Um total de 1.127 pessoas que haviam abandonado os seus lares nos postos administrativos de Chipene e Mazua, situados no distrito de Memba, na província de Nampula, norte de Moçambique, regressaram voluntariamente às suas zonas de origem após os ataques terroristas ocorridos a 16 de Novembro deste ano.
Este retorno representa um marco significativo para a normalização da vida comunitária numa região que recentemente enfrentou a violência armada. O processo de regresso tem sido conduzido com a assistência do Governo, juntamente com diversos parceiros de cooperação da província, que asseguraram toda a logística necessária, incluindo transporte e assistência alimentar.
Luísa Meque, presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD), realçou, em conferência de imprensa realizada na última sexta-feira, no posto administrativo de Chipene, que desde os ataques de Novembro, os parceiros incrementaram os seus esforços para garantir uma resposta humanitária abrangente.
Entre as principais intervenções destacam-se o apoio em higiene e saneamento, a assistência nutricional, a protecção de crianças e o combate à violência de género. Conforme referiu Meque, a colaboração das famílias tem sido crucial para o sucesso do processo, evidenciando uma crescente confiança no restabelecimento da normalidade.
















