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Terça-feira, Julho 28, 2026
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Timor-Leste: Avião com medicamentos sem autorização para aterrar em Díli

Um empresário australiano fretou um avião para transportar medicamentos e outros materiais urgentes recolhidos na Austrália para apoiar Timor-Leste, mas ainda não obteve autorização do Governo timorense para aterrar em Díli.

Fonte envolvida na organização da viagem confirmou que o pedido de aterragem do voo na segunda-feira já foi formulado às autoridades em Díli, mas que “até ao momento ainda não foi dada a autorização”.

O voo ‘charter’ foi oferecido pelo diretor da empresa Sentinel e cônsul honorário de Timor-Leste em Queensland, Craig Thrupp, com a coordenação da operação a ser feita pelo veterano Michael Stone.

A bordo devem seguir as primeiras de várias toneladas de material médico e humanitário doado por australianos e timorenses residentes na Austrália numa campanha voluntária iniciada em resposta às notícias das cheias que afetaram Timor-Leste.

A embaixadora de Timor-Leste em Camberra, Inês Almeida, disse que os bens foram doados por australianos e pela comunidade timorense, especialmente em Darwin.

“A forma como as pessoas se juntaram neste nosso momento de necessidade é um exemplo de quão estreitos são os laços entre australianos e timorenses. Estamos gratos pela generosidade e ajuda humanitária oferecida até agora”, disse.

A diplomata destacou o apoio de Craig Thrupp e major Michael Stone por coordenar o voo charter.

Além da carga que virá com avião, devem partir na próxima semana de Darwin, por via marítima, pelo menos dois contentores com bens doados pela comunidade de Darwin.

A campanha de recolha foi iniciada por Rosa Horta Carrascalão, viúva do líder histórico timorense João Carrascalão, que disse à Lusa que a comunidade de Darwin “abriu o coração” e tem estado a entregar e a preparar toneladas de bens para enviar para Díli.

“O nosso clube é enorme e está cheio de coisas, roupa, baterias, colchões, até veio alguém perguntar se aceitavam cadeiras de rodas e outros. Muitos estão a entregar e depois muitos estão a ajudar a empacotar e preparar para o envio”, referiu.

Os bens encheram o espaço do Portuguese and Timorese Club em Darwin e estão agora a ser colocados em caixas etiquetadas para facilitar a distribuição em Díli.

Uma ajuda preciosa é agora a de Franky Zayat, um tunisino da empresa ACR Parts, que ofereceu os contentores “que sejam necessários” para o transporte em Díli e que explicou à Lusa que toda a gente se está a mobilizar.

“Está toda a gente a ajudar. Eu sou africano, mas agora somos todos timorenses. Aqui estamos todos, lado a lado. Não importa de onde somos, somos todos ser humanos. Vamos meter os contentores que forem precisos para partirem já na próxima semana”, explicou.

A campanha de Rosa Carrascalão é apenas uma de várias dezenas de iniciativas em curso para angariar apoios para as vítimas das cheias.

Em Timor-Leste, timorenses e estrangeiros continuam a mobilizar-se numa ação de solidariedade sem precedentes para apoiar deslocados e as famílias afetadas.

Hong Kong suspende encomenda de vacinas da AstraZeneca

Hong Kong anunciou hoje que pediu à AstraZeneca para suspender a sua encomenda da vacina contra a covid-19 por receio de efeitos secundários e preocupações sobre a eficácia contra novas variantes do coronavírus.

Na quarta-feira, a Agência Europeia de Medicamentos indicou uma “possível ligação” entre a vacina da farmacêutica AstraZeneca e “casos muito raros” de formação de coágulos sanguíneos, mas insistiu nos benefícios do fármaco face aos riscos de efeitos secundários, dada a gravidade da pandemia.

O Governo britânico procurou na quinta-feira tranquilizar as pessoas sobre a segurança das vacinas, dizendo que o risco de adoecer gravemente com a covid-19 é muito maior.

Hoje, a responsável da saúde de Hong Kong, Sophia Chan, disse que pediu à AstraZeneca para não entregar as doses da vacina já encomendadas.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Em Portugal, morreram 16.899 pessoas dos 825.633 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Arrancou cimeira da Troika da SADC para segurança da região

Arrancou há momento, na cidade de Maputo, a cimeira da Troika da SADC, no Gabinete de Trabalho do estadista moçambicano, Filipe Nyusi, como anfitrião e presidente em exercício desta organização.

O evento é dirigido pelo Presidente do Botswana, Mokgweetsi Masisi, e conta com a presença dos seus homólogos da África do Sul, Cyril Ramaphosa; do Zimbabwe, Emmerson Mnangagwa; do Malawi, Lazarus Chakwera; e da Tanzania, Samia Suluhu, além da secretária-executiva da SADC, Stergomena Tax.

A delegação moçambicana é chefiada pelo Presidente da República e integrará os ministros dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo; da Defesa, Jaime Neto; do Interior, Amade Miquidade; e o Chefe do Estado-Maior General das FADM, Joaquim Mangrasse.

Negociação do salário mínimo é retomada pela OTM-CS

O Processo de negociação para reajuste do salário mínimo no país vai retomar, entre Maio e Junho, um ano após a sua suspensão devido aos impactos da  pandemia da Covid-19.

A informação foi avançada ontem (08), na província de Maputo, pelo Secretário-geral da Organização dos Trabalhadores Moçambicanos – Central Sindical (OTM-CS), Alexandre Munguambe, durante o lançamento das comemorações do 45 ° aniversário da agremiação.

Face à eclosão da pandemia da Covid-19, o Governo e os parceiros decidiram, no ano passado, suspender o processo de negociações do aumento dos salários mínimos, visando salvaguardar os postos de empregos, numa altura em que o sector empresarial ressentia-se do impacto das restrições provocadas pelo novo coronavírus.

Alexandre Munguambe indicou que nos últimos meses várias empresas retomaram as suas actividades, facto que encoraja a retoma das negociações.

Na ocasião, a fonte indicou que este ano, a celebração dos 45 anos da organização, a ter lugar a 13 de Outubro, decorre sob o lema “OTM-CS, 45 Anos na luta pelos direitos laborais e sindicais”.

O Secretário-Geral disse que o lema escolhido visa demonstrar o percurso histórico e a posição dos trabalhadores moçambicanos, pelo cumprimento dos direitos já consagrados na legislação nacional e nas convenções internacionais do trabalho rectificadas por Moçambique.

“Visa igualmente repudiar de forma veemente a atitude anti-sindical de algumas entidades empregadoras que, vezes sem conta, violentam os trabalhadores quando estes exercem o seu direito de se organizar em associações sindicais”, sublinhou.

Munguambe acrescentou que, numa altura em que se celebra os 45 anos da OTM-CS, pagar salários justos aos trabalhadores deve ser entendido como um investimento de curto, médio e longo prazo que se deve esperar retorno, através do aumento do poder de compra e de consumo dos cidadãos, o que hoje não se pode esperar com os actuais níveis salariais.

“Que a festa dos 45 anos da organização sirva como momento de reflexão sobre as novas estratégias que podemos adoptar para continuarmos a luta sindical pela melhoria das condições de trabalho e de vida”, aprontou.

PCA do INSS termina campanha de sensibilização escalando Gaza

O Presidente do conselho de administração do Instituto Nacional de Segurança Social (INSS), Kabir Ibrahimo, encontra-se na província de Gaza, desde quarta-feira (07), para se inteirar do decurso das actividades da instituição para este ano.

Na última etapa do seu périplo pela região sul do país, vai manter encontros com os utentes do sistema de segurança social e outros actores do mercado laboral local.

Durante os três dias da visita à Gaza, Kabir Ibrahimo vai escalar, a cidade de Xai-Xai, o distrito de Bilene, onde estão agendadas visitas e encontros com diversos grupos socioeconómicos e administrativos, nomeadamente empregadores, trabalhadores e órgãos da administração da justiça a nível daquela região do país.

O PCA do INSS visitará o contribuinte Wanbao Africa Agriculture Development, Lda, que explora o baixo Limpopo na produção de arroz e na capacitação tecnológica de camponeses locais, enquanto na vila municipal de Macie, sede do distrito de Bilene, irá visitar a empresa Condor Anacardium, Indústria de Processamento de Caju, Lda.

De salientar que, ainda esta semana, Kabir trabalhou na província vizinha de Inhambane, dentro do mesmo objectivo, podendo, a partir de Domingo próximo, 11 de Abril, iniciar a sua visita à província nortenha de Cabo Delgado, a última a ser contemplada pelo plano de visitas à região norte do país, uma vez já ter escalado Niassa e Nampula.

Kabir vai manter encontros com o Secretário de Estado e a Governadora de Gaza, o Juíz-Presidente do Tribunal Judicial Provincial, o Procurador-chefe provincial, o Conselho Empresarial Provincial (CEP) e a Associação Económica de Xai-Xai, bem como com os Secretariados Executivos Provinciais da OTM-CS e da CONSILMO.

Zambézia: Maganja da Costa sem energia eléctrica

A Vila sede do distrito da Maganja da Costa, na Zambézia, está desde manhã de ontem (08) sem energia eléctrica devido a uma avaria grossa na Linha de transporte de corrente. O apagão afecta também os distritos de Mocubela e Pebane.

Técnicos da empresa Electricidade de Moçambique (EDM) estão no terreno a trabalhar na linha de modo a restabelecer a corrente eléctrica.

O administrador da Maganja da Costa, Carlos Carneiro, que confirmou o facto disse que várias instituições funcionam a meio gás.

Comissão Técnica criada pela SADC vai avaliar o apoio necessário para auxíliar Moçambique no combate ao terrorismo

A Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) vai enviar uma equipa técnica, a Moçambique, para a avaliação das necessidades do país, no combate ao terrorismo, que há três anos afecta a zona norte da província de Cabo Delgado.

A decisão, classificada como de “carácter urgente” consta da declaração final da cimeira da dupla Troika da SADC, que esteve reunida na capital do país.

“A Cimeira da Dupla Troika decidiu formar e enviar imediatamente a Moçambique uma equipa técnica”, para a avaliação das necessidades de apoio na luta contra a violência armada no norte do país, disse a Secretária Executiva da SADC, Stergomena Tax, na apresentação da síntese da declaração.

A equipa, cuja composição, nem perfil dos integrantes foi revelada, deverá chegar ao país no próximo dia 15 de Abril corrente, e trabalhará, sobretudo, no chamado Teatro Operacional Norte.

“Tendo em conta a dimensão real da ameaça, a comissão estará cá de modo a ver que tipo de meios são necessário de modo a ter uma reacção proporcional ao nível da ameaça” resumiu a Ministra dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Verónica Macamo.

Como parte da decisão tomada nas sessões da Dupla Troika, cujas decisões eram aguardadas com enorme expectactiva, quer dentro, quer pelo mundo fora, dada a musculatura que vêm sendo exibida pelos terroristas, que só há duas semanas, destruíram várias infraestruturas públicas e privadas no distrito de Palma, e levaram a população a abandonar a vila, foi aprovada a constituição de uma equipa interministerial da organização regional para estudar o assunto.

De acordo com Tax, os resultados da avaliação serão submetidos à consideração de uma cimeira extraordinária da Dupla Troika convocada para o dia 29 do mês em curso, na cidade do Maputo.

Stergomena Lawrence Tax salientou que na cimeira de quarta-feira, a SADC ressalvou que o terrorismo não tem lugar em Moçambique e na África Austral, devendo ser combatido de forma adequada.

“A cimeira manifestou solidariedade total e compromisso contínuo da SADC na luta pela paz e segurança na região”, resumiu Tax.

Por outro lado, os líderes da Dupla Troika repudiaram a barbaridade protagonizaram pelos terroristas em Cabo Delgado, solidarizaram-se com o país, no geral e frisaram que “não será permitida que a violência armada continue, devendo merecer uma resposta adequada”.

Esta expressão foi resumida na abertura do encontro, pelo presidente do Órgão de Política de Defesa e Segurança da SADC e Chefe de Estado do Botsuana, Mokgweetsi Masisi, que reiterou a necessidade de “uma resposta colectiva” contra os “ataques terroristas”.

“Os ataques terroristas no norte de Moçambique são uma ameaça a toda a região da África Austral e, por isso, precisamos de uma resposta colectiva”, declarou Masisi.

Participaram da Dupla Troika da SADC, o Presidente da República de Moçambique, actual líder em exercício da SADC, Filipe Nyusi, do Botswana, que preside o órgão de cooperação para Política, Defesa e Segurança, Mokgweetsi Masisi, do Malawi (que assume a próxima presidência rotativa da SADC), Lazarus Chakwera, da  África do Sul (próximo presidente em do órgão de Política, Defesa e Cooperação de Segurança), Cyril Ramaphosa, do Zimbabwe, Emerson Mnangagwa, e, em representação da Chefe de Estado da Tanzânia esteve o Presidente do Governo da região autónoma de Zanzibar, Hussein Ali Mwinyi.

Moçambique soma 788 mortes por Covid-19

Três pessoas, todas de nacionalidade moçambicana, morreram na quarta e quinta-feira, vítimas de Covid-19. Dados actualizados ontem (08) pelo Ministério da Saúde indicam que apesar das mortes, mais 66 pessoas estão agora recuperadas do vírus.

Os óbitos ocorreram em dois homens e uma mulher, de 44, 67 e 87 anos de idade, respectivamente.

Igualmente houve um aumento no cumulativo de recuperados da infecção para 58.129, com os 66 indivíduos livres do Coronavírus nas últimas 24 horas.

Quanto à propagação da Covid-19, no período em alusão foram registados mais 35 novos casos, contabilizando agora 68.466.

Os infectados são 34 moçambicanos e um estrangeiro. Todas as infecções ocorreram por transmissão local, segundo garantiram as autoridades de saúde.

Mais cinco pessoas foram internadas e outras oito tiveram alta hospitalar. Neste momento, há 62 pacientes ainda hospitalizados por causa da Covid-19.

O país tem 9.545 casos activos do novo Coronavírus.

Inhambane: Mais de 500 escolas sem água nos sanitários para a higienização dos estudantes

O ano lectivo começou há mais de 16 dias, mas nem todas as escolas estão em condições sanitárias para retoma das aulas no contexto da COVID-19.

É que, em mais de metade das escolas, os sanitários não têm água para a higienização dos estudantes.

Das 966 escolas entre públicas e privadas, 510 não têm água corrente nas casas de banho. Dessas, 487 são do ensino primário e 23 do ensino secundário.

Mas essa não é a única preocupação das autoridades de educação. Em muitas escolas, não existe vedação, o que dificulta o controlo do movimento dos estudantes na medição da temperatura ou na lavagem das mãos. Além disso, não há, em Inhambane, recursos humanos suficientes para garantir a limpeza, bem como a desinfecção das salas de aula e outros locais de frequência de estudantes e professores.

Existem, em Inhambane, mais de 960 escolas entre públicas e privadas. Em muitas delas, as turmas foram divididas em 3 grupos devido ao elevado número de estudantes em cada turma.

Aulas nocturnas presenciais da 6ª e 7ª classes com início previsto para este mês

As aulas nocturnas presenciais da 6ª e 7ª classes poderão retomar ainda este mês, assegura a porta-voz do Ministério da Educação e Desenvolvimento Humano (MINEDH), Gina Guibunda, que também diz que somente os alunos do ensino secundário é que continuam com as aulas à distância em todo o país.

O recolher obrigatório, primeiramente, vigente na Área Metropolitana de Maputo e a necessidade de descongestionar as escolas para dar lugar a trabalhos de higienização contra a COVID-19 são as razões que levaram, no mês passado, o MINEDH a equacionar a suspensão das aulas nocturnas nos ensinos primário e secundário.

No entanto, as aulas nocturnas presenciais vão continuar no ensino primário, nomeadamente sexta e sétimas classes em cerca de 161 escolas que leccionam este regime, a nível nacional.

“Os alunos do ensino primário, neste caso sexta e sétima classes vão continuar com as aulas nocturnas ainda este mês mesmo”, afirmou Gina Guibunda.

Para a suspensão das aulas nocturnas nas escolas secundárias e sua continuação nas primárias, pesaram, segundo Gina Guibunda, algumas razões.

“Primeiro, porque nós, em nenhum momento, havíamos desenvolvido os materiais auto-instrucionais para o ensino primário. Segundo, as escolas primárias são muito poucas se comparado com o universo de todas”, explicou Gina Guibunda.

Para a leccionação do modelo à distância em cerca de 750 escolas secundárias, o sector está, neste momento, a capacitar professores e órgãos das escolas sobre a matéria.

Entretanto, Gina Guibunda garantiu que as aulas à distância no ensino secundário e nocturnas na 6ª e 7ª classes vão iniciar dentro do mês em curso.

Novo decreto sobre Situação de Calamidade Pública foi aprovado pelo IMD

O Instituto para Democracia Multipartidária (IMD) aprova as mais recentes medidas anunciadas pelo Governo, no âmbito da prevenção da pandemia da COVID-19 no país.

O IMD classifica as medidas de “oportunas”, no entanto “chama atenção para o facto da medida do recolher obrigatório, sobretudo, o alargamento para todas as capitais provinciais carecer de alguma fundamentação”.

“Existem províncias que, nas últimas semanas, registam dias sem novos casos de contaminação pela doença.  Outro facto é que nem sempre a capital provincial coincide com o centro urbano com maior nível de mobilidade, dinâmica e interação interpessoal. Mais ainda, tem a ver com a necessidade de uma melhor clarificação, tendo em conta o debate em relação a uma possível inconstitucionalidade desta medida para melhor fundamentar a real pertinência do seu alastramento para outras cidades do país”, indica um comunicado.

Ainda no mesmo sentido, o IMD considera que, ao se alargar o início do horário de recolher obrigatório das 21 para 22 horas, o governo demonstrou sensibilidade ao clamor de diferentes segmentos da sociedade e foi em consonância com a dificuldade real de transportes ao nível da região metropolitana de Maputo.

Numa avaliação à situação epidemiológica do país, aquela organização diz que, “apesar da tendência decrescente da propagação do vírus, redução dos casos de internamentos e de casos de óbitos, a situação ainda continua sendo de risco iminente dada a proximidade com a África do Sul, país que apresenta uma situação crítica em relação à pandemia e de onde têm surgido novas variantes com alto poder de propagação”.

Por outro lado, a agremiação mostrou-se preocupada com o reduzido espaço temporal que separa a apresentação da comunicação do Chefe do Estado, a publicação e entrada, em vigor, do decreto que actualiza as medidas, pelo que sugere que a comunicação seja feita, pelo menos, dois dias antes da entrada em vigor.

Jovem detido por se fazer passar por agente da SERNIC

A Polícia da República de Moçambique (PRM) deteve, ontem (08), no bairro de Maxaquene, arredores da capital do país, um jovem de 30 anos de idade, indiciado de se fazer passar de agente do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).

De acordo com o porta-voz do SERNIC, Hilário Lole, o indiciado cobrava cerca de 40 mil meticais às suas vítimas, sob promessa de ingresso na Escola Básica da PRM, localizada em Matalane, província de Maputo.

O indivíduo confessou ter feito cobranças no valor de 40 mil meticais a dois jovens no mês de Março, em conluio com um suposto membro da PRM, tendo sido detido após denúncia das vítimas.

Neste momento, o SERNIC diz estar a fazer diligências que visam neutralizar o suposto agente da Polícia envolvido no crime.

Ainda ontem, quatro indivíduos, de idades compreendidas entre 32 a 41 anos, foram recolhidos às celas do Comando Distrital de Marracuene, na província de Maputo, indiciados de venda e consumo de drogas.

Os meliantes foram presos nos bairros Guava e Abel Jafar durante uma acção de combate às “bocas de fumo”, nesta parcela do país.

Município de Maputo retira vendedores próximos à linha férrea de Mavalane

O Município de Maputo deu ultimato, ontem (08), a todos os vendedores de carvão vegetal, lenha e estacas usadas na construção para abandonarem, voluntariamente, o exercício da actividade junto às bermas da linha férrea do Limpopo.

Grande parte do carvão vegetal, lenha e estacas que são vendidos no Bairro de Mavalane, junto à linha férrea, vem da província de Gaza e transportados até àquele local através de comboio que passa por aquela ferrovia. A venda é exercida nas bermas da linha férrea em bancas e barracas improvisadas.

Outrossim, os demais vendedores daquele local manifestam a disposição de abandonar o espaço de reserva da ferrovia reclamado pela Empresa Portos e Caminhos-de-ferro de Moçambique (CFM).

O Município diz ter espaço para acolher aqueles vendedores. Orlando Zandamela, funcionário do Mancípio de Maputo, afecto ao Distrito Municipal Ka Mavota, explicou que já foram várias vezes avisados da necessidade de saírem daquele local. “Quanto aos locais para futura venda destes vendedores, temos espaços em muitos mercados aqui na Cidade de Maputo. É verdade que é importante criarmos condições e isso está a ser feito”.

A campanha de sensibilização decorrida ontem é a última etapa para retirada voluntária daqueles vendedores e, se tal não acontecer, a retirada, nos próximos dias, será por via do uso da força.

Para eliminar fragilidades e crises no sector empresarial PR recomenda planos de médio e longo prazo

O Presidente da República recomenda estratégias de médio e longo prazo às Micro, Pequenas e Médias Empresas para eliminar fragilidades e crise no sector empresarial.

A exortação foi feita na cerimónia de abertura da 1ª Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME´s), onde cimentou que o papel do governo, de criar um melhor ambiente de negócios, está a ser cumprido e cabe agora as empresas aproveitar as facilidades existentes.

Filipe Nyusi diz compreender que as contas do empresariado nacional estão no vermelho há anos, sendo que a COVID-19, os desastres naturais, os ataques armados (no Centro) e o terrorismo (no Norte) vieram agravar a crise, mas reitera que a solução está nas empresas e no seu trabalho.

“Não podemos cair, de uma forma sistemática, na agonia e dependência de alguns ou da reclamação de subsídios ou sobretaxas proteccionistas cuja durabilidade é de curto prazo. Nós temos calamidade, temos COVID-19, temos Palma. Se continuarmos nisso, nos subsídios, o país não vai ser sustentável”, disse o Presidente da República.

Nyusi avança que é preciso começar a explorar o mercado internacional, que está aberto através de diversos acordos assinados, sobretudo com os países da SADC.

“É visível que estamos expostos aos mercados da SADC, a todo o mercado africano e também global. Não temos outra escolha além de marcar golo na produção massiva e qualitativa para responder a procura internacional e da região. Temos que aumentar o nível de exportações”, salientou o Estadista.

Filipe Nyusi diz que está activo um fundo de financiamento a iniciativas juvenis que concorrem para a melhoria do ambiente de negócios. “Este ano vamos financiar mais de 200 projectos, principalmente em Gaza e Manica”, disse.

A 1ª Conferência Nacional das Micro, Pequenas e Médias Empresas decorre sob o lema: “Criando sinergias para a dinamização das MPME´s rumo à industrialização em Moçambique” e visa encontrar soluções para as mais de 24.000 Micro, Pequenas e Médias Empresas que operam no país.

Índia apresenta o maior número de infectados e mortes por Covid-19

A Índia registou, nas últimas 24 horas, um recorde de infeçcões e mortes pelo novo Coronavírus. Foram 126.789 casos e 685 óbitos, o número mais alto desde Novembro.

A Índia tem mais de 12 milhões e 800 mil pessoas com Coronavírus, das quais acima de 11 milhões recuperadas e mais de 166 mil mortos.

O estado ocidental de Maharashtra, o mais atingido no país, foi responsável por quase 47% das novas infecções.

A informação sobre a nova alta de infecções e óbitos, devido ao novo Coronavírus, foi avançada ontem (08), dia em que o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, recebeu a sua segunda dose de vacinação.

O governante instou os outros a seguirem o exemplo, afirmando que a vacinação está entre as poucas formas que a índia tem de derrotar o vírus.

Por conta do aumento de contaminações pela Covid-19, dezenas de cidades e vilas estão a impor o recolher obrigatório nocturno, à semelhança do que acontece em Moçambique e noutros países, para tentar conter o surto.

Contudo, o Governo federal recusou-se a impor um segundo confinamento a nível nacional por recear prejudicar a economia.

A Índia iniciou a campanha de vacinação em Janeiro deste ano, tendo imunizado, até agora, mais de 90 milhões de profissionais de saúde e pessoas com mais de 45 anos de idade, com a primeira dose.

Deste universo populacional, apenas 11 milhões receberam ambas as doses, enquanto a Índia tenta construir uma imunidade para proteger cerca de um bilião e quatrocentos milhões de habitantes.

Presidente Nyusi exorta os empresários a não dependerem de apoios

O Presidente da República, Filipe Nyusi diz que as micro, pequenas e médias empresas não se podem deixar cair na armadilha da dependência de apoios, reclamação de subsídios ou sobretaxas proteccionistas, cuja durabilidade é de curto prazo.

Nyusi falava na quinta-feira (08), em Maputo, na abertura da primeira conferência nacional das micro, pequenas e médias empresas, evento que conta com a participação dos sectores público-privado e parceiros de cooperação.

O chefe do estado desafiou as micro, pequenas e médias empresas para caminharem rumo a sua internacionalização.

O Presidente da República reconhece o papel das micro, pequenas e médias empresas na dinamização da economia nacional, com peso significativo na geração de emprego e renda para as famílias.

O governo pretende fortalecer as capacidades competitivas das micro, pequenas e médias empresas, tendo já diversas facilidades para o alcance deste objectivo.

O Presidente Nyusi disse notar com satisfação a capacidade de resiliência das micro, pequenas e médias empresas, numa altura em que o país enfrenta ataques terroristas em Cabo delgado, mudanças climáticas e a Covid19.

Quatro detidos e 35 feridos num protesto em Madrid

Confrontos entre radicais de esquerda e a polícia, à margem de um comício de extrema-direita em Madrid na quarta-feira (07), levaram à detenção de quatro pessoas e provocaram ferimentos em 35, incluindo 21 polícias, revelaram as autoridades.

Os distúrbios ocorreram em Vallecas, um bairro operário no sul da capital espanhola considerado um bastião da esquerda, quando cerca de 2.000 pessoas se juntaram numa manifestação contra o comício inaugural, realizado ao ar livre, da campanha do partido de extrema-direita Vox para as eleições regionais de 4 de maio.

Depois de cantarem canções antifascistas, os manifestantes atiraram vários objetos, incluindo pedras da calçada, à polícia, que carregou sobre eles para os dispersar, de acordo com várias testemunhas citadas pela AFP.

Na sequência dos incidentes, a polícia prendeu quatro pessoas, incluindo três menores, disse esta manhã uma porta-voz das forças de segurança a esta agência de notícias francesa. A porta-voz acrescentou que 21 agentes da polícia foram feridos, 10 dos quais tiveram de ser tratados no hospital, embora os seus ferimentos tenham sido considerados menores. Os serviços de emergência revelaram através da rede social Twitter que tinham sido tratadas 14 pessoas, principalmente por hematomas e contusões.

Os incidentes desencadearam uma discussão na quinta-feira de manhã, com o líder do Vox, Santiago Abascal, a dizer que a força policial tinha sido insuficiente para proteger o comício do seu partido e a acusar o ministro do Interior (Administração Interna) do governo espanhol de esquerda de ser responsável pelos “ataques” aos militantes e simpatizantes do seu partido.

Por seu lado, o líder do partido de extrema-esquerda Podemos e candidato às eleições de 4 de Maio, Pablo Iglesias, acusou, através do Twitter, “os ultras do Vox” de terem ido “provocar violência em Vallecas”.

O Podemos está coligado ao Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE) no governo liderado pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez.

Rio de Janeiro: Vereador detido suspeito de matar menino de quatro anos

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deteve o vereador Jairo Souza Santos Júnior e a namorada, Monique Medeiros, por suposta participação na morte de um menino de quatro anos, num caso que chocou o Brasil.

O casal foi detido numa casa em Bangu, na zona oeste do Rio de Janeiro, depois de a Justiça decretar a prisão temporária por 30 dias na sequência de uma investigação sobre a morte do menino, que era filho de Monique Medeiros.

Após a detenção, os investigadores revelaram que Henry Borel Medeiros pode ter morrido após ser agredido pelo vereador, uma vez que, segundo as investigações, Jairo Júnior teria praticado pelo menos uma sessão de tortura contra o enteado semanas antes da sua morte.

A polícia brasileira também afirmou que o casal tentou interferir nas investigações, intimidou testemunhas e combinou versões sobre os acontecimentos da noite em que a criança morreu.

O caso ocorreu em 8 de Março, quando o menino chegou morto a um hospital da Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, com vários hematomas espalhados pelo corpo.

Em seguida, a mãe e o padrasto relataram que encontraram o menino inconsciente no seu quarto após ouvir um barulho e que tentaram socorrê-lo.

No entanto, um exame de medicina legal divulgado pelos meios de comunicação locais concluiu que as causas da morte foram “hemorragia interna” e “laceração hepática” produzidas por uma “ação forçada” (violenta), o que levantou suspeita sobre a versão contada pelo casal.

Durante as investigações, a polícia do Rio de Janeiro ouviu quase 20 testemunhas, entre parentes, vizinhos, trabalhadores, familiares e ex-namoradas do vereador, que relataram ter sofrido agressões praticadas pelo médico.

A morte de Henry Borel Medeiros gerou forte comoção no Brasil e, após a detenção, o casal foi recebido com gritos de “assassinos” na porta de uma delegacia, onde várias pessoas aguardavam a sua chegada.

Ex-jogador de futebol americano mata cinco pessoas a tiro e depois suicida-se

A imprensa norte-americana está a avançar que o homem que matou cinco pessoas a tiro na Carolina do Sul, suicidando-se pouco depois, era Phillip Adams, de 32 anos, ex-jogador da NFL. 

Uma fonte próxima da investigação contou à CNBC, sob anonimato, que os pais de Adams vivem perto da casa do proeminente médico que foi assassinado e que ex-jogador chegou a ser tratado pelo clínico. Phillips Adams suicidou-se já depois da meia-noite com um tiro.

O departamento do xerife disse ter procurado durante largas horas o suspeito nas habitações vizinhas.

Recorde-se que neste terrível homicídio morreram o médico, Robert Lesslie, de 70 anos, a sua mulher, Barbara Lesslie, de 69, bem como os netos, Adah Lesslie, de 9 anos, e Noah Lesslie, de 5.

Um homem que estava a trabalhar na casa de Robert Lesslie foi encontrado morto no exterior da habitação. Tratava-se de James Lewis, de 38 anos. Outras seis pessoas foram hospitalizadas com “ferimentos graves” provocados por uma arma de fogo.

Idosa de 104 anos se recupera duas vezes da Covid após superar câncer

A colombiana Carmen Hernandez, de 104 anos, se recuperou pela segunda vez da Covid-19. Durante sua vida, a mulher também já precisou enfrentar um câncer no nariz. Actualmente, ela é a pessoa mais velha da Colômbia a se recuperar da Covid-19, segundo o jornal Extra.

Carmen foi infectada pelo coronavírus pela primeira vez em Junho de 2020, e se recuperou sem internação. Após receber a primeira dose da vacina, ela testou positivo para a doença novamente, em 8 de março.

A idosa chegou a ser internada na UTI do hospital universitário San Rafael, mas não chegou a precisar de ventilação mecânica e recebeu alta na segunda-feira (05). Agora, ela está de volta ao asilo São José, onde vive.

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A Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) revelou que Moçambique precisa investir entre 3 e 4 milhões de dólares por ano em cada...