O Conselho Municipal de Lichinga anunciou, a sua decisão de não autorizar a realização da marcha agendada pelo Movimento Democrático de Moçambique (MDM) na cidade. A decisão prende-se com a coincidência da manifestação com a visita presidencial programada para os próximos dias na região.
A deliberação foi comunicada em conferência de imprensa pelo presidente do Conselho Municipal, que justificou a decisão com a necessidade de garantir a segurança pública e a ordem na cidade durante a visita do Chefe de Estado. A autarquia realçou que a concentração de forças de segurança e a logística envolvida no evento presidencial impossibilitam a realização da marcha do MDM, uma vez que poderia gerar situações de conflito ou perturbar a normalidade do evento oficial.
O MDM, por sua vez, manifestou a sua insatisfação com a decisão, argumentando que a marcha decorre do direito à liberdade de expressão e reunião consagrado na Constituição da República de Moçambique. Em declaração à imprensa, líderes do partido afirmaram que continuarão a lutar pelos seus direitos democráticos e exigiram que a administração municipal reverta a sua posição.
A situação gerou reacções diversas entre os cidadãos de Lichinga, que se dividem entre os que apoiam a decisão da autarquia e os que defendem o direito à manifestação pacífica. A segurança na cidade será reforçada nas datas previstas, de modo a garantir a tranquilidade durante a visita do presidente.
O desfecho deste impasse político e social permanece em aberto, com a possibilidade de novos diálogos entre as partes envolvidas.

















