Um vulcão situado no nordeste da Etiópia, conhecido como Hayli Gubbi, entrou em erupção pela primeira vez em 12.000 anos. A erupção, que se prolongou por várias horas, lançou fumo e cinzas a uma altitude de até 14 quilómetros, afectando a qualidade do ar em diversos países da região oriental.
De acordo com informações do jornal britânico The Guardian, o vulcão localiza-se na região de Afar, a cerca de 800 quilómetros da capital etíope, Adis Abeba. Mohammed Seid, um funcionário local, confirmou que, apesar de não terem sido registadas vítimas, a erupção poderá ter consequências económicas significativas para a comunidade de pastores da área. “Embora nenhuma vida humana ou gado tenha sido perdida até agora, muitas aldeias foram cobertas de cinzas e, como resultado, os seus animais têm pouco para comer”, lamentou Seid.
O vulcão Hayli Gubbi, com uma altitude de 500 metros, encontra-se no Vale do Rift, uma região conhecida pela sua intensa actividade geológica, onde duas placas tectónicas se encontram. As cinzas resultantes da erupção disseminaram-se pelo Iémen, Omã, Índia e norte do Paquistão, conforme relatado pelo Centro Consultivo de Cinzas Vulcânicas (VAAC).
Face a esta situação, as autoridades locais do Iémen alertaram a população sobre os potenciais riscos das emissões vulcânicas, que podem causar asfixia e infecções pulmonares a quem se expuser.
A presença de cinzas foi detectada nas províncias ocidentais de Al Hodeida e Taiz. Também foi emitido um alerta às companhias aéreas na Índia, recomendando a adopção de medidas em resposta à nuvem de cinzas no espaço aéreo.
















