logística. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial de Procument e Logística. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Oficial Sénior de Finanças. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador(a) Provincial. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Coordenador(a) Nacional de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Provinciais de Monitoria e Avaliação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Oficiais Provinciais de Capacitação e Comunicação. Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dez (10) Oficiais de Campo. Saiba mais.
A Aldeia das Crianças SOS Kinderdorf International pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director da Escola Primária e Secundária para Maputo. Saiba mais.
World Vision-Moçambique (WV-Moç), no âmbito de implementação dos projectos de recuperação pós Ciclone Idai, torna público que pretende recrutar um (1) Motorista para o Projecto UNICEF Education. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Caixa. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente dois (2) Motoristas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O Centro de Aprendizagem e Capacitação da Sociedade Civíl (CESC) está a recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Gestor/a de Projecto para Maputo. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar um (1) Assistente Administrativo e Financeiro para Sofala. Saiba mais.
Associação Moçambicana para o Desenvolvimento da Família (AMODEFA) pretende recrutar Enfermeiras de Saúde Materno Infantil (ESMI) baseadas na provincia de Sofala. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente uma (1) Recepcionista. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente um (1) Técnico de Contabilidade. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Nampula. Saiba mais.
A Cooperação Alemã para o Desenvolvimento- (GIZ) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um(a) (1) Assessor/a Para a Promoção do Emprego Juvenil nas Zonas Rurais para Beira. Saiba mais.
A organização humanitária Médicos Sem Fronteiras pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Recursos Humanos para Maputo. Saiba mais.
A N´weti, uma Organização Nacional não Governamental moçambicana, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal três (3) Enfermeiras Supervisoras na Província da Gaza. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Ponto Focal SMI/PTV da Unidade Sanitária para Inhambane. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda. pretende recrutar para o seu quadro 30 Agentes de Crédito, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços. Saiba mais.
A DSD Capital, Lda pretende recrutar para o seu quadro 20 Agentes Comerciais, em regime de prestação de serviços, a fim de atender a demanda do mercado pelos serviços, entre outras o agente de crédito. Saiba mais.
A Reencontro – Associação Moçambicana para o Apoio e desenvolvimento da Criança órfã, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um/a (1) Motorista, baseado em Maputo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director do Projecto. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente três (3) Contabilistas. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Gestor de Projectos. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Engenheiro Mecânico. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A Lugela Digital pretende recrutar para o seu cliente um (1) Director Financeiro e de Administração. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
O MMO Emprego pretende recrutar para o seu cliente (1) Secretária Executiva. O nosso cliente é uma multinacional presente em 25 países com mais de 1000 funcionários em todo o mundo. Saiba mais.
A MECO Empreendimentos é uma Empresa de Consultoria em Recursos Humanos está a rectutar para uma Instituiçâo privada de Ensino, Professores. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) ,o âmbito das suas actividades, a Fundação pretende recrutar um (1) Assessor Técnico Sénior de Pediatria. Saiba mais.
Pelo menos 300 trabalhadores por conta própria, na cidade e província de Maputo, estão a beneficiar de financiamento bancário para alavancar as suas actividades, no âmbito do programa “Quero Ser Formal”, levado a cabo pela Câmara do Comércio e Indústria Juvenil de Moçambique (CCIJM).
“Quero Ser Formal” é uma iniciativa que visa estruturar o sector informal, tendo em conta o seu contributo no crescimento da economia do país.
A maioria dos beneficiários são vendedores que desenvolvem a actividade nos mercados informais.
Segundo o vice-presidente da CCIJM, José de Sousa, a instituição pretende alargar o projecto às restantes províncias a partir deste ano.
“Brevemente a CCIJM e o Ministério do Género, Criança e Acção vão lançar a campanha em Sofala e Nampula, com vista a apoiar idosos, mulheres e raparigas que actuam no sector informal, para melhorar as suas condições de trabalho”, apontou.
Entretanto, alguns vendedores dos mercados municipais de Maputo inscritos na CCIJM queixam-se da dificuldade em aceder ao financiamento bancário.
Lamentam ainda a falta de esclarecimento por parte da instituição sobre os procedimentos a seguir após a inscrição.
De Sousa explicou que alguns informais têm dívidas com a banca, daí que não conseguem um novo financiamento.
O Vice-Presidente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) Mateus Magala disse, em entrevista à Lusa, que foram abertas duas linhas de crédito em Moçambique e Angola, de 70 milhões de dólares, ao abrigo do Compacto Lusófono.
“Os projectos de Angola e Moçambique estão mais avançados, tendo já duas linhas de crédito aprovadas pelo BAD recentemente no valor global de 70 milhões de dólares para apoiar as Pequenas e Médias Empresas nestes países através da banca comercial”, disse Mateus Magala a partir de Abidjan, a sede do banco.
“Estes projectos encontram-se estrategicamente alinhados com os planos nacionais de desenvolvimento de cada país, bem como com as cinco áreas prioritárias operacionais do BAD, as ‘High 5’ (iluminar e electrificar África, alimentar África, integrar África, industrializar África e melhorar a qualidade de vida das pessoas em África)”, acrescentou o responsável, não precisando quais são os projectos, em concreto, que terão financiamento ao abrigo desde modelo inovador de acompanhamento dos projectos nos países africanos lusófonos.
“De uma forma geral, foram identificados projectos potenciais estruturantes em todos os países-membros dos PALOP [Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa], nas áreas de infra-estruturas, agricultura, energia, saúde, finanças e indústrias no montante global de 3 mil milhões de dólares”, respondeu o banqueiro, quando questionado sobre os projectos concretos que serão financiados.
O Compacto Lusófono é um modelo inovador de financiamento deprojectos nos países lusófonos africanos, em que Portugal, que tem inscrita uma garantia de 400 milhões de euros no Orçamento do Estado para este ano, e o BAD desempenham um papel primordial no financiamento, preparação, acompanhamento e execução dos projectos.
“O BAD é o financiador principal deprojectos do Compacto Lusófono, através dos recursos alocados (disponibilizados) para os países e de alavancagens que faz através de parcerias com outros agentes económicos, incluindo o sector privado”, disse Mateus Magala quando questionado sobre quem financia, na prática, os projectos.
“A garantia de 400 milhões de euros disponibilizada pelo governo de Portugal irá mitigar o risco de projectos potenciais que envolvem alguma participação ou comparticipação portuguesa, alavancando os recursos existentes do BAD, até seis vezes para estes países, aumentando assim o número de projectos privados e parcerias público-privadas financiados pelo BAD nestes países”, explicou o vice-presidente do maior banco multilateral africano.
Para além disso, o BAD intervém também como angariador de financiamento, já que a participação do banco nos projectos diminui o risco percecionado pelos investidores, baixando assim, de forma genérica, o próprio custo dos investimentos e do financiamento.
“O BAD, através de sindicato, mobilizará recursos financeiros adicionais de outras instituições financeiras internacionais para financiarem projectos do Compacto; uma plataforma aceleradora é o Fórum de Investimento em África, que junta os investidores ao nível global, com os promotores com projectos estruturantes em África”, trazendo outros parceiros, como “instituições financeiras de desenvolvimento africanas e não africanas como o Banco Europeu de Investimento”, afirmou.
Vinte e uma famílias, o correspondente a 79 pessoas, sendo 58 crianças, 19 mulheres e 2 idosos, habitualmente residentes no bairro de Ndunda-2, na cidade da Beira, encontram-se abrigadas no centro de acomodação do IFAPA, na zona do Aeroporto, na sequência das chuvas intensas que caem desde a semana passada nesta região do país.
O facto foi dado a conhecer ontem ao nosso Jornal pelo secretário permanente do distrito da Beira, Frederico Meque, acrescentando que se trata de famílias cujas casas foram totalmente invadidas pelas águas das chuvas durante o final de semana.
Frederico Meque revelou que face à essa situação, o governo do distrito viu a necessidade de abertura deste centro de acomodação, de forma a evitar que as pessoas estejam em locais de risco.
Questionado sobre as condições do centro e a alimentação, a fonte respondeu que já foi feito um pré-posicionamento de bens alimentares e não alimentares naquele local para suprir as primeiras necessidades destas famílias.
Foram também alocados baldes, sabão e outros meios para ajudar na prevenção da Covid-19.
O secretário permanente do distrito da Beira garantiu que as famílias já estão a ser assistidas e vão permanecer no centro de acomodação até que as chuvas parem e as suas residências voltem a estar em condições de ser habitadas.
Por outro lado, as autoridades decidiram criar um segundo centro de acomodação na escola Samora Machel, onde serão abrigadas famílias seriamente afectadas pelas águas das chuvas nos bairros de Manga-Mungassa, Inharime e Mbatue.
No caso concreto do bairro da Manga-Mungassa, pelo menos 50 casas foram invadidas pelas águas da chuva, chegando alguns casos a atingir a altura de um metro.
As autoridades continuam a monitorar e avaliar as situações noutras zonas da Beira para caso seja necessário evacuar os respeitos residentes.
A Direcção Nacional de identificação Civil (DNIC) abriu 11 processos disciplinares contra trabalhadores que se envolveram em actos ilícitos dentro da instituição.
A informação foi avançada ontem, em Maputo, pelo porta-voz da DNIC, Alberto Sumbana, durante uma conferência de imprensa referente ao balanço do ano 2020.
“Tivemos onze processos disciplinares, envolvendo vários funcionários da instituição por infrações cometidas na instituição, desde cobranças ilícitas e o descumprimento das medidas orientadoras na emissão do Bilhete de Identidade”, revelou.
Segundo a fonte, na província de Nampula foram instaurados cinco processos para igual número de trabalhadores, Manica (quatro) ,Cidade de Maputo (uma) e uma outra na Direcção Nacional.
Sumbana garantiu que todos os casos já tiveram desfecho, tendo alguns funcionários sido sancionados com o pagamento de multa e outros à espera de tramitação legal dos respectivos processos junto de instâncias superiores.
De entre as infracções, o porta-voz da DNIC apontou a falsificação de documentos, onde foram neutralizados e detidos 12 cidadãos, dentro de estabelecimentos bancários da cidade de Maputo, quando tentavam abrir contas falsas, com o intuito de desviar valores.
Para controlar e responder o problema de falsificação de documentos de identidade, Sumbana garantiu que existe uma inspeção de todos o documentos pedido. “A DNIC não tem nenhuma ligação com a falsificação de bilhetes de identidade.”
Disse que a instituição tem controle de todos os funcionários no serviço da captação de dados até a entrega final do documento ao cidadão, e que há facilidades de identificar e responsabilizar funcionários que estejam envolvidos em actos ilícitos.
“Estamos atentos como instituição. E todas medidas estão a ser tomadas para que situações desta natureza sejam radicadas. A tolerância é zero para casos de falsificação de documentos”, alertou Sumbana.
Residentes da cidade de Nampula consideram que a crise de água que afecta a urbe tem impacto negativo, ao dificultar a prevenção do novo coronavírus, uma doença que exige higiene individual e colectiva.
As pessoas mostram-se receptivas quanto ao cumprimento integral das medidas de prevenção recomendadas pelas autoridades sanitárias, porém dizem que o uso de máscaras e o distanciamento físico não são suficientes para evitar o surgimento de focos de infecção pelo novo coronavírus.
Afonso dos Santos, residente nesta urbe, afirma que a disponibilidade de água para garantir a higiene individual e colectiva joga um papel importante, numa altura em que muitas pessoas usam máscaras reutilizáveis e se exige a constante higienização dos locais públicos e a lavagem das mãos.
Dos Santos defende um trabalho coordenado entre as autoridades e a população, porque o Governo deve estar preocupado em prover água e a população deve cumprir as medidas de prevenção.
“Temos as autoridades governamentais a exigir da população o uso da máscara e o respeito pelo distanciamento físico, contudo há problemas de água ao nível das unidades residenciais, uma realidade que choca com os esforços levados a cabo para combater a pandemia da Covid-19”, disse.
Nido Daniel, residente no Bairro de Namicopo, enaltece os esforços do Fundo de Investimento e Património do Abastecimento de Água (FIPAG) nas acções de emergência para prover água, mas lamenta o facto de a pouca que existe se perder na via pública, devido ao rompimento da tubagem nalgumas zonas.
Subiu para 253 o número de vítimas mortais causadas pela Covid-19,com o registo, entre segunda-feira e ontem, de quatro óbitos na cidade e província de Maputo, segundo números do Ministério da Saúde. Os mesmos anunciam ainda 824 novos casos positivos da doença.
Entre os óbitos, há a destacar um bebé de dois meses e um idoso de 84 anos de idade, após o agravamento do seu estado de saúde, durante o período de internamento nas unidades sanitárias.
A cidade e província de Maputo comportam o maior número de infectados pelo novo coronavírus, com 515 casos do total de infecções, situação que tem colocado as autoridades sanitárias em alerta máximo.
O sector contabiliza 205 internados com a entrada de 24 pacientes sofrendo de complicações respiratórias e outras patologias crónicas como a hipertensão arterial e a diabetes mellitus. No sentido inverso, 22 indivíduos receberam alta hospitalar, devendo prosseguir com o tratamento em isolamento domiciliar.
Os dados de actualização diária partilhados pela Direcção Nacional de Saúde Pública indicam que o país ultrapassou a barreira dos 28 mil casos positivos. De acordo com a nota do sector da Saúde, os infectados encontram-se em isolamento domiciliar, enquanto decorre o rastreio e mapeamento dos principais contactos.
Dos casos notificados nas últimas 24 horas, há o registo de 20 menores de cinco anos de idade e 44 indivíduos com mais de 65 anos de idade. A faixa etária de 25 a 34 anos de idade registou 189 casos, correspondendo a 22,9 por cento do total dos casos reportados.
As autoridades sanitárias anunciaram ainda 252 pacientes recuperados de infecção prévia por Covid-19, elevando para 19.132 o cumulativo de pessoas curadas. Assim, a proporção de recuperados atingiu 67,7 por cento do total de infectados.
Com o aumento de casos positivos da Covid-19 e, consequentemente, do número de pessoas em isolamento domiciliário, as autoridades apelam ao cumprimento de todas as medidas de prevenção emanadas pelo Governo e a necessidade do doente permanecer num quarto, sala ou uma área da casa com pouca circulação dos restantes membros da família.
Entretanto, as autoridades sanitárias efectuaram ontem uma visita guiada ao Hospital Geral da Polana Caniço, onde constataram que a procura pelos serviços cresceu exponencialmente, na última semana, o que testa a capacidade de acolhimento de acolhimento do Sistema Nacional de Saúde. O hospital acolhe presentemente 83 pacientes com Covid-19, dos quais sete em situação crítica, necessitando de oxigénio de forma permanente.
O director clínico do hospital explicou a jornalistas que a maioria dos doentes naquela unidade tem dificuldades de respirar, precisando de ser administrados entre 50 a 80 litros de oxigénio por minuto.
Os exames finais da 7ª, 10ª e 12ª classes, 3º ano de Alfabetização e Educação de Adultos (AEA) e de Formação de Professores serão realizados numa única chamada, para permitir que os alunos e professores se preparem adequadamente para o ano lectivo 2021.
O Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH) justifica a medida com o contexto em que o país vive, caracterizado pelo alastramento da Covid-19, com impacto na redução da duração do próximo ano lectivo.
A porta-voz da instituição, Gina Guibunda, refere que a segunda chamada será reservada à avaliação dos alunos que, por força maior, como é o caso de doença, não tenham respondido à primeira chamada, devendo apresentar o respectivo justificativo.
“É preciso perceber que estamos num ano atípico e, por isso, tivemos que tomar decisões ajustadas ao contexto em que se vive. A realização dos exames em uma chamada pretende dar tempo para a preparação do novo período lectivo”, acrescentou.
Para o presente ano lectivo, serão examinados mais de um milhão de alunos, distribuídos por diferentes níveis de ensino, dos quais 519.309 serão examinados na próxima semana, mais concretamente nos dias 25 e 26.
Os alunos da 10.ª e 12.ª classes serão submetidos à avaliação entre os dias 1 e 6 de Fevereiro, sendo que os resultados finais serão divulgados até 25 de Fevereiro. Entretanto, as direcções provinciais do pelouro terminaram, semana passada, o processo de reprodução dos enunciados.
“As escolas já receberam as matrizes dos conteúdos para se prepararem para os exames e todas as condições de prevenção da Covid-19 estão a ser acauteladas para evitar que as nossas escolas sejam locais de infecção”, disse.
Refira-se que o júri será composto por 20 alunos, decisão que surge na sequência do cumprimento do decreto presidencial, inserido nas medidas de prevenção da Covid-19. Nos anos anteriores cada júri ficava com 30 examinandos.
O sector de saúde, em Cabo Delgado, garante haver medicamento suficiente para fazer face ao surto de cólera, que há um ano está assolar a província.
A garantia foi dada na terça-feira pelo responsável provincial de vigilância epidemiológica, Zacarias Massingue, no espaço do “café da manhã”, desta estação emissora.
O responsável provincial de vigilância epidemiológica, na direcção provincial da saúde, em Cabo Delgado, disse, entretanto, que a onda de desinformação sobre a verdadeira origem da cólera, continua a ser um desafio por vencer.
Por outro lado, Zacarias Massingue pede o envolvimento afincado da liderança comunitária nas acções de prevenção e combate à cólera.
Desde a sua eclosão, nos princípios do ano passado, foram registados cumulativamente dois mil, novecentos e cinquenta casos da doença com quarenta óbitos, afectando os distritos de Palma, Mocimboa da Praia, Ibo, Macomia, Metuge, Montepuez, Chiúre e Pemba.
O Irão impôs na terça-feira (19), sanções ao Presidente cessante dos EUA Donald Trump e a diversos membros da sua administração sobre o seu alegado apoio ao “terrorismo”, de acordo com a página digital do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano.
O porta-voz do ministério, Saeed Khatibzadeh, indicou que para além de Trump, as sanções são dirigidas ao secretário de Estado, Mike Pompeo, ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, à chefe da CIA, Gina Haspel, e a seis outros responsáveis oficiais.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros iraniano não especificou que género de sanções foram impostas.
O Irão tem imposto espaçadamente sanções simbólicas a responsáveis oficiais dos EUA. O anúncio de hoje coincide com o último dia de Trump na Sala Oval da Casa Branca.
Khatibzadeh disse que as sanções têm por base a lei iraniana, e são o resultado do envolvimento da administração Trump no assassínio do general iraniano Qassem Soleimani em janeiro de 2020, e no seu apoio a Israel no seu conflito com os palestinianos.
O porta-voz da diplomacia iraniana também se referiu ao suposto envolvimento dos Estados Unidos na morte do cientista nuclear iraniano Mohsen Fakhrizadeh em dezembro, e no seu alegado desempenho na “guerra criminal” no Iémen.
Em dezembro, o Irão impôs sanções ao embaixador dos EUA no Iémen pelo seu alegado apoio aos ataques aéreos da coligação liderada pela Arábia Saudita contra as forças Huthis do Iémen, apoiados por Teerão.
Populares da aldeia de Mapate, no distrito de Muidumbe, província de Cabo Delgado, relataram ontem o rapto de duas pessoas por supostos terroristas durante...
O Município de Montepuez suspendeu o transporte público de passageiros em resposta à crise de combustíveis que afecta a segunda maior cidade de Cabo...
Uma delegacia falsa da Polícia Federal (PF) brasileira foi descoberta em Essuatíni, no sul da África, durante uma operação internacional coordenada pela Interpol, focada...