A Autoridade Nacional Reguladora de Medicamentos (ANARME) realizou, recentemente, uma operação na cidade de Maputo que resultou na apreensão de grandes quantidades de medicamentos e substâncias sem qualquer tipo de rótulo numa clínica privada.
A acção contou com a colaboração do Gabinete Central de Combate à Corrupção (GCCC) e do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC).
Durante a operação, os inspectores da ANARME encontraram substâncias líquidas e em pó, cuja composição ainda não foi identificada. Segundo informações recolhidas, estas substâncias estariam a ser administradas a pacientes da clínica, levantando alarmes sobre a segurança e legalidade dos tratamentos ali praticados.
A liderança da operação manifestou preocupação face à falta de rótulos nos produtos, o que impossibilita a verificação da sua composição, origem, fabricante e outras informações essenciais. “Estamos preocupados porque não sabemos como é que isto entrou aqui. A ANARME é quem autoriza a entrada de medicamentos, mas temos aqui muito medicamento e, pior, sem rótulo nenhum,” revelou uma fonte da ANARME.
Para esclarecer a situação, as autoridades planeiam recolher amostras das substâncias apreendidas para análises laboratoriais, a fim de determinar a natureza e composição dos produtos. As análises são cruciais para verificar a presença de substâncias potencialmente nocivas e para estabelecer alguma relação com medicamentos previamente identificados pelas autoridades.
Esta operação surge num momento de crescente preocupação por parte das autoridades sanitárias em relação à circulação de medicamentos suspeitos em Moçambique.















