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Ataque com míssil russo em Odessa faz sete mortos e deixa 15 feridos

O governador da região de Odessa, no sul da Ucrânia, anunciou hoje que um ataque russo com míssil balístico resultou na morte de sete pessoas e deixou 15 feridos na cidade costeira do Mar Negro. 

Oleg Kiper, através das suas redes sociais, afirmou: “O inimigo atacou as infraestruturas portuárias na região de Odessa: sete mortos, quinze feridos.”

As autoridades ucranianas relataram que, desde quinta-feira, a Rússia lançou 160 drones de longo alcance contra várias partes do país, atingindo 23 regiões e causando cortes de energia em Odessa. Sergi Lisak, chefe da administração militar da cidade, informou que um bairro ficou sem electricidade, água canalizada e aquecimento devido ao ataque.

Odessa tem sido alvo de bombardeamentos russos frequentes nos últimos dias, com a infra-estrutura energética sendo um dos principais alvos. Recentemente, a cidade ficou sem energia por três dias devido a estes ataques.

Desde o início do outono, a Rússia tem intensificado os bombardeamentos contra as infraestruturas energéticas da Ucrânia, resultando na destruição significativa da capacidade de geração de electricidade e do armazenamento de gás. Como consequência, os cortes de energia têm sido regulares em todas as regiões da Ucrânia, uma medida adoptada pelas autoridades em resposta à escassez de geração provocada pelos bombardeamentos.

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Os ataques surgem na véspera de uma reunião na Florida, onde estarão presentes enviados da Casa Branca, como Steve Witkoff e Jared Kushner, juntamente com Kirill Dmitriev, conselheiro do Presidente russo, Vladimir Putin, para discutir um plano proposto por Washington. Esta nova ronda de conversações foi confirmada pelo Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky.

Além disso, Rustem Umerov, secretário do Conselho de Segurança Nacional e Defesa da Ucrânia, anunciou que dois altos responsáveis militares ucranianos iniciarão hoje contactos nos Estados Unidos com mediadores norte-americanos e representantes da Europa, provenientes da Alemanha, França e Reino Unido.

Delegações ucranianas, europeias e norte-americanas já se reuniram no domingo e na segunda-feira em Berlim para alinhar uma proposta que será transmitida a Moscovo pelos emissários de Washington.

Esta nova ronda de negociações ocorre no mesmo dia em que Vladimir Putin negou ter rejeitado um plano de paz para a Ucrânia, afirmando que “a bola” agora está do lado de Kyiv e dos europeus.

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