Uma guarda prisional que manteve relações sexuais e contrabandeou itens para um recluso foi condenada a três anos e quatro meses de prisão por um tribunal do Reino Unido.
O homem, que cumpre uma pena de 11 anos, recebeu a mesma sentença. Ambos se declararam culpados de má conduta em cargo público e contrabando dentro da prisão, conforme noticiado pela Sky News.
Os crimes ocorreram entre 1 de Agosto de 2024 e 21 de Março de 2025 na prisão HMP Five Wells, em Wellingborough, Northamptonshire. A juíza Rebecca Crane revelou que o recluso compartilhou na rede social ‘Snapchat’ dois vídeos íntimos em que a guarda prisional aparecia vestida com a farda de polícia. Além disso, Alicia Novas, que na altura tinha 18 anos, permitiu a entrada de ‘cannabis’ e dois telemóveis na prisão para o recluso com quem mantinha o relacionamento, bem como transmitiu informações confidenciais.
O tribunal também informou que houve cerca de três mil contactos telefónicos entre ambos, muitos dos quais ocorreram já após a formalização da acusação. Numa audiência anterior, os réus reconheceram a culpabilidade em vários crimes, com o recluso a admitir ter “incentivado” Alicia Novas em sua má conduta.
A juíza enfatizou que as mensagens trocadas mostraram que o detido demonstrava interesse na guarda prisional, e que o relacionamento se tornou sexual a partir de Novembro de 2024.
“Espero que as sentenças proferidas hoje enviem uma mensagem clara àqueles em posições de autoridade, de que a conduta corrupta e ilegal e o comportamento inadequado que mina a confiança pública serão tratados com rigor, utilizando toda a força da lei”, afirmou a juíza.
















