Sociedade Corrupção na LAM impede renovação da frota, afirma Presidente da República

Corrupção na LAM impede renovação da frota, afirma Presidente da República

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, revelou o desmantelamento de uma significativa rede de corrupção que operava na Administração da companhia aérea Linhas Aéreas de Moçambique (LAM). 

Esta medida surge no âmbito de um esforço mais amplo do novo governo para erradicar práticas corruptas que comprometem o desenvolvimento e a integridade da nação.

Durante uma conferência de imprensa, Chapo destacou que a rede envolvia altos gestores da LAM, que sabotaram o plano governamental de aquisição de novas aeronaves, que deveria ser concretizado nos primeiros cem dias de governação. “Uma das acções de impacto que tínhamos previsto era a aquisição de três aeronaves para a LAM, a nossa transportadora de bandeira. No entanto, ao tomarmos a decisão de avançar com esta aquisição, deparámo-nos com uma realidade alarmante: dentro da LAM, encontramos quem deveria proteger os nossos interesses a agir como “raposas a cuidar de um galinheiro”, ou “gatos a vigiar ratos”, referiu o governante.

O Presidente explicou que os conflitos de interesse identificados entre os gestores da companhia levavam a acções que beneficiavam os próprios envolvidos, especialmente através de comissões obtidas via aluguer de aeronaves.

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Chapo denunciou ainda que os implicados no esquema de corrupção tinham-se beneficiado de uma viagem, supostamente para inspeccionar as aeronaves que deveriam ser adquiridas.

Diante da gravidade da situação, o governo decidiu cancelar o processo de compra dos novos aviões, como uma medida de salvaguarda dos interesses do povo moçambicano. A decisão sublinha o compromisso do novo governo em restaurar a transparência e a confiança nas instituições públicas do país.

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