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Sexta-feira, Julho 24, 2026
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Pandemia já matou quatro ministros no Zimbabwe

O número de ministros do Zimbabwe que morreu devido à pandemia de covid-19 subiu ontem para quatro, três deles nas últimas duas semanas, informaram as autoridades daquele país.

“A pandemia não faz distinção, não há espetadores nem juízes, ninguém está mais a salvo que outros, não há super-homens nem super-mulheres, estamos todos expostos”, disse o Presidente, Emmerson Mnangagwa, num discurso feito na televisão nacional, no qual anunciou a morte do ministro.

Na semana passada, Mnangagwa presidiu ao funeral de outro ministro, que se seguiu ao ministro dos Negócios Estrangeiros e dos Transportes, numa “colheita sangrenta” que levou também vários membros do Parlamento e mostra a aceleração dos contágios neste país, segundo relata a AP.

Os críticos do Governo acusam o Executivo de estar a usar a pandemia como arma, ao deterem vários deputados da oposição e outros críticos, obrigando-os a estar em cadeias sobrelotadas onde a doença é facilmente transmitida.

Os críticos acusam também o Governo de negligenciar os hospitais públicos, onde muitos doentes com covid-19 não conseguem ter acesso ao oxigénio necessário para sobreviver, enquanto a elite usa os hospitais privados ou voa para fora do país em busca de melhor tratamento médico.

O Zimbabwe, como muitas outras nações africanas, começou por ter números relativamente baixos de infeção mas está a registar uma aceleração significativa nas últimas semanas, havendo relatos que ligam este aumento ao regresso de muitos trabalhadores na África do Sul, de onde terão trazido a nova estirpe, mais contagiosa.

Os 15 milhões de zimbabueanos registaram um recorde de 31 mil casos, incluindo 974 mortes, no sábado, o que compara com os mais de 10 mil casos e 277 mortes registados no início de dezembro.

África registou nas últimas 24 horas mais 778 mortes por covid-19 para um total de 84.637 óbitos, e 27.316 novos casos de infeção, segundo os últimos dados oficiais da pandemia no continente.

De acordo com o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o número total de infetados é de 3.418.514 e o de recuperados nos 55 Estados-membros da organização nas últimas 24 horas foi de 26.308, para um total de 2.878.234 desde o início da pandemia.

A África Austral, onde se inclui o Zimbabwe, continua como a região mais afetada, com 1.623.725 infetados e 44.402 mortos. Só a África do Sul, o país mais atingido pela covid-19 no continente, regista 1.404.839 casos e 40.574 mortes.

O primeiro caso de covid-19 em África surgiu no Egipto, em 14 de fevereiro, e a Nigéria foi o primeiro país da África subsaariana a registar casos de infeção, em 28 de fevereiro.

A pandemia de covid-19 provocou mais de dois milhões de mortos resultantes de mais de 97,4 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

HCM passa a internar pacientes com Covid-19

A enfermaria de trânsito de casos positivos de Covid-19 no Hospital Central de Maputo (HCM) foi transformada em centro de internamento e tratamento de pacientes.

A mesma tinha sido preparada para receber doentes em trânsito para o Hospital Geral da Polana-Caniço (HGPC),onde funciona um centro de “excelência” para o acompanhamento e tratamento de casos do género.

Entretanto, o HGPC já está no limite, daí esta opção pela enfermaria do HCM. Madalena Manjate, médica internista, explicou que o centro tem capacidade para 100 camas, das quais 65 já estão ocupadas.

“Temos toda a equipa em prontidão 24 horas”, disse à imprensa.

No início da pandemia no país a enfermaria de trânsito contava com 40 camas. Os casos subiram, e volvidos 10 meses desde que se anunciou o primeiro paciente infectado mais de 30 mil indivíduos foram vítimas do vírus.

Mouzinho Saíde, director-geral da maior unidade sanitária do país, disseque com a avalanche actual não sabe se a capacidade ali instalada será suficiente para manter os níveis de atendimento.

Acrescentou que as tendas montadas para servir de salas de atendimento de pacientes não são suficientes e adequadas para todos, daí o apelo para que toda a população continue a observaras medidas de protecção individual e colectiva, para não propagar a doença.

Campeão soma primeira vitória

O Costa do Sol recebeu e venceu na tarde de ontem o Incomáti de Xinavane, por duas bolas a uma (2-1), em partida a contar para a segunda jornada do campeonato nacional de futebol vulgo Moçambola.

A equipa visitante foi a primeira a chegar ao golo a passagem do minuto 18, na transformação de uma grande penalidade a castigar uma falta de Chico sobre Parkim.

Os campeões nacionais procuraram a todo o custo o golo da igualdade ainda no decorrer dos primeiros quarenta e cinco minutos, mas as suas intenções esbarravam no guarda-redes Joaquim que com duas grandes defesas travou os remates de Jorge e Isac.

Na etapa complementar os canarinhos chegaram ao golo da igualdade num canto batido por Nelson e que teve uma resposta positiva de Abel que de cabeça colocou a bola no fundo da baliza de Joaquim que saiu aos papéis. Mas antes do tento de empate da equipa de Horácio Gonçalves a partida esteve interrompida durante 12 minutos devido ao mau tempo.

Quando os açucareiros lutavam para no mínimo sair do ninho do canário com um empate, os donos da casa procuravam o segundo golo que surgiu num lance aparentemente inofensivo, com Mário que saltou do banco de suplentes a empurrar para o fundo da baliza.

Os campeões nacionais somaram assim a primeira vitória na prova e os primeiros três pontos depois da derrota na jornada inaugural no caldeirão do Chiveve. Na próxima jornada o Costa do Sol desloca-se ao santuário do 25 de Junho, para defrontar o ferroviário de Nampula, enquanto o Incomáti recebe o ferroviário de Lichinga.

Onze mineiros resgatados com vida na China, 10 continuam desaparecidos

Na China, 11 mineiros que se encontravam há 14 dias presos após uma explosão subterrânea em Qixia, na província de Shandong, foram resgatados com vida no domingo, 24, e segundo a imprensa apenas um apresenta ferimentos.

Todos vão receber tratamento, de acordo com as autoridades. O desabamento aconteceu a 10 de janeiro e pelo menos 22 trabalhadores ficaram presos. Um dos mineiros foi considerado morto, enquanto 10 continuam desaparecidos.

No local, foi montada uma operação com mais de 500 agentes de grupos de resgate. Além de água e comida, os socorristas enviaram também um bilhete que dizia: “Esperamos por vocês, fiquem firmes!”.

O responsável local do Partido Comunista da China e o presidente da Câmara Municipal de Qixia foram responsabilizados pela situação e demitidos.

Acidentes em minas são frequentes na China devido às deficientes medidas de segurança.

Em 2020, registaram-se, pelo menos, 573 mortes em minas.

Polícia do México encontra 19 corpos baleados e queimados

Autoridades mexicanas disseram, no fim de semana, que recuperaram 19 corpos, alguns queimados e baleados, em um veículo deixado em uma região desabitada de Tamaulipas, no norte do México.

Os corpos foram localizados dentro e na traseira de uma caminhonete queimada depois de viajarem para o local, disse a promotoria estadual de Tamaulipas em um comunicado.

Um cidadão havia avisado sobre um veículo em chamas.

As autoridades disseram ter encontrado outro veículo queimado no local, localizado perto da fronteira com o Estado de Nuevo Leon, mas nenhum cartucho de bala.

“As investigações preliminares apontam para o fato de que a causa da morte foram tiros de armas de fogo e, então, os corpos foram incendiados”, disse o comunicado.

“Uma das linhas de investigação é que os eventos poderiam ter acontecido em outro lugar que não o da descoberta.”

Pfizer: médicos britânicos pedem redução no intervalo entre as doses

A Associação Médica Britânica (BMA, em inglês) solicitou às autoridades de saúde que reduzam o número de semanas entre a primeira e a segunda dose Pfizer-BioNTech, vacina utilizada contra a covid-19. A entidade considera que estender o prazo com o objetivo de vacinar mais pessoas “não se justifica”.

Em função do alto nível de infecções por covid-19 no Reino Unido devido ao aparecimento de uma nova variante do coronavírus na Inglaterra, as autoridades britânicas decidiram que a segunda dose de Pfizer-BioNTech deveria ser administrada 12 semanas após a primeira. Entretanto, a farmacêutica recomendou um intervalo de três semanas.

O governo local entende que é melhor estender o período entre uma dose e outra para 12 semanas para responder à necessidade de mais pessoas receberem a primeira aplicação e terem alguma proteção.

No entanto, em uma carta enviada pela BMA ao conselheiro médico chefe do governo, Chris Whitty, a associação admite que concorda que a vacinação deve ser feita “o mais rápido possível”, mas pediu para reduzir o intervalo entre as doses.

A BMA acrescenta que o Reino Unido está “cada vez mais isolado” nesta estratégia, visto que nenhum outro país a adoptou e é cada vez mais difícil de justificá-la.

“A ausência de apoio internacional para a medida do Reino Unido é um motivo de profunda preocupação e pode comprometer a confiança da população e da profissão (médica) no programa de vacinação”, diz a carta.

O presidente da BMA, Chaand Nagpaul, disse que há uma “preocupação crescente” de que a vacina seja menos eficaz se houver uma diferença de 12 semanas entre uma dose e outra. “Obviamente, a proteção não desaparecerá após seis semanas, mas o que não sabemos é que nível ela oferecerá”, acrescentou.

A OMS (Organização Mundial da Saúde) recomendou um espaço de quatro semanas entre as doses e que somente em circunstâncias excepcionais seja estendido para seis semanas.

A Pfizer enfatizou que os testes de sua vacina só mostraram que ela é eficaz quando as doses são administradas com 21 dias de intervalo.

Ladrões devolvem carro roubado a mulher com esclerose múltipla e pedem desculpa

Ladrões que tinham roubado um Fiat Doblò, adaptado para o transporte de uma senhora com esclerose múltipla, foi devolvido três dias depois com um pedido de desculpas.

“A 13 de Janeiro, roubaram do parque de estacionamento do hospital Di Venere o único meio de liberdade da minha mãe”, tinha denunciado Rita Damiani no Facebook.

O Fiat Doblò em questão, roubado do hospital daquela cidade do sudeste de Itália, tinha sido transformado para transportar a senhora de 56 anos.

“Não é um carro que seja facilmente substituível”, sublinhou a jovem. E aos ladrões, fez um pedido especial: “ponham a mão no coração e devolvam-nos o carro!”.

A partilha do apelo na rede social deu resultado porque na última segunda-feira, a carrinha foi encontrada no mesmo local de onde tinha sido roubada.

Tomados pelos remorsos, os larápios deixaram ainda um bilhete no pára-brisas a pedirem desculpa pelo seu acto.

“Nós também temos coração”, escreveram na nota. “Desculpe, mas não sabíamos do estado de saúde da sua mãe; desculpe de novo. Os ladrões”.

“Eloise” mata quatro pessoas e destrói vários bens na Beira

Os munícipes da cidade da Beira voltaram a viver momentos dramáticos na madrugada de sábado, 22 meses depois de terem sido assolados pelo ciclone Idai. Desta vez, quatro pessoas morreram, de acordo com a edilidade.

Os efeitos do “Eloise” começaram a fazer-se sentir na tarde de sexta-feira: houve muita chuva e ventos com velocidades acima de 50 quilómetros por hora. A intensidade aumentou e atingiu o pico pela madrugada, cerca de 140 quilómetros por hora. O ciclone Idai atingiu a cidade da Beira a uma velocidade de 230 quilómetros por hora.

Dados preliminares do município da Beira apontam para quatro mortos, entre eles uma criança de seis anos de idade e uma anciã. As vítimas encontraram a morte quando as paredes das suas casas, construídas na base de material local, desabaram.

A anciã, segundo a filha, recusou abandonar a casa erguida à base de paus e barro. “Pedi, várias vezes, à minha mãe e até cheguei a rogar para ela abandonar a sua casa e passar a noite com os meus filhos e marido. Ela recusou. Ficou chateada comigo. Acabámos por ficar conformados com o seu posicionamento mas, infelizmente, na manhã de sábado ela estava entre os escombros e sem vida”, lamentou Lurdes Camacho, filha da finada.

Os ventos não pouparam igualmente algumas residências, mesmo as de construção convencional, cujos tectos foram arrancados e projectados para uma distância de mais de um quilómetro. Este domingo, os proprietários dedicaram o tempo para recuperar as suas chapas de zinco.

Na cidade cimento, o ciclone tropical “Eloise” não poupou várias infra-estruturas: é o caso do Centro de Saúde da Ponta-Gêa, cujo tecto ficou destruído, apesar da reabilitação de que beneficiou há seis meses, após ter sido arrasado pelo ciclone Idai.

Em diferentes artérias da capital de Sofala, os vestígios da passagem do ciclone tropical “Eloise” saltam às vistas. Vários ramos de árvores foram arrancados. Aliás, árvores, algumas de grande porte, foram derrubadas e condicionam a circulação de pessoas e bens.

Na marginal, a força dos ventos removeu grandes quantidades de areia que os munícipes estão a aproveitar para vários fins.

Na Praia Nova, um dos bairros mais vulneráveis a intempéries na cidade da Beira, centenas de moradores pernoitaram em várias escolas. Só assim escaparam da fúria da natureza. Na manhã deste sábado, citadinos dirigiram-se às suas casas para ver se alguma coisa restou e tentar recomeçar a vida.

Os estragos provocados teriam sido maiores se os munícipes tivessem ignorado as recomendações das autoridades, nomeadamente reforçar as coberturas das casas com sacos contendo areia, colocar contraplacados nas portas e janelas e permanecer em locais seguros. Foi o que se viu, todos os moradores das zonas de risco pernoitaram em escolas e só retornaram às suas casas na manhã do dia seguinte.

Além de destruição e inundações, o mau tempo originou corte de comunicações na cidade da Beira e em alguns distritos de Sofala, à semelhança do que aconteceu aquando do ciclone Idai.

A Vodacom disse que o “Eloise” afectou os serviços de voz e dados. Contudo, equipas estavam no terreno com vista a resolver o problema. Trabalhos em cursos serão extensivos a outras províncias, como Zambézia, assolados pela tempestade.

A Tmcel informou também que já efectuou a reposição de comunicações de voz, dados e internet na cidade da Beira, cujas infra-estruturas haviam sido destruídas, durante a madrugada de sábado. “Podemos considerar que as comunicações da Tmcel foram repostas na sua generalidade ao nível da província de Sofala, mas poderão persistir algumas anomalias que iremos corrigir ao longo do dia”, disse a instituição, acrescentando estarem igualmente operacionais as linhas de Chimoio e Tete.

“ELOISE” AFUNDA TRÊS EMBARCAÇÕES INDUSTRIAIS DE PESCA NA BEIRA

Uma semana antes do ciclone tropical “Eloise”, os gestores do Porto de Pesca da Beira reuniram com todos os armadores nacionais, estrangeiros e definiram a melhor estratégia para evitar danos humanos e materiais. Foi decidido que se devia retirar todos os barcos do cais para locais seguros.

Entretanto, tripulantes de três barcos industriais de pesca que pertencem a uma empresa taiwanesa enganaram as autoridades, simulando que estavam a sair do cais. Afinal, eles permaneceram no Porto de Pesca até a altura em que o “Eloise” começou a fazer estragos e afundaram.

De acordo com uma testemunha, durante os fortes ventos, as embarcações em referência foram, por diversas vezes, arremessadas contra o cais do Porto de Pesca e quebraram todas as barreiras. Parte dos seus cascos ficou quebrada e a água do mar começou a penetrar, o que fez com que os barcos afundassem.

António Remédio, director do Porto da Beira, não tem dúvidas de que houve negligência por parte dos pescadores taiwaneses, pois desacataram as orientações das autoridades portuárias.

“Eles serão responsabilizados pelos danos criados à infra-estrutura do porto e chamados atenção para remover urgentemente os barcos. É que se estes barcos permanecerem nos locais onde afundaram, por muito tempo, irão condicionar a atracagem de embarcações contendo pescado para descarregar no Porto de Pesca. Hoje (domingo) vamos manter o segundo encontro com os taiwaneses e seus representantes no país, no sentido de podermos resolver o problema urgentemente”, indicou o director do porto.

Com enfoque para Cabo Delgado: Iniciativa promove segurança e direitos humanos no país

Um projecto visando promover e facilitar a implementação efectiva dos princípios voluntários sobre segurança e direitos humanos em Moçambique, com particular enfoque para a província de Cabo Delgado, deverá ser levado a cabo ao longo deste primeiro trimestre.

Apoiada pelo governo do Reino Unido, a iniciativa será implementada pelo Centro para Democracia e Desenvolvimento (CDD), que irá organizar um conjunto de actividades para minimizar o risco de abusos dos direitos humanos e incidentes relacionados à segurança nas comunidades.

O projecto visa ainda aumentar a consciencialização e ampliar o diálogo em relação aos Princípios Voluntários sobre Segurança e Direitos Humanos (VPSHR, na sigla em inglês) pelas várias partes interessadas, para construir confiança e partilhar as melhores práticas internacionais.

Segundo uma publicação do CDD, pretende-se, desta forma, chegar a um acordo sobre os próximos passos que todas as partes podem tomar para fortalecer a implementação dos VPSHR em Cabo Delgado e em Moçambique no geral.

A iniciativa, de acordo com a publicação, surge pelo facto de a província de Cabo Delgado estar a ficar desestabilizada devido a um conflito violento, mal compreendido e em rápida evolução, com influências históricas, religiosas, regionais e étnicas, interligado com o comércio ilícito.

Os distritos do norte e centro desta província estão a ser alvos de ataques terroristas, há mais de três anos, o que provocou insegurança, destruição de infra-estruturas e deslocação de várias comunidades, deixando fissuras no tecido social que precisam ser concertadas através de um trabalho coordenado entre os diversos sectores.

Segundo esta organização, Cabo Delgado tem abundância de recursos naturais que atraem investimentos estrangeiros, com os mega projectos da indústria petrolífera em instalação.

São indústrias que têm o potencial de transformar a economia do país e da população, mas o conflito representa uma ameaça crescente para a possibilidade de ganhos económicos subsequentes que devem concorrer para o bem-estar da nação.

“Além disso, o conflito cria um impacto nos direitos humanos das comunidades locais, onde as respostas de segurança nacional não foram capazes de conter o conflito e as petrolíferas internacionais continuam a contar com o Estado para a sua protecção. Em troca, estas companhias garantem apoio logístico às Forças de Defesa e Segurança destacadas”, pode se ler na recente publicação do CDD.

A organização acrescenta que o projecto pretende promover a transparência e as boas práticas de responsabilidade social corporativa, envolvendo o sector de segurança nacional e as principais empresas petrolíferas, na tentativa de mitigar a ameaça.

No entanto, há uma necessidade de minimizar o risco de abusos de direitos humanos e incidentes relacionados à segurança nas comunidades, através da adopção e implementação dos VPSHR que, igualmente, deve ter impacto no sucesso dos mega projectos e na prosperidade económica do país.

Pretende-se, deste modo, promover um diálogo a vários níveis, que inclui workshops em Maputo e Pemba, webinars de apoio e consultas antes e depois dos debates, visando alcançar os resultados esperados.

Parte dos resultados esperados é o alargamento do diálogo e sensibilização sobre os VPSHR na componente de educação e formação, bem como a mobilização e melhor compreensão da sua aplicação no contexto de Cabo Delgado.

Espera-se também fazer avaliações das partes interessadas e desenvolvimento de roteiros, assim como o seu envolvimento em webinars de treinamento, acompanhamento e consultas individuais para a respectiva implementação.

Fazem parte da iniciativa o Alto Comissariado Britânico, representantes de outros governos e membros da iniciativa dos VPSHR com experiência internacional para partilhar lições aprendidas, além de especialistas e observadores.

Marcelo Rebelo de Sousa reeleito à primeira volta

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, garante a reeleição à primeira volta com 57 a 62% os votos, de acordo com a projeção da Universidade Católica.

A socialista Ana Gomes será a segunda mais votada, com 13 a 16% de votos. As projecções, segundo a RTP e o “Diário de Notícias”, apontam que Rebelo terá entre 57% e 62% dos votos, o que elimina a necessidade de uma segunda volta. Os dois órgãos citam sondagem da Universidade Católica.

As mesmas projecções indicam que André Ventura, do partido de extrema-direita, ficará em terceiro lugar, com nove a 12%. Sete candidatos concorriam à presidência, mas havia oito candidatos no boletim de voto. Isto porque que um dos concorrentes, Eduardo Baptista, o primeiro da lista, não se qualificou, mas acabou incluído na versão final do documento, diz de acordo uma fonte a que o G1 teve acesso.

Quénia solidário com Moçambique por causa da devastação pelo ciclone “Eloise”

O Presidente da República, Filipe Nyusi, recebeu ontem a solidariedade do Quénia, em consequência dos estragos causados pelo ciclone tropical “Eloise”, em algumas províncias do país.

A mensagem de solidariedade foi endereçada durante uma conversa telefónica entre Filipe Nyusi e o seu homólogo da República do QuéniaUhuru Kenyatta, segundo um comunicado enviado ao “O País”.

Na ocasião, o Presidente Kenyatta manifestou a disponibilidade do seu país em prestar o apoio possível para a mitigação do sofrimento das populações abrangidas.

Por seu turno, o Presidente Nyusi agradeceu a intenção manifestada pelo Chefe do Estado queniano.

UNILÚRIO pesquisa plantas medicinais para cura de doenças respiratórias

A Universidade Lúrio (UNILÚRIO) está a desenvolver um estudo sobre o uso de plantas medicinais para a cura de doenças respiratórias. Um dos farmacêuticos envolvidos na pesquisa defende o uso de “bafo” com folhas de eucalipto e limoeiro para a limpeza das vias respiratórias.

Uma equipa composta por docentes de vários ramos, estudantes da faculdade de Ciências de Saúde da Universidade Lúrio em Nampula e praticantes da medicina tradicional, iniciou uma pesquisa no ano passado que visa identificar plantas medicinais que curam doenças respiratórias para depois definir o modo de toma, assim como as quantidades recomendadas, num contexto em que 80% da população nacional recorre à medicina tradicional, primeiro, para tratar os seus problemas de saúde e 90% do medicamento tradicional em África provém de plantas.

“Hoje em dia, na medicina, para se utilizar um princípio activo é preciso que se conheça não só os seus efeitos benéficos, mas tem que conhecer-se também os seus efeitos maléficos e digo desde já que todos os princípios activos têm o efeito benéfico e o efeito maléfico, feliz ou infelizmente. Tem que se conhecer as dosagens, estou a falar das quantidades correctas para serem utilizadas; tem que se conhecer as doses, a quantidade mínima capaz de produzir um efeito esperado e tem que se conhecer as posologias – como administrar”, explica Neivaldo Murrube, farmacéutico de formação e um dos pesquisadores envolvidos.

A pandemia da COVID-19 até foi o pretexto para o início do estudo, mas os pesquisadores alargaram o campo de actuação para outras doenças respiratórias comuns como a asma que a medicina convencional não cura.

“Poucos trabalhos existem a abordar acerca das plantas africanas, então nós dissemos que não vamos nos focar simplesmente na COVID-19, vamos abrir o foco; vamos fazer um amplo aspecto de procura”, avança o pesquisador, tendo esclarecido que a pesquisa deverá durar 10 anos, estando-se nesta fase na recolha dos nomes das plantas, a confrontação com os nomes científicos, sendo que a fase que vai durar mais tempo (cerca de 8 anos) será a de ensaio dessas plantas/medicamento em humanos, precisamente pelo rigor necessário de análise dos seus efeitos. No entanto, essa fase só se chega depois do ensaio em animais, preferencialmente cobaias.

Aproveitando o foco da pesquisa que são plantas para a cura de doenças respiratórias, questionamos ao farmacéutico se os bafos com folhas de eucalipto e limoeiro são ou não eficazes para a cura ou atenuação de problemas respiratórios, ao que respondeu: essas plantas são ricas em vitamina “c” e são ricas em princípios activos que são expectorantes, ajudam a retirar sujidade, muco do sistema respiratório e de alguma forma ajuda a resolver os sinais e sintomas de indivíduos que tenham problemas respiratórios.

Em África em Moçambique em particular, calcula-se que 80% da população recorre primeiro à medicina tradicional para tratar os seus problemas de saúde e o Ministério da Saúde tem uma Direcção Nacional da Medicina Tradicional que visa a valorização deste ramo da medicina que é reconhecido pelo Organização Mundial da Saúde.

Requalificação da Feira Recreativa da OJM em Nampula gera polémica

Cerca de três mil vendedores que exploram o mercado da Feira Recreativa da Juventude, pertencente à Organização da Juventude Moçambicana (OJM) em Nampula, dizem que estão a ser expropriados sem negociação prévia, depois de 25 anos no local. A OJM esclarece que a área em causa vai à requalificação e todos serão reintegrados.

A Organização da Juventude Moçambicana (OJM), braço juvenil do partido Frelimo, é titular do Direito de Uso e Aproveitamento da Terra da parcela onde funciona a Feira Recreativa da Juventude, vulgarmente conhecido por “Mercado dos Bombeiros”. Há mais de duas décadas que o espaço é explorado por cerca de 3 mil vendedores que pagam taxas ao Município, que por sua vez, tem um memorando de entendimento com a OJM para a partilha dessas receitas.

Muitos comerciantes têm inclusive DUAT para a exploração das parcelas definidas dentro do espaço, sendo que alguns têm inclusivamente licença para uso das mesmas por um período de 50 anos, como atestam os documentos que tivemos acesso. Entretanto, no dia 18 de Janeiro corrente a OJM emitiu um comunicado que diz que a partir do dia 01 de Fevereiro próximo começam obras de requalificação geral e não se indica um espaço alternativo para os visados desenvolverem a sua actividade comercial.

“Estamos aqui a nos depararmos com situações inexplicáveis porque não fomos explicados em algum momento sobre uma reestruturação neste mercado”, lamenta Danilo Domingos, um dos membros da comissão dos vendedores.

“Há mais de 25 anos que estamos a usar o mercado, investimos, mas recebemos essa lamentável informação que temos que abandonar o mercado porque existe um investidor que pretende usar e vai se fazer a requalificação do mercado”, acrescenta Eliseu Carlos Manuel, um dos concessionários de um espaço naquele mercado.

O secretário provincial da OJM em Nampula, Mundefa Augusto Mundefa, veio a público esclarecer que não se trata de uma expropriação, mas sim um projecto de requalificação da Feira e no fim todos serão reenquadradrados. “A requalificação da Feira da OJM não implica a retirada dos comerciantes. Voltarão a vender, mas de uma maneira organizada. Esse é o projecto. Mas enquanto eles vendem e ganham alguma coisa, nós também como OJM teremos benefício porque o espaço vai prever a construção da nossa sede”.

O trabalho de requalificação deverá terminar em Novembro de 2022.

Afirma recluso indultado: Um labirinto que terminou na cadeia e gerou mudanças

Quinze (15) meses é o tempo que o jovem Alberto Paulo permaneceu detido na unidade penitenciária da Machava, província de Maputo, acusado de roubar um celular. Ele viria a beneficiar do indulto decretado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, no ano passado.

Alberto Paulo disse que “eu estive no lugar errado e na hora errada, por isso terminei na cadeia. Um lugar para o qual nunca mais quero voltar”, declarou bastante arrependido e frustrado, porque se considera inocente da acusação que o levou à reclusão, mas se conformou a cumprir a pena.

Antes da condenação, ficou sete meses em prisão preventiva, à espera do julgamento, do qual foi sentenciado a ficar dois anos na cadeia. No entanto, não chegou a cumprir na totalidade a pena porque fez parte dos mais de mil reclusos que beneficiaram do indulto operacionalizado nos finais de 2020.

Residente no bairro do Chamanculo, na cidade de Maputo, aceitou partilhar os tristes momentos passados no período em que esteve privado da liberdade. Contou que, quando soube que sairia da cadeia, ficou muito feliz, mas teve um momento de reflexão sobre como iria se inserir no bairro e na sociedade em geral.

Finalmente, chegou à casa, mas sempre que der uma curta passeata pelo bairro, as pessoas olham-no com ar acusador e de desprezo. Contou que outros apontam-no como se de um criminoso se tratasse.

Por causa dessa situação, Alberto Paulo decidiu ficar mais tempo em casa e só sair quando vai ao encontro do seu único amigo, António Fernando.

“Eu sinto-me mal quando estou na rua, porque me tratam como ladrão, o que não sou. Eu manchei a imagem da minha família e envergonhei, principalmente, a minha mãe e o meu irmão mais velho. Quero recompor-me para lavar a imagem da família e dar uma vida melhor à minha mãe”, disse o jovem, com lágrimas de arrependimento no rosto.

Apesar de não se sentir tão bem acolhido no bairro, sente o aconchego dos familiares que, diariamente, incentivam-no a seguir em frente e a lutar para realizar os seus sonhos.

“A minha família tem-me ajudado e incentivado muito. Sinto-me amado por todos e bem acolhido. Agora, o que mais quero é conseguir um emprego para reiniciar a minha vida”, disse.

Pelo menos três soldados morrem em ataque terrorista no Mali

Pelo menos três soldados do Mali foram mortos entre a noite de sábado e domingo no centro do país em dois ataques atribuídos a ‘jihadistas’, que teriam perdido cinco homens nesses atentados, disseram hoje fontes de segurança locais.

Dois ataques terroristas simultâneos entre a noite de sábado e hoje contra o acampamento militar do exército do Mali em Boulkessy e contra uma posição do exército do Mali em Mondoro causaram a morte de, pelo menos, três soldados”, disse à agência de notícias AFP uma fonte militar do Mali.

“Cinco jihadistas” também foram mortos, segundo a mesma fonte.

“Houve dois ataques contra Mondoro e Boulkessy. O número ainda é provisório. Pelo menos três soldados morreram e cinco terroristas foram mortos”, confirmou outra fonte de segurança à AFP.

“Também há pelo menos sete soldados do Mali feridos. Vários ‘jihadistas‘ ficaram feridos e deixaram mais de 25 motocicletas durante a sua fuga”, acrescentou esta última fonte.

Os ataques “começaram por volta das 03:00 (local e em Lisboa), enquanto “todos estavam na cama”, disse à AFP uma outra fonte em Mondoro, estimando a duração dos combates em uma hora.

“Um helicóptero retirou vários soldados feridos para Sévaré“, perto da capital regional, Mopti, onde o exército mantém um grande acampamento, disse uma fonte médica à AFP

Os campos Boulkessy e Mondoro, localizados perto da fronteira com Burkina Faso, já foram atacados no passado.

Em setembro de 2019, foram o alvo de um dos ataques mais mortais no Mali desde o início da crise em 2012.

Cerca de cinquenta soldados foram mortos num ataque duplo reivindicado pelo Grupo de Apoio ao Islão e aos Muçulmanos, a principal aliança ‘jihadista‘ no Sahel afiliada à Al-Qaida.

Na quinta-feira, três outros soldados malineses foram mortos por um explosivo improvisado no setor de Mondoro.

Macron e Biden convergentes em temas como Covid-19 e clima

Os presidentes francês e norte-americano “constataram uma grande convergência de pontos de vista” sobre os grandes dossiers internacionais, em particular a luta contra a covid-19, “no quadro da OMS”, e sobre o clima, indicou ontem o Eliseu.

A Presidência da República francesa divulgou no domingo (24) um comunicado no seguimento de uma conversa telefónica entre o Presidente Emmanuel Macron e o seu homólogo norte-americano, Joe Biden.

Na primeira conversa telefónica desde a posse de Joe Biden, os dois chefes de Estado também notaram “a sua vontade de agir em conjunto pela paz no Próximo e Médio Oriente, especialmente sobre o dossier nuclear iraniano”, disse a Presidência na declaração.

A “conversa amigável e de trabalho” foi em inglês durante uma hora, disse a assessoria do Presidente francês.

A Casa Branca, também sobre o contacto telefónico, disse que Joe Biden afirmou a Emmanuel Macron o desejo de “reforçar os laços bilaterais” com a França, “o aliado mais antigo”, mas também “a relação transatlântica“, através da NATO e da parceria dos Estado Unidos com a União Europeia.

Emmanuel Macron tinha saudado na quarta-feira, dia da posse de Joe Biden, a decisão de Washington de regressar ao acordo de Paris sobre o clima, e à Organização Mundial da Saúde (OMS), assinalando o seu regresso às instituições multilaterais após quatro anos de unilateralismo da presidência de Donald Trump.

Os dois dirigentes concordaram com a necessidade de se coordenarem em “desafios comuns como as alterações climáticas, covid-19 e a recuperação da economia global”, de acordo com a declaração da Casa Branca.

“Concordaram também em trabalhar em conjunto nas prioridades partilhadas da política externa, incluindo a China, o Médio Oriente, a Rússia e o Sahel“, acrescentou.

Sobre todos estes assuntos, os dois presidentes “concordaram em permanecer em contacto muito próximo nas próximas semanas”, de acordo com o Eliseu, ainda que nenhuma reunião física possa ser agendada de momento por causa da pandemia de covid-19.

Macron e Biden reuniram-se pela primeira vez em 10 de novembro, após a eleição do Presidente dos Estados Unidos, mas nunca se tinham encontrado quando Joe Biden foi vice-presidente de Barack Obama, entre 2009 e 2017. Emmanuel Macron chegou ao poder em 2017.

Desde que tomou posse, o Presidente norte-americano já falou com o primeiro-ministro canadiano, Justin Trudeau, e com o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Presidente da Venezuela apresenta gotas “milagrosas” 100% eficazes

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, apresentou no domingo (24), umas gotas que qualificou como “milagrosas” e que, assegurou, neutralizam a covid-19 a 100% se usadas de quatro em quatro horas.

“Tendo recebido a licença sanitária oficial do país, posso apresentar a medicina que neutraliza em 100% o coronavírus, o Carvativir, mais conhecido como as gotinhas milagrosas de José Gregório Hernández“, disse durante um discurso televisivo no qual fez um balanço da pandemia na Venezuela.

Este tratamento, explicou, é produto de vários estudos clínicos, científicos e biológicos que duraram nove meses e incluíram testes em doentes moderados e graves, que sempre, segundo o responsável, se recuperaram da doença graças às gotas.

“Dez gotas debaixo da língua, a cada quatro horas, e o milagre acontece, é um poderoso antiviral, muito poderoso que neutraliza o coronavírus“, disse Nicolás Maduro, acrescentando que tudo o que é relacionado com o produto “vai ser publicado em revistas internacionais”.

Carvativir, continuou, é um medicamento “totalmente inócuo”, porque “não tem efeitos secundários nem efeitos negativos” ou, pelo menos, é isso que mostram as “experiências maciças” realizadas na Venezuela.

A partir desta semana, disse o Presidente, terá início a “produção maciça” do medicamento, para o qual o Governo planeia estabelecer um sistema de distribuição direta que assegure a chegada das doses a todos os hospitais e centros de saúde em geral.

Nicolás Maduro planeia exportar milhares de doses de Carvativir para os países que, juntamente com a Venezuela, formam o bloco ALBA-TCP (Cuba, Nicarágua, Bolívia, Haiti e outras nações das Caraíbas), e comercializá-lo com outros países com os quais tem uma “relação estratégica”, embora não tenha mencionado nenhum.

O responsável acrescentou que a vice-presidente executiva, Delcy Rodriguez, entregará toda a informação ao diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, “para que conheça e certifique este poderoso antiviral”.

A relação do produto Carvativir com “gotas milagrosas” foi feita pelo Presidente numa alusão ao médico venezuelano José Gregório Hernández (1864-1919), considerado venerável pela Igreja Católica e que será beatificado este ano, depois de o Papa aprovar um milagre que é a atribuído ao médico.

Covid-19: Polícia holandesa dispersa protestos contra recolher obrigatório

A polícia holandesa dispersou ontem, dois protestos contra o recolher obrigatório, em Amesterdão e Eindhoven, utilizando canhões de água, cães e gás lacrimogéneo, depois de os manifestantes terem lançado pedras e fogo de artifício aos agentes e saqueado lojas.

Em ambas as cidades, os participantes dos protestos lançaram objetos, fogo de artifício e pedras contra a polícia, o que levou as autoridades a atuar, nomeadamente com recurso a canhões de água, e depois controlar com cães as áreas circundantes das praças para evitar que os manifestantes regressassem.

Em Eindhoven, depois de a polícia ter usado um canhão de água para dispersar o protesto, um grupo de manifestantes regressou à praça 18 Septemberplein, tendo os agentes policiais recorrido ao gás lacrimogéneo contra os participantes, que se recusavam abandonar o local.

OS manifestantes pegaram fogo um contentor e vários automóveis, partiram janelas de vários edifícios, saquearam lojas da estação central de Eindhoven e nos seus arredores, registando-se vários atos de vandalismo em espaços públicos.

A praça ficou, entretanto, vazia, mas cheia de pedras que foram arremessadas durante o protesto, tendo sido detidas dezenas de pessoas devido às altercações em Eindhoven, onde o tráfego ferroviário está fechado, tal como a estação, para que os manifestantes não possam aceder.

Já em Amesterdão, a polícia dispersou uma manifestação de cerca de 250 pessoas com canhões de água e retirou à força aqueles que se recusavam sair da praça Museumplein, que tinha sido considerada hoje como área de risco de segurança pelas autoridades locais, tendo depois sido declarada a emergência municipal em toda a cidade.

Em nenhuma das manifestações os participantes usaram máscaras ou mantiveram o distanciamento social.

Os protestos visam as medidas que entraram em vigor na Holanda no sábado, onde se inclui o dever de recolhimento obrigatório, a primeira restrição à mobilidade aplicada no país desde que, em março de 2020, começou a pandemia, que exige um razão ponderosa para sair à rua entre as 21:00 e as 04:30.

Na noite passada, a polícia holandesa aplicou mais de 3.600 multas e deteve 25 pessoas, no primeiro dia de recolhimento obrigatório, que culminou com protestos nas duas cidades.

Partido colombiano FARC passa a chamar-se Comunes para romper com passado violento

O partido político das FARC deu um novo passo no domingo (24) para romper com o passado violento, ligado à sigla das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, passando a ser denominado Comunes.

O nome Comunes foi escolhido numa votação entre três opções propostas em Assembleia Nacional Extraordinária, já que os antigos combatentes consideravam as FARC um acrónimo que gerava rejeição no país devido ao conflito armado de mais de meio século que causou milhares de mortos.

“Quero informar a Colômbia e a comunidade internacional que a partir de hoje teremos o nome Comunes, porque somos um partido de pessoas comuns que trabalham para um país justo e para o bem-estar das pessoas comuns”, disse o presidente da força política, Rodrigo Londono, conhecido como ‘Timochenko’ durante o tempo em que foi guerrilheiro.

Outro membro da direção, Francy Orrego, disse, ao ler as conclusões da assembleia, que se decidiu “mudar o nome do partido face à nova dinâmica do país”.

“Partilhamos da opinião de que o nome FARC gera resistência em muitos setores da sociedade colombiana”, afirmou.

O novo nome também lhes permite distanciarem-se dos dissidentes Ivan Marquez e Jesus Santrich, que a 29 de agosto de 2019 anunciaram o regresso às armas com a sigla das antigas guerrilhas das FARC, depois de terem feito parte da equipa de negociação do acordo de paz assinado com o Governo colombiano em novembro de 2016.

Em agosto de 2017, nove meses após a assinatura do acordo de paz, os antigos guerrilheiros definiram em congresso que o nome político seria Força Alternativa Revolucionária do Comum (FARC), e o seu logótipo uma rosa que evoca símbolos social-democratas, que decidiram manter.

Então, houve muito debate sobre se iriam manter a sigla guerrilheira ou alterá-la, num esforço para ultrapassar a má imagem que as FARC têm na sociedade colombiana.

Tanto que o então Presidente Juan Manuel Santos, que assinou o acordo de paz, criticou-os por manterem a mesma sigla para o partido político.

“A prática, a realidade, mostrou que não era a melhor coisa”, admitiu Londono esta semana.

O antigo ministro do Interior Juan Fernando Cristo, que participou nas negociações de paz, classificou de “certa” a “decisão dos membros do partido da guerrilha desmobilizada das FARC de mudarem o nome para Comunes”.

“Um passo em frente na sua reincorporação na vida civil”, disse Cristo.

Já o antigo ministro da Defesa Juan Carlos Pinzon, um crítico do acordo de paz, disse que os membros do partido “nunca deviam ter aceitado o uso das ‘FARC’ na democracia” e observou que “a mudança de nome neste momento é um plano mediático, não um ato de reconciliação”.

“Será sempre inexplicável ter perpetradores de crimes contra a humanidade como congressistas e as vítimas sem nada. Com o tráfico de droga reforçado”, escreveu Pinzon na rede social Twitter.

Autoridades moçambicanas contabilizam prejuízos após ciclone Eloise

As autoridades moçambicanas anunciaram ontem (24), haver um óbito por confirmar e 12 feridos, quatro dos quais graves, após a passagem do ciclone Eloise pelo centro do país.

Atempestade abateu-se sobre a cidade da Beira na madrugada de sábado e os dados preliminares foram ontem anunciados por António Beleza, diretor adjunto do Centro Operativo de Emergência, ligado ao Instituto Nacional de Gestão de Desastres (INGD).

Também o presidente do município atualizou o seu levantamento, ainda em curso.

Segundo o autarca, Daviz Simango, há quatro mortes a registar na cidade devido a desabamentos causados pelo ciclone, entre os quais uma criança de dois anos.

Relativamente às quatro províncias atingidas pelo ciclone (Zambézia, Sofala, Manica e Inhambane), o INGD indicou que houve 32.660 famílias afetadas, ou seja, cerca de 163.000 pessoas, quase todas na província central de Sofala.

O instituto estatal que gere as ações de socorro contabiliza ainda 3.343 casas parcialmente danificadas, mil totalmente destruídas e 1.500 inundadas, sendo quase todas habitações precárias.

Ao nível de infraestruturas públicas, há 11 centro de saúde e 26 salas de aulas danificadas e quatro estradas estão intransitáveis.

Estima-se que quase 137.000 hectares de áreas agrícolas estejam inundadas, agravando as previsões de fome na região.

Há 6.859 pessoas deslocadas em 21 centros de acomodação, sendo que 4.246 pessoas foram transferidas nas últimas 48 horas.

O distrito do Búzi, a oeste da cidade da Beira, é o mais afetado por inundações.

O serviço de Operações Humanitárias e de Socorro da União Europeia (ECHO, sigla inglesa) previu hoje que 200.000 pessoas no sul de Moçambique possam ser afetadas por inundações, nos próximos dias, após a passagem do ciclone Eloise.

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