A onda de contestação no Irão continua a intensificar-se, com o número de mortos a aumentar para 538, segundo a ONG norte-americana Human Rights Activists News Agency, citada pela agência Reuters. Este total inclui 48 membros das forças de segurança iranianas.
Os dados mais recentes refletem um aumento alarmante em comparação com os relatos anteriores, que indicavam cerca de 200 mortes. A repressão violenta contra os manifestantes tem sido uma constante nas últimas semanas, à medida que a população se exprime contra o regime islâmico de Teerão.
As manifestações, que tiveram início em Dezembro, foram inicialmente motivadas pela grave situação económica do país. Contudo, a escalada dos protestos levou muitos a questionar a estabilidade do regime liderado pelo Ayatollah Ali Khamenei, e a sua capacidade para enfrentar a crescente pressão popular.
Para além das mortes, as autoridades iranianas terão detido mais de 10 mil pessoas em conexão com as manifestações. Em resposta à contestação, o governo impôs um bloqueio total ao acesso à internet e à rede móvel, como forma de tentar controlar a situação.
Em meio a este cenário de violência, os Estados Unidos estão a considerar a possibilidade de uma ação militar contra o Irão. O Wall Street Journal reportou que reuniões preliminares já foram realizadas, e que o ex-presidente Donald Trump será informado na próxima terça-feira sobre as opções disponíveis para Washington.
Por sua vez, o Irão declarou que retaliará caso ocorra um ataque norte-americano.
















