Dois jurados do concurso Miss Universo decidiram renunciar à sua participação dias antes da cerimónia que elegerá a 74.ª vencedora, levantando sérias acusações contra a organização do evento.
O músico franco-libanês Omar Harfouch foi o primeiro a anunciar a sua saída, alegando que as finalistas foram pré-selecionadas por um “júri improvisado” de 30 jurados, que, segundo ele, incluía indivíduos com relações pessoais com algumas concorrentes.
A polémica em torno do concurso intensificou-se após um representante da Tailândia ter proferido um discurso incendiário contra a Miss México, o que levou várias candidatas a retirarem-se do evento pré-concurso em protesto. A situação agravou-se com a renúncia de Harfouch, que utilizou as redes sociais para expor a sua insatisfação, afirmando que a selecção das finalistas ocorreu “sem a presença de nenhum dos [oito] membros reais do júri”.
Poucas horas depois, o técnico de futebol francês Claude Makélélé também abandonou o júri, embora tenha citado “motivos pessoais imprevistos”. Harfouch manifestou a sua intenção de considerar a possibilidade de uma ação legal contra a organização do concurso, revelando um clima de descontentamento crescente entre os jurados.
Com a final do concurso à porta, as controvérsias em torno da sua organização continuam a suscitar debates e preocupações sobre a transparência e a integridade do evento.

















