Internacional Africa Presidente João Lourenço garante saída do poder em 2027

Presidente João Lourenço garante saída do poder em 2027

O Presidente da República de Angola e líder do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), João Lourenço, confirmou que não se recandidatará nas próximas eleições gerais, previstas para 2027. 

A declaração foi proferida durante um acto político de massas em Luanda, onde se celebraram os 69 anos do MPLA, conforme divulgou a ANGOP.

João Lourenço enfatizou que a sua saída é uma questão de cumprimento da Constituição da República de Angola, que estabelece um limite de dois mandatos presidenciais.

O chefe de Estado afirmou: “Só deixo o poder porque a Constituição não permite continuar à frente dos destinos do País.” Ele expressou ainda que, se fosse permitido, preferiria continuar no cargo.

Durante o seu discurso, o Presidente reiterou a importância de o partido preparar a sucessão e seleccionar um novo candidato que possa enfrentar os desafios actuais. “Quem me substituir não pode estar mais cansado do que eu”, declarou Lourenço, numa clara mensagem aos militantes.

A escolha do futuro líder, segundo o Presidente, não deve apenas servir os interesses do MPLA, mas igualmente atender às expectativas do povo angolano. “É preciso escolher um bom candidato, não apenas para o partido, mas para Angola”, acentuou, garantindo que o processo será conduzido sem ceder a pressões internas ou externas.

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Num momento em que questões como a governação e a democracia interna dominam as discussões políticas, Lourenço aproveitou para refutar críticas de que o MPLA não respeita os princípios democráticos. Afirmou que o partido continuará a agir dentro dos marcos legais e institucionais.

A confirmação da sua saída em 2027 representa um marco significativo para o MPLA, que pela primeira vez em décadas irá a eleições gerais com um novo líder, num contexto político que se torna cada vez mais competitivo. A sucessão de João Lourenço colocará à prova a capacidade de renovação do MPLA e a estratégia da sua permanência à frente do País.

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