No Hospital Central de Maputo (HCM), trinta pessoas faleceram devido a acidente vascular cerebral (AVC) no primeiro semestre do ano, de um total de 150 pacientes diagnosticados com a doença.
Este elevado número de mortes chamou a atenção das autoridades de saúde, que expressam preocupação crescente, especialmente pelos casos que envolvem pacientes mais jovens, com idades entre os 35 e 65 anos.
A Dr.ª Naichan Arroz, neurologista do HCM, alertou para a gravidade da situação, destacando que a taxa de óbitos superior a 15 por cento entre os doentes diagnosticados é alarmante. A especialista sublinhou a necessidade de promover a prevenção, o diagnóstico atempado e um atendimento médico imediato.
Os casos mais letais, conforme explicou a Dr.ª Arroz, estão frequentemente associados ao AVC hemorrágico, onde ocorre a rotura de um vaso sanguíneo, resultando na interrupção do fornecimento de sangue e hemorragia. Este tipo de acidente vascular cerebral é frequentemente caracterizado por um início súbito, o que o torna particularmente perigoso.
A neurologista manifestou a sua preocupação em relação à tendência de alguns pacientes em procurar ajuda médica apenas quando os sintomas se agravam. Muitos optam inicialmente por consultar farmácias ou outras formas de tratamento, o que retarda a sua chegada ao hospital e compromete a eficácia do tratamento.
O HCM continua a trabalhar na sensibilização da população para a importância da detecção precoce dos sintomas do AVC e da procura imediata de assistência médica.















