A Electricidade de Moçambique (EDM) tem em vista a realização de 420.000 novas ligações eléctricas até ao final de 2026, o que poderá beneficiar aproximadamente dois milhões de moçambicanos.
Esta informação foi partilhada por António Manda, Secretário Permanente do Ministério dos Recursos Minerais e da Energia (MIREME), numa conferência de imprensa realizada em Maputo a 27 de Outubro, durante a cerimónia de comemoração do 49.º aniversário da empresa.
Os dados apontam que 22,7 milhões de cidadãos, representando 66,9% da população nacional, têm actualmente acesso à electricidade. Este número revela um incremento significativo em relação aos aproximadamente 9,8 milhões que detinham acesso em 2019. Segundo António Manda, o aumento dos beneficiários pode ser atribuído à expansão da rede eléctrica nacional e às iniciativas do Governo, que visa alcançar o acesso universal à electricidade até 2030.
As novas ligações fazem parte do “Programa Energia para Todos”, implementado em 2018, cujo propósito é garantir o acesso à electricidade em todo o país, incluindo a instalação de mini-redes e sistemas solares em áreas rurais e peri-urbanas.
Apesar do progresso, o Secretário Permanente reconheceu que ainda existem comunidades que aguardam pela electrificação e consumidores sem acesso a serviços eléctricos de qualidade. Presentemente, todas as 11 capitais provinciais e 154 sedes distritais encontram-se electrificadas, com o trabalho a continuar para cobrir os restantes postos administrativos; até agora, 361 destes postos já têm acesso à electricidade.
Joaquim Henrique Ou-chim, presidente da EDM, anunciou também a formação de uma unidade de resposta rápida para catástrofes naturais, estabelecida, semanas antes do início da época chuvosa no país, que se prolonga de Outubro a Abril. O presidente assegurou que a prioridade permanece na criação de condições para o acesso universal à electricidade, ao mesmo tempo que se combate o vandalismo das infra-estruturas e o roubo de electricidade.
Durante a última estação das chuvas, a EDM reportou prejuízos na ordem de 2,3 milhões de dólares e necessitou de 9,3 milhões de dólares para reparar as infra-estruturas danificadas. Joaquim Henrique Ou-chim fez um apelo às direcções provinciais da empresa para que intensifiquem esforços no sentido de aproximar os serviços da população.















