O Governo de Moçambique encontra-se numa fase de reestruturação da direcção da Reserva Especial do Niassa (REN), com o objectivo de nomear um novo administrador.
Esta medida visa melhorar a coordenação entre os operadores de fauna e as comunidades que habitam nas imediações das áreas de conservação.
Recentemente, uma equipa do Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas, liderada pelo secretário de Estado de Terra e Ambiente, Gustavo Djedje, realizou uma visita ao terreno, onde foi constatada a ausência de comunicação institucional entre a direcção da REN e a população local. Durante a visita, foram identificados problemas graves, incluindo a falta de apoio dos operadores à comunidade em casos de conflito entre humanos e fauna bravia. Esta situação tem causado pânico e, em alguns casos, resultou em perdas de vidas humanas, bem como na destruição de campos agrícolas.
Jornito Muemede, porta-voz da reunião que visou divulgar o relatório sobre a suspensão das actividades da Wildlife Conservation Society (WCS) e da Direcção Administrativa da REN, falou na segunda-feira em Lichinga sobre a necessidade de reforçar a governação da área de conservação.
A intenção é, simultaneamente, reduzir os conflitos entre as comunidades e a fauna bravia, e tornar o modelo de gestão mais eficiente, participativo e sustentável.

















