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Segunda-feira, Julho 27, 2026
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Humanos e Inteligência Artificial colaboram em projeto

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (INESC TEC) coordena um projeto que visa colocar humanos e sistemas de Inteligência Artificial a trabalhar em conjunto para desenvolverem uma ferramenta “confiável e compreensível”, foi ontem (08) anunciado.

Em comunicado, o instituto do Porto explica que o projeto, intitulado TRUST-AI, procura “explicar os sistemas de inteligência artificial, tornando-os mais transparentes e confiáveis”.

Será que podemos confiar naquilo que os modelos matemáticos nos estão a dizer para fazer? Porque é que um médico pode confiar num sistema que lhe indica a altura certa para operar um tumor raro? Como é que um retalhista pode ter a certeza de que o algoritmo não favoreceu um fornecedor em detrimento de um concorrente?”, questiona o INESC TEC.

Para responder a estas questões, o projeto vai colocar humanos a trabalhar com sistemas de Inteligência Artificial para juntos encontrarem “melhores soluções”, isto é, modelos eficazes e compreensíveis.

O objetivo é desenvolverem uma ferramenta “transparente, inteligente, confiável e imparcial” aplicada a três áreas: na saúde para o tratamento de tumores, no retalho ‘online’ para selecionar horários de entrega de encomendas e na energia para apoiar previsões de procura em edifícios.

“O projeto pode ser aplicável a outros setores, assegura o instituto, dando como exemplo a indústria, administração pública, o setor bancário e dos seguros.

Citado no comunicado, Gonçalo Figueira, investigador e coordenador do projeto, afirma ser necessário “entender o porquê de determinada escolha” do sistema, o que transmite “confiança e ajuda a melhorar o processo de decisão”.

“À medida que as técnicas de Inteligência Artificial influenciam cada vez mais as decisões, o seu raciocínio passa por etapas demasiado abstratas e complexas para serem compreendidas pelos utilizadores. Estamos a falar de ‘caixas pretas’, que encontram soluções factualmente excelentes, sem saberem explicar como as conseguem. Isso levanta questões éticas à medida que a IA orienta mais e mais escolhas”, acrescenta o investigador.

Sul-africanos fornecem helicópteros de combate a Moçambique

A companhia de segurança sul-africana Paramount Group forneceu dois helicópteros Gazelle à força aérea moçambicana para o combate aos rebeldes islâmicos na província de Cabo Delegado, revela a publicação DefenceWeb.

Os dois helicópteros foram vistos no porto de Nacala no passado mês de Fevereiro.

A DefenceWeb diz que os dois helicópteros são parte de “um número maior” fornecido pela Paramount ao Governo moçambicano.

A empresa comprou recentemente 30 Gazelles ao exército britânico e os dois vistos em Moçambique faziam parte de um grupo de 13 “armazenados” desde 2012 pelo exército britânico.

A publicação acrescenta que 15 pilotos moçambicanos estão a ser treinados na Academia de Treino Ténico da Paramaount em Polokwane na África do Sul.

Ainda segundo a DefenceWeb a Grã Bretanha está a preparar a exportação de mais Gazelles e quatro deles deverão ser enviados em breve para a África do Sul.

No passado, tinha sido noticiado que a Paramount estava a fornecer a Moçambique carros blindados para uso no norte do país.

Juiz adia início do julgamento de George Floyd nos EUA

O início do julgamento do ex-policial Derek Chauvin, acusado da morte de George Floyd, foi adiado até terça-feira (9), para que o juiz que preside a audiência possa analisar a inclusão de mais uma acusação.

O magistrado Peter Cahill atrasou o início do julgamento depois que a acusação pediu um adiamento à espera de que outro tribunal examine se é possível estabelecer uma acusação de assassinato em terceiro grau contra Chauvin.

Chauvin é acusado de assassinato em segundo grau e homicídio culposo pela morte de Floyd em 25 de maio de 2020.

Ex-oficial do Departamento de Polícia de Minnesota (MPD), foi filmando pressionando o pescoço de Floyd durante quase nove minutos enquanto o detido, que estava algemado, lutava para respirar.

“Os jurados em potencial estão aqui, mas vamos ser realistas, isso não vai começar antes de amanhã”, disse o magistrado.

“Então, salvo objeção de uma das partes, vou liberar os jurados e começar tudo amanhã com a seleção”, acrescentou.

A primeira etapa é a seleção do júri.

Milhares de pessoas protestaram no domingo nesta cidade do norte do país atrás de um caixão coberto de rosas brancas para exigir “justiça”.

A multidão, muito diversa, manteve silêncio na maior parte do tempo, quebrado apenas para repetir “Se não há justiça, não há paz”. Um cartaz destacava as últimas palavras de Floyd: “Não consigo respirar”.

As imagens chocantes da morte de Floyd, de 46 anos, em 25 de maio, geraram a onda de protestos “Black Lives Matter” (Vidas Negras Importam) contra a brutalidade policial e a injustiça racial nos Estados Unidos e em capitais ao redor do mundo.

O caso de Chauvin promete ser inédito em muitos aspectos: contará com advogados famosos, será realizado sob forte segurança e será transmitido ao vivo.

O escritório do Procurador-Geral do Estado de Minnesota convocou Neal Katyal, um ex-procurador-geral interino que já argumentou na Suprema Corte, para ajudar com a acusação.

Katyal descreveu o julgamento de Chauvin como um “caso criminal histórico, um dos mais importantes da história” dos Estados Unidos.

Ashley Heiberger, ex-policial que agora trabalha como consultora sobre as práticas policiais, afirmou que “o fato de um policial ter sido acusado criminalmente de uso abusivo da força é, em si mesmo, uma exceção”.

Policiais agridem jornalistas que cobriam Dia da Mulher no México

Policiais da Cidade do México agrediram e retiveram nesta segunda-feira (8) quatro fotojornalistas, uma delas da Agência Efe que cobriam na capital uma manifestação pelo Dia Internacional da Mulher.

Os incidentes ocorreram por volta do meio-dia dentro da estação de metrô Hidalgo, no centro da capital, quando as jornalistas acompanhavam um protesto de mulheres que pintaram as instalações.

Agressões contra jornalistas

De acordo com o relato de Sáshenka Gutiérrez, da Efe, dezenas de policiais “começaram a agredir companheiras fotógrafas” e tentaram prendê-las embora tenham se identificado como jornalistas o tempo todo.

Além de Gutiérrez, foram agredidas Gabriela Esquivel, de “24 Horas”; Leslie Pérez, de “El Heraldo de México”, e Graciela López, de “Cuartoscuro”. As duas últimas chegaram a ser algemadas e retidas contra a parede por agentes.

“Não nos deixavam sair, fecharam o acesso do metrô, nos agrediram de novo, nos puxaram pelo cabelo e ignoraram o fato de que éramos imprensa. Eles queriam tirar as nossas câmeras”, explicou Gutiérrez, que gravou vídeos do que aconteceu. Além disso, a polícia utilizou extintores de incêndio para reduzir a visibilidade e agredir novamente.

Duas fotojornalistas puderam sair com a ajuda de manifestantes que voltaram para procurá-las, enquanto as outras duas foram retidas até que a Brigada Marabunta, ONG que defende a manifestação livre, chegou e intercedeu diante da polícia. Após sair, Gutiérrez explicou que estão bem, mas que Leslie Pérez sofreu alguns cortes nas manos devido às algemas.

Inglaterra reabre escolas na primeira etapa do desconfinamento

Eles só frequentaram a escola por um dia neste ano, mas os estudantes ingleses voltaram às aulas na segunda-feira (8), como parte do levantamento gradual das restrições impostas em janeiro para combater a pandemia de covid-19.

Este confinamento, o terceiro, foi mais difícil que o anterior e tinha como objetivo interromper a propagação de uma variante do coronavírus mais contagiosa, detectada em Kent.

Desde então, os alunos da Inglaterra tiveram que acompanhar as aulas de casa, embora os filhos dos trabalhadores considerados “essenciais” pudessem frequentar a escola.

Covid-19: Alguns países foram lentos a reagir à declaração de emergência

O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou na segunda-feira (08) que alguns países reagiram lentamente à declaração de emergência sanitária global em janeiro de 2020, desperdiçando-se uma “janela de oportunidade” para evitar a pandemia de covid-19.

“A 30 de janeiro de 2020 foi declarada a emergência sanitária global sobre a disseminação de um novo cornavírus. Naquele momento, fora da China, havia menos de 100 casos de covid-19 e não havia mortos”, recordou Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

A partir desta altura, a OMS continuou a “avisar que o mundo tinha uma pequena janela de oportunidade para preparar e evitar uma potencial pandemia”, mas, nas semanas seguintes, o número de países afetados e de casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2 “cresceu rapidamente”.

Perante isso, a organização considerou a covid-19 como uma pandemia a 11 de março de 2020.

A emergência de saúde pública de interesse internacional é o mais alto nível de alarme de âmbito global, salientou o responsável da OMS, ao assegurar que, nas próximas semanas, a organização com sede em Genebra continuará a “fazer soar este alarme de forma clara”.

“Uma das coisas que ainda precisamos de perceber é a razão pela qual alguns países agiram rapidamente, enquanto outros foram mais lentos na sua reação”, adiantou Tedros Adhanom Ghebreyesus, ao deixar claro que a OMS fez “soar o alarme” a 30 de janeiro e não a 11 de março.

A OMS está focada atualmente em “apoiar todos os países a terminar a pandemia com as vacinas e com as medidas de saúde pública que têm sido a base da resposta durante 15 meses”, assegurou o diretor-geral da OMS, ao alertar que os países não “podem desperdiçar o pregresso feito”.

“Nós temos a ferramentas para controlar a pandemia, mas apenas podemos fazê-lo se as utilizarmos de forma consistente e equitativamente”, alertou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.593.872 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 16.565 pessoas dos 810.459 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Mulheres sofrem maior desnutrição que os homens

As mulheres latino-americanas e caribenhas sofrem níveis maiores de desnutrição do que os homens, alertou ontem (08) a FAO, que pediu políticas que promovam a igualdade do género e processos de empoderamento feminino para contribuir para a sua autonomia económica.

“Na Meso América, bem como em toda a região da América latina e do Caribe, as mulheres sofrem em maior percentagem das duas faces da desnutrição: de um lado, a fome e, do outro, de peso a mais ou de obesidade”, indicou o Fundo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), numa declaração pública divulgada na Cidade do Panamá.

A FAO explicou que, no mais recente relatório Panorama de Segurança Alimentar na região, elaborado com base entre os anos de 2017 e 2019, é mostrada “uma prevalência de insegurança alimentar nas mulheres” da região da Meso América de 13,6%, percentagem que, nos homens, desce para 11,3%.

Em todos os países da América Latina e do Caribe, indicou a FAO, o “excesso de peso nas mulheres é maior do que nos homens e que, em 19 Estados, a diferença é de, pelo menos, 10 pontos percentuais.

“As mulheres vivenciam a coexistência de desnutrição e, ao mesmo tempo, do excesso de peso e obesidade com consequências diretas na prevalência de doenças não transmissíveis relacionadas com uma dieta”, disse Verónica Chicas, especialista em Género no escritório da FAO para a Meso América.

“É necessário entender melhor a relação entre o funcionamento dos atuais sistemas alimentares e como estes influem em níveis maiores de má nutrição entre crianças, jovens e adultas”, acrescentou.

Para a FAO, a raiz da situação é a desigualdade económica, pelo que é a partir deste ponto que a agência da ONU procura contribuir para a diminuição das disparidades do género em diferentes níveis, trabalhando, por exemplo, em coordenação com os governos para promover a implementação de políticas, programas e projetos com uma perspetiva de igualdade de género.

A FAO, prosseguiu Verónica Chicas, está também a trabalhar para o empoderamento e recuperação económica das mulheres rurais e indígenas, bem como em ações de reforço de capacidades de planeamento, empreendedorismo e negócios para contribuir para a sua autonomia económica pessoal e familiar.

Nesse sentido, e no quadro do Dia Internacional da Mulher, que hoje se celebra em todo o mundo, a FAO destacou que está ainda a promover uma campanha sobre o papel fundamental da mulher para uma reativação inclusiva e transformadora dos sistemas alimentares.

“[Tal tem] o objetivo de tornar visível que a transformação dos sistemas alimentares é também uma questão de igualdade de género: as desigualdades marcantes vividas por mulheres e jovens são tanto a causa como o resultado de sistemas alimentares insustentáveis e do acesso injusto à alimentação, consumo e produção”, refere-se no documento da FAO.

Entre outras questões, refere a FAO, a campanha “sugere” ser necessário “repensar o papel das mulheres” como produtoras e consumidoras, com atenção especial às mudanças climáticas.

Por isso, tem de se instá-las a observar como as respostas das mulheres às mudanças climáticas fortalecem a resiliência dos sistemas alimentares.

Myanmar: António Guterres pede que manifestantes barricados não sejam detidos

O secretário-geral da ONU, António Guterres, apelou à “máxima contenção” e exortou à libertação das “centenas de manifestantes barricados” em complexos de apartamentos de Rangun “em total segurança, sem violências nem detenções”, declarou ontem (08) o seu porta-voz.

“Numerosas destas pessoas barricadas são mulheres que pretendiam manifestar-se pacificamente para comemorar o Dia Internacional da Mulher”, precisou Stéphane Dujarric em declarações aos ‘media’.

“Pedimos a todos que respeitem os direitos à liberdade de reunião e expressão do povo da Birmânia, quando se manifesta pacificamente e exprime as suas esperanças e desejos pelo futuro do seu país”, acrescentou o porta-voz.

Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), a polícia começou a desalojar os contestatários pelas 22:00 locais (15:30 em Lisboa) e a proceder a detenções. As Nações Unidas receiam que as forças de segurança se desloquem de residência em residência para tentar encontrar manifestantes.

“#Birmânia: estamos profundamente preocupados com o destino de 200 manifestantes pacíficos — entre eles mulheres — que foram detidos pelas forças de segurança em Rangum e que correm o risco de serem presos ou mal tratados. Instamos à polícia que permita que saiam com segurança e sem retaliações”, escreveu previamente na rede social Twitter o gabinete de Michelle Bachelet.

A violenta repressão sobre os manifestantes que protestam contra o golpe de Estado na Birmânia, ocorrido a 01 de fevereiro, já causou mais de 50 mortos, todos abatidos pelas forças militares e policiais.

Myanmar regista hoje mais uma jornada de protestos nas principais cidades do país.

O movimento pede também a libertação dos políticos presos e que foram eleitos nas eleições do ano passado, entre os quais a líder da Liga Nacional para a Democracia, Aung San Suu Kyi, deposta pelos militares.

Desde o golpe de Estado, os militares detiveram cerca de 1.800 pessoas, sendo que mais de 310 foram, entretanto, libertadas, de acordo com a Associação de Assistência a Presos Políticos.

Banido para sempre de ‘FIFA’ depois de enviar mensagens racistas

A Electronic Arts (EA) decidiu banir para sempre um jogador do simulador de futebol “FIFA’, Patrick O’Brien de 18 anos, depois deste ter enviado mensagens racistas a um antigo jogador de futebol, Ian Wright.

Tudo começou quando O’Brien perdeu um jogo no modo Ultimate Team com a versão virtual de Ian Wright e, chateado, decidiu enviar cerca de 20 mensagens racistas no Instagram ao ex-jogador do Arsenal.

O’Brien foi, entretanto, julgado em tribunal onde se pronunciou como culpado mas, por ter demonstrado arrependimento, o juiz decidiu perdoar o comportamento do jovem irlandês que chegou até a fazer uma doação para uma organização de combate ao racismo na Irlanda.

Wright também perdoou O’Brien mas, não obstante, mostrou-se desiludido com o resultado do julgamento na respetiva página de Twitter.

OMS quer reduzir mortalidade do cancro da mama

A Organização Mundial de Saúde (OMS) anunciou na segunda-feiira (08) que pretende reduzir a mortalidade provocada pelo cancro da mama em 2,5 por cento por ano até 2040, o que permitirá salvar cerca de 2,5 milhões de vidas.

Em conferência de imprensa a partir de Genebra, para assinalar o Dia Internacional da Mulher, o responsável da OMS alertou que o número de diagnósticos do cancro da mama já superou o do cancro do pulmão no mundo.

“A taxa de sobrevivência [do cancro da mama] é de 80% na maior parte dos países, mas essas taxas são menores nos países menos desenvolvidos. Nós podemos fazer muito mais para salvar a vida destas mulheres”, assegurou Tedros Adhanom Ghebreyesus.

Segundo a OMS, que considera essa doença como uma prioridade de saúde pública, o cancro da mama é responsável por uma em cada seis mortes por cancro entre mulheres a nível mundial, de acordo com estatísticas divulgadas em dezembro de 2020.

A iniciativa global da OMS disponibilizará orientações aos governos sobre como reforçar os sistemas de diagnóstico e tratamento, assente em três pilares de atuação: a promoção da saúde, o diagnóstico oportuno e o tratamento, recuperação e a reabilitação.

WhatsApp já permite chamadas de voz e vídeo no PC

Tal como havia prometido, o WhatsApp começou a lançar a capacidade de realizar chamadas de voz e vídeo na versão desktop da sua app. O lançamento está a ser feito de forma gradual pelo que não deve preocupar-se se ainda não tiver acesso.

A possibilidade de realizar chamadas de voz e vídeo no WhatsApp sem recorrer ao telemóvel é claramente útil, sobretudo para todos os que usam a aplicação diretamente no computador durante o horário de trabalho.

Como refere o TechCrunch, de momento apenas será possível fazer chamadas com dois participantes, com a empresa a esperar expandir o número de participantes “no futuro”.

Covid-19: Organização da sociedade civil pede transparência na vacinação

O Instituto para a Democracia Multipartidária (IMD, na sigla inglesa), organização da sociedade civil moçambicana, pediu na segunda-feira (08) transparência na campanha de vacinação contra a covid-19 que se iniciou ontem no país.

“Em alguns países onde já estão a ser aplicadas as vacinas, tem-se verificado a ocorrência de manifestações, devido à falta de transparência e de clareza na informação”, refere o IMD, em comunicado.

Moçambique tem de aprender dos erros que os outros países estão a cometer na vacinação contra o novo coronavírus, acrescenta a nota de imprensa.

A organização avança ser importante que o processo decorra observando todo o protocolo de segurança aos abrangidos e que seja dada uma espécie de certidão de vacina.

O IMD defende ainda que com a retoma das aulas, os professores devem fazer parte dos grupos-alvos prioritários para tomar a vacina.

“Os profissionais do setor de educação devem subir na lista das prioridades para a vacinação”, lê-se na nota de imprensa.

Por outro lado, prossegue, os estudantes que padecem de doenças que aumentam a sua vulnerabilidade em relação à covid-19 também devem merecer atenção especial.

Num contexto em que Moçambique enfrenta uma segunda vaga, o IMD diz ser importante a clarificação das condições em que serão retomadas as aulas, depois de na semana passada o Presidente da República, Filipe Nyusi, ter anunciado o regresso a escola.

A organização defende a pertinência da manutenção das restrições impostas pelo Governo face à pandemia, dada elevada incidência da doença e o início de uma trajetória descendente da mesma.

“Faz todo o sentido manter o essencial das medidas que, de alguma forma, estão a contribuir para o abrandamento dos casos, para preservar estes ganhos”, enfatiza o IMD.

O país lançou hoje oficialmente a campanha de vacinação contra a pandemia e o ministro da Saúde, Armindo Tiago, foi o primeiro, em Moçambique, a ser vacinado.

Ainda hoje, Moçambique recebeu mais 484 mil doses de vacina contra a covid-19, no âmbito da iniciativa Covax e das relações de cooperação com a Índia.

Trata-se do segundo lote de vacinas que o país recebe, das quais 384 mil doses são da iniciativa Covax e as restantes 100 mil doadas pelo governo indiano.

O primeiro lote que o país obteve foi da vacina Verocell, fabricada pela farmacêutica chinesa Sinopharm, e que resultou de uma doação, em fevereiro, do Governo de Pequim para Moçambique, no âmbito da cooperação entre os dois estados.

O plano de vacinação lançado hoje está estimado em quase dois mil milhões de meticais (23 milhões de euros) e vai dar prioridade aos profissionais que estão na linha da frente do combate à pandemia.

Moçambique tem um total acumulado de 693 mortes e 62.520 casos, dos quais 74% recuperados e 160 internados (a maioria em Maputo).

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.593.872 mortos no mundo, resultantes de mais de 116,7 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Governo moçambicano e Renamo expandem processo de DDR para província de Manica

O Governo de Moçambique e a Resistência Nacional Moçambicana (Renamo) lançaram ontem (08) o processo de desarmamento, desmobilização e reintegração (DDR) do braço armado do principal partido de oposição na província de Manica, no âmbito do Acordo de Paz de 2019.

“O DDR veio para ficar, é uma realidade. Aos abrangidos pela desmobilização, gostaríamos de dizer que, a partir de hoje, vão trabalhar com outros moçambicanos na construção do país”, disse o secretário-geral da Renamo, André Magibire, durante a cerimónia em Chiuala, distrito de Barué, Manica.

O acordo de paz em Moçambique foi assinado em agosto de 2019 pelo chefe de Estado moçambicano, Filipe Nyusi, e pelo presidente da Renamo, Ossufo Momade, prevendo, entre outros aspetos, o Desarmamento, Desmobilização e Reintegração (DDR) do braço armado da Renamo.

Desde o seu arranque, o processo foi sempre conduzido na província de Sofala e esta é a primeira vez que abrange membros da antiga guerrilha da Renamo em Manica, também no centro de Moçambique.

Nesta fase, a ambição das duas partes é atingir 782 guerrilheiros dos mais de 5.000 que se espera que abandonem as armas até ao fim do processo.

O secretário-geral da Renamo apelou novamente à adesão maciça ao processo, destacando a paz como condição para o desenvolvimento do país.

“Em qualquer situação de incompreensão, você deve encontrar outras formas de resolver os problemas, já que está demonstrado que as armas só trazem azar”, frisou André Magibire.

Também o secretário de Estado em Manica, Edson Macuacua, destacou a importância do processo para o desenvolvimento de Moçambique, enaltecendo o esforço do chefe de Estado moçambicano.

“Este momento ficará marcado de forma indelével na história da reconstrução deste país”, afirmou Edson Macuacua, acrescentando que este é o resultado da “diplomacia silenciosa do Presidente Filipe Nyusi”.

Apesar de progressos registados, nomeadamente a assinatura do Acordo de Paz e Reconciliação Nacional em agosto de 2019, um grupo de dissidentes, a autoproclamada Junta Militar da Renamo, tem feito ataques armados no centro de Moçambique, incursões que já provocaram a morte de 30 pessoas e vários feridos.

A Junta liderada por Mariano Nhongo, antigo líder de guerrilha da Renamo, contesta a liderança do partido e as condições para a desmobilização decorrentes do acordo de paz.

Vacinação aos profissionais de saúde arranca com Armindo Tiago como primeiro vacinado

Arrancou, ontem (08), a vacinação contra a COVID-19 aos profissionais de saúde, em todo o país. Na capital Maputo, a cerimónia foi lançada com a vacinação de Armindo Tiago, médico especialista em endocrinologia, que assumiu ter escolhido ser o primeiro para dar o exemplo e demonstrar a “seriedade do Governo moçambicano”.

Tiago, que é ministro da saúde, recebeu a primeira dose por volta das 08 horas da manhã, como símbolo do primeiro profissional de saúde vacinado e, momentos depois, foi repousar por cerca de 15 minutos, enquanto aguardava por possíveis reacções adversas.

“Sinto-me bem. Nada mau”, expressou o ministro depois de terem passado mais de 15 minutos, tendo reiterado que “a vacina é segura” e, por isso, encoraja aos demais profissionais a tomarem as doses.

No evento, foram também vacinados idosos, camada social que também será abrangida nesta primeira fase de vacinação e coveiros, por serem profissionais que lidam com os processos de sepultamento, nos cemitérios.

Doadas pela China, as 200 mil doses da vacina Verocell vão abranger cerca de 70 mil profissionais de saúde, em todo país.

A vacina Verocell, da farmacêutica Sinopharm, tem uma eficácia de 79.3% para evitar doença sintomática e 100% para evitar doença grave. Ela será administrada em duas doses, num espaço de 21 dias. Sua validade é de dois anos.

Reduz número diário de recuperados da COVID-19 em Moçambique

O Ministério da Saúde (MISAU) anunciou, na segunda-feira (08), que mais 173 pacientes estão livres do novo Coronavírus. Trata-se de uma redução no número de recuperações diárias no país, se comparado com os registos dos últimos dias.

De acordo com o MISAU, “todos os recuperados hoje anunciados são indivíduos de nacionalidade moçambicana”, com os quais o cumulativo sobe para 46.594, o equivalente a 46.3% de todas as infecções registadas no país.

O sector da Saúde reportou igualmente a morte de cinco pessoas, três das quais do sexo masculino e duas do sexo feminino, com idades que variam entre 63 e 85 anos. Os óbitos ocorreram nos dias 06, 07 e na segunda-feira.

Moçambique soma 698 mortes causadas pela COVID-19. O número de infecções por COVID-19 subiu para 62.703, após 183 indivíduos terem testado positivo para o vírus, dos 1.351 testes realizados nas últimas 24 horas.

Os infectados são 179 moçambicanos, três estrangeiros e um cidadão de nacionalidade ainda desconhecida. Ainda neste período, o país registou 20 novos internamentos e 17 altas hospitalares, contabilizando 158 doentes hospitalizados por conta da COVID-19. Existem 15.407 pessoas ainda infectadas pelo novo Coronavírus.

Estes dados são divulgados num dia em que arrancou, em todo o país, a Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19. Ainda hoje, Moçambique recebeu mais 484 mil doses de vacinas doadas pelo governo da Índia e outras que doadas no âmbito da iniciativa Covax.

Cidade de Maputo conta com 154 técnicos para vacinar contra COVID-19

A cidade de Maputo foi a primeira a imunizar e conta com cerca de 154 profissionais que vão administrar a vacina aos cerca de 10.937 profissionais de Saúde a nível do município de Maputo, processo que arrancou ontem (07), em todo o país.

Entre os técnicos, estão os que vão administrar a vacina, os de estatística, monitoria e avaliação, que deverão assegurar que todos os visados estejam efectivamente a ser abrangidos, segundo disse Cheila Xavier, chefe do departamento de Assistência Médica no Município de Maputo.

Na capital do país, o processo de vacinação iniciou no distrito municipal KaMpfumo, concretamente no Hospital Central de Maputo. Nesta zona, a vacinação vai também decorrer no Centro de Saúde da Malhangalene.

“ A cidade de Maputo está organizada e cada unidade sanitária tem um cronograma. Existem também kits para atender qualquer eventualidade que possa ocorrer depois da vacinação. Recomendamos que depois de vacinado, o profissional fique no local durante 15 minutos”, explicou.

O processo decorre, igualmente, nos restantes distritos municipais da cidade de Maputo, nomeadamente, Ka Mubukwana, Ka Maxaquene, isso nos Centros de Saúde de Bagamoyo, do 1º de Maio e Hospital Geral da Polana Caniço, respectivamente.

De acordo com Cheila Xavier, a vacina pode ser tomada também no centro de Saúde 1 de Julho, de Xipamanine, Hospital Geral José Macamo e de Chamanculo, nos distritos municipais de KaMavota e KaHlamankulo.

Nos distritos de KaTembe e KaNyaka a vacinação vai decorrer nos centros de saúde com os mesmos nomes.

Políticos dividem-se face à anulação de condenações de Lula da Silva

Vários políticos brasileiros reagiram hoje à anulação de todas as condenações do ex-Presidente Lula da Silva na Lava Jato, dividindo-se entre comemorações e revolta pela decisão ditada pelo juiz do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin.

Entre os que comemoraram a anulação das condenações nas redes sociais está Guilherme Boulos, ex-candidato à Presidência do Brasil, em 2018, e líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), assim como vários deputados e senadores do Partidos dos trabalhadores (PT).

“Com três anos de atraso, Fachin anula condenações de Lula. A farsa que elegeu Bolsonaro [Presidente do Brasil] está desmontada. Ganha a democracia. (…) Não podemos esquecer: Lula sofreu arbitrariedades e passou 580 dias preso. O STF acaba de anular as condenações, mas não terminou seu julgamento sobre a suspeição de Moro. A anulação dos processos não pode ser a salvação de quem fez política de toga”, escreveu Boulos.

“O juiz Edson Fachin acaba de anular todos os atos processuais envolvendo o ex-presidente Lula na Lava Jato de Curitiba. Com isso, o maior presidente da história do país fica elegível (…) O Brasil vai voltar a ser feliz”, comemorou o senador Humberto Costa (PT).

Já o deputado José Guimarães (PT) destacou que a decisão de Fachin é uma “derrota” para a Lava Jato, maior operação anticorrupção do Brasil, e para o ex-magistrado e antigo ministro da Justiça Sergio Moro, responsável pelas condenações de Lula.

“A decisão de Edson Fachin é uma duríssima derrota do ex-juiz Sergio Moro e de toda a Operação Lava Jato. Tramaram, articularam e fizeram de tudo ao arrepio das mais elementares regras do Direito para condenar Lula injustamente. Vitória da justiça”, disse Guimarães.

“As condenações de Lula deveriam ser anuladas não apenas por incompetência da 13ª Vara de Curitiba para julgá-lo, mas pela falta de provas e de ética do juiz do caso. Ainda assim, hoje é um grande dia. Uma reviravolta histórica que faz a gente sonhar com dias melhores”, defendeu, por sua vez, o senador Paulo Rocha (PT).

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, do Progressistas, questionou se a decisão pretende beneficiar Lula ou Moro.

“Minha maior dúvida é se a decisão monocrática foi para absolver Lula ou Moro. Lula pode até merecer. Moro, jamais!”, escreveu Lira, aliado de Bolsonaro, no Twitter.

Do lado dos criticaram a anulação das condenações de Lula está Bibo Nunes, do Partido Social liberal (PSL), que classificou a decisão de “revoltante”.

“Revoltante!! Fachin anula condenações de Lula e torna o ex-presidiário elegível para 2022”, criticou no Twitter.

“Lula Candidato. O Brasil não tem jeito. O Brasil sucumbe. Aguentem a euforia dos antifas [grupo conhecido pelas manifestações contra o fascismo e da luta antissistema], comunistas e afins”, lamentou, por sua vez, o deputado Coronel Tadeu (PSL).

Já o General Girão Monteiro, deputado do PSL, apelidou a decisão do STF de “vergonha de nível internacional” e apelou ao Senado brasileiro que convoque o juiz Fachin, para explicar as suas “motivações”.

O STF brasileiro anulou hoje todos as condenações do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná, relacionadas com as investigações da Lava Jato.

A anulação foi decretada na sequência da decisão de Edson Fachin de declarar a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos processos sobre a posse de um apartamento de luxo no Guarujá, estado de São Paulo, e de uma quinta em Atibaia, também em São Paulo, que haviam levado a duas condenações do ex-chefe de Estado brasileiro, em decisões das primeira e segunda instâncias.

Luiz Inácio ‘Lula’ da Silva, de 75 anos, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, foi preso em 2018 após ter sido condenado em segunda instância pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), num processo sobre a posse de um apartamento, que os procuradores alegam ter-lhe sido dado como suborno em troca de vantagens em contratos com a estatal petrolífera Petrobras pela construtora OAS.

Detido extremista que fez segurança a aliado de Trump no dia do motim

Foi detido o militante do grupo de extrema-direita Oath Keepers, que no própria dia 6 de janeiro, de manhã, esteve a fazer segurança para Roger Stone, antigo assessor de Trump.

O membro da milícia de extrema-direita Oath Keepers, que esteve de serviço como segurança para Roger J. Stone Jr., ex-assessor de Donald Trump, no dia do ataque ao Capitólio, foi detido com relação à insurreição, segundo anunciaram hoje as autoridades federais, citadas pelo New York Times.

Roberto Minuta foi detido no sábado em Nova Iorque e foi acusado de invasão da sede do Congresso, depois de ameaçar e provocar “de forma agressiva” agentes de autoridade, de acordo com a queixa criminal, que foi esta segunda-feira tornada pública.

Os procuradores referem, ainda, que quando o suspeito foi detido perguntou aos agentes federais porque é que o estavam a prender pelo motim e não estavam a investigar o movimento ‘Black Lives Matter’ e os ativistas do grupo de extrema-esquerda Antifa.

O homem de 36 anos de idade, que mora no Texas, já tinha sido identificado pela imprensa no mês passado como uma de seis pessoas ligadas à milícia Oath Keepers que protegeram Roger Stone, aliado do ex-presidente, na manhã de 6 de janeiro ou no dia anterior (como pode ver na imagem).

Recorde-se que Stone foi um dos aliados de Trump que, na reta final do mandato, beneficiou de indulto ou perdão presidencial. O ex-assessor tinha sido condenado a uma pena de 40 meses de prisão por ter mentido ao Congresso, manipulado testemunhas e por obstrução à investigação relativamente à possível coordenação entre a campanha de Trump e a Rússia em 2016.

Os Oath Keepers, um grupo paramilitar maioritariamente composto por antigos agentes de autoridade e veteranos do exército, foi uma das organizações de extrema-direita com maior presença no motim de 6 de janeiro, em Washington D.C., que culminou com a morte de cinco pessoas, entre as quais um polícia.

“A Beira é um ponto de onde se olha o mundo”, João Paulo Borges Coelho

João Paulo Borges Coelho foi o autor convidado a inaugurar a feira do livro virtual, realizada pela editora Fundza, semana passada. Durante a conversa online, o escritor afirmou que, para si, a Beira é um ponto de onde se olha o mundo e ainda explicou como o seu processo criativo assenta, de algum modo, na capital de Sofala, seu lugar de pertença.

O tema da conversa proposta a João Paulo Borges Coelho foi “Beira como reinvenção literária: uma viagem pelo espaço e pela memória”. No dia da abertura da feira do livro virtual e da livraria da editora Fundza, a única a operar no Chiveve, o autor de Ponta Gea explicou o que a capital de Sofala representa para si. Em primeiro lugar, o escritor assegurou que percebe aquela cidade como um território literário, e, segundo, que tem uma relação muito intensa do ponto de vista emocional com a Beira. Essa relação, tentou esclarecer, reflecte o que se pode assumir lugar de pertença, mesmo vivendo em Maputo há mais de 40 anos.

Se, por um lado, a Beira é um lugar da infância, e a infância é um lugar de ficção e que alimenta a imaginação, por outro, é igualmente um lugar onde o escritor entra sempre inseguro, longe da acomodação. Aliás, o romancista escreveu o livro Ponta Gea sem ir a Beira, exactamente para que a cidade não se transformasse num lugar estranho da memória e tanto da realidade. “A Beira que eu Deixei na infância era um lugar muito compartimentado, um lugar muito colonial, mas, ao mesmo tempo, um lugar que atribuía características específicas aos seus habitantes, e tinha uma Geografia muito própria”.

Na feira virtual realizada pela Fundza, Borges Coelho explicou que concebe a literatura não só como uma relação com a palavra, mas uma relação com o espaço e o com o tempo. Os espaços e as geografias dos lugares são fundamentais. “Eu não consigo escrever sem imaginar um espaço, e não consigo escrever sem intercalar o tempo. Então a Beira é o lugar de onde eu saí e para onde simbolicamente volto sempre”.

As feridas da Beira

Num contexto em que a Beira ainda tem marcas do ciclone Idai, da tempestade Eloise e, agora, confronta-se com a morte do Presidente do Município, Daviz Simango, João Paulo Borges Coelho acredita que a cidade vai resistir a todas as intempéries sem mudar de lugar. Simultaneamente, disse que se as tendências climáticas actuais se mantiverem, dois terços de Moçambique vão desaparecer, pois o mar entra em transgressão e a Beira está na vanguarda neste aspecto, por quase estar em baixo da água. Ainda assim, “eu acredito que a Beira se reconstrói por cima da adversidade e vai se reconstruindo sempre até não puder. Eu acredito nas forças positivas dos beirenses”.

Na abertura da feira do livro da Fundza, Borges Coelho frisou que a capital de Sofala é um ponto de onde se olha o mundo, sendo que a literatura ajuda muito nesse processo de se pensar em nós próprios. Por isso, acrescentou, para que a livraria inaugurada naquela cidade tenha um papel magnífico deve disponibilizar livros sobre a Beira e sobre o mundo, de forma que os jovens e os leitores que lá estão possam ter acesso ao que se faz e ao que se fez em todo o mundo. “Essa é a magia da literatura: abrir horizontes”.

FUNDASO lança campanha “Mulher na Liderança”

Com o projecto, a Fundação SOICO pretende trazer o empoderamento, a inclusão e participação da mulher na liderança às respostas da COVID-19, bem como capacita-la em todos as áreas sociais.

E para responder as diversas necessidades sociais do género, a Fundação SOICO em parceria com a ONU Mulheres, lançou no domingo (07) uma campanha denominada Mulher na Liderança, a mesma é virada a mulher com objectivo de trazer a inclusão e a participação da Mulher na liderança às respostas da COVID-19.

Carmelinda Fulede, coordenadora da campanha, disse que a iniciativa, é um dos formatos da plataforma “Mais Mulher” que é também um projecto da FUNDASO, que visa inspirar, emponderar, conectar, bem como capacitar mulheres em todos os ramos da vida.

“Vamos trazer reportagens, entrevistas, mas também, testemunhos de mulheres que têm estado na linha da frente na resposta à pandemia da COVID-19 no país” explicou a coordenadora.

Carmelinda Fulede disse acreditar que o projecto vai impulsionar a mulher, através de vários subsídios, e convidou toda a sociedade civil para acompanhar a campanha.

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