Sociedade ICOR celebra 25 anos com mais de três mil cirurgias cardíacas gratuitas

ICOR celebra 25 anos com mais de três mil cirurgias cardíacas gratuitas


O Instituto de Coração (ICOR) alcançou a marca de mais de três mil cirurgias cardíacas, com a maioria dos pacientes a serem crianças. A fundadora da instituição, Beatriz Ferreira, revelou que cerca de 90% das intervenções foram realizadas a custo zero para os beneficiários.

Durante a celebração do 25º aniversário do ICOR, Ferreira destacou que as crianças do sul de Moçambique apresentam maior facilidade de acesso aos cuidados prestados pela instituição. “Recebemos também crianças da Beira e de várias províncias do centro e norte do país, como Niassa, Cabo Delgado e Nampula”, elucidou a fundadora.

Face à realidade económica de muitos pacientes, o ICOR cobre, em determinadas situações, as despesas de transporte das crianças que não possuem condições financeiras para se deslocarem. Ferreira sublinhou a diferença de custos, comparando com os Estados Unidos, onde uma cirurgia pode chegar a custar cerca de 50 mil dólares, e na Europa, cerca de 30 mil euros. “Nós oferecemos gratuitamente aos nossos doentes que não têm capacidade”, afirmou.

O ICOR conta actualmente com cerca de 600 colaboradores, que incluem profissionais das mais diversas áreas, como segurança, transporte, hotelaria, clínicas e administração. A instituição tem desenvolvido parcerias com o Sistema Nacional de Saúde, promovendo a formação de médicos tanto a nível nacional como internacional.

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Neste momento, oito médicos, incluindo dois do Sistema Nacional de Saúde Pública, encontram-se no Brasil a receber formação em diversas especialidades.

Em termos de equipamentos, Beatriz Ferreira destacou que o ICOR dispõe da “maior ressonância magnética três tesla” do país, um avanço significativo na sua capacidade de diagnóstico e tratamento.

O ministro da Saúde, Ussene Isse, elogiou a contribuição do ICOR para o Sistema Nacional de Saúde Pública, sublinhando os 25 anos de dedicação ao fortalecimento da cardiologia em Moçambique. O ministro também fez menção a uma recente feira de saúde organizada pelo seu ministério, onde 90% dos participantes eram doentes cardíacos, evidenciando a necessidade contínua de serviços cardiovasculares no país.

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