Economia Ministro incentiva empresários moçambicanos a aproveitarem oportunidades do gás natural

Ministro incentiva empresários moçambicanos a aproveitarem oportunidades do gás natural


O Ministro dos Recursos Minerais e Energia de Moçambique, Estêvão Pale, apelou às empresas nacionais para assumirem um papel crucial na cadeia de valor dos projectos de gás, através de parcerias com entidades estrangeiras especializadas.

Durante uma reunião realizada em Maputo com a Confederação das Associações Económicas (CTA), o ministro destacou que os projectos de gás em Moçambique abrem oportunidades significativas para as empresas nacionais.

Pale esclareceu que está prevista uma componente de formação que proporcionará capacitação a 15.734 moçambicanos, com um custo estimado de 126 milhões de dólares. “A capacitação de pequenas e médias empresas deverá abranger 355 companhias durante a fase de construção e cerca de 1.500 durante a fase operacional”, afirmou.

O ministro explicou que o conceito resultante de seis concursos de concessão na área da exploração de hidrocarbonetos abre novas portas, permitindo que as empresas moçambicanas se posicionem desde a fase inicial do ciclo do petróleo, monitorem a geração de dados técnicos, compreendam as necessidades e operações futuras dos projectos, e se preparem para integrar cadeias de financiamento mais complexas.

Pale sublinhou que os recentes desafios no mercado de energia, provocados por tensões geopolíticas e pela volatilidade dos preços dos combustíveis, reforçam a necessidade de acelerar soluções com gás natural veicular, conversão de gás em electricidade, e a expansão da mobilidade eléctrica nas zonas urbanas e rurais. “Quando falamos da exploração dos nossos recursos, não devemos limitar-nos a analisar o potencial existente ou apenas o volume. Queremos que as empresas moçambicanas participem para que esses objectivos se concretizem”, acrescentou.

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O ministro também afirmou que o país deve direccionar projectos de gás natural veicular e gasodutos para o mercado interno, “criando oportunidades para o sector privado”. O governo pretende utilizar biocombustíveis para responder gradualmente aos constrangimentos impostos pela volatilidade do mercado petrolífero internacional, criando um espaço para o empreendedorismo nacional. Outra medida aprovada pelo governo diz respeito à criação de conteúdo local para apoiar mecanismos de certificação, promover a igualdade e facilitar a transferência de conhecimentos.

Álvaro Massingue, presidente da CTA, declarou que o país se encontra actualmente em um momento histórico, especialmente porque “poucos países no mundo possuem simultaneamente recursos minerais abundantes, reservas de gás natural de classe mundial, alto potencial energético, vastas terras aráveis e uma localização geoestratégica privilegiada para servir os mercados regionais globais.”

De acordo com Massingue, o uso estratégico do gás natural não reside apenas na sua exportação na forma de GNL, mas acima de tudo na sua capacidade de impulsionar a industrialização, revitalizar cadeias de valor, e fortalecer a competitividade da economia nacional.

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