As novas medidas visam incentivar a vacinação para combater o crescimento da variante delta.
Milhares de pessoas manifestaram-se nas principais cidades de França contra as novas medidas do Governo para travar a pandemia, nomeadamente a obrigatoriedade de vacinação dos profissionais de saúde e a exigência de possuir um certificado digital.
Deverão ser aprovadas na segunda-feira pelo Conselho de Ministros francês e na quarta-feira serão debatidas na Assembleia Nacional.
Em Paris, os manifestantes, muitos deles vestidos com coletes amarelos, concentram-se na zona da Praça do Louvre e daí dirigiram-se até ao Ministério da Saúde, sem incidentes, segundo relatou a agência Efe.
As novas medidas, anunciadas pelo Presidente de França, Emmanuel Mácron, no dia 12 deste mês, visam incentivar a vacinação para combater o crescimento da variante delta, que se acredita ser a responsável por 67% dos novos casos detetados em França.
Entre as medidas está a obrigatoriedade de todos os profissionais de Saúde se vacinarem e a exigência de possuir um certificado digital de vacinação ou teste negativo para aceder a várias atividades sociais.
O objetivo do Governo é evitar que uma nova vaga da pandemia afete o país e obrigue a novos confinamentos, com consequências negativas para a economia.
Depois do anúncio de Mácron, em menos de 24 horas, cerca de dois milhões de pessoas agendaram a vacinação em todo o país e na sexta-feira foi batido o recorde nacional de inocoluções, quase 800 mil.
Uma rede composta por três indivíduos, dos quais dois funcionários do Hospital Central de Nampula (HCN) e um estudante estagiário, encontra-se detida pelo Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), indiciada na venda de unidades não quantificadas de sangue naquela unidade sanitária.
Trata-se de um enfermeiro de medicina geral, um agente de serviço considerado cabecilha da rede e um estudante do Instituto Superior de Ciências de Saúde que cumpria pré-estagio profissional, cuja actuação consistia na venda do líquido vital a familiares de pacientes internados naquele estabelecimento hospitalar.
Um consórcio de 17 órgãos de comunicação internacionais denunciou que jornalistas, ativistas e dissidentes políticos em todo o mundo terão sido espiados graças ao ‘software’ desenvolvido pela empresa israelita NSO Group.
A empresa, fundada em 2011 a norte de Telavive, comercializa o ‘spyware’ Pegasus, que, inserido num ‘smartphone’, permite aceder a mensagens, fotos, contactos e até ouvir as chamadas do proprietário.
A NSO tem sido regularmente acusada de vender a regimes autoritários, mas sempre defendeu que o ‘spyware’ comercializado só era utilizado para obter informações sobre redes criminosas ou terroristas.
O Egito libertou no domingo seis militantes, incluindo a jornalista e blogueira Esraa Abdel-Fattah, um dos símbolos da revolução de 2011, dias depois que os Estados Unidos manifestaram preocupação com as violações dos direitos humanos no país.
Desde a chegada ao poder do presidente Abdel Fatah al-Sisi, em 2014, autoridades egípcias reprimem todos os tipos de opositores, desde os islamitas até os liberais. Segundo analistas, a libertação dos militantes é uma forma de tranquilizar os parceiros estrangeiros, após a advertência feita nesta semana pelos Estados Unidos de que a perseguição a militantes que defendem os direitos humanos poderia pesar nas futuras negociações sobre a venda de armas entre os dois países.
Em uma decisão inesperada, a promotoria egípcia ordenou na noite deste sábado a libertação de Esraa, 43, após 22 meses de prisão preventiva sem julgamento. Uma das fundadoras em 2008 do “Movimento 6 de Abril”, que, três anos depois, promoveu a mobilização de milhões de egípcios durante a revolta que causou a queda de Hosni Mubarak na esteira da Primavera Árabe, ela havia sido presa em outubro de 2019, por “divulgação de informações falsas e colaboração com um grupo terrorista”. Sua prisão gerou fortes críticas.
Esraa, que se opôs à Irmandade Muçulmana quando a mesma chegou ao poder no Egito, em 2012, apoiou os apelos para depor o regime e as manifestações que levaram à saída do presidente islamita Mohamed Morsi.
A Justiça egípcia também decidiu ontem libertar o militante Abdel Nasser Ismail, líder do Partido da Aliança Popular, de esquerda, preso em setembro de 2019 por “participação em um grupo terrorista”, segundo advogados de direitos humanos.
O jornalista e opositor egípcio Gamal el-Gammal, preso ao retornar da Turquia em fevereiro passado, também foi libertado, assim como o advogado e ativista de direitos humanos Mahienur el Masry e os jornalistas Motaz Wadnan e Mostafa el Asar. Esses militantes foram acusados de divulgar informações falsas e de cooperar com terroristas e “outros grupos ilegais”. Segundo fontes judiciais e de segurança, eles foram libertados enquanto se concluem as investigações que os afetam.
Essas libertações “buscam acalmar a tensão no país e podem ter um impacto positivo na imagem do Egito no exterior”, avalia Mustafa Kamel al-Sayyed, professor de Ciência Política na Universidade do Cairo. “Embora eu duvide que isso vá mudar a situação, já que há muitos presos políticos”, assinala.
Outro jornalista conhecido no Egito, Abdel Nasser Salam, foi preso após criticar o presidente Sisi no Facebook, informaram autoridades dos serviços de segurança neste domingo, sem fornecer detalhes. O país tem mais de 60.000 presos por crime de opinião, de acordo com ONGs, e é regularmente apontado por violações dos direitos humanos.
Um camião que transportava grandes quantidades de cerveja capotou, na manhã de domingo e condicionou mobilidade na rotunda de Missão Roque, na cidade de Maputo.
O veículo, que puxava duas trelas carregadas de mercadoria, percorria a Av. De Moçambique na direcção Zimpeto/Benfica. O veículo descrevia a rotunda da Missão Roque quando a mercadoria nas duas trelas abanou e causou desequilíbrio.
Do acidente não houve vítimas humanas, mas sim danos ao veículo e destruição da mercadoria transportada, cerveja em grandes quantidades.
Quatro assembleias de voto tiveram a votação anulada porque os eleitores boicotaram o escrutínio, reclamando melhores estradas, água e energia. Mesmo assim, observadores dizem que escrutínio correu de forma ordeira.
Hoje são conhecidos os resultados provisórios das sétimas eleições presidenciais em São Tomé e Príncipe, que tiveram lugar este domingo (18.07), para as quais estavam inscritos mais de 123 e 300 eleitores.
A missão de observação eleitoral da Comunidade Económica dos Estados de África Central (CEAC), chefiada pelo antigo primeiro-ministro do Chade, Nagoum Yamassoum, considera que a adesão dos eleitores foi expressiva.
Quatro assembleias de voto, duas em Mé-Zochi, uma em Canta galo e outra em Lemba, tiveram a votação anulada porque os habitantes locais decidiram boicotar o escrutínio, reclamando melhores estradas, água e energia.
Mas, Nagoum Yamassoum, em representação da CEAC, observa que nas restantes 258 assembleias de votos, abertas no país e na diáspora não houve sobressaltos.
Pósser da Costa, Carlos Vila Nova, Delfim Neves e Maria das Neves, são, dentre os 19 candidatos, os potenciais substitutos de Evaristo Carvalho que deixa a Presidência da República a 3 de setembro próximo.
Pelo menos 190 pessoas morreram na sequência das inundações e enxurradas que afetaram durante a semana a Alemanha e a Bélgica, indicaram novos balanços oficiais, com as autoridades belgas a anunciarem o fim das operações de salvamento.
No dia em que recebeu a visita da chanceler alemã, Angela Merkel, a região da Renânia-Palatinado (sudoeste da Alemanha), uma das mais afetadas pelas inundações, confirmou a morte de 112 pessoas, num total nacional de 159 vítimas mortais.
Durante a visita, a líder alemã, que classificou a devastação visível na zona como “surreal”, prometeu que “o Governo federal e as regiões vão agir em conjunto para restabelecer gradualmente a ordem” nas áreas afetadas.
As autoridades belgas também atualizaram o número de vítimas mortais registadas no país, que são agora 31. O anterior balanço dava conta de 27 mortos no território belga.
O centro belga de crise informou ainda que “163 cidadãos estão dados como desaparecidos”, um aumento em relação aos 103 desaparecidos contabilizados no sábado.
A VITA Sociedade Unipessoal Lda vocacionada na prestação de serviços na área de Limpeza e Jardinagem, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor de Recursos Humanos. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Gestor Sénior de Avaliação de Programa. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Técnico de Tuberculose e TB/HIV. Saiba mais.
A Elizabeth Glaser Pediatric AIDS Foundation (EGPAF) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Oficial Provincial de Comunicação. Saiba mais.
A GrandSYS, Lda, pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Estagiário Profissional nas áreas de Marketing e Comunicação com componente Comercial. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Materiais de Construção e Estruturas. Saiba mais.
O Laboratório de Engenharia de Moçambique (LEM) pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Director dos Serviços Centrais de Geotecnia, Hidráulica e Vias de Comunicação. Saiba mais.
O Ministério da Economia e Finanças pretende recrutar para o seu quadro de pessoal um (1) Assessor Provincial de Planeamento e Infra-Estruturas Públicas. Saiba mais.
A presidente do Conselho Cristão de Moçambique (CCM) alerta os cidadãos sobre a necessidade de se combater a desinformação em torno da pandemia do novo coronavírus.
Felicidade Chirindza diz que os cidadãos devem ignorar as mensagens que colocam em causa os esforços de combate à pandemia.
“Vou falar da vacina, por exemplo. Por que é que houve resistência à vacina? Porque já havia mensagens a dizer que essa vacina vem com não sei o quê para nos alterar e as pessoas acreditam. Falam como evangelistas e como pastores, até mostrar uma moeda que colou onde se apanhou a vacina. Tudo isso não é real. Isso não nos traz tranquilidade”, disse a presidente do Conselho Cristão de Moçambique.
Uma pessoa foi morta na noite de sexta-feira no Cuzistão durante uma manifestação contra a falta de água nesta província no sudoeste do Irão, segundo adiantou hoje a agência noticiosa oficial Irna.
As pessoas de Chadegan reuniram-se ontem à noite para protestar contra os cortes de água causados pela seca e alguns desordeiros e manifestantes mataram um dos manifestantes”, escreve a Irna, citando o governador em exercício deste condado, localizado a sul de Avaz, a capital da província, Omid Sabripour.
Omid Sabripour adiantou que os autores do homicídio tentaram “agitar e intimidar a população disparando tiros para o ar” e “um jovem habitante de Chadégan” foi morto.
A televisão estatal anunciou na sexta-feira que o primeiro vice-presidente iraniano, Eshaq Jahanguiri, enviou uma delegação do Governo a Avaz com ordens para “enfrentar imediatamente” a questão da escassez de água, uma vez que o descontentamento da população tem estado a aumentar.
Terminou na sexta-feira a campanha eleitoral para as presenciais de domingo em São Tomé e Príncipe. São 19 os candidatos que disputam a sucessão de Evaristo Carvalho. No país, teme-se uma possível fraude eleitoral.
Um total de 123.302 eleitores são-tomenses recenseados escolhem no próximo domingo (18.07) o próximo Presidente de São Tomé e Príncipe, na eleição mais concorrida de sempre.
O sucessor do atual chefe de Estado, Evaristo Carvalho, será o quinto Presidente de São Tomé e Príncipe deste que o país adotou o regime multipartidário. A caça ao voto que decorria há 15 dias terminou na sexta-feira (16.07) com a última mobilização ao voto juntos dos potenciais eleitores.
A campanha ficou marcada por algumas limitações devido à pandemia de Covid-19, em que foi proibida a realização de comícios e obrigação de distanciamento social nos atos eleitorais. Apesar destas medidas restritivas os partidos multiplicaram as estratégias para mobilizar os eleitores, com músicas apelativas ao voto, passeatas, e contacto porta a porta.
Entre os 19 concorrentes há quatro candidatos com maiores possibilidades de virem a ser eleitos Presidente. Carlos Vila, candidato da Ação Democrática Independente (ADI), o maior partido da oposição, promete “vida nova e jogo limpo”.
Mais de 50 escolas primárias completas da cidade de Maputo beneficiaram, nos últimos meses, de sanitários e sistemas de abastecimento de água modernos, num projecto que visa melhorar as condições de saneamento e higiene.
A iniciativa enquadra-se na estratégia de Água, Saneamento e Higiene (ASH) promovida pelo Conselho Municipal da cidade de Maputo (CMM) e parceiros.
Neste contexto, o CMM realizou ontem um seminário com as organizações parceiras que actuam na área da educação, com o objectivo de fortalecer a comunicação, partilhar experiências e conjugar os esforços para que mais escolas beneficiem do projecto.
Edmundo Ribeiro, vereador para o pelouro da Educação no CMM, referiu que o objectivo do fórum é eliminar a sobreposição de acções e actividades dos parceiros.
“A cidade de Maputo conta com cerca de 14 parceiros que actuam em prol desta causa. Contudo, notamos que a maioria das organizações realiza as suas acções nas escolas dos mesmos distritos municipais, sendo que há noutros muitas instituições de ensino que também carecem de intervenção”, explicou.
Apontou que nos distritos municipais KaTembe e KaNyaka há muitas escolas que necessitam de melhorar as condições de saneamento.
Por seu turno, Omar Khan, coordenador de projectos na organização Water & Sanitation for the Urban Poor (WSUP), disse que a entidade, em parceria com a autarquia, apoiou 13 escolas primárias a melhorarem as suas instalações de ASH e a implementar campanhas de promoção de higiene escolar, alcançando cerca de 25 mil alunos.
É o caso da Escola Primária 25 de Junho, na capital, que reabilitou e construiu novos blocos sanitários, passou a dispor de reservatório de água, entre outras.
Durante o fórum foi elaborada uma plataforma de apoio à educação primária que vai permitir uma melhor coordenação de actividades entre as organizações.
O evento contou com a participação de 15 representantes de diferentes organizações que actuam na área de saneamento e higiene na capital.
A China classificou de “assédio arbitrário e inaceitável” as últimas sanções impostas pelo Governo dos Estados Unidos a sete funcionários chineses em Hong Kong por “minarem a autonomia” desse território.
Em comunicado, um porta-voz da delegação de Hong Kong do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês prometeu “retaliação” pelo que consideram ser uma maior ingerência de Washington nos “assuntos internos da China”.
“Os Estados Unidos estão mais uma vez a usar truques como sanções para pressionar a China”, disse o porta-voz, acrescentando que este é “mais um exemplo de ”bullying’ dos EUA’ e duplicidade de critérios”, antes de concluir: “Todas as suas pressões e sanções não passam de um desperdício de papel”.
Os EUA também avisaram as empresas norte-americanas que operam em Hong Kong dos riscos operacionais, financeiros, legais e de reputação “emergentes” na sequência da imposição por Pequim de uma controversa lei de segurança nacional à antiga colónia britânica há um ano, e da nova legislação chinesa para contrariar as sanções norte-americanas.
O “aconselhamento empresarial” de Washington alerta para uma possível “retaliação” chinesa contra empresas que cumprem as sanções dos EUA e para outras questões de privacidade de dados e “vigilância eletrónica sem ordem judicial”.
Em resposta, o porta-voz do gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês na região semi-autónoma diz que estas são apenas “desculpas” para esconder o que diz ser a verdadeira intenção dos EUA: “minar a prosperidade e estabilidade de Hong Kong, pôr em risco a segurança nacional da China e travar o desenvolvimento da China”.
Pequim afirma que a referida lei de segurança nacional – que prevê penas de prisão perpétua para delitos como o conluio com forças estrangeiras, e que tem sido utilizada principalmente contra opositores e participantes nos protestos antigovernamentais de 2019 – assegurou um ambiente empresarial “mais seguro, mais estável e previsível” para os investidores estrangeiros.
“Os direitos e interesses legítimos dos investidores internacionais, incluindo as empresas americanas sediadas em Hong Kong, são mais bem protegidos”, defendeu.
Potencial medalhista olímpico na Olimpíada de Tóquio, Fernando Reis, atleta do levantamento de peso, foi suspenso dos Jogos após ser flagrado no exame antidoping uma semana antes de embarcar para o Japão. O exame realizado em 11 de junho atestou a presença do Hormônio do Crescimento.
Segundo nota da Confederação Brasileira de Levantamento de Peso, Fernando Reis foi suspenso provisoriamente. O Comitê Olímpico do Brasil ainda não se pronunciou.
O atleta chegava em alta para a Olimpíada de Tóquio. Atual tricampeão dos Jogos Pan-Americanos, Fernando Reis exibe um bronze no mundial de 2018 em seu currículo, a primeira conquista brasileira na modalidade. Em 2016, no Rio de Janeiro, foi quinto colocado. De acordo com o advogado do esportista, ‘será esclarecido que ele não utilizou nenhuma substância proibida’.
O que eu posso dizer é que ele é um dos atletas mais testados do mundo. Só nos últimos meses, ele fez mais de dez exames, todos sem problema nenhum. Então, será esclarecido que ele não utilizou nenhuma substância proibida. Não nos manifestaremos mais sobre esse caso até o fim do julgamento a modo de preservar a imagem do atleta. Tomaremos medidas urgentes – afirmou o advogado.
Não é a primeira vez que Fernando Reis é suspenso por doping. No Campeonato Nacional Universitário, em Shrevport, nos Estados Unidos, em 2011, o exame do atleta deu positivo para a substância metilhexanamina.
Os Estados Unidos da América (EUA) vão enviar 25 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 para África, que enfrenta uma nova vaga da doença, afirmaram responsáveis norte-americanos e africanos.
Os envios deverão começar nos próximos dias e beneficiarão um total de 49 países africanos, que receberão doses das vacinas da Johnson & Johnson, Moderna e Pfizer, segundo fontes citadas pela agência France-Presse.
Djibuti e Burkina Faso serão os primeiros a receber 151.200 doses da fórmula da Johnson & Johnson, enquanto a Etiópia receberá 453.600 doses, de acordo com um alto funcionário da administração norte-americana.
A operação está a ser coordenada com agências multilaterais, incluindo a União Africana (UA), o mecanismo Covax, e a Aliança Internacional de Vacinas Gavi.
O anúncio de Washington surge numa altura em que a rápida propagação da variante Delta suscita receio de um novo surto de casos em todo o mundo, com um impacto particularmente saliente no continente africano.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de mortes relacionadas com a covid-19 no continente subiu 43% na última semana, tendo a agência das Nações Unidas apontado para a falta de locais de tratamento e para a falta de oxigénio médico.
A coordenadora para a luta mundial contra a covid-19, Gayle Smith, afirmou que “a administração [do Presidente norte-americano Joe] Biden está empenhada em liderar a resposta global à pandemia”.
O enviado especial da UA Strive Masiyiwa, considerou que as vacinas distribuídas pelos EUA serão um passo em direção ao objetivo da organização regional em vacinar 60% da população do continente.
O presidente do Banco Africano de Exportações e Importações (AfreximBank), Benedict Oramah, saudou as doações de Washington, que apelidou de “bem-vindas e significativas”.
A distribuição de doses para os países em desenvolvimento tornou-se uma questão diplomática, com China e Rússia a serem acusadas de utilizar estes mecanismos para a promoção dos seus interesses estratégicos.
Washington nega que tenha quaisquer segundas intenções, mas Joe Biden quer que os EUA assumam uma liderança na resposta internacional à pandemia.
A administração do Presidente empossado no início do ano já alocou 80 milhões de doses para distribuição internacional, tendo prometido contribuir com dois mil milhões de dólares (1,69 mil milhões de euros) para a iniciativa Covax.
De acordo com dados do Centro de Controlo e Prevenção de Doenças da União Africana (África CDC), o continente ultrapassou seis milhões de casos desde o início da pandemia, incluindo mais de 153 mil mortes.
A Malica, no distrito moçambicano de Lichinga, Niassa, chegam produtos alimentares para os deslocados da guerra de Cabo Delgado. Também já estão em construção algumas casas para acolher dignamente os refugiados.
As organizações não-governamentais United Purpose e Farma Mundi no Niassa estão a levar a cabo um projeto de construção de 48 casas com dois quartos e uma sala e a distribuir produtos alimentares e de higiene. Serão beneficiadas 237 pessoas.
Segundo o representante da United Purpose, Agostinho Cigarro, a construção de seis das várias residências planeadas no centro dos deslocados de guerra de Cabo Delgado em Malica decorre a bom ritmo.
Já foi adquirido material de construção, como zinco, barrotes, pregos de chapas e pregos normais para erguer o andaime, diz Cigarro e acrescenta: “Já começámos a distribuir a primeira parte dos produtos alimentares. Sábado ou domingo, havemos de vir para distribuir os produtos de higiene.”
Os refugiados agradecem a assistência e enaltecem “a boa vontade que ainda existe” entre as pessoas na região. Martins Nkamate, um dos deslocados de Cabo Delgado, diz que fazem falta tanto os produtos alimentares como as casas em construção.
“Não estávamos à espera desta ajuda. Mas é muito bom estarmos a receber essa comida. É comida que vai nos durar até ao próximo mês ou mais.”
O deslocado Pio Daniel também só tem palavras de agradecimento. “Estou a agradecer muito. Aqui estão a construir casas para nós vivermos. Também estamos a agradecer muito para terminarem as nossas casas para nós termos onde dormir”.
Agora, os deslocados de guerra pedem terras para a abertura de machambas. de modo a poderem produzir os seus próprios alimentos e deixarem de ser dependentes de apoios.
O país alcançou avanços notáveis no combate à violência baseada no género e uniões prematuras nos últimos anos, como resultado de programas visando ao empoderamento económico da mulher e da rapariga.
O director-nacional-adjunto da Mulher no Ministério do Género, Criança e Acção Social, Sansão Buque, considera que a existência de um quadro legal de protecção dos direitos da mulher e da criança levou à responsabilização criminal dos envolvidos na violência contra este grupo.
Intervindo ontem, em Maputo, no fórum de boas práticas no combate à violência sexual baseada no género e uniões prematuras, Buque realçou que muitas raparigas são resgatadas de uniões prematuras e há envolvimento notável das instituições do Estado e organizações da sociedade civil nas operações de resgate.
O evento, que pretende avaliara implementação da iniciativa Spotlight, reflectiu sobre os principais desafios que atrasam o avanço da mulher e as acções em curso, a vários níveis, para o seu empoderamento económico.
Para Buque, apesar dos avanços na aprovação de legislação e políticas de promoção dos direitos das mulheres e no combate a todas as formas de violência, persistem desafios na formação das comunidades rumo à igualdade e equidade do género.
A directora-executiva da Gender and Sustainable Development Association, Alice Banze, destacou que a divulgação das leis sobre os direitos da mulher e criança contribuiu para o aumento das denúncias de casos de violência e responsabilização criminal dos agressores.
“Este fórum e os depoimentos das mulheres que venceram estas práticas, acreditamos que irão mudar a vida de milhares de raparigas e abrirão uma janela para que mais intervenientes se juntem à iniciativa e possam apoiar as acções em curso rumo a uma vida sem injustiças e violência”, afirmou Banze.
A representante da União Europeia, Alicia Dias, reiterou o compromisso de continuar a apoiar as iniciativas tendentes a materializar a igualdade do género e o empoderamento das mulheres e raparigas, bem como para o alcance da paridade em todas as posições de tomada de decisão.
“É claro que não teremos apenas vitórias para celebrar. Há ainda muitos desafios a superar, particularmente em relação à coordenação entre os diversos actores dentro do programa. Por isso, momentos como este devem servir para reflexão sobre os desafios e estratégias para a segunda fase do programa”, defendeu.
A Itália está tendo dificuldade para chegar a um entendimento para um comunicado conjunto sobre os compromissos climáticos dos países do G20 dias antes de uma cúpula que presidirá na semana que vem, disse o ministro italiano da Transição Energética na sexta-feira.
Com a presidência temporária do G20 neste ano, a Itália sedia a reunião do grupo de nações ricas e emergentes sobre meio ambiente, clima e energia, que começa na cidade de Nápoles, no sul do país, na quinta-feira.
Roberto Cingolani, escolhido pelo primeiro-ministro Mario Draghi no início deste ano, disse que níveis de desenvolvimento econômico diferentes em todo o mundo tornam difícil encontrar um consenso nos compromissos climáticos.
Temos todas as equipes trabalhando atualmente, e posso garantir a vocês que estamos tendo dificuldade para chegar a um documento compartilhado… e estamos falando de 20 países, não 160”, disse o ministro em um webinar.
Os países do G20 respondem por cerca de 80% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial, disse Cingolani, “e estes 20 já estão achando difícil aceitar 55% de descarbonização até 2030”.
A cúpula acontece uma semana depois de Bruxelas apresentar seu plano mais ambicioso até hoje para enfrentar a mudança climática e atingir uma meta coletiva de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 55% até 2030.
O pacote provavelmente enfrentará o lobby intenso de países europeus mais pobres que querem proteger seus cidadãos de aumentos de preços.
O Presidente da República, Filipe Nyusi, insta os guardas penitenciários a contribuírem para uma melhor prestação de serviços que levem à reabilitação do recluso visando a sua reinserção social, após o cumprimento da pena, tratando-o com respeito e dignidade.
Falando ontem no encerramento do XVII curso de guarda penitenciário, no distrito da Moamba, província de Maputo, o Chefe do Estado anotou que estes servidores públicos jogam um papel fundamental na implementação dos instrumentos nacionais e internacionais assumidos pelo Estado, no âmbito dos Direitos Humanos e Justiça Social.
Segundo o PR, para o sucesso desta missão como Nação “é imprescindível” que haja melhorias nas formas de articulação e colaboração entre as instituições do Estado, a Comissão Nacional dos Direitos Humanos e as organizações da sociedade civil, bem como os parceiros de desenvolvimento.
O número de vítimas mortais das inundações na Europa subiu para mais de 150, sendo a maioria na Alemanha, onde ainda há muitas pessoas desaparecidas, fazendo prever que o balanço se agrave.
O número de vítimas mortais na sequência das inundações que estão a fustigar a parte da Europa Central aumentou para 133 na Alemanha, elevando para 153 o número de mortes na Europa.
O balanço da situação que atingiu a Alemanha, a Bélgica, o Luxemburgo, a Holanda e a Suíça foi feito na noite de sexta-feira pela agência AFP, e torna as inundações dos últimos dias no pior desastre natural na Alemanha em mais de meio século.
As autoridades alemãs registaram, até ao momento, 133 mortos. Os casos concentram-se em dois estados do oeste do país, a Renânia-Palatinado e a Renânia do Norte-Vestfália.
O ministro do Interior da Renânia-Palatinado, Roger Lewentz, confirmou na sexta-feira mais cinco vítimas mortais.
As autoridades admitem que possa haver mais mortos, uma vez que ainda há dezenas de pessoas desaparecidas nessas duas regiões, em especial numa localidade próxima de Colónia, onde um grande deslizamento de terras derrubou vários edifícios.
Na vizinha Bélgica, há registo de, pelo menos, 20 mortes e 20 desaparecidos, segundo o último relatório do governo.
Também ali, a situação é apontada como uma das piores de sempre: “Pode ser que estas inundações sejam as mais catastróficas que nosso país já conheceu”, disse o primeiro-ministro Alexander De Croo.
Na Bélgica, o Governo decretou que na próxima terça-feira será dia de luto nacional, depois da confirmação de 20 mortos e outras 20 pessoas desaparecidas.
Além da Bélgica e da Alemanha, as chuvas diluvianas e as consequentes cheias causaram graves danos materiais na Holanda, no Luxemburgo e na Suíça.
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