Os Estados Unidos vão conceder asilo temporário a cerca de 145 mil refugiados venezuelanos, devido aos “tumultos” no país governado por Nicolas Maduro, de onde fugiram já quatro milhões de pessoas.
“As condições de vida na Venezuela revelam um país em tumulto, incapaz de proteger os seus próprios cidadãos”, afirmou hoje o secretário norte-americano para a Segurança Interna, Alejandro Mayorkas, em comunicado em que anunciou a decisão da Administração.
Cidadãos venezuelanos a viver nos Estados Unidos poderão beneficiardo estatuto de proteção temporária (TPS, na sigla em inglês), por 18 meses, até 9 de setembro do próximo ano.
O estatuto TPS permite a estrangeiros residir e trabalhar nos Estados Unidos, se os seus países de origem forem devastados por desastre natural ou guerra, e as autorizações estendem-se até haver condições para o seu regresso.
Segundo as Nações Unidas, nos últimos anos quatro milhões de venezuelanos abandonaram o seu país, sobretudo para países vizinhos como a Colômbia, devido à crise económica e insegurança.
A Administração de Donald Trump havia já oferecido em janeiro proteçãoaos refugiados venezuelanos, ao abrigo de um programa de autorização de permanência, sendo na altura o seu número estimado pela AP em 145 mil pessoas.
Segundo Alejandro Mayorkas, os Estados Unidos irão “apoiar venezuelanos habilitados (ao estatuto TPS) que já se encontrem nos Estados Unidos, enquanto o seu país procura ultrapassar as atuais crises”.
Na semana passada, o líder opositor venezuelano Juan Guaidó pediu hoje a união dos para exigir a entrada do Programa Alimentar Mundial (PAM), da ONU, na Venezuela, para ajudar a enfrentar a crise, sublinhando que cada vez há mais pobreza extrema.
“Faço um apelo, novamente às organizações não-governamentais, à sociedade civil e aos milhões de venezuelanos que hoje não têm alimentos diariamente, para começar a exigirem a entrada do PAM na Venezuela”, disse.
Juan Guaidó falava durante uma conferência de imprensa em Caracas, em que questionou os representantes dos partidos políticos que o acompanhavam se os venezuelanos se preocupavam mais pela “covid-19 ou a fome” recebendo em uníssono a resposta pela “fome”.
Durante a conferência de imprensa, Juan Guaidó instou ainda os venezuelanos a consolidarem “a maior unidade possível” para enfrentar o Governo do Presidente Nicolás Maduro e para conseguir a pressão internacional necessária para a realização de eleições livres e justas no país.
“É parte do que falamos nas reuniões com os nossos aliados”, frisou.
Segundo Juan Guaidó, o atual regime “pretende sequestrar o poder para usá-lo em benefício próprio e não para salvar vidas” e “por isso a União Europeia sancionou (recentemente) os que hoje atentam contra a democracia”.
Segundo a imprensa venezuelana, entre julho e setembro de 2019, o PAM analisou a situação alimentar na Venezuela, na sequência de um convite feito pelo Governo do Presidente Nicolás Maduro, tendo registado que 7,9% da população (2,3 milhões) está no nível de insegurança alimentar severa e 24,4% (7 milhões) em insegurança alimentar moderada.
A Renamo manifesta preocupação com o aumento da violência doméstica, dos casamentos prematuros e a insegurança das mulheres afectadas pelo terrorismo em Cabo Delgado e pelos ataques armados em Manica e Sofala. A inquietação foi apresentada no contexto das celebrações do Dia Internacional da Mulher.
A pandemia da COVID-19 veio colocar um “travão” na forma tradicional das mulheres celebrarem o seu dia com festas ou convívios. As mudanças são, porém, muito mais profundas.
O confinamento e o isolamento que o novo coronavírus impôs à sociedade, veio agravar outros problemas já existentes. O aumento do número de casos da violência doméstica e violação.
Apesar de não existirem dados específicos, a Renamo, o maior partido da oposição, está preocupada.
“Preocupa-nos a onda de violência doméstica contra pessoas da terceira idade, crianças, mulheres e até homens que, de certa forma, são violentados por mulheres. Inquietam-nos, igualmente, os casamentos prematuros, pois trazem resultados negativos à sociedade e retrocedem os sonhos das raparigas”, expressou Maria Inês, presidente da Liga Feminina da Renamo.
Por outro lado, as mulheres da Perdiz estão preocupadas com a questão da insegurança no centro e norte de Cabo Delgado. Segundo analisam, o rosto mais visível do sofrimento imposto por aqueles conflitos são as mulheres, que chegam a viver em condições impossíveis de se imaginar.
O braço feminino da Perdiz exorta o Governo, para que resolva a situação, o mais rápido possível.
“Em Cabo Delgado, temos estado a ver, através dos órgãos de comunicação social, mulheres a sofrer. A correr de um lado para o outro, a comer capim. Situações incríveis. Gostaríamos que o Governo procurasse formas de ultrapassar essa situação”, apelou Maria Inês.
A pandemia da COVID-19, que dura há um ano no país, já causou graves problemas na vida de muitas mulheres, em particular, as que dependem do “negócio informal” para a sobrevivência. As vendedeiras de frango e magumba, na Costa do Sol, retiradas, no ano passado, por conta da pandemia, contam que desde então, os seus dias tem sido de muita incerteza.
Sandra e Adélia eram vendedeiras de frango e magumba (um tipo de peixe apreciado localmente) na praia da costa do sol, fazem parte das 209 mulheres que dali tiravam o seu sustento, mas por conta da nova realidade, há um ano que suas vidas mudaram completamente.
Falam de sofrimento, tristeza e muitas dificuldades. Segundo elas, quando foram retiradas do local (praia da Costa do Sol), a promessa era que voltariam a praticar as suas actividades, logo o mais logo possível. Um ano depois, o esperado retorno, continua longe do horizonte.
“Quando nos tiraram daqui, não negamos. Pensávamos que a situação fosse durar apenas um mês, mas não. O tempo passou e estamos aqui de mãos atadas. Somos mulheres que sempre trabalhamos e sustentamos nossas famílias, e hoje estamos a passar dificuldades para viver”, disse Sandra Matsinhe, mulher que trabalhou por mais de 30 anos na praia.
Segundo a vendedeira, a COVID-19, mais do que uma doença que afecta as vias respiratórias, adoeceu o seu coração e destruiu o estilo de vida construído durante anos.
“Hoje sou marginal. Não consigo sustentar a minha família e agora dependo da ajuda dos meus filhos. Mas não é isso que quero. Estou acostumada a cuidar de mim mesma”, desabafou Sandra, que preside a associação dos vendedores de frango e magumba.
Adélia Joaquim, outra mulher que desde a adolescência dedicou sua vida a trabalhar naquele local, conta que antes da pandemia era uma empreendedora de sucesso e empregava, até a altura da retirada daquele local, cinco pessoas.
Mesmo após a saída da Costa do Sol, não desistiu e tentou fazer outros negócios, mas não deu certo.
“Ninguém comprava e caí. A minha vida mudou muito. Hoje acordamos e olhamos para os lados, sem saber o que vamos comer, e isso não acontecia antes. Agora, ter todas refeições é muito complicado”, contou.
A directora Nacional do Género, Lídia Chongo, reconhece que a pandemia veio complicar a situação daquele grupo, em específico, garantiu que há trabalhos em curso, para encontrar algumas soluções.
“Em coordenação com os nossos parceiros, estamos a promover projectos de geração de rendimentos, mesmo para aliviar a situação que essas mulheres passam por conta da COVID-19 e, neste momento, decorre um estudo para ver como podemos apoia-las “, garantiu.
Apesar de todas dificuldades causadas pela pandemia, Sandra e Adélia afirmaram, em viva voz, que são batalhadoras e que não vão desistir de trabalhar.
O maior lote de vacinas da Covid-19 que o país recebe desde a eclosão da pandemia desembarcou no último domingo no Aeroporto Internacional de Maputo. Adicionadas a doação feita pela China em Fevereiro, o país já recebeu 684 mil vacinas contra a pandemia.
Já estão entre nós. Chegaram no domingo à capital moçambicana pela porta do Aeroporto Internacional de Maputo, sob olhar de membros do Governo e parceiros de cooperação. São 484 mil doses da Vacina contra COVID-19, que reforçam o lote das 200 mil que chegaram em Fevereiro doadas pela China.
Das agora recebidas, 384 mil doses são da vacina da AstraZeneca. Trata-se de uma vacina que é administrada em duas doses. De acordo com a OMS, tem uma eficácia que varia de 62% a 90% e vários estudos apontam-na como eficaz contra as variantes da Covid-19 com origem no Reino Unido e Brasil (nada foi ainda dito sobre a sua eficácia para a variante sul-africana após os sul-africanos terem a suspenso do seu processo de imunização da população. A vacina da AstraZeneca é conservada a temperaturas que variam de 2ºC à 8ºC graus e recomendada a pessoas com idade igual ou superior a 18 anos, incluindo pessoas com 65 anos ou mais.
Outras 100 mil doses resultam de uma doação da Índia. A vacina doada por Nova Deli carrega o nome de Covishield e é fabricada pela Serum Institute of India, o maior fabricante mundial de vacinas. É também administrada em duas doses, deve ser armazenada em temperaturas que variam de 2º C à à 8ºC graus célsius. Tem 76 por cento de eficácia.
Até o final deste ano, Moçambique poderá receber cerca de dois milhões de doses da vacina contra COVID-19 no quadro da iniciativa COVAX Facility. Trata-se de uma iniciativa global que visa o acesso equitativo às vacinas COVID-19 liderada por GAVI, a Organização Mundial da Saúde, a Coalização para Inovações de Preparação para Epidemias e UNICEF. Visa coordenar recursos internacionais para permitir o acesso equitativo de diagnósticos COVID-19, tratamentos e vacinas. Mais de 30 doadores estão contribuindo para a COVAX, incluíndo os Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Japão, Canadá e Alemanhã.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, nomeou através de Despacho Presidencial, César Francisco de Gouveia Júnior, para o cargo de embaixador extraordinário e plenipotenciário da República de Moçambique junto da República Helénica (Grécia).
César Gouveia Júnior assume as novas funções com residência em Roma, onde actualmente desempenha a mesma função junto da República Italiana.
O Primeiro Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, disse que as 484 mil doses da vacina que o país acaba de receber vão ser usados de forma transparente e criteriosa respeitando, o plano nacional de vacinação contra a Covid-19.
Do Rosário deu esta garantia na manhã de ontem (08), no Aeroporto Internacional de Maputo, na recepção dos imunizantes da iniciativa internacional COVAX 384 mil doses, e 100 mil doses doados pela Índia, no âmbito das relações bilaterais entre os dois estados.
“As vacinas que recebemos são administradas em várias partes do mundo, Europa, África, Ásia, América, com o objectivo de reduzir doenças graves e mortes por Covid-19. Por isso, quero garantir que os imunizantes serão usados de forma transparente e criteriosa, respeitando o plano nacional de vacinação contra a covid-19, que há dias lançamos no país”, sublinhou o governante.
O governante assegurou que com a chegada deste lote da COVAX será efectivo o plano nacional de vacinação, que vai abranger quase 17 milhões de moçambicanos.
O Alto comissário da Índia em Moçambique, Ankan Banerjee, disse que é um privilégio cooperar com Moçambique na área da Saúde.
As vacinas foram recebidas no Aeroporto de Maputo pelo Primeiro-Ministro, Carlos Agostinho do Rosário, e pelo Ministro da Saúde, Armindo Tiago, acompanhados pela coordenadora residente das Nações Unidas, Myrta Kaulard, o embaixador da União Europeia (UE), Antonio Sánchez-Benedito Gaspar, representante da Organização Mundial de Saúde, Joaquim Saweca, da UNICEF, Katarina Johansson, assim como os embaixadores de outros países parceiros apoiantes da COVAX.
Uma adolescente, de 17 anos de idade, encontra-se retida na 23ª esquadra, no bairro Chiango, na cidade de Maputo, desde domingo (07), indiciada de tentar matar a família por envenenamento.
A adolescente, residente no bairro das Mahotas, na capital do país, confessou ter colocado inseticidas num recipiente contendo água, que posteriormente seria consumida pela família.
A menor alegou ter tomado tal atitude por ter uma relação difícil com os parentes, devido ao seu comportamento.
A indiciada teria sido expulsa de casa pelo seu irmão, na última sexta-feira, após ela ter ficado mais de 24 horas fora de casa, sem o consentimento da família, em passeatas com suas amigas.
Leonel Muchina, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) na cidade de Maputo, indicou que a adolescente vai responder por tentativa de homicídio qualificado, um crime punível pela Lei.
A neutralização ocorreu após a denúncia dos pais que viram alteração da água e o desaparecimento de pesticidas no seu local habitual.
A COVID-19 provocou a morte de mais cinco pessoas, nas unidades sanitárias do país, sendo três homens e suas mulheres, de 63 a 85 anos de idade, o que eleva o cumulativo para 698 óbitos devido a doença.
O comunicado emitido na tarde de ontem (08) pelo Ministério da Saúde (MISAU), indica que nas últimas 24 horas registou-se mais 183 casos positivos para o novo coronavírus, o que totaliza um cumulativo de 62.703 casos, dos quais 62.387 são de transmissão local e 316 importados.
Na janela de recuperados, 173 pessoas ficaram livres da doença, aumentando para 46.594 casos recuperados, enquanto 15.407 continuam activos.
Entretanto, nas unidades sanitárias, deu entrada 20 doentes, 17 tiveram alta médica e 158 doentes estão acamados padecendo de doenças respiratórias, hipertensão arterial e diabetes.
A Tracker Moçambique Segurança SA pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Técnico de Instalação de Sistemas de GPS e Car-tracking. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Sénior de Construção Civil para Morrumbala. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Motoristas para Motoristas para o Projecto Sponsorship baseados em Nacala-Porto. Saiba mais.
On Time Investiment é uma Empresa Moçambicana de prestação de serviços de táxi por aplicativo, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Marketing. Saiba mais.
A Caritas Diocesana de Pemba pretende contratar para o preenchimento do seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Monitoria e Avaliação (MEAL). Saiba mais.
A Food for the Hungry Association, uma Organização Não-Governamental Cristã, sem fins lucrativos, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial de Tecnologias de Informação para Beira. Saiba mais.
A Fundação AVSI pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Especialista Em Desenvolvimento Socioeconômico/Coordenador (M/F) para Beira. Saiba mais.
A Associação para o Desenvolvimento das Comunidades Rurais (ADCR) pretende recrutar vinte e três (23) técnicos para os Serviçcos de Formação na Área de Género e Protecção dos Direitos da Mulher e da Rapariga. Saiba mais.
O Ministério da Saúde (MISAU) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Aquisições para Unidade Gestão do Fundo Global. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assistente de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi.Saiba mais.
Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal dois (2) Assistentes de Desenvolvimento Comunitário de Saúde Sexual Reprodutiva do Projecto Ungumi. Saiba mais.
A Save The Children International (SCI) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário de Linha “Alô Adolescente Seguro” – NORAD (M/F). Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Psicólogo Clínico para Saúde Mental. Saiba mais.
A R.C.L Consultoria e Serviços, Lda está a recrutar para o seu Cliente que dedica-se a Medição de Seguros, nos ramos de “Vida” e “Não Vida”, um Assistente comercial. Saiba mais.
A RCL Consultoria e Serviços, Lda pretende recrutar para o seu cliente no ramo de seguros um (1) Assistente de Controle de Crédito e Sinistros. Saiba mais.
O secretário-geral da ONU defendeu que a pandemia está a exacerbar as desigualdades de género, que as disparidades salariais entre homens e mulheres aumentaram e considera que o processo de recuperação é uma oportunidade para reverter a situação.
Num artigo publicado no jornal Público a propósito do Dia Internacional da Mulher, que hoje se assinala, António Guterres escreveu que a pandemia está a eliminar anos de progresso em direção à igualdade de género, sublinhando que as mulheres “têm maior probabilidade de trabalhar nos setores mais afetados”.
“A maioria dos trabalhadores de serviços essenciais, na linha da frente do combate à pandemia, são mulheres — muitas delas oriundas de grupos racialmente e etnicamente marginalizados e com baixos níveis de rendimento”, sublinhou Guterres.
Recordou que as mulheres são “24% mais vulneráveis à perda de emprego” e “sofrem quedas mais acentuadas de rendimentos”, sublinhando que “as disparidades salariais entre homens e mulheres, já elevadas, aumentaram, inclusive no setor da saúde”.
“A prestação de cuidados não renumerada aumentou drasticamente devido a medidas de confinamento e ao fecho de escolas e creches. Milhões de meninas poderão nunca mais voltar à escola”, escreveu o secretário-geral da ONU, frisando que as mães — especialmente as mães solteiras — “enfrentam sérias adversidades e sentem elevados níveis de ansiedade”.
O ex-primeiro-ministro português defendeu que a pandemia desencadeou “uma epidemia global paralela de violência contra as mulheres em todo o mundo”, com um aumento significativo de casos de violência doméstica, tráfico, exploração sexual e casamento infantil e que o mundo precisa de “um novo estímulo à promoção da liderança feminina e da participação igualitária”.
O secretário-geral das Nações Unidas disse que a resposta à covid-19 evidenciou “o poder e a eficácia da liderança feminina” e lembra que, no ano passado, os países com líderes femininas tiveram taxas de transmissão mais baixas e estão, na sua maioria, “mais bem posicionados para recuperar desta pandemia”.
“As organizações femininas preencheram lacunas cruciais no fornecimento de serviços e informações essenciais, especialmente ao nível comunitário”, defendeu Guterres, sublinhando que quando as mulheres lideram governos se assiste a “maiores investimentos na proteção social e avanços mais significativos contra a pobreza”.
“Quando as mulheres estão no Parlamento, os países adotam políticas mais eficazes de combate às alterações climáticas. Quando as mulheres negoceiam a paz, os acordos são mais duradouros”, exemplificou.
No entanto, sublinhou, a nível global, as mulheres representam apenas um quarto dos legisladores nacionais, um terço dos autarcas e apenas um quinto dos ministros.
“A este ritmo, a igualdade de género não será alcançada nos sistemas políticos nacionais antes de 2063. A paridade entre chefes de Estado levará mais de um século”, referiu Guterres, dizendo orgulho de ter alcançado “a igualdade de género nas posições de liderança das Nações Unidas”.
Defendeu que o processo de recuperação da pandemia é “a oportunidade de traçar um novo caminho mais igualitário” e que as ajudas à recuperação “deverão ser especialmente direcionadas a meninas e mulheres, inclusive por meio de investimentos em infraestruturas associadas à prestação de cuidados”.
“A economia formal só funciona porque é subsidiada pelo trabalho feminino não remunerado”, escreveu Guterres, apelando aos líderes mundiais que atuem em seis áreas estruturais.
A representação igualitária, por meio de quotas e outras medidas especiais, o investimento na economia da prestação de cuidados e na proteção social e a redefinição do produto interno bruto de forma a incluir o trabalho doméstico, assim como a remoção de barreiras à inclusão plena das mulheres na economia são algumas das áreas apontadas.
António Guterres defendeu ainda a revogação das leis discriminatórias em todas as esferas e a promulgação, por cada país, de um plano de emergência de combate à violência contra mulheres e meninas, seguido de financiamento, legislação e “vontade política para acabar com este flagelo”.
Por último, o secretário-geral das Nações Unidas pediu uma mudança de mentalidade, o aumento da consciencialização pública e que se acabe com “o preconceito sistémico de género”.
“O mundo tem a oportunidade de deixar para trás gerações de discriminação enraizada e sistémica. É hora de construir um futuro igualitário”, concluiu.
As Forças Armadas e de Defesa de Moçambique (FADM) consideram falsas as informações contidas num relatório da Amnistia Internacional (AI) que as acusa de atacar e matar civis no conflito de Cabo Delgado, norte do país.
“Em nenhum momento podíamos maltratar a própria comunidade, porque estamos aqui para defender a sociedade e garantir que a economia flua da melhor forma possível”, referiu o vice-chefe do Estado-Maior General das FADM, Bertolino Capitine, no domingo (07), durante um encontro com jornalistas em Mueda, Cabo Delgado e citado hoje pela Rádio Moçambique.
“Lamentavelmente, o relatório foi emitido, provavelmente por pessoas que nunca cá estiveram”, diss no local.
As acusações feitas pela AI desde 2018, documentadas há seis meses por vídeos que a organização diz ter verificado, voltaram à ribalta na última semana num relatório que compila testemunhos de residentes sob o título “O que Vi foi a Morte: Crimes de guerra no Cabo Esquecido”.
A AI conclui que além de rebeldes armados, cuja origem continua por esclarecer, as FADM e o um grupo militar privado da África do Sul contratado pelo Governo moçambicano também são responsáveis por atacarem civis durante os confrontos com os insurgentes.
Mas Bertolino Capitine negou também que Moçambique tenha recorrido aos serviços do Dick Advisory Group (DAG).
“Se alguém tem provas”, acrescentou, “é responsável por provar” as alegações.
“Nós somos capazes, temos recursos suficientes para pilotar um avião e não somos novos nessa matéria”, concluiu.
De acordo com o novo relatório da AI, operacionais da DAG “dispararam metralhadoras dos helicópteros, lançaram granadas de mão indiscriminadamente contra multidões e dispararam também repetidamente contra infraestruturas civis, incluindo hospitais, escolas e habitações”, citando 53 testemunhas.
Para a organização, é responsabilidade do Governo investigar as denúncias, mas, caso o executivo moçambicano as ignore, abre-se espaço para a adoção de mecanismos internacionais.
“Se Moçambique não fizer isso, nós vamos pedir ajuda e justiça internacional”, frisou Brian Castner, consultor para a Área de Armas e Operações Militares da AI, num debate realizado na terça-feira, através da Internet, e dedicado ao relatório.
A violência armada em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.
A violência surgiu em 2017, algumas das incursões foram reivindicadas pelo grupo `jihadista` Estado Islâmico entre junho de 2019 e novembro de 2020, mas a origem dos ataques continua sob debate.
As paralisações para conter a pandemia de covid-19 estão quase chegando ao fim em Israel, disse no domingo (7) o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois da reabertura dos restaurantes como parte de um plano de saída das restrições que está sendo alimentado pela rápida vacinação.
No entanto, autoridades sanitárias alertaram que o aumento de contágios pode levar a um novo lockdown – possivelmente uma frustração às esperanças de Netanyahu de atrelar suas políticas da pandemia a uma vitória nas eleições de 23 de março.
“Os restaurantes estão voltando à vida”, disse Netanyahu após ele e o prefeito de Jerusalém, Moshe Lion, brindarem com canecas e comerem doces no lado de fora de um café.
“Ainda temos que nos cuidar, temos que usar máscaras, manter o distanciamento social, mas estamos saindo, e não falta muito”, disse ele à Reuters.
“As drogas estão por todos os lados na região (…) mas eles só pensam na covid”, lamenta Beverly Veres, mãe de dois jovens viciados em heroína, desesperada ao ver que os serviços de saúde estão monopolizados pela pandemia, quando os Estados Unidos enfrentam um novo aumento de overdoses.
Beverly, seu marido Steve e seus filhos Douglas, de 24 anos, e Charles, de 29, vivem em uma pequena casa em Houtzdale, um distrito do condado rural de Clearfield, na Pensilvânia, longe das cidades de Pittsburgh e Filadélfia.
Neste condado de abundantes florestas e casas isoladas, o coronavírus deixou oficialmente 114 mortos em um ano. Porém, é muito menos visível do que na cidade: Steve e Beverly afirmam ter estado uma única vez em contato com uma pessoa que contraiu o vírus, mas tiveram “uma dúzia de interações” com viciados em drogas.
Depois de verem seus filhos se afundando no consumo de heroína no verão de 2020, eles estão certos de que a pandemia exacerbou o consumo de droga em sua região.
Os números de mortos por overdose em 2020 ainda são parciais, mas os 19 óbitos contabilizados no condado já superam o total de 2018 e 2019.
A tendência se repete em todo Estados Unidos: os CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças) calculam que o número de mortes por overdose — essencialmente devido aos opiáceos que inundaram o país nesses últimos anos — aumentou quase 25% entre julho de 2019 e julho de 2020.
“Descida aos infernos”
Segundo Beverly, seu filho mais novo Douglas possui há muito tempo um problema de dependência dos opiáceos, embora “tenha melhorado”. Mas o cenário mudou.
Primeiro devido às metanfetaminas e depois, em julho passado, pela heroína, uma verdadeira “descida aos infernos”, disse.
Preso no começo de 2020 por dirigir sob o efeito das drogas, ele não recebeu nenhum tratamento na prisão devido à covid-19, contou Beverly.
A cura com a desintoxicação que tentou fazer após sair da prisão não funcionou, segundo ela, em parte porque as visitas e sessões de terapia familiar foram canceladas, também devido à pandemia.
A alguns quilômetros dali, Savannah Johnson, ex-viciada de 26 anos, conta que correu o risco de uma recaída nas drogas no início da pandemia.
No início de 2020, após um ano de cura com desintoxicação, incapaz de retomar seu emprego de enfermeira, ela aceitou um pequeno trabalho em uma pizzaria. Mas foi demitida logo depois por causa do coronavírus.
Isolado, um ex-viciado tende a idealizar o período em que se drogava, explica Savannah. “Quanto mais você pensa nisso, mais desejo você tem de voltar a consumir”.
“Sobrecarregados”
Com a pandemia, os problemas de vício “explodiram”, destaca Kim Humphrey, diretora nacional da associação de pais “Parents of Addicted Loved Ones”.
“Você não pode trabalhar, não pode ir para nenhum lugar, não pode fazer isso, não pode fazer aquilo, é compreensível que alguém que esteja nisso diga ‘vou simplesmente tomar algo que me tire a dor, que me impeça de me deprimir'”, explicou.
No entanto, antes da pandemia, a crise dos opiáceos e a onda de overdose que deixou cerca de 500 mil mortos nos Estados Unidos desde 1999, sendo 50 mil em 2019, parecia a caminho da estabilidade.
Antes de março de 2020, “a crise dos opiáceos era o principal problema dos serviços de saúde pública” e “começava a fazer progressos”, disse Marcus Plescia, médico da organização ASTHO, que reúne as autoridades de saúde de todos os estados do país.
Mas hoje “os serviços estão completamente absorvidos pela covid (…). Todo mundo está sobrecarregado”, lamentou.
Bear Grylls já sofreu muitas lesões em acidentes que lhe podiam ter custado a vida, mas recentemente admitiu que o frente-a-frente com uma jiboia, na África do Sul, foi o pior que viveu.
Numa entrevista, o homem de 46 anos revelou que estava a fazer umas gravações com a equipa para o seu programa quando entrou numa ravina “profunda, escura e com muita água”.
“Não sabíamos que estava ali uma jiboia de 2,5 metros. Elas são muito perigosas e imprevisíveis e quando se enrolam a uma pessoa, é impossível respirar começou a apertar o meu pescoço e foi muito rápido”, acrescentou.
O aventureiro garantiu que não se sentira tão “aflito e assustado” como naquele dia. “Felizmente, consegui soltar-me, mas ainda hoje penso que tive sorte por ter sobrevivido”, revelou. Em declarações ao jornal britânico The Sun, Bear Grylls disse ser apaixonado pelo seu trabalho e que tudo o que apresenta na televisão é “meticulosamente planeado e preparado”. Rematou: “Só se pode errar uma vez na selva… caso isso aconteça, acabou!”.
A popularidade das séries protagonizadas por Bear Grylls já resultou em parcerias com diversas celebridades do mundo, como o antigo presidente dos Estados Unidos da América, Barack Obama, a atriz britânica que protagonizou o filme ‘Titanic’, Kate Winslet ou o tenista suíço Roger Federer.
Um jovem, de aparentemente 25 anos de idade, foi linchado, na noite da última sexta-feira, no bairro da Maxaquene C, na cidade de Maputo, por indivíduos desconhecidos.
A vítima foi encontrada pelos residentes na manhã de sábado, com uma corda amarada ao pescoço e sinais de agressão.
Na sequência, o corpo foi evacuado para a morgue do Hospital Central de Maputo (HCM), pelas autoridades competentes.
Os moradores desconhecem a identidade do jovem e suspeitam tratar-se de um ladrão. Segundo eles, na noite em que o crime ocorreu não ouviram gritos. As autoridades policiais estão a trabalhar visando esclarecer o caso.
A Áustria anunciou ontem (07) a retirada por precaução de um lote da vacina anti-covid-19 da AstraZeneca/ Oxford após a morte de uma pessoa inoculada com o fármaco e o registo de sintomas graves em outra pessoa igualmente vacinada.
As autoridades austríacas esclareceram, no entanto, que até ao momento não foi estabelecida qualquer relação causal entre o sucedido e o fármaco.
O óbito registado tratou-se de uma enfermeira do hospital austríaco de Zwettl, de 49 anos, que morreu 10 dias depois de ter recebido a vacina devido “a graves transtornos da coagulação”.
O outro caso é uma enfermeira do mesmo hospital, de 35 anos, que sofreu uma embolia pulmonar após ter sido inoculada com o fármaco. Esta enfermeira encontra-se internada na unidade hospitalar em questão e o seu estado de saúde apresenta melhorias.
“Atualmente não há indícios de uma relação causal com a vacinação. Com base em dados clínicos conhecidos, uma relação causal não pode ser estabelecida, pois as complicações trombóticas não se encontram entre os efeitos secundários conhecidos ou típicos da vacina em questão”, explicou a Agência Federal de Segurança Sanitária (BASG) austríaca.
Apesar de assinalar que não existem dados clínicos que possam dar “motivo de preocupação” sobre a fiabilidade da vacina AstraZeneca/Oxford, a agência federal austríaca avançou com o princípio da precaução e decidiu não administrar as restantes doses do lote do fármaco que foi utilizado nas duas mulheres.
A BASG garantiu que o processo de investigação sobre estes dois casos está a ser desenvolvido com a máxima rapidez, de forma a poder “descartar totalmente” uma possível relação entre o sucedido e a administração da vacina.
As autoridades não precisaram quantas doses integravam este lote específico ou quantas pessoas chegaram a ser inoculadas.
Num comunicado, citado pela agência de notícias APA, o laboratório anglo-sueco AstraZeneca garantiu que está a colaborar, de forma total, na investigação e que espera que o ocorrido seja esclarecido em breve.
“No interesse de todos aqueles que esperam uma vacina, desejamos uma investigação o mais rápida possível para clarificar o que ocorreu neste lamentável acontecimento”, disse a farmacêutica, que desenvolveu a vacina em parceria com a Universidade de Oxford.
A empresa sublinhou ainda que a sua vacina é “eficaz e segura” e foi aprovada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela Agência Europeia de Medicamentos (EMA).
A pandemia da doença covid-19 provocou pelo menos 2.588.597 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
A doença é transmitida por um novo coronavírus (SARS-Cov-2) detetado em dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
O Partido Democrata da Costa do Marfim, aliado do partido do ex-Presidente Laurent Gbagbo, reivindicou a vitória nas eleições legislativas realizadas no sábado (06), antes da proclamação oficial dos resultados.
O responsável, adiantou que o partido, juntamente com os seus aliados, pensa ter conquistado “cerca de 128 lugares no parlamento, a maioria” de um total de 255 deputados da Assembleia Nacional.
A declaração do PDCI surge na sequência da divulgação, pela Comissão Eleitoral Independente, de “apenas uma pequena parte” dos resultados eleitorais.
Os eleitores da Costa do Marfim votaram, no sábado, num ambiente calmo e sem incidentes graves para escolher os 255 deputados do parlamento, quatro meses após uma eleição presidencial marcada por tumultos que causaram vários mortos e feridos.
A Direcção Nacional de Identificação Civil (DNIC), na cidade e província de Maputo, está a investir em brigadas móveis, com vista a evitar enchentes no processo de captação de dados para a emissão dos Bilhetes de Identidade (BI).
Neste contexto, durante o mês de Fevereiro, a entidade realizou mais de 140 brigadas móveis e emitiu cerca de cinco mil bilhetes de identidade. Destes, 430 já foram entregues aos requerentes.
Segundo Alberto Sumbane, porta-voz da instituição, a adesão dos cidadãos é satisfatória. Explicou que são destacadas brigadas móveis, semanalmente, aos bairros e instituições públicas e privadas para responder à crescente demanda, bem como descongestionar os balcões da entidade.
“As equipas deslocam-se aos diferentes pontos da cidade e província de Maputo, visando aproximar os serviços aos utentes, bem como evitar que os requerentes se dirijam aos departamentos da DNIC”, sublinhou.
Ao todo foram emitidos, no mês de Fevereiro, 82 mil documentos de identificação, dos quais 77 mil já foram levantados.
A Seleção do Gana sagrou-se, no sábado (06), campeã africana de futebol de sub-20, com uma vitória sobre o Uganda, por 2-0.
O Gana conquistou o troféu, nesta categoria, pela quarta vez, depois o ter conseguido em 1993, 1999 e 2009.
O médio ofensivo, Daniel Afriyie, foi a figura do jogo ao apontar os dois golos aos 22 e 51 minutos, suficientes para “derrubarem” a estreante Uganda, que apesar do desaire, fez história na competição.
Aliás, os ugandeses mostraram no início do jogo que queriam mais do que chegar a final. Entraram no Estádio Olímpico de Nouackchott desinibidos e logo aos três minutos poderiam ter inaugurado o marcador, valeu a defesa do guarda-redes. Só aos 17 minutos, os ganeses, que entraram em campo um bocado ansiosos, rematar à baliza na marcação de um livre, no entanto sem grande perigo. Seria de bola parada, que o Gana iria causar perigo e chegar mesmo ao golo. Afriyie deu o caminho certo a bola, respondendo a um bom cruzamento na marcação de um canto.
O Uganda, que procurava chegar ao empate através de lances de contra-ataque, viu as suas esperanças de conquistar o troféu, ficarem mais longe, quando aos 51 minutos, Afriyie colocou a equipa ganesa a vencer por 2-0.
Este golo afectou muito a turma ugandesa, que deixou praticamente de lutar pelo “troféu”, com o adversário a gerir a vantagem a seu bel-prazer até ao apito final.
O Brasil, que na última semana tem estado a bater sucessivos recordes de mortes diárias por Covid-19, poderá chegar aos três mil óbitos diários ainda este mês.
A assustadora estimativa, avançada por médicos e especialistas, é considerada realista entre assessores técnicos do Ministério da Saúde, que no entanto não a confirmam publicamente por medo de retaliações do presidente Jair Bolsonaro, que continua a negar a gravidade da pandemia e que está a viajar pelo Brasil pressionando governantes regionais e locais a suspenderem as medidas restritivas contra a Covid-19.
Falando sob anonimato, médicos e cientistas do Ministério da Saúde, hoje controlado com mão de ferro por dezenas de militares impostos por Bolsonaro, confirmaram que o Brasil, que tem atualmente cerca de 1800 mortes diárias por Covid, pode atingir as três mil mortes diárias dentro de duas semanas, se se mantiver o atual ritmo descontrolado de crescimento da pandemia.
Nos últimos sete dias, o Brasil bateu várias vezes o número de mortes diárias por Covid-19, tendo fixado na quarta-feira um novo recorde de 1840 óbitos diários, além de 74 mil novos casos.
No total, o Brasil já ultrapassou as 262 mil mortes e os 10,8 milhões de infetados desde o início da pandemia.
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