O Gabinete de Informação Financeira de Moçambique (GIFiM) comunicou que mais de quatro mil operações suspeitas são reportadas anualmente no âmbito da Lei de Prevenção e Combate ao Branqueamento de Capitais. Este dado revela uma preocupação crescente com a transparência financeira no país.
O total de notificações aumenta significativamente ao considerar as operações que envolvem valores iguais ou superiores a 250 mil meticais, realizadas em instituições financeiras. Estes valores, que incluem tanto transações em numerário como eletrónicas, obrigam bancos, seguradoras e imobiliárias a efectuar uma comunicação automática, independentemente da suspeição sobre a operação.
“Relativamente a estas, estamos a falar de muitas centenas de milhares. No que se refere às comunicações de operações suspeitas propriamente ditas, o número aproxima-se das quatro mil ao longo do ano”, afirmou Paulo Munguambe, director dos Serviços Jurídicos, Estudos e Cooperação no GIFiM.
Este cenário sublinha a necessidade de um monitoramento mais rigoroso das transações financeiras em Moçambique, reforçando o compromisso do país no combate a práticas ilícitas.

















